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Relatório da Abin diz que serão 5,5 mil mortes por coronavírus no Brasil em 15 dias

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Um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) –  número 015\2020 –  aponta que até o dia 6 de abril o coronavírus (Covid-19) vai provocar mais de 5 mil mortes e 200 mil infectados em todo o país. O documento  foi concluído no dia 23, às 22h10, e divulgado para os integrantes do Centro de Operações de Emergência-Coronavírus (COE-nCoV) com  o carimbo de “sigiloso”.

O documento foi divulgado hoje pela manhã pelo site  The Intercept Brasil. Segundo gráficos produzidos pela Abin, até 6 de abril, na pior das hipóteses,  serão 207.435 casos confirmados com 5.571 mortes. Noutro cenário, serão 71.735 caso com 2.062 mortes. “A pior hipótese trabalha com uma crise epidemiológica com comportamento semelhante às curvas do Irã, Itália e China. A segunda trabalha com comportamento epidemiológico semelhante às curvas da França e Alemanha”, diz o site The Intercept.

O documento da Abin informa que “nova pesquisa científica mostra que duas em cada três infecções do novo coronavírus foram causadas por pessoas que não foram diagnosticadas com o vírus ou que não apresentavam sintomas”.

“Isso significa que as pessoas infectadas que se sentem saudáveis ou têm sintomas muito leves estão espalhando o vírus sem perceber, representando um grande desafio para a contenção da pandemia. Destaca ainda que os cientistas dizem que a probabilidade é que haja entre cinco e dez pessoas sem diagnóstico para cada caso confirmado’’.

A Abin é um órgão da Presidência da República, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional, responsável por fornecer ao presidente da República e a seus ministros informações e análises estratégicas, oportunas e confiáveis, necessárias ao processo de decisão.

Colapso

De acordo com o The Intercept Brasil, a Abin preparou uma projeção da demanda por leitos de UTI em duas semanas caso a curva da epidemia no Brasil seja semelhante à de Irã, Itália e China. Nesse caso, a Abin avalia que 10.385 leitos – ou 17,4% dos quase 60 mil disponíveis no país – estarão ocupados por doentes com casos graves de Covid-19.

A análise, diz a agência, é imprecisa, porque “o Ministério da Saúde divulga os dados dos casos confirmados e dos óbitos por Covid-19, o que não permite fazer projeções mais precisas sobre o crescimento dos casos no país”.

Se o percentual parece pequeno quando se olha para a média nacional, a impressão muda ao se analisar a situação dos estados mais afetados pela doença. No Ceará, Distrito Federal, Santa Catarina e Acre, casos graves de infecção por coronavírus demandariam 46,3%, 44,5%, 30,6% e 30,4% dos leitos de UTI, respectivamente. Em apenas duas semanas.

Baixe Abin-Documento-23-Março

Fonte: The Intercept Brasil

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Antonio Carlos Garcia

Editor do Portal Só Sergipe

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