Negócios

“O Brasil é um carro que está no atoleiro”, diz presidente da FIES

Compartilhe:

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES), Eduardo Prado de Oliveira, diz que o país é como “um carro que resvalou ribanceira abaixo e estamos conseguindo tirá-lo da grande baixada do atoleiro, mas ainda não o colocamos, outra vez, na estrada para seguir viagem”. O empresário usa essa metáfora ao analisar os números da Junta Comercial de Sergipe (Jucese) sobre abertura e fechamento de empresas em Sergipe.

Segundo a Jucese, de janeiro a junho deste ano, 1.494 empresas foram extintas, mas mesmo assim ainda teve um saldo positivo de 795 novos empreendimentos.  Mas o desemprego continua alto, atingindo 15,5% no primeiro trimestre. E fechou junho com um saldo positivo de apenas 265 postos de trabalho. Algo bastante tímido.

Para Eduardo Prado, é emergencial a aprovação de medidas que potencializem a economia, como a Reforma da Previdência, já adiantada, e a tributária, bem como a supressão das centenas de entraves burocráticos que encarem a produção.

Os economistas da FIES, por sua vez, analisam que o número positivo de empresas constituídas nem sempre representará uma elevação significativa do número de postos de trabalho.

“Normalmente, boa parte das empresas que são constituídas são micro ou pequenos empreendimentos, abertos por ex-empregados recém-demitidos de empresas que encerraram suas atividades, como, por exemplo, ao fechamento de uma grande marcenaria, verifica-se, muitas vezes, a abertura de pequenas outras empresas do mesmo segmento, mas com baixo potencial empregatício”, disse em nota a equipe econômica da FIES.

Trazendo como exemplo o estado de São Paulo, considerado como um termômetro para a economia no país, registrou-se de janeiro a maio deste ano, a abertura de 4.491 indústrias, bem como, o maior índice de empresas fechadas na década, com o encerramento de 2.325 fábricas, de acordo com a Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp). No âmbito nacional, todos os anos empresas de todos os portes e startups fecham as portas, mostrando que abrir um novo negócio é uma tarefa árdua, cuja dificuldade está atrelada à burocratização e ao encolhimento da economia do país.

 

 

Compartilhe:
Antonio Carlos Garcia

Editor do Portal Só Sergipe

Posts Recentes

Casas Bahia: CNTC orienta demitidos a procurar sindicatos nos Estados

CNTC orienta trabalhadores demitidos a procurar os sindicatos estaduais e acompanhar as medidas para garantir…

19 horas atrás

Obras de Adutora na Avenida Maranhão chegam a 50% de execução

  A Iguá Sergipe segue trabalhando na substituição da adutora de água da Avenida Maranhão,…

1 dia atrás

Fazenda suspende 14 sites de apostas por irregularidades

  O Ministério da Fazenda suspendeu a operação de 14 sites de apostas ligados a seis empresas…

1 dia atrás

Bob’s inaugura duas operações em Lagarto e prevê atender 7,7 mil consumidores por mês

O Bob’s inaugurou duas operações no Centro Sul Shopping, em Lagarto, no interior de Sergipe.…

2 dias atrás

Professor Uchôa – 90 anos: uma vida transformando educação em oportunidade

  Por Saumíneo da Silva Nascimento (*)   m setembro de 2026, o professor Jouberto…

2 dias atrás

Petrobras encontra petróleo em poço na Margem Equatorial

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (17) a descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no…

2 dias atrás