Negócios

Sergipe ocupa posição mediana em recuperação de crédito no Nordeste

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As empresas sergipanas quitaram ou renegociaram 49,7% das dívidas negativadas em abril dentro de até 60 dias, ou seja, até junho, segundo dados divulgados pela Serasa Experian. O resultado coloca Sergipe no meio da tabela entre os nove estados do Nordeste, região que registrou 50,7% de recuperação de crédito, ligeiramente abaixo do índice observado em junho de 2024 (51,6%).

Na comparação entre os estados nordestinos, o Piauí liderou o ranking, com 64,6% das dívidas regularizadas, seguido por Maranhão (56,2%) e Alagoas (53,2%). Já a Paraíba apresentou o pior desempenho, com apenas 40,4% de recuperação.

Cenário nacional

Em todo o Brasil, as empresas conseguiram quitar 38,7% das dívidas negativadas em abril de 2025 em até 60 dias, percentual menor do que o registrado no mesmo período de 2024 (39,7%) e também abaixo de março de 2025 (41,6%). O recuo confirma a tendência de enfraquecimento da capacidade de pagamento das companhias, especialmente de micro e pequenas empresas.

De acordo com a Serasa, o índice nacional chegou a 48,3% em janeiro de 2024, mas desde então vem caindo. A economista Camila Abdelmalack explica que a queda está relacionada ao encarecimento do crédito, ao aumento das dificuldades financeiras em setores sensíveis a custos e à menor liquidez disponível no mercado.

Endividamento e setores

Nos últimos 12 meses (maio de 2024 a abril de 2025), 40,6% das dívidas das empresas negativadas foram quitadas ou renegociadas em até 60 dias. Entre os setores, o Financeiro (bancos, cartões e financeiras) manteve índices ligeiramente melhores até dezembro de 2024, mas atualmente se equipara ao desempenho do setor Não Financeiro (contas de consumo, telefonia, varejo e serviços).

Em relação aos valores, a maior parte das dívidas pagas rapidamente corresponde a até R$ 500 (46,6%), enquanto os débitos de R$ 2 mil a R$ 10 mil foram os menos regularizados (30,7%).

Para Abdelmalack, o movimento reflete os efeitos da política monetária restritiva. “Como uma correnteza que começa com o aperto financeiro nos negócios, a deterioração avança e deságua na inadimplência que, em junho de 2025, atingiu o patamar recorde de 7,8 milhões de CNPJs”, destacou.

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