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Zinani: Clássico conhecimento ao alcance de todos — A propósito do curso “Gigantes da História da Música”

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Artigo destaca o trabalho do músico e professor Carlos Zinani e sua proposta de aproximar o público da música clássica por meio do curso “Gigantes da História da Música”.

Por Léo Mittaraquis (*)

 

Até agora, eu e o grande mestre Zinani nunca estivemos, fisicamente, frente a frente. Quanto a mim, espero, com grande expectativa, que isso ainda possa acontecer. Será um dos mais comoventes e belos momentos da minha vida.

Mas, sim, nos conhecemos mediante o amoroso encontro, em nome da música erudita, no Instagram, quando, por causa das minhas explícitas e notórias preferências estéticas, chegou-me, via algoritmos, o perfil do músico Carlos Zinani.

Apresentação no Templo Budista da cidade de Três Coroas, em julho de 2025 e fazia parte das programações da 3ª Oficina de Música de Três Coroas

 

Dali em diante, não passa um dia sem que eu dê, nem que seja uma olhadinha, no perfil. Feliz por saber que o gênero de música ao qual amo tem espaço e voz, ou, talvez melhor dizendo, tem espaço e som. Enfim, termos convergentes.

Foi seguindo o perfil que tomei ciência do curso ministrado por Carlos Zinani, “Gigantes da História da Música”, dedicado, nesta primeira edição, a Handel e Haydn.

Fiz a inscrição sob a certeza de que seria uma experiência reveladora, e esta certeza se viu concretizada. Agora, ao longo das aulas assistidas, das anotações feitas, do ouvir as composições com mais embasamento, sinto-me, confesso, mais seguro de pôr o vinil (sim, vinil) na vitrola, fechar os olhos e tão somente deixar-me levar pela mais pura fruição.

Incluo, aqui, breve biografia, e assim apresento de forma um pouco mais completa este profissional do campo da música: Carlos E. Zinani (violino/viola): Natural de Caxias do Sul – RS, iniciou seus estudos de violino com o professor Ion Bressan, no Instituto Johann Sebastian Bach, em 1985. Em 1986, passou a frequentar aulas com a professora Gabriela Coletti. Posteriormente, em 1987, ingressou na Escola de Música da OSCA (Orquestra Sinfônica de Caxias do Sul), na qual foi aluno do professor Jorge Inda. Durante os anos de 1994 e 1995, foi aluno do Curso de Extensão em Instrumento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul sob a orientação do professor Fredi Gerling. Foi membro integrante da Orquestra de Câmara da Sociedade de Cultura Musical de Caxias do Sul (março de 1990 a dezembro de 2000) e da Orquestra do Instituto de Artes da UFRGS (1994-1995).

Participou dos festivais de música de inverno em Vale Vêneto, promovidos pela Universidade Federal de Santa Maria nos anos de 1992 e 1993. Teve oportunidades de aperfeiçoamento com os professores Marck Cedel (EUA), Rudolf Haken (EUA), Marcelo Jafé (SP), Paulo Bosisio (RJ) e Julia Bullard (EUA).

Zinani e demais músicos em recital no templo budista

Atuou como músico convidado da Orquestra Sinfônica da UNISINOS (2005) e da Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro (2013 e 2014). Em 2005, participou do concerto de reestreia da ópera “Os Bacharéis”, do escritor gaúcho Simões Lopes Neto, em um concerto realizado no Theatro Sete de Abril, em Pelotas. Em 2006, “Os Bacharéis” foi apresentada no Theatro São Pedro, ambos os concertos com duas récitas.

Foi integrante do Quarteto de Cordas da Orquestra da Universidade de Caxias do Sul – UCS – (2008–2012), atuando como violista e arranjador. Participou das três edições do Festival de Música de Câmara de Caxias do Sul (2008, 2009 e 2010), promovido pela UCS. Em 2012, estreou o Quarteto de Cordas nº 1 e, em 2014, a Suíte para dois Violinos, ambas obras de sua autoria. Estamos diante de um artista e professor de sólida e comprovada formação.

Professor há mais de trinta anos, Carlos Zinani se destaca, para além do conhecimento técnico altamente qualificado, pela generosidade com que transmite seu saber num campo caracterizado pela complexidade estrutural e que implica, também, o inteirar-se quanto à biografia dos compositores e ao contexto histórico-cultural.

Quero crer que o segmento amante das Artes Clássicas, incluindo a música, de imediato compreenderá por que se faz necessário divulgar tal iniciativa. Pois estão cientes de que a percepção clássico-erudita, mais do que nunca, hoje, reveste-se da maior importância.

A sequência de aulas do curso foi cuidadosamente elaborada para permitir fácil e, ao mesmo tempo, profunda compreensão do valor estético e histórico da música clássica.

Nesta atualidade, em diversos aspectos, esvaziada de sentido, o curso ministrado por Carlos Zinani é proposta urgente de conexão com o Belo e o Sublime [como bem disse Kant], num exercício por um ideal pragmático de excelência, simetria e atemporalidade.

Aos interessados em participar do curso “Gigantes da História da Música”, oriento que acessem o perfil @carloszinanni, no Instagram.

Aproveitar esta singular oportunidade põe-se como urgente, sem dúvidas.

 

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Leo Mittaraquis

Léo Mittaraquis é graduado em Filosofia, crítico literário, mestre em Educação.

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