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	<title>Arquivo para escritora - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Encontro com a escritora Priscilla Navas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 13:22:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Na última terça-feira, 11, tive a grata satisfação de participar de mais uma edição do projeto Encontro com o Escritor, a convite de Beneti Nascimento, coordenador de Assuntos Culturais da Escola do Legislativo de Sergipe, cujo patrono é João de Seixas Dória. Na oportunidade, com muita alegria, lancei &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>a última terça-feira, 11, tive a grata satisfação de participar de mais uma edição do projeto <em>Encontro com o Escritor</em>, a convite de Beneti Nascimento, coordenador de Assuntos Culturais da Escola do Legislativo de Sergipe, cujo patrono é João de Seixas Dória. Na oportunidade, com muita alegria, lancei o livro “<em>Memórias em tons de verde e rosa – um perfil biográfico de José Cláudio Monteiro Santos (1954-2005)</em>”, uma homenagem que faço ao meu irmão mais velho, que foi por mais de trinta anos professor da rede pública de ensino de Sergipe, tendo ocupado cargos de direção escolar e de direção regional de educação, além de ter sido vereador por Lagarto entre os anos 1982 e 1988.</p>
<p>Para além disto, pude conhecer pessoalmente um dos mais novos talentos da cultura e da literatura sergipana, Priscilla Navas, autora dos livros “<em>Versos para acalmar o vento</em>” (2025) e “<em>Mulher ausente – derivações quase poéticas</em>” (2026). Poetisa e cronista, Navas dividiu aquele espaço comigo numa manhã leve e repleta de sentimentos, que foram da nostalgia da memória histórica e afetiva à emoção da cultura letrada. Como não acredito em coincidência, mas sim em providência, quis Deus que meu encontro com a autora, num dia em que eu lançava uma obra de um familiar muito amado, pudesse ser com alguém com quem tenho origens comuns, visto que a poetisa é neta de uma prima carnal de meu pai.</p>
<figure id="attachment_100550" aria-describedby="caption-attachment-100550" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1786632520100.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-100550 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1786632520100.jpg" alt="" width="1280" height="719" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1786632520100.jpg 1280w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1786632520100-300x169.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1786632520100-1024x575.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/1786632520100-768x431.jpg 768w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100550" class="wp-caption-text">Priscilla Navas e Caudefranklin Monteiro na Escola do Legislativo, em Aracaju</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Priscilla Barreto Menezes Navas nasceu em Aracaju, no dia 28 de agosto de 1982. É filha de Pedro Menezes e Mara Rubia Menezes, pais, também, de Pedro Henrique Menezes. Ela fez toda a sua formação básica na capital sergipana, tendo estudado no Colégio Patrocínio de São José (até 4ª série), no Pueri Pax (a 5ª série), no Colégio Brasília (as 6ª e 7ª séries) e no Colégio Dinâmico (a 8ª série e metade do 1º ano do ensino médio, concluindo-o no Colégio Master. No ano de 2000, iniciou duas formações no Ensino Superior. Parou com o Jornalismo e seguiu somente com o Direito a partir de 2002, colando grau em fevereiro de 2005. É casada com Nirival Navas Neto, desde outubro de 2006, com quem teve as filhas Alice (2013) e Elisa (2015).</p>

			</div></div>
<p>Mas o que teria feito Priscilla Navas, uma mulher do Direito, escrever prosa e poesia e, portanto, se aventurar no campo literário? Vejamos:</p>
<blockquote><p><em>“Acho que sempre fui escritora, mas não declarada. Em 2020 comecei a levar mais a sério o que produzia, fiz cursos de escrita criativa, oficinas, participei de clubes de livro e fui ganhando mais familiaridade com este mundo, que também era meu, mas do qual eu vivi desconectada muitos anos”.</em></p></blockquote>
<p>Entre as poetisas que influenciaram a autora, destaque para Hilda Hilt, Silvia Plath, Cecília Meireles no passado; e numa literatura contemporânea mais do tempo presente: Aline Bei, Liana Ferraz, Lília Guerra, Paula Gicovate. “<em>Preponderantemente é a escrita de mulheres que me arrebata</em>”, afirma Priscilla.</p>
<p>Na dedicatória que me fez no livro “<em>Versos para acalmar o vento”, </em>é possível perceber e atestar a veia sensível da poetisa, quando diz<em>: “Para o primo Claudefranklin com muito carinho. Estes versos não acalmam ventos, mas espero que naveguem gentilmente seus mares de dentro</em>”. A obra é prefaciada por Alessandra Cavalcante Vasconcellos e composta por dezenas de versos, divididos em quatro capítulos: Desamar, Arrumar, (Me) Amar e Amar, ao longo de densas 196 páginas. Destaque para o que chamo de versos de fôlego curto (meus prediletos, seja no fazer, seja no ler), dado que exigem toda uma capacidade de síntese criativa para dizer, em poucas linhas, muita coisa, como no poema a seguir, na página 126:</p>
<p style="text-align: left;"><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: center;"><em>escrevo lacunas e insignificâncias</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>para enxergar o brilho</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>dos meus desacontecimentos</em></p>

			</div></div>
<p>A autora repete o mesmo talento e toda a sua sutileza e singularidade poéticas no livro “<em>Mulher ausente – derivações quase poéticas”. </em>Entre os poemas, dou especial atenção a “<em>Infinita</em>” (p. 64): “<em>Contar a história da vida que não houve é dizer do tempo enlutado. / Todo dia sepultar aquele amanhã grávido de possibilidades</em>”. Este tipo de poema axiomático é uma das características da autora, nesta e na obra anterior. Prefaciado por Kelly Juste, esta segunda é dividida em duas partes, cada uma delas introduzidas por trechos de dois ícones da música popular brasileira: Cartola e Gonzaguinha.</p>
<p>A propósito da divulgação de “<em>Mulher ausente – derivações quase poéticas” </em>pela editora Patuá Epp (São Paulo), muito apropriadamente a instituição assim define a escritora sergipana e sua obra:</p>
<blockquote><p><em>Sua escrita transita entre delicadeza e densidade, explorando ausências que moldam e fragmentos que constroem inteirezas. Como autora contemporânea, Priscilla consolida uma voz feminina que transforma inquietação em linguagem e faz da palavra um gesto de resistência e permanência.</em></p></blockquote>
<p>Servidora pública do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, de 2005 a 2008, e atualmente do Ministério Público Federal, Priscilla Navas está entre as melhores poetisas da fornada mais recente da literatura sergipana, sem sombra de dúvidas. Sua presença no cenário cultural de nossa gente, além de ser motivo de muita satisfação para aqueles que torcem pelo fomento de novos talentos, se torna de igual modo um ponto a mais para o processo de empoderamento das mulheres no campo da arte literária, mais de perto da poética.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dois jornalistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luciano Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2025 13:13:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luciano Correia (*) &#160; Como se estivéssemos bem servidos de muitos e bons jornalistas, Sergipe perdeu logo dois num dia só. Dois jovens que fizeram muito pelo desenvolvimento de nosso jornalismo e que certamente tinham muito a fazer na nossa imprensa. Mônica, carioca que chegou aqui como Dantas, e depois voltou a usar &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luciano Correia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">C</span>omo se estivéssemos bem servidos de muitos e bons jornalistas, Sergipe perdeu logo dois num dia só. Dois jovens que fizeram muito pelo desenvolvimento de nosso jornalismo e que certamente tinham muito a fazer na nossa imprensa. Mônica, carioca que chegou aqui como Dantas, e depois voltou a usar o sobrenome Pinto de solteira, teve longa carreira no extinto Cinform impresso, mas passou por outros jornais e fundou revista. Foi a editora da Sergipe +, uma publicação de variedades local infelizmente também extinta.</p>
<p>Assessorou a Fecomércio durante anos, construindo afetuosas relações de amizade com vários empresários locais. Era editora-chefe do portal F5 News, dos empresários Fernando Carvalho e Laércio Oliveira. Sou testemunha do carinho que os dois sentiam por ela. Sempre que me encontra, o senador Laércio sequer pergunta o tradicional “Tudo bem?”. A primeira coisa que diz é sempre: “Tem visto nossa Moniquita?” Era assim que eu a chamava.</p>
<p>Amigo íntimo do casal Mônica-Sidnei Xambu, frequentei suas variadas casas, aqui ou em Curitiba, como também fui frequentado por eles, fora os incontáveis almoços e cervejadas por aí, por aí. Perco uma grande amiga, Sergipe perde uma grande mulher, além da profissional competente que sempre foi. À certa altura da carreira, incorporou no seu currículo a função de biógrafa, tendo feito belíssimos trabalhos sobre empreendedores como Raimundo Souza (da antiga farmácia Galeno), Raymundo Luiz e tantos outros, incluindo o próprio comércio aracajuano, personagem de uma de suas sortidas biografias.</p>
<p>Mônica era uma mineira-carioca que jamais perdeu o sotaque, talvez para não se sentir tão estrangeira nos lugares onde viveu. Do Rio, conservava em Aracaju um grupo só de cariocas como ela e Xambu, aqui estabelecidos há décadas. Uma confraria de amigos muito queridos que se reuniam no seu fechado clube para falar reminiscências da cidade maravilhosa, todos, como ela, puxando até hoje aquele sotaque típico dos cariocáááxxx.</p>
<p>Justo quando deu por encerrada sua temporada no frio e insípido Paraná e recomeçar uma nova vida em marcha lenta na sua querida Aracaju, a doença apontou os primeiros sinais. Enfrentou o câncer com um destemor que nunca vi em ninguém mais. Uma leoa rugindo o tempo todo na resistência, pela vida, em alto astral. Foram inúmeras manhãs de sol nascendo e mergulhos na praia em frente à sua casa, que ela festejou como se fossem os últimos, pois que eram mesmos.</p>
<p>No último aniversário, em novembro, mesmo dia em que Mamãe completa anos, ela fez questão de minha presença, com um argumento inapelável: “Porque esse é meu último aniversário, Luc”. Tomei uma pancada com tamanha coragem. E voei de Itabaiana do meio do níver de Mamãe para a lendária Atalaia Nova a tempo de pegar a cachaça e a alegria de sua festinha entre amigos. Pouco mais de seis meses depois, ela cumpriu o aviso: nos deixou de novo perplexos, tristes, sem saber o que dizer com a falta que vai nos fazer. Voa feliz, Moniquita!</p>
<p>André Barros nunca foi um amigo íntimo. Vivemos de relações cordiais, mas de uma cordialidade que não é dessas que rolam por aí. Um gentleman, de tão educado, coisa rara em Sergipe dos muros baixos. Trabalhamos na CBN Aracaju, na primeira fase da CBN, quando fui encarregado da implantação do jornalismo. Ele, um âncora seguro, conhecedor como poucos da linguagem de rádio e TV, excelente texto. Era, disparadamente, o melhor jornalista e apresentador de rádio da província. Sua competência, lembre-se, nunca foi obra do acaso, senão pelos anos de estrada aqui e fora de Sergipe, nas TVs Globo e Manchete de Brasília, e em jornais.</p>
<figure id="attachment_90915" aria-describedby="caption-attachment-90915" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/andre-barros.jpeg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-90915" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/andre-barros-300x168.jpeg" alt="André Barros" width="300" height="168" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/andre-barros-300x168.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/andre-barros-1024x573.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/andre-barros-768x430.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/andre-barros.jpeg 1170w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-90915" class="wp-caption-text">André Barros</figcaption></figure>
<p>Quando âncora da CBN, eu fazia um comentário diário, num quadro chamado de Liberdade de Expressão. Ele, gentil, provocador, sempre me estimulava abrindo um ângulo novo, fazendo daquela dobradinha um raro momento criativo de jornalismo no rádio. Nos cargos públicos que exerci, sempre me entrevistou com honestidade, perguntando tudo, mas fazendo jornalismo com qualidade, sem ser chapa branca nem ser chancelado pelos pagadores de jabás públicos e privados. Estreitamos mais os laços num café em que ele batia ponto no Riomar. Outro dia, de passagem, eu comentei com ele: “Puxa, você abandonou o posto no café, rapaz? Vamos atualizar nossas conversas, fofocar um pouco”. Ele me contou de problemas de saúde, de forma apressada e superficial. Não me dei conta da gravidade. Esta semana é que vi que não vamos mais tomar nosso café.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sergipe perde os jornalistas Mônica Pinto e André Barros</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/sergipe-perde-os-jornalistas-monica-pinto-e-andre-barros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 18:09:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; O Jornalismo sergipano sofreu uma dupla perda nesta terça-feira, 17. Além de Mônica Pinto, faleceu hoje o jornalista e publicitário André Barros, aos 61 anos. Ele estava internado em um hospital em Salvador, na Bahia, onde passava por tratamento médico. Seu falecimento representa uma perda significativa para a comunicação em Sergipe, que o teve &#8230;</p>
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<div class="notice-internal-content image-position- no-image">
<p>&nbsp;</p>
<p>O Jornalismo sergipano sofreu uma dupla perda nesta terça-feira, 17. Além de Mônica Pinto, faleceu hoje o jornalista e publicitário André Barros, aos 61 anos. Ele estava internado em um hospital em Salvador, na Bahia, onde passava por tratamento médico. Seu falecimento representa uma perda significativa para a comunicação em Sergipe, que o teve por mais de 40 anos em TVs, rádios e no formato online &#8211; site e redes sociais.</p>
<p>Com o seu estilo direto e inquieto, André Barros &#8211; que nasceu na cidade de Laranjeiras em 30 de maio de 1964 &#8211; iniciou a construção de sua carreira em 1981. Trabalhou como repórter, apresentador, editor e gestor em algumas das mais importantes redações e emissoras de Sergipe e país, como a TV Globo (Brasília), TV Manchete (Rio e Brasília), Rádio CBN (Salvador e Aracaju), TV Sergipe, TV Atalaia, Agência Nordeste (PE), Jornal da Cidade, Jornal do Dia, TV Cidade, Rádio Liberdade, Correio de Sergipe e Rádio 103 FM.</p>
<p>André também se destacou nos bastidores da comunicação. Foi coordenador de Comunicação Social da Confederação Nacional da Indústria – CNI –, em Brasília, e diretor de Jornalismo da TV Sergipe. Um dos marcos de sua carreira foi a fundação e direção de veículos sergipanos, como o Jornal do Dia, a Rádio Jovem Pan e a Rádio Nova Brasil. Na esfera pública, atuou como secretário de Estado da Comunicação Social, na gestão do ex-governador Albano Franco, tendo criado a primeira agência de notícias online do Estado, a ASN &#8211; Agência Sergipe de Notícias.</p>
<p>Nos últimos anos, André Barros seguia ativo na comunicação. As suas últimas passagens foram como apresentador de programas jornalísticos nas rádios Transamérica, Nova Brasil e Metropolitana – emissoras do Sistema Atalaia de Comunicação –, além de participar dos telejornais Balanço Geral e Cidade Alerta, da TV Atalaia. Ele também comandava o site Sergipe Notícias, onde dividia informações exclusivas e opiniões sobre os principais acontecimentos do estado.</p>
<p>André Barros deixa esposa, a também jornalista Cristine Britto, e cinco filhos. Até o momento, a família não divulgou a causa da morte e nem informações sobre velório e sepultamento do comunicólogo.</p>
<h3>Monica Pinto</h3>
<p>A  jornalista Mônica Pinto morreu aos 62 anos. Ela fez uma carreira bonita, ética e bastante profícua com o nome de Mônica Dantas, vinha lutando contra uma doença oncológica que migrou da mama para o pulmão e &#8220;descansou dormindo e tranquila nesta madrugada&#8221;, no Hospital de Cirurgia, segundo o relato do seu marido, o compositor e publicitário Sidney Xambu.</p>
<figure id="attachment_90916" aria-describedby="caption-attachment-90916" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/monica-pinto.png"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-90916" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/monica-pinto-300x188.png" alt="jornalista Monica Pinto" width="300" height="188" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/monica-pinto-300x188.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/monica-pinto-1024x641.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/monica-pinto-768x481.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/monica-pinto.png 1200w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-90916" class="wp-caption-text">Monica Pinto também faleceu hoje</figcaption></figure>
<p>Mônica Pinto nasceu no dia 3 de novembro de 1963 e foi mãe de Luiza Pinto Queiroga Dantas, Mariana Lua Pinto Arruda, Maria Zilda Pinto Arruda e a enteada Isabela Reed.</p>
<p>Natural de Minas Gerais, fez de Aracaju seu principal ponto de parada e de profissão. Andaram, ela, Bu e as filhas, por Curitiba, no Paraná, mas voltaram para a capital sergipana &#8211; mesmo lá do Sul, ela comandava as ações jornalística do F5 News, Portal ligado aos empresários Fernando Carvalho e Laércio Oliveira, que gostavam muito dela, acompanharam a doença e lamentam agora a morte.</p>
<p>Mônica Pinto era dona de um dos melhores textos do jornalismo brasileiro e uma amiga passional. De escorpião, sabia gostar de pessoas e preservar as amizades.</p>
<p>Fonte: JLPolítica</p>
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		<title>Escritora Betina Anton: “Como Josef Mengele conseguiu viver tanto tempo no Brasil e nunca foi descoberto?”</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/escritora-betina-anton-como-josef-mengele-conseguiu-viver-tanto-tempo-no-brasil-e-nunca-foi-descoberto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jan 2025 10:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[alemão]]></category>
		<category><![CDATA[Baviera]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Em junho de 1985, a menina Betina Anton ficou perplexa quando soube, por alguém da escola onde estudava, que a então professora Tante Liselotte não iria mais trabalhar ali. O que motivou aquela saída abrupta da sua professora, a quem seus pais a confiavam na escola germânica, em Santo Amaro, interior de São &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>m junho de 1985, a menina <span class="highlight highlight-yellow">Betina Anton</span> ficou perplexa quando soube, por alguém da escola onde estudava, que a então professora Tante Liselotte não iria mais trabalhar ali. O que motivou aquela saída abrupta da sua professora, a quem seus pais a confiavam na escola germânica, em Santo Amaro, interior de São Paulo? A curiosidade da garota descendente de alemães cresceu e a acompanhou até que ela se tornou adulta. <span class="highlight highlight-yellow">Cursou jornalismo, depois fez Mestrado em História,</span> e decidiu tirar essa história a limpo. Depois de seis anos de pesquisas, milhares de entrevistas e leituras, eis que Betina Anton lançou, em novembro de 2023, o seu primeiro livro, chamado <span class="highlight highlight-yellow">“Baviera Tropical – a história de Josef Mengele, o médico nazista mais procurado do mundo, que viveu quase vinte anos no Brasil, sem nunca ter sido pego”, da editora Todavia</span>.</p>
<figure id="attachment_84506" aria-describedby="caption-attachment-84506" style="width: 214px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-38.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-84506 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-38-214x300.png" alt="" width="214" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-38-214x300.png 214w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-38.png 400w" sizes="auto, (max-width: 214px) 100vw, 214px" /></a><figcaption id="caption-attachment-84506" class="wp-caption-text">Betina Anton já se via como jornalista desde criança</figcaption></figure>
<p>“Eu acho que já era uma jornalista mirim”, diz Betina sobre sua curiosidade a respeito dos mistérios que cercavam a professora Liselotte.  Um dia, conversando com um chefe na Rede Globo, onde ela trabalha como editora de internacional do Jornal Hoje e é comentarista de internacional da Globo News, Betina disse “que tinha uma história que podia virar um livro”. E virou. O livro vem fazendo tanto sucesso de público e crítica que, no ano passado, ela ganhou em primeiro lugar na categoria biografia e reportagem o Prêmio Jabuti.</p>
<p>Neste tempo de pesquisa, Betina Anton conta que viajou bastante, vasculhou documentos, leu as cartas de Josef Mengele,  em alemão, entrevistou dirigente do Mossad, o serviço secreto israelense, ex-diretores da Polícia Federal, para montar a história do médico nazista no Brasil. E muitas informações que apurou a deixaram impressionada, a exemplo das histórias dos sobreviventes que sofreram bastante nas mãos de Mengele, conhecido como o Anjo da Morte, com seus experimentos terríveis. Também a surpreendeu o fato de o fugitivo nazista ter passado tanto tempo no Brasil sem nunca ter sido preso.</p>
<p>Há também relatos cruéis das experiências que Mengele fez com gêmeos, isso sem falar que o médico jogou bebês vivos em fogueiras. “Realmente eu não estou querendo acreditar por ser muito absurdo, mas ele fazia isso”, disse Betina ao se referir a esse ato de Mengele com os bebês. Para ter certeza de que essa informação não era sensacionalista, Betina apurou a fundo. Um trabalho de jornalismo investigativo impecável. E aí decidiu colocar a informação no livro.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-39.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-84507 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-39-240x300.png" alt="" width="203" height="254" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-39-240x300.png 240w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-39.png 400w" sizes="auto, (max-width: 203px) 100vw, 203px" /></a>Além do prestigiado Prêmio Jabuti, Baviera Tropical foi selecionado no Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) como melhor biografia do ano de 2023. Aos 45 anos de idade, o sucesso como escritora a motiva a escrever mais. Ela já está preparando num novo livro, mas preferiu não adiantar nenhuma informação sobre esse trabalho.</p>
<p>Mas, de volta ao começo: qual mistério envolve a professora Tante Liselotte? Você vai ter pistas para essa resposta, ao ler esta entrevista que Betina Anton concedeu ao <strong>Portal Só Sergipe.</strong> E vai encontrar uma série de questionamentos instigantes, que  só vai descobrir de duas maneiras. Lendo esta entrevista e depois correndo à livraria mais próxima para adquirir Baviera Tropical. Você vai se surpreender.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Ao começar a ler Baviera Tropical, fiquei com a impressão de que, desde criança, você já era jornalista. É isso mesmo?</strong></p>
<p><strong>BETINA ANTON &#8211;</strong> (Risos). Que legal!  É verdade, eu acho que era uma jornalista mirim. Fiquei com a antena ligada quando aquelas coisas aconteceram.</p>
<figure id="attachment_84509" aria-describedby="caption-attachment-84509" style="width: 214px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-40.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-84509 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-40-214x300.png" alt="" width="214" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-40-214x300.png 214w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-40.png 400w" sizes="auto, (max-width: 214px) 100vw, 214px" /></a><figcaption id="caption-attachment-84509" class="wp-caption-text">Betina autografando o livro, no dia do lançamento</figcaption></figure>
<p><strong>SÓ SERGIPE – O que lhe motivou a escrever este livro?</strong></p>
<p><strong>BETINA ANTON –</strong> Eu sempre quis escrever. Sou editora de internacional há muitos anos e quis me aprofundar numa história que envolvesse jornalismo e história, pois tenho mestrado nessa área. Um dia eu estava conversando com um chefe meu, falando de história de um nazista que virou filme e o livro foi escrito por um jornalista.  Eu disse a ele que<span style="color: #ff0000;"> </span>tinha uma história  e poderia virar um livro. Era a história do Mengele, que sempre estava na minha cabeça. E aí na conversa com ele, eu decidi me dedicar a esse projeto.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Quantos anos você passou entre pesquisa e o livro ficar pronto?</strong></p>
<p><strong>BETINA ANTON –</strong> Foram seis anos, e viajei bastante. Fui para vários lugares aqui no Brasil, onde Mengele esteve, onde ele morou em Serra Negra; fui ao lugar onde ele foi enterrado com o nome falso; fui à casa, em São Paulo, onde ele morou por alguns anos. Enfim, fui a vários lugares frequentados por ele e aproveitei algumas viagens que estava fazendo a trabalho. Fiz entrevista  em Israel, com o comandante do Mossad, que participou das tentativas de sequestro do Mengele aqui no Brasil.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Você chegou a ir a Auschwitz?</strong></p>
<p><strong>BETINA ANTON –</strong> Não.</p>
<p><strong><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-41.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-84510 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-41-240x300.png" alt="" width="240" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-41-240x300.png 240w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-41.png 400w" sizes="auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px" /></a>SÓ SERGIPE &#8211; Quando você estava fazendo a pesquisa teve dificuldades? E falar vários idiomas, facilitou?</strong></p>
<p><strong>BETINA ANTON –</strong> Falar idiomas facilitou bastante, porque esse é um livro internacional, pois envolve pessoas de diversos países. Fiz pesquisas nas cartas do Mengele, todas escritas em alemão, e eu tinha essa facilidade porque venho de família alemã e aprendi o idioma desde pequena. Mas, também, havia muito material em inglês. Por exemplo, para fazer pesquisa num material do Mengele, em Auschwitz, eles tinham em alemão ou polonês. Eu não leio polonês, mas em alemão tive acesso. Em vários momentos, precisei usar outras línguas e, claro, o português. Porque o inquérito policial está em português. Então, tive que usar vários idiomas para compor o quadro todo.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – O que mais lhe surpreende no livro, mais lhe impacta? </strong></p>
<p><strong>BETINA ANTON –</strong> O que mais me toca são as histórias das pessoas, dos sobreviventes. Como eles conseguiram sobreviver em situação tão adversa, sendo tão oprimidos, tratados com tanta crueldade. As pessoas deram uma grande lição de vida. Mas me surpreendeu, também, lendo as cartas de Mengele, ver como ele desfrutou a vida aqui no Brasil. Ele viajou para vários lugares, tomava banho de cachoeira, passeava com os cachorros, encontrava-se com os amigos. Ou seja, uma pessoa normal e que tinha uma vida; senão em todos os momentos, mas uma vida boa. Talvez não tenha sido a vida que ele idealizou, mas as cartas deixam claro que ele fazia coisas legais, digamos assim. Tinha uma vida aprazível.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Ao apurar essa história, você não sentiu um certo desleixo das autoridades brasileiras na busca de Mengele?</strong></p>
<p><strong>BETINA ANTON &#8211;</strong> Não senti pelo seguinte: hoje em dia, olhando para trás é fácil identificar isso, mas na época ninguém sabia que ele estava aqui. Os caçadores de nazistas achavam, em primeiro lugar, que ele estava no Paraguai.  Hoje seria impossível ele escapar durante tanto tempo, com internet, redes sociais. Não acho que foi um problema das autoridades brasileiras, mas das pessoas que viviam com ele e não falaram com essas autoridades, ficaram quieta, o protegeram.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – No dia que ele morreu afogado na praia de Bertioga, ao ler o livro,  senti uma certa ingenuidade daquele policial que foi ver o corpo, por ter se convencido logo no primeiro documento que a moça o entregou etc.</strong></p>
<p><strong>BETINA ANTON –</strong> De novo. A gente olhando para trás agora, fica fácil. Mas na época, aquilo era fácil acontecer. Quando a gente conhece a história fica óbvio. Para época, são coisas que acontecem. Eu consultei um legista para saber se tinha muita diferença num corpo de uma pessoa com 14 anos de diferença e até coloco isso no livro, o médico falou que, dependendo da faixa etária, 14 anos não fazem muita diferença. Faz mais diferença como o morto viveu a vida. Tirando o fato de ser uma criança ou velhinho, a faixa do meio não faz diferença. Ainda mais, morte por afogamento que a pessoa fica com os tecidos muito enrugados.</p>
<figure id="attachment_84511" aria-describedby="caption-attachment-84511" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-42.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-84511 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-42.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-42.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-42-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-42-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-42-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-42-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-84511" class="wp-caption-text">Josef Mengele / Crédito: Domínio Público</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Tem passagens no seu livro que, para mim, foram bastante impactantes, como as experiências bizarras em humanos, coisas de filme de terror. Jogar um bebê vivo numa fogueira, por exemplo.  Quando você descobriu essas atrocidades, qual foi o seu sentimento?</strong></p>
<p><strong>BETINA ANTON –</strong> Para falar a verdade, já tinha ouvido falar dessas atrocidades quando eu era criança. Tinha programas de TV, no domingo, que falava disso. E uma das coisas que eu queria fazer era, realmente, pesquisar para saber se aquilo era ou não sensacionalismo. E cheguei à conclusão de que não era sensacionalismo, porque muitas pessoas fazem relatos. Quanto à essa coisa de jogar bebê na fogueira, fui meio resistente, no começo, de colocar isso no livro porque achei muito absurdo. Mas depois do relato de várias pessoas que contaram a mesma história, inclusive, uma médica que trabalhou com ele, que era uma judia ultra ortodoxa, uma pessoa com credibilidade altíssima, contou que Mengele fazia isso, eu falei: realmente, eu não estou querendo acreditar por ser muito absurdo, mas ele fazia isso. E acabei incluindo no livro. Eu não assumi tudo de uma vez. Tive muito cuidado para pesquisar o que ele tinha feito, com as fontes, com as leituras. Muita gente que aparece no livro já tinha morrido, mas eu fui atrás de documentos, de livros, de depoimentos gravados para poder compor esse quadro de quem era o Mengele lá em Auschwitz.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Há detalhes importantes do seu livro que quase ninguém sabia. Muitas perguntas.</strong></p>
<p><strong>BETINA ANTON –</strong> Talvez as pessoas não tenham tanta dimensão de que Mengele foi o nazista mais procurado do mundo e que ele viveu quase 20 anos no Brasil sem nunca ter sido preso. Isso é uma coisa muito impactante, e se discutiu muito pouco na nossa história. Então, acho isso muito importante.  E o livro busca responder estas perguntas: Como ele conseguiu ficar tanto tempo aqui? Como nunca foi descoberto? Por que as pessoas o apoiavam? Por que ninguém o denunciou? Enfim uma série de perguntas que me moveram a pesquisar e a escrever e que estão livro. Espero que as pessoas tenham curiosidade para descobrir essas coisas.</p>
<p><strong><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-36.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-84504 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-36-214x300.png" alt="" width="214" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-36-214x300.png 214w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Design-sem-nome-36.png 400w" sizes="auto, (max-width: 214px) 100vw, 214px" /></a>SÓ SERGIPE – Seu livro já está traduzido para vários idiomas.</strong></p>
<p><strong>BETINA ANTON –</strong> Ele vai ser traduzido para 13 línguas, em alguns países já foi lançado, como Estados Unidos, Polonia, Hungria, Portugal, Holanda e vai ser lançado na Itália, Rússia. Como eu te falei, é uma história que tem esse interesse internacional.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Você pretende fazer lançamentos pelo Brasil?</strong></p>
<p><strong>BETINA ANTON</strong> &#8211; A editora não faz lançamentos em cidades. Mas o que eu faço é participar de eventos em várias cidades. Se vocês tiverem um evento, que já esteja organizado, eu consigo participar. Não vou para o lançamento exclusivo do livro, isso a editora não faz, infelizmente.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Esse é o seu primeiro livro?</strong></p>
<p><strong>BETINA ANTON</strong> &#8211; Sim, é o primeiro. Sou jornalista há mais de 20 anos, mas é o primeiro.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Já pensa num segundo livro? Pode dizer sobre o que irá escrever?</strong></p>
<p><strong>BETINA ANTON  &#8211;</strong> Estou pesquisando sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Aglaé D&#8217;Ávila Fontes, tangendo sonhos há 90 anos</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/aglae-davila-fontes-tangendo-sonhos-ha-90-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2024 11:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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		<category><![CDATA[científico]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[sergipana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Luiz Antônio Barreto, Beatriz Góis Dantas e Aglaé d´Ávila Fontes. Sempre tive essa tríade lagartense como algumas das minhas principais referências intelectuais e de vida. Sempre os vi como pessoas icônicas da cultura sergipana, que da minha pequenez ficava absorto a tietá-los, mas jamais imaginei um dia, &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">L</span>uiz Antônio Barreto, Beatriz Góis Dantas e Aglaé d´Ávila Fontes. Sempre tive essa tríade lagartense como algumas das minhas principais referências intelectuais e de vida. Sempre os vi como pessoas icônicas da cultura sergipana, que da minha pequenez ficava absorto a tietá-los, mas jamais imaginei um dia, gozar de suas amizades e confiança. Luiz, de saudosa memória, um amigo querido que reservava parte de seu precioso tempo a me aconselhar e a me estimular nas lides da história. Beatriz, também, na mesma toada; e segue sendo. Aglaé, mais discreta, de igual modo a nos presentear não somente com seu talento, mas também com sua poesia, seu sorriso e brilho nos olhos, de uma menina que alcança, ainda vívida e viçosa, nove décadas de existência.</p>
<p>Atuando na presidência do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGSE) desde 2018, tendo sido reconduzida ao cargo até a presente data, Aglaé d´Ávila Fontes construiu uma trajetória de vida, profissional e intelectual que tem de todos os sergipanos, e além fronteiras, total reconhecimento. É descendente da família “d´Ávila Garcez”, uma das mais tradicionais do campo político do município de Lagarto, onde nasceu no dia 2 de novembro de 1934, filha de Teófilo Fontes de Almeida  e Marieta d´Ávila Fontes. Seu primo, Acrísio d’Ávila Garcez, foi seu padrinho de batismo, o famoso líder político lagartense à época dos coronéis mandatários locais da então “aprendiz” de República brasileira.</p>
<p>A profissão do pai, funcionário federal, fez com que a menina, e depois a jovem Aglaé, fosse instada a mudar-se de tempos em tempos, tendo que morar e fazer seus estudos em Riachuelo, Itabaianinha, Propriá e Aracaju. Fixou-se na capital sergipana a partir de 1955, quando fundou uma Escola de Música, após formação na área pelo Instituto de Música e Canto Orfeônico de Sergipe (IMCOSE, 1952) e participação ativa nos Seminários Livres de Música da Universidade da Bahia (UFBA). Bacharelou-se em Filosofia pela Universidade Federal de Sergipe, onde também cursou pós-graduação em Educação Pré-escolar. Essa vida migrante deu a ela a oportunidade de entrar em contato com inúmeras formas de ser e viver a cultura sergipana, sobretudo a popular, por quem passou a nutrir grande interesse.</p>
<div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Aglaé tornou-se uma personalidade multifacetada: atriz, diretora de teatro, educadora, professora no Ensino Básico e Superior, notabilizando-se também como escritora, folclorista e historiadora. Talentos estes reconhecidos pela Academia Sergipana de Letras, ocupando a cadeira 12 desde o dia 5 de agosto de 2004. É membro fundadora da Academia Lagartense de Letras, em 19 de abril de 2013, onde ocupa a cadeira 16, querida e admirada por todos os seus confrades e confreiras. Reconhecimento este também da classe política sergipana, quando secretária de Estado da Educação e Cultura, presidente da Fundação Cultural de Aracaju (FUNCAJU) e diretora do Centro de Criatividade de Aracaju.</p>

			</div></div>
<p>Suas palestras e participações em eventos diversos é uma atração à parte, não somente pela didática como também pelo esmero e encantamento com que trata os temas a ela propostos, sempre com uma performance que a leva de volta aos tempos de teatro. Inúmeras vezes, como acontece até a presente data, concede entrevistas e grava depoimentos, não somente para a TV, mas também para outros veículos de comunicação, na condição de uma das significativas referências sobre o folclore e sobre a cultura sergipana em seus mais diferentes matizes, em especial no campo das manifestações dos fazeres e saberes do povo. É autora de vários escritos, inclusive de peças teatrais, de cuja seara destaco: “Eu Não Tenho Onde Morar” (1990); “Danças e folguedos” (1995); e “O menino tangedor de sonhos” (2001).</p>
<p>Essa rica trajetória de vida, aqui rememorada de forma sintética, mereceu a atenção do campo científico e editorial. Em 2021, a pesquisadora <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://ri.ufs.br/browse?type=author&amp;value=Monteiro%2C+R%C3%ADsia+Rodrigues+Silva">Rísia Rodrigues Silva</a> </span></strong>Monteiro lhe dedicou uma tese de doutorado, pelo Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Sergipe, sob a orientação do Prof. Dr. Joaquim Tavares da Conceição: “Os saberes e fazeres de Aglaé D’Ávila Fontes: uma educadora e mediadora cultural sergipana (1955-2005)”. Em 2022, foi tema do livro de autoria de Patrícia Brunet Carvalho de Andrade, notadamente sua contribuição para as artes cênicas de Sergipe: “Aglaé d´Ávila Fontes – um capítulo da História do Teatro Sergipano”. Obra publicada pelo programa editorial da Secretaria de Estado da Educação e Cultura. Além de ser ilustrado por um rico material iconográfico da atriz Aglaé, mergulha na trajetória da homenageada, também, como diretora de teatro, dramaturga, educadora e agente cultural, com passagem primorosas pelos grupos Gato de Botas, Expressionista e Mamulengo Cheiroso.</p>
<p>Em 2018, na Revista Literária de Sergipe, número 1, às páginas 12-13, tive a oportunidade de lhe dedicar um texto intitulado “Da arte de cultivar educação em terreno brincante”. Na ocasião e agora em razão das justas celebrações de seus 90 anos de idade, disse e reitero, em referência a ela, e também a Luiz e a Beatriz: “Mestres insignes da sergipanidade e do meu torrão de identidade [Lagarto], eles inspiram poetas, professores, historiadores, estudiosos, pesquisadores, pessoas das mais diferentes condições sociais, tendo em comum o gosto pela cultura material e imaterial do povo, suas manifestações religiosas, artísticas, cênicas, musicais, cravadas na história, na antropologia e na sociologia da gente de nosso Estado”.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sobre a escritora luso-angolana Luísa Fresta</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/sobre-a-escritora-luso-angolana-luisa-fresta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2024 18:53:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura&Afins]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Germano Viana Xavier (*) &#160; É com enorme satisfação que esboço aqui uma apresentação sobre a escritora Luísa Fresta, voz poderosa de nossa literatura contemporânea em Língua Portuguesa. Sua carreira literária é marcada por textos de tonalidades muito diversificadas, perfazendo um percurso que vai da literatura infantojuvenil às formas mais clássicas e tradicionais da &#8230;</p>
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<p>Por Germano Viana Xavier (*)</p>
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</blockquote>
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<span class="dropcap ">É</span> com enorme satisfação que esboço aqui uma apresentação sobre a <span class="sigijh_hlt">escritora Luísa Fresta<span class="sigijh_hlt">, voz poderosa de nossa literatura contemporânea em Língua Portuguesa</span></span>. Sua carreira literária é marcada por textos de tonalidades muito diversificadas, perfazendo um percurso que vai da <span class="sigijh_hlt">l</span><span class="sigijh_hlt">iteratura infantojuvenil às formas mais clássicas e tradicionais da poesia, passando por outros importantes gêneros como o conto e a crônica</span>.</p>
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<p>Luísa Fresta é amplitude portuguesa e angolana, uma dupl’alma concentrada em uma força-motriz-feminina que entrelaça Angola, Portugal, Brasil, Áfricas e Mundos em um coração delicado e dedicado a enxergar a mais pura arte literária nas situações mais comuns ou nas circunstâncias mais rudes. Suas mãos tecem um conjunto de textos que pontuam suas múltiplas influências culturais e humanas como quem aborda o próprio espelho das grandezas da vida. Uma mulher que a todo instante nos apresenta à lusofonia e ao africano, uma mulher que não se cansa em opinar sobre livros, filmes, artes em geral&#8230; uma mulher em constante movimento.</p>
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<p>Com a escritora Luísa Fresta, aprendi que o essencial está por vir, ainda no próximo verso, ainda no próximo parágrafo, porque a literatura está no que avança e no que nos desdobra, no que nos recobra e no que nos aplaina, apontando para as mazelas mundanas mais irrefutáveis. Com a escritora Luísa Fresta, aprendi que é necessário perceber e revelar os centros das pequenas coisas, os núcleos sísmicos dos elementos que fazem a vida de todas as pessoas, mesmo que estas fontes interiores e, por vezes, ulteriores de e acerca da vida sejam ou estejam integradas à própria faculdade vital do ser humano: o viver, o estar vivo-e-além.</p>
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<figure id="attachment_41959" aria-describedby="caption-attachment-41959" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-41959" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624-300x300.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-41959" class="wp-caption-text">Germano num encontro com Luísa Fresta e a irma Zeza Fresta, em Portugal</figcaption></figure>
<p>Ao lado de Luísa Fresta, numa jornada de parcerias que já ultrapassa uma década, aprendi que o verdadeiro poeta fotografa o caos, que o verdadeiro escritor registra os medos de nós-gentes e articula a chama que fará o fogo-máximo de nossas idas e vindas, de nossas descobertas e, também, de nossas decepções. Luísa Fresta soa quase sempre maternal, como uma mãe que ensina às suas crias os segredos do caminho.</p>
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<p>A escritora Luísa Fresta nos questiona, em seus textos, se a felicidade é um bônus ou uma guilhotina. Dentro de suas palavras, tombamos por cima das farturas e das fraturas dos símbolos mundanos, adentramos o sagrado nas coisas triviais e bulimos com o absurdo das naturalidades cotidianas oriundas de convenções sociais e institucionais. Tudo isso, regado com uma pessoalíssima dose de maturidade artística e pessoal. Aliás, ensinagens não faltam nas páginas dos livros e na obra geral escrita por Luísa Fresta. E isso me chama muito a atenção. Luísa Fresta sempre está a nos ensinar algo. E de uma forma muito espontânea e inteligente.</p>
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<p>A escritora Luísa Fresta, por vezes, quase ignora o real para nos abrir um mundo de percepções suavemente surreais, quando no tempo das intermitências e das incertezas da vida, colocando-nos numa posição de combate e, também, de respeito perante o tempo futuro. Afinal, <span class="sigijh_hlt">o que faremos da vida que nos resta? O que estamos fazendo com o nosso Hoje, com o nosso Agora?</span> Aquela velha batalha já por demais esgotada e profética: cada dia que passa é um dia a menos, não um dia a mais. Luísa Fresta tenta parar o tempo para que possamos observá-lo, tamanho o seu poder perante todos nós. Luísa Fresta é, por fim, a voz de uma humanidade revista e ressonhada, cheia de memórias e refundada em anunciações.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsobre-a-escritora-luso-angolana-luisa-fresta%2F&amp;linkname=Sobre%20a%20escritora%20luso-angolana%20Lu%C3%ADsa%20Fresta" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsobre-a-escritora-luso-angolana-luisa-fresta%2F&amp;linkname=Sobre%20a%20escritora%20luso-angolana%20Lu%C3%ADsa%20Fresta" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsobre-a-escritora-luso-angolana-luisa-fresta%2F&amp;linkname=Sobre%20a%20escritora%20luso-angolana%20Lu%C3%ADsa%20Fresta" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsobre-a-escritora-luso-angolana-luisa-fresta%2F&amp;linkname=Sobre%20a%20escritora%20luso-angolana%20Lu%C3%ADsa%20Fresta" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsobre-a-escritora-luso-angolana-luisa-fresta%2F&#038;title=Sobre%20a%20escritora%20luso-angolana%20Lu%C3%ADsa%20Fresta" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/sobre-a-escritora-luso-angolana-luisa-fresta/" data-a2a-title="Sobre a escritora luso-angolana Luísa Fresta"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/sobre-a-escritora-luso-angolana-luisa-fresta/">Sobre a escritora luso-angolana Luísa Fresta</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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		<title>Jairo Alves de Almeida, um ícone da radiofonia sergipana</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/jairo-alves-de-almeida-um-icone-da-radiofonia-sergipana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 19:42:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Na última quinta-feira, 8, tive a oportunidade de retornar às dependências e estúdios da Rede Cultura de Comunicação, em Aracaju, a convite de Rozendo Aragão. Não era a primeira vez que experimentava a satisfação e honra de ser entrevistado por Jairo Alves de Almeida, na condução do &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>a última quinta-feira, 8, tive a oportunidade de retornar às dependências e estúdios da Rede Cultura de Comunicação, em Aracaju, a convite de Rozendo Aragão. Não era a primeira vez que experimentava a satisfação e honra de ser entrevistado por <span class="sigijh_hlt">Jairo Alves de Almeida, na condução do programa Cultura Notícias, que vai ao ar entre as seis horas e trinta minutos e as nove horas da manhã, pela FM 107,5 e ao vivo, também, em web tv, que pode ser visto e revisto pelo canal YouTube Sou Mais Cultura TV</span>.</p>
<p>Na oportunidade, fui divulgar a publicação volume 4, da coleção “Temas de História e Educação Católica em Sergipe”, cuja organização divido com a professora Ane Luíse Mecenas Santos, e a autoria, com mais quatro outros pesquisadores: João Paulo de Araújo de Carvalho, Magno Francisco de Jesus Santos, Verônica Maria Meneses Nunes e Sayonara Rodrigues Viana. Obra originada em seu primeiro volume com a escritora Raylane Navarro, em 2013.</p>
<p>O ambiente da Rede Cultura de Comunicação está todo reformado e modernizado tecnologicamente desde a última oportunidade que estive por lá. Chamou a minha atenção o cultivo da memória da instituição, seja através da manutenção da placa de fundação da Rádio Cultura, de 1959, a outros elementos como fotografias, imagens, vinis antigos, entre outros. Isso é um exemplo de que o novo pode viver perfeitamente com o passado sem que um anule o outro.</p>
<p>E por falar de memória, como não ficar encantado diante de um dos maiores nomes da radiofonia sergipana? Eu ouvia Jairo Alves ainda em tenra idade, pelo rádio, seja em casa, seja em ambientes de catequese da Igreja Católica. Aquela voz postada, firme e elegante está entre as minhas melhores lembranças. Aliás, sou um grande entusiasta do rádio e já tive a satisfação de apresentar dois programas em emissoras da cidade de Lagarto, por intermédio e estímulo do professor, jornalista e radialista, o saudoso Emerson da Silva Carvalho, da mesma geração de comunicadores do nosso homenageado, inclusive no que diz respeito às antigas retretas.</p>
<p>Jairo Alves é natural do povoado Ribeira, na cidade de Campo do Brito-SE, aos 26 de março de 1947. No alto de seus 77 anos, mantém ainda o mesmo vigor e fortaleza. É filho de Lindonor Batista de Almeida (fiscal de tributos e músico) e Joana Alves de Almeida, tendo esta dedicado sua vida à educação dos filhos e à ação pastoral na Igreja Católica, com a transferência do pai para a capital sergipana, onde fixou morada até a presente data.</p>
<p>Fez seus estudos no Colégio Dom José Thomaz, nos grupos General Valadão e Augusto Ferraz, na Escola Industrial e no Colégio Tobias Barreto. É licenciado em História pela Universidade Federal de Sergipe, formando-se 1973. Foi professor no Colégio Jackson de Figueiredo, no Atheneu, no Tobias Barreto e no Paulo Sarasate, este último em São Cristóvão-SE. Foi vice-diretor do Atheneu.</p>
<p>Foi de sua passagem pela Escola Industrial, que em 1962 criou gosto pelo rádio. Ali, nasceu a rádio Escola Industrial de Aracaju AM – 1440 KHZ. No ano seguinte, foi contratado para a Rádio Jornal, sua estreia na radiofonia, em Sergipe. Lá se vão sessenta e um anos na profissão.  No espaço de tempo, exerceu algumas atividades importantes, tais como: diretor da rádio Aperipê; assessor de Comunicação da Secretaria da Educação do Estado (junto ao secretário Marcos Prado Dias); assessor de Comunicação da SMTT AJU nos governos de Déda e de Edvaldo Nogueira; assessor de imprensa do Funrural, depois INSS; repórter da TV Sergipe, da “Voz do Brasil” e da rádio Atalaia. Foi um dos fundadores dos sindicatos dos radialistas, dos jornalistas e, também, dos professores (Sintese). Além da apresentação do programa Cultura Notícias, conduz o “Linha Direta” e aos domingos, pela manhã, “Hoje é dia de Retreta”.</p>
<p>Entre os reconhecimentos pelo seu trabalho como radialista, destaco a outorga da Medalha Radialista e Jornalista João de Menezes Barros Filho (Barrinhos), pela Assembleia Legislativa de Sergipe, em junho de 2023. Entre os depoimentos dirigidos a ele naquela oportunidade, o feito pelo deputado George Passos chamou minha atenção e com este, encerro o presente texto, subscrevendo-o: “Jairo Alves é um profissional respeitado e com larga experiência. Por onde passou, fez seu trabalho com maestria e está registrado na história da comunicação em nosso Estado”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>___________________</p>
<p><strong>Fontes e referências</strong></p>
<p>SANTOS, Osmário. <em>A vida do radialista e professor Jairo Alves de Almeida</em>. Aracaju-SE, 7 de abril de 2014. Disponível no blog <strong>Minha Terra é Sergipe</strong>.<span style="color: #008000;"> <a style="color: #008000;" href="https://grupominhaterraesergipe.blogspot.com/2014/04/a-vida-do-radialista-e-professor-jairo.html">https://grupominhaterraesergipe.blogspot.com/2014/04/a-vida-do-radialista-e-professor-jairo.html</a></span>. Acessado em 8 de agosto de 2024.</p>
<p>Jairo Alves de Almeida receberá homenagem na Alese. Portal da Assembleia Legislativa. Aracaju-SE, 19 de junho de 2023. Disponível em <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://al.se.leg.br/jairo-alves-de-almeida-recebera-homenagem-na-alese/">https://al.se.leg.br/jairo-alves-de-almeida-recebera-homenagem-na-alese/</a></span> Acessado em 8 de agosto de 2024.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjairo-alves-de-almeida-um-icone-da-radiofonia-sergipana%2F&amp;linkname=Jairo%20Alves%20de%20Almeida%2C%20um%20%C3%ADcone%20da%20radiofonia%20sergipana" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjairo-alves-de-almeida-um-icone-da-radiofonia-sergipana%2F&amp;linkname=Jairo%20Alves%20de%20Almeida%2C%20um%20%C3%ADcone%20da%20radiofonia%20sergipana" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjairo-alves-de-almeida-um-icone-da-radiofonia-sergipana%2F&amp;linkname=Jairo%20Alves%20de%20Almeida%2C%20um%20%C3%ADcone%20da%20radiofonia%20sergipana" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjairo-alves-de-almeida-um-icone-da-radiofonia-sergipana%2F&amp;linkname=Jairo%20Alves%20de%20Almeida%2C%20um%20%C3%ADcone%20da%20radiofonia%20sergipana" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fjairo-alves-de-almeida-um-icone-da-radiofonia-sergipana%2F&#038;title=Jairo%20Alves%20de%20Almeida%2C%20um%20%C3%ADcone%20da%20radiofonia%20sergipana" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/jairo-alves-de-almeida-um-icone-da-radiofonia-sergipana/" data-a2a-title="Jairo Alves de Almeida, um ícone da radiofonia sergipana"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/jairo-alves-de-almeida-um-icone-da-radiofonia-sergipana/">Jairo Alves de Almeida, um ícone da radiofonia sergipana</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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		<title>Escritora Sandra Radin lança o livro Banco dos Réus, em Aracaju</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/escritora-sandra-radin-lanca-o-livro-banco-dos-reus-em-aracaju/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Aug 2024 12:38:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Bancos dos Réus é o título do livro que a escritora e mestre Sandra Eliana Radin estará lançando em Aracaju, na próxima sexta-feira. A sessão de autógrafos acontecerá, das 17h às 19h, no Sebo Xique, localizado na Avenida Ministro Geraldo Barreto Sobral, imediações do Shopping Jardins. Trata-se de um romance psicológico que traz personagens &#8230;</p>
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<p>Bancos dos Réus é o título do livro que a escritora e mestre Sandra Eliana Radin estará lançando em Aracaju, na próxima sexta-feira. A sessão de autógrafos acontecerá, das 17h às 19h, no Sebo Xique, localizado na Avenida Ministro Geraldo Barreto Sobral, imediações do Shopping Jardins.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-06-at-17.45.18.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-79672 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-06-at-17.45.18-202x300.jpeg" alt="" width="149" height="221" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-06-at-17.45.18-202x300.jpeg 202w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-06-at-17.45.18-690x1024.jpeg 690w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-06-at-17.45.18-768x1140.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-06-at-17.45.18.jpeg 862w" sizes="auto, (max-width: 149px) 100vw, 149px" /></a>Trata-se de um romance psicológico que traz personagens complexas. A protagonista se vê dividida entre o amor e o ódio, a culpa e a vitimização. O livro problematiza ainda a carência afetiva e materna presente na mãe, na filha e neta. O romance todo é desenvolvido em sessões de terapia. Rosângela, a protagonista, procura ajuda com quem já havia feito terapia anos atrás. A terapeuta chama-se Sylvia.</p>
<p>Banco dos Réus pretende colocar luz em temas tabus como a surdez, as drogas, a violência simbólica e as carências que as mulheres de uma mesma família enfrentam e têm que aprender a lidar. O livro de Sandra Radin é um drama psicológico imerso num mistério e preso nas dores e cicatrizes tatuadas no corpo e na alma da protagonista.</p>
<h3><strong>Roda de Conversa</strong></h3>
<p>Na próxima quinta-feira, a escritora Sandra Eliana Radin participará de uma Roda de Conversa sobre o seu livro Banco dos Réus. Será a partir das 19 horas, no Instituto Freudiano de Psicanálise, localizado na Sala de Convenções do Edifício Neo Office Jardins, à Avenida José Machado de Souza, próximo ao Shopping Jardins. A Roda de Conversa será coordenada por Luciana Sabino.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Jornalista Acácia Rios estreia, na quinta, no Só Sergipe, a coluna &#8220;Literatura e Lugares&#8221;</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/jornalista-acacia-rios-estreia-na-quinta-no-so-sergipe-a-coluna-literatura-e-lugares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2024 14:54:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A jornalista e professora, Acácia Rios, estreia na quinta-feira, 18, no Portal Só Sergipe, a coluna Literatura e Lugares,  com a ideia de criar um espaço no qual ela possa compartilhar com os leitores as suas impressões sobre literatura e “representação do espaço nas narrativas ficcionais &#8211; sobretudo o sergipano &#8211; memórias, viagens, pessoas”. &#8230;</p>
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<span class="dropcap ">A</span> jornalista e professora, Acácia Rios, estreia na quinta-feira, 18, no Portal <strong>Só Sergipe</strong>, a <strong>coluna Literatura e Lugares</strong>,  com a ideia de criar um espaço no qual ela possa compartilhar com os leitores as suas impressões sobre literatura e “representação do espaço nas narrativas ficcionais &#8211; sobretudo o sergipano &#8211; memórias, viagens, pessoas”. E por falar em viagens, o seu primeiro texto fará um périplo sobre o livro “Viagens pelas províncias da Bahia, Alagoas e Sergipe (1859), do médico alemão Robert Avé-Lallemant.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Acácia Rios, que é mestra em Memória Social e Documental pela  Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e doutora em Ciências da Documentação pela Universidade Complutense de Madri</span>,  afirma que as suas experiências “são atravessadas pela leitura. Assim, vamos construindo uma memória coletiva acerca dos temas que a ficção provoca objetiva e subjetivamente.</p>
<p>A jornalista também é escritora. Desde os anos 90 vem publicando poemas em antologias sergipanas e cariocas, como por exemplo, Poemas de Oficina (1992), Aperitivo Poético (1995), a Mostra de Poesia Carioca (1998), entre outros. É colaboradora do blog de poesia Zona da Palavra desde 2015.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/amor-alien.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-79187 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/amor-alien-190x300.png" alt="" width="120" height="190" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/amor-alien-190x300.png 190w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/amor-alien.png 342w" sizes="auto, (max-width: 120px) 100vw, 120px" /></a>Acácia é autora dos romances Rolé de quarta-feira (2021), pela Criação Editora/EditorAju, que obteve o 1º lugar no Certame de Literatura Juvenil Literarte, promovido pela Funcaju, Prefeitura de Aracaju e Secretaria de Governo, por meio da Lei Aldir Blanc (Ministério da Cultura). E Amor alien em Paris (com o pseudônimo de Hessie Rivers), publicado em janeiro de 2021 pela plataforma Kindle, da Amazon, primeiro livro da trilogia de gênero gótico que inclui também Amor alien em Bruxelas e Amor alien em Londres, estes dois em fase de edição.</p>
<p><strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.amazon.com.br/Amor-alien-Paris-Livro-ebook/dp/B08V8JM788" target="_blank" rel="noopener">(https://www.amazon.com.br/Amor-alien-Paris-Livro-ebook/dp/B08V8JM788)</a></span></strong></p>

			</div></div>
<p><span class="sigijh_hlt">O próximo livro de Acácia Rios se chama O menino caranguejo</span>, que conta a estória de um jovem de família de catadores de uma comunidade de São Cristóvão que, ao defender o ecossistema onde cresceu da degradação ambiental e do descaso político, acaba se integrando ao mangue de tal forma que sofre uma metamorfose, transformando-se em um caranguejo.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Atualmente, Acácia é professora de Escrita Criativa e Criação Literária na Escola Oficina de Artes Valdice Teles (Fundação Cultural de Aracaju)</span>, pesquisadora do grupo de pesquisa em Informação, Documentação e Sociedade da Faculdade de Ciências da Documentação da Universidade Complutense de Madri e Conselheira da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).</p>
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		<title>O milagre nascido da dor &#8211; sobre &#8220;O prazer de cozinhar só para você&#8221;, de Judith Jones</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-milagre-nascido-da-dor-sobre-o-prazer-de-cozinhar-so-para-voce-de-judith-jones/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 May 2024 11:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Se comes, tu bebes]]></category>
		<category><![CDATA[Anne Frank]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Léo Mittaraquis (*) &#160; &#8220;Tive dificuldade em encontrar muita coisa na cozinha de Judith que parecesse vir de algum dos catálogos que lotam a maioria de nossas caixas de correio. Tudo é resistente e bem utilizado, sem ser complicado&#8221; Sara Kate Gillingham, fundadora do blog The Kitchn &#160; O título deste artigo é um &#8230;</p>
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<p style="text-align: right;"><em>&#8220;Tive dificuldade em encontrar muita coisa na cozinha de Judith que parecesse vir de algum dos catálogos que lotam a maioria de nossas caixas de correio. Tudo é resistente e bem utilizado, sem ser complicado&#8221;</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Sara Kate Gillingham, fundadora do blog The Kitchn</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> título deste artigo é um descarado plágio. &#8220;O milagre nascido da dor&#8221; é título de um ensaio sobre Katherine Mansfield, escritora inglesa, pela qual sou apaixonado, publicado ao final do decênio 70. E que também tem tudo a ver com culinária. Katherine Mansfield, também segundo o supracitado ensaio, em tempos de quase extrema pobreza e dolorosa solidão, durante determinado período, assava arenques valendo-se de pequenos fogareiros, não raro em becos frios e sujos.</p>
<p>A eclosão da Primeira Grande Guerra também a afetou de maneira profunda e dolorosa.</p>
<p>Faltava de tudo, principalmente comida.</p>
<p>Ela que, por melancólica ironia, mantinha perspectivas paralelas quanto ao significado de escrever e de comer.</p>
<p>Talvez, mais adiante, haja eu por bem escrever sobre isto.</p>
<p>Voltemos a Judith Jones, que nasceu em 1924 e faleceu em 2017: no caso dela, a dor se refere ao fato de ter ficado viúva. Estava acostumada a cozinhar para o companheiro. E isto durante décadas.</p>
<p>Além disso, seu marido, Evan Jones, atuou como coautor de algumas publicações culinárias.</p>
<p>Ela mesma confessa que, após a morte do esposo, viu-se em dúvidas se voltaria a cozinhar. Mas entendeu que poderia cozinhar só para si mesma, e encontrar nesta atividade motivos de contentamento e alegria.</p>
<p>A propósito: sua habilidade não se restringiu apenas à produção de livros de culinária. Antes de disso, já como hábil e sensível editora, &#8220;desenterrou&#8221; e defendeu vivamente um manuscrito que se encontrava numa pilha de documentos e livros velhos destinados ao descarte: o diário escrito por uma jovem alemã que morreu no Holocausto. Nada mais, nada menos do que o Diário de Anne Frank.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Era cozinheira e, em simultâneo, leitora atenta e de alto nível intelectual.</span></p>
<p>No que diz respeito ao livro desta notável mulher, ao qual dedico o presente artigo, diria, antes de tudo, que é uma obra de importância fundamental para quem quer aprender a cozinhar apenas para si, levando em consideração quantidade, variedade, possibilidades. Até porque o livro nasceu dos questionamentos, das consultas, dirigidos à autora. Segundo Jones: &#8220;Fiquei particularmente feliz porque jovens que moram sozinhos me abordaram pela primeira vez, me perguntando como começar e quais conceitos e utensílios básicos deveriam ter&#8221;.</p>
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<p><span class="sigijh_hlt">O livro é dividido em seis seções: 1ª — Cozinhando durante a semana; 2ª — Sopas para todas as estações; 3ª — A magia dos ovos e a sedução dos queijos; 4ª — Improvisando com hortaliças, saladas e molhos; 5ª — Arroz, massas, grãos e leguminosas; 6ª — Lanches, doces e extravagâncias.</span></p>
<p>Creio que seja o bastante para induzir ao leitor sentir água na boca e ouvir a barriga roncar.</p>
<p>Quanto ao conceito geral da obra, a autora nos brinda com reflexões ao mesmo tempo funcionais e poéticas: &#8220;Geralmente finalizo meu jantar com um bom queijo e algumas frutas. Mas, às vezes, tenho vontade de comer algo doce, principalmente uma sobremesa caseira que evoque lembranças gustativas tão fortes que, na primeira mordida, você se transporta misteriosamente&#8221;.</p>
<p>Culta e competente, Judith Jones demonstrou, ao longo de sua vida ativa e fascinante, que é possível exercer o rigor técnico sem renunciar ao amor puro e simples pelas coisas belas e boas da vida.</p>
<p>Sim, cozinhar deve ser, sempre que possível, um prazer. Seja para comer sozinho ou acompanhado.</p>
<p>Judith Jones nos presenteou com um guia fácil e prático. Resta-nos honrar sua memória seguindo suas sugestões e orientações.</p>
<p>Santé!</p>
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