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Setor gráfico sergipano não prevê bons negócios nessas eleições

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Se por um lado, as ruas estarão livres do material impresso – os chamados santinhos – dos candidatos a cargos eletivos, obedecendo as regras do Tribunal Superior Eleitoral, e recorrendo às redes sociais para a propaganda, do outro, o setor gráfico está sentindo bastante não ter esse mercado. O presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado de Sergipe (SIGES), Walter Castro, prevê uma queda entre 30% a 50% nos negócios este ano e aponta outro fator para o possível baixo faturamento do setor: o pouco tempo de campanha, de apenas 45 dias.

Mesmo assim, Walter Castro ainda tem esperança para o setor, pois, acredita que os políticos não deixarão de fazer um santinho.  “Apesar de tantas mudanças, o político não deixará totalmente de lado a produção de santinhos, folders, cartazes e outras peças de divulgação de suas plataformas de governo. Agora que a campanha já iniciou, espero uma maior procura às nossas indústrias gráficas e que tenhamos um segundo semestre produtivo”, espera.

Alta desenfreada da matéria-prima, na cotação elevada da celulose, e o dólar beirando os R$ 4 são outros fatores que fazem a indústria gráfica patinar em 2018. O empresariado, segundo Castro, torce por uma redução na carga tributária para aquecer o mercado, mas, no instável momento em que o país vive dificilmente isso será colocado em voga no curto prazo.

Enquanto o empresariado do setor busca alternativas para sobreviver no concorrido mercado, por meio da dificuldade de conseguir capital para investir na fábrica, além de criar inovações capazes de atrair cada vez mais clientes sem perder a qualidade, diminuindo o tempo de entrega e trabalhando num pós-venda junto aos seus compradores. Assim, a indústria gráfica segue sua toada da sobrevivência no Brasil atual.

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Antônio Carlos Garcia

CEO do Só Sergipe

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