Festa do Mastro, em Capela Foto: redes sociais
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe (Sindijor/SE) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) divulgaram uma nota de protesto contra a agressão que os jornalistas que cobriram, no domingo, a 83ª edição da Festa do Mastro, em Capela. Populares arremessaram pedras, pedaços de madeira e garrafas de vidro no trio-elétrico em que estavam os profissionais de imprensa e outras pessoas.
A repórter Jéssika Cruz, da TV Atalaia, foi atingida com uma pedrada no olho e não teve ferimentos. Genildo Gois, repórter do Canal Elétrico, levou uma pedrada na testa, também sem gravidade, e teve a camisa rasgada. Quando as agressões começaram o locutor do trio pediu calma às pessoas e chamou a Polícia Militar.
A nota de repúdio do Sindijor Sergipe e Fenaj diz que “seguindo no sentido contrário daquilo que é historicamente aguardado por milhares de pessoas, em determinado trecho do trajeto, populares deram início ao arremesso de pedras, pedaços de madeira e garrafas de vidro em meio à lama e barro contra jornalistas. Apesar dos inúmeros pedidos de ordem, feitos pela comissão organizadora no trio-elétrico principal, as ações permaneceram atingindo, em especial, o carro de apoio que conduzia profissionais do Jornalismo, da saúde e organizadores”.
As entidades lamentaram a agressão aos jornalistas, que sofreram ferimentos e se solidarizaram com outros profissionais que também foram atingidos. “Este tipo de atitude não é cultura, não é folclórico, e não é compatível com o brilho histórico que a festa do mastro de Capela proporciona há mais de oito décadas”.
“Diante do ocorrido, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe e a Federação Nacional dos Jornalistas lamentam o perceptível baixo efetivo da Segurança Pública, bem como orientam as empresas de comunicação para que repensem quanto a produção e execução de reportagens as quais ponham em risco a integridade física dos seus respectivos trabalhadores e trabalhadoras. Frisamos que toda e qualquer intercorrência responsável por provocar danos à saúde dos jornalistas, em plena atividade profissional, é de integral ônus para os veículos oficiais de imprensa aos quais estes trabalhadores fazem parte. Em tempo, prestamos solidariedade aos colegas jornalistas e nos colocamos à disposição”, disse a nota.
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