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A fantasia do terrível encanto

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Carolina Matias

Seres encantados, humanos com a “visão”, rei, rainha, inverno, verão, briga pelo trono, manipulação, família, ira, sacrifício. Esses são alguns dos elementos que se encontra no primeiro volume da série de fantasia, Wicked Lovely – Terrível Encanto, da norte-americana, Melissa Marr.

Como protagonista,  temos a jovem de nome complicado, Aislinn, que mora com a avó desde a morte de sua mãe e, seguindo conselho da sua tutora, evita, a todo custo, os seres encantados. As regras da sua avó, ensinadas desde criança, evitam que os seres descubram que ela  possui o dom e que a persigam. “Não encare os seres encantados invisíveis, não fale com os seres encantados invisíveis e nunca desperte a atenção deles”, é o que a avó a fez seguir à risca até que um ser encantado, Keenan, passa a cortejá-la.

Apesar de não ser muito o meu gênero, esse livro de três narradores, conseguiu me prender e me conquistar. Temos em suas 357 páginas, os fatos narrados por três dos vários personagens importantes para a trama, e assim, são explicadas ao leitor a personalidade, os enlaces e como se deram os acontecimentos.

A escrita é fluída, consegui terminar em poucos dias e posso dizer que das resenhas que vi, após a leitura, que concordo quando falam que, não é um livro que se deixa levar pelo romance, apesar de existirem casais. Ele é extremamente político e demonstra como acontecem as tramas e os problemas com a falta de escrúpulo das pessoas envolvidas na liderança de algo.

Esse segmento do livro me lembrou o último, e único livro que li, da saga Jogos Vorazes, que também demonstra a importância de lutar por aquilo que se acredita e defende, sem deixar de ser quem é e também, o quão ruim pode ser o mundo com um governante ganancioso, manipulador e sem escrúpulos.

Aislinn, apesar da idade, é uma garota forte, que defende e luta por aquilo que acredita, que faz acordos e não abandona aqueles que ama. Não abordarei os outros personagens e suas importâncias para evitar um spoiler, mas a união faz a força!

 

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Antônio Carlos Garcia

CEO do Só Sergipe

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