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	<title>Arquivo para livros - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Minha notória estultícia natural</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 13:29:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Incidental — Considerações Estéticas a Qualquer Momento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; &#8220;O que sei eu?&#8221;   Michel de Montaigne &#160; Duma vez por todas, desisto. Não por falta de tentativas, e foram muitas, mesmo. Talvez miríades. Tentei, insisti&#8230; Debalde&#8230; E aí, IA? Qualé a sua? Busquei valer-me da Inteligência Artificial para produzir poemas, contos, ensaios&#8230; Contudo, a contradizer, de boas, sem arrogância, o geórgico &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fminha-notoria-estulticia-natural%2F&amp;linkname=Minha%20not%C3%B3ria%20estult%C3%ADcia%20natural" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fminha-notoria-estulticia-natural%2F&amp;linkname=Minha%20not%C3%B3ria%20estult%C3%ADcia%20natural" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fminha-notoria-estulticia-natural%2F&amp;linkname=Minha%20not%C3%B3ria%20estult%C3%ADcia%20natural" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fminha-notoria-estulticia-natural%2F&amp;linkname=Minha%20not%C3%B3ria%20estult%C3%ADcia%20natural" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fminha-notoria-estulticia-natural%2F&#038;title=Minha%20not%C3%B3ria%20estult%C3%ADcia%20natural" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/minha-notoria-estulticia-natural/" data-a2a-title="Minha notória estultícia natural"></a></p><p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8220;O que sei eu?&#8221;</em></p>
<p style="text-align: right;">  Michel de Montaigne</p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>uma vez por todas, desisto. Não por falta de tentativas, e foram muitas, mesmo. Talvez miríades. Tentei, insisti&#8230; Debalde&#8230;</p>
<p>E aí, IA? Qualé a sua?</p>
<p>Busquei valer-me da Inteligência Artificial para produzir poemas, contos, ensaios&#8230; Contudo, a contradizer, de boas, sem arrogância, o geórgico Virgílio [ou sua virgiliana &#8220;egestas&#8221;], não venci a pretensa urgente necessidade.</p>
<p>Eis-me, portanto, mísero estulto: sem capacidade de fazer com que o cérebro eletrônico trabalhe para mim, poupando-me [sou idoso] as idas e vindas constantes às prateleiras da biblioteca e o geriátrico incômodo na munheca de tanto escrever a lápis&#8230;</p>
<figure id="attachment_100949" aria-describedby="caption-attachment-100949" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-02-at-13.48.05.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-100949" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-02-at-13.48.05-300x300.jpeg" alt="Léo Mittaraquis, críticio literário" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-02-at-13.48.05-300x300.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-02-at-13.48.05-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-02-at-13.48.05-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-02-at-13.48.05-768x768.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-02-at-13.48.05-1536x1536.jpeg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-02-at-13.48.05.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100949" class="wp-caption-text">Léo Mittaraquis, críticio literário: reflexões</figcaption></figure>
<p>Não que à máquina de escrever virtual falte agilidade e estoque de termos. A cabrunquenta é rápida e sortida, sem dúvidas. Dá-me impressão de ter ciência de tudo. Parece, caso não esteja eu a delirar, responder antes mesmo que a questão apresentada o seja por completo.</p>
<p>Porém, sensação/intuição pessoal, dá-se um vácuo entre as perfeitas construções frasais. Sinto falta daquela linha medular kantiana que alinha isto com aquilo. Até mesmo a aparente densidade de soa porosa.</p>
<p>Admito que há forma e lógica&#8230; Ora, que bobagem digo, tem de haver uma e outra, evidentemente. Sinto, todavia, que há cheiro de shopping center e falta odor de fisiologia textual, vale dizer, falta o odor, sem mitificação, diga-se de passagem, das folhas marrom-amareladas que cobrem a terra úmida; do limo a revestir muro de oitão, da rolha duma garrafa de vinho recentemente extraída, das indeléveis manchas à guisa de assinaturas sobre balcão do velho e sobrevivente boteco. Divago? Quiçá&#8230;</p>
<p>Cheiros ácidos, gordurosos, ar pantanoso&#8230; Nada de escatologia, bem entendido. A este artifício manifesto, há muito, repulsa. Digo, sim, sobre a (de)composição orgânica vegetal ou cheiro de cozinha, ou às variantes cores do solo, como bem descreveu Saramago. Poderia acrescentar os odores da Cannery Row descritos por Steinbeck. Ou seja, falta ao texto &#8220;iático&#8221; algo da aura benjaminiana — o hic et nunc da obra de arte ou de uma cena cotidiana.</p>
<p>Sinto falta da dúvida, da incerteza, da ansiedade que permanecem no escritor ao concluir estrofe ou capítulo; da mão que treme ao escrever as primeiras palavras.</p>
<p>Os textos produzidos por IA talvez sejam, aos olhos desta acéfala geração, algo brilhante, sedutor. Afinal, &#8220;facilita tudo&#8221;. A mim jaz, diante do meu escondido, guardado, eu lírico, apenas um espelho cego. É como, (i) moralmente, transitar por uma Grub Street hodierna.</p>
<p>Pergunto-me, então: se a ferramenta que me poupa o esforço, não me rouba também o caminho. As prateleiras empoeiradas, os livros abertos, por vezes, ao acaso, são sendas, lombadas mais adiante são faróis.</p>
<p>Aquela frase esquecida, a qual reencontramos ao virar página — tudo isso é parte do saber, do ver, do dizer. Ao evitar o andar até as prateleiras, evito, infelizmente, repensar, refletir, aprender, reaver, caminhar.</p>
<p>Opto, pois, por cultivar minha estultícia ante dados digitais, se assim se pode considerar — lançarei outros e jogarei, com eles, casualmente com Mallarmé.</p>
<p>Prefiro o livro que me desafia. Busco a frase que exige longo tempo para ser compreendida. Corro cansados olhos e corpo ao longo das fileiras.</p>
<p>Ah, admito: idoso, semi-senil, já não sou tão rápido. Contudo, ao menos, sou eu a ler, criar e escrever. E talvez seja essa, afinal, a única sabedoria que de verdade se tem, isto é, reconhecer que, em matéria de espírito, nenhuma máquina pode substituir o homem — nem mesmo este homem, que, lento e cansado, ainda insiste em escrever à mão, a marcar bordas em torno de manchas gráficas, a apoiar o livro aberto, dorso entre o indicador e o polegar em oposição.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Do Festival da Mandioca à Sombra da Jaqueira &#8211; marcos identitários do povo lagartense</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 12:28:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Quando publiquei meu primeiro livro, Centrifugação (poema), em 1999, afora o poeta Assuero Cardoso, somente haviam enveredado por esta seara, até aquela presente data, os grandes nomes da cultura lagartense de tempos remotos e de tempos recentes, a exemplo de Sílvio Romero, Laudelino Freire, Abelardo Romero, Luiz &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">Q</span>uando publiquei meu primeiro livro, <em><i>Centrifugação</i></em> (poema), em 1999, afora o poeta Assuero Cardoso, somente haviam enveredado por esta seara, até aquela presente data, os grandes nomes da cultura lagartense de tempos remotos e de tempos recentes, a exemplo de Sílvio Romero, Laudelino Freire, Abelardo Romero, Luiz Antonio Barreto, Aglaé d´Ávila e Beatriz Gois Dantas. De lá para cá, a cultura livresca e os lançamentos de livros se tornaram comuns na cidade de Lagarto. Embora, ainda precisemos melhorar muito no que diz respeito à cultura da leitura e, também, na frequência e participação nesse tipo de evento.</p>
<p>Diante disso, pode-se hoje falar, sem sombra de dúvidas, da existência de uma historiografia lagartense consolidada, bem como de uma literatura do mesmo gênero, seja em profusão, seja em qualidade e compromisso com a cultura local. Isto, particularmente, me alegra, pois não me sinto mais sozinho e cheguei à grata conclusão de que estamos num bom caminho, sobretudo no que se refere ao nosso amadurecimento intelectual, artístico, educacional e cultural, além da promoção do saber e do saber fazer. Que a máxima do livro que diz que, na estante de um lagartense, livro só serve para decorar ou para juntar poeira caia por terra, em definitivo.</p>
<figure id="attachment_100134" aria-describedby="caption-attachment-100134" style="width: 952px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-tela-2026-07-24-074559.png"><img decoding="async" class="wp-image-100134 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-tela-2026-07-24-074559.png" alt="" width="952" height="706" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-tela-2026-07-24-074559.png 952w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-tela-2026-07-24-074559-300x222.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Captura-de-tela-2026-07-24-074559-768x570.png 768w" sizes="(max-width: 952px) 100vw, 952px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100134" class="wp-caption-text">Autores e organizador do livro Na Sombra da Jaqueira: da esquerda para a direita, Jean Francisco, José Canoa, Roberta, Yasmin, Catarina, André e Rita</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dito isto, na última sexta-feira, dia 17 de julho, no Rotary Club de Lagarto, foram lançados dois livros de uma só vez: <em><i>Na sombra da jaqueira</i></em> e <em><i>Festival da Mandioca (Lagarto-SE), uma ideia que ficou na história</i></em>. O primeiro foi organizado pela Profª Drª Rita de Cássia Barcellos Bittencourt, docente da Universidade Federal de Sergipe (Campus Lagarto). A obra reúne textos de seis autores, a saber: André Barbosa de Santana, Catarina da Costa Santos de Alexandria, José Canoa dos Santos, Roberta Amaral de Jesus Santos, Jean Francisco Oliveira Souza e Yasmim Carvalho Freitas de Figueiredo.</p>
<p>Fiquei lisonjeado com as referências feitas à minha pesquisa histórica local nos textos de Rita de Cássia Barcellos Bittencourt (Uma breve história de Lagarto) e de Catarina da Costa de Alexandria (Lagarto: coração do centro sul sergipano).  <em><i>Na sombra da jaqueira </i></em>discorre, ainda, sobre temáticas como o termo “papa-jaca” (alcunha identitária do povo lagartense), a presença da África em Lagarto (Quilombolas e outros), Taieira, Parafusos e outras manifestações folclóricas, iguarias (a exemplo da maniçoba), musicalidade, silibrina e quadrilhas e festas juninas. Como se vê, notadamente, uma análise sobre a cultura popular local, em seus aspectos diversos.</p>
<p>Há algum tempo, venho sendo acionado e provocado para discorrer sobre o Festival da Mandioca, como em reportagem recente feita pelos alunos do curso de Jornalismo da UFS, intitulada <a href="https://portalcontextoufs.wixsite.com/zonacontexto/post/cultura-local-ou-tradi%C3%A7%C3%A3o-inventada" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #008000;">Cultura local ou tradição</span> </a><em><span style="color: #008000;">inventada?<span style="color: #000000;">;</span></span></em> e, entre tantos escritos a respeito, destaco um artigo que publiquei no portal <em><i>Lagarto Notícias</i></em> para pontuar a importância do saudoso José Valmir Monteiro para este evento  &#8211;<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.lagartonoticias.com.br/2024/06/06/festival-da-mandioca-para-lagarto-se-a-valmir-monteiro-o-que-e-de-valmir-monteiro/" target="_blank" rel="noopener"> Festival da Mandioca &#8211; Para Lagarto-SE, a Valmir Monteiro o que é de Valmir Monteiro</a></span>. Na ocasião, faço, inclusive, um apanhado histórico do festival.</p>
<p>Pedro Ivo Luís de Andrade, fotógrafo profissional da <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.facebook.com/people/Impact-Formaturas/100065221191779/#" target="_blank" rel="noopener">Impact Formaturas e Fotografias</a></span> (Lagarto-SE) é organizador da segunda obra que cito neste texto: <em><i>Festival da Mandioca (Lagarto-SE), uma ideia que ficou na história. </i></em>Obra que conta com as participações e textos de André Barbosa de Santana e Catarina da Costa Santos de Alexandria, responsáveis, também, pela pesquisa histórica. O livro é um primor visual, contendo imagens marcantes do festival e com fotografias, em estúdio, das Rainhas da Mandioca, incluindo um portfólio biográfico para cada uma delas. Vale destacar que o festival surgiu em 2008, graças a iniciativa dos jovens André Barbosa, George da Colosso e do empresário Charles Brício, estes últimos estiveram presentes ao evento, quando puderam dar seu testemunho e estimular a continuidade e valorização do evento, independentemente da cor político-partidária que esteja à frente da gestão municipal. Dado que, o Festival da Mandioca, hoje, além de ser apartidário, é um marco identitário significativo de nossa gente.</p>
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<p>Entre as inúmeras pessoas presentes ao lançamento das obras, num evento bastante concorrido, além deste que vos escreve, destaco o professor Rusel Barroso, o empresário Charles Brício (como já disse) e sua esposa, Elciane, o vereador Josivaldo da Equoterapia, Matheus Corrêa e a ex-prefeita de Lagarto, Hilda Ribeiro. Foi uma noite muito intensa e movimentada, na qual pudemos, além de prestigiar as novas publicações e seus autores e autoras, também as apresentações da Banda Arrasta Pé, do Grupo Folclórico Parafusos e da Quadrilha Unidos em Arrasta Pé, além da abertura da exposição fotográfica Rainhas, de Érica Karem e curadoria de André Barbosa.</p>

			</div></div>
<p>Reitero meus cumprimentos a todos os envolvidos nestes projetos, de igual modo aos familiares, parceiros e colaboradores, e ressalto, como última observação, que as publicações destas obras só foram possíveis em razão do financiamento público da cultura brasileira, por meio de recursos federais disponibilizados pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Projeto este, que só em Lagarto, nos últimos dois anos, promoveu lançamentos de outras obras, peças teatrais, audiovisuais, performances musicais, entre outros produtos culturais que tornam a cidade de Lagarto ainda mais pujante no cenário sergipano e nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-festival-da-mandioca-a-sombra-da-jaqueira-marcos-identitarios-do-povo-lagartense%2F&amp;linkname=Do%20Festival%20da%20Mandioca%20%C3%A0%20Sombra%20da%20Jaqueira%20%E2%80%93%20marcos%20identit%C3%A1rios%20do%20povo%20lagartense" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-festival-da-mandioca-a-sombra-da-jaqueira-marcos-identitarios-do-povo-lagartense%2F&amp;linkname=Do%20Festival%20da%20Mandioca%20%C3%A0%20Sombra%20da%20Jaqueira%20%E2%80%93%20marcos%20identit%C3%A1rios%20do%20povo%20lagartense" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-festival-da-mandioca-a-sombra-da-jaqueira-marcos-identitarios-do-povo-lagartense%2F&amp;linkname=Do%20Festival%20da%20Mandioca%20%C3%A0%20Sombra%20da%20Jaqueira%20%E2%80%93%20marcos%20identit%C3%A1rios%20do%20povo%20lagartense" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-festival-da-mandioca-a-sombra-da-jaqueira-marcos-identitarios-do-povo-lagartense%2F&amp;linkname=Do%20Festival%20da%20Mandioca%20%C3%A0%20Sombra%20da%20Jaqueira%20%E2%80%93%20marcos%20identit%C3%A1rios%20do%20povo%20lagartense" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fdo-festival-da-mandioca-a-sombra-da-jaqueira-marcos-identitarios-do-povo-lagartense%2F&#038;title=Do%20Festival%20da%20Mandioca%20%C3%A0%20Sombra%20da%20Jaqueira%20%E2%80%93%20marcos%20identit%C3%A1rios%20do%20povo%20lagartense" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/do-festival-da-mandioca-a-sombra-da-jaqueira-marcos-identitarios-do-povo-lagartense/" data-a2a-title="Do Festival da Mandioca à Sombra da Jaqueira – marcos identitários do povo lagartense"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/do-festival-da-mandioca-a-sombra-da-jaqueira-marcos-identitarios-do-povo-lagartense/">Do Festival da Mandioca à Sombra da Jaqueira &#8211; marcos identitários do povo lagartense</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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		<title>Livros, discos e nostalgia</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/livros-discos-e-nostalgia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andre Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Nov 2025 08:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dia Desses]]></category>
		<category><![CDATA[autores]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[CDs]]></category>
		<category><![CDATA[comprar]]></category>
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		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
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		<category><![CDATA[sebo.xique]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por André Brito (*) &#160; Dia desses fui até o JFC, aquele prédio de vidro azul, de imponência celeste tal qual céu sem nuvens. O bicho é bonito. Eu fui lá fazer umas compras, olhar uns sapatos e trocar o celular. Nessas andanças, eis que me deparo com um sebo. Você sabe o que &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por André Brito (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>ia desses fui até o JFC, aquele prédio de vidro azul, de imponência celeste tal qual céu sem nuvens. O bicho é bonito. Eu fui lá fazer umas compras, olhar uns sapatos e trocar o celular. Nessas andanças, eis que me deparo com um sebo. Você sabe o que é um? Pequenas lojas que vendem livros usados (e novos também!) e outros produtos.</p>
<p>Pois bem, e não era qualquer sebo, era o Sebo Xique. Lá me encantei com uma quantidade de autores, CDs, LPs (sabe o que é?). Senti um doce enlace com o lugar, que me remeteu a um tempo em que as horas passavam no movimento da leitura ou da rotação do disco de 45 RPMs.</p>
<figure id="attachment_94818" aria-describedby="caption-attachment-94818" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Captura-de-tela-2025-11-08-010159.png"><img decoding="async" class="wp-image-94818 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Captura-de-tela-2025-11-08-010159-300x199.png" alt="" width="300" height="199" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Captura-de-tela-2025-11-08-010159-300x199.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Captura-de-tela-2025-11-08-010159-310x205.png 310w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Captura-de-tela-2025-11-08-010159.png 370w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94818" class="wp-caption-text">Advogado e empresário Clóvis Barbosa Foto: Ascom/TCE</figcaption></figure>
<p>Pude trocar uma ideia com Clóvis Barbosa, o dono, e beber um pouco do seu vasto conhecimento. Folheei livros, variantes de Dostoiévski a Manuel Bandeira; bebi café espresso (se escreve assim), comi bolachinha de goma, vi rádios antigos. Queria comprar tudo.</p>
<figure id="attachment_94823" aria-describedby="caption-attachment-94823" style="width: 91px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Design-sem-nome-14.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-94823" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Design-sem-nome-14-300x300.jpg" alt="" width="91" height="91" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Design-sem-nome-14-300x300.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Design-sem-nome-14-1024x1024.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Design-sem-nome-14-150x150.jpg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Design-sem-nome-14-768x768.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Design-sem-nome-14.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 91px) 100vw, 91px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94823" class="wp-caption-text">Disco de vinil</figcaption></figure>
<p>Olhei disco por disco. Nacionais e internacionais. Comprei um de música gaúcha. Queria todos, para ouvi-los em um fim de semana. Muito melhor que passar horas me deprimindo em séries da “Netflaikes”.</p>
<p>O fluxo do dia a dia nos deixa muito distantes da singeleza das coisas importantes. Viajei sem sair do lugar. O Sebo é Xique e ganhou um admirador. Vou lá buscar os discos que separei junto com as minhas lembranças.</p>
<p>Sigaê: <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.instagram.com/seboxique/" target="_blank" rel="noopener">@seboxique</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Uma reflexão à luz do estoicismo e da prática diária da virtude</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/uma-reflexao-a-luz-do-estoicismo-e-da-pratica-diaria-da-virtude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliano César Faria Souto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Aug 2025 08:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[constância]]></category>
		<category><![CDATA[enfoque]]></category>
		<category><![CDATA[estoicismo]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
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		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[trechos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Juliano César Souto (*) &#8220;Nada é possível sem ela.” &#160; Com essa frase direta, Ryan Holiday inicia uma das obras mais impactantes que li nos últimos tempos. Depois de refletir sobre o estoicismo como uma filosofia de vida prática e transformadora durante o ano de 2024, publiquei a mensagem de Ano Novo com &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-reflexao-a-luz-do-estoicismo-e-da-pratica-diaria-da-virtude%2F&amp;linkname=Uma%20reflex%C3%A3o%20%C3%A0%20luz%20do%20estoicismo%20e%20da%20pr%C3%A1tica%20di%C3%A1ria%20da%20virtude" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-reflexao-a-luz-do-estoicismo-e-da-pratica-diaria-da-virtude%2F&amp;linkname=Uma%20reflex%C3%A3o%20%C3%A0%20luz%20do%20estoicismo%20e%20da%20pr%C3%A1tica%20di%C3%A1ria%20da%20virtude" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-reflexao-a-luz-do-estoicismo-e-da-pratica-diaria-da-virtude%2F&amp;linkname=Uma%20reflex%C3%A3o%20%C3%A0%20luz%20do%20estoicismo%20e%20da%20pr%C3%A1tica%20di%C3%A1ria%20da%20virtude" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-reflexao-a-luz-do-estoicismo-e-da-pratica-diaria-da-virtude%2F&amp;linkname=Uma%20reflex%C3%A3o%20%C3%A0%20luz%20do%20estoicismo%20e%20da%20pr%C3%A1tica%20di%C3%A1ria%20da%20virtude" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fuma-reflexao-a-luz-do-estoicismo-e-da-pratica-diaria-da-virtude%2F&#038;title=Uma%20reflex%C3%A3o%20%C3%A0%20luz%20do%20estoicismo%20e%20da%20pr%C3%A1tica%20di%C3%A1ria%20da%20virtude" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/uma-reflexao-a-luz-do-estoicismo-e-da-pratica-diaria-da-virtude/" data-a2a-title="Uma reflexão à luz do estoicismo e da prática diária da virtude"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Juliano César Souto (*)</p></blockquote>
<p style="text-align: right;">&#8220;Nada é possível sem ela.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com essa frase direta, Ryan Holiday inicia uma das obras mais impactantes que li nos últimos tempos. Depois de refletir sobre o estoicismo como uma filosofia de vida prática e transformadora durante o ano de 2024, publiquei a mensagem de Ano Novo com o título “<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/um-enfoque-estoico-para-comecar-2025/" target="_blank" rel="noopener">Mensagem Ano Novo 2025 – Um Enfoque Estoico</a></span>”.</p>
<p>Como desafio pessoal, me propus a continuar explorando esse tema ao longo do ano.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-tela-2025-08-23-114131.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-92737 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-tela-2025-08-23-114131-300x202.png" alt="" width="300" height="202" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-tela-2025-08-23-114131-300x202.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-tela-2025-08-23-114131-110x75.png 110w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Captura-de-tela-2025-08-23-114131.png 332w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>O livro <em>Disciplina é Destino</em> me acompanhou nessa jornada silenciosa — uma leitura feita pouco a pouco ao longo dos últimos oito meses, aqui na casa da praia, entre dias de descanso e reflexão.</p>
<p>Não li de uma vez. Voltei várias vezes. Rabisquei trechos, fotografei páginas, digeri aos poucos.</p>
<p>Demorei a terminar, é verdade. Mas finalizei. E como aprendemos com os próprios estoicos: mais importante do que a velocidade é a constância.</p>
<p>O que compartilho agora não é apenas uma resenha, mas a consolidação de aprendizados que, acredito, podem ajudar a todos nós a fazermos de 2025 um ano mais consciente, produtivo e alinhado com aquilo que realmente importa.</p>
<p>A seguir, exploro os principais ensinamentos do livro e sua aplicação prática no dia a dia — para líderes, profissionais e pessoas comuns que, como eu, estão buscando evoluir com clareza e propósito.</p>
<h3><strong>As quatro virtudes como bússola</strong></h3>
<p>O estoicismo nos oferece uma bússola clara para navegar os desafios da vida: coragem, temperança, justiça e sabedoria.</p>
<p>Essas virtudes são interligadas e funcionam como os pontos cardeais da nossa jornada de evolução pessoal e profissional:</p>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<ul>
<li><strong>Coragem:</strong> enfrentar o que precisa ser feito, mesmo com medo.</li>
<li><strong>Temperança:</strong> controlar impulsos, evitar excessos e agir com equilíbrio.</li>
<li><strong>Justiça:</strong> fazer o que é certo, mesmo quando ninguém está olhando.</li>
<li><strong>Sabedoria:</strong> discernir entre o que importa e o que distrai; escolher com consciência.</li>
</ul>

			</div></div>
<h3><strong>Disciplina prática: hábitos diários para 2025</strong></h3>
<ul>
<li>Comece pelo amanhecer: acorde com propósito e evite distrações logo cedo.</li>
<li>Faça o mais difícil primeiro: resolva a tarefa mais complexa no início do dia.</li>
<li>Cuide da saúde com prioridade: corpo e mente são instrumentos da disciplina.</li>
<li>Organize-se antes de agir: planejar e priorizar é sinal de maturidade.</li>
<li>Pratique: talento é comum, disciplina é rara. Faça o que precisa ser feito.</li>
<li>Aceite os desafios como provações: eles moldam o caráter.</li>
<li>Descanse com consciência: parar também faz parte do processo produtivo.</li>
<li>Exerça a paciência: espere com propósito, não com passividade.</li>
<li>Transforme a derrota em aprendizado: levantar-se é mais nobre que não cair.</li>
<li>Melhore todos os dias – Kaizen: pequenos avanços diários fazem grandes transformações.</li>
</ul>
<h3><strong>Conclusão: </strong></h3>
<h4><strong>A vitória invisível</strong></h4>
<p>Ao final da leitura e das reflexões silenciosas que este livro provocou, compreendi que a grande vitória não está em títulos, metas ou aplausos — mas sim em se tornar alguém melhor.</p>
<p>Em manter o controle quando tudo convida ao descontrole. Em viver com virtude, mesmo quando ninguém está vendo. Em continuar, mesmo quando o cansaço aparece.</p>
<p>Alejandro Vigil, enólogo-chefe da Vinícola Catena Zapata, escreveu no contrarrótulo do seu vinho-ícone El Enemigo:</p>
<span class="highlight highlight-yellow">&#8220;No final do caminho, você se lembra apenas de uma batalha, aquela que lutou consigo mesmo, o verdadeiro inimigo — aquele que o tornou único.”</span>
<p>É isso que deve ser nosso propósito e nossa meta de vida.</p>
<p>Mais disciplina. Mais clareza. Mais propósito.</p>
<p>Mais coragem para enfrentar, mais temperança para resistir, mais justiça para agir com retidão e mais sabedoria para decidir.</p>
<p>Que a bússola das virtudes nos guie. Que a ação silenciosa e contínua da disciplina nos leve longe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="box note  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h4>Referências e sugestões de leitura:</h4>
<p><strong>As Quatro Virtudes Estóicas e os Livros de Ryan Holiday</strong></p>
<p>Ryan Holiday decidiu escrever uma série de quatro livros, cada um dedicado a uma das virtudes cardeais do estoicismo:</p>
<p>“A disciplina molda o caráter. A coragem  coloca em movimento. A sabedoria orienta. A justiça conecta tudo com o bem comum.”</p>
<p>Coragem <strong>Courage Is Calling</strong><strong> (2021</strong>), ainda não traduzido. Coragem para agir apesar do medo. Iniciar. Liderar. Decidir com firmeza.</p>
<p>Temperança <strong>Discipline Is Destiny (</strong><strong>2022</strong>) <strong>Disciplina é Destino</strong></p>
<p>Autocontrole, moderação, foco. O domínio de si mesmo.</p>
<p>Justiça <strong>Justice Is Coming</strong><strong> </strong>(previsto)</p>
<p>Agir com integridade, servir o bem comum, fazer o certo mesmo sob pressão.</p>
<p>Sabedoria <strong>Stillness Is the Key</strong><strong> (2019)</strong> <strong>A Quietude é a Chave</strong></p>
<p>Reflexão, clareza mental, paz interior. Saber o que importa e viver com discernimento.</p>
<p><strong>O Obstáculo é o Caminho&#8221; (2014)</strong></p>
<p>Não faz parte da tetralogia das virtudes, mas é alinhado com a virtude da coragem. Foi um precursor da série e tornou Ryan Holiday famoso por aplicar o estoicismo à vida moderna.</p>
<p>“O impedimento à ação avança a ação. O que está no caminho, torna-se o caminho.” — Sêneca</p>

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		<title>O poder dos Livros para uma Comunicação Assertiva</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-poder-dos-livros-para-uma-comunicacao-assertiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego da Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 May 2025 09:21:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicação Assertiva]]></category>
		<category><![CDATA[capacidade]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[eficaz]]></category>
		<category><![CDATA[ferramenta]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[poder]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Diego da Costa (*) &#160; Em um mundo onde a comunicação eficaz é fundamental para o sucesso pessoal e profissional, aprimorar nossas habilidades de expressão verbal se torna essencial. Uma ferramenta poderosa para alcançar essa meta é a leitura. Os livros não apenas expandem nosso vocabulário, mas também promovem clareza e assertividade na &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Diego da Costa (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">E</span>m um mundo onde a comunicação eficaz é fundamental para o sucesso pessoal e profissional, aprimorar nossas habilidades de expressão verbal se torna essencial. Uma ferramenta poderosa para alcançar essa meta é a leitura. Os livros não apenas expandem nosso vocabulário, mas também promovem clareza e assertividade na comunicação.</p>
<h3>A lógica da leitura para comunicar melhor</h3>
<p>Vocabulário rico e precisão: Ler regularmente expande o vocabulário e fornece novos modos de expressão, permitindo que as ideias sejam comunicadas de forma mais clara e precisa.</p>
<p>Empatia e Perspectiva: Os livros introduzem diferentes pontos de vista, fomentando a empatia, essencial para uma comunicação mais compreensiva e assertiva.</p>
<p>Estruturas de Pensamento: A leitura aprimora a capacidade de estruturar pensamentos de maneira lógica, facilitando a organização das ideias ao se comunicar.</p>
<h3>Algumas dicas práticas para melhorar sua comunicação</h3>
<p>Ler em voz alta por 10 minutos diários: Esse exercício ajuda a melhorar a dicção e a confiança ao falar em público.</p>
<p>Ler com a boca aberta: Pode parecer inusitado, até estranho, mas articular bem as palavras com a boca ajuda na clareza da comunicação.</p>
<p>Anotar novas palavras: Mantenha um caderno onde você anota palavras novas e busca usá-las em conversas cotidianas.</p>
<p>Participar de discussões e grupos sobre Livros: Participar de grupos de discussão de livros pode estimular a prática de comunicação e o compartilhamento de ideias de forma assertiva.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Os livros são aliados poderosos na busca por uma comunicação assertiva. Incorporar a leitura diária em nossas rotinas aprimora as habilidades verbais de forma significativa, tornando-nos comunicadores mais eficazes e empáticos. Assim, ao explorar o mundo literário, capacitamos a nós mesmos para nos expressarmos com mais confiança e clareza. Leia livros ligados à sua atividade profissional, questões pessoais, espirituais. O simples é iniciar uma leitura todos os dias. Sendo assim, <strong>somente leia.</strong></p>
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		<title>Papa Francisco — passado e futuro numa igreja peregrina e perseverante</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/papa-francisco-passado-e-futuro-numa-igreja-peregrina-e-perseverante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2025 13:47:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[calvário]]></category>
		<category><![CDATA[cardeal]]></category>
		<category><![CDATA[Conclave]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[humanidade]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[jornada]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[Orfa]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>
		<category><![CDATA[Roma]]></category>
		<category><![CDATA[sede vacante]]></category>
		<category><![CDATA[Vaticano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; “O Bispo de Roma está morto. Logo, outro será eleito para o seu lugar porque a Igreja permanece e está continuamente com Cristo. (&#8230;) O homem que for eleito será eleito para o futuro, mas está encarregado de tutelar o passado&#8230;” (Monsenhor Angel-Novalis). Essa é uma fala &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpapa-francisco-passado-e-futuro-numa-igreja-peregrina-e-perseverante%2F&amp;linkname=Papa%20Francisco%20%E2%80%94%20passado%20e%20futuro%20numa%20igreja%20peregrina%20e%20perseverante" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpapa-francisco-passado-e-futuro-numa-igreja-peregrina-e-perseverante%2F&amp;linkname=Papa%20Francisco%20%E2%80%94%20passado%20e%20futuro%20numa%20igreja%20peregrina%20e%20perseverante" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpapa-francisco-passado-e-futuro-numa-igreja-peregrina-e-perseverante%2F&amp;linkname=Papa%20Francisco%20%E2%80%94%20passado%20e%20futuro%20numa%20igreja%20peregrina%20e%20perseverante" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpapa-francisco-passado-e-futuro-numa-igreja-peregrina-e-perseverante%2F&amp;linkname=Papa%20Francisco%20%E2%80%94%20passado%20e%20futuro%20numa%20igreja%20peregrina%20e%20perseverante" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpapa-francisco-passado-e-futuro-numa-igreja-peregrina-e-perseverante%2F&#038;title=Papa%20Francisco%20%E2%80%94%20passado%20e%20futuro%20numa%20igreja%20peregrina%20e%20perseverante" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/papa-francisco-passado-e-futuro-numa-igreja-peregrina-e-perseverante/" data-a2a-title="Papa Francisco — passado e futuro numa igreja peregrina e perseverante"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
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<p style="text-align: right;"><em><i><span class="dropcap ">“<em><i>O</i></em></span> Bispo de Roma está morto. Logo, outro será eleito para o seu lugar porque a Igreja permanece e está continuamente com Cristo. (&#8230;) O homem que for eleito será eleito para o futuro, mas está encarregado de tutelar o passado</i></em>&#8230;” (Monsenhor Angel-Novalis).</p>
<p><i>E</i>ssa é uma fala de uma das personagens do livro “A Eminência”, do escritor Morris West. Se bem estou certo, ela ainda é válida para nosso tempo, em que pese a obra ter sido escrita entre os anos 1996-1998, quando, na vida real e neste espaço temporal de nossa história universal, governava o Vaticano o Papa João Paulo II. Embora, no ano de 1996, precisasse fazer uma cirurgia de apendicite, ainda não havia iniciado o seu calvário pessoal, às voltas com sérios problemas de saúde, que o levou a óbito no dia 2 de abril de 2005.</p>
<p>Para a escrita do presente texto, além da obra acima citada, valho-me também de antigas anotações que fiz da leitura do livro “As Sandálias do Pescador”, também de Morris West, publicado em janeiro de 1963. E mais recentemente, da leitura e impressões que fiz da obra “Conclave”, de autoria de Robert Harris, lançada em 2016, alcançando grande sucesso, sobretudo por ter roteiro adaptado, originalmente, para o cinema em 2024, do qual destaco a notável interpretação de Ralph Fiennes no papel principal da personagem Cardeal Lawrence Lomeli.</p>
<p>Mas antes de dizer-lhes o porquê de fazer uso da literatura (portanto, da ficção) para compreender e analisar a realidade que a Igreja Católica vive no tempo presente, de “sede vacante” e de todo o processo que envolve a escolha de um novo papa, permitam-me discorrer algumas palavras sobre Jorge Mario Bergoglio (1936-2025), o <strong>Papa Francisco</strong>, que encerrou sua jornada neste mundo no último dia 21 de abril, deixando órfã, ainda que momentaneamente, uma das maiores, mais antigas e mais sólidas instituições religiosas da história da humanidade.</p>
<p>Ainda lembro, em detalhes, do <strong>anúncio de sua eleição, no dia 13 de março de 2013</strong>. Confesso que quando vi aquele homem aproximar-se da sacada do Vaticano e dizer apenas uma saudação cordial às milhares de pessoas que haviam acorrido para a Praça de São Pedro, fiquei profundamente esperançoso. Não era alguém sisudo, com gestos protocolares, mas uma pessoa cordial, humana, e que pedia, humildemente, que rezasse por ele diante da responsabilidade que havia pesado sobre seus ombros.</p>
<p>O tempo apenas confirmou o que eu sentia, seja nas ações do então Papa Francisco, nome que muito me agradou, mas também em tudo que deixara escrito ou pronunciado, revelando-nos e apresentando-nos uma Igreja em saída, mais pastoral, peregrina e sinodal do que jamais fora desde São Pedro. Para tanto, colecionou desafetos, em particular, àqueles que não eram bons exemplos para os prelados da Santa Igreja, às voltas com escândalos sexuais e com corrupção moral e financeira. Também incomodou os que se julgam e se apresentam como “guardiões da fé e da ortodoxia”, que enxergam comunismo ou modernismo em gestos que Jesus fez, recorrentemente, em seus 30 anos de vida pública: <strong>ouvir, acolher, orar, sorrir, ter compaixão, compadecer, perdoar, curar e amar</strong>.</p>
<p>Por tais razões aqui expostas de forma sintética, é bem verdade, entendo que a passagem de Franciscus pela Igreja Católica foi muito saudável, durando apenas 12 anos, mas um tempo suficiente para chacoalhar a poeira de milênios, exaurir o mofo das batinas, coisas assentadas numa tradição que deixou seu rebanho à mercê de outros tipos de Cristianismo que, questionados ou nãos, cismados ou não, buscam preencher o vazio deixado pelo Catolicismo às voltas em ser mais norma do que amor, mas culto e louvor do que acolhimento, mais juíza do que advogada, como o é a Santa Virgem.</p>
<p>Passadas todas as homenagens fúnebres que recebeu e os nove dias de luto, a Igreja Católica se prepara para mais um Conclave, o terceiro deste novo milênio, em apenas vinte anos, nos quais testemunhamos a morte de três papas: São João Paulo II, Bento XVI e Francisco. Isto pode não dizer nada, dadas as circunstâncias que as envolveram: o peso da idade e o abatimento de corpos castigados pelo tempo e pela dureza da doença, mas ainda, em razão da renúncia do segundo, em 2013. Porém, tais fatos e circunstâncias dizem mais do que parecem e penso que a literatura da qual me vali aqui apontam, como já ocorrera com Júlio Verne, por exemplo, não somente sopra ventos “proféticos”, mas deixa mensagens que a Santa Igreja precisa estar atenta, em particular os Cardeais, nos próximos dias, mais de perto, a partir do próximo dia 7 de maio, quando se inicia o processo de discernimento (que desta forma seja) para a escolha do novo pontífice. Este que para além de governar uma instituição com mais de um bilhão de pessoas, tem pela frente um mundo dilacerado por guerras, mas também por relativismos perigosos, indiferentismos os mais cruéis e uma crescente falta de fé e de Deus nas mentes e corações das pessoas, que protagonizam, de tempos e tempos, com a maior brevidade possível, uma série de barbáries e desumanidades.</p>
<p>Assim posto, vejamos o que os livros aqui citados podem nos dizer sobre o passado, o presente e o futuro da Igreja Católica, que a exemplo do Papa Francisco, vem cambaleando, faltando ar, até, mas mantendo-se firme, perseverante, na esperança de seguir sendo peregrina, levando conforto para um mundo doente, carente de amor, paz e de dignidade. Como assim o quis Deus quando valeu-se da Criação da Terra, das coisas, dos animais e do ser humano, a quem amou e ama tanto a ponto de deixar render em sacrifício de cruz e sangue, seu filho unigênito, Jesus Cristo, que sob seu legado divino tem procurado se assentar a Igreja Católica, como continuadora das responsabilidades atribuídas e conferidas ao pescador, São Pedro.</p>
<p>Em conferência proferida por Roger Chartier, em 5 de novembro de 1999, no Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, assim se expressou o historiador francês, atualmente com 79 anos:</p>
<p style="text-align: right;"><em>A relação entre literatura e história pode ser entendida de duas maneiras. A primeira enfatiza o requisito de uma aproximação plenamente histórica dos textos. (&#8230;) Mas há uma segunda maneira talvez mais inesperada de considerar a relação entre literatura e história. Procede ao contrário, isto é, descobre em alguns textos literários uma representação aguda e original dos próprios mecanismos que regem a produção e transmissão do mistério estético. Semelhantes textos que fazem da escritura, do livro e da leitura o objeto mesmo da ficção, obrigam os historiadores a pensar de outra maneira as categorias mais fundamentais que caracterizam a “instituição literária”.</em></p>
<p>Com isto, quero dizer que a literatura faz mais bem à história do que o contrário. E, nesse sentido, pode ser um exponencial objeto, mas também uma preciosa fonte da pesquisa histórica. Ou ainda, capaz de lançar luzes sobre a realidade histórica e sobre o vir a ser. Tudo isso e mais um pouco pode-se depreender das leituras dos livros de Morris West e de Robert Harris no que diz respeito à Igreja Católica e à sucessão papal. Advirto que não são leituras “apropriadas” para quem não tem uma fé sedimentada e amadurecida e que estas têm deixado os mais puritanos dos católicos com nervos e julgamentos à flor da pele.</p>
<p>Embora ambos os autores nas três obras façam uso daquela máxima de que esta é uma obra de ficção, qualquer relação com a realidade é mera coincidência, devo dizer que há mais coincidências nelas do que possam os autores adverti-las. E nesse sentido, penso que as três não deixam de ser ou vir a ser uma espécie de teleologias da Igreja Católica, no que diz respeito aos potenciais eleitos papas ao longo dos últimos tempos. Em “Sandálias do Pescador”, não somente a ideia de um cardeal elegível e depois eleito papa, o fictício Kiril Lakota, que guarda uma singular relação com o papa da vida real, Karol Józef Wojtyła, eleito papa em 1978, sob a denominação de João Paulo II. Ou ainda, a Vossa Eminência, o cardeal Luca Rossini, argentino (filho de imigrantes italianos), de “A Eminência”, que antevê, de algum modo e sob inúmeras verossimilhanças, o papa Francisco.  Ao contrário do primeiro, Kiril, Rossini é eleito papa, mas não aceita o cargo e o deixa a cargo do segundo mais votado, o cardeal de Milão.</p>
<p>Que Morris West se tornou célebre por sua genial escrita, também o é por esse dom “profético” de uma literatura que anda de braços dados com a história e com os fatos históricos. Não parecendo ser diferente, o já também célebre, Robert Harris, com “O Conclave”, que traz à tona, ainda que ficticiamente, a eleição de um filipino (na versão do cinema, um mexicano), o cardeal de Bagdá, Vicent Benítez. Devo ressaltar que entre os “favoritos” para a sucessão de São Pedro/Franciscus está um cardeal filipino, Luis Antonio Gokim Tagle, 67 anos. Depois de dois papas longevos em idade e não necessariamente em pontificado, como fora São João Paulo II, não estaria a Igreja, novamente, sob a inspiração do Espírito Santo, à procura de um reinado que alcance ainda mais as periferias do mundo e tenha saúde suficiente para isto e para enfrentar com coragem as demandas do tempo presente? Aguardemos as próximas páginas e capítulos de um grande best-seller que é a vida real.</p>
<p>Em comum, as três obras apresentam uma Igreja a partir de uma metáfora muito significativa: uma grande barca, singrando os mares bravios, seguindo firme, ainda que com suas estruturas gastas pelo tempo, para o caminho que o Cristo apontou e aponta, qual seja, o Reino de Deus. E, nesse sentido, seja no contexto dos anos 60, seja no contexto dos anos 90 e seja no tempo mais recente, à necessidade de dar respostas ao mundo, sem deixar de firmar-se sobre a pedra sob a qual Jesus edificou a sua Igreja. Desafios e perfis de Igreja e pessoas que conduzam o timoneiro com segurança, mas também com ousadia, destemor e, acima de tudo, com amor, muito amor.</p>
<p>Vejamos&#8230;</p>
<p>O espírito doente é um instrumento desafinado na grande sinfonia que é o diálogo de Deus com homem. Aqui, talvez, possamos ver a revelação mais perfeita do significado da responsabilidade humana e da compaixão de Deus pelas suas criaturas. (Kiril I – As Sandálias do Pescador – Morris West).</p>
<p style="text-align: right;"><em>(&#8230;) essa eleição pode ser&#8230; a meu ver ela precisa ser&#8230; um novo começo para a Igreja. (&#8230;) Roma está perdendo a relevância, porque as pessoas não estão sendo ouvidas. (&#8230;) As ovelhas famintas olham para cima e não são alimentadas. (&#8230;) Elas estão sendo alimentadas, disse ele, mas nós as estamos alimentando com papel em vez do pão da vida! (Cardeal Turi &#8211; A Eminência – Morris West).</em></p>
<p>O dom de Deus para a Igreja é a sua variedade (&#8230;). Nenhuma pessoa ou nenhuma facção deve procurar submeter as demais. ´Sede submissos uns aos outros no temor de Cristo´, é o que Paulo exorta aos fiéis em outra parte da mesma Epístola (&#8230;). Nossa fé é uma coisa viva precisamente porque ela caminha de mãos dadas com a dúvida. Se existisse apenas a certeza, e não houvesse dúvida alguma, não haveria mistério, não haveria necessidade da fé. (Cardeal Rossini – O Conclave – Robert Harris).</p>
<p>A esta altura do século XXI, quem calçará às Sandálias do Pescador? Qual, das 133 Eminências, após o Conclave de maio de 2025, deixará de ser o Príncipe para ser o novo Papa da Igreja Católica? Melhor do que fazer suas apostas, apelo que rezem pelo seu futuro, o porvir de uma instituição tão combalida nos últimos séculos, tão longe de Deus e de seu rebanho, esperançoso que o afeto de Franciscus persevere e faça brotar do seu coração, mais do que um soberano, alguém que tenha o cheiro das ovelhas, mais conciliador do que conservador ou liberal, mais sob a condução constante do Espírito Santo e Imitação do Cristo do que tão somente da Cúria, da compreensão de Igreja A, B e até C e de alguns de seus rígidos e nada cristãos ditames e preceitos. O amor segue sendo a razão de tudo. “<strong><em><b><i>Só o amor, só o amor</i></b></em></strong><em><i>. O amor é tudo. Viverei o amor</i></em>” (Santa Teresinha).</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Habilidades Essenciais de um Palestrante de Sucesso</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/habilidades-essenciais-de-um-palestrante-de-sucesso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego da Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2025 13:20:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicação Assertiva]]></category>
		<category><![CDATA[aprimorar]]></category>
		<category><![CDATA[competências]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[domínio]]></category>
		<category><![CDATA[escuta]]></category>
		<category><![CDATA[habiliddes]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[palestrantes]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Diego da Costa (*) &#160; Falar em público é uma arte que vai muito além de transmitir informações. Grandes palestrantes possuem habilidades que facilitam a conexão com a audiência, inspiram pessoas e deixam mensagens duradouras. Nesta coluna, Comunicação Assertiva, aqui no Só Sergipe, quero te convidar a refletir sobre as principais competências que &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fhabilidades-essenciais-de-um-palestrante-de-sucesso%2F&amp;linkname=Habilidades%20Essenciais%20de%20um%20Palestrante%20de%20Sucesso" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fhabilidades-essenciais-de-um-palestrante-de-sucesso%2F&amp;linkname=Habilidades%20Essenciais%20de%20um%20Palestrante%20de%20Sucesso" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fhabilidades-essenciais-de-um-palestrante-de-sucesso%2F&amp;linkname=Habilidades%20Essenciais%20de%20um%20Palestrante%20de%20Sucesso" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fhabilidades-essenciais-de-um-palestrante-de-sucesso%2F&amp;linkname=Habilidades%20Essenciais%20de%20um%20Palestrante%20de%20Sucesso" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fhabilidades-essenciais-de-um-palestrante-de-sucesso%2F&#038;title=Habilidades%20Essenciais%20de%20um%20Palestrante%20de%20Sucesso" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/habilidades-essenciais-de-um-palestrante-de-sucesso/" data-a2a-title="Habilidades Essenciais de um Palestrante de Sucesso"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Diego da Costa (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">F</span>alar em público é uma arte que vai muito além de transmitir informações. Grandes palestrantes possuem habilidades que facilitam a conexão com a audiência, inspiram pessoas e deixam mensagens duradouras. Nesta coluna, <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/category/articulistas/comunicacao-assertiva/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Comunicação Assertiva</strong></a></span>, aqui no <strong>Só Sergipe</strong>, quero te convidar a refletir sobre as principais competências que fazem a diferença no palco — presencial ou virtual —, além de indicar livros inspiradores para quem deseja aprimorar sua comunicação.</p>
<h3>As Habilidades-Chave de um Palestrante</h3>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>
<h4>Clareza e Objetividade</h4>
</li>
</ol>
<p>Ser claro é fundamental. Um bom palestrante consegue explicar ideias complexas de forma simples, usando exemplos práticos e metáforas. Evite jargões desnecessários e mantenha o foco no que realmente importa.</p>
<ol start="2">
<li>
<h4>Domínio do Tema</h4>
</li>
</ol>
<p>Transmitir confiança é mais fácil quando você domina o conteúdo. Conheça profundamente o assunto e antecipe possíveis dúvidas da plateia.</p>
<ol start="3">
<li>
<h4>Comunicação Não Verbal</h4>
</li>
</ol>
<p>Gestos, expressões faciais, postura e o olhar complementam as palavras e reforçam a mensagem. Segundo especialistas, o impacto da comunicação não verbal é tão grande quanto o das palavras escolhidas.</p>
<ol start="4">
<li>
<h4>Escuta Ativa</h4>
</li>
</ol>
<p>Palestrar não é um monólogo. Saber ouvir perguntas, ler reações da plateia e adaptar o discurso às necessidades do público é essencial.</p>
<ol start="5">
<li>
<h4>Contar Histórias (Storytelling)</h4>
</li>
</ol>
<p>Histórias conectam, emocionam e facilitam o entendimento. Um bom palestrante utiliza histórias pessoais, casos reais ou metáforas para tornar a apresentação mais envolvente.</p>
<div class="box note  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h3>Indicações de Livros para Palestrantes</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>A seguir, listo algumas leituras que vão te ajudar a desenvolver essas habilidades:</p>
<p><strong>&#8220;Ted Talks: O Guia Oficial do TED para Falar em Público&#8221; – Chris Anderson</strong></p>
<p>Um guia prático e inspirador, com dicas dos próprios organizadores do TED, sobre como cativar audiências e contar grandes ideias.</p>
<p><strong>&#8220;Falar em Público: O Manual do Orador&#8221; – Reinaldo Polito</strong></p>
<p>Traz técnicas de oratória aplicáveis a diferentes contextos e perfis, além de dicas para vencer o medo e conquistar autoconfiança.</p>
<p><strong>&#8220;Roube como um Artista&#8221; – Austin Kleon</strong></p>
<p>Embora não seja sobre palestras, é excelente para aprender a se inspirar nas referências corretas e construir discursos originais e autênticos.</p>
<p><strong>&#8220;O Corpo Fala&#8221; – Pierre Weil e Roland Tompakow</strong></p>
<p>Ensina a interpretar e utilizar sua linguagem corporal para potencializar a comunicação durante suas apresentações.</p>

			</div></div>
<p>Seja você um palestrante em início de carreira, alguém que fala em reuniões ou um profissional experiente, essas habilidades são fundamentais para quem busca se destacar. Pratique, estude e assista a grandes apresentações: os melhores comunicadores estão sempre aprendendo. E lembre-se — comunicação assertiva é sobre clareza, empatia e autenticidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O cheiro dos livros desesperados</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-cheiro-dos-livros-desesperados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Feb 2025 14:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[cheiro]]></category>
		<category><![CDATA[estante]]></category>
		<category><![CDATA[inspirado]]></category>
		<category><![CDATA[leitor]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Embora o mote do presente texto seja parte da letra da canção “Reconvexo” (1989), de autoria de Caetano Veloso — que fez para o álbum Memória da Pele, de sua irmã Maria Bethânia, que está celebrando 60 anos de carreira agora em 2025 —, achei por bem &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>mbora o mote do presente texto seja parte da letra da canção “Reconvexo” (1989), de autoria de Caetano Veloso — que fez para o álbum Memória da Pele, de sua irmã Maria Bethânia, que está celebrando 60 anos de carreira agora em 2025 —, achei por bem ater-me, refletidamente, sobre o seu sentido ou sobre os seus sentidos. Refiro-me à frase e não à música (risos despretensiosos e até mesmo bobos).</p>
<figure id="attachment_86091" aria-describedby="caption-attachment-86091" style="width: 319px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-10.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-86091 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-10-300x250.png" alt="Estante livros" width="319" height="266" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-10-300x250.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-10.png 600w" sizes="auto, (max-width: 319px) 100vw, 319px" /></a><figcaption id="caption-attachment-86091" class="wp-caption-text">Estante repleta de obras ávidas por leitores</figcaption></figure>
<p>A imagem que veio à minha mente, inicialmente, foi a de uma estante empoeirada, contendo toda sorte de títulos de romances, compêndios, best sellers, didáticos, religiosos, técnicos, históricos, votivos, biográficos, regionais, teóricos, ecléticos, clássicos, canônicos, colecionáveis, catequéticos, instrutivos, populares, infantis, esportivos, memoráveis e autorais.</p>
<p>Não estou falando, e ao mesmo tempo sim, do meu ambiente de trabalho em casa. Mas, de outras estantes repletas de obras ávidas por leitores. Que também anseiam por limpeza, pois o pó insiste em assentar-sobre as prateleiras e sobre os dorsos de algumas páginas amareladas, normalmente por desuso.  Ou ainda por esquecimento, desimportância, mania de acúmulo e, em alguns casos, por ostentação e falsa erudição.</p>
<p>Meus livros, desesperadamente, clamam por meus dedos, mãos e olhos. Canetas e marca-textos também. Algumas nódoas aqui ou ali. E nesse sentido, não se trata de abandono, mas da falta de tempo para sorvê-los tantos quantos são em quantidade e qualidade.</p>
<p>Para além de peças decorativas de um legado importante da cultura material, os livros reúnem assuntos que desejo devorar para, antropofagicamente, parir outros assuntos, linhas, versos, textos, semântica, e também outros livros dispostos a reiniciarem o processo, em estantes, no sofá, nas mãos de quem se apodera do que não é mais meu, posto que nascido, criado é doado (pra bem da verdade, herdados ou roubados) a quem se interessar possa.</p>
<p>Celulose e mofo, tinta e lentes, lágrimas e risos, histórias e estórias, desesperadamente tocando as trombetas do apocalipse da leitura, da escrita cursiva e do texto corrido, inteligível e criativo, impactante, inquietante, tedioso ou provocante, que tira e dá paz, se não verossímil, ao menos com verossimilhança, com a espada de São Jorge rasgando a garganta da inteligência artificial, sob a luz de uma linda noite de lua cheia.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-7.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-86072 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-7-300x250.png" alt="" width="144" height="120" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-7-300x250.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Gratidao-7.png 600w" sizes="auto, (max-width: 144px) 100vw, 144px" /></a>Eu na rede, longe das redes digitais e da TV, tateando letras digitais, com um opúsculo sobre meu colo, esperando findar este texto de fôlego curto, para, enfim, saciar a sua esperança de ter-me novamente de volta, ter a minha atenção, meus olhos e mentes cansados de um dia intenso. E assim, à meia luz, num quarto amplo, ventilador ligado, porta-retrato caído, como a um anjo amaldiçoado, completa-se a cena com este leitor atencioso, fazendo as vezes de escriba temporária e caetanamente inspirado.</p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O mágico, o fantástico&#8230;</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-magico-o-fantastico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Nov 2024 09:40:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Se comes, tu bebes]]></category>
		<category><![CDATA[completa]]></category>
		<category><![CDATA[escritores]]></category>
		<category><![CDATA[fantástica]]></category>
		<category><![CDATA[Fantástico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; Há muito tempo imaginei um conto fantástico, à maneira de Leon Bloy: um teólogo dedica toda a sua vida a refutar um heresiarca; ele o derrota em polêmicas intrincadas, o denuncia, o queima; no céu ele descobre que para Deus o heresiarca e ele formam uma única pessoa. Jorge &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-magico-o-fantastico%2F&amp;linkname=O%20m%C3%A1gico%2C%20o%20fant%C3%A1stico%E2%80%A6" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-magico-o-fantastico%2F&amp;linkname=O%20m%C3%A1gico%2C%20o%20fant%C3%A1stico%E2%80%A6" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-magico-o-fantastico%2F&amp;linkname=O%20m%C3%A1gico%2C%20o%20fant%C3%A1stico%E2%80%A6" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-magico-o-fantastico%2F&amp;linkname=O%20m%C3%A1gico%2C%20o%20fant%C3%A1stico%E2%80%A6" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-magico-o-fantastico%2F&#038;title=O%20m%C3%A1gico%2C%20o%20fant%C3%A1stico%E2%80%A6" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-magico-o-fantastico/" data-a2a-title="O mágico, o fantástico…"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Há muito tempo imaginei um conto fantástico, à maneira de Leon Bloy: um teólogo dedica toda a sua vida a refutar um heresiarca; ele o derrota em polêmicas intrincadas, o denuncia, o queima; no céu ele descobre que para Deus o heresiarca e ele formam uma única pessoa.</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Jorge Luís Borges – Obras Completas</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<span class="dropcap ">A</span> dica para este artiguete me veio pela pena elegante da querida amiga pesquisadora, escritora e memorialista Acácia Rios. Ufa&#8230;!!! Salvou-me a pele. Estava eu a dar tratos à bola assuntando de qual assunto iria produzir as linhas pro sábado este, dia 9 de novembro. No seu belo texto publicado no <strong>Só Sergipe, <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/amizades-vegetais-humberto-de-campos-e-seu-amigo-cajueiro/" target="_blank" rel="noopener">Acácia citara o escritor Humberto de Campos</a></span></strong>, mestre do realismo mágico/fantástico. Ontonce eu disse aos meus botões: Opa! Já sei! Vamos de realismo mágico ou realismo fantástico, como queiram. Este gênero literário me pegou de jeito quando, próximo aos dezoito anos, li mediante coleção da Abril Cultural, a “Literatura Comentada”, sobre a obra do escritor Murilo Rubião. Antes disso, tinha lido pouca coisa de Borges, e não entendera bem que tipo de literatura era aquela. Certo que, desde uns onze anos, já era familiarizado com a produção contística e novelística de Edgar Alan Poe, na linha do horror e do policialesco. Há quem inclua Poe entre os escritores que se valem do realismo mágico/fantástico, mas é um equívoco.</p>
<p>Ah, Julio Cortázar (e seu “Bestiário”), o próprio Humberto de Campos (“O Monstro e outros contos”), Adolfo Bioy Casares (“A Invenção de Morel”), Borges (“O Aleph” e “O Livro de Areia”) et ali&#8230;</p>
<p>E pra não ficar a incorrer nesta frescura mágico/fantástico, optarei pelo primeiro adjetivo. O improvável leitor que se sinta à vontade para classificar como quiser.</p>
<p>Vamos de Rubião, de primeira: após saber da respectiva existência, pelo fascículo dedicado a ele, na coleção “Literatura Comentada”, catei, um tanto sôfrego, pela obra completa. Não demorou muito, estava eu com a cara enfiada em seus livros. Apaixonado, maravilhado com forma tão peculiar de narrativa.</p>
<p>Lido o “O Ex-mágico da Taberna Minhota” seguiu-se a supracitada e resumida lista de autores e títulos.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-11.44.06.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-82270 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-11.44.06-205x300.jpeg" alt="" width="187" height="274" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-11.44.06-205x300.jpeg 205w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-11.44.06.jpeg 410w" sizes="auto, (max-width: 187px) 100vw, 187px" /></a>Jorge Luís Borges, detentor de extensa obra, operou com destreza pelos campos do realismo mágico. Adquiri, primeiramente, a coleção publicada pela Globo. Li toda ela em menos de três dias. “O Aleph”, “O Milagre Secreto”, “A Morte e a Bússola”, “O Livro de Areia”, “O Informe de Brodie” são alguns dos contos borgeanos que releio.</p>
<p>Julio Cortázar: como no caso de Borges, teria eu lido, aqui e ali, um conto ou outro, durante a década de setenta. No início dos anos 90, chegou-me, mediante a coletânea, em capa dura, na coleção “Mestres da Literatura Contemporânea” (Edições Record – Altaya), intitulada “Todos os Fogos o Fogo”. Outra experiência do maravilhar-se. Entre os contos desta coletânea, o meu preferido é o primeiro do livro: “A Autoestrada do Sul”. Ao leitor desavisado, parecerá um mero relato sobre congestionamento de trânsito num domingo à tarde, que envolve dezenas de motoristas e respectivos passageiros na volta de Fontainebleau para Paris. Bem, Cortázar é o autor&#8230;</p>
<p>E Bioy Casares? Seu “A Invenção de Morel” ou “A Invenção do Senhor Morel” foi dedicado a Jorge Luís Borges. Em 1932, Victoria Ocampo apresentou Casares a Jorge Luís Borges, que a partir de então tornou-se seu grande amigo e com quem escreveu diversas histórias policiais sob vários pseudônimos, sendo o mais conhecido “Honorio Bustos Domecq”.</p>
<p>Terá o leitor, com toda certeza, percebido que não estou a proceder com análises detalhadas e nem a eivar o texto de várias referências, vários aportes. Motivo? Preguiça fidumaégua a acossar-me por esses dias. Ando vadio, tardo na ação&#8230;</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-11.44.06-1.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-82271 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-11.44.06-1-196x300.jpeg" alt="" width="196" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-11.44.06-1-196x300.jpeg 196w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-11.44.06-1.jpeg 323w" sizes="auto, (max-width: 196px) 100vw, 196px" /></a>Quem sabe se, para não ficar de todo mal na foto, possa eu acrescentar algumas linhas, em nada originais, sobre o gênero mesmo, sem ir a fundo na produção de cada autor.</p>
<p>Pois bem: no interior de uma obra reconhecida como pertencente ao realismo mágico, nosso mundo continua ainda fundamentado no mundo real. Contudo, elementos fantásticos são incluídos. Tais elementos não provocam surpresa, espanto, terror, nos personagens, pois, são considerados normais nesta concepção de mundo.</p>
<p>A expressão (que se tornou definição, classificação) “realismo mágico”, até onde sei, provém do primeiro terço do século XX.  Viria, creio da expressão “magischer realismus”, que foi “traduzida” como “realismo mágico”. A expressão foi usada, pela primeira vez, aparentemente, em 1925 pelo crítico de arte alemão Franz Roh, em seu livro “Nach Expressionismus : Magischer Realismus” (algo como “Depois do Expressionismo: Realismo Mágico”).</p>
<p>A expressão se referia mais às artes plásticas do que à literatura, em razão do aparecimento da “Neue Sachlichkeit”, ou Nova Objetividade, estilo de pintura que se tornou popular na Alemanha, sendo visto como alternativa ao romantismo do expressionismo.</p>
<p>Há, também, quem afirme (não tenho motivo para objetar) que o termo realismo mágico, direcionado de forma técnica e teórica à literatura, é uma designação relativamente recente, utilizada pela primeira vez na década de 1940, pelo romancista cubano Alejo Carpentier, que reconheceu essa característica em grande parte da literatura latino-americana. Alguns estudiosos postularam que o realismo mágico é um resultado natural da escrita pós-colonial, que deve dar sentido a pelo menos duas realidades separadas — a realidade dos conquistadores e a dos conquistados.</p>
<p>Ora que seja!</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-11.44.06-2.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-82272 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-11.44.06-2-204x300.jpeg" alt="" width="204" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-11.44.06-2-204x300.jpeg 204w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-11.44.06-2.jpeg 326w" sizes="auto, (max-width: 204px) 100vw, 204px" /></a>Em 1955, o crítico literário Angel Flores valeu-se do termo realismo mágico num ensaio, afirmando que aquele combina elementos de realismo mágico e realismo maravilhoso. Flores nomeou o autor argentino Jorge Luís Borges como o primeiro “realista mágico”, com base na coletânea de contos (os quais não se assemelham a contos como estava eu, até então, acostumado a considerar), “Uma História Universal da Infâmia”, publicada pela primeira vez, se não me falha a embolorada memória, em 1935.</p>
<p>Um dos textos me chamou muito a atenção. Intitulado “O Fornecedor de Iniquidades, Monge Eastman”, do qual a morte descrita me encanta sempre: “Em 25 de dezembro de 1920, o corpo de Monk Eastman foi encontrado em uma das ruas centrais de Nova York. Ele havia sido baleado cinco vezes. Um feliz estranho até a morte, um gato de rua, tipo comum, andava ao seu redor com certa perplexidade”.</p>
<p>Aí está este arremedo d’artigo.</p>
<p>Santé!</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Elogio aos professores</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/elogio-aos-professores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Acacia Rios]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 19:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Acácia Rios (*) &#160; De novo eu lhe disse que não sabia; e ela me tornou:  &#8211; Imaginas então algum dia te tornares temível nas questões do amor,  se não refletires nesses fatos?  &#8211; Mas é por isso mesmo, Diotima &#8211; como há pouco eu te dizia &#8211; que vim a ti,  porque &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Acácia Rios (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>De novo eu lhe disse que não sabia; e ela me tornou: </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8211; Imaginas então algum dia te tornares temível nas questões do amor, </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>se não refletires nesses fatos? </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>&#8211; Mas é por isso mesmo, Diotima &#8211; como há pouco eu te dizia &#8211; que vim a ti, </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>porque reconheci que precisava de mestres. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">O banquete, <strong>Platão</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> dia dos professores me fez refletir sobre os ofícios da profissão e recordar os mestres que tive e caminham comigo até hoje. À sua maneira, cada um foi deixando um pouco de si, tornando-me um mosaico composto por partes de Marlúcia, Maria Lúcia, Maruze, Mirian. Tal qual reflexo, imitei-as na didática, na bibliografia e até mesmo em aspectos mais subjetivos, numa espécie de mimetismo zeliguiano. Pouco a pouco essa influência vai diminuindo e encontramos o nosso próprio caminho na sala de aula. Mas seus passos, entretanto, ainda ressoam.</p>
<p>Ao final deste artigo, à maneira de Lenine em sua música &#8220;Todas elas juntas um só ser&#8221;, farei um inventário dos professores que tive, mesmo correndo o risco de deixar alguns nos desvãos da memória. Não há forma de escapar aqui do tom elogiativo, advirto desde já. O lugar que o professor ocupa nas nossas vidas é maior do que imaginamos. Nascido do decreto 52.682/1963 (assinado por João Goulart), que pretendia valorizar a profissão, esse dia reflete as lutas travadas pela categoria, que continuam até hoje.</p>
<p>Tal como na vida, gosto quando encontro os mestres na literatura. Não tanto na figura austera de Aristarco, o personagem de Raul Pompéia n&#8217;O Ateneu. Quem não teve o seu? Ou Policarpo, de Machado de Assis, em &#8220;Conto de escola&#8221;, com toda a sua severidade, ainda mais exacerbada em relação ao seu filho Pilar: &#8220;Estendi-lhe a mão direita, depois a esquerda, e fui recebendo os bolos uns por cima dos outros, até completar doze, que me deixaram as palmas vermelhas e inchadas. Chegou a vez do filho, e foi a mesma cousa; não lhe poupou nada, dous quatro, oito, doze bolos.&#8221;</p>
<figure id="attachment_81479" aria-describedby="caption-attachment-81479" style="width: 241px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/palmatoria-anos-50.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-81479" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/palmatoria-anos-50-300x295.jpg" alt="" width="241" height="237" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/palmatoria-anos-50-300x295.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/palmatoria-anos-50.jpg 691w" sizes="auto, (max-width: 241px) 100vw, 241px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81479" class="wp-caption-text">Bizarra palmatória dos anos 50</figcaption></figure>
<p>Alcancei, já em seus estertores, a chamada &#8216;pedagogia da porrada&#8217;, em que o professor tinha licença para bater. <span class="sigijh_hlt">Era, em suma, uma novela de terror cujo instrumento algoz &#8211; a palmatória com furos &#8211; jazia no canto esquerdo do birô, ao alcance das suas mãos.</span> O meu professor foi o mesmo do primeiro ao quarto ano do ensino básico. Ou seja, não havia saída a não ser esperar pela quinta série e sair da escola, quando o objeto de tortura deixaria de existir. Não à toa, Franco Basaglia, em seu livro “As instituições da violência”, aponta a escola como um desses lugares, ao lado de prisões, hospitais e manicômios. Repressão, censura, hostilidade são algumas práticas comuns a todas em meio ao processo civilizatório.</p>
<p>Mas uma coisa era a escola e outra era o professor. A despeito da orientação político-pedagógica, muitos não a seguiam e então a escola se tornava um paraíso. É a eles que me refiro. Em vez de decoreba, a reflexão, o diálogo, a compreensão. Quando finalmente mudei de escola, a palmatória e o medo ficaram para trás e me deparei com o professor João Câncio, personagem de Viriato Correia, em &#8220;Cazuza&#8221;:</p>
<p style="text-align: right;"> “Não havia ninguém mais tolerante como não havia ninguém mais justo. O que dizia tinha sempre um tom de novidade. As coisas difíceis tornavam-se simples depois que ele as explicava. As suas aulas penetravam-nos no fundo do entendimento como um raio de sol atravessa uma vidraça.”</p>
<p>Essa reflexão que compartilho aqui é acompanhada também pela nostalgia de que fui tomada quando, no último pleito, fui votar na escola onde passei parte significativa da vida. É comum, num dia tão importante para a cidadania, reencontrar colegas de infância e entabular conversas sobre o passado. Também aproveitei para revisitar algumas salas, a cantina, os corredores, a biblioteca, o laboratório e as mesmas escadas onde nos amontoávamos nos intervalos formando pequenos bandos.</p>
<p>Tudo ao mesmo tempo diferente e igual. Parei em uma das salas onde estudei a oitava série e lembrei da professora Marlúcia, de português. Lembro que eu tinha esperado chegar esse momento para ler “A oitava série C”, de Odette de Barros Mott, para que a história fizesse mais sentido para mim. Afinal, teria a mesma idade e maturidade dos personagens (caprichos de leitora). Eram turmas, contextos e origens diferentes, a fictícia e a minha. Mas me ensinou sobre alteridades.</p>
<p>Se de um lado a ditadura nos impunha &#8216;livros oficiais&#8217;, de outros muitos professores trabalhavam silenciosamente nos educando pela leitura de ficção, pela arte e pela escrita. Suas escolhas foram cruciais para a nossa formação. Afinal, nem tudo podia ser censurado. Havia que aproveitar esses flancos. “Vidas secas” e “São Bernardo”, de Graciliano Ramos, “Justino, o retirante”, de Odette de Barros Mott e as pinturas “Retirantes e Menino morto”, de Portinari, por exemplo, nos permitiam refletir sobre a seca, o êxodo rural, a fome e a injustiça social.</p>
<p>Dirijo-me à minha seção eleitoral e as imagens daqueles anos vão se dissipando. Volto para casa com essas imagens e com os rostos, renovados dias depois neste 15 de outubro. Nunca me esquecerei de Eglantina, Nivalda, Raimunda, Geovanina, Edidelson, Félix, Washington, Mangueira, Lygia, Hunald, Luísa Rosa, Vanda, Leila, João e Zé Costa, Odete, Eugênia, Ana, Sônia, Antônio Carlos, Lílian, Joaquim, Jorge, Leonardo. A eles agradeço a paciência e generosidade com que transmitiram o seu saber. Olhando para o presente, vejo que a sua presença se faz ainda mais necessária.</p>
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