Negócios

Sergipe apresenta saldo negativo de empregos formais no mês de fevereiro

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Análise realizada pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas (NIE) da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS, com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), indicou que, em fevereiro,  houve saldo negativo de 3.412 empregos formais no Estado. O saldo é fruto da diferença entre admissões e desligamentos.

Entre os setores que apresentaram saldos negativos, no mês analisado, destacaram-se a indústria de transformação e a agropecuária. No primeiro setor, houve redução de 2.641 empregos, sendo a fabricação de açúcar em bruto a atividade que mais colaborou para o mau desempenho, contabilizando 1.902 empregos a menos. Já o setor da Agropecuária apresentou redução de 579 postos de trabalho, com destaque para a atividade de cultivo de cana-de-açúcar.

No segundo mês do ano corrente, somente os setores de Serviços e os de Serviços Industriais de Utilidade Pública (grupo que inclui as empresas responsáveis pela distribuição de serviços essenciais, como água e energia elétrica) registraram saldos positivos, com a criação de 215 e 6 novos empregos, respectivamente.

No setor de serviços, que teve melhor desempenho, os serviços de educação foi o principal colaborador, enquanto que nos serviços industriais de utilidade pública, o saldo positivo deveu-se, principalmente, à atividade de eletricidade, gás e outras utilidades.

Emprego – Entre os municípios sergipanos com mais de 30 mil habitantes, apenas São Cristóvão e Lagarto apresentaram bons resultados no saldo de empregos, com a criação de 150 e 76 novas vagas, respectivamente.

O setor que se destacou em São Cristóvão foi o de Serviços e em Lagarto o da indústria da transformação.

Por sua vez, os municípios de Capela, Aracaju e Poço Redondo contabilizaram saldos negativos de 389, 205 e 143 postos de trabalho, respectivamente. Nesses municípios contribuíram para o resultado: o setor da agropecuária em Capela e o de serviços em Aracaju e Poço Redondo.

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Antônio Carlos Garcia

CEO do Só Sergipe

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