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	<title>Arquivo para natureza - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 02 Aug 2026 01:30:11 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Antes  que teus olhos contemplassem o mundo: um breve ensaio sobre o Batismo, o ofício do padrinho e uma carta a Celine</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 09:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[afilhada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Hernan Centurion Sobral (*) &#160; À minha afilhada Celine Querida Celi, &#160; Recebi anteontem, de teus pais, a notícia mais doce que poderia ter-me sido dada nos últimos tempos: serei teu padrinho de Batismo. Ainda ressoa em mim aquele instante, singelo, breve, despretensioso e, no entanto, repleto de emoção e imenso o bastante &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/antes-que-teus-olhos-contemplassem-o-mundo-um-breve-ensaio-sobre-o-batismo-o-oficio-do-padrinho-e-uma-carta-a-celine/">Antes  que teus olhos contemplassem o mundo: um breve ensaio sobre o Batismo, o ofício do padrinho e uma carta a Celine</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fantes-que-teus-olhos-contemplassem-o-mundo-um-breve-ensaio-sobre-o-batismo-o-oficio-do-padrinho-e-uma-carta-a-celine%2F&amp;linkname=Antes%C2%A0%C2%A0que%20teus%20olhos%20contemplassem%20o%20mundo%3A%20um%20breve%20ensaio%20sobre%20o%20Batismo%2C%20o%20of%C3%ADcio%20do%20padrinho%20e%20uma%20carta%20a%20Celine" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fantes-que-teus-olhos-contemplassem-o-mundo-um-breve-ensaio-sobre-o-batismo-o-oficio-do-padrinho-e-uma-carta-a-celine%2F&amp;linkname=Antes%C2%A0%C2%A0que%20teus%20olhos%20contemplassem%20o%20mundo%3A%20um%20breve%20ensaio%20sobre%20o%20Batismo%2C%20o%20of%C3%ADcio%20do%20padrinho%20e%20uma%20carta%20a%20Celine" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fantes-que-teus-olhos-contemplassem-o-mundo-um-breve-ensaio-sobre-o-batismo-o-oficio-do-padrinho-e-uma-carta-a-celine%2F&amp;linkname=Antes%C2%A0%C2%A0que%20teus%20olhos%20contemplassem%20o%20mundo%3A%20um%20breve%20ensaio%20sobre%20o%20Batismo%2C%20o%20of%C3%ADcio%20do%20padrinho%20e%20uma%20carta%20a%20Celine" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fantes-que-teus-olhos-contemplassem-o-mundo-um-breve-ensaio-sobre-o-batismo-o-oficio-do-padrinho-e-uma-carta-a-celine%2F&amp;linkname=Antes%C2%A0%C2%A0que%20teus%20olhos%20contemplassem%20o%20mundo%3A%20um%20breve%20ensaio%20sobre%20o%20Batismo%2C%20o%20of%C3%ADcio%20do%20padrinho%20e%20uma%20carta%20a%20Celine" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fantes-que-teus-olhos-contemplassem-o-mundo-um-breve-ensaio-sobre-o-batismo-o-oficio-do-padrinho-e-uma-carta-a-celine%2F&#038;title=Antes%C2%A0%C2%A0que%20teus%20olhos%20contemplassem%20o%20mundo%3A%20um%20breve%20ensaio%20sobre%20o%20Batismo%2C%20o%20of%C3%ADcio%20do%20padrinho%20e%20uma%20carta%20a%20Celine" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/antes-que-teus-olhos-contemplassem-o-mundo-um-breve-ensaio-sobre-o-batismo-o-oficio-do-padrinho-e-uma-carta-a-celine/" data-a2a-title="Antes  que teus olhos contemplassem o mundo: um breve ensaio sobre o Batismo, o ofício do padrinho e uma carta a Celine"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Hernan Centurion Sobral (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>À minha afilhada Celine</p>
<p>Querida Celi,</p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">R</span>ecebi anteontem, de teus pais, a notícia mais doce que poderia ter-me sido dada nos últimos tempos: serei teu padrinho de Batismo. Ainda ressoa em mim aquele instante, singelo, breve, despretensioso e, no entanto, repleto de emoção e imenso o bastante para reorganizar, de uma só vez, toda a arquitetura interior de qualquer homem cristão.</p>
<p>Existem acontecimentos cuja verdadeira dimensão somente se revela quando contemplados à distância, pois, enquanto os vivemos “no automático”, parecem apenas mais um entre tantos episódios que compõem a nossa história. Contudo, ao analisarmos com atenção, descobrimos que jamais foram fatos isolados, senão desdobramentos de um projeto infinitamente maior que nós mesmos. A Providência possui beleza e sabedoria, uma vez que não costuma impor-se por intermédio do estardalhaço ou da algazarra dos grandes espetáculos. Ao contrário, prefere o silêncio e a discrição. Aproxima pessoas sem que compreendam a razão dos encontros; amadurece afetos antes mesmo que estes reconheçam a própria intimidade; entrelaça destinos aparentemente independentes e, somente depois de muitos anos, permite-nos perceber que, desde o princípio, nenhuma página daquela história esteve fora de Suas preciosas mãos.</p>
<p>Foi justamente essa convicção que inundou meu ser quando teus pais confiaram-me a sublime missão de ser teu padrinho. Confesso-te que não experimentei apenas a alegria natural de quem recebe um gesto de carinho e confiança. Houve, logo após, um silencioso recolhimento interior, semelhante àquele que experimentamos diante das realidades verdadeiramente sagradas. Há notícias que despertam entusiasmo; outras, entretanto, convidam-nos à contemplação, porque não pertencem apenas ao universo das decisões humanas, mas ao insondável mistério do propósito. Desde aquele instante, compreendi que não me era oferecida apenas uma honra; não obstante, era-me confiada uma responsabilidade que transcende o tempo, alcança a eternidade e somente encontra pleno sentido à luz da fé cristã.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Sempre que costumeiramente faço quando volto ao meu “eu” e começo a escrever, procurei compreender a origem da palavra que me foi lançada. Vou agora ensinar-te tua primeira lição de Português: o termo <strong><b>padrinho</b></strong>, derivado do latim <em><i>patrinus</i></em>, pai espiritual, jamais designou simples figura meramente protocolar destinada a participar de mais uma celebração familiar. Desde os primórdios da Igreja, indicava aquele que, por intermédio do próprio testemunho, auxiliaria os pais na condução espiritual do filho, não lhe competindo substituir a autoridade paterna, porém partilhando com ela a mais elevada das responsabilidades da nossa existência, ou seja, recordar continuamente a uma alma recém-nascida que sua verdadeira morada jamais será encontrada apenas neste mundo em que ora eu e teus pais habitamos. Não por acaso, a tradição cristã sempre compreendeu que um padrinho não é escolhido para uma cerimônia, todavia é chamado para uma caminhada.</p>

			</div></div>
<p>Essa reflexão conduziu-me, inevitavelmente, ao memorável diálogo entre Cristo e Nicodemos em João 3: 4-8, quando Jesus afirma que ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito. Este evangelho não descreve apenas um rito sacramental, todavia revela uma nova antropologia, isto é, até então, o homem antigo se definia por aquilo que recebia ou herdava de sua linhagem consanguínea, sem jamais escolher seu destino. O apóstolo amado narra que não basta nascer pela carne, é preciso renascer pelo Espírito, revelando, pois, que a identidade mais profunda do homem não repousa naquilo que sua origem lhe impôs, porém no que a graça lhe oferece livremente, tornando filho de Deus aquele que, até então, era apenas filho dos homens, ou seja, um oferece-nos a vida recebida de nossos pais e o outro comunica-nos aquela recebida do próprio Deus. A água que um dia pairou sob o Espírito na criação, que abriu caminho para Israel entre as muralhas do Mar Vermelho, que santificou as margens do Jordão ao tocar a humanidade do próprio Cristo, continua, ainda hoje, a escorrer silenciosamente sobre a fronte de cada criança, não como simples símbolo de purificação, mas sim como sinal visível de uma graça invisível. O Pai Celeste jamais espera o Batismo para amar alguém, uma vez que o Batismo apenas revela ao mundo um Amor que jamais conheceu o princípio.</p>
<p>E por falar de princípio, foi então que minha memória empoeirada regressou no tempo, para muitos anos atrás, quando conheci tua mãe vivenciando a infância que lhe iluminava o olhar e o futuro permanecia inteiramente aberto. Vi-a crescer, amadurecer, descobrir a vocação para a Medicina, construir uma família, fortalecer sua fé e tornar-se uma mulher tão admirável que hoje tenho a alegria de poder chamar de irmã caçula.</p>
<p>Também tua chegada me permitiu compreender, sob nova perspectiva, a amizade construída com teu pai. A Medicina e os projetos profissionais aproximaram-nos, o prazer em viajar fortaleceu nossa convivência e até mesmo nossa obstinada fidelidade ao Vasco da Gama — essa curiosa “escola de perseverança” que tantas vezes ensina mais sobre esperança do que propriamente sobre futebol — tornou a caminhada mais aprazível. Não obstante, olhando retrospectivamente, percebo que nenhuma dessas circunstâncias explica verdadeiramente nossa amizade, posto que eram somente fios de uma tapeçaria, cujo desenho Deus já contemplava muito antes de qualquer um de nós e que, discretamente, no centro dela, estavas tu.</p>
<p>Ainda não contemplamos teu sorriso, não ouvimos tua voz, desconhecemos o brilho dos teus olhos, entretanto tua existência já modificou aqueles que te cercam. Existe um paradoxo encantador nas crianças que repousam no ventre materno, pois, embora absolutamente dependentes, tornam-se capazes de transformar adultos experientes; mesmo ainda incapazes de pronunciar uma palavra, começam a ensiná-los; ainda que não caminhem, já conduzem famílias inteiras para mais perto de Deus. Talvez por isso Cristo tenha colocado uma criança diante de Seus discípulos, quando desejou revelar-lhes a verdadeira grandeza d’alma. Os pequenos infantes recordam aos grandes adultos aquilo que a vida, por vezes, insiste em fazê-los esquecer, ou seja, que toda existência é dom divino, toda esperança nasce da confiança Nele e somente os corações puros e mansos permanecem suficientemente livres para reconhecer Deus quando Ele passa.</p>
<p>Escrevo-te estas palavras sem conhecer a mulher em quem te tornarás. Ignoro quais serão teus sonhos, tuas alegrias, teus receios ou mesmo as cruzes que inevitavelmente visitarão tua jornada. A experiência da Medicina ensinou-me que nenhuma existência humana atravessa o tempo sem feridas; já a fé, contudo, revelou-me algo infinitamente mais consolador: que nenhuma ferida cicatriza e permanece estéril sem ser tratada pelas mãos de Deus. Por isso, não poderia esperar que o Senhor te preserve de todo sofrimento (seria desejar-te uma condição incompatível com a necessidade da natureza humana), mas suplico-Lhe que jamais permita que qualquer dor obscureça, em teu coração, a certeza de que és infinitamente amada. Se um dia essa convicção permanecer inabalável, descobrirás que todas as demais respostas encontrarão, cedo ou tarde, o seu devido sentido.</p>
<p>Talvez esperes, um dia, grandes ensinamentos daquele que hoje te escreve; quem sabe? Os meus 47 anos de vida convenceram-me de que os discursos mais eloquentes dificilmente transformam alguém, mas as atitudes e os exemplos, sim! Por essa razão, eu não consiguirei oferecer-te respostas para todas as perguntas que surgirão ao longo da tua existência, tampouco impedir que experimentes as inevitáveis vicissitudes da condição humana. Prometo permanecer ao teu lado enquanto Deus me conceder esse privilégio, rezar por ti quando já não souberes ou puderes rezar e recordar-te, sempre que necessário, que tua dignidade jamais dependerá daquilo que possuis, da profissão que exercerás ou do reconhecimento que receberes dos homens, não obstante, exclusivamente, do fato de seres filha Daquele que te pensou desde toda a eternidade.</p>
<p>Permite-me, por fim, uma última revelação. Durante muito tempo imaginei que padrinhos fossem escolhidos para conduzir seus afilhados ao encontro de Cristo. Creio que não seja tão bem assim. Quiçá seja Cristo quem coloque uma criança nos braços de um padrinho, para recordar-lhe o caminho de volta até Ele, visto que, enquanto imaginamos ensinar a fé aos pequenos, são eles que restauram, sem perceber, a pureza da nossa própria fé. Ao passo que acreditamos conduzi-los ao Céu, descobrimos que são eles que, silenciosamente, nos conduzem.</p>
<p>Assim, quando um dia a água do Batismo tocar tua fronte e teu nome ecoar pela primeira vez entre as paredes da Igreja, muitos acreditarão assistir, tão somente, ao início de tua vida cristã. Teu padrinho, entretanto, guardará outra certeza: que este sublime momento representará, também, uma revelação de que Deus já caminhava contigo há muito tempo e preparava tua família, teus afetos, teus encontros e até mesmo este velho padrinho – tão desejoso de ter sido pai biológico de uma menina e que hoje escreve estas linhas tortas – muito antes que qualquer um de nós pudesse imaginar tua existência. Se, muitos anos depois, esta carta sobreviver ao tempo e vier repousar novamente nas tuas mãos, desejo que conserves apenas uma única verdade: de que, bem antes que teus olhos contemplassem o mundo, Deus já contemplava teu futuro, muito antes que teu nome fosse pronunciado por teus pais, Ele já o conhecia desde toda a eternidade e, antes mesmo que eu compreendesse a grandeza da missão que me era confiada, o Senhor já escrevia, silenciosamente, esta história que agora apenas tenho o privilégio de narrar.</p>
<p>Destarte, finalizo com a esperança de que um dia possamos conversar ainda mais sobre estas histórias, já não como padrinho e afilhada, mas como dois amigos e peregrinos que, sustentados pela mesma graça recebida nas águas do Batismo, caminham confiantes em direção à Casa do Pai.</p>
<p>Com amor, de teu tio e dindo, Hernán</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A Atenção: a mais valiosa moeda da vida</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-atencao-a-mais-valiosa-moeda-da-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alex Santana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 09:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[atenção]]></category>
		<category><![CDATA[caminhos]]></category>
		<category><![CDATA[construir]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Alex Andrade Santana (*) Em um tempo em que tudo parece urgente, rápido e descartável, talvez estejamos nos esquecendo daquilo que sustenta as relações humanas e fortalece os laços que unem a família, a amizade e a própria Maçonaria: a atenção. Uma breve reflexão atribuída ao Papa Francisco nos oferece uma poderosa lição de &#8230;</p>
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<p data-section-id="f6mm25" data-start="0" data-end="41">Por Alex Andrade Santana (*)</p>
</blockquote>
<p data-start="43" data-end="262"><span class="dropcap ">E</span>m um tempo em que tudo parece urgente, rápido e descartável, talvez estejamos nos esquecendo daquilo que sustenta as relações humanas e fortalece os laços que unem a família, a amizade e a própria Maçonaria: a atenção.</p>
<p data-start="264" data-end="356">Uma breve reflexão atribuída ao Papa Francisco nos oferece uma poderosa lição de humanidade:</p>
<p data-start="264" data-end="356"><div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: center;" data-start="360" data-end="538">“Os rios não bebem sua própria água.<br data-start="396" data-end="399" />As árvores não comem dos seus próprios frutos.<br data-start="447" data-end="450" />O sol não brilha para si mesmo.<br data-start="483" data-end="486" />E as flores não espalham sua fragrância para si.</p>
<p style="text-align: center;" data-start="545" data-end="592">Viver para os outros é uma regra da natureza.</p>
<p style="text-align: center;" data-start="599" data-end="715">A vida é boa quando estamos felizes…<br data-start="635" data-end="638" />mas ela é muito melhor<br data-start="662" data-end="665" />quando os outros estão felizes por nossa causa.”</p>
<p data-start="599" data-end="715">
			</div></div>
<p data-start="717" data-end="987">Há, nessas palavras, um ensinamento profundamente alinhado à essência maçônica. Afinal, o verdadeiro iniciado compreende que a existência humana só alcança sentido pleno quando conseguimos ser úteis ao próximo, quando conseguimos iluminar caminhos além do nosso próprio.</p>
<p data-start="989" data-end="1011">Mas como fazemos isso?</p>
<p data-start="1013" data-end="1096">Existem muitas formas de servir. Muitas formas de amar. Muitas formas de construir.</p>
<p data-start="1098" data-end="1156">Entretanto, talvez a maior de todas seja oferecer a atenção.</p>
<p data-start="1098" data-end="1156"><div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p data-start="1158" data-end="1387"><strong>A atenção</strong> é uma moeda invisível, mas extremamente poderosa. Porque tudo aquilo a que damos atenção cresce dentro de nós. A atenção leva consigo nosso tempo, nossa energia, nossa presença e, sobretudo, parte da nossa própria vida.</p>
<p data-start="1158" data-end="1387">
			</div></div>
<p data-start="1389" data-end="1515">Aquilo que ignoramos parece deixar de existir. O que não observamos não entra na consciência, não floresce, não se transforma.</p>
<p data-start="1517" data-end="1719">Por isso, quando damos atenção a uma amizade, ela se fortalece. Quando damos atenção à família, criamos vínculos mais sólidos. Quando damos atenção aos princípios maçônicos, tornamo-nos homens melhores.</p>
<p data-start="1721" data-end="1751">Também é assim dentro da Loja.</p>
<p data-start="1753" data-end="2079">Uma oficina não se fortalece apenas pela ritualística impecável ou pela beleza de suas colunas. Ela cresce quando os irmãos verdadeiramente se enxergam. Quando um percebe o silêncio do outro. Quando alguém visita o irmão enfermo. Quando se acolhe a família daquele que partiu para o Oriente Eterno. Quando há presença sincera.</p>
<p data-start="2081" data-end="2118">Sem atenção, não existe fraternidade.</p>
<p data-start="2120" data-end="2364">E talvez um dos grandes males do nosso tempo seja justamente a ausência dela. Temos pessoas lado a lado, mas emocionalmente distantes. Famílias reunidas, porém desconectadas. Relações que não acabam por falta de amor, mas por falta de presença.</p>
<p data-start="2366" data-end="2415">Vivemos repetindo diariamente:<br />
“Não tenho tempo.”</p>
<blockquote>
<p data-start="2417" data-end="2539">Não tenho tempo para ouvir.<br />
Não tenho tempo para visitar.<br />
Não tenho tempo para ligar.<br />
Não tenho tempo para estar presente.</p>
</blockquote>
<p data-start="2541" data-end="2571">Mas será mesmo falta de tempo?</p>
<p data-start="2573" data-end="2599">Ou seria falta de atenção?</p>
<p data-start="2601" data-end="2794">Porque o tempo é igual para todos. As mesmas vinte e quatro horas visitam igualmente ricos e pobres, sábios e ignorantes, líderes e liderados. O que muda é onde decidimos colocar nossa atenção.</p>
<p data-start="2796" data-end="2886">E aí reside uma profunda verdade iniciática: onde está nossa atenção, ali está nossa vida.</p>
<p data-start="2888" data-end="3142">Se damos atenção apenas às aparências, tornamo-nos vaidosos e inseguros. Se alimentamos excessivamente os problemas, eles crescem diante de nós. Mas quando voltamos nossa atenção para a solução, para o bem e para a luz, abrimos caminhos antes invisíveis.</p>
<p data-start="3144" data-end="3364">A Maçonaria sempre ensinou que o homem deve aprender a trabalhar sua pedra bruta. Porém, esse trabalho interior exige presença consciente. Exige olhar atento sobre si mesmo e sobre os outros. Exige escuta. Exige cuidado.</p>
<p data-start="3366" data-end="3398">Porque amar não é apenas sentir.</p>
<p data-start="3400" data-end="3423">Amar é prestar atenção.</p>
<p data-start="3425" data-end="3583">E no final da caminhada, talvez descubramos que o verdadeiro patrimônio da vida não foram os bens acumulados, os títulos conquistados ou as posições ocupadas.</p>
<p data-start="3585" data-end="3611">Serão os momentos vividos.</p>
<blockquote>
<p data-start="3613" data-end="3727">As palavras ouvidas.<br />
Os abraços dados.<br />
As visitas feitas.<br />
Os irmãos acolhidos.<br />
As presenças que fizeram diferença.</p>
</blockquote>
<p data-start="3729" data-end="3758">Ao final, não faltarão horas.</p>
<p data-start="3760" data-end="3803">Faltarão momentos que escolhemos não viver.</p>
<p data-start="3805" data-end="3829">E fica então a reflexão:</p>
<p data-start="3805" data-end="3829"><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p data-start="3831" data-end="3855"><strong>Onde está a sua atenção?</strong></p>
<p data-start="3831" data-end="3855">
			</div></div>
<p data-start="3857" data-end="3906">Porque onde está a sua atenção…</p>
<p data-start="3908" data-end="3924">Está o seu tempo. Está a sua vida. E está o seu coração.</p>
<p data-start="3926" data-end="3947" data-is-last-node="" data-is-only-node="">
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Alese inicia processo para resolver disputa territorial entre Aracaju e São Cristóvão</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/alese-inicia-processo-para-resolver-disputa-territorial-entre-aracaju-e-sao-cristovao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 13:47:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Alese]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[Aracaju]]></category>
		<category><![CDATA[controvérsias]]></category>
		<category><![CDATA[disputa]]></category>
		<category><![CDATA[jurídico]]></category>
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		<category><![CDATA[presidente]]></category>
		<category><![CDATA[procedimento]]></category>
		<category><![CDATA[São Cristóvão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese) já adota as providências necessárias para a aplicação da Lei Complementar Federal nº 230 no tratamento da questão territorial envolvendo os municípios de Aracaju e São Cristóvão. A nova legislação representa um marco para o enfrentamento de controvérsias dessa natureza no país, ao estabelecer, de forma clara, &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Falese-inicia-processo-para-resolver-disputa-territorial-entre-aracaju-e-sao-cristovao%2F&amp;linkname=Alese%20inicia%20processo%20para%20resolver%20disputa%20territorial%20entre%20Aracaju%20e%20S%C3%A3o%20Crist%C3%B3v%C3%A3o" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Falese-inicia-processo-para-resolver-disputa-territorial-entre-aracaju-e-sao-cristovao%2F&amp;linkname=Alese%20inicia%20processo%20para%20resolver%20disputa%20territorial%20entre%20Aracaju%20e%20S%C3%A3o%20Crist%C3%B3v%C3%A3o" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Falese-inicia-processo-para-resolver-disputa-territorial-entre-aracaju-e-sao-cristovao%2F&amp;linkname=Alese%20inicia%20processo%20para%20resolver%20disputa%20territorial%20entre%20Aracaju%20e%20S%C3%A3o%20Crist%C3%B3v%C3%A3o" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Falese-inicia-processo-para-resolver-disputa-territorial-entre-aracaju-e-sao-cristovao%2F&amp;linkname=Alese%20inicia%20processo%20para%20resolver%20disputa%20territorial%20entre%20Aracaju%20e%20S%C3%A3o%20Crist%C3%B3v%C3%A3o" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Falese-inicia-processo-para-resolver-disputa-territorial-entre-aracaju-e-sao-cristovao%2F&#038;title=Alese%20inicia%20processo%20para%20resolver%20disputa%20territorial%20entre%20Aracaju%20e%20S%C3%A3o%20Crist%C3%B3v%C3%A3o" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/alese-inicia-processo-para-resolver-disputa-territorial-entre-aracaju-e-sao-cristovao/" data-a2a-title="Alese inicia processo para resolver disputa territorial entre Aracaju e São Cristóvão"></a></p><p>A Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese) já adota as providências necessárias para a aplicação da Lei Complementar Federal nº 230 no tratamento da questão territorial envolvendo os municípios de Aracaju e São Cristóvão.</p>
<p>A nova legislação representa um marco para o enfrentamento de controvérsias dessa natureza no país, ao estabelecer, de forma clara, o procedimento jurídico a ser observado nos casos de desmembramento de área de um município para incorporação a outro já existente.</p>
<p>No âmbito estadual, caberá à Alese papel central na condução do processo, desde a iniciativa da matéria até o cumprimento das etapas legais previstas, sempre com base técnica, segurança jurídica e respeito à vontade popular.</p>
<p>Entre as providências iniciais a serem adotadas está a viabilização do Estudo de Viabilidade Municipal, instrumento previsto em lei e indispensável à análise da matéria. O estudo deverá reunir elementos técnicos relacionados aos impactos econômico-financeiros, fiscais, urbanísticos, sociais e administrativos da eventual redefinição territorial, além da identificação atualizada e georreferenciada da área objeto da controvérsia.</p>
<p>Concluídas as etapas técnicas e legais cabíveis, a matéria poderá seguir para deliberação legislativa sobre a convocação do plebiscito. Havendo manifestação popular favorável, o processo poderá avançar para a apreciação da lei estadual destinada à redefinição dos limites territoriais.</p>
<p>O presidente da Alese, deputado Jeferson Andrade, destacou a importância da nova legislação e o papel da Assembleia na condução do tema.</p>
<p>“A sanção da Lei Complementar nº 230 cria o ambiente jurídico necessário para que essa discussão avance de forma séria, responsável e definitiva. A Alese terá protagonismo na condução dessa matéria e já está tomando as providências necessárias para que esse processo tenha o devido encaminhamento, com base técnica, segurança jurídica, diálogo institucional e respeito à vontade popular. Nosso compromisso é com uma solução legítima, equilibrada e construída em favor de Sergipe e dos sergipanos”, afirmou.</p>
<p>A Assembleia Legislativa reafirma seu compromisso com a condução responsável da matéria, em observância à Constituição, à legislação vigente e ao interesse público, buscando uma solução estável e democraticamente construída para a questão.</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Falese-inicia-processo-para-resolver-disputa-territorial-entre-aracaju-e-sao-cristovao%2F&amp;linkname=Alese%20inicia%20processo%20para%20resolver%20disputa%20territorial%20entre%20Aracaju%20e%20S%C3%A3o%20Crist%C3%B3v%C3%A3o" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Falese-inicia-processo-para-resolver-disputa-territorial-entre-aracaju-e-sao-cristovao%2F&amp;linkname=Alese%20inicia%20processo%20para%20resolver%20disputa%20territorial%20entre%20Aracaju%20e%20S%C3%A3o%20Crist%C3%B3v%C3%A3o" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Falese-inicia-processo-para-resolver-disputa-territorial-entre-aracaju-e-sao-cristovao%2F&amp;linkname=Alese%20inicia%20processo%20para%20resolver%20disputa%20territorial%20entre%20Aracaju%20e%20S%C3%A3o%20Crist%C3%B3v%C3%A3o" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Falese-inicia-processo-para-resolver-disputa-territorial-entre-aracaju-e-sao-cristovao%2F&amp;linkname=Alese%20inicia%20processo%20para%20resolver%20disputa%20territorial%20entre%20Aracaju%20e%20S%C3%A3o%20Crist%C3%B3v%C3%A3o" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Falese-inicia-processo-para-resolver-disputa-territorial-entre-aracaju-e-sao-cristovao%2F&#038;title=Alese%20inicia%20processo%20para%20resolver%20disputa%20territorial%20entre%20Aracaju%20e%20S%C3%A3o%20Crist%C3%B3v%C3%A3o" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/alese-inicia-processo-para-resolver-disputa-territorial-entre-aracaju-e-sao-cristovao/" data-a2a-title="Alese inicia processo para resolver disputa territorial entre Aracaju e São Cristóvão"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/alese-inicia-processo-para-resolver-disputa-territorial-entre-aracaju-e-sao-cristovao/">Alese inicia processo para resolver disputa territorial entre Aracaju e São Cristóvão</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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		<item>
		<title>Paixão, entre a dor e o sentido</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/paixao-entre-a-dor-e-o-sentido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 18:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Hernan Centurion Sobral (*) &#160; Há palavras que, com o passar dos tempos, deixam de ser meros signos para se tornarem repositórios da experiência da humanidade. “Paixão” é uma delas; mais do que um termo, ela abre um campo vasto de significados que atravessam diversas sensações e sentimentos como a dor, o amor, &#8230;</p>
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]]></description>
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<blockquote><p>Por Hernan Centurion Sobral (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">H</span>á palavras que, com o passar dos tempos, deixam de ser meros signos para se tornarem repositórios da experiência da humanidade. “Paixão” é uma delas; mais do que um termo, ela abre um campo vasto de significados que atravessam diversas sensações e sentimentos como a dor, o amor, o sacrifício e, acima de tudo, a busca por um propósito.</p>
<div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Etimologicamente, a palavra nasce do latim <em>passio</em>, derivado de <em>pati</em>, que significava suportar, padecer ou simplesmente sofrer a ação de algo. Na origem da palavra, não havia qualquer romantização, ou seja, a paixão era aquilo que nos acontece muitas vezes sem o nosso controle, revelando, pois, a vulnerabilidade diante da nossa própria existência terrena.</p>

			</div></div>
<p>Curiosamente, com o passar das eras, esse mesmo vocábulo passou a designar também o entusiasmo exacerbado que nos move e o amor ardente que nos consome, sem que haja, contudo, qualquer contradição nisso, mas sim uma revelação sobre a natureza humana. Como intuiu Blaise Pascal, “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. Aquilo que mais nos apaixona é, quase sempre, o que mais nos expõe e fragiliza, pois amar intensamente exige a coragem proporcional de aceitar o risco da perda, da frustração e, consequentemente, do sofrimento. É neste prisma, então, que a Paixão de Cristo deixa de ser apenas um relato histórico milenar, para se tornar uma chave de leitura do significado da própria existência do homem neste mundo, isto é, um modo de compreensão do martírio e do amor à luz de um senso infinitamente maior.</p>
<figure id="attachment_97927" aria-describedby="caption-attachment-97927" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-97927 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55.jpg" alt="Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém" width="1209" height="1100" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55-300x273.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55-1024x932.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55-768x699.jpg 768w" sizes="(max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-97927" class="wp-caption-text">Encenação da Paixão de Cristo</figcaption></figure>
<p>Analisando-se sob o olhar da História, o sacrifício no Calvário consolidou-se como o centro do Cristianismo, não apenas pela narrativa da vivência de uma morte crudelíssima, muito comum à época do Império Romano, não obstante pela maneira como foi assumida e conduzida por um homem humilde, com consciência límpida, propósito sublime, dignidade serena e um silêncio eloquente diante da imensa injustiça. Como bem sintetizou Santo Agostinho, “não foi o suplício que fez o mártir, mas a causa, assim como não foi a dor física em si que redimiu o ser humano, todavia o amor que a sustentou até ser consumada”.</p>
<p>Filosoficamente, a Paixão nos confronta com uma indagação inevitável: existe mesmo tal propósito e qual seria o verdadeiro sentido do sofrimento? Em um mundo que se apressa em anestesiar qualquer ínfimo desconforto, onde as pessoas não toleram os menores incômodos físicos e psicológicos, a morte em cruz ainda permanece como um “escândalo” — algo que confronta, que incomoda, que não se encaixa na lógica comum — e talvez resida aí sua real força, uma vez que ela não resolve ou elimina a dor da humanidade. Entretanto, a expõe em sua vertente mais radical e em sua intensidade máxima, transbordando, assim, injustiça, abandono e dores física e moral. Simultaneamente, em contrapartida, a eleva, pois o sofrimento deixa de ser algo absurdo, vazio e destrutivo e passa a carregar um claro sentido, ao tornar-se lugar de entrega altruísta, de amor sublime, de redenção reconfortante e de evolução íntima. Dostoiévski, que sondou como poucos a alma humana, afirmava que o homem aprende através do sofrimento e a dor, nesse horizonte, deixa de ser um erro e fatalidade do destino e passa a ser o terreno onde a consciência desperta e amadurece.</p>
<p>Quando adentramos no campo da Psicologia, especialmente nas correntes existenciais, o sofrimento é compreendido como parte estrutural da vida. Viktor Frankl ensinou que, quando não podemos mudar uma situação dolorosa, somos desafiados a transformar a nós mesmos. A Paixão de Cristo, sob esta análise, revela-se como um arquétipo em que o sofrimento, quando atravessado com sentido, deixa de punir e aprisionar e transfigura-se em aprendizado e fonte de cura.</p>
<p>No âmbito religioso pela crença cristã, o Calvário é o ápice da revelação de um Deus outrora invisível e distante, mas que naquele momento se mantém próximo de sua criatura na figura do seu Filho, Jesus. Essa relação caracteriza-se por um amor pleno, tangível, tão vívido, posto que chora e sangra sobre o perdão ante a traição, o abandono e a violência. Como escreveu São João da Cruz, “no entardecer da vida, seremos julgados unicamente pelo amor”, assim sendo, a Paixão revela que tal amor não se impõe pela força, porém se oferece na liberdade da entrega ao próximo.</p>
<figure id="attachment_97926" aria-describedby="caption-attachment-97926" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-97926 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53.jpg" alt="Familia Centurion em Nova Jerusalém" width="1209" height="1100" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53-300x273.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53-1024x932.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53-768x699.jpg 768w" sizes="(max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-97926" class="wp-caption-text">Família Centurion em Nova Jerusalém</figcaption></figure>
<p>Somos convidados a vivenciar anualmente este fato bíblico, pois quando o mistério deixa o plano das ideias e se torna experiência, verdadeiramente ele nos alcança. Ao contemplarmos, então, o espetáculo da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém, no agreste pernambucano, já não estamos apenas diante de uma narrativa qualquer, mas em frente à emblemática encenação da agonia, morte e ressurreição de Cristo, refletida desde os nossos olhos marejados diretamente à consciência, revelando-nos, imediatamente, nossas próprias “cruzes”, bem como as pequenas e grandes “paixões” que atravessam os nossos dias e, mormente, tudo aquilo que ainda podemos transformar e edificar em nós. Experiência de fé e emoção como esta, confesso só ter vivenciado ao percorrer o Caminho de Santiago de Compostela há exatos 2 anos.</p>
<p>Destarte, podemos perceber, no mistério Pascal ora posto à reflexão, uma pedagogia singela e exigente, a qual nos ensina que nem toda dor é vazia, que nem todo sofrimento é inútil e que, em muitos momentos, a maior força não está em reagir, contudo em permanecer manso, firme, consciente e fiel. Tudo o que nos desafia serve como aprendizado, nada é em vão. A Paixão continua a acontecer, discretamente, em cada gesto de perdão, em cada ato de compaixão, em cada escolha pelo bem, quando seria mais fácil recuar e lavar as mãos.</p>
<p>Sofrer nos é imposto a cada instante, já o propósito que damos ao sofrimento, este sim, nos define.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<h4>Leia também:</h4>
<p>1- <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/diario-da-viagem-a-santiago-de-compostela/" target="_blank" rel="noopener">Diário da viagem a Santiago de Compostela</a></span></p>
<p>2- <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/diario-da-viagem-a-santiago-de-compostela-ii/" target="_blank" rel="noopener">Diário da viagem a Santiago de Compostela II</a></span></p>

			</div></div>
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		<title>Permita-se outonar!</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/permita-se-outonar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2026 13:22:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[adulto]]></category>
		<category><![CDATA[colheita]]></category>
		<category><![CDATA[corridos]]></category>
		<category><![CDATA[curso]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
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		<category><![CDATA[Outono]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[transformação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Sexta-feira. Acordo! Vejo pela janela o dia chuvoso. Gosto de dias chuvosos. Lembram minha infância. No outono da vida me descubro cheio de memórias. Sinto saudade da terra molhada, da manga que caía da árvore no amplo quintal da casa do meu avô Agripino Nunes, em &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">S</span>exta-feira. Acordo! Vejo pela janela o dia chuvoso. Gosto de dias chuvosos. Lembram minha infância. No outono da vida me descubro cheio de memórias. Sinto saudade da terra molhada, da manga que caía da árvore no amplo quintal da casa do meu avô Agripino Nunes, em Rosário, Maranhão. Lembro da algazarra dos passarinhos nas mangueiras. Ouço o cântico dos pássaros.</p>
<p>Mudou o tempo. Fiquei adulto, envelheci. O tempo seguiu seu curso. Hoje vivo tempos corridos. Um dia como hoje me faz voltar no tempo.</p>
<p>Porque tudo o que existe carrega em si a necessidade inerente de mudança, de transformação. Assim são as pessoas, todos os seres viventes — inclusive nossos sentimentos e a nossa maneira de pensar, ver e sentir.</p>
<p>Da mesma forma acontece com a natureza, que vive em constante processo de metamorfose. Há o tempo de preparar a terra, o tempo de semear, o tempo de germinar, o tempo de crescer, o tempo de o fruto amadurecer e, por fim, o tempo da colheita, ensinam as Sagradas Escrituras.</p>
<p>E há também o tempo do “adormecer”. Tempo de as folhas amarelecerem e caírem. Tempo que pode ser visto como um convite ao recolhimento, à reflexão, à preparação. Tempo de aguardar o renascimento vigoroso das plantas e das árvores que, por ora, se despem. Tempo de renovar tudo aquilo que for necessário.</p>
<p>Sem dúvida, é isso que faz o ciclo da vida acontecer continuamente, dia após dia, desde os primórdios da humanidade.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/artrose-autumn-5483537-scaled.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-97825 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/artrose-autumn-5483537-252x300.png" alt="outono" width="252" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/artrose-autumn-5483537-252x300.png 252w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/artrose-autumn-5483537-859x1024.png 859w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/artrose-autumn-5483537-768x915.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/artrose-autumn-5483537-1289x1536.png 1289w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/artrose-autumn-5483537-1718x2048.png 1718w" sizes="auto, (max-width: 252px) 100vw, 252px" /></a>Enfim, estou no outono da vida— estação que é um convite à introspecção, à leitura de mim mesmo. Tempo de cuidar com mais delicadeza do que importa, de desacelerar, de pausar, de repousar. Tempo de olhar para a alma e reconhecer aquilo que é essencial.</p>
<p>Com a certeza de que nada renasce sem antes perecer, compreender que todo recomeço nasce da capacidade de mudar — de nos conectarmos com as forças interiores que, generosamente, a natureza nos oferece.</p>
<p>Então, se me permite um conselho, permita-se outonar. Faça as coisas que lhe dão prazer. Reserve um tempo só para você.</p>
<p>Tomo meu café devagar, degustando cada momento mágico que a vida me oferece. Sabendo que a vida é movimento, e tudo passa. Eu também passarei.</p>
<p>Chove lá fora!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Agrese suspende cobrança sobre uso de poços artesianos em Sergipe</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/agrese-suspende-cobranca-sobre-uso-de-pocos-artesianos-em-sergipe-meta-descricao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 14:08:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Agrese]]></category>
		<category><![CDATA[aplicação]]></category>
		<category><![CDATA[cobrança]]></category>
		<category><![CDATA[Iguá]]></category>
		<category><![CDATA[levantamento]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[penalidades]]></category>
		<category><![CDATA[suspensão]]></category>
		<category><![CDATA[tarifas]]></category>
		<category><![CDATA[taxas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese) publicou nesta sexta-feira, 13, a Portaria nº 10/2026, que suspende, até posterior deliberação, a cobrança de taxas, tarifas e a aplicação de penalidades relacionadas ao uso de fontes alternativas de água para consumo humano, como poços artesianos, bem como eventuais lançamentos na rede de &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagrese-suspende-cobranca-sobre-uso-de-pocos-artesianos-em-sergipe-meta-descricao%2F&amp;linkname=Agrese%20suspende%20cobran%C3%A7a%20sobre%20uso%20de%20po%C3%A7os%20artesianos%20em%20Sergipe" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagrese-suspende-cobranca-sobre-uso-de-pocos-artesianos-em-sergipe-meta-descricao%2F&amp;linkname=Agrese%20suspende%20cobran%C3%A7a%20sobre%20uso%20de%20po%C3%A7os%20artesianos%20em%20Sergipe" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagrese-suspende-cobranca-sobre-uso-de-pocos-artesianos-em-sergipe-meta-descricao%2F&amp;linkname=Agrese%20suspende%20cobran%C3%A7a%20sobre%20uso%20de%20po%C3%A7os%20artesianos%20em%20Sergipe" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagrese-suspende-cobranca-sobre-uso-de-pocos-artesianos-em-sergipe-meta-descricao%2F&amp;linkname=Agrese%20suspende%20cobran%C3%A7a%20sobre%20uso%20de%20po%C3%A7os%20artesianos%20em%20Sergipe" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagrese-suspende-cobranca-sobre-uso-de-pocos-artesianos-em-sergipe-meta-descricao%2F&#038;title=Agrese%20suspende%20cobran%C3%A7a%20sobre%20uso%20de%20po%C3%A7os%20artesianos%20em%20Sergipe" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/agrese-suspende-cobranca-sobre-uso-de-pocos-artesianos-em-sergipe-meta-descricao/" data-a2a-title="Agrese suspende cobrança sobre uso de poços artesianos em Sergipe"></a></p><p data-start="238" data-end="614">A <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe</span></span> (Agrese) publicou nesta sexta-feira, 13, a Portaria nº 10/2026, que suspende, até posterior deliberação, a cobrança de taxas, tarifas e a aplicação de penalidades relacionadas ao uso de fontes alternativas de água para consumo humano, como poços artesianos, bem como eventuais lançamentos na rede de esgoto sem autorização da Agência.</p>
<p data-start="616" data-end="986">A decisão foi adotada após análise técnica e jurídica realizada pela equipe da Agrese, incluindo fiscalização in loco conduzida pela Câmara Técnica de Saneamento. O levantamento não identificou evidências que justificassem a manutenção das cobranças e sanções nos moldes aplicados, reforçando a necessidade de avaliação técnica especializada em situações dessa natureza.</p>
<p data-start="1248" data-end="1712">Com a Portaria nº 10/2026, ficam suspensas cobranças e penalidades em casos análogos até que haja deliberação definitiva. O normativo também estabelece que eventuais cobranças ou aplicação de sanções relacionadas ao uso de poços artesianos como fonte alternativa de água para consumo humano e/ou lançamento na rede de esgoto deverão ser precedidas de solicitação formal à Agrese, devidamente acompanhada de documentação técnica para análise e eventual autorização.</p>
<p data-start="1714" data-end="2088">A Agrese orienta que qualquer consumidor ou usuário que tenha sido notificado pela concessionária para efetuar pagamento de taxa ou que tenha sofrido aplicação de sanção relacionada a essas situações suspenda o pagamento e encaminhe o caso à Agência para análise. A medida garante que cada situação seja devidamente avaliada, com base em critérios técnicos e respaldo legal.</p>
<p data-start="2090" data-end="2339">A decisão reafirma o papel da Agência como órgão regulador responsável por assegurar o equilíbrio nas relações entre concessionárias e usuários, garantindo que medidas desta natureza sejam fundamentadas em critérios técnicos, legais e transparentes.</p>
<p data-start="2341" data-end="2568">A Agrese reforça que sua atuação é pautada pela responsabilidade, segurança jurídica e defesa do interesse público, assegurando que qualquer cobrança ou penalidade somente ocorra após a devida apuração técnica e respaldo legal.</p>
<p data-start="2570" data-end="2700">A Portaria entra em vigor com a publicação do extrato no Diário Oficial do Estado e está disponível na íntegra no site da Agência.</p>
<h3 data-start="2707" data-end="2756">Nota da <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Iguá Sergipe</span></span></h3>
<p data-start="2758" data-end="3214">A Iguá Sergipe esclarece que a utilização de poços artesianos para consumo humano é proibida, conforme legislação vigente. Para fins não nobres, como lavagem de piso e jardinagem, além de fins industriais, é necessária autorização da Secretaria de Estado do Meio Ambiente &#8211; SEMAC para implantação de poços artesianos. Vale ressaltar que é legal a cobrança do lançamento do esgoto gerado pela água proveniente de poço artesiano à rede pública de saneamento.</p>
<p data-start="2758" data-end="3214">Toda edificação permanente deve ser conectada às redes públicas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário quando disponíveis, de acordo com o disposto no Art. 45 da Lei Federal nº 11.445/2007.</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagrese-suspende-cobranca-sobre-uso-de-pocos-artesianos-em-sergipe-meta-descricao%2F&amp;linkname=Agrese%20suspende%20cobran%C3%A7a%20sobre%20uso%20de%20po%C3%A7os%20artesianos%20em%20Sergipe" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagrese-suspende-cobranca-sobre-uso-de-pocos-artesianos-em-sergipe-meta-descricao%2F&amp;linkname=Agrese%20suspende%20cobran%C3%A7a%20sobre%20uso%20de%20po%C3%A7os%20artesianos%20em%20Sergipe" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagrese-suspende-cobranca-sobre-uso-de-pocos-artesianos-em-sergipe-meta-descricao%2F&amp;linkname=Agrese%20suspende%20cobran%C3%A7a%20sobre%20uso%20de%20po%C3%A7os%20artesianos%20em%20Sergipe" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagrese-suspende-cobranca-sobre-uso-de-pocos-artesianos-em-sergipe-meta-descricao%2F&amp;linkname=Agrese%20suspende%20cobran%C3%A7a%20sobre%20uso%20de%20po%C3%A7os%20artesianos%20em%20Sergipe" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fagrese-suspende-cobranca-sobre-uso-de-pocos-artesianos-em-sergipe-meta-descricao%2F&#038;title=Agrese%20suspende%20cobran%C3%A7a%20sobre%20uso%20de%20po%C3%A7os%20artesianos%20em%20Sergipe" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/agrese-suspende-cobranca-sobre-uso-de-pocos-artesianos-em-sergipe-meta-descricao/" data-a2a-title="Agrese suspende cobrança sobre uso de poços artesianos em Sergipe"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/agrese-suspende-cobranca-sobre-uso-de-pocos-artesianos-em-sergipe-meta-descricao/">Agrese suspende cobrança sobre uso de poços artesianos em Sergipe</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>CNJ comunica vazamento de dados de 11 milhões de chaves Pix</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/cnj-comunica-vazamento-de-dados-de-11-milhoes-de-chaves-pix/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2025 12:53:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Bacen]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[cadastro]]></category>
		<category><![CDATA[CNJ]]></category>
		<category><![CDATA[corrigido]]></category>
		<category><![CDATA[cumprimento]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[PIX]]></category>
		<category><![CDATA[problema]]></category>
		<category><![CDATA[sistema]]></category>
		<category><![CDATA[vazamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Mais de 11 milhões de chaves Pix tiveram dados cadastrais vazados, comunicou na noite desta quarta-feira (23) o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O incidente ocorreu no Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), que conecta juízes e o Banco Central (BC). Tanto o CNJ como o BC informaram que foram acessados de &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcnj-comunica-vazamento-de-dados-de-11-milhoes-de-chaves-pix%2F&amp;linkname=CNJ%20comunica%20vazamento%20de%20dados%20de%2011%20milh%C3%B5es%20de%20chaves%20Pix" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcnj-comunica-vazamento-de-dados-de-11-milhoes-de-chaves-pix%2F&amp;linkname=CNJ%20comunica%20vazamento%20de%20dados%20de%2011%20milh%C3%B5es%20de%20chaves%20Pix" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcnj-comunica-vazamento-de-dados-de-11-milhoes-de-chaves-pix%2F&amp;linkname=CNJ%20comunica%20vazamento%20de%20dados%20de%2011%20milh%C3%B5es%20de%20chaves%20Pix" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcnj-comunica-vazamento-de-dados-de-11-milhoes-de-chaves-pix%2F&amp;linkname=CNJ%20comunica%20vazamento%20de%20dados%20de%2011%20milh%C3%B5es%20de%20chaves%20Pix" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fcnj-comunica-vazamento-de-dados-de-11-milhoes-de-chaves-pix%2F&#038;title=CNJ%20comunica%20vazamento%20de%20dados%20de%2011%20milh%C3%B5es%20de%20chaves%20Pix" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/cnj-comunica-vazamento-de-dados-de-11-milhoes-de-chaves-pix/" data-a2a-title="CNJ comunica vazamento de dados de 11 milhões de chaves Pix"></a></p><p>&nbsp;</p>
<p>Mais de 11 milhões de chaves Pix tiveram dados cadastrais vazados, comunicou na noite desta quarta-feira (23) o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O incidente ocorreu no Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), que conecta juízes e o Banco Central (BC).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1651757&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1651757&amp;o=node" /></p>
<p>Tanto o CNJ como o BC informaram que foram acessados de forma indevida dados de 11.003.398 chaves Pix. As informações cadastrais expostas foram as seguintes:</p>
<p>• nome da pessoa;<br />
• chave Pix;<br />
• nome do banco;<br />
• número da agência;<br />
• número da conta.</p>
<p>Segundo o CNJ, o problema ocorreu no domingo (20) e na segunda-feira (21) e foi prontamente corrigido.</p>
<p>O CNJ e o BC reiteraram que não foram expostos dados sensíveis, como senhas, informações de movimentações ou saldos financeiros em contas transacionais, ou quaisquer outras informações sob sigilo bancário.</p>
<p>De acordo com os dois órgãos, as informações obtidas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras.</p>
<p>O Sisbajud é uma ferramenta eletrônica que permite aos juízes pedir informações financeiras e bloquear ativos de devedores. O sistema substitui o antigo BacenJud e facilita a comunicação entre o Judiciário e o sistema financeiro para o cumprimento de ordens judiciais.</p>
<h2>Canal de consulta</h2>
<p>O CNJ informou que oferecerá, em breve, uma ferramenta exclusiva para o cidadão consultar se foi afetado pela exposição de dados. A divulgação desse canal ocorrerá no site do CNJ: <a href="https://www.cnj.jus.br/" target="_blank" rel="noopener">www.cnj.jus.br</a></p>
<p>Esse será o único meio de comunicação às pessoas afetas. O CNJ ressaltou que não contatará as vítimas por mensagens, SMS, e-mail ou chamadas telefônicas.</p>
<h2>Transparência</h2>
<p>O BC informou ter adotado as ações necessárias para a apuração detalhada do caso. O órgão ressaltou que o incidente tem baixo impacto potencial para os usuários e que a comunicação não é exigida pela legislação. A autarquia, no entanto, decidiu divulgar a ocorrência por causa do princípio de transparência.</p>
<p>Em breve, o BC também detalhará a ocorrência na <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.bcb.gov.br/acessoinformacao/lgpd?modalAberto=registro_de_incidentes_com_dados_pessoais" target="_blank" rel="noopener">página específica em seu site</a></span> destinada a comunicar todas as exposições e vazamentos de dados desde a criação do Pix.</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
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		<title>O Axioma da Apoteose</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-axioma-da-apoteose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tacio Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jan 2025 09:59:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[alegria]]></category>
		<category><![CDATA[apoteose]]></category>
		<category><![CDATA[axioma]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[equação]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[movimento]]></category>
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		<category><![CDATA[viver]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Tácio Brito (*) Certa vez me questionaram sobre qual era o meu propósito de vida. Naquele tempo, eu, que ainda vivia debaixo do véu das coisas possíveis, respondi que não sabia e que não sentia que chegaria a ter um, pois eu entendia que propósitos estavam ligados a fatores puramente externos ou que eram &#8230;</p>
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<p data-selectable-paragraph="">Por Tácio Brito (*)</p>
</blockquote>
<p id="b810" class="pw-post-body-paragraph mm mn gu mp b mq mr ms mt mu mv mw mx my mz na nb nc nd ne nf ng nh ni nj nk gn bk nl" data-selectable-paragraph=""><span class="dropcap ">C</span>erta vez me questionaram sobre qual era o meu propósito de vida. Naquele tempo, eu, que ainda vivia debaixo do véu das coisas possíveis, respondi que não sabia e que não sentia que chegaria a ter um, pois eu entendia que propósitos estavam ligados a fatores puramente externos ou que eram apenas maquinações de finalidade religiosa para confortar as almas daqueles que se deparavam com a natureza áspera que o existir nos traz. Aquele Tácio vivia cercado de medos, inseguranças, pesos, cobranças mentais e coisas que tantos jovens na minha mesma idade carregavam em seus corações e mentes. O medo de fracassar; o medo de não saber que profissão seguir; o medo de não ser capaz de ter um bom emprego; de não ter uma gorda conta bancária; de desperdiçar meu tempo com coisas inúteis que poderiam me levar a uma vida fora do que é entendido como a “vida perfeita”, eram-me tormentos de tirar o sono.</p>
<p id="b2c2" class="pw-post-body-paragraph mm mn gu mp b mq mr ms mt mu mv mw mx my mz na nb nc nd ne nf ng nh ni nj nk gn bk" data-selectable-paragraph="">Não considero aquele jovem um tolo, de maneira alguma, pois não teria como pensar diferente diante da perspectiva limitada (ou falta dela) que eu possuía sobre a vida, afinal se você está em uma perspectiva baixa, dificilmente será capaz de olhar acima do arbusto e fitar o firmamento, tocar o horizonte.</p>
<p id="8955" class="pw-post-body-paragraph mm mn gu mp b mq mr ms mt mu mv mw mx my mz na nb nc nd ne nf ng nh ni nj nk gn bk" data-selectable-paragraph="">Ter uma perspectiva é crucial na vida, pois é nela que fundamentamos o sentido de estarmos vivos, daquilo que buscamos, de como reproduzimos e interpretamos os acontecimentos durante o tempo. Na física, ela nos mostra de maneira bastante objetiva o seu valor, aqui encarado como o referencial de uma equação que transforma natureza do movimento e efeito físico dependendo de onde é visto. Na fotografia, no desenho e nas artes, a perspectiva altera a percepção da imagem, atribuindo ou retirando elementos, criando significação ou a alterando. Na vida, a perspectiva é como uma caneta que permite criar narrativa.</p>
<figure class="nx ny nz oa ob me nu nv paragraph-image">
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<div class="nu nv nw"><picture><source srcset="https://miro.medium.com/v2/resize:fit:640/format:webp/0*XE3IT8zzRBJunSFg.jpg 640w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:720/format:webp/0*XE3IT8zzRBJunSFg.jpg 720w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:750/format:webp/0*XE3IT8zzRBJunSFg.jpg 750w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:786/format:webp/0*XE3IT8zzRBJunSFg.jpg 786w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:828/format:webp/0*XE3IT8zzRBJunSFg.jpg 828w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:1100/format:webp/0*XE3IT8zzRBJunSFg.jpg 1100w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:1400/format:webp/0*XE3IT8zzRBJunSFg.jpg 1400w" type="image/webp" sizes="(min-resolution: 4dppx) and (max-width: 700px) 50vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 4) and (max-width: 700px) 50vw, (min-resolution: 3dppx) and (max-width: 700px) 67vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 3) and (max-width: 700px) 65vw, (min-resolution: 2.5dppx) and (max-width: 700px) 80vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 2.5) and (max-width: 700px) 80vw, (min-resolution: 2dppx) and (max-width: 700px) 100vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 2) and (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><source srcset="https://miro.medium.com/v2/resize:fit:640/0*XE3IT8zzRBJunSFg.jpg 640w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:720/0*XE3IT8zzRBJunSFg.jpg 720w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:750/0*XE3IT8zzRBJunSFg.jpg 750w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:786/0*XE3IT8zzRBJunSFg.jpg 786w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:828/0*XE3IT8zzRBJunSFg.jpg 828w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:1100/0*XE3IT8zzRBJunSFg.jpg 1100w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:1400/0*XE3IT8zzRBJunSFg.jpg 1400w" sizes="(min-resolution: 4dppx) and (max-width: 700px) 50vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 4) and (max-width: 700px) 50vw, (min-resolution: 3dppx) and (max-width: 700px) 67vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 3) and (max-width: 700px) 65vw, (min-resolution: 2.5dppx) and (max-width: 700px) 80vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 2.5) and (max-width: 700px) 80vw, (min-resolution: 2dppx) and (max-width: 700px) 100vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 2) and (max-width: 700px) 100vw, 700px" data-testid="og" /><img loading="lazy" decoding="async" class="bh og oh c" role="presentation" src="https://miro.medium.com/v2/resize:fit:875/0*XE3IT8zzRBJunSFg.jpg" alt="" width="944" height="902" /></picture></div>
</div><figcaption class="oi ff oj nu nv ok ol bf b bg z du" data-selectable-paragraph="">M. C. Escher era conhecido pela manipulação da perspectiva em suas obras</figcaption></figure>
<p id="81fa" class="pw-post-body-paragraph mm mn gu mp b mq mr ms mt mu mv mw mx my mz na nb nc nd ne nf ng nh ni nj nk gn bk" data-selectable-paragraph="">A narrativa é a maneira como nos colocamos dentro dos acontecimentos da vida, é a aplicação da ferramenta da perspectiva sobre a maneira de ver e se ver na vida. Se você enxerga-se como inimigo da sua vida, você assim pensará ser e viverá em função desta narrativa, assim você interpretará as coisas que lhe acontecem de bom e de ruim. Enxergue-se perfeito demais e você viverá relativamente bem e provavelmente terá muito mais felicidades. Entretanto, cometerá abusos e vai ferir os que estão ao seu redor, além de conseguir olhar demais pra cima, mas não enxergar a lama que te afoga. Viva pela narrativa dos outros e você será escravo da vontade alheia. Assim, está claro que não basta ter uma perspectiva, mas que é necessário ter controle sobre sua narrativa e estar sempre aberto para alterar e corrigi-la conforme a vivência.</p>
<p id="4d9f" class="pw-post-body-paragraph mm mn gu mp b mq mr ms mt mu mv mw mx my mz na nb nc nd ne nf ng nh ni nj nk gn bk" data-selectable-paragraph="">Até aqui falei sobre ter perspectiva e com ela ser o escritor de sua narrativa de vida, mas, e meu propósito? Onde surge? O fato é que meu propósito surgiu através de um momento singular, de um curto espaço de tempo, uma sensação que me avassalou. A descoberta de um sentimento poderoso o bastante para me fazer apaixonar por ele: a compreensão de um conhecimento enquanto lia um livro.</p>
<p id="8889" class="pw-post-body-paragraph mm mn gu mp b mq mr ms mt mu mv mw mx my mz na nb nc nd ne nf ng nh ni nj nk gn bk" data-selectable-paragraph="">Sempre fui atraído pelo estudo relacionado ao aprendizado humano e o funcionamento do cérebro, e certa vez estava lendo um livro chamado <em class="mo">“Como Criar uma Mente”</em> do autor Ray Kurzweil, que é diretor de engenharia do Google. No livro ele fala sobre como é o processo de criação de inteligências artificiais e sobre como elas são fundamentadas em aspectos do próprio cérebro humano. Nesse livro, ele começa fundamentando em como o cérebro humano de fato aprende. Sobre como os axônios trabalham repetindo os padrões de dados e como os neurônios conectam uns aos outros para criar os conhecimentos que temos e alguns que surgem de forma ainda inexplicada pela ciência. <em class="mo">E foi nesse ponto que eu tive um estalo.</em></p>
<p data-selectable-paragraph=""><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<figure class="nx ny nz oa ob me nu nv paragraph-image">
<div class="nu nv om"><picture><source srcset="https://miro.medium.com/v2/resize:fit:640/format:webp/1*_c_APoYSdFfiwLppyIU2ZA.gif 640w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:720/format:webp/1*_c_APoYSdFfiwLppyIU2ZA.gif 720w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:750/format:webp/1*_c_APoYSdFfiwLppyIU2ZA.gif 750w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:786/format:webp/1*_c_APoYSdFfiwLppyIU2ZA.gif 786w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:828/format:webp/1*_c_APoYSdFfiwLppyIU2ZA.gif 828w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:1100/format:webp/1*_c_APoYSdFfiwLppyIU2ZA.gif 1100w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:632/format:webp/1*_c_APoYSdFfiwLppyIU2ZA.gif 632w" type="image/webp" sizes="(min-resolution: 4dppx) and (max-width: 700px) 50vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 4) and (max-width: 700px) 50vw, (min-resolution: 3dppx) and (max-width: 700px) 67vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 3) and (max-width: 700px) 65vw, (min-resolution: 2.5dppx) and (max-width: 700px) 80vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 2.5) and (max-width: 700px) 80vw, (min-resolution: 2dppx) and (max-width: 700px) 100vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 2) and (max-width: 700px) 100vw, 316px" /><source srcset="https://miro.medium.com/v2/resize:fit:640/1*_c_APoYSdFfiwLppyIU2ZA.gif 640w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:720/1*_c_APoYSdFfiwLppyIU2ZA.gif 720w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:750/1*_c_APoYSdFfiwLppyIU2ZA.gif 750w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:786/1*_c_APoYSdFfiwLppyIU2ZA.gif 786w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:828/1*_c_APoYSdFfiwLppyIU2ZA.gif 828w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:1100/1*_c_APoYSdFfiwLppyIU2ZA.gif 1100w, https://miro.medium.com/v2/resize:fit:632/1*_c_APoYSdFfiwLppyIU2ZA.gif 632w" sizes="(min-resolution: 4dppx) and (max-width: 700px) 50vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 4) and (max-width: 700px) 50vw, (min-resolution: 3dppx) and (max-width: 700px) 67vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 3) and (max-width: 700px) 65vw, (min-resolution: 2.5dppx) and (max-width: 700px) 80vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 2.5) and (max-width: 700px) 80vw, (min-resolution: 2dppx) and (max-width: 700px) 100vw, (-webkit-min-device-pixel-ratio: 2) and (max-width: 700px) 100vw, 316px" data-testid="og" /><img loading="lazy" decoding="async" class="bh og oh c aligncenter" role="presentation" src="https://miro.medium.com/v2/resize:fit:395/1*_c_APoYSdFfiwLppyIU2ZA.gif" alt="" width="316" height="251" /></picture></div><figcaption class="oi ff oj nu nv ok ol bf b bg z du" data-selectable-paragraph="">A capacidade de conexão neuronal durante um aprendizado.
			</div></div></figcaption></figure>
<p id="da6f" class="pw-post-body-paragraph mm mn gu mp b mq mr ms mt mu mv mw mx my mz na nb nc nd ne nf ng nh ni nj nk gn bk" data-selectable-paragraph="">Era uma sensação. Um sentimento. Uma energia que percorreu meu corpo. Eu senti o rearranjo dos meus neurônios. A epifania da criação de uma nova ideia. Senti minha pulsação aumentar e eu ofegava. Um arrepio percorria meu corpo e meus olhos quase lacrimejaram diante daquela froça incontrolável de compreensão. Aquela sensação singular de compreender um conhecimento novo foi a coisa mais incrível que eu já tinha sentido na vida. Era como se minha mente não tivesse fim, nem começo, como se naquele espaço de tempo não existissem medos, receios, julgamentos, nem mesmo eu. Tudo era a sensação, o arrebatamento da minha mente. A esta sensação, como me é bastante comum narrativamente, dei o nome de <em class="mo">Apoteose</em>, não pelo significado puro da palavra no grego, mas pela dimensão da sensação.</p>
<blockquote>
<p id="fb84" class="oo op gu bf oq or os ot ou ov ow nk du" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">Apoteose (do grego Apotheosis) — ato ou evento de elevação de alguém ao status de divindade; No teatro refere-se ao ponto final de uma cena espetacular.</p>
</blockquote>
<p class="oo op gu bf oq or os ot ou ov ow nk du" data-selectable-paragraph=""><em class="ox">Q</em>uando tracei a visão perspectiva mais abrangente que havia tomado em minha vida, tempos depois, consegui entender que naquele dia meu propósito se floresceu. Veja que eu o senti diante de mim, senti as emoções, mas não as compreendi de cara, já que me faltava perspectiva. E então, desde a compreensão desse momento, entendi e passei a escrever a narrativa da minha vida baseada na minha busca por essa sensação, a minha busca pelo sentimento arrebatador de compreender as coisas.</p>
<blockquote class="on">
<p id="25d9" class="oo op gu bf oq or os ot ou ov ow nk du" style="text-align: left;" data-selectable-paragraph="">“A apoteose é a expansão da consciência de que o herói terá experiência após derrotar o seu inimigo.” — Joseph Campbell em O Herói de Mil Faces</p>
</blockquote>
<p id="8d88" class="pw-post-body-paragraph mm mn gu mp b mq pe ms mt mu pf mw mx my pg na nb nc ph ne nf ng pi ni nj nk gn bk" data-selectable-paragraph="">Diante dessa narrativa, ora com um propósito poderoso, acabei desenvolvendo um senso voltado a buscar sapiência, pois sabia que apenas acumular conhecimento não me seria bastante e nem positivo. Porque limitaria a perspectiva. Na sapiência, comecei a ver as futilidades dos títulos, dos termos vazios e pomposos, da busca insensata e ansiosa por encontrar uma posição alta na sociedade, dos papéis coloridos (dinheiro e diplomas) que achamos que podem nos permitir ser felizes, mas que na verdade nos mata de doenças psicológicas, envenenando nosso corpo e saúde.</p>
<p id="3504" class="pw-post-body-paragraph mm mn gu mp b mq mr ms mt mu mv mw mx my mz na nb nc nd ne nf ng nh ni nj nk gn bk" data-selectable-paragraph="">A perspectiva me permitiu na narrativa da minha vida traçar o axioma da minha vida. No axioma da apoteose que tive e que busco, a descoberta de uma sensação me fez ser maior que eu mesmo, de ser maior do que as coisas que estão debaixo da abóbada celeste. <span class="sigijh_hlt">Vivo para viver a alegria de aprender, de ser além de um corpo humano.</span></p>
<p id="2f9e" class="pw-post-body-paragraph mm mn gu mp b mq mr ms mt mu mv mw mx my mz na nb nc nd ne nf ng nh ni nj nk gn bk" data-selectable-paragraph="">Seu propósito pode estar se manifestando diante de você o tempo todo. Ele pode ser uma ação, pode ser uma emoção ou apenas uma sensação. Permita-se ampliar sua perspectiva. Veja além do arbusto!</p>
<p data-selectable-paragraph="">
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			</item>
		<item>
		<title>A vida pede calma</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-vida-pede-calma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 18:38:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Desembarquei no aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro. Mal a aeronave taxiou, muitos passageiros se levantaram para pegar sua bagagem de mão, mesmo com as advertências dos comissários de bordo. Na descida, mais atropelo. Como me locomovo com muletas, tenho que redobrar os cuidados para &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>esembarquei no aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro. Mal a aeronave taxiou, muitos passageiros se levantaram para pegar sua bagagem de mão, mesmo com as advertências dos comissários de bordo.</p>
<p>Na descida, mais atropelo. Como me locomovo com muletas, tenho que redobrar os cuidados para não cair, ou ser atropelado.</p>
<p>Na cidade grande, todos corridos, todos com pressa.</p>
<p>Lembrei do filme “Um dia de Fúria”, de 1993, em que Michael Douglas interpreta um cidadão comum, consumido pelos excessos da correria, alucinado pela velocidade do dia a dia. Chega ao seu limite e explode toda a sua incontida fúria a partir de seu estresse. De lá pra cá as coisas pioraram muito.</p>
<p>É preciso saber dar tempo ao tempo para que as coisas realmente amadureçam e aconteçam. É preciso compreender que a aprendizagem de novos conceitos, atitudes e comportamentos levam algum tempo. E não há como “atropelar” o tempo. Parafraseando o biólogo francês Alexis Carrel, “ninguém ultrapassa impunemente os limites da natureza”. Os que querem atropelar o tempo pagarão por essa imprudência. Pagarão com o seu bem mais precioso, a saúde.</p>
<p>Sempre achei que, com as tecnologias, teríamos mais tempo para o ócio. Mas hoje vivemos o paradoxo de estar sempre correndo para resolver as coisas da vida.</p>
<p>Mas existem alguns fatores da vida contemporânea que continuarei pelo resto da vida sem entender direito. Ou talvez sem querer aceitá-los. Entre eles, a obrigação de se fazer tudo com pressa.</p>
<p>O que mais noto no discurso das pessoas no meu entorno é que o tempo está passando rápido demais.</p>
<p>Se colocarmos uma lupa em nosso cotidiano, veremos que a maioria das pessoas, em busca de “performar” cada vez melhor, duela consigo mesmo, acelerando a vida, vivendo no amanhã, sem saborear o hoje na ânsia de ser reconhecido por sempre procurar ultrapassar os seus limites.</p>
<p>Parece que a humanidade está sofrendo dessa aceleração em busca do “que vem depois”. Principalmente após a pandemia do Covid 19, a humanidade busca a qualquer preço sair desse caos de medo e privações.</p>
<p>Somos obrigados a realizar diversas proezas. Sim, parece obrigação saber tudo o que se passa, assistir à série do momento, fazer atividades físicas, ter um bom desempenho em todos os setores da vida, para postar nas redes sociais, gerando mais ansiedade.</p>
<p>A vida precisa de calma. Precisa de tempo. De vagarosos momentos.</p>
<p>De um olhar demorado. De um sossego qualquer.</p>
<p>Fico com a música do pernambucano Lenine:</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/musical-notes-8135227_1280.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-82488 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/musical-notes-8135227_1280-150x300.png" alt="" width="150" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/musical-notes-8135227_1280-150x300.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/musical-notes-8135227_1280-512x1024.png 512w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/musical-notes-8135227_1280.png 640w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>Mesmo quando tudo pede<br />
Um pouco mais de calma<br />
Até quando o corpo pede<br />
Um pouco mais de alma<br />
A vida não para</p>
<p style="text-align: center;">Enquanto o tempo<br />
Acelera e pede pressa<br />
Eu me recuso, faço hora<br />
Vou na valsa<br />
A vida é tão rara</p>
<p style="text-align: center;">Enquanto todo mundo<br />
Espera a cura do mal<br />
E a loucura finge<br />
Que isso tudo é normal<br />
Eu finjo ter paciência</p>
<p style="text-align: center;">O mundo vai girando<br />
Cada vez mais veloz<br />
A gente espera do mundo<br />
E o mundo espera de nós<br />
Um pouco mais de paciência [&#8230;]

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Somos o que comemos? Sobre &#8220;Comer &#8211; necessidade, desejo, obsessão&#8221;, de Paolo Rossi</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/somos-o-que-comemos-sobre-comer-necessidade-desejo-obsessao-de-paolo-rossi/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Apr 2024 11:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Se comes, tu bebes]]></category>
		<category><![CDATA[azeite]]></category>
		<category><![CDATA[bebida]]></category>
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		<category><![CDATA[repulsiva]]></category>
		<category><![CDATA[vinho]]></category>
		<category><![CDATA[vinhos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=76958</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mitarraquis (*) &#160; “No final de agosto, com fortes chuvas e sol. Durante uma semana inteira, as amoras amadureceram. A princípio, apenas um, um coágulo roxo brilhante. Entre outros, vermelho, verde, duro como um nó. Você comeu aquele primeiro e sua polpa era doce Como vinho espesso: o sangue do verão estava &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Léo Mitarraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>“No final de agosto, com fortes chuvas e sol.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Durante uma semana inteira, as amoras amadureceram.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>A princípio, apenas um, um coágulo roxo brilhante.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Entre outros, vermelho, verde, duro como um nó.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Você comeu aquele primeiro e sua polpa era doce</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Como vinho espesso: o sangue do verão estava nele</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Deixando manchas na língua e desejo de colher”</em></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Seamus Heaney</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> etiqueta recomenda, sabiamente, que antes de se comentar a obra de um autor pouco conhecido por aqui, procedamos com a apresentação, ainda que breve, do mesmo. Penso que este seja um gesto também de cortesia endereçado aos meus poucos leitores. Então, quem foi Paolo Rossi?</p>
<p>Nasceu em 30 de dezembro de 1923, na cidade de Urbino.</p>
<p>Nesta pouco convencional coluna, os artigos, vez por outra, sem que fujam ao viés conservador, seguirão na contramão do adágio “natura non facit saltus”, e darão uns pulinhos.</p>
<p>Ou seja: antes de prosseguir com a apresentação do autor, quero inserir uma nota de meio de texto sobre a cidade de Urbino e seus maravilhosos vinhos. Sigam parágrafo abaixo.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><strong>Urbino</strong> mantém uma população de quase dezesseis mil habitantes. Tal como em  boa parte da Itália, a viticultura também ocupa, no lugar, uma posição de prestígio entre as atividades agrícolas. Os vinhos produzidos na província são conhecidos pela sua originalidade e qualidade. A cidade está localizada a uma altitude de quatrocentos e oitenta e cinco metros<strong> acima do nível do mar</strong><strong>.</strong> Os esforçadíssimos e dedicadíssimos produtores locais têm procurado as melhores condições para que as suas vinhas obtenham uvas rigorosamente adequadas à produção da maravilhosa bebida.</p>
<p>Ressalte-se que o município de Urbino, como todos os municípios da Itália, possui um número significativo de denominações de origem.</p>

			</div></div>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-8.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-76969 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-8.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-8.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-8-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-8-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-8-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/Design-sem-nome-8-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p>Vivi, há coisa de dois anos, a maravilhosa, elevada, magnifica experiência de beber duas garrafas do branco Guerrieri Bianchello del Metauro, safra 2019, produzido na região. Inesquecível, de fato.</p>
<p>O que posso comentar sobre aquele momento? Bem, sem querer arrogar-me à especialista, digo que eu e a bien informé et du vin, senhora Chagas Mittaraquis, convergimos quanto às impressões sobre o vinho: destaca-se, no Bianchello del Metauro, a combinação entre complexidade e, ao mesmo tempo, facilidade em bebê-lo. Provavelmente isto se deva a não possuir, na nossa opinião, um teor alcoólico muito elevado. Diríamos que é um vinho que se manifesta pelo frescor, pela leveza e por estabelecer  um certo clima de companheirismo entre  a garrafa e quem a consome. Há franca vivacidade na cor amarelo palha, um tantinho pálido, com reflexos esmeraldinos. Sabor delicado e ao mesmo tempo seco. Melhor não arriscar a dizer mais&#8230;</p>
<p>Voltemos ao nosso autor da vez, Paolo Rossi.</p>
<p>Iniciou os seus estudos universitários de filosofia em 1942, abandonando-os, no entanto, no ano seguinte e refugiando-se na Úmbria para escapar ao recrutamento obrigatório da República Social Italiana (RSI). Após a guerra, retomou os estudos em Florença, onde em 1946 se formou. Em 1961 venceu o concurso para professor titular de história da filosofia. Foi chamado para a Universidade de Cagliari, de 1961 a 1962, e depois para Bolonha, mudando-se finalmente para Florença em 1966, onde lecionou por mais de trinta anos, até 1999.</p>
<p>Durante esse tempo, além de lecionar, Rossi se pôs a lidar com problemas teóricos e metodológicos da historiografia filosófica. Concomitantemente, aprofundou a sua investigação sobre os temas da retórica, da tradição hermética e da magia dos séculos quinze e dezesseis.</p>
<p>Foquemos, no entanto, na obra sobre a qual trata este meu artigo. <strong>“Comer – Necessidade, Desejo, Obsessão”</strong> é um cuidadoso trabalho de pesquisa e de aplicação de bem polida lente histórico-filosófica sobre o tato de comer e a respectiva oscilação deste entre o agradável e o trágico. Entre o que é bastante, o que é excesso e o que é escasso. É um livro belo e cruel, ao mesmo tempo. Não cruel no sentido de maldoso, longe disto. Aponto para a firmeza do autor em descrever, também, carregando nas tintas, sobre o fenômeno inerente ao comer, sendo o seu negativo, a fome.</p>
<p>Sim, a obra “Comer&#8230;” é, também, sobre a ausência de comida.</p>
<p>Paolo Rossi busca, todo o tempo, estabelecer uma relação de semelhança entre o termo comer e diferentes conceitos. Deste modo, o autor leva ao leitor a prestar atenção, nem que seja por um momento à multiplicidade de metáforas alimentares que usamos todos os dias. Rossi nos empurra para diante do dilema, vale dizer, enquanto comemos, outros não podem fazê-lo com a frequência biológica e espiritualmente necessária.</p>
<p>“Comer&#8230;” tem o propósito de  fazer com que o leitor reflita e leve em conta as referências antropológicas e culturais constantes no ato de ingerir alimentos (sejam esses quais forem). O que implica tanto nos desejos primários, próximos a uma resposta à necessidade, como profundas emoções, pulsões. Ronda então a obsessão. Lembre-se o leitor de que, a partir da mitologia, Cronos, se faz presente na nossa imaginação, o  deus que representa o tempo inexpugnável, o qual rege os destinos e tudo pode devorar. Na ordem inversa, impõe-se o jejum como ato de purificação, dogma de diferentes crenças.</p>
<p>Sim, Paolo Rossi se refere aos diferentes significados que a palavra comer, ou melhor, a ideia de comer, pode assumir. Os bons dicionários registram diferenças e variações de significado: ingerir elementos sólidos ou semissólidos, mastigando ou engolindo; consumir uma refeição; usar algo habitualmente como alimento.</p>
<p>A alimentação é utilizada inclusive em jogos de tabuleiro como dama e xadrez. Come-se as pedras ou peças.</p>
<p>Há, também, no pensamento paolorossiano toques de pitoresco e de reflexão profunda sobre alguns aspectos do fenômeno “comer”. No capítulo quatro, o autor sugere que reflitamos sobre um ponto que gera, ainda, inquietação, curiosidade, entre os antropólogos: “Dado que todos os que pertencem à espécie humana são onívoros e dotados de um aparelho digestivo absolutamente idêntico, como é possível que em alguns lugares do mundo sejam consideradas iguarias coisas como formigas, gafanhotos ou ratos, coisas que em outros lugares parecem ser imundícies repulsivas?&#8221;</p>
<p>As questões que podem se desdobrar a partir do dito acima serão tantas quantas as respostas possíveis a cada uma delas. Um dos pontos, por exemplo, e, talvez, um doas mais importantes, é que se julga, se classifica, sob a perspectiva moral, inclusive, culturas, pessoas, que adotaram, há centenas de anos, aranhas, serpentes, baratas d’agua, morcegos como comida do dia a dia.</p>
<p>Bem observa Paolo Rossi: “Comer não envolve apenas a natureza e a cultura. Situa-se entre a natureza e a cultura. Participa de ambas. Tem muito a ver com a primeira e também com a segunda”.</p>
<p>Como não poderia deixar de ser, o autor estabelece comparações, proximidades, entre o comer, o beber e o ler. Interessa-lhe o grau de sofisticação, ‘noblesse oblige’, de requinte com que essas três atividades são tratadas: “Em todo o mundo existem programas de televisão que apresentam e ilustram receitas de comida. Existem inúmeras revistas que têm uma seção dedicada à culinária. A linguagem dos especialistas, que pode ser comparada, como no caso dos vinhos, à da crítica literária, atingiu, como no caso do azeite de oliva, níveis realmente incomuns de refinamento e sofisticação”.</p>
<p>O “não comer”, também marca presença indelével entre as religiões, como já foi ligeiramente observado mais acima. Vale, entretanto, reproduzir, aqui, o que Rossi diz, de forma mais ampla e densa: “Religião e jejum são termos dificilmente separáveis. O jejum é uma forma de autodisciplina e faz parte da formação espiritual. O desejo constitui a origem do mal e o desejo da comida é um dos mais enraizados e profundos. Distanciar-se dos desejos faz parte do caminho da salvação”.</p>
<p>No prosseguir do capítulo dedicado à privação de alimento, por um determinado período, a título de penitência, percebe-se a abordagem múltipla do costume, por Paolo Rossi. O filósofo, o antropólogo, o psicólogo, o sociólogo que se manifestam no autor consideram que o jejum é de especial interesse quando considerado como uma disciplina submetida voluntariamente para fins morais e religiosos. Como tal, é amplamente difundido. Seus modos e os motivos variam consideravelmente de acordo com o clima, a raça, a civilização e outras circunstâncias, mas seria difícil nomear qualquer sistema religioso de qualquer descrição em que seja totalmente não reconhecido.</p>
<p>Terrível, catastrófico, real, o “não comer” por falta de comida e não por devoção religiosa, também se faz presente na obra de Paolo Rossi. O capítulo é pesado, triste, bizarro até. Não, necessariamente, pelo estilo de escrita do autor, mas, sim, pelas descrições, pelos exemplos. Confesso que, ao concluí-lo, estava mortificado. Nem espere o leitor sair impune dessa parte.</p>
<p>Mais adiante, Rossi acerca-se do fenômeno da obsessão alimentar. Trata de alguns fatores relacionados, inclusive da mídia voltada para o segmento alimentar: “O número de outdoors e comerciais que sugerem o que comer e o que beber é extraordinariamente alto, comparáveis ao número de outdoors e de comerciais que ensinam como nos manter limpos e cheirosos”.</p>
<p>Ao selecionar este livro para o primeiro artigo desta nova coluna “<strong>Se Comes, Tu Bebes</strong>”, senti que haveria de levar aos leitores uma produção intelectual das mais qualificadas. Os campos do Conhecimento que se interseccionam ao longo da obra são muitos. E todos se revelam importantes. Espero que suscite algum interesse em um ou outro que, porventura, passe os aligeirados olhos por sobre estas despretensiosas linhas.</p>
<p>Santé!</p>
<p>&nbsp;</p>
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