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WhatsApp terá videoconferência em grupo

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Os usuários do WhatsApp poderão realizar videoconferências em grupo e usar stickers nos bate-papos. O anúncio foi feito durante a F8, conferência para desenvolvedores promovida pelo Facebook. A previsão é de que as atualizações cheguem nos próximos meses ao aplicativo, que realiza diariamente mais de 2 bilhões de minutos de ligações de vídeo e áudio.

O evento também marca a saída do cofundador do mensageiro, Jan Koun, e a confirmação de que a versão Business do app permanecerá gratuita, contrariando as expectativas da época de seu lançamento. Não há muitos detalhes sobre como será a conversa por vídeo em grupo, mas uma imagem exibida na apresentação mostrou a participação de quatro pessoas simultaneamente. É provável que o número de participantes seja maior – recentemente, o Snapchat anunciou uma ferramenta semelhante com suporte a até 16 pessoas ao mesmo tempo.

A chegada dos stickers é esperada há bastante tempo. O recurso já está presente outros programas de mensagem, como o Messenger e o rival Telegram. A aplicação permitirá que terceiros disponibilizem seu próprio pacote de imagens, como uma forma de manter ainda mais rica a galeria de opções.

A direção do WhatsApp informou ainda que a versão do programa voltada para os negócios permanecerá gratuita. O programa já conta com a participação de mais de 3 milhões de empresas, e é possível que as grandes marcas sejam cobradas por vantagens adicionais, que as ajudaria a alcançar mais consumidores – e, consequentemente, a ganhar mais dinheiro.

Além de ter sido palco para a divulgação das novidades para o WhatsApp, a F8 marcou a saída de Jan Koum, cofundador e CEO do mensageiro, do Facebook. Koum postou uma nota em sua conta pessoal na rede social confirmando a notícia, mas sem deixar claro os motivos. “Já faz quase uma década desde que Brian e eu começamos o WhatsApp, e tem sido uma jornada incrível com algumas das melhores pessoas. Mas é hora de seguir em frente”, declarou.

Há quase quatro anos, o aplicativo de bate-papo foi adquirido pela companhia de Mark Zuckerberg. Especula-se que desentendimentos sobre a forma como monetizar o WhatsApp e a preocupação em preservar os dados dos usuários possam ter sido algumas das razões para a saída.

De acordo com o Washington Post, o Facebook tinha interesse em realizar a cobrança de anuidade para obter dinheiro com o app, enquanto seus fundadores preferiam manter o modelo tradicional de publicidade. Também segundo o jornal, Koum acreditava que, para atender aos desejos da rede social de tornar as ferramentas do app mais funcionais, seria necessário tornar mais fraco o sistema de encriptação de mensagens.

Fonte: Techtudo

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Antonio Carlos Garcia

Editor do Portal Só Sergipe

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