Domingo em Desbaste

Os símbolos da Maçonaria e a jornada do autoconhecimento

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Por Rivaldo Frias dos Santos (*)

 

Simbolismo na Maçonaria são alegorias e metáforas visuais, baseadas em ferramentas de pedreiros medievais, que servem como chave para ilustrar princípios éticos, filosóficos e morais, guiando o maçom em sua jornada de autoconhecimento e aperfeiçoamento para se tornar um homem melhor, unindo sua razão e intuição para alcançar a virtude e a sabedoria, em busca constante por equilíbrio e elevação espiritual.

 

Visando atender à necessidade de autoconhecimento da simbologia maçônica por parte dos irmãos iniciados na ordem e por toda a comunidade não maçônica, elaboramos um trabalho de pesquisa que permitisse maior visibilidade e aprimoramento de conhecimentos. Selecionamos e descrevemos alguns dos mais importantes símbolos para a Maçonaria.

 

Estrela de cinco pontas: sendo a Estrela do Oriente ou a Estrela da Iniciação, é a que simbolizou o nascimento de Jesus: É o símbolo do homem perfeito, da Humanidade plena entre Pai e Filho; o homem em seus cinco aspectos: físico, emocional, mental, intuitivo e espiritual. Totalmente realizado e uno com o Grande Arquiteto do Universo. É o homem de braços abertos, mas sem virilidade, porque dominou as paixões e emoções. As Estrelas representam as lágrimas da beleza da Criação. Olhemos para cima, para o céu e encontraremos a nossa estrela guia. Na Maçonaria e nos seus templos, a abóbada celeste está adornada de estrelas. A Estrela é o emblema do gênio flamejante que leva às grandes coisas com a sua influência. É o emblema da paz, do bom acolhimento e da amizade fraternal.

Acácia: a planta símbolo por excelência da Maçonaria. Representa a segurança, a clareza e também a inocência ou pureza. A Acácia foi tida na Antiguidade, entre os hebreus, como árvore sagrada e daí sua conservação como símbolo maçônico. Os antigos costumavam simbolizar a virtude e outras qualidades da alma com diversas plantas. A Acácia é inicialmente um símbolo da verdadeira Iniciação para uma nova vida, a ressurreição para uma vida futura.

Avental: símbolo do trabalho maçônico; branco, e de pele, para os aprendizes e companheiros; branco orlado de vermelho, para os mestres.

 

Colunas: símbolos dos limites do mundo criado, da vida e da morte, do elemento masculino e do elemento feminino, do ativo e do passivo.

 

Compasso: símbolo do espírito, do pensamento nas diversas formas de raciocínio, e também do relativo (círculo) dependente do ponto inicial (absoluto). Os círculos traçados com o compasso representam as lojas.

 

O nº 9: é o princípio da Luz Divina, Criadora, que ilumina todo pensamento, todo desejo e toda obra, exprime externamente a bbra de Deus que mora em cada homem, para descansar depois de concluir sua Obra. O homem novenário, pelo triplo do ternário, é a união do absoluto com o relativo, do abstrato com o concreto. O número nove, no simbolismo maçônico, desempenha um papel variado e importante com significados aplicados na sua forma ritualística. O número 9 é o número dos iniciados e dos profetas.

Delta: triângulo luminoso, símbolo da força expandindo-se; distingue o Rito Escocês.

 

 

Esquadro: resulta da união da linha vertical com a linha horizontal, é o símbolo da retidão e também da ação do Homem sobre a matéria e da ação do Homem sobre si mesmo. Significa que devemos regular a nossa conduta e as nossas ações pela linha e pela régua maçônica, pelo temor a Deus, a quem temos de prestar contas das nossas ações, palavras e pensamentos. Emite a ideia inflexível da imparcialidade e precisão de caráter. Simboliza a moralidade.

Malhete: pequeno martelo, emblema da vontade ativa, do trabalho e da força material; instrumento de direção, poder e autoridade:.

 

Pavimento em mosaico: chão em xadrez de quadrados pretos e brancos, com que devem ser revestidos os templos; símbolo da diversidade do globo e das raças, unidas pela Maçonaria; símbolo também da oposição dos contrários, bem e mal, espírito e corpo, luz e trevas.

Pedra bruta: símbolo das imperfeições do espírito que o maçom deve procurar corrigir; e também, da liberdade total do aprendiz e dos maçons em geral.

 

A letra G: é a sétima letra do nosso alfabeto e sobre a qual, sabiamente, os maçons apresentam grandes questionamentos, e que através de estudos, apresentamos um resumo dos diversos significados: Gravitação – É a força primordial que rege o movimento e o equilíbrio da matéria; Geometria ou a Quinta Ciência – É fundamento da ciência positiva, simbolizando a ciência dos cálculos, aplicada à extensão, à divisão de terras, de onde surge a noção da parte que nelas a nós compete, na grande partilha da humanidade e dos direitos da terra cultivada; Geração – É a vida perpetuando a série dos seres. Força Criadora que se acha no centro de todo ser e de todas as coisas; Gênio – É a inteligência humana a brilhar com seu mais vivo fulgor; Gnose – É o mais amplo conhecimento moral, o impulso que leva o homem a aprender sempre mais e que é o principal fator do progresso; Glória – a Deus; Grandeza – o homem, a maior e mais perfeita Obra da Criação; Gomel – uma palavra hebraica, que entende-se como os deveres do homem para com Deus e os seus semelhantes. Concluiremos, sintetizando que, a letra G é, realmente, o grande segredo maçônico, segredo tão secreto e misterioso, que nem mesmo os mais cultos e sábios maçons conseguem decifrá-lo:.

Templo: símbolo da construção maçônica por excelência, da paz profunda para que tendem todos os maçons.

 

Três pontos; triângulo: símbolo com várias interpretações, aliás conciliáveis: luz, trevas e tempo; passado, presente e futuro; sabedoria, força e beleza; nascimento, vida e morte; liberdade, igualdade e fraternidade.

 

Os símbolos dirigem o Homem, a ele se impõem tornando-o feliz ou miserável; por toda parte encontra-se ele delimitado por símbolos, reconhecido ou não. O próprio universo não passa de um imenso símbolo divino. E o que é o próprio homem, senão um símbolo de Deus? Todos os atos não são, simbolicamente, reveladores, para os sentidos, da força mística divina que nele reside.

 

____________________
Bibliografia:

ASLAN, Nicola, “Estudos Maçônicos sobre Simbolismo”, Edições, Nicola Aslan Ltda. 2º edição. GOB/BRASIL. Cabo Frio 1977.

Bíblia Sagrada, Editora Vozes e Editora Santuário, 40a. Ed. Postado por cidade maçônica.

CAMINO, Rizado do Simbolismo do grau de aprendiz – Ed. Madras, 2016.

MÁRIO, Ferreira dos Santos – Tratado de Simbólica, Livraria e Editora Logos Ltda. – São Paulo, 1956.

 

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Rivaldo Frias

Rivaldo Frias é bacharel em Direito, mestre maçom e deputado estadual pela Loja Lealdade Cotinguibense, em Aracaju.

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