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	<title>Arquivo para cultura - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>O Seminário Nossa Senhora da Conceição e os Meninos que querem ser padres</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-seminario-nossa-senhora-da-conceicao-e-os-meninos-que-querem-ser-padres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 12:30:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Na última quarta-feira, 7 de outubro, o Seminário Nossa Senhora da Conceição celebrou trinta e dois anos de fundação. Em 2024, dom José Genivaldo Garcia e o professor José Ginaldo de Jesus organizaram e publicaram um livro que fez um importante balanço histórico sobre essa trajetória, de &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-seminario-nossa-senhora-da-conceicao-e-os-meninos-que-querem-ser-padres%2F&amp;linkname=O%20Semin%C3%A1rio%20Nossa%20Senhora%20da%20Concei%C3%A7%C3%A3o%20e%20os%20Meninos%20que%20querem%20ser%20padres" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-seminario-nossa-senhora-da-conceicao-e-os-meninos-que-querem-ser-padres%2F&amp;linkname=O%20Semin%C3%A1rio%20Nossa%20Senhora%20da%20Concei%C3%A7%C3%A3o%20e%20os%20Meninos%20que%20querem%20ser%20padres" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-seminario-nossa-senhora-da-conceicao-e-os-meninos-que-querem-ser-padres%2F&amp;linkname=O%20Semin%C3%A1rio%20Nossa%20Senhora%20da%20Concei%C3%A7%C3%A3o%20e%20os%20Meninos%20que%20querem%20ser%20padres" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-seminario-nossa-senhora-da-conceicao-e-os-meninos-que-querem-ser-padres%2F&amp;linkname=O%20Semin%C3%A1rio%20Nossa%20Senhora%20da%20Concei%C3%A7%C3%A3o%20e%20os%20Meninos%20que%20querem%20ser%20padres" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-seminario-nossa-senhora-da-conceicao-e-os-meninos-que-querem-ser-padres%2F&#038;title=O%20Semin%C3%A1rio%20Nossa%20Senhora%20da%20Concei%C3%A7%C3%A3o%20e%20os%20Meninos%20que%20querem%20ser%20padres" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-seminario-nossa-senhora-da-conceicao-e-os-meninos-que-querem-ser-padres/" data-a2a-title="O Seminário Nossa Senhora da Conceição e os Meninos que querem ser padres"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>a última quarta-feira, 7 de outubro, o Seminário Nossa Senhora da Conceição celebrou trinta e dois anos de fundação. Em 2024, dom José Genivaldo Garcia e o professor José Ginaldo de Jesus organizaram e publicaram um livro que fez um importante balanço histórico sobre essa trajetória, de uma instituição que vem formando sacerdotes com compromisso teológico e zelo pastoral. Da obra “<em>Seminário Maior de Aracaju – 30 anos formando Padres para a Igreja povo de Deus</em>”, destaco uma passagem do texto da Irmã Annete Havenne que ressalta o trabalho incansável dos padres reitores e das equipes de formação, com dedicação e aprofundamento espiritual (p. 66).</p>
<p>Contando com as presenças de inúmeros sacerdotes e leigos, colaboradores seminaristas, do padre Anderson Pina (atual reitor do seminário), e dos bispos de Sergipe, Dom Josafá Menezes da Silva, Dom Jefferson Santos Pinheiro, Dom George Luís Amaral Muniz e Dom José Genivaldo Garcia, a comemoração dos trinta e dois anos da instituição contou com a realização de uma Missa de Ação de Graças, seguida do lançamento do livro “<em>Immaculata Conceptionis: Excetos de Memória Histórica, Filosofia e Teologia – Vol. 1”, </em>organizado por mim, pelo professor José Ginaldo de Jesus e pelo Padre Ronny Dennyson Monteiro Santana.</p>
<figure id="attachment_101858" aria-describedby="caption-attachment-101858" style="width: 207px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imacullata.webp"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-101858" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imacullata-207x300.webp" alt="Livro Imacullata" width="207" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imacullata-207x300.webp 207w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imacullata.webp 353w" sizes="(max-width: 207px) 100vw, 207px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101858" class="wp-caption-text">Capa do livro Immaculata <em>Conceptionis: Excetos de Memória Histórica, Filosofia e Teologia – Vol. 1 </em></figcaption></figure>
<p>A obra, inclusive, reúne cerca de onze textos de seminaristas, a saber: Admilton Barbosa Lima Júnior, Clayton Mateus da Silva, David Sandro Vieira da Silva, Everton de Alencar Santos, Francisco Luan dos Santos, Geová de França Cravo Júnior, Guilherme Garcia dos Santos, Jonielson da Silva Lins, Samuel Moraes Santos Filho, Thiago Rômulo Santos Souza e Yuri Ribeiro de Farias. Além de trabalhos de seus organizadores, do professor Emerson da Silva Santos e de Dom José Genivaldo Garcia.</p>
<p>“<em>Immaculata Conceptionis: Excetos de Memória Histórica, Filosofia e Teologia – Vol. 1 </em>é resultado de uma parceria do Seminário Nossa Senhora da Conceição com a Universidade Federal de Sergipe, que juntos também promovem, anualmente, as edições da Semana de Teologia e da Semana de Filosofia. A ponte entre as duas instituições era feita antes de mim, pelo Prof. Dr. Péricles Andrade. Quando este me convidou para a missão, entendi que era necessário estimular no seminário, entre a equipe formativa e os alunos, o gosto pela cultura livresca e pela produção editorial.</p>
<p>Nesse sentido, além desta obra, o seminário lançou este ano, também, o livro “<em>Meninos que querem ser padres</em>”, organizado pelo Padre Ronny Dennyson Monteiro Santana (diretor acadêmico), que, a exemplo de<em> Immaculata Conceptionis, </em>circula nacionalmente pela editora Dialética, podendo ser adquirido nos principais canais de venda digital, a exemplo da Amazon. Reúne contos e poemas de Admilton Barbosa Lima Júnior, Antônio Marcelo Santos Vieira, Dauãnn Silva Oliveira, Gabriel Santos de Jesus, Jonielson da Silva Lins, Lucas Malta de Souza, Luiz Eduardo Reis Santana, Samuel Santana, Vitor Lima e de seu organizador.</p>
<figure id="attachment_101856" aria-describedby="caption-attachment-101856" style="width: 209px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/52839049-1eb3-4263-8f66-44c2b7d2043e_cover.webp"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-101856" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/52839049-1eb3-4263-8f66-44c2b7d2043e_cover-209x300.webp" alt="Capa do livro" width="209" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/52839049-1eb3-4263-8f66-44c2b7d2043e_cover-209x300.webp 209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/52839049-1eb3-4263-8f66-44c2b7d2043e_cover.webp 357w" sizes="(max-width: 209px) 100vw, 209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101856" class="wp-caption-text">Capa do livro Meninos que querem ser padres</figcaption></figure>
<p>“<em>Meninos que querem ser padres</em>” é uma corruptela do livro de Antônio Francisco de Jesus (Saracura), “Meninos que não queriam ser padres” (2011). Um romance que gira em torno de um diário secreto de um seminarista, interiorano de Itabaiana-SE, que se viu envolvido com um ambiente (de formação) totalmente diferente do seu, causando-lhe dificuldades de adaptação, dúvidas sobre a vocação e outros embates de ordem emocional e espiritual.</p>
<p>Prefaciado pelo professor José Araújo Filho, “<em>Meninos que querem ser padres</em>” nasceu no contexto de vivência do Clube de Leitura <em>Os Idiotas</em>, do Seminário Nossa Senhora da Conceição, cuja missão, destaca o Padre Ronny, é incentivar os jovens em formação sacerdotal à prática da leitura e da produção de textos. Na obra, seus autores, para além da prosa e da poética, se valem de recursos criativos que vão do cordel ao humor, retratando a cotidianidade de suas vidas, ávidas por encontrar Cristo na missão sacerdotal.</p>
<p>Encerrando seu ciclo de seis anos agora no final de 2026, o Padre Ronny deixa um legado importante e que merece uma continuidade. Sobretudo, se levarmos em consideração a necessidade de agregar valor e valor acadêmico e literário à formação de nossos seminaristas. A leitura e a escrita, para além dos aspectos curriculares obrigatórios (filosóficos e teológicos), colaboram para a humanização destes jovens, calejando-os para os desafios do tempo presente.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Montagem da Vila da Criança entra em estágio final para receber sergipanos e turistas a partir desta sexta-feira, 9</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/montagem-da-vila-da-crianca-entra-em-estagio-final-para-receber-sergipanos-e-turistas-a-partir-desta-sexta-feira-9/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 13:33:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Evento realizado pelo Governo do Estado amplia as opções de lazer e cultura para crianças e famílias até 1º de novembro &#160; O mês de outubro chegou e, com ele, uma das celebrações mais tradicionais do país: o Dia das Crianças, comemorado no dia 12. Em Sergipe, o Governo do Estado, por meio da Fundação &#8230;</p>
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<h4><span style="color: #008000;"><em>Evento realizado pelo Governo do Estado amplia as opções de lazer e cultura para crianças e famílias até 1º de novembro</em></span></h4>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mês de outubro chegou e, com ele, uma das celebrações mais tradicionais do país: o Dia das Crianças, comemorado no dia 12. Em Sergipe, o Governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), promove, pelo terceiro ano consecutivo, a Vila da Criança, evento gratuito que reúne opções de lazer e cultura para crianças e famílias sergipanas e turistas ao longo do mês, fomentando a geração de renda para ambulantes, artesãos e pequenos empreendedores. Cerca de 85% da montagem da estrutura física já está adiantada.</p>
<figure id="attachment_101823" aria-describedby="caption-attachment-101823" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1902-x-602-19.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-101823 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1902-x-602-19.jpg" alt="Vila da Criança" width="1209" height="600" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1902-x-602-19.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1902-x-602-19-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1902-x-602-19-1024x508.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1902-x-602-19-768x381.jpg 768w" sizes="(max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101823" class="wp-caption-text">A estrutura encontra-se em estágio avançado, com as equipes trabalhando nos últimos detalhes</figcaption></figure>
<p>Em sua terceira edição, o evento acontece de <strong>9 de outubro a 1º de novembro, </strong>todos os dias,<strong> das 17h às 22h, na Praça de Eventos da Orla da Atalaia, em Aracaju</strong>.</p>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Entre as atrações estão roda-gigante, brinquedos infláveis, carrossel, piscina de bolinhas, arena gamer, casa temática, espaço recreativo, cinema, teatro e minicidade, reproduzindo elementos como biblioteca, mercearia, escola, hospital e teatro, entre outras cenografias. A estrutura conta, ainda, com brinquedos acessíveis, espaço multissensorial, fraldário e sala de amamentação, além de praça de alimentação e espaços de economia criativa e solidária, voltados à promoção da inclusão e o fortalecimento da economia local durante todo o evento.</p>

			</div></div>
<figure id="attachment_101822" aria-describedby="caption-attachment-101822" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1902-x-602-20.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-101822 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1902-x-602-20.jpg" alt="Escultura gigante de dinossauro" width="1209" height="600" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1902-x-602-20.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1902-x-602-20-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1902-x-602-20-1024x508.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1902-x-602-20-768x381.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101822" class="wp-caption-text">Entre as novidades desta edição está uma escultura gigante de dinossauro com movimentos</figcaption></figure>
<p>Como<strong> novidades desta edição</strong>, a Vila conta com o Cortejo Folclórico Mirim, realizado aos sábados e domingos; o Bloquinho Infantil, no dia 12 de outubro; uma escultura gigante de dinossauro com movimento; e a Estação Acolher, espaço operacionalizado pela Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic) e dedicado aos ambulantes e seus filhos durante o evento.</p>
<h3>Montagem adiantada</h3>
<figure id="attachment_101826" aria-describedby="caption-attachment-101826" style="width: 365px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/a6542b1b2331d72f6f1eeb6cacc1a7aa.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-101826" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/a6542b1b2331d72f6f1eeb6cacc1a7aa-300x200.jpg" alt="O produtor do GTE da Funcap, Danilo Santos Rodrigues " width="365" height="243" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/a6542b1b2331d72f6f1eeb6cacc1a7aa-300x200.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/a6542b1b2331d72f6f1eeb6cacc1a7aa-1024x682.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/a6542b1b2331d72f6f1eeb6cacc1a7aa-768x511.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/a6542b1b2331d72f6f1eeb6cacc1a7aa-1536x1022.jpg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/a6542b1b2331d72f6f1eeb6cacc1a7aa-310x205.jpg 310w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/a6542b1b2331d72f6f1eeb6cacc1a7aa.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 365px) 100vw, 365px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101826" class="wp-caption-text">Danilo Santos Rodrigues, produtor do GTE da Funcap</figcaption></figure>
<p>Para o produtor do Grupo Técnico de Eventos (GTE) da Funcap, Danilo Santos Rodrigues, a estrutura encontra-se em estágio avançado, com as equipes trabalhando nos últimos detalhes para entregar a Vila nesta quinta-feira, 8, véspera do início do evento. “A estrutura física já está com cerca de 85% de conclusão. Agora, estamos finalizando os últimos detalhes, principalmente na parte cenográfica”, afirmou.</p>
<p>Danilo destacou, ainda, os cuidados adotados para garantir a segurança dos visitantes e proporcionar um ambiente de diversão para crianças e famílias. “O que posso dizer é que a população pode vir tranquila e trazer seus filhos para brincar. A Vila da Criança é um espaço seguro, pensado justamente para proporcionar diversão e, ao mesmo tempo, garantir a segurança dos visitantes”, concluiu.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Ran revisitado — poema e paletas em movimento no cinema de Akira Kurosawa (Parte 1)</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/ran-revisitado-poema-e-paletas-em-movimento-no-cinema-de-akira-kurosawa-parte-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 14:57:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Incidental — Considerações Estéticas a Qualquer Momento]]></category>
		<category><![CDATA[Akira Kurosawa]]></category>
		<category><![CDATA[Aracaju]]></category>
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		<category><![CDATA[cinema japonês]]></category>
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		<category><![CDATA[sétima arte]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; “Shakespeare deu o esqueleto; Kurosawa deu a carne, o sangue e a paisagem de seu próprio país e de seu próprio coração” Carlos F. Heredero &#160; Folguei à larga quando soube que o Cinema do Centro, em Aracaju, espaço ao qual devoto carinho e admiração desde o primeiro momento, &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>“Shakespeare deu o esqueleto; Kurosawa deu a carne, o sangue e a paisagem de seu próprio país e de seu próprio coração”<br />
</em>Carlos F. Heredero</p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">F</span>olguei à larga quando soube que o Cinema do Centro, em Aracaju, espaço ao qual devoto carinho e admiração desde o primeiro momento, iria exibir, como, de fato, o fez, o filme testamento de <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.praemiumimperiale.org/en/laureate/kurosawa/" target="_blank" rel="noopener">Kurosawa</a></span>, &#8220;Ran&#8221;.</p>
<p>Idoso e a vislumbrar os ainda tímidos raios emitidos pela aurora da senilidade, relembro, enquanto ainda o posso, tanto de vezes que assisti a esta obra-prima.</p>
<p>No caso desta mais recente exibição, tive, ainda, o privilégio de apresentar a película à belíssima Imperatriz Absoluta do Meu Coração, Iara Mittaraquis.</p>
<p>Como previa, a nobre e elegante companheira apaixonou-se pelo filme e manifestou felicidade pela oportunidade de compartilhar, comigo, do sentimento de sincera admiração pela monumental produção.</p>
<p>Lançado, corajosamente, em 1985, quando dos seus 75 anos, <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ran_(filme)" target="_blank" rel="noopener">Ran</a></span> foi, para Kurosawa, segundo a crítica especializada, o filme mais custoso, mais ambicioso e, não obstante, tardio de Akira Kurosawa.</p>
<p>Sei que, ao assistir a este filme pela primeira vez, compreendi que estava diante de um verdadeiro monumento erguido em nome da cultura tradicional que, costumeiramente, era referência para o cineasta. Mas, também, exemplo distinto do seu flerte com a cultura europeia ocidental.</p>
<p>Foi um gesto na maturidade extrema. E se pôs, de imediato, como testamento estético e filosófico. E mais: em Ran, o teatro se fez no cinema, sem ser dissolvido em seus aspectos essenciais; o cinema recebeu o teatro mantendo sua estrutura básica — duas manifestações imagéticas a oferecer, em uníssono, sem que uma anulasse a outra, um tributo gentil e perfeito aos amantes viscerais da Sétima Arte.</p>
<p>Ah, sim: Kurosawa &#8220;releu&#8221; Rei Lear, de William Shakespeare, porém, não se limitou a transportar a ação fermentada na cultura inglesa para a realidade cultural do Japão feudal. Entretanto, como diria a Polishop, não foi só isso: Kurosawa também incluiu, a título de fonte, a história de Mōri Motonari, originada no século XVI. E quem foi o cara? Resposta: um tal senhor feudal que dividiu seus domínios entre seus três filhos. E deles exigiu lealdade e unidade. Bem&#8230; Essas coisas nunca saem como o planejado.</p>
<figure id="attachment_101796" aria-describedby="caption-attachment-101796" style="width: 1251px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-05-at-10.24.49.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-101796 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-05-at-10.24.49.jpeg" alt="Filme Ran" width="1251" height="703" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-05-at-10.24.49.jpeg 1251w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-05-at-10.24.49-300x169.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-05-at-10.24.49-1024x575.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-05-at-10.24.49-768x432.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 1251px) 100vw, 1251px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101796" class="wp-caption-text">Uma das sequências de batalha do filme Ran</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Penso, em minha perspectiva, que, a partir de duas fontes caracterizadas, também, por argumentos similares, o diretor recriou a própria simbologia do termo &#8220;tragédia&#8221;, ao fundir estilo e saber estético ocidental com sensibilidade e profundidade espiritual oriental — a palavra com a imagem, o verso com a cor e, notadamente, o silêncio.</p>
<p>Vale o cuidado, a atenção, de se observar que o título, &#8220;Ran&#8221;, traduz-se como turbulência, barafunda&#8230; Já não é o nome de um rei: é a própria condição humana quando a ordem se desfaz.</p>
<p>E isso é o atestado, a condição existencial de Akira Kurosawa: até onde sei, salvo engano, o cineasta já detinha quase 75 anos quando dirigiu o filme. Some-se a perda da esposa, a confessa solidão, a sensação de que, mestre das imagens, às imagens do mundo se desfaziam, o próprio mundo perdia algo do seu sentido. Tudo isso verteu-se na obra. Não foi apenas um exercício de adaptação. Foi, do modo como observo a coisa, a confissão de quem também sentiu o peso da idade e a fragilidade do poder.</p>
<p>Bem, esta é a primeira parte das minhas dispensáveis e sensabóricas considerações sobre o filme. Ainda há o que dizer. Quanto às cores, por exemplo. O farei em algum momento adiante, caso me seja concedido mais tempo sobre meu quadrado na Terra.</p>
<p>Inté!</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Tina Correia lança em Aracaju romance inspirado em memórias sergipanas</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/tina-correia-lanca-em-aracaju-romance-inspirado-em-memorias-sergipanas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 13:41:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[Aracaju]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[escritora]]></category>
		<category><![CDATA[Fidigiuido]]></category>
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		<category><![CDATA[nordestina]]></category>
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		<category><![CDATA[sergipana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A escritora e jornalista sergipana Tina Correia volta a Aracaju em outubro para apresentar ao público seu novo romance, Fidiguido. A autora participa de uma tarde de autógrafos no dia 17 de outubro, a partir das 16 horas, na Escariz, na Avenida Jorge Amado, na capital sergipana. Fidiguido é o segundo romance de Tina &#8230;</p>
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<p>A escritora e jornalista sergipana <strong>Tina Correia</strong> volta a Aracaju em outubro para apresentar ao público seu novo romance, <em>Fidiguido</em>. A autora participa de uma tarde de autógrafos no dia <strong>17 de outubro, a partir das 16 horas</strong>, na Escariz, na Avenida Jorge Amado, na capital sergipana.</p>
<p><em>Fidiguido</em> é o segundo romance de Tina e chega dez anos depois de <em>Essa Menina – de Paris a Paripiranga</em>, lançado em 2016. Desta vez, a escritora mergulha ainda mais diretamente nas lembranças de Sergipe: o novo livro é ambientado em <strong>Aracaju</strong> e reúne histórias de família, personagens populares, expressões regionais, músicas, poemas, fofocas e conversas que a autora ouviu desde a infância.</p>
<p>A narrativa é marcada pela oralidade, pelo humor e pela cultura popular nordestina. O universo familiar teve papel decisivo na construção da obra. Tina é a sétima de 13 irmãos e recorreu às próprias lembranças e às irmãs para recuperar histórias, palavras e poemas que fizeram parte de sua formação. Cordéis, contos populares e músicas que chegavam à casa da família pelo rádio também aparecem entre as referências do romance.</p>
<h3>Um título que nasceu de uma expressão</h3>
<p>O próprio nome do livro carrega essa influência da oralidade. Tina contou que ouviu a palavra <strong>“Fidiguido”</strong> muitos anos atrás, durante uma conversa com um sobrinho, e ficou atraída pela sonoridade. A expressão acabou guardada na memória até se transformar no título do romance. Na história, “Fidiguido” surge como uma corruptela de <strong>“filho de Guido”</strong>.</p>
<figure id="attachment_101787" aria-describedby="caption-attachment-101787" style="width: 230px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-tela-2026-10-06-100802.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-101787" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-tela-2026-10-06-100802-295x300.png" alt="Capa do romance Fidigiuido" width="230" height="234" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-tela-2026-10-06-100802-295x300.png 295w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-tela-2026-10-06-100802.png 487w" sizes="auto, (max-width: 230px) 100vw, 230px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101787" class="wp-caption-text">Capa do romance Fidigiuido</figcaption></figure>
<p>Guido, um dos personagens centrais, é um marinheiro e exímio nadador. Para sua construção, Tina buscou inspiração também em uma figura emblemática de Sergipe: <strong>Zé Peixe</strong>, prático que se tornou conhecido por nadar nas águas do litoral sergipano para orientar embarcações. A própria escritora recorda o fascínio que as histórias de Zé Peixe exerciam sobre ela quando criança.</p>
<p>A história de Sergipe também entra na ficção. Entre os acontecimentos que servem de pano de fundo está o <strong>torpedeamento do navio Baependi por um submarino alemão, em 1942, na costa sergipana</strong>, durante a Segunda Guerra Mundial. O episódio integra a memória histórica incorporada pela autora à narrativa.</p>
<h3><strong>De Aracaju para o Rio</strong></h3>
<p>Nascida em Aracaju, Tina Correia é filha de Marinete e Antônio, conhecido como <strong>Tonico Alfaiate</strong>, e cresceu em uma família de 13 irmãos. Cursou Letras na então Universidade de Sergipe e, em <strong>1973</strong>, mudou-se para o Rio de Janeiro para fazer mestrado em Literatura Brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Posteriormente, formou-se em Jornalismo na Faculdade Hélio Alonso.</p>
<p>Na carreira profissional, trabalhou nos jornais <em>Jornal do Brasil</em> e <em>O Dia</em> e também atuou como professora da rede pública do Rio de Janeiro. Em 2016, estreou na literatura com <em>Essa Menina – de Paris a Paripiranga</em>.</p>
<p><em>Fidiguido</em>, publicado pelo selo Beiral, da Editora 7Letras, tem <strong>264 páginas</strong>. A obra já teve lançamento no Rio de Janeiro, no início de setembro, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon.</p>
<h3>Dois sergipanos no Rio</h3>
<p>Radicada há mais de cinco décadas no Rio, Tina é casada com o jornalista <strong>Ancelmo Gois</strong>, colunista de <em>O Globo</em>. Assim como ela, Ancelmo é sergipano: nasceu em <strong>Frei Paulo</strong>, em 1948, e começou no jornalismo aos 15 anos, na <em>Gazeta de Sergipe</em>, antes de construir sua carreira profissional no Rio de Janeiro.</p>
<p>A relação de Tina com Sergipe, entretanto, permaneceu presente em sua literatura. Em <em>Fidiguido</em>, essa ligação aparece especialmente nas memórias da infância e da juventude, nas histórias familiares e nos personagens populares que povoaram o imaginário da escritora.</p>
<p>Ao retornar a Aracaju para autografar o novo romance, Tina apresenta aos leitores sergipanos uma obra cuja matéria-prima, embora transformada pela ficção, nasceu justamente das histórias, vozes e lembranças acumuladas na terra onde começou sua trajetória.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Para além das Quatro Estações</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/para-alem-das-quatro-estacoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 13:30:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Incidental — Considerações Estéticas a Qualquer Momento]]></category>
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		<category><![CDATA[Vivaldi]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Léo Mittaraquis &#160; O indivíduo — homem ou mulher — contemporâneo parece carregar consigo uma secreta inclinação para o fácil, o comum, o repetível, o imediatamente aceito em massa. Prefere, como costumávamos dizer há algumas décadas, pular, quando muito, as cercas baixas. Prefere, sem que essa preferência seja necessariamente vontade consciente, os caminhos já &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> indivíduo — homem ou mulher — contemporâneo parece carregar consigo uma secreta inclinação para o fácil, o comum, o repetível, o imediatamente aceito em massa.</p>
<p>Prefere, como costumávamos dizer há algumas décadas, pular, quando muito, as cercas baixas. Prefere, sem que essa preferência seja necessariamente vontade consciente, os caminhos já percorridos; prefere as ideias que chegam prontinhas, acabadas, embaladas para o consumo, sem que se pergunte, muitas vezes, quem as formulou, por que foram formuladas e a que propósito servem.</p>
<p>O desconhecido, afinal, como bem perceberam os antigos mestres do pensamento, exige solidão.</p>
<p>Não me refiro, aqui, à solidão física, à ausência do outro, ao isolamento do indivíduo.</p>
<p>Refiro-me à solidão intelectual, filosófica, contemplativa: aquela condição em que o homem permanece, ainda que por alguns instantes, diante de uma ideia sem o amparo da opinião alheia; diante de uma obra sem a segurança do consenso; diante da beleza sem a necessidade de saber previamente se aquilo que contempla deve ou não ser considerado belo.</p>
<p>Talvez, creio eu, seja também por isso que aconteça com a música de Antonio Vivaldi algo que, à primeira vista, pareceria paradoxal: uma parte de sua obra tornou-se tão conhecida que acabou por esconder o restante.</p>
<p>E não estou dizendo “restante” como sobra sem valor.</p>
<p>Muito pelo contrário.</p>
<p>Nenhuma composição de Vivaldi — concertos, incluindo<strong> As Quatro Estações,</strong> sonatas, música sacra, cantatas, oratórios ou óperas — pode ser tratada simplesmente como aquilo que ficou depois da obra famosa. Há, em sua produção, uma riqueza que não autoriza essa redução. Daí o excelente. Daí, em determinados momentos, o sublime.</p>
<p>O que aconteceu foi outra coisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_101464" aria-describedby="caption-attachment-101464" style="width: 1520px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-24-at-09.42.03.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-101464 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-24-at-09.42.03.jpeg" alt="Partitura Vivaldi" width="1520" height="1118" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-24-at-09.42.03.jpeg 1520w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-24-at-09.42.03-300x221.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-24-at-09.42.03-1024x753.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-24-at-09.42.03-768x565.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 1520px) 100vw, 1520px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101464" class="wp-caption-text">Primeira página da partitura autógrafa do concerto para fagote de Vivaldi Imagem: Domínio Público</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A composição musical intitulada As Quatro Estações foi tomada pela cultura de massa e transformada, pouco a pouco, em uma espécie de senha universal para reconhecer Vivaldi. Mais do que isso: tornou-se uma senha geral para emprestar pompa, elegância ou solenidade aos momentos mais distintos da vida contemporânea.</p>
<p>Uma imagem, uma cena, uma publicidade, uma cerimônia, um ambiente qualquer: bastam alguns compassos reconhecíveis e Vivaldi aparece.</p>
<p>Mas há aqui um ponto que precisa ser considerado e compreendido.</p>
<p>Não obstante o poder massivo da mídia, mediante o emolduramento da estrutura musical por imagens, sons, narrativas e situações diversas, a atração maciça exercida por As Quatro Estações sobre um público que, de resto, permanece muitas vezes completamente indiferente ao vasto universo da música erudita não é apenas um acidente histórico.</p>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Não é apenas o resultado da presença circular da obra nos meios de comunicação.</p>
<p>Há, também, o triunfo — este, sim, profundamente vivaldiano — de uma organização estética singular.</p>
<p>Ouça, improvável leitor, com atenção.</p>
<p>Leia sobre como a obra foi concebida. Procure os estudos daqueles que sobre ela se debruçaram. Observe sua construção, sua economia, seus contrastes, sua capacidade de produzir imagens através do som.</p>

			</div></div>
<p>As Quatro Estações funcionam como uma espécie de ponte de baixa resistência cognitiva, capaz de seduzir mentes pouco habituadas à arquitetura abstrata de determinadas grandes composições, sobretudo aquelas mais lentas, extensas, densas e exigentes.</p>
<p>São peças relativamente curtas, enérgicas, cortantes e vibrantes, moldadas com uma economia de meios que, curiosamente, encontra perfeita correspondência no ritmo acelerado da sensibilidade moderna.</p>
<p>Por isso As Quatro Estações estão nos elevadores, nos anúncios, nos filmes, nas salas de concerto, nas coletâneas, nos programas de televisão e nas inúmeras repetições que fazem com que uma obra, de tão familiar, já não seja verdadeiramente escutada.</p>
<p>Inverno. Primavera. Verão. Outono. Retornam tantas e tantas vezes, mais e mais, que frequentemente a própria música acaba transformada em ruído de fundo.</p>
<p>Eis, então, o paradoxo.</p>
<p>Aquilo que deveria aproximar o ouvinte da obra pode terminar por afastá-lo dela. A repetição excessiva retira da música justamente aquilo que ela possui de mais precioso: a possibilidade do espanto. Não quero, evidentemente, transformar a repetição em uma espécie de inimiga absoluta.</p>
<p>A repetição, em circunstâncias específicas, submetida a uma didática consciente e comprometida com a aprendizagem, pode reforçar a memória, consolidar conhecimentos, permitir a apropriação de estruturas complexas.</p>
<p>Repetir pode ensinar. Mas a mera repetição automática, desprovida de finalidade pedagógica, estética ou intelectual, pouco mais é do que uma forma de tirania. Uma tirania silenciosa.</p>
<p>Uma tirania exercida por meio de uma estética rasa, previsível, que, ao invés de revelar, oculta.</p>
<p>Existe na repetição uma força apaziguadora. Aquilo que ouvimos continuamente deixa, pouco a pouco, de nos interrogar. Torna-se familiar e, justamente por isso, menos estimulante intelectualmente. O que inicialmente poderia provocar surpresa, inquietação ou encantamento passa a integrar o repertório previsível de nossas experiências.</p>
<p>O thauma desaparece. E emprego aqui a palavra grega em seu sentido mais profundo: não simplesmente o espanto diante de alguma coisa extraordinária, mas aquela suspensão radical da familiaridade diante do mundo, aquele instante em que aquilo que julgávamos conhecer volta a apresentar-se diante de nós como problema, como mistério, como presença.</p>
<p>É nesse ponto que a repetição pode tornar-se perigosa. Porque aquilo que deixa de nos causar espanto também pode deixar de nos fazer pensar.</p>
<p>Talvez seja também por isso que As Quatro Estações tenham alcançado uma presença tão extraordinária na cultura ocidental. E isso, diga-se, não é necessariamente ruim.</p>
<p>Afinal, a composição oferece uma entrada imediata no universo de Vivaldi. O ouvinte reconhece os motivos, identifica os movimentos, antecipa determinadas passagens. Há conforto nessa familiaridade. E há, inclusive, beleza.</p>
<p>Seria injusto negar isso. O problema começa quando a porta de entrada passa a ser confundida com a casa inteira. Vivaldi não foi compositor de uma única obra-prima.</p>
<p>Foi, na minha opinião, um dos grandes arquitetos da linguagem musical do Barroco. Sua produção alcança centenas de concertos, sonatas, obras sacras, sinfonias, óperas e outras formas musicais. Seu catálogo revela uma atividade criadora de proporções extraordinárias.</p>
<p>Enquanto o público comum, pouco familiarizado com o mundo da música erudita, reconhece imediatamente os primeiros compassos de As Quatro Estações, uma parte enorme da produção vivaldiana continua à margem da escuta habitual. Há ali um verdadeiro continente musical.</p>
<p>E nós, muitas vezes, permanecemos diante dele como quem contempla, de longe, uma terra desconhecida. Cada concerto participa dessa aventura criadora. Não se trata simplesmente de repetir uma fórmula barroca, mas de explorar possibilidades: combinações instrumentais, contrastes, ritmos, diálogos entre solista e conjunto, mudanças de caráter, movimentos de tensão e repouso, aproximações e afastamentos, momentos em que o instrumento parece perguntar e outros em que parece responder.</p>
<p>Vivaldi parece escrever como quem precisa continuamente descobrir alguma coisa através da própria música. É difícil não perceber, em sua produção, uma espécie de urgência. Como se o silêncio fosse sempre uma ameaça a ser vencida.</p>
<p>Há uma diferença importante entre uma obra grande e um grande criador. Uma obra pode alcançar extraordinária perfeição e, ainda assim, representar apenas uma parte daquilo que um artista foi capaz de realizar.</p>
<p>As Quatro Estações são, sem dúvida, uma obra de enorme importância. Sua construção é inventiva, sua linguagem é imediatamente comunicativa e sua capacidade de estabelecer imagens sonoras permanece impressionante.</p>
<p>Vivaldi consegue transformar fenômenos da natureza em matéria musical sem reduzir a música a uma simples ilustração da natureza. Mas Vivaldi é maior do que As Quatro Estações.</p>
<p>E dizer isso não diminui a importância dos quatro concertos. Ao contrário. É justamente devolver-lhes a dimensão adequada dentro de uma obra muito maior.</p>
<p>A imensidão de Vivaldi está nessa capacidade de não permanecer preso a uma única fórmula. Está na quantidade de caminhos percorridos, nos diferentes afetos explorados, nas possibilidades encontradas para o concerto, para a música sacra, para a ópera e para a escrita instrumental.</p>
<p>E há ainda um aspecto particularmente importante: sua relação com o Ospedale della Pietà, em Veneza. Ali, Vivaldi encontrou um ambiente no qual pôde desenvolver parte fundamental de sua experiência musical. As jovens instrumentistas da instituição, muitas delas órfãs, participaram de uma experiência artística que ajudou a marcar profundamente a história musical veneziana e europeia.</p>
<p>Quando nos afastamos das quatro estações mais conhecidas, começamos, pouco a pouco, a encontrar outro Vivaldi. Um Vivaldi menos domesticado pela familiaridade. Nas óperas, nas obras sacras e nos inúmeros concertos, aparece um compositor interessado em explorar diferentes estados afetivos, diferentes relações entre voz e instrumento, diferentes possibilidades de movimento e contraste.</p>
<p>A música torna-se menos conhecida. E talvez, justamente por isso, volte a ser capaz de nos surpreender. O problema, portanto, não está em ouvir As Quatro Estações. O problema começa quando acreditamos que já ouvimos Vivaldi porque conhecemos As Quatro Estações.</p>
<p>A posteridade, nesse sentido, pode cometer uma injustiça involuntária: transformar o cartão de visitas na casa inteira. E Vivaldi acabou, de certo modo, aprisionado pela própria facilidade com que uma parcela de sua genialidade pôde ser reconhecida.</p>
<p>Recuperar a verdadeira dimensão de Antonio Vivaldi exige abandonar, por algum tempo, a segurança daquilo que já conhecemos. É preciso entrar no labirinto. E um labirinto não é apenas um lugar de desorientação.</p>
<p>Pode ser também um lugar de descoberta. Nele, cada caminho pode conduzir a outro; cada desvio pode revelar uma paisagem que não imaginávamos existir; cada porta pode abrir-se para uma sala cuja existência sequer suspeitávamos.</p>
<p>Assim acontece com a obra de Vivaldi. As óperas, os concertos, as obras sacras, as sonatas e tantas outras páginas que permanecem fora do repertório mais popular aguardam um ouvinte disposto a ultrapassar o primeiro contato.</p>
<p>Não se trata de abandonar As Quatro Estações. Trata-se de recolocá-las dentro de um universo maior. Enquanto permanecermos ouvindo apenas aquilo que já sabemos ouvir, a música continuará simplesmente confirmando nossas expectativas. Quando nos aventuramos além delas, começa a verdadeira escuta.</p>
<p>Talvez seja esse, afinal, o destino mais interessante de Vivaldi: deixar de ser apenas o compositor das quatro estações e voltar a ser aquilo que sua obra realmente revela — um compositor em permanente movimento, interessado em transformar o tempo, a natureza, o afeto e o próprio gesto musical em matéria de criação.</p>
<p>O sacerdote vermelho de Veneza não pertence apenas ao inverno, à primavera, ao verão ou ao outono. Essas são apenas quatro portas de entrada. Depois delas, há muito, muito mais a ouvirmos, a descobrirmos, a nos fascinarmos, ao percorrermos o extraordinário mundo musical de Antonio Vivaldi.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Razão e Sensibilidade — A propósito do ato de explicar e do comover-se ante a arte literária</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/razao-e-sensibilidade-a-proposito-do-ato-de-explicar-e-do-comover-se-ante-a-arte-literaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 15:08:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Incidental — Considerações Estéticas a Qualquer Momento]]></category>
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		<category><![CDATA[Criação literária]]></category>
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		<category><![CDATA[escrita]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; Para Tiago Nascimento, com maior gratidão &#160; Este artiguete, mais um a compor a prateleira dos desimportantes escritos meus, saltou-me do pensamento após profícua e agradabilíssima conversa com o amigo dotado do mais alto calibre intelectual, Tiago Nascimento. O &#8216;amico e fratello&#8217; questionou-me, com acerto e mestria, se, ao &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Para Tiago Nascimento, com maior gratidão</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>ste artiguete, mais um a compor a prateleira dos desimportantes escritos meus, saltou-me do pensamento após profícua e agradabilíssima conversa com o amigo dotado do mais alto calibre intelectual, Tiago Nascimento.</p>
<p>O &#8216;amico e fratello&#8217; questionou-me, com acerto e mestria, se, ao pôr-me a explicar o poema que concebo, estaria ou não comprometendo o livre fluxo emotivo, passional [favorável ou desfavorável] reconhecido por direito no leitor, quando da leitura e interpretação deste ante lira da minha lavra. Algo como dar um “spoiler&#8221; da história, antes que o ouvinte e legente chegasse às suas próprias conclusões.</p>
<p>Ou seja: valer-se da razão, da realidade operatória relacionada à produção poética [verso e/ou prosa], elimina a possibilidade de sentimento, de empatia, de exercício da subjetividade espiritual quanto à obra?</p>
<p>A resposta direta e que apresentei ao nobilíssimo companheiro foi: não, não elimina, não compromete. Explicar o escrito não significa negar os efeitos subjetivos, de ordem pessoal, de acordo com o perfil do leitor.</p>
<p>Contudo, mantendo-me, em meio ao espectro das tremendas possibilidades da palavra dita e escrita, na raia da honestidade, após insone noite a refletir sobre o tema fermentado entre taças de vinho, passei a concordar que o &#8220;risco”, ainda que mínimo, de se revestir de aridez, mediante o dissecar do poema [ou do conto, ou do romance…] é potencial, e há, sim, como diria Aristóteles, possibilidade de o risco tornar-se ato.</p>
<p>Existe, creio, uma, por assim dizer, oposição aparentemente inevitável entre duas maneiras de aproximar-se de uma obra de arte, seja de qual gênero for; seja de que subcampo for; sejam quais forem os agentes estruturantes envolvidos — a parafrasear Pierre Bourdieu.</p>
<p>De um lado, entendo que está o leitor passional, este que se abandona à obra.</p>
<p>Qual o perfil deste leitor? Ele lê, sente, imagina, sofre, admira, rejeita, identifica-se, odeia, estranha, emociona-se. Nem de longe se interroga [ou questiona o autor] pela estrutura narrativa, pelo procedimento retórico, pela construção do personagem, pelo regime temporal, pela função do narrador ou pela arquitetura simbólica. Ele simplesmente lê.</p>
<p>De outro lado está o leitor que deseja compreender.</p>
<p>Este segundo leitor sente-se à vontade ao interrogar a obra e o autor.</p>
<p>Chega, até mesmo, a questionar, de modo fundamentado, seu próprio ato de ler esta ou aquela produção. Inquire como foi elaborada, quais procedimentos foram utilizados, quais relações foram estabelecidas entre as partes do dado objeto, qual tradição [isto é, o processo dinâmico de transmissão, recepção e reinterpretação crítica de valores, formas e textos que fundam e transformam o cânone cultural] incorpora, quais recursos formais decide por mobilizar, como passa a organizar seus efeitos e por que determinada configuração produz determinado resultado.</p>
<p>O primeiro parece experimentar.</p>
<p>O segundo parece investigar.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>A partir daí surge uma questão aparentemente simples: se eu compreendo racionalmente como uma obra produz seus efeitos, ainda posso ser afetado por ela?</p>
<p>Ou, formulada em termos mais radicais: o conhecimento técnico da produção do efeito estético destrói o próprio efeito estético?</p>

			</div></div>
<p>Esta questão, penso, contém um problema filosófico de considerável alcance: se a resposta for afirmativa, toda educação estética possuiria um paradoxo fundamental: quanto mais o indivíduo compreender o fenômeno arte, menos será capaz de experimentá-lo, de usufruí-lo mediante a inclinação pura e simples de gostar ou não gostar.</p>
<p>Aceito, e mais ainda após vigília noturna em torno do problema, que não existe, necessariamente, de um lado, uma faculdade racional absolutamente pura e, de outro, uma faculdade emocional absolutamente pura. A perspectiva distanciadora durkheimiana, calcada no binômio &#8220;exterioridade-coercitividade, apesar de sólida e pertinente, não funciona satisfatoriamente aqui. A percepção humana é muito mais complexa.</p>
<p>Afirmo, então, que quando o leitor/espectador acompanha/lê, por exemplo, uma tragédia, ele, provavelmente e simultaneamente, caso tenha capital intelectual para tanto, irá assimilar a estrutura; irá reconhecer a técnica;</p>
<p>Irá interpretar os símbolos; irá</p>
<p>perceber a construção dos personagens; irá</p>
<p>antecipar procedimentos narrativos e, ainda assim, sofrer diante do destino da personagem.</p>
<p>A consciência do mecanismo não implica necessariamente a interrupção da experiência espiritual.</p>
<p>Diria, então, improbabilíssimo leitor, que a questão não é:</p>
<blockquote><p>“Ou sinto ou compreendo.”</p></blockquote>
<p>A questão verdadeiramente estética é:</p>
<blockquote><p>“O que acontece, em mim, quando compreendo aquilo que sinto e sinto aquilo que compreendo? Como as coisas se dão neste âmbito?&#8221;</p></blockquote>
<p>Defendo que essa formulação vem a deslocar a estética de uma oposição simplista entre racionalismo e sentimentalismo para uma concepção integrada da experiência.</p>
<p>A obra não precisa ser estupidamente imprensada entre o compreender e o sentir. Aqueles que criam, que leem, que assistem, que ouvem, que tocam, também não.</p>
<p>Não temos que nos obrigar a bater o martelo e encerrar a disquisição, virando as costas para a oportunidade de envidar salutar discussão.</p>
<p>Quem sabe, a maturidade estética venha a consistir, em resumo, justamente, na capacidade de conservarmos a sensibilidade depois da aquisição do conhecimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Novo letreiro da Orla da Atalaia vai contar a história de Aracaju</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/novo-letreiro-da-orla-da-atalaia-vai-contar-a-historia-de-aracaju/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Aug 2026 12:40:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Elementos]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
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		<category><![CDATA[orla]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A Orla da Atalaia, um dos principais cartões-postais de Sergipe, começará a ganhar um novo letreiro turístico a partir da próxima segunda-feira, 24. A Prefeitura de Aracaju inicia a obra de substituição da estrutura “Eu Amo Aracaju”, que será totalmente renovada e passará a reunir referências à história, à cultura e às paisagens que &#8230;</p>
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<p class="isSelectedEnd">A Orla da Atalaia, um dos principais cartões-postais de Sergipe, começará a ganhar um novo letreiro turístico a partir da próxima segunda-feira, 24. A Prefeitura de Aracaju inicia a obra de substituição da estrutura “Eu Amo Aracaju”, que será totalmente renovada e passará a reunir referências à história, à cultura e às paisagens que marcam a identidade da capital sergipana. O prazo previsto para conclusão dos serviços é de 45 dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">A intervenção é coordenada pela Secretaria Municipal do Turismo (Setur) e será executada pela Diretoria de Operações (Dirop) da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb). A primeira etapa será a instalação de tapumes no entorno do letreiro, medida necessária para garantir a segurança de moradores, turistas e visitantes durante a execução dos serviços.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na sequência, as equipes farão a retirada da estrutura atual. Depois, será construída uma nova fundação em concreto, dimensionada para receber o novo monumento com maior estabilidade, durabilidade e precisão na instalação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Prefeitura, todo o cronograma foi planejado para minimizar os impactos na circulação de pessoas em um dos espaços mais visitados de Aracaju.</p>
<h3>Reunião de símbolos</h3>
<p class="isSelectedEnd">Mais do que apresentar o nome da cidade, o novo letreiro reunirá elementos que fazem parte da história, da cultura e da paisagem da capital sergipana. Cada letra terá uma referência especial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os símbolos previstos estão o Relógio do Mercado, as bandeirinhas de São João, a representatividade da arte de Beto Pezão, a castanha de caju, os Arcos da Orla, os rios da cidade e a Ponte do Imperador.</p>
<figure id="attachment_100770" aria-describedby="caption-attachment-100770" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/whatsapp_image_2026_08_21_at_15.58.11_1.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-100770 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/whatsapp_image_2026_08_21_at_15.58.11_1-300x188.jpeg" alt="Secretário municipal do Turismo, Fábio Andrade" width="300" height="188" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/whatsapp_image_2026_08_21_at_15.58.11_1-300x188.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/whatsapp_image_2026_08_21_at_15.58.11_1-1024x642.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/whatsapp_image_2026_08_21_at_15.58.11_1-768x481.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/whatsapp_image_2026_08_21_at_15.58.11_1.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100770" class="wp-caption-text">Secretário Fábio Andrade: &#8220;valorizar nossa história</figcaption></figure>
<p class="isSelectedEnd">Para o secretário municipal do Turismo, Fábio Andrade, o novo letreiro foi pensado para ir além de um ponto de registro fotográfico. A proposta é reunir referências que ajudem a contar a história e representar a identidade de Aracaju.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Cada nova letra também vai contar um pouco da história da nossa cidade. São símbolos que fazem parte da memória, da cultura e da paisagem de Aracaju. Quem olhar para esse letreiro vai encontrar referências que representam a nossa identidade e que ajudam a mostrar o que somos, além de valorizar a nossa história para quem mora aqui e para quem nos visita”, destacou.</p>
<h2>Letreiro foi inaugurado em 2016</h2>
<p class="isSelectedEnd">A estrutura atual do “Eu Amo Aracaju” foi inaugurada em 17 de março de 2016, em frente aos Arcos da Orla de Atalaia, durante as comemorações pelos 161 anos da capital sergipana. A inauguração ocorreu na própria data do aniversário de Aracaju. O monumento foi criado pelo artista sergipano Ruy Costa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Desde então, o “Eu Amo Aracaju” tornou-se um dos pontos utilizados por aracajuanos e turistas para registros fotográficos. A Prefeitura já realizou intervenções de manutenção na estrutura ao longo dos anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em outubro de 2021, por exemplo, a Prefeitura informou que os serviços de revitalização da Orla da Atalaia haviam alcançado os monumentos “Eu Amo Aracaju” e “Formadores da Nacionalidade”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em maio de 2023, a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) também iniciou serviços de reparo e reestruturação no letreiro, após identificar pontos de degradação provocados pelo tempo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em agosto de 2024, a Emsurb informou novamente ter realizado ações de manutenção e reforma na Orla da Atalaia, incluindo a recuperação do letreiro localizado em frente aos Arcos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O espaço continua entre os pontos mais conhecidos da orla. Em 2025, a Prefeitura destacou que os Arcos da Orla receberam novo paisagismo e uma nova passarela, além da criação de uma área instagramável, enquanto o letreiro “Eu Amo Aracaju” permaneceu como parte do conjunto turístico.</p>
<p>Com a nova obra, a estrutura será substituída por um monumento concebido para incorporar elementos da história, da cultura e das paisagens de Aracaju, mantendo a função de ponto de visitação e registro fotográfico e acrescentando ao espaço referências à identidade da capital sergipana.</p>
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		<title>Paulo Corrêa, Forró Caju e o País do Forró</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/paulo-correa-forro-caju-e-o-pais-do-forro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:59:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Em 2021, a convite dos professores Dilton Cândido Santos Maynard e Vivian Cruz Monteiro, escrevi um capítulo para o livro por eles organizado, “Lugares, personagens e outras coisas de Sergipe”. No texto “Forró Caju (festa)”, às páginas 102 e 103, para além de uma explicação semântica do &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/paulo-correa-forro-caju-e-o-pais-do-forro/">Paulo Corrêa, Forró Caju e o País do Forró</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>m 2021, a convite dos professores Dilton Cândido Santos Maynard e Vivian Cruz Monteiro, escrevi um capítulo para o livro por eles organizado, “<em><i>Lugares, personagens e outras coisas de Sergipe</i></em>”. No texto “Forró Caju (festa)”, às páginas 102 e 103, para além de uma explicação semântica do termo, pude me aprofundar em sua trajetória histórica, cujo pontapé se deu no ano de 1993. Iniciado de forma módica, o evento ganhou proporções gigantes e, a partir do ano 2000, se consolidou na região dos mercados da cidade de Aracaju com um grande espetáculo.</p>
<p>Minha primeira vez no “Forró Caju” aconteceu no último dia 26 de junho. Por incrível que pareça, mesmo conhecendo a festa em sua teoria e residindo em Sergipe, nunca havia vivido a experiência de estar nos espaços reservados e cuidadosamente preparados para os amantes da cultura nordestina. Na oportunidade, fomos (eu e minha esposa, a professora Patrícia Monteiro) gentilmente e carinhosamente acolhidos pelo casal Paulo Corrêa e Kaline Elizabete. Foi uma noite agradabilíssima, na qual pudemos viver momentos significativos e marcantes de diversão, identidade, sociabilidades e pertença.</p>
<p><strong><b>Paulo Corrêa Sobrinho</b></strong> é natural de Lagarto, filho do carismático comerciante e político José Corrêa Sobrinho (falecido em 2015) e que foi casado por 63 anos com a senhora Orlette. Paulo é jornalista, produtor cultural, pesquisador da música popular brasileira e da música nordestina. Dono de um carisma todo singular, construiu ao longo dos anos uma biografia digna de reconhecimento e de aplausos, à frente da idealização de projetos importantes, tais como “Marinete do Forró” e “Fórum de Forró de Aracaju” (até a presente data, com dezenove edições), afora o Programa “Nação Nordestina”, que vai ao ar pela Rádio Aperipê FM, 106.1, nas manhãs de domingo, das 08h às 10h.</p>
<p>Paulo Corrêa é secretário municipal de Cultura de Aracaju há cerca de um ano, na gestão de sua irmã, a prefeita Emília Corrêa, e tem feito um hercúleo trabalho à frente da pasta, criada em maio de 2025. Esta foi a primeira vez que ele esteve presente no processo de montagem e discussão do Forró Caju, segundo ele, iniciado com a realização do “Fórum de Forró de Aracaju”, que teve como tema &#8220;Cancioneiro da Resistência&#8221;. Na oportunidade, prestou-se homenagem aos cantores e compositores Flávio José e Sergival.</p>
<p>Para Paulo Corrêa, foi um grande desafio realizar mais uma edição do Forró Caju. Embora saibamos que não é só a Secretaria Municipal de Cultura que toma todas as decisões, ele lutou e não abriu mão para que o evento pudesse seguir dando valor à cultura nordestina e aos talentos de nossa terra. Nesse sentido, além das atrações nacionais de grande apelo popular, um enorme diferencial da festa, além de sua descentralização (levando a festa para alguns bairros da capital), certamente, foi o “Barracão Clemilda”. Por ali passaram e se apresentaram no palco “Gerson Filho”, inúmeros artistas locais e também de outras partes do país, ao som do forró pé de serra.</p>
<figure id="attachment_99642" aria-describedby="caption-attachment-99642" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Barracao-Clemilda-e-Palco-Gerson-Filho-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-99642 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Barracao-Clemilda-e-Palco-Gerson-Filho-scaled.jpg" alt="Barracão Clemilda e Palco Gérson Filho" width="2560" height="1922" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Barracao-Clemilda-e-Palco-Gerson-Filho-scaled.jpg 2560w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Barracao-Clemilda-e-Palco-Gerson-Filho-300x225.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Barracao-Clemilda-e-Palco-Gerson-Filho-1024x769.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Barracao-Clemilda-e-Palco-Gerson-Filho-768x577.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Barracao-Clemilda-e-Palco-Gerson-Filho-1536x1153.jpg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Barracao-Clemilda-e-Palco-Gerson-Filho-2048x1537.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a><figcaption id="caption-attachment-99642" class="wp-caption-text">Barracão Clemilda e Palco Gérson Filho</figcaption></figure>
<p>O “Barracão Clemilda” (em homenagem à cantora sergipana de forró), localizado na conhecida “Passarela das Flores”, nos Mercados Centrais de Aracaju, é um lugar para antropólogos, sociólogos e historiadores se deliciarem, graças aos diversos tipos humanos que por ali passam e frequentam o espaço para dançar e se divertir. Realmente, um espaço democrático, onde ricos e pobres, gêneros, etnias e condições sociais diversas se reúnem para celebrar os Santos Juninos.</p>
<p>Como lagartense, amante da cultura e entusiasta da história musical do Nordeste, Paulo Corrêa agregou à festa seu entusiasmo e sua conhecida dedicação pelo assunto. Aliás, isso é típico de nós, os lagartenses: emprestar mais viço e vida a tudo a que nos prontificamos a fazer ou pelo que somos demandados. E quando o assunto é cultura, então. O mesmo não podemos dizer, infelizmente, do nosso tradicional “Festival da Mandioca” deste ano, prejudicado pelas querelas político-partidárias locais e, também por uma certa falta de planejamento e organização, coisas das quais Aracaju dá aula e show.</p>
<figure id="attachment_99641" aria-describedby="caption-attachment-99641" style="width: 1922px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Claudefranklin-Monteiro-Dorgival-Dantas-e-Patricia-Monteiro-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-99641 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Claudefranklin-Monteiro-Dorgival-Dantas-e-Patricia-Monteiro-scaled.jpg" alt="Claudefranklin Monteiro, Dorgival Dantas e Patrícia Monteiro" width="1922" height="2560" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Claudefranklin-Monteiro-Dorgival-Dantas-e-Patricia-Monteiro-scaled.jpg 1922w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Claudefranklin-Monteiro-Dorgival-Dantas-e-Patricia-Monteiro-225x300.jpg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Claudefranklin-Monteiro-Dorgival-Dantas-e-Patricia-Monteiro-769x1024.jpg 769w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Claudefranklin-Monteiro-Dorgival-Dantas-e-Patricia-Monteiro-768x1023.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Claudefranklin-Monteiro-Dorgival-Dantas-e-Patricia-Monteiro-1153x1536.jpg 1153w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Claudefranklin-Monteiro-Dorgival-Dantas-e-Patricia-Monteiro-1538x2048.jpg 1538w" sizes="auto, (max-width: 1922px) 100vw, 1922px" /></a><figcaption id="caption-attachment-99641" class="wp-caption-text">Claudefranklin Monteiro, Dorgival Dantas e Patrícia Monteiro</figcaption></figure>
<p>E por falar em show, não poderia encerrar este texto sem mencionar a apresentação do cantor potiguar, Dorgival Dantas naquela noite. Que encanto! Que exemplo de simplicidade e talento juntos. Tive o privilegiado de fazer um registro fotográfico com ele e, também, de trocar algumas ideias. Uma figura singular, que respira a cultura nordestina e nos presenteia com sua genialidade, seja no canto, seja na performance no palco, como também pelo nível (alto nível) de suas canções, que deram a ele a merecida alcunha de “poeta”.</p>
<p>Que venham outras edições do “Forró Caju”. No Estado que é considerado o país do forró (assim batizado e sacramentado pelo saudoso cantor sergipano Rogério, 1957-2014), sua capital não poderia ser diferente. Para além do “Arraiá do Povo” (orla de Atalaia, promovido pelo Governo de Sergipe), o tradicional evento aracajuano se apresenta como a joia de nossas festas juninas, mantendo vivo, seja pela resistência, seja pela resiliência, o melhor do talento de nosso povo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Para quem viver é escrever, cada palavra é uma história</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/para-quem-viver-e-escrever-cada-palavra-e-uma-historia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 11:31:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Há trinta anos, publiquei meu primeiro texto. Com o título “História Consciente, Geração Consciente”, no dia 27 de junho de 1996,  fiz minha estreia no jornal Folha de Lagarto, numa coluna chamada “História e Estórias de Lagarto”. Eu tinha acabado de concluir o curso de Licenciatura em &#8230;</p>
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]]></description>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">H</span>á trinta anos, publiquei meu primeiro texto. Com o título “História Consciente, Geração Consciente”, no dia 27 de junho de 1996,  fiz minha estreia no jornal <em><i>Folha de Lagarto</i></em>, numa coluna chamada “História e Estórias de Lagarto”.</p>
<p>Eu tinha acabado de concluir o curso de Licenciatura em História pela <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.ufs.br/" target="_blank" rel="noopener">Universidade Federal de Sergipe.</a></span> Logo, minha única pretensão, doravante, era ser professor e viver de meu ofício. Jamais pensei ou sequer almejei ser historiador, escritor e mesmo articulista de jornais e de revistas magazines. Sequer poeta, ideia à qual ainda resisto em assumir, preferindo dizer que às vezes reclamo da vida em versos.</p>
<p>Fato é que naquele ano de 1996, estimulado pelos  professores José Cláudio Monteiro Santos, Assuero Cardoso Barbosa e Emerson da Silva Carvalho, e com o apoio de Raimundinho do <em><i>Folha de Lagarto</i></em>, assumi a missão de, para além de lecionar, contar história, escrever, me expressar à luz da ciência histórica. E, com toda tranquilidade, consciência e vontade, contribuir para com a historiografia local, sergipana e, porque não, nacional. E afirmo isto sem o menor cabotinismo.</p>
<p>Com a presente crônica, alcanço um número de publicações do gênero que vai além da estatística ou ostentação curricular. Cerca de 887 textos/artigos publicados (até a presente data) sobre inúmeros assuntos: de História de Lagarto a História Cultural, sendo atravessados por religião, religiosidade, festa, carnaval, música, cinema, literatura, memória, patrimônio cultural, futebol, política, arte, teologia e aquilo que a inspiração me presenteia generosamente.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Aqui, aproveito para citar e agradecer a todos os jornais revistas que me abriram um espaço para expor meu pensamento. Em cada um destes veículos, tive a liberdade necessária para me expressar, nem sempre agradando, mas nunca abrindo mão de princípios éticos, de formação familiar e religiosos. Além do jornal <em><i>Folha de Lagarto</i></em>, Lagarto Hoje, Sergipe Hoje, Gazeta dos Municípios, Folha Sergipana, Correio de Sergipe, Jornal do Dia, Cinform, Correio da Bahia. Afora as revistas Tribuna Municipal, Cidade, Realce, Perfil, Sergipe TradeTour, Revista Sergipe Nossa Terra e Revista Literária de Sergipe. E os portais Lagartense, Lagartonet, Lagarto Notícias e <strong><b><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/category/articulistas/outras-palavras/" target="_blank" rel="noopener">Só Sergipe</a></span>. </b></strong></p>
<p>Sem deixar de mencionar as chamadas revistas científicas e acadêmico-culturais, tais como: Revista Brasileira de História, Revista Brasileira de História das Religiões, Revista de Teologia e Ciências da Religião da UNICAP, Práxis Pedagógica, Revista de Extensão da UFS, História Agora, Diálogo, Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Revista Tempo Histórico, Clio, Revista do Memorial do Poder Judiciário de Sergipe,  Revista Eletrônica FJAV, Desvendando a História, Cadernos UFS, Ponta de Lança, Revista da Academia Brasileira de Letras e Revista da Academia Lagartense de Letras, Candeeiro e Cumbuca,</p>
<p>Além dos textos, fui agraciado com inúmeras oportunidades de publicar e organizar livros e capítulos de livros, mantendo o mesmo compromisso, notadamente, com aqueles que desejam conhecer, aprender e também se aventurar na arte de escrever. Da sala de aula para as páginas impressas e digitais, nesse pêndulo que é a vida, no que ela tem de mais fascinante desafiadora e bela.</p>

			</div></div>
<p>Mais do que dinheiro e fama, as três décadas na labuta da oficina de historiador me deram sentido, propósito e foco profissional e pessoal. As palavras e o pensamento têm sido para mim grandes aliados, me garantindo o viço necessário à minha existência humana. Tornou, literalmente, uma eficiente terapia. De tal sorte, que não é exagero quando digo que <em><i>escrevo com a mesma necessidade que respiro</i></em>.</p>
<p>Tenho, portanto, muito orgulho e alegria pelo que faço, pelo que já fiz e anseio ainda fazer. Mais do que uma auto homenagem, autopromoção ou autoelogio, trata-se de uma celebração da memória, uma prestação de contas (talvez), e, também, uma ode agradecida e realizada pelos dons que Deus, generosamente, me concedeu e concede até a presente data. Que venham outras palavras!</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Aracaju pela ótica arquitetônica de Eder Donizetti e Adriana Dantas</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/aracaju-pela-otica-arquitetonica-de-eder-donizetti-e-adriana-dantas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 10:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[aracajuano]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetônica]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; No último dia 30 de maio, na livraria Escariz do Shopping Jardins, foi lançada a segunda edição (revisada e ampliada) do livro “Arquitetura Aracajuana: A imposição do tempo”, de autoria dos professores Eder Donizeti da Silva e Adriana Dantas Nogueira, ambos do Núcleo de Arquitetura e Urbanismo &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>o último dia 30 de maio, na livraria Escariz do Shopping Jardins, foi lançada a segunda edição (revisada e ampliada) do livro “<strong><em><b><i>Arquitetura Aracajuana: A imposição do tempo</i></b></em></strong>”, de autoria dos professores Eder Donizeti da Silva e Adriana Dantas Nogueira, ambos do Núcleo de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Sergipe. A primeira edição, de 2018, está disponibilizada no<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.livraria.ufs.br/produto/arquitetura-e-cidade-ensaios-projetuais-analises-urbanas-e-caminhos-percorridos-na-universidade-federal-de-sergipe/" target="_blank" rel="noopener"> portal da EDUFS</a></span>, no formato e-book.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>A nova proposta editorial da obra está belíssima, em formato de álbum 31 x 22 cm, em capa dura, ricamente ilustrada em colorido, reunindo 400 fotografias de diversos exemplares arquitetônicos do centro da capital sergipana, entre elas, a saber: Ponte do Imperador, Catedral Metropolitana, Palácio Inácio Barbosa, Palácio Olímpio Campos, Igreja da Colina do Santo Antônio, Instituto Barreira Hortas (ou que resta de seu abandono), Arquivo do Memorial do Judiciário, Sobrado da OAB, Arquivo Público do Estado de Sergipe, Centro de Turismo e Comercialização Artesanal, CULTART (antiga Faculdade de Direito), Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, entre outros.</p>
<p>Afora uma série de casarios, tanto os que conservam a sua originalidade como os que foram modificados e até camuflados por placas comerciais, por exemplo, alguns destes com ilustrações em aquarela, de autoria de Adriana Dantas, que ajudam a compreender a sua temporalidade e beleza fundante. Visualmente, o livro é um primor. Como também uma peça que merece ornar salas e ambientes públicos e domésticos. Enfim, um produto cultural, que dialoga com a história a partir da concretude da cidade.</p>

			</div></div>
<p>O livro “<em><i>Arquitetura Aracajuana: A imposição do tempo</i></em>” está dividido em três capítulos, dispostos em 196 páginas. É apresentado pela Profª. Dra. Vera Lucia Alves França, uma conceituada geógrafa sergipana, que além de destacar o esmero e o compromisso científico com que a obra foi elaborada, ressalta a forma como os autores lidaram com a temática, para além da análise arquitetônica, meramente tecnicista, feita apenas para uma bolha de especialistas da área.</p>
<p>É nesse particular que quero parabenizar os autores. Em especial, o senso crítico da obra, o olhar de lince que lançam sobre a arquitetura sergipana, tendo o compromisso de perscrutarem a história do lugar, o espaço arquitetônico como lugar de memória, mas, sobretudo, como entes que dizem muito além da massa, do edificado, do estilo, da forma, das cores, entre outros elementos caros aos artífices da construção, seja ela funcional ou não. “<em><i>Arquitetura Aracajuana: A imposição do tempo</i></em>” tem robusto esteio histórico e historiográfico, que revela o agir humano, seja na “imposição do tempo”, seja no que o exemplar arquitetônico dispõe.</p>
<figure id="attachment_99382" aria-describedby="caption-attachment-99382" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Design-sem-nome-22.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-99382 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Design-sem-nome-22.jpg" alt="Professores Eder Donizeti da Silva e Adriana Dantas Nogueira" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Design-sem-nome-22.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Design-sem-nome-22-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Design-sem-nome-22-1024x510.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Design-sem-nome-22-768x382.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Design-sem-nome-22-660x330.jpg 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-99382" class="wp-caption-text">Professores Eder Donizeti da Silva e Adriana Dantas Nogueira, autores do livro “Arquitetura Aracajuana: A imposição do tempo”</figcaption></figure>
<p>Outra coisa que chama a minha atenção nesta obra é a preocupação com a salvaguarda da memória e com a identidade arquitetônica, histórica e patrimonial de Aracaju, uma cidade que foi pensada e planejada para ser a nova capital de Sergipe a partir de 1855. E, doravante, agregando novas demandas arquitetônicas, advindas das imposições do tempo histórico, mas também, cultural, comercial, político, religioso e social.  Sem que para isso seus autores descurassem de sua seara, na análise que fazem dos remanescentes arquitetônicos na perspectiva dos símbolos, das tradições, da estética e de seus conceitos e das significações e ressignificações (nesse particular, destaco os prédios tomados pela ânsia comercial, suas modificações, abandonos, “maquiagens”, distorções e ocultamentos).</p>
<p>Entre as permanências, reminiscências e resistências, o livro nos apresenta uma Aracaju arquitetônica multifacetada, que em meio a um delírio urbano deste nosso tempo, subsiste como um lugar de memória assentado num pêndulo temporal, que ora nos leva para o século XIX, ora nos lança para o futuro, margeada por rios, paisagens naturais, pelo furor econômico e comercial, pelo fazer arte e cultura, respirando gente pelos poros de sua concretude.</p>
<p>&nbsp;</p>
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