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Pão francês poderá ficar mais caro em Aracaju

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O pão nosso de cada dia poderá ficar mais caro para os sergipanos, em virtude da seca na Argentina que poderá afetar a importação do trigo para o Brasil. O alerta é do presidente do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria de Sergipe (Sindipan), Antônio Calos Araújo, ao acrescentar que os empresários do setor estão fazendo um grande reforço para não repassar esse aumento para a população.

Antônio Carlos: “panificadores vão tentar não repassar custos para os consumidores”

“Estamos aguardando as informações vindas da Argentina, mas o temor por um acréscimo de preço na nossa principal matéria-prima, o trigo, é grande. Mesmo porque já vínhamos de uma baixa na produção nacional, devido também aos fatores climáticos no Paraná, nosso maior produtor nacional. Vamos ver até quando poderemos segurar os preços ao consumidor e não onerar ainda mais o bolso da população, sem prejudicar o nosso negócio”, afirma Antônio Carlos.

Na última análise da cesta básica, publicada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em fevereiro, o preço desse alimento já apresentava pequena alta de 0,13% e agora se espera que ocorra um acréscimo ainda maior.

O trigo utilizado no Brasil é originário em 30% da região sul do país e os outros 70% são importados da Argentina. Caso se confirme essa quebra na produção de grãos no país vizinho, a indústria brasileira deverá comprar esse insumo dos Estados Unidos e do Canadá, onde são produzidos cereais de ótima qualidade, mas consequentemente, devido às questões de transporte e logística, encarecerá esse importante produto tão utilizado no segmento panaderil.

Hoje, esse cereal é o segundo produto com maior impacto nas importações da balança comercial sergipana, perdendo apenas para o coque de petróleo, utilizado na indústria cerâmica. Apesar do período de plantio do trigo ser iniciado em maio, há certa expectativa do mercado quanto às perdas que possam ocorrer por causa da estiagem no país vizinho. Existem estudos que dizem que a perda geral de grãos seja na casa dos 50%.

 

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Antônio Carlos Garcia

CEO do Só Sergipe

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