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	<title>Arquivo para reflexões - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 13 Mar 2026 11:56:19 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Lawrence da Arábia e o Oriente Médio – Reflexões sobre passado, presente e futuro</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/lawrence-da-arabia-e-o-oriente-medio-reflexoes-sobre-passado-presente-e-futuro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 11:56:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Às vésperas da 98.ª cerimônia de entrega dos Academy Awards (Oscar), destaco um dos grandes sucessos da indústria cinematográfica internacional. Trata-se do filme Lawrence da Arábia que é de 1962. Foi vencedor de sete desse tipo de premiação, incluindo a de Melhor Filme. Além de belíssimo, cumprindo &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">À</span>s vésperas da 98.ª cerimônia de entrega dos Academy Awards (Oscar), destaco um dos grandes sucessos da indústria cinematográfica internacional. Trata-se do filme <em><strong>Lawrence da Arábia </strong></em>que é de 1962. Foi vencedor de sete desse tipo de premiação, incluindo a de Melhor Filme. Além de belíssimo, cumprindo a sua função precípua de entreter, no que se refere ao tempo presente, no entorno das questões bélicas envolvendo parte do Oriente Médio e os Estados Unidos da América, é uma excelente oportunidade para pensar e repensar alguns conceitos e preconceitos e aprender, com o filme, lições de empatia, diplomacia, cordialidade, intercâmbio cultural e humanidade, e, claro, de História, Geografia, Cultura e Religião.</p>
<p>Uma das primeiras cenas do filme, por si só, já chama a atenção quando Dryden (Claude Rains), um diplomata britânico do Escritório Árabe assim se expressa após um longo debate com relação a procedimentos militares na Arábia Saudita, durante o contexto da Primeira Guerra Mundial (1914-1918): “<em>As coisas grandes têm pequenos inícios</em>”. Disse-o dirigindo-se a Edmund Allenby (Jack Hawkins), sobre enviar ou não o Tenente Lawrence para missão no deserto.</p>
<p>Interpretado por Peter O&#8217;Toole (1932-2013), o Tenente T.E. Lawrence é um oficial britânico excêntrico, erudito e culto.  Apesar da brilhante interpretação, O&#8217;Toole não levou o prêmio Oscar de Melhor Ator no referido filme. Lawrence é designado a se infiltrar nas tribos árabes daquele conflito bélico, ganhando a confiança dos povos ali presentes, inclusive de seus líderes. Inicialmente do sherif Ali ibn el Kharish (Omar Sharif, famoso por seu papel em Dr. Jivago, 1966); seguido por um líder beduíno da tribo Howeitat, Auda abu Tayi (Anthony Quinn, ator mexicano, naturalizado norte-americano, conhecido por ter feito filmes de Faroeste); e o Príncipe Faiçal (interpretado por Alec Guinness), líder da Revolta Árabe contra o Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial.</p>
<p>Sobre este último, destaque para um dos ricos diálogos que ele estabelece no filme com o Tenente Lawrence, notadamente o primeiro em que ele afirma com tom descrente e melancólico: “<em>Meu pai declarou guerra à Turquia. Não os ingleses. Meu pai está velho. E eu anseio pelos jardins desaparecidos de Córdoba. Mas, a guerra vem antes dos jardins</em>”. Aqui, chamo a atenção para os que julgam até hoje alguns povos do Oriente Médio como atrasados, sanguinários e toda uma “sorte” de preconceitos típicos do mundo ocidental e, de modo particular, de boa parte dos norte-americanos.</p>
<p>Vale salientar que o Oriente Médio, hoje — onde podemos localizar países como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Catar, Israel, Jordânia, Líbano, Síria, Kuwait, Omã, Bahrein, Iêmen, além do Egito —, é uma região onde surgiu o chamado mundo civilizado, por volta de 3500 a.C, quando existiram povos como sumérios, acádios, babilônios, assírios, caldeus, fenícios, hebreus e persas. Estes últimos, atual território do Irã, atacado sem dó e sem piedade pelo imperialismo norte-americano e seus parceiros, a exemplo do atual Estado de Israel.</p>
<p>Tudo isso para dizer, inicialmente, que há uma certa subestimação em relação à capacidade intelectual, religiosa e cultural de boa parte dos atuais países do chamado Oriente Médio, mais de perto, do Irã, assim chamado a partir do dia 21 de março de 1935, sob o comando de Reza Shah Pahlavi (1878-1944). Você pode até discordar do tipo de regime que é imposto a este país pelos Aiatolás, desde 1979, do tipo teocrático; e até mesmo de um eventual desejo deste país vir a produzir bomba nuclear para atacar o seu principal rival, Israel, e até mesmo o “grande satã”, como se referem aos EUA. Mas, usar tais argumentos para acabar com seu povo (incluindo crianças) e suas estruturas é algo que vai além do limite da tolerância entre os povos.</p>
<p>Para tanto, o filme <em>Lawrence da Arábia</em> se torna, por meio de seu protagonista, Tenente Lawrence, uma grande referência de como é possível vencer a intolerância belicosa: primeiro, com diplomacia, diálogo franco e aberto (de preferência em nível da civilidade que respeite diferenças culturais e religiosas); e, se necessário, com tática militar eficiente, que garanta, se é que isso seja possível, o direito à defesa das nações e ao menor número de baixas fatais humanas.</p>
<p>Em tempos de brucutus à frente de nações importantes, <em>Lawrence da Arábia</em> é um convite a inúmeras reflexões sobre o passado, o presente e o futuro do Oriente Médio. Um futuro incerto e nebuloso para toda a humanidade, se o presente não der conta de responder às suas demandas, com civilidade, desejo de paz e respeito aos direitos humanos e à dignidade humana no que ela tem de mais preciosa: que é o direito à vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Reflexões sobre a hipocrisia e o confronto entre o ser e o parecer</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/reflexoes-sobre-a-hipocrisia-e-o-confronto-entre-o-ser-e-o-parecer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Mar 2026 09:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Hernan Centurion Sobral (*) &#160; Iniciamos mais uma Quaresma, tempo de reflexão sobre nossas vidas e o que temos feito de bom ou não para nós mesmos e, mormente, para a humanidade, uma vez que somos seres sociais. Como procuro fazer costumeiramente neste período, priorizei desbastar algumas arestas que negativamente impactam minha jornada &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Hernan Centurion Sobral (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">I</span>niciamos mais uma Quaresma, tempo de reflexão sobre nossas vidas e o que temos feito de bom ou não para nós mesmos e, mormente, para a humanidade, uma vez que somos seres sociais. Como procuro fazer costumeiramente neste período, priorizei desbastar algumas arestas que negativamente impactam minha jornada em busca da evolução espiritual, como também tracei algumas metas a serem alcançadas ao final destes emblemáticos quarenta dias. Uma delas, anotada na minha “lista de atividades”, é fruto do despretensioso convite de minha esposa Aline, ao me chamar para assistir ao seriado “The Chosen” (Os Escolhidos) que conta a história de Jesus, enfatizando seu convívio com a Virgem Maria e os discípulos e trazendo à tona uma narrativa repaginada da experiência cristã, em suma, retrata um Jesus Cristo na sua mais pura essência humana, sem, contudo, perder a divindade.</p>
<figure id="attachment_97079" aria-describedby="caption-attachment-97079" style="width: 1423px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-tela-2026-02-21-123425.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-97079 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-tela-2026-02-21-123425.png" alt="The Chosen" width="1423" height="707" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-tela-2026-02-21-123425.png 1423w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-tela-2026-02-21-123425-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-tela-2026-02-21-123425-1024x509.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Captura-de-tela-2026-02-21-123425-768x382.png 768w" sizes="(max-width: 1423px) 100vw, 1423px" /></a><figcaption id="caption-attachment-97079" class="wp-caption-text">Série The Chosen  Foto: Divulgação-Prime Vídeo</figcaption></figure>
<p>Confesso que não resisti e, em menos de duas semanas, entre estudos para a pós-graduação, reuniões de trabalho, assistência à família e atividade física, “maratonei” a série e já me encontro na sua quarta temporada. Chamou-me a atenção, contudo, que muito do que se passou à época ainda se pode perceber no nosso cotidiano atual, mesmo após milênios de aprendizados, quer pelas Sagradas Escrituras, quer pelas experiências históricas que nos remetem tanto a boas como a más lembranças. Dentre tantos acontecimentos de outrora que ultrapassaram várias gerações, intrigou-me o quanto a hipocrisia assolou e ainda assola atualmente a humanidade.</p>
<p>Ela possui uma astúcia que a camufla e a impede de se apresentar como vício, optando sempre por se fantasiar como virtude. Assim sendo, não chega rompendo portas, porém entra sorrateiramente com a voz calculadamente postada, um gesto ensaiado e uma indignação rigorosamente calibrada, trazendo um repertório de palavras bonitas que soam como valores nobres diversos como, por exemplo, honra, patriotismo, justiça ou caridade. Percebamos que o cerne do problema não reside em alguém defender valores ou ideais, posto que isso cairia bem à primeira vista, todavia o verdadeiro drama surge quando esses valores supracitados, dentre tantos outros, tornar-se-iam meros instrumentos de ascensão político-econômico-social, tais qual uma maquiagem moral aplicada para ser vista, mas jamais vivida. O que mais vimos ao nosso redor são “falsos-moralistas” de um lado e “socialistas caviar” d’outro, que por vezes se misturam e até trocam de lado a depender da “ordem do dia”.</p>
<p>Pois bem, retroagindo um pouco na linha de pensamento, se mergulharmos na etimologia da palavra hipocrisia, originária da Grécia antiga, compreenderemos melhor o seu significado: ato de interpretar; ofício do ator que representa em público. No teatro, isso é legítimo e até necessário, pois a máscara faz parte de um acordo tácito entre o palco e a plateia, entretanto a tragédia se instala quando o mundo real se transforma neste palco e ninguém admite o papel que assume. É o momento em que a vida pública e a intimidade individual caminham em sentidos opostos e o sujeito aprende a colher o prestígio do bem, sem, contudo, se dispor a suportar o seu peso.</p>
<p>François de La Rochefoucauld, escritor francês do século XVII, definia a hipocrisia como a homenagem que o vício presta à virtude, ou seja, o hipócrita reconhece o valor da retidão, todavia, em vez de cultivá-la, isto é, praticá-la, decide apenas apoderar-se do seu brilho para, “narcisicamente”, adornar a própria imagem. Vejamos algumas peculiaridades dos hipócritas: eles prosperam onde há plateia e, por isso, sentem-se tão à vontade em meio às multidões, cercados de tradições, símbolos e ritos de pertencimento. Falam de moral e bons costumes, fazendo disso um currículo de superioridade, ao passo que trajam o uniforme da justiça social e da compaixão, como se fosse uma armadura de idoneidade e até de santidade! A máscara da conveniência muda conforme o figurino do poder, mas o <em><i>modus operandi</i></em> permanece o mesmo: a vaidade, esta velha conhecida, que tem fome de aplauso e a consciência que deseja parecer limpa, sem jamais ter passado pela água e sabão do arrependimento.</p>
<p>Neste cenário, há um limite que precisamos traçar entre a coerência de quem é imperfeito e a hipocrisia de quem é calculista. O imperfeito é aquele que, ao cair, reconhece o próprio tropeço e usa a queda como aprendizado para um recomeço, mesmo que penoso, mas honesto e edificante, semelhante à figura de Pedro no Evangelho, que — chorando amargamente ao negar seu Mestre por três vezes (Mateus 26:75), na dor da sua fragilidade — encontra a verdade e segue firme, em frente e com propósito, evangelizando. Já o dito hipócrita, ao cair, não busca o chão para levantar-se, porém se apressa em construir um púlpito para, cinicamente, começar a apontar o dedo e condenar os outros. Ele se assemelha aos fariseus, os doutores da lei que Jesus chamava de “sepulcros caiados”, ou seja, belos por fora, mas vazios de conteúdo por dentro (Mateus 23:27-28). Enquanto o imperfeito humildemente reconhece seu erro, vulnerabilidade e pequenez diante da verdade, gerando transformação e melhoria, o hipócrita se sente ameaçado, abespinha-se e tenta dominá-la por meio do julgamento e condenação d’outrem.</p>
<p>Analisando-se esse contexto à luz da Psicologia, Carl Jung nos revela o hipócrita como aquele que projeta toda a sua escuridão interior nos outros, odiando no próximo as falhas que ele não teria coragem de admitir em si mesmo. Ele tenta, então, manter o espelho limpo com tinta nanquim em vez d’água e, com isso, corrói não apenas a coerência e credibilidade, como também todo o seu caráter.</p>
<p>Destarte, resta-nos aceitar, de coração escancaradamente aberto, o convite que Deus diuturnamente nos faz à interioridade, a fim de que reconheçamos nossas iniquidades e busquemos o elixir redentor depositado pelo Espírito Santo, no âmago do nosso ser, ao sermos batizados. Este período litúrgico não pede propaganda de santidade, mas a verdade “nua e crua”, ao nos cobrar não como aparecemos nas instituições que frequentamos, porém quem verdadeiramente somos quando as luzes se apagam e, absolutamente sozinhos, não resta plateia ou aplauso.</p>
<p>Este antídoto que ora buscamos contra o mal da hipocrisia não advém do moralismo barulhento que grita nas tribunas ou púlpitos, não obstante nasce da integridade, a qual ouso definir como o estado em que a vida não precisa ser dividida entre a que se vive e a que se exibe, algo que se percebe quando abrimos o Instagram e outras redes sociais (“vida de novela”). A integridade é, pois, a coragem de ser quem se é com a confiança de que a verdade, mesmo parecendo imperfeita, é a única base sólida para a boa e saudável convivência em sociedade. No fundo, bem lá no fundo, a hipocrisia traduz o medo de não sermos amados pelo que somos, o que nos faz criar um personagem que acreditamos ser mais &#8220;amável&#8221; ou &#8220;respeitável&#8221;. Como bem descreveu Dale Carnegie, o ser humano necessita de reconhecimento social.</p>
<p>Por fim, a grande questão que ecoa no silêncio do quarto escuro é curta e simples, entretanto deveras desconfortável e que, certamente, ao buscarmos a resposta, mudará nossas prioridades, valores e propósitos: <strong>eu estou tentando ser, ou apenas parecer?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Dissenso sim, conflito não: um fio de reflexões sobre negociação</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/dissenso-sim-conflito-nao-um-fio-de-reflexoes-sobre-negociacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliano César Faria Souto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Oct 2025 10:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[autores]]></category>
		<category><![CDATA[conflito]]></category>
		<category><![CDATA[cultura empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[dissenso]]></category>
		<category><![CDATA[negociação]]></category>
		<category><![CDATA[referência]]></category>
		<category><![CDATA[reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Juliano César Souto (*) &#160; Chamado à coragem e maturidade em todos os campos da vida &#160; Nos últimos anos, tenho refletido sobre a importância da negociação em diferentes dimensões da vida: empresarial, social, política e familiar. Em tempos de polarização, uma ideia se mostra essencial: dissenso e conflito não são a mesma coisa. &#8230;</p>
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<blockquote><p>Juliano César Souto (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Chamado à coragem e maturidade em todos os campos da vida</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem2.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-93893 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem2-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem2-200x300.jpg 200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Imagem2.jpg 576w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /></a><span class="dropcap ">N</span>os últimos anos, tenho refletido sobre a importância da negociação em diferentes dimensões da vida: empresarial, social, política e familiar. Em tempos de polarização, uma ideia se mostra essencial: dissenso e conflito não são a mesma coisa. O primeiro é fonte de inovação e crescimento; o segundo, quando não administrado, corrói relações e paralisa decisões.</p>
<p>Reuni aqui reflexões próprias — no âmbito da série <strong>Cultura Empresarial</strong> — e de autores de referência, para costurar aprendizados e convidar à leitura completa de cada um.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Dissenso sim, conflito não</h3>
<p>“O dissenso é saudável, o conflito é corrosivo.”</p>
<p><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://mercadoeconsumo.com.br/29/09/2025/artigos/dissenso-sim-conflito-nao/amp/?utm_medium=email&amp;utm_campaign=news_fechamento_diario_-_2909&amp;utm_source=RD+Station" target="_blank" rel="noopener">Leia o artigo completo clicando aqui</a></span></p>
<p>A primeira distinção é conceitual: dissenso é saudável, conflito é destrutivo. Divergências bem conduzidas enriquecem o debate, enquanto choques de ego drenam energia.</p>
<p>Conclusão: Precisamos criar ambientes que incentivem divergências construtivas sem medo de rupturas pessoais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Negociar é construir pontes</h3>
<p>“Negociar não é vencer ou perder, é construir pontes.”</p>
<p><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://docs.google.com/document/d/1u7WVDplA54IfbLyxfPr3RBA_clhnvR7g9LQhykykOR4/edit?usp=drivesdk" target="_blank" rel="noopener">Leia o artigo completo clicando aqui </a> </span></p>
<p>Negociar não é um duelo de vencedores e vencidos, mas um processo de construção de pontes. Inspirado por William Ury, destaco que a escuta ativa e o foco no interesse comum são alicerces de acordos duradouros.</p>
<p>Conclusão: A negociação bem-sucedida começa pela capacidade de escutar, não pela pressa de responder.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Negociação e acolhimento institucional</h3>
<p>“Acolher divergências não enfraquece a empresa, fortalece os consensos.”</p>
<p><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://docs.google.com/document/d/16YcP3Vkz7MWpIlcHQ6mvnTqUIciDz5R7aCGx9Ntgu6c/edit?tab=t.0" target="_blank" rel="noopener">Leia o artigo completo clicando aqui </a></span></p>
<p>Defendo aqui que empresas precisam criar espaços seguros e estruturados para que divergências não sejam vistas como ameaças, mas como parte do tecido organizacional.</p>
<p>Conclusão: Acolher divergências transforma o dissenso em crescimento coletivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Negociação em tempos de crise</h3>
<p>“Na crise, o maior risco não é o confronto, é a omissão.”</p>
<p><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://docs.google.com/document/d/0Bz2ESpEKoEZeT2dZblFGWFkxRTA/edit?usp=drivesdk&amp;ouid=103599904190945047108&amp;resourcekey=0-kx2_OKKpioo4Mmmrv_diiA&amp;rtpof=true&amp;sd=true" target="_blank" rel="noopener">Leia o artigo completo clicando aqui </a> </span></p>
<p>Em momentos de instabilidade, a negociação deixa de ser apenas uma habilidade — torna-se uma necessidade. O risco não está só no confronto aberto, mas também na omissão diante do problema.</p>
<p>Conclusão: Quando líderes se omitem, perdem a chance de transformar crises em oportunidades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Seis passos para uma negociação bem-sucedida</h3>
<p>“Negociar é método: planejar, persistir e construir etapas rumo ao acordo.”</p>
<p><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.infomoney.com.br/mercados/homem-que-selou-a-paz-entre-abilio-e-casino-revela-os-6-passos-para-uma-negociacao-bem-sucedida/" target="_blank" rel="noopener">Leia o artigo completo clicando aqui </a> </span></p>
<p>A reconciliação entre Abílio Diniz e Casino é um exemplo vivo de como negociações complexas podem ser bem-sucedidas quando estruturadas em etapas claras.</p>
<p>Conclusão: Planejamento, paciência e método são indispensáveis em negociações de alto impacto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>William Ury e o clássico Como chegar ao sim</h3>
<p>“Negociar não é ceder, é criar soluções de ganho mútuo.”</p>
<p><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.amazon.com.br/Como-chegar-sim-negociar-concess%C3%B5es/dp/8543106214" target="_blank" rel="noopener">Leia o artigo completo clicando aqui</a> </span></p>
<p>Entrevista com WIlliam Ury no SXSW:</p>
<p><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.williamury.com/sxsw-2024-interview-with-william-ury/"><u>https://www.williamury.com/sxsw-2024-interview-with-william-ury/</u></a> </span></p>
<p>O livro que marcou gerações de negociadores lembra: não se trata de ceder ou vencer, mas de buscar resultados de ganho mútuo.</p>
<p>Conclusão: A negociação eficiente substitui a lógica da concessão pela lógica da criação conjunta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Negociar e fazer amigos</h3>
<p>“Mais do que fechar negócios, é abrir caminhos de amizade e confiança.”</p>
<p>Leia o artigo completo:</p>
<p><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://docs.google.com/document/d/1sSY42FkCkdpaAsY2BDX2u6pg7LdJGLAvV2Zw-UT4l_E/edit?usp=drivesdk"><u>https://docs.google.com/document/d/1sSY42FkCkdpaAsY2BDX2u6pg7LdJGLAvV2Zw-UT4l_E/edit?usp=drivesdk</u></a> </span></p>
<p>A tônica da vida de Raymundo Juliano foi simples e poderosa: negociar é criar vínculos e construir amizades. Esse ensinamento, transmitido com exemplo e coerência, transcendeu  os negócios e se tornou um valor de vida. Negociar, para ele, nunca foi apenas buscar vantagens comerciais, mas promover confiança, respeito e reciprocidade. Esse é o maior legado que deixou à família, aos sócios, colaboradores, clientes e amigos.</p>
<p>Conclusão: Raymundo Juliano nos ensinou  que resultados duradouros só se sustentam quando baseados em relações humanas verdadeiras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Um fio condutor</h3>
<p>Ao costurar essas reflexões, fica claro o caminho: aprender a negociar diferenças e transformar tensões inevitáveis em oportunidades de construção coletiva.</p>
<ul>
<li>Dissenso sim → deve ser estimulado, divergências são a base da inovação.</li>
</ul>
<ul>
<li>Conflito não → quando não administrado, desgasta e paralisa.</li>
</ul>
<ul>
<li>Omissão jamais → deve ser evitada;  o silêncio diante de decisões importantes é tão nocivo quanto o confronto aberto.</li>
</ul>
<p>Negociar é, no fundo, um ato de coragem e maturidade: coragem para sustentar posições e maturidade para ouvir e construir pontes. É também a forma mais fiel de honrar o legado que inspira tantas trajetórias — “Negociar e fazer amigos”.</p>
<p>Este é o convite: que possamos aprender a negociar diferenças e transformar tensões inevitáveis em oportunidades de construção coletiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Versão Enxuta – LinkedIn</h3>
<p>Dissenso SIM, Conflito NÃO, Omissão JAMAIS.</p>
<p>Nos últimos meses, reuni algumas reflexões sobre negociação em tempos de polarização. Eis algumas lições:</p>
<p>1. Dissenso X Conflito: divergências enriquecem, conflitos destroem;<br />
2. Construir Pontes: escutar é mais importante que responder;<br />
3. Acolhimento Institucional: divergências podem gerar crescimento coletivo;<br />
4. Negociação em Crise: o risco maior não é o confronto, mas a omissão;<br />
5. Seis passos de sucesso: planejamento e método fazem diferença;<br />
6. Como chegar ao Sim: negociar é criar, não apenas ceder.</p>
<p>Conclusão: estimule o dissenso, administre o conflito e evite a omissão. Negociar diferenças é um exercício de coragem e maturidade — e pode transformar tensões em oportunidades de construção coletiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O verdadeiro maçom</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-verdadeiro-macom/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rivaldo Frias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Oct 2025 09:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[academia]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimentos]]></category>
		<category><![CDATA[domingo]]></category>
		<category><![CDATA[estória]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[online]]></category>
		<category><![CDATA[portal]]></category>
		<category><![CDATA[programação]]></category>
		<category><![CDATA[reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=93875</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Rivaldo Frias dos Santos (*) &#160; Embora, hoje, exista farta literatura sobre a maçonaria, com excelentes obras de autoria de diversos estudiosos e bons autores, ofereço este trabalho, que venho acalentando há alguns meses, com a finalidade de contribuir para o projeto do lançamento do livro A Maçonaria para Todos V, editado pela Academia &#8230;</p>
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<blockquote><p>Rivaldo Frias dos Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>mbora, hoje, exista farta literatura sobre a maçonaria, com excelentes obras de autoria de diversos estudiosos e bons autores, ofereço este trabalho, que venho acalentando há alguns meses, com a finalidade de contribuir para o projeto do lançamento do livro <em>A Maçonaria para Todos V,</em> editado pela Academia Maçônica Sergipana de Artes, Ciências e Letras.</p>
<p>O Maçom, por princípios e natureza, deve ser sempre, um pesquisador e um estudioso, pelo menos, até para confirmar a frase que <strong>“somos sempre eternos aprendizes”.</strong></p>
<p>A obrigação do aprendiz é aprender. E aprender se faz com estudo, pela pesquisa e, principalmente, pelos ensinamentos e exemplos dos mais velhos através dos tempos, pois a melhor lição ainda é a tradição oral, cuja passagem de geração a geração, faz com que se perpetuem os segredos, os costumes e os procedimentos, que nem sempre os livros se voltam para esse ponto. É esse o meu propósito: Facilitar o estudo, e o aprendizado  dos meus queridos irmãos da ordem maçônica.  Graças ao G∴A∴D∴U∴, hoje —  com o advento da de novas tecnologias, da internet e com os novos mecanismos oferecidos por ela, destacando-se a Inteligência Artificial e tantos outros programas —, surgiram inúmeros irmãos maçons escritores dedicados ao tema.</p>
<p>Aqui em nosso Estado temos a Academia “Maçônica Sergipana de Artes, Ciências e Letras”, composta por 33 maçons, acadêmicos e pesquisadores, que anualmente têm editado seu livro intitulado a <em>Maçonaria para todos,</em> já estando em sua quinta edição; com temas da maior importância como: Ciência e Maçonaria, Introduções e Históricos Gerais da Maçonaria, Análises Criticas e Reflexões, Filosofia e Ética, Simbolismos e Ritualística, Liderança e Organização, Inter- religiosidade, Reflexões Históricas  e Cultura, possibilitando as gerações futuras e atual, recursos valiosos para compreender a trajetória de nossa ordem, servindo como fonte de pesquisa.</p>
<p>Temos o <strong><b>Portal Só Sergipe</b></strong> que administra a renomada revista online com uma programação semanal na coluna <em>Domingo em Desbaste</em>, que vem possibilitando aos estudiosos aprimorarem seus conhecimentos e produzirem um vasto material para orientação da leitura e do estudo persistente da classe maçônica do Estado. A revista que tem editado semanalmente artigos de interesse geral e da Maçonaria já está na segunda edição, e a caminho da terceira. Portanto para aqueles que realmente se interessam em conhecer, aprender, pesquisar e  buscar novos conhecimentos, não haverá mais dificuldades que essa.</p>
<div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Ao falar de conhecimento, ressalto que o aprendizado é algo constante ao longo a vida. Aproveito para contar uma história muito interessante que ocorreu entre um pastor e um cidadão que frequentava a igreja.</p>
<p>Certa feita eu ouvi falar que em  uma pequena cidade da Inglaterra havia um pastor que conhecia praticamente todos os cidadãos. Nos cultos dominicais, era comum que algumas pessoas ocupassem sempre os mesmos lugares na igreja. Assim, num determinado banco, sempre estava um senhor muito respeitado e querido no lugar.</p>
<p>Num determinado dia, o pastor notou que aquele banco estava vazio. Achou estranho. Porém, não se preocupou muito porque era comum alguém faltar ao culto esporadicamente por um motivo ou outro.</p>
<p>Na semana seguinte, novamente o banco estava vazio, levando o pastor a especular sobre sobre o fato.</p>
<p>Na terceira semana o banco continuou vazio.</p>
<p>Terminado o culto, o pastor dirigiu-se à residência daquele irmão para interrogá-lo sobre o motivo de suas ausências.</p>
<p>O cidadão falou que há muitos anos frequentava aquela igreja e que já estava achando os cultos muito enfadonhos e repetitivos. Disse que já sabia de cor e salteado tudo que o pastor falava.</p>
<p>Foi então que o pastor foi à lareira, retirou de lá uma brasa e colocou-a em cima  da pedra que servia de parapeito da janela. Dentro de pouco tempo, essa brasa começou a se apagar.</p>
<p>Passados alguns instantes de silêncio  entre aquele dois homens, o cidadão faltoso disse:</p>
<p>Pastor, compreendi a sua mensagem.</p>
<p>E voltou a frequentar o culto como sempre o fez.</p>
<p>Moral da história: Uma brasa sozinha perde o seu calor muito rapidamente.</p>

			</div></div>
<p>Meus irmãos!</p>
<p>A pequena história que contamos acima vem bem a calhar com o que acontece nas nossas Lojas Maçônicas de forma geral. Muitos irmãos deixam de frequentar a sua Loja alegando motivos muitas vezes inconsistentes, e quando comparecem, acham que a reunião esta chata e demorada, enfadonha. Reclamam que não existe nada de novo.</p>
<figure id="attachment_55590" aria-describedby="caption-attachment-55590" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Design-sem-nome-100.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-55590 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Design-sem-nome-100.png" alt="Loja" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Design-sem-nome-100.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Design-sem-nome-100-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Design-sem-nome-100-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Design-sem-nome-100-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Design-sem-nome-100-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-55590" class="wp-caption-text">Templo da Loja Maçônica Clodomir Silva</figcaption></figure>
<p>A Maçonaria, como já depreendemos, visa a mudança do homem em seu interior. O seu objetivo é que o homem evolua interiormente, e fazendo isso, esta contribuindo para a evolução não só dos maçons de forma particular, como em toda a sociedade. O comportamento do homem normalmente reflete o seu interior.</p>
<p>O homem que desejar sinceramente evoluir em seu íntimo, deve fazê-lo mudando inicialmente a sua maneira de pensar. Deverá direcionar seus pensamentos para atitudes nobres. Quando nos propomos a realizar alguma coisa ou participar de algum evento, na sociedade ou seja onde que for, devemos inicialmente nos perguntar se realmente é aquilo que queremos. Após a decisão tomada, devemos dar o melhor de nós na realização daquilo que nos propusemos. Em outras palavras: Colocar amor naquilo que fazemos.</p>
<p>A Maçonaria é uma sociedade iniciática, isto é, os seus membros devem passar por uma cerimônia de iniciação, quando o neófito morre para o mundo profano, ou seja, o mundo dos erros e dos vícios e renasce para um mundo diferente. Um mundo dedicado ao trabalho e à virtude.</p>
<p>Mas será que a iniciação consiste somente naquela cerimônia do primeiro dia?  Com certeza, a resposta é não. A iniciação envolve todo um processo na qual o iniciado vai galgando degrau por degrau durante toda sua vida maçônica.</p>
<p>O verdadeiro maçom é  aquele que busca extrair dos postulados da Ordem os ensinamentos de que necessita para sua evolução. Infelizmente, muitos maçons esperam que, após sua iniciação, lhes seja aberta a cabeça e sejam colocados vários tonéis de conhecimentos. Muitos maçons  têm a ilusão de que com a iniciação, lhes seja revelada a fórmula mágica que propicie uma mudança radical em sua vida. Evidentemente, isso não passa de uma ilusão. A verdade é que as coisas não acontecem dessa forma.</p>
<p>Devemos reconhecer que existem falhas por parte das Lojas. E elas são poucas. Por outro lado, nota-se uma grande apatia de parcela significativa de maçons em procurar conhecer a Maçonaria profundamente. A única forma de fazê-lo é por meio da leitura e do estudo persistente. Observa-se, nesse contexto, uma situação peculiar: quem já esta na ordem há mais tempo, não possui os conhecimentos necessários para uma orientar os neófitos, e estes, por sua vez, não sendo bem orientados, tendem a seguir o comportamento dos mais velhos. É aquela velha máxima que diz: “o homem é produto do meio”. O verdadeiro maçom é aquele que busca conhecer a Ordem a que pertence, sem esperar que os outros o façam por ele.</p>
<p>Por outro lado, devemos compreender que se quisermos ser verdadeiramente maçons, não podemos ficar somente observando as falhas dos outros. Se ingressamos na ordem e deparamos com um ambiente  que não corresponde  à expectativa que tínhamos, certamente que o caminho mais correto não é o de  abandoná-la, ou pior ainda, continuar fazendo parte da mesma, porém  de forma indiferente. O procedimento correto do verdadeiro maçom é procurar evoluir e tentar, através de seus conhecimentos, buscar iluminar aqueles menos interessados. Se cada um de nós  procurar agir dessa maneira, com certeza  estaremos contribuindo  para a melhoria  da sociedade como um todo . É fácil reconhecer um maçom desinteressado: ele está sempre reclamando que a sessão esta demorando e que precisa ir embora por um motivo ou outro: ele sempre encontra razões para não colaborar com os afazeres da loja.</p>
<p>Assim, um dos preceitos básicos que devemos observar é o da tolerância. Sem a tolerância não haverá companheirismo. Para haver tolerância é companheirismo, é necessário muita humildade e respeito. Talvez resida aí o primeiro passo que devemos dar para a nossa mudança interior, da qual falamos nas linhas acima. Tolerância não significa conivência. Devemos sim, ser tolerantes com as falhas dos irmãos com todos os seus defeito e fraquezas, jamais com a preguiça e a indolência.</p>
<p>Falamos também acima, que devemos colocar amor em toda empresa que participamos. Então, quando participamos de uma sessão maçônica, devemos fazê-lo com a maior boa vontade possível. Ao nos dirigirmos a uma Loja para assistir aos trabalhos, devemos fazê-lo com a maior boa vontade possível, devemos procurar ter pensamentos nobres e sublimes. Só assim estaremos contribuindo com os trabalhos, e contribuindo  para a formação de uma corrente  positiva dentro do templo, e por consequência , auferindo os benefícios que dela advêm. Essa corrente  de pensamentos positivos é a chamada <strong>Egregora Maçônica</strong>. Os irmãos certamente já experimentaram a sensação de paz que existe em determinados locais, principalmente em templos religiosos ou em outros lugares onde não exista a presença de energias negativas. É justamente  esse ambiente de paz e serenidade que devemos procurar proporcionar em nossas reuniões.</p>
<p>Conforme prevê a nossa Constituição, “<strong>a Maçonaria pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever</strong>”.</p>
<p>A Maçonaria propaga e defende a verdade como simples verdade. Assim, se o maçom busca sua mudança interior, o primeiro preceito que deve procurar desenvolver é o da verdade. Verdade sobre si mesmo e para consigo mesmo. Será se o motivo alegado para faltar a sessão é o verdadeiro? Será se estamos doando de nós tudo que podemos em benefício de nossa Loja, em benefício do grupo a que pertencemos, ou seja em benefício de nós mesmos? Vale a pena meditar sobre isso.</p>
<p>Se cada um de nós fizer a sua parte, com certeza, os resultados nos surpreenderão a todos. Alguém já disse que “o todo é muito maior do que a simples soma das partes”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>___________________</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas:</strong></p>
<p>Manual do Aprendiz Franco Maçom;</p>
<p>Entre Colunas &#8211; José Anízio de Araújo-1ª Edição-Editora Celigráfica-1997-Fortaleza-Ceará;</p>
<p>Bouchel, Jules – A Simbologia Maçônica. 1996;</p>
<p>http/www.lojasmaçonicas.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Caminho de Santiago e Quaresma: Reflexões que ecoam após um ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Apr 2025 08:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Quaresma]]></category>
		<category><![CDATA[reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Santiago de Compostela]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Hernan Centurion (*) &#160; Quaresma, período que sempre me traz um aperto no peito, não daqueles amargos, que angustiam, fazem sofrer ou emanam melancolia. É um aperto tal qual um pano torcido que remove e deixa escorrer pelo ralo todo o lodo, ao limpar a sujeira impregnada no chão do meu “templo interior”, &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Hernan Centurion (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">Q</span>uaresma, período que sempre me traz um aperto no peito, não daqueles amargos, que angustiam, fazem sofrer ou emanam melancolia. É um aperto tal qual um pano torcido que remove e deixa escorrer pelo ralo todo o lodo, ao limpar a sujeira impregnada no chão do meu “templo interior”, tão encardido de inúmeros vícios os quais, sempre que inadvertidamente permitimos, transitam sobre o piso originalmente alvo que o Grande Arquiteto do Universo assentara com perfeição, na medida arquitetônica correta, outrora descrita por <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sequ%C3%AAncia_de_Fibonacci" target="_blank" rel="noopener">Fibonacci</a></span>. Este tempo quaresmal que ora vivenciamos, repleto de simbolismo, é sobremaneira o principal momento do Cristianismo, no qual os mistérios pascais, a Paixão de Cristo e a Eucaristia a nós mais uma vez se revelam e nos quais a Igreja alicerçara-se há milênios, trazendo esperança àqueles que com fé nela creem.</p>
<p>Destarte, Jesus Cristo conclama a volvermo-nos ao âmago do nosso íntimo, no silêncio do vazio do nosso ser, para fazermos, pois, nosso próprio julgamento, posto que somente nós mesmos somos capazes de reconhecer as impurezas mais profundas e, então, talharmos as rochas com a força do maço aplicada sobre a lâmina precisa do cinzel, desbastarmos todas as arestas dos males humanos e lapidarmos, como exímios artífices, nossa joia bruta interior, transformando-a, com o mais preciso detalhe, em uma obra da mais bela arte renascentista. Após finda a jornada deste árduo, porém revigorante trabalho, esperamo-nos descansar, contentes, satisfeitos e cientes de que fora cumprida a missão e deixado um grande legado para a humanidade. É chegada, portanto, a hora de desfrutarmos o sono dos justos.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Design-sem-nome-60.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-88528 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Design-sem-nome-60-200x300.png" alt="" width="149" height="224" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Design-sem-nome-60-200x300.png 200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Design-sem-nome-60.png 400w" sizes="auto, (max-width: 149px) 100vw, 149px" /></a>Não obstante, parece-me que neste ano há algo novo, intrigante, que me aguça e faz da Quaresma algo peculiar, encontrando-me agora um pouco mais atento e cônscio de onde estou e para onde pretendo ir, já que, há aproximadamente 1 ano, lá estava eu na <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://nandicasdeviagem.com/galicia-espanha/" target="_blank" rel="noopener">Galícia</a></span>, um tanto perdido,<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/diario-da-viagem-a-santiago-de-compostela-ii/" target="_blank" rel="noopener"> trilhando o exotérico Caminho de Santiago de Compostela</a></span>, que muito me ajudou a orientar minha jornada espiritual, repleta de experiências únicas, intensas e reveladoras. Em terras galegas, pude entender parte do significado da vida terrena e do propósito de aqui estar neste plano, bem como perceber os obstáculos que eu mesmo, inconscientemente, houvera colocado à minha frente, ao galgar pela longa estrada da vida. Meu Caminho foi indubitavelmente iluminado pela chama do Espírito Divino, apresentando-me, de súbito, a tradução de pequenos trechos da Palavra Sagrada do Apóstolo João:</p>
<blockquote><p>“é a Luz que alumia todo homem que vem a este mundo”; “e conhecereis a Verdade e Ela vos libertará”.</p></blockquote>
<p>Luz e Verdade são o entendimento e a plena consciência de que Deus é “o caminho, a verdade e a vida”, o farol a nos guiar, ou seja, existe sem se ver, ouvir ou tocar, tão somente se sente, o qual extermina todo mal de nossa essência humana e nos proporciona a mais pura, real e indescritível felicidade. Tomemos cuidado em achar, ingenuamente, que tudo isso seja comprado, conquistado à força ou muito menos furtado doutrem&#8230; engana-se! Todo cuidado é pouco em se contentar com míseros instantes efêmeros de alegria (pseudo-felicidade), misturada a tantas sujeiras postas embaixo do tapete.</p>
<p>Essa Luz Verdadeira, à qual na minha pequenez ouso referir-me repleto de contentamento, está ao alcance de todos, sem exceção, do mais santo ao mais pecador. Digo isso pois encontro-me a anos-luz de distância da santidade e, ainda assim, permiti conectar-me a Ela, senti-La e reconhecê-La durante os vários dias de profunda reflexão que o Caminho de Compostela me proporcionara. Logo, a ficha então caíra! Descobrira quem é o meu Deus. Ele é o Deus do perdão, muito mais que amor&#8230; é misericórdia! Revolucionou a lei dos Patriarcas.</p>
<figure id="attachment_88526" aria-describedby="caption-attachment-88526" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-49.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-88526 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-49.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-49.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-49-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-49-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-49-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-49-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-88526" class="wp-caption-text">Hernan Centurion em uma das paradas de São Tiago de Compostela Fotos: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p>Nunca entendera eu que o perdão fosse um sentimento avassaladoramente poderoso, que só aqueles armados com a forca do Espírito Santo o possuem. Aproxima-nos do Ágape pelo exemplo de Cristo traduzido nas Sagradas Escrituras, pois assim Ele viera ao mundo, por todos os pecadores, e fora, sem sombra de dúvidas, a “pedra angular”, aquele que jamais julgou, agrediu, revidou ou muito menos desprezou quem quer que seja, sobretudo seus algozes. Pude perceber, em Santiago de Compostela, a presença desse Espírito sondando-me e queimando todo orgulho e rancor em mim presentes. Prostrava-me em lágrimas de ternura, num êxtase sobrenatural que apascentava, saciava, curava, transcendia quaisquer dos prazeres mundanos que um dia outrora conheci. Além disso tudo, houve claridade ante a escuridão da minha vida, demonstrando, consequentemente, aquela Verdade descrita há pouco, recitada pelo Salmista, propagada pelos Apóstolos e vivenciada por todos aqueles que se permitem com Ele comungar, num banquete de plena vitória sobre o mal, após transpor longos prados e campinas verdejantes, beber de fontes cristalinas do mais puro perdão, em contacto íntimo espiritual com o Pai Celestial.</p>
<p>Entretanto vigiemo-nos! Esta busca não se acaba, requer muito mais de nós, como assim dissera Tiago Maior, “a fé sem obras é morta”. Faz-se premente praticar os ensinamentos aprendidos e revelar, aos quatro cantos do Universo, que Ele existe e que a felicidade está a menos de um palmo das nossas faces, basta apenas reconhecê-la, ao fortalecermos nossas fragilidades, ao nos tornarmos cientes da necessidade de a “ovelha desgarrada” ser reconduzida em segurança ao rebanho pelo Bom Pastor, o que acolhe, protege, alimenta e ama. Só assim chegaremos a salvo à Terra Prometida, onde não há sofrimento, visto que não há corpo, não há matéria, não há pecado, apenas energia vital acesa, intensa, que não se consome, é infinita&#8230; Clamar perdão a quem ofendemos e perdoar os que nos maltratam é um ato contínuo que precisamos exercitar diuturnamente. Quando assim comecei a agir, percebi claramente uma virada de chave na minha existência, que empodera e impulsiona-me à prosperidade, pois creio que ser próspero não diz respeito a dinheiro, absolutamente! É atingir a felicidade em plenitude, isto é, a riqueza do corpo, mente e espírito, que traduzo, neste instante, na minha família, amigos, fé e profissão.</p>
<p>Ainda estou distante dos meus objetivos, haja vista que<strong> “a Santiago sempre se vai, mas nunca se chega”</strong>! Todavia continuarei seguindo em frente, “combatendo o bom combate” entre a carne e o espírito, “guardando a fé”, caindo e Nele me apoiando, rendendo-me a este sentimento sublime, à procura, sem cessar, da Verdade, ultimamente distorcida pelas mídias sociais. Concluo de semblante baixo e sorriso leve no rosto. Vejo nitidamente com os olhos d’alma que, logo atrás da montanha, há coisas extraordinariamente incríveis a nos esperar. “Moa o seu orgulho”, dobre os joelhos, conecte-se com o Divino e permita-se, também, seguir nesta jornada transformadora.</p>
<figure id="attachment_88527" aria-describedby="caption-attachment-88527" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-50.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-88527 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-50.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-50.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-50-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-50-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-50-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Lojas-50-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-88527" class="wp-caption-text">Entre em sintonia com o Divino e aceite o convite para trilhar essa jornada de renovação</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Jornada do aprendiz maçom</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/jornada-do-aprendiz-macom/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Victor Yuri]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 May 2024 11:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Victor Yuri Oliveira da Silva (*) &#160; A jornada de um aprendiz maçom é como uma busca interior, um caminho cheio de símbolos que nos ensinam lições valiosas. Tudo começa na Câmara de Reflexões, um lugar que nos convida a olhar para dentro de nós mesmos. Lá, dentro da mãe terra, encontramos símbolos &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Victor Yuri Oliveira da Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> jornada de um aprendiz maçom é como uma busca interior, um caminho cheio de símbolos que nos ensinam lições valiosas. Tudo começa na Câmara de Reflexões, um lugar que nos convida a olhar para dentro de nós mesmos. Lá, dentro da mãe terra, encontramos símbolos que nos lembram como a vida é passageira e como é importante viver com propósito, integridade e honra. É um momento de reflexão que nos prepara para o que está por vir.</p>
<p>Como aprendizes, somos como pedras brutas, representando nosso estado inicial. Somos imperfeitos, mas cheios de potencial. Com esforço e dedicação, podemos lapidar essa pedra bruta e transformá-la em uma pedra polida, símbolo da maestria alcançada após um processo de aprimoramento moral e espiritual.</p>
<p>Nessa transformação, usamos ferramentas simbólicas: o maço e o cinzel. O maço, uma espécie de martelo, representa a força de vontade e o esforço para nos aperfeiçoarmos. Já o cinzel simboliza a precisão com que devemos trabalhar em nós mesmos, identificando e aprimorando nossos pontos fracos.</p>
<p>Embora a jornada de cada aprendiz seja única, ela também é compartilhada com outros amados irmãos que trilham o mesmo caminho. É um aprendizado constante, um crescimento e uma transformação contínuos. Através da reflexão, do esforço para superar nossos vícios e da busca por conhecimento, nos tornamos pessoas melhores, contribuindo para um mundo mais justo e fraterno.</p>
<p>Nesse caminho de busca, enfrentamos desafios e provas que testam nossa força, coragem e fé. Cada obstáculo superado, cada vício vencido, nos aproxima da pedra polida, da melhor versão de nós mesmos.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/nigredo.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-77455 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/nigredo.png" alt="" width="299" height="290" /></a>A alquimia também nos oferece uma metáfora para essa transformação. O processo de transformar a pedra bruta em pedra polida é comparado ao Magnum Opus, a grande obra de busca pela perfeição. As etapas do nigredo (escurecimento), albedo (branqueamento) e rubedo (vermelhidão) refletem nossa própria jornada:</p>
<p><strong>Nigredo:</strong> É como deixar para trás o nosso antigo eu, desconstruindo crenças e valores limitantes para que o novo possa surgir.</p>
<p><strong>Albedo:</strong> Simboliza a purificação, o autoconhecimento e a preparação para a próxima fase.</p>
<p><strong>Rubedo:</strong> Representa a iluminação, a realização, a união dos opostos e a conquista da maestria.</p>

			</div></div>
<p>Essas etapas fazem parte do nosso caminho em busca da grande obra, da pedra filosofal. A transformação do chumbo em ouro, muitas vezes interpretada literalmente, é na verdade uma alegoria para nossa transformação interior, como diz o apóstolo Paulo: &#8220;somos transformados pela renovação da nossa mente&#8221; (Romanos 12:2).</p>
<p>O tarô também nos oferece sabedoria nessa jornada. Cada carta é um arquétipo que nos ajuda a enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que encontramos.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Design-sem-nome-57.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-77521 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Design-sem-nome-57.png" alt="" width="600" height="400" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Design-sem-nome-57.png 600w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Design-sem-nome-57-300x200.png 300w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p>Por exemplo, <strong>O Mago</strong>, a primeira carta do tarô, simboliza o início da jornada. Assim como o Mago tem todas as ferramentas necessárias em sua mesa, nós aprendizes também temos as ferramentas simbólicas para nossa transformação: o maço e o cinzel.</p>
<p>A carta da <strong>Morte</strong>, apesar do nome assustador, representa uma transformação profunda, um renascimento. Ela nos lembra que, para alcançarmos a Pedra Polida, precisamos deixar morrer a Pedra Bruta que existe em nós.
			</div></div>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Design-sem-nome-58.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-77523 size-full aligncenter" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Design-sem-nome-58.png" alt="" width="600" height="400" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Design-sem-nome-58.png 600w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/05/Design-sem-nome-58-300x200.png 300w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a></p>
<p>A <strong>Temperança</strong> representa o equilíbrio e a moderação, qualidades essenciais para qualquer aprendiz maçom. Ela nos lembra da importância de trabalhar de forma constante e equilibrada em nossa transformação, sem pressa, mas sem pausa.</p>
<p>A carta <strong>O Mundo</strong> representa a realização e a completude, o fim de uma jornada e o início de outra. Ele simboliza a Pedra Polida, a nossa transformação e o trabalho realizado em nós mesmos.</p>

			</div></div>
<p>O tarô se torna um guia em nossa jornada, oferecendo sabedoria e orientação enquanto nos transformamos de Pedra Bruta em Pedra Polida. Cada carta da “Jornada do Herói” reflete nosso caminho de autoconhecimento.</p>
<p>A jornada do aprendiz maçom, com sua ênfase no simbolismo e na autotransformação, tem sido interpretada de diversas maneiras ao longo da história. Alguns estudiosos, como René Guénon e Manly P. Hall, veem a maçonaria como uma tradição que preserva conhecimentos antigos e universais. Para eles, os símbolos maçônicos são chaves para desvendar mistérios espirituais e filosóficos, portais para dimensões ocultas e a linguagem secreta da natureza e do cosmos.</p>
<p>Outros autores, como Albert Pike e Carl Jung, reconhecem o simbolismo e o aspecto psicológico por trás dele. Eles acreditam que os símbolos e rituais são arquétipos que nos ajudam a explorar o inconsciente e a desenvolver nossa personalidade.</p>
<p>Há também aqueles que veem a maçonaria como uma instituição social e filantrópica, com foco na fraternidade, na ética e no serviço à comunidade. Eles destacam a importância dos valores maçônicos na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.</p>
<p>Na minha visão, a maçonaria representa a busca pelo significado e propósito da vida. Os símbolos e rituais maçônicos, independentemente de sua interpretação específica, nos conectam com os conhecimentos da humanidade e nos levam a um caminho de conexão com algo maior que nós mesmos.</p>
<p>A Pedra Bruta, nesse contexto, representa não apenas nosso estado inicial, mas também a matéria prima primordial, o caos a partir do qual o universo se formou. O maço e o cinzel, instrumentos da Grande Obra alquímica, simbolizam as forças que moldam e transformam a realidade, criando ordem a partir do caos.</p>
<p>Em resumo, através do simbolismo, dos rituais e dos ensinamentos maçônicos, somos desafiados a enfrentar nossas imperfeições, desenvolver nossas virtudes e buscar sabedoria, sempre buscando nossa essência divina. A Pedra Bruta, o maço e o cinzel, a alquimia e o tarô são ferramentas simbólicas que nos ajudam a expandir nossa consciência. Cada desafio superado nos aproxima da Pedra Polida, da nossa melhor versão. É uma jornada que nos inspira a sermos melhores e a contribuir para um mundo mais justo e fraterno, um mundo de luz, harmonia e sabedoria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>___________________</p>
<p><strong>Bibliografia</strong>:</p>
<p>Guénon, René. <em>O Simbolismo da Cruz</em>.</p>
<p>Hall, Manly P. <em>Os Ensinamentos Secretos de Todos os Tempos</em>.</p>
<p>Pike, Albert. <em>Moral e Dogma.</em></p>
<p>Jung, Carl G. <em>O Homem e Seus Símbolos</em>.</p>
<p>Campbell, Joseph. <em>O Herói de Mil Faces</em>.</p>
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		<title>Café da manhã, diálogo com eletrodomésticos</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/cafe-da-manha-dialogo-com-eletrodomesticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Apr 2024 09:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Bom dia, caro leitor, amiga leitora, acordei pensativo e um tanto macambúzio. Não está fácil pra ninguém… Estamos atravessando tempos difíceis e não sabemos o que vem pela frente. Guerras por todo lado; brigas, discórdias, querelas, quiproquós, destruição, morte. Deu a louca no mundo. Mas pra que tudo &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">B</span>om dia, caro leitor, amiga leitora, acordei pensativo e um tanto macambúzio.</p>
<p>Não está fácil pra ninguém…</p>
<p>Estamos atravessando tempos difíceis e não sabemos o que vem pela frente. Guerras por todo lado; brigas, discórdias, querelas, quiproquós, destruição, morte. Deu a louca no mundo. Mas pra que tudo isso? Tudo por dinheiro. Nem “tio Paulo” pôde morrer em paz. Sentado em uma cadeira de rodas &#8211; cor pálida, boca aberta, magreza do corpo desnutrido &#8211; é a imagem dessa ruína. A morte é feia. Levaram-no a uma agência bancária atrás de 17 mil reais, com desculpa de comprar uma TV e reformar o barraco. Após muita querela, no sábado, enterraram “tio Paulo”. Menos um na tormenta da vida. Descanse em paz.</p>
<p>Não é fácil, mas é necessário mantermos a calma e sabedoria para enfrentar os problemas imprevistos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-15.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-76986 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-15.png" alt="" width="1209" height="500" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-15.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-15-300x124.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-15-1024x423.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-15-768x318.png 768w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p>Eu estava conversando sobre isso, relatando minhas angústias com o microondas e a torradeira, enquanto tomava o meu café da manhã; e eles concordaram comigo.</p>
<p>Não comentei nada com a máquina de lavar, porque ela enrola tudo; muito menos com a geladeira pois ela é muito fria. Não está nem aí para o que acontece no mundo.</p>
<p>Já o liquidificador fez um barulho para processar tudo isso. Porém o ferro de engomar me acalmou, dizendo que tudo vai passar&#8230; A cafeteira apitou, avisando que o café estava passado.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-14.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-76985 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-14-300x300.png" alt="" width="154" height="154" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-14-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-14-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-14-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-14-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-14.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 154px) 100vw, 154px" /></a>Duck, fiel companheiro, sentado ao meu lado, e que lê pensamento, disse que concorda comigo…. e estará sempre por perto para vencermos juntos esse mundo cão.</p>
<p>A gente chora, para não sufocar. A gente grita, para não enlouquecer de vez. A gente finge, para manter a paz externa. A gente inventa, para não morrer de tédio. A gente segue acreditando que ainda vale a pena, que ainda existe algo ou alguém por quem continuar. Viver é assim mesmo, dias sim.. e dias não.. até o fim.</p>
<p>“Sentimento que não espairo; pois eu mesmo nem acerto com o mote disso ― o que queria e o que não queria, estória sem final. O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza! Só assim de repente, na horinha em que se quer, de propósito ― por coragem. Será? Era o que eu às vezes achava. Ao clarear do dia.” João Guimarães Rosa.</p>
<p>Agora, vou tomar meu Rivotril e seguir em frente; ver no que vai dar. Mas não tá fácil.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>A mãe de um Deus apaixonado</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-mae-de-um-deus-apaixonado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Apr 2024 11:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[apaixonado]]></category>
		<category><![CDATA[compreender]]></category>
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		<category><![CDATA[reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Dando continuidade e finalizado às reflexões que fiz sobre a leitura do livro “Transformando dor em amor”, do abade Desiré Pìnnard (1806-1854) concentro minha atenção a pensar na Mãe de Deus. Sim, assim posto pelo Concílio de Éfeso (431), também expresso na seguinte passagem do Evangelho de &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>ando continuidade e finalizado às reflexões que fiz sobre a leitura do<span style="color: #000000;"> livro “Transformando dor em amor”</span>, do abade Desiré Pìnnard (1806-1854) concentro minha atenção a pensar na Mãe de Deus. Sim, assim posto pelo Concílio de Éfeso (431), também expresso na seguinte passagem do Evangelho de João 2,1; 19,25, que preconiza: “Maria é verdadeiramente a Mãe de Deus porque é a mãe de Jesus”.</p>
<p>“Maria não salva!”. Dizem aqueles que não a amam e não a reconhecem como Mãe nossa e de Deus. Isso é fato. Ela não salva, mas nos conduz à salvação, como advogada e medianeira. Porém, lembra o autor da obra, em oração: “Mãezinha (&#8230;) Peço vossa intercessão para que eu possa viver santamente no meu sim a Deus&#8230;” (p. 35).</p>
<p>O amor apaixonado de Deus que ressaltamos no artigo anterior &#8211; <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-filho-de-um-deus-apaixonado/" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #008000;"><strong>O Filho de um Deus apaixonado</strong></span></a> -, sua loucura amor só foi possível pelo mistério de Sua encarnação em Cristo, por meio do SIM de Nossa Senhora. Amando-nos de “(&#8230;) forma extraordinária” (p. 15), Jesus nos redime e cumpre a Santa Vontade de Nosso Criador. Logo, que por ela, a “Mãe de Deus”, possamos “(&#8230;) obter a graça de sermos fiéis a Ele até a morte” (p. 47).</p>
<p>Quis Deus, para confundir os fortes (como nos lembra Diego Fernandes em uma de suas canções), para enviar mais uma e definitiva “mensagem divina” de amor por Sua criação, valer-se de “(&#8230;) uma jovem pobre e desconhecida para o mundo, mas cheia de humildade e pureza. Seu nome era Maria” (Lc 1, 26-27). Isso mesmo, não foi uma moça dotada de fortuna e “bem-nascida”, nascida em berço e fidalga.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Irmã Maria Kelly, uma das fundadoras do Instituto Hesed, ao lado de irmã Jane Madeleine, em uma das canções que ela, docemente interpreta, assim nos apresenta Maria: “Minha mãe é a Virgem Maria / É ela que agora vai<br />
Me acolher, me abraçar / Me perdoar, me compreender / Me acalmar, me ensinar<br />
Me educar / Me formar, me amar” (composição de Ir. Maria da Imaculada Conceição / Ir. Maria Angélica de Jesus Hóstia”.</p>

			</div></div>
<p>Foi Maria, a mulher cuja “Santa Humildade” (p. 75) que se tornou e é a mediadora nossa junto a Deus, por seu filho Jesus Cristo. “De um mistério que jamais poderá ser compreendido&#8230;” (p. 81), salvo se pelos olhos da fé, dado que a ciência e o ceticismo e nem toda a sabedoria do mundo dão conta de explicar, nem nas mais e maiores mentes humanas ou em seus tratados e teses, postulados e teorias.</p>
<p>Por isso mesmo, diz-nos o abade Pinnard, à luz de São Pedro Crisólogo (406-450): “Deus quis nascer menino porque queria ser amado” (p. 87). Primeiro, por Maria e por conseguinte por José (e que amor!). Depois, por seus apóstolos, seguidores e seguidoras de primeira hora, e por meio destes por todos nós, sem exceção. Nascendo assim, como ser humano, por condições humanas (após uma gestação de nove meses), não quis e não quer outra coisa a não ser AMADO. Ver bem: AMADO e não bajulado como os demais deuses de outras religiões.</p>
<p>E nesse amor precisamos, pela intercessão dela, de perseverarmos (p. 145), perseguindo, almejando e alcançando uma “verdadeira santidade” (p. 151), mortificando as paixões, superando e aprendendo a lidar com as adversidades, a convivermos em paz e com resignação às nossas “lutas, angústias e sacrifícios” (p. 153).</p>
<p>Por fim, Maria “Mãe do Amor Divino” (p 150) foi nos presenteado como nossa Mãe na cruz: “Mulher, eis aí teu filho”; filho, eis aí a tua mãe” (Jo 19,26-27). E desse modo, sem mais palavras para que eu possa recorrer para fundamentar o presente texto, penso não restar a menor sombra de dúvidas em meu coração que ela nos gerou no calvário, sentencia o abade Deridé Pinnard.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>YHVH – RAZÃO, TRANSCENDÊNCIA E REDENÇÃO NA POESIA DE MATEUS MA’CH’ADÖ – Segunda e última parte [Seções IV, V, VI, VII, VIII]</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/yhvh-razao-transcendencia-e-redencao-na-poesia-de-mateus-machado-segunda-e-ultima-parte-secoes-iv-v-vi-vii-viii/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jan 2024 11:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[adoração]]></category>
		<category><![CDATA[Conceito]]></category>
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		<category><![CDATA[sagrado]]></category>
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		<category><![CDATA[verdadeiro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=74332</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Léo Mittaraquis (*) &#160; O rio subterrâneo, no dizer de Will Durant, que corre ao longo da produção poética YHVH, traz, em suas águas, a composição transcendente. E por estar situado além da realidade sensível, é o estado não-finito e não-temporal. É uma não-experiência, e só é possível ser concebida como um estado de &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> rio subterrâneo, no dizer de Will Durant, que corre ao longo da produção poética YHVH, traz, em suas águas, a composição transcendente. E por estar situado além da realidade sensível, é o estado não-finito e não-temporal. É uma não-experiência, e só é possível ser concebida como um estado de espírito puro, para além do tempo e do espaço. Portanto, a produção literária que venha a &#8220;testemunhar&#8221; tal estado, o nega de imediato, pois, a produção, isto é, todo tipo de atividade ou processo que dá origem a um determinado serviço, objeto ou produto, só se dá na realidade concreta e operatória.</p>
<p>Sejam quais forem as individualmente válidas percepções transcendentes do escritor [autor da estrutura discursiva da produção literária], caso haja, por parte dele a intenção de fazer destas percepções a fonte dos dados utilizados na construção da narrativa, ele irá operar com a materialidade, com a realidade operatória, a interagir com a efetividade cultural e histórica [estética e ideológica], para se fazer lido, compreendido, analisado e criticado.</p>
<p>Como crente [aquele que crê, sem, necessariamente, filiar-se a uma denominação], posso desejar ser simpático à representação do estado alcançado pelo poeta. Como crítico, tenho, diante de mim, tão somente a produção literária, no caso, o livro de poemas. O livro, materializado, põe-se no mundo, torna-se mundano, palpável, tangível e potencialmente acessível a todo e qualquer indivíduo, independentemente da respectiva percepção espiritual [caso a tenha] e de mundo.</p>
<p>Abordo os objetos de arte como objetos do orbe [incluem-se os livros, decerto].</p>
<span class="highlight highlight-yellow">A produção poética de Mateus Ma&#8217;ch&#8217;adö é submetida à análise que leva em conta como seus poemas são construções que trazem à tona, aos olhos do leitor, a prodigalidade em imagens, num evidente e bem orquestrado estímulo de associações intelectuais e emocionais de beleza por meio de palavras sugestivas de realidades visuais.</span> Tais associações transcendem o sentido do senso comum, do genérico, indo muito além em termos de possibilidades plásticas e discursivas. A poesia canta louvores, há ritmo, há regularidade e encadeamento.</p>
<figure id="attachment_73963" aria-describedby="caption-attachment-73963" style="width: 219px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/mateus-machado.webp"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-73963" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/mateus-machado-219x300.webp" alt="" width="219" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/mateus-machado-219x300.webp 219w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/mateus-machado-746x1024.webp 746w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/mateus-machado-768x1054.webp 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/mateus-machado-1119x1536.webp 1119w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/mateus-machado.webp 1161w" sizes="auto, (max-width: 219px) 100vw, 219px" /></a><figcaption id="caption-attachment-73963" class="wp-caption-text">Escritor Mateus Ma’ch adö</figcaption></figure>
<p>E, ao recusar-me às mistificações inócuas, há como deitar todo este <em>material</em> sobre a superfície terrena e investigar, revolver, recolher amostras.</p>
<p>Transcende o poeta, não o crítico.</p>
<p>E, se pareço repetitivo, de fato estou a repetir-me, pois, a leitura crítica, vale dizer, a sistemática interpretação e análise e, consequentemente, o julgamento do texto, pressupõe abordar de forma operatória o objeto, extraindo deste, novas possibilidades de leitura, as quais devem ser postas à disposição do leitor. O faço para evitar os costumeiros equívocos.</p>
<p>Sim, a percepção crítico-pragmática por mim adotada é a leitura crítica sob égide da estética com orientação moral e filosófica. Opero sob o pressuposto [sem metafísica barata, senão sob referência dialético-pragmática] de que a produção literária desempenha papel ético e moral em, pelo menos, um segmento da sociedade. Com isso em mente, minha leitura aborda o objeto com base na forma, mas, também seus méritos [ou deméritos] éticos.</p>
<p>Esses são, em termos gerais, os fundamentos nos quais fundamento e pelos quais proponho meu sistema de leitura crítica.</p>
<p>Dito isto, ou tudo isto, mais uma vez, e nunca é demais, chamo a atenção do leitor para um ponto importante: Ma’ch’adö não reescreveu um saltério. São poemas. Concebidos, limados e polidos com a mestria de um antigo e respeitado ourives.</p>
<p>Contudo, santa ironia, suas composições dialogam muito bem com as devoções judaico-cristãs. E mais: há algo de musical em alguns poemas ao longo da obra. Não admira que saltério seja o nome de um antigo instrumento de cordas.</p>
<p>Nesta segunda e última parte abordarei as seções IV “Adoração”; V “10 5 6 5”; VI “Apócrifo”; VII “Posfácio”</p>
<p>O leitor que se recordar da numeração disposta por mim na primeira parte deste artigo, perceberá, certamente, que difere desta disposta agora. O motivo é que, na primeira, eu havia considerado analisar com minúcia a apresentação, “O Abismo de Deus”, e as “Notas”. Não o farei doravante.</p>
<h3><strong>Seção “Adoração”</strong></h3>
<p>Em “Adoração”, quatro sonetos sob o título “Sobre a Majestade de Yeshua Ha Mashiach” rendem glória ao Senhor dos Exércitos, mas que, também, é o Cordeiro que se dispôs a sacrificar pelos pecados do mundo. Os poemas honram a esfera de felicidade profunda sustentada pelo desfrute da presença de Deus diante das elegantes e maravilhosas formas animais não humanas a se fazer presentes quase que a cada linha. Portanto, o eterno Filho de Deus, gozando da comunhão da Santíssima Trindade, dá aos seres [não só aos humanos] uma participação sob o <em>status</em> de criatura em tal bem-aventurança.</p>
<p>No título, o conceito de <em>Majestade</em>, no sistema filosófico judaico e cristão, traz a <em>visão</em> do Salvador. Ele vê o AMOR como um componente da única qualificação substantiva ou da própria essência de Deus. O verso, glorificante, eleva, exponencia, numa divina e única estruturação sintagmática constituída pelos atributos – onipotência criativa, a bondade, a providência, o governo e a imutabilidade. O tempo passa no mundo, na esfera dos gêneros e espécies, contudo, o <em>Ser</em>, verdadeiro, cognoscível na medida em que o espírito supera o caráter enganoso e ilusório das impressões sensíveis, tornando-se apto à contemplação das formas eternas e imutáveis da realidade, acima do espaço e do tempo, o É perene.</p>
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<p>Ciente e maravilhado ante a Lei, Ma’cha’adö manifesta-se em thauma taxionômico. Eis o primeiro, dos quatro sonetos de “Adoração”:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Majestade de Cristo está na pele,</p>
<p>dos leopardos e jaguares, salpicada</p>
<p>em gloriosas rosetas e na revoada</p>
<p>dos flamingos em alaridos qu’impele</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>sopro divino, das águas o marejar</p>
<p>e nas praias do mundo, no cruzar dos ninhos</p>
<p>dos oceanos, pelas jubartes, golfinhos</p>
<p>baleias azuis e cachalotes no quebrar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>frio das geleiras pelo dente dos narvais;</p>
<p>nosso unicórnio dos mares e a beluga,</p>
<p>entre céu e mar, em grandes batalhas navais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E orcas na caça de um leão marinho em fuga,</p>
<p>Também do Filho pertencem os arrebóis,</p>
<p>E a Tua majestade, vale mais que mil sóis.</p>

			</div></div>
<p>Catálogo complexo, sintético, aprimorado da vida selvagem, composição em nada aleatória. Ma’ch’adö elabora um rol dinâmico. As estrofes revibram pelo movimento, pela força e pela graça dos corpos de animais quase etéreos [flamingos] e do possantes, letais, fascinantes, mamíferos marinhos. Evitarei estender-me pela simbologia zoológica amplamente trabalhada pelo poeta ao longo dos quatro sonetos da seção “Adoração”. Arrisco-me a observar que Ma’ch’adö cita animais pouco conhecidos, como o Gato Mourisco, o Gato de Palas, o Leopardo de Amur, o Íbex, o Tilacino e o Feneco.</p>
<span class="highlight highlight-yellow">Adora-se ao que se crê. Cultua-se. E se aplico o viés antropológico, sempre a considerar o objeto-livro como produção cultural, devo partir do princípio [de maneira alguma com valor absoluto] de que a crença, a religião é, sob consenso e senso comum, tipicamente humana.</span> Como bem observa o sacerdote, professor e filósofo italiano Battista Mondin, “o fenômeno da religiosidade não é percebido em outros seres vivos”. Entretanto, o estado de transcendência percebe a mediação entre o Verbo e o Homem à cargo da Natureza. Os quatro sonetos clamam para que tiremos as traves, as escaras, dos nossos olhos, notadamente dos olhos do espírito, e aceitemos que o espantoso e belo mundo animal se encontra sob a majestade de Yeshua Ha Mashiach. O Verbo, nos versos dos sonetos que constituem a seção “Adoração”, está inscrito nas espécies, em cada exemplar delas.</p>
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<p>No segundo soneto, lemos no primeiro quarteto:</p>
<p>Gato mourisco na sombra dormideira</p>
<p>tem o selo da majestade de Cristo,</p>
<p>Ou gato de Pálas marcando, benquisto,</p>
<p>seu cheiro; a urina no caule da videira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E no primeiro terceto:</p>
<p>Tal glória se vê no Evangelho de Mateus</p>
<p>ou no macho, o garboso Ibex dos Pirineus.</p>
<p>Ou pela vida do último tilacino.</p>

			</div></div>
<p>O último verso, do terceto reproduzido acima, causa-me estremecimento. A dor da falta, diante da ausência do que destruímos enquanto nos impomos mediante a urbe; diante do que percebo, em mim, ser capaz de perpetrar.</p>
<p>Ao que se sabe, o último tilacino [Lobo da Tasmânia] passou, primeiramente, por um processo natural de extinção. Contudo, os remanescentes foram dizimados por colonos, na Austrália e na Nova Guiné. Afirma-se que o último exemplar morreu em cativeiro num zoológico.</p>
<p>E assim, o poema induz a mim o sentimento de melancolia, da dor opressiva semelhante ao remorso no peito.</p>
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<p>A habilidade de Ma’ch’adö em posicionar as referências no campo canônico por ele estabelecido, o que certamente inclui os sonetos da sessão “Adoração”, é ressaltada com segundo quarteto do terceiro soneto:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No lombo do Takin ou no Leopardo de Amur</p>
<p>Abraão – vá por ti – deixando a cidade de Ur.</p>
<p>Ter no casamento, entre homem e mulher,</p>
<p>a bondade do rei e a sabedoria de Ester.</p>

			</div></div>
<span class="highlight highlight-yellow">Na poesia de Mateus Ma’cha’adö, o cânone judaico-cristão [núcleo da estética do poeta], mais uma vez, estabelece colóquio com outras percepções de beleza sensível e inteligível a integrar o fenômeno literário. Para além das referências homéricas, das quais se afasta em termos, Ma’ch’adö dispõe liames com o cânone oriental, com o qual, na verdade, compõe vínculo simbiótico</span>.</p>
<p>O takin detém elevado significado religioso. No Butão, o animal foi adotado como símbolo do país. Há, também, a crença de que, por causa da sua pelagem dourada, haja alguma relação com o mito grego do “Velocino de Ouro”.</p>
<p>Quanto ao leopardo de Amur, esta espécie é natural da região de Primorye, no sudeste da Rússia e no norte da China. É, ademais, conhecido como “leopardo siberiano”, “leopardo do extremo oriente”, “leopardo coreano”.</p>
<p>No imaginário oriental, há possibilidade de estar relacionado à divindade chinesa <em>Xinangmu</em>, esposa do Imperador de Jade e guardiã dos Pêssegos da Imortalidade.</p>
<p>Ao lançar Abraão sobre o lombo do takin e do leopardo de Amur, Mateus Ma’ch’adö põe um pé no solo do cânone oriental, calcando-o com firmeza. Para que Abraão deixe a cidade de Ur, é preciso, antes de tudo, que lá ele esteja. Observo que Ur não era uma provinciazinha qualquer: Na época em que Abraão apareceu em cena em 2.000 a.C, Ur já existia há 1.800 anos. Continuaria a ser habitada até 450 a.C, cinquenta anos após a morte de Sócrates. Uma cidade portuária importante e movimentada na Mesopotâmia. Devido à sua localização perto da junção dos rios Tigre e Eufrates, impunha-se como ponto central para o comércio que recebia navios tão distantes como a Índia. Como você pode imaginar, era muito rico. Na verdade, era a cidade mais rica da Mesopotâmia. Liderada por um Rei-Sacerdote, algo típico daquela parte do mundo onde as duas funções costumavam ser combinadas. Veremos isso mais tarde na história de Abraão e Melquisedeque. Significativo é prevenir ao leitor de que na seção “10 5 6 5” o segundo poema é dedicado à “Malki Tzedek”, o rei-sacerdote.</p>
<p>Ressalto, mais uma vez, em virtude da profusão de dados que pode causar alguma confusão [a mim, o tempo todo, tenho de consultar e consultar alfarrábios], que a tradição canônico-literária do Leste Asiático começa, segundo pesquisadores, na China antiga. Mas inclui a literatura do Vietnã, da Coreia e do Japão; a tradição indiana, que se origina com os clássicos sânscritos e pali da Índia Antiga e continua até o moderno Sul da Ásia, Tibete e Sudeste Asiático. Sem esquecer-se da tradição islâmica, escrita em árabe clássico, persa ou em suas línguas sucessoras na Ásia Central e no Oriente Próximo.</p>
<p>Sabedor desses fatos, compreendo que ler e interpretar YHVH, de Mateus Ma&#8217;ch&#8217;adö, é manter o conceito de cânone à guisa de bússola. Ou seja, o conceito que determina a qualidade e o valor a longo prazo das obras cumpre a função estética, epistemológica e moral. Digo, portanto, ao leitor, que mesmo textos e escritores que não são especificamente considerados canônicos são e serão sempre avaliados, por mim, em relação ao cânone mais amplo para determinar seu valor literário. E é o que faço, numa perspectiva estética e histórica, ao abordar a obra em questão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Seção “10 5 6 5”</strong></h3>
<p>Mais adiante, no posfácio do livro aqui abordado, Ma’ch’adö se dedicará a comentar as implicações culturais e espirituais em torno do “Nome de Deus”. Por enquanto, na seção “10 5 6 5”, abordarei, resumidamente, os poemas “A Serpente”, “Malki Tzedek” e “O Abismo de Deus”.</p>
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<p><strong>Primeiro poema:</strong></p>
<h5><strong>A Serpente</strong></h5>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguém disse: dantes de ser possuída</p>
<p>pelo Espírito do Mal, instituída,</p>
<p>a serpente, assim belíssima fera,</p>
<p>da mor Sabedoria o próprio Templo era.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Presente na criação dos Mundos de Luz,</p>
<p>antes de haver um homem e uma cruz.</p>
<p>Ela era a fiel guardiã da Româzeira;</p>
<p>que de toda árvore era a derradeira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pois o mal foi infiltrado pela Queda,</p>
<p>e do Primeiro Homem, foi vil moeda</p>
<p>de troca, germinando nas entranhas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>do dourado palácio do coração,</p>
<p>no DNA santo da primeira geração.</p>
<p>E daí nasceu o erro das coisas estranhas.</p>

			</div></div>
<p>Gênesis 3:1 diz: “a serpente era mais astuta do que qualquer um dos animais selvagens que o Senhor Deus havia feito”. Astuto também pode ser compreendido como sutil. O que sugere uma tendência desfavorável de caráter, com uma conotação de ser inteligente ou astuto. Até mesmo pode ser levado em conta o adjetivo “prudente”. O caráter maligno da serpente é consequência da Queda e da maldição posterior, e não da sua característica quando foi criada.</p>
<p>Dito isso, volto-me ao poema, em sua estrutura. É um soneto e exprime, de forma reveladora, sobre o “primeiro destino final” do homem no início da Criação. Vale observar que, o “destino” é escrito mediante a natureza abstrata do réptil. O qual ainda não é tão somente o terrível ser de caráter rasteiro, abjeto, falso, mau e traiçoeiro. O poeta propõe, de acordo com sua percepção das Sagradas Escrituras e outras fontes que, antes de ser possuída pelo Espírito do Mal, a serpente podia ser reconhecida como partícipe do Belo e Divino. Espaço digno de respeito, onde a sabedoria era guardada.</p>
<p>O DNA, ácido nucleico que possui destaque por armazenar a informação genética, alçava o <em>status de sagrado</em>. Por causa da Queda, o desvio do caminho considerado correto fez surgir o estado espúrio de suspeição no mundo, dominando a essência da existência humana.</p>
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<p><strong>Segundo Poema:</strong></p>
<h5><strong>Malk Tzedek</strong></h5>
<p>&nbsp;</p>
<p>Existiu um homem, em um templo distante,</p>
<p>misterioso, não teve vida gestante.</p>
<p>Sem genealogia, foi Sacerdote e Rei;</p>
<p>sua única missão era cumprir de D’us a Lei.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Melquisedeque, que é também rei de Shalem;</p>
<p>prefigura Cristo rei de Jerusalém,</p>
<p>visitou Abraão, levando pra ceia pão e vinho,</p>
<p>sagrou o patriarca e mostrou novo caminho:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Bendito seja Abraão pelo Altíssimo D’us,</em></p>
<p><em>o Possuidor da terra e dos céus. O D’us</em></p>
<p><em>que entregou os seus inimigos na mão</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>tua. </em>A porção de tudo deu-lhe o dízimo, Abraão.</p>
<p>Chamado Rei da justiça, o mais justo</p>
<p>entre os filhos do Altíssimo, o mais augusto.</p>

			</div></div>
<p>Expressivo, o meio pelo qual o poeta Mateus Ma’ch’adö informa ao leitor de que o título do poema não é, propriamente, o nome do personagem bíblico. No hebraico, Malki Tzedeq, pode ser traduzido, quase que literalmente, como &#8220;Rei da Justiça&#8221;; origina-se de melekh [rei] e tzaddiq [justo]. Portanto é qualidade de Melquisedeque, como é grafado no primeiro verso do segundo quarteto.</p>
<p>O nobre e justo que reconhece, sob orientação divina, outro que sustenta os mesmos traços de caráter, de índole.</p>
<p>Salto, retrógrado, para o terceiro verso do primeiro quarteto: “Sem genealogia, foi Sacerdote e Rei;”.</p>
<p>Harmônica, leve e engenhosa, a solução [não necessariamente original] de Ma’ch’adö neste poema é, na minha perspectiva estética, um dos pontos altos de todo o livro: um homem desprovido de antepassados, sem linha de filiação.</p>
<p>Recorro, aqui, a “Hebreus 7:3”: “Melquisedeque aparece na história sem pai nem mãe, e não existem anotações sobre nenhum dos seus antepassados. Não há menção da origem nem do fim dos seus dias, sendo semelhante ao Filho de Deus; ele permanece sacerdote para sempre”.</p>
<p>Ma’ch’adö tem conhecimento do <em>status</em> de Melquisedeque. Eu abordo esta condição, sob a lente lógica, genealógica [paradoxalmente] e histórica. A trajetória de vida do personagem é a história, a gênese do seu próprio nome. O qual é uma representação da elevação na qual se encontrava seu espírito, e o antropônimo. Afinal, sim, Melquisedeque é um homem.</p>
<p>Fascinante! Assim diria Senhor Spock. Atente, caro leitor, à leitura de todo o soneto. Pequeno pela natureza mesma, amplo pela mensagem que abriga, tanto mais pelas infindáveis e prolíficas discussões que se dão até hoje sobre o rei e sacerdote: alguns na tradição judaico-cristã viam Melquisedeque como um sacerdote celestial, sem pai ou mãe e eterno. A descoberta de fragmentos de pergaminho em 1956 na Caverna 11 em Qumran em que o personagem principal é Melquisedeque, foi chamada de Rolo de Melquisedeque, escrito no primeiro século AC. Melquisedeque aparece como um juiz escatológico que descerá do céu nos últimos tempos para destruir o diabo, chamado Belial, no Dia da Expiação no décimo Jubileu. O próprio Hebreus retrata Jesus, pós-ressurreição, como um sacerdote celestial da ordem de Melquisedeque. Então, ao lado da perspectiva materialista do livro-objeto, do caráter operatório do processo de composição poética, a apreensão do transcendente proposta pelo autor de YHVH revela-se plena de sentido numa perspectiva teológica particular.</p>
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<p><strong>Décimo poema da seção “10 5 6 5”:</strong></p>
<h5><strong>O Abismo de D’us</strong></h5>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aconteceu que alguns homens eruditos,</p>
<p>embora cultos, viviam muitos conflitos.</p>
<p>Entre eles um matemático, um teólogo</p>
<p>e um cabalista, além do maior filólogo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tomados de ambição lograram intento</p>
<p>impossível; descobrir o verdadeiro</p>
<p>nome de D’us; ainda que por um momento</p>
<p>soubessem que não é dado, pra um formigueiro,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>saber tal mistério. Fizeram complexos</p>
<p>cálculos, envolvendo letras e anexos</p>
<p>números; usaram até gematria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estudaram magia, astrologia e idolatria.</p>
<p>E com supercomputadores quânticos</p>
<p>resolveram os problemas semânticos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais dias se passaram de trabalho intenso,</p>
<p>no final do sexto dia de estudo imenso,</p>
<p>quando por fim um nome foi revelado,</p>
<p>deixando o grupo de homens exaltado,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>no mesmo instante um por um, os tolos homens,</p>
<p>se desintegraram nulos como reféns</p>
<p>das próprias escolhas. Assim como cada</p>
<p>ser humano existente, em sua derrocada,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>toda a criação começou a desaparecer;</p>
<p>do reino animal cada ser veio a padecer,</p>
<p>do reino vegetal o verde se desfez,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>do reino mineral cada grão de escassez</p>
<p>se tornou, cada átomo em sua dança</p>
<p>entrópica. Uma força sugou a esperança.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sol, lua, planeta, outros sistemas tiveram</p>
<p>o mesmo fim; e as estrelas começaram</p>
<p>a cair; nem o próprio céu ficou disperso;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>com seus trilhões de galáxias o universo</p>
<p>lento se enrolou como um velho papiro</p>
<p>pra dentro da boca de D’us, um suspiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pelo Eterno, o fim do sexto dia foi escrito.</p>

			</div></div>
<p>Se quisesse incorrer em ato de preguiçoso e apenas afirmar que este poema é um exercício estético de síntese a partir da arrogância e da estupidez humana, estaria a incorrer em erro crasso.</p>
<p>Até porque o Posfácio do livro, intitulado “O Nome de D’us” apresenta outra faceta do poeta Mateus Ma’cha’adö: impressionante capacidade de argumento, de forma fundamentada, com larga intimidade para com as fontes das quais se vale.</p>
<p>Temerário, portanto, fazer eco sem dispor de voz afinada com a proposta. O que levarei adiante, então, é uma pálida tentativa polissêmica, vale dizer, pôr-me diante multiplicidade de sentidos. Provavelmente, a nenhum dos quais eu venha a aplicar especulação terá a ver, de maneira exata, com a intenção do poeta.</p>
<p>O poema “O Abismo de Deus” me leva a deixar que a mente divague um tantinho. Coisa não de todo recomendável. Mas é tarde, quase três e trinta da manhã. E daqui a duas horas estarei na cozinha preparando o café da manhã para minha belíssima esposa que, no momento, sendo alguém de elevada sensatez, dorme o sono dos justos.</p>
<p>A primeira estrofe traz quatro campos do saber, a levantar questões profundas sobre a existência dos números; a investigar a natureza do divino, convergindo fé e razão; a concentrar-se na obtenção de conhecimento de Deus através do estudo do seu nome, além de compreender uma tradição teosófica que busca aproximar-se de Deus através do significado da criação e, por fim, a consciência estoica de aceitar que vive um mundo atópico para a contemporaneidade.</p>
<p>Divago: Deus como o cérebro do Universo. Neste há o propósito, o qual implica numa mente, a qual leva ao argumento racional de que há a eterna manutenção do Universo, com base em leis, e leva ao argumento ontológico de que a consciência de Deus concedeu à espécie humana que vivesse e, se não compreendesse, pelo menos admirasse e respeitasse a grandiosidade acima e em torno de nós. O que faz-me lembrar de Kant, ao concluir sua “Crítica da Razão Prática”: “Duas coisas enchem o ânimo de admiração e de veneração sempre nova e crescente, quanto mais frequente e persistentemente a reflexão ocupa-se com elas: o céu estrelado acima de mim e a lei moral em mim”.</p>
<p>Lembra, também, e me é impossível não lembrar, de Roger Penrose e suas entidades matemáticas que remetem à temida [por cientistas] singularidade. O Universo sugado pela boca do Eterno: a última estrofe alcança tal nível de ironia&#8230; Um poema de difícil conclusão é finalizado sob o devido rigor lógico, sem perder a sintonia com as realidades suprassensíveis [a totalidade cósmica, Deus e a alma].</p>
<p>Mateus Ma’ch’adö sussurra [pois não quer aparecer tanto] que a verdade não pode contradizer a Verdade. Porém a Verdade não é açambarcada mediante mero capricho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Seção “Apócrifo”</strong></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Apócrifo” [o termo] vem da palavra grega apokrypha, que significa coisas que estão escondidas, coisas secretas. Palavra comumente usada para designar uma coletânea de livros edificantes, porém, não incluídos no cânon das Escrituras. Sei que esta definição é simplista e insuficiente. Mas terá de bastar por ora. Há outros pontos complexos, relacionados diretamente com a poesia de Ma’ch’adö, com os quais tenho de lidar ainda.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Desta seção, tratarei de um poema, dentre os sete incluídos pelo autor:</p>
<h5><strong>Finnegans Wake (Segunda Carta aos Romanos II)</strong></h5>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os galhos da Oliveira balançam</p>
<p>ao vento;</p>
<p>vento que sopra do Mundo,</p>
<p>vento que sopra do Espírito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os galhos enxertados na Oliveira</p>
<p>brotam pela Graça.</p>
<p>Os galhos cortados</p>
<p>não serão desprezados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os erros do Taberneiro</p>
<p>E dos seus filhos Shaun e Shem</p>
<p>Ou Caim e Abel,</p>
<p>E da pequena Issy</p>
<p>As águas de Ana Lívia Plurabelle.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tudo será perdoado,</p>
<p>Até a maledicência será interrompida</p>
<p>Pela Verdade de Verbo.</p>
<p>Porque o mal terá um fim em si mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para o Grande Mistério</p>
<p>Tudo está feito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porque o Filho do Homem</p>
<p>Sonhou o Deserto</p>
<p>antes de você chegar.</p>

			</div></div>
<p>Com Finnegans Wake, penso eu, mais do que [re]criar uma linguagem ou, talvez, uma maneira de falar, James Joyce ensaiou um quase-sistema filosófico, vale dizer, a consideração racional, abstrata e metódica da realidade, incluindo as dimensões fundamentais da existência e da experiência humanas. E o que quero dizer com isto? Bem, a resposta direta é: Finnegans Wake é uma pedreira do mais denso granito, do qual insisto em, obsessivamente, retirar algumas lascas.</p>
<p>O poema de Ma’cha’adö é certificado de que ele ingressou, há muito, no privado e mui restrito clube.</p>
<p>Mateus leva a efeito, com segurança, a máxima de Théophile Gautier: “o inexprimível não existe”. E no poema um tanto erzapoundiano parece ir avante, na certeza de que o homem recebeu a linguagem. Esta feita de palavras, de frases, obediente à gramática e aos desígnios divinos. Tal qual Gautier e Pound, Mateus Ma’ch’adö recusa-se, de forma sistemática e moral, ao vazio linguístico.</p>
<p>É certo de que há algo de menção ao sagrado em Finnegans Wake. Uma obra com algum viés iniciático. Possivelmente, o autor de YHVH [digo-o afligido por intenso cuidado] tenha vivido uma epifania que o levou a compor poema de tão alta complexidade. Ele tem ciência de que, em Finnegans Wake, o livro mais consultado [no tocante a alusões diretas ou subentendidas] e adaptado por Joyce é, obviamente, a Bíblia. Mas há outros, sobre os quais, sob nenhuma hipótese, irei arriscar-me a especular. Pressinto, neste momento, algo de começo de madrugadora enxaqueca.</p>
<p>Vamos lá, oremos.</p>
<p>A oliveira desde a antiguidade foi um símbolo de paz e reconciliação. O florescimento da oliveira nos países orientais do Mediterrâneo e especialmente nos lugares sagrados definiu-a como um símbolo da religião cristã.</p>
<p>No poema, ventos de naturezas distintas, mundana e transcendente, sopram por entre os galhos da Oliveira – Não é qualquer pezinho de oliveira, atente o leitor ao “O” maiúsculo.</p>
<p>A partir daí, penso, e espero não estar de todo equivocado, Mateus Ma’ch’adö dispõe uma estética dualista: Mundo/Espírito; Enxertados/Cortados; Shem [artista sensível e quase um alter ego de Joyce]/Shaun [orador sem escrúpulos, desvirtuador da mensagem cristã]; Caim/Abel&#8230;</p>
<p>E uma vez mais, na poética de Mateus Ma’ch’adö, os cânones tanto se cruzam como convergem para a composição formal e conteudística: Anna Livia Plurabelle é uma representação da deusa trinária. É sabido que, entre os celtas, três é, também, o número do grande mistério que estará para sempre além da compreensão humana.</p>
<p>O poema sob análise e interpretação, no momento, vibra suas cordas em uníssono com a justaposição de múltiplas tradições religiosas e mitológicas utilizadas pela genialidade de James Joyce.</p>
<p>“Finnegans Wake (Segunda Carta aos Romanos II)” é declamado em Igrejas e em “pagus” – “paganus” e sua evolução semântica “pagão”.</p>
<p>Eis, mais um aspecto [ou o mesmo aspecto reafirmado] do confronto tético ao qual me disponho com o autor de YHVH: A literatura se manifesta mediante as obras que saltam para além da sua cultura de origem. Afastar-se do Cânone Homérico, implica em aproximar-se do ‘corpus’ constituído pelas melhores obras canónicas de várias tradições literárias. E se o eixo é o “particular” Cânone Bíblico, aceitemos [não no sentido de revelação pessoal, mas, sim, no sentido de objeto no mundo, com potencial de atuar como causa ou efeito] as demais perspectivas canônicas – melhores e mais importantes livros doutras tradições literárias, culturais e religiosas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Seção “Posfácio”</strong></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nesta seção, Mateus Ma’ch’adö procede com um levantamento histórico e simbológico do nome de Deus [ou D’us, como é grafado no livro]. Isso até certo ponto, como bem reconhece o próprio autor. É um posfácio. Espera-se que o texto explique ou advirta. Novamente, até certo ponto.</p>
<p>Não estou aqui, de maneira alguma, a atribuir insuficiência pura e simples ao texto elaborado pelo autor. Na verdade, ele põe, sobre a mesa da hermenêutica, dados e mais dados. O caso é que as informações, por causa da complexidade mesma, exigem do leitor uma erudição da qual não disponho.</p>
<p>E o próprio autor nos adverte:</p>
<p>Outros mistérios podem ser encontrados (revelados) através do nome de D’us; o alfabeto hebraico vai além da religião, raça, época e geografia. Todavia a compreensão humana de D’us é infinitamente limitada, tudo o que temos são pequenos vislumbres graças à misericórdia do Pai, e só podemos compreendê-lo e chegar até Ele através de Jesus Cristo. [p.109-110].</p>
<p>Eis, então, minhas modestas e, decerto, insatisfatórias considerações sobre “YHVH’, livro de poemas de Mateus Ma’ch’adö.</p>
<p>Espero, sinceramente, que desperte alguma curiosidade, algum interesse sobre a obra. Busquei, independentemente de convergir, em termos de percepção transcendente, com o autor e amigo, abordar o <em>corpus</em> desta produção literária mediante o prisma materialista operatório, levando em consideração, em maior e ou menor grau, sistemas teóricos, a forma, as alusões, a língua em que foi escrita (e as inserções idiomáticas de alta carga simbólica), o leitor em potencial, a sociedade, a história e a ideologia.</p>
<p>“YHVH” representa uma nova trilha estética, filosófica e metafísica a ser percorrida pelo poeta Mateus Ma’ch’adö. É o primeiro de uma trilogia. Será intrigante e singular segui-lo nesta peregrinação</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Reflexões sobre mais um Outubro Rosa</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/reflexoes-sobre-mais-um-outubro-rosa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Oct 2023 08:59:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Hernan Centurion (*) &#160; “Curar quando possível; aliviar quando necessário; consolar sempre”. Este pequeno trecho consta do juramento elaborado por Hipócrates, Pai da Medicina, médico grego, nascido na Ilha de Cós, por volta de 460 AC. Embora Hipócrates seja mais conhecido por suas contribuições para a Medicina, também desenvolveu-se na área da Filosofia. Ele &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>“Curar quando possível; aliviar quando necessário; consolar sempre”. Este pequeno trecho consta do juramento elaborado por Hipócrates, Pai da Medicina, médico grego, nascido na Ilha de Cós, por volta de 460 AC.</p>
<p>Embora Hipócrates seja mais conhecido por suas contribuições para a Medicina, também desenvolveu-se na área da Filosofia. Ele acreditava que as doenças tinham uma causa natural, assim sendo, não eram meros castigos divinos, como então se pensava. A saúde e a doença eram influenciadas por fatores ambientais, estilo de vida e equilíbrio entre os elementos do corpo. Tais ideias estavam relacionadas à Filosofia Naturalista, que buscava entender o mundo através da observação e da razão.</p>
<figure id="attachment_71151" aria-describedby="caption-attachment-71151" style="width: 378px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/09/hipocrates.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-71151" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/09/hipocrates-300x204.jpg" alt="" width="378" height="257" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/09/hipocrates-300x204.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/09/hipocrates-768x521.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/09/hipocrates-110x75.jpg 110w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2023/09/hipocrates.jpg 844w" sizes="auto, (max-width: 378px) 100vw, 378px" /></a><figcaption id="caption-attachment-71151" class="wp-caption-text">Hopócrates, Pai da Medicina</figcaption></figure>
<p>Apesar de a Filosofia não ter sido sua principal área de estudo, as ideias filosóficas de Hipócrates influenciaram sua abordagem médica e contribuíram para o desenvolvimento da Medicina Ocidental, através de um novo sistema de ética médica, expresso no “Juramento de Hipócrates”, que reflete princípios filosóficos sobre a <span class="sigijh_hlt">responsabilidade e o cuidado</span> com os pacientes, duas palavras que muito bem definem os médicos mastologista e oncologista que, no mês de outubro que se anuncia, dedicam ainda mais tempo de suas vidas à conscientização, à prevenção e ao combate do câncer mais letal entre as mulheres, muitas das vezes mães, avós, esposas, amigas ou filhas de cada um de nós. Quem nunca presenciou uma pessoa acometida por este flagelo na família, no trabalho ou no clube social? São mulheres que levam consigo, não apenas o sofrimento físico, mas mormente a dor psíquica e as perdas da auto-estima e dos traços femininos tão marcantes em que, inevitavelmente as terapias, quer cirúrgicas ou medicamentosas, culminam.</p>
<p>É nesse contexto conflituoso no qual o médico assistente se debruça, não somente na busca da cura da enfermidade, quando possível… entretanto, no alívio das dores físicas e transtornos mentais por suas pacientes adquiridos, lutando incessantemente para o consolo d’alma de cada uma delas, as quais representam os amores de tantas outras dezenas de pessoas que sofrem em conjunto, tais qual uma rede, solidárias a seus entes queridos enfermos.</p>
<p>Diante dessa miscelânea de atuações, no corpo, na mente e n’alma, onde o limiar que separa a razão da emoção muitas vezes é deveras tênue, espera-se que este mês de luta contra o câncer de mama, o Outubro Rosa, seja fonte de reflexão sobre o “ser médico”, bem como de reconhecimento e imensa gratidão aos abnegados profissionais que dignificam o juramento outrora perpetrado. Continuem firmes, no propósito assumido!</p>
<style></style><div class="wplp_outside wplp_widget_55014" style="max-width:100%;"><span class="wpcu_block_title">Domingo em desbaste</span><div id="wplp_widget_55014" class="wplp_widget_default wplp_container vertical swiper wplp-swiper default cols3" data-theme="default" data-post="55014" style="" data-max-elts="10" data-per-page="10"><div class="wplp_listposts swiper-wrapper" id="default_55014" style="width: 100%;" ><div class="swiper-slide" style=""><div class="insideframe"><div id="wplp_box_top_55014_100995" class="wpcu-front-box top equalHeightImg" ><div class="wplp-box-item"><a href="https://www.sosergipe.com.br/maconaria-e-religiao-entre-a-divergencia-historica-e-a-construcao-do-dialogo/"  class="thumbnail"><span class="img_cropper" style="margin-right:4px;margin-bottom:4px;margin-left:4px;max-width:100%;"><img decoding="async" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-14.jpg" style="aspect-ratio:4/3;" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-14.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-14-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-14-1024x510.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-14-768x382.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-14-660x330.jpg 660w" alt="Maçonaria e Religião: entre a divergência histórica e a construção do diálogo" class="wplp_thumb" /></span></a><a href="https://www.sosergipe.com.br/maconaria-e-religiao-entre-a-divergencia-historica-e-a-construcao-do-dialogo/"  class="title">Maçonaria e Religião: entre a divergência histórica e a construção do diálogo</a></div></div><div id="wplp_box_left_55014_100995" class="wpcu-front-box left wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_right_55014_100995" class="wpcu-front-box right wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_bottom_55014_100995" class="wpcu-front-box bottom " ><div class="wplp-box-item"><span class="custom_fields">
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