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Movimento fraco na reabertura de bares e restaurantes de Aracaju

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O movimento de clientes nos bares e restaurantes de Aracaju, no primeiro dia de reabertura desse segmento, foi considerado bastante fraco. A recuperação do setor, depois de cinco meses fechado,  será muito lenta (de quatro a seis meses) e, agora, amarga números nada animadores, segundo o presidente do Abrasel Sergipe (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Augusto Carvalho: em torno de 500 bares e restaurantes fecharam e não irão mais abrir. Com isso, mais de cinco mil pessoas estão sem emprego.

Essa não é a primeira vez que Augusto Carvalho fala a respeito dos estabelecimentos que não vão mais abrir as portas e do desemprego provocado, não só pela pandemia, mas pelos sucessivos decretos estaduais e do município de Aracaju, que não permitiram o funcionamento dessas empresas.

Agora, com a reabertura surge mais um problema para os empresários. A maneira como o Governo do Estado definiu as regras. Pelo decreto, os estabelecimentos devem funcionar das  7h às 10h, depois fecha e reabre das 12h às 23h. “Não tem cabimento isso. Imagine a pessoa na praia e o bar ter que fechar às 10 da manhã. Quem vai esperar até o meio-dia para continuar consumindo E um bar, à noite, o cliente assistindo a uma partida de futebol, o jogo começa às 21h30, e ele tem que ir para casa para ver o segundo tempo”, ponderou Augusto Carvalho.

Para complicar ainda mais, Carvalho diz que a fiscalização só tem como foco alguns bares. “Na periferia continuou aberto.  Ninguém repara na fila do Restaurante Padre Pedro. Os ônibus circulam lotados. Não sou contra a fiscalização, mas ela tem que ser para todos, indistintamente”, argumentou, ao acrescentar que ontem, 19, houve fiscalização.

Segundo Augusto Carvalho, quem elaborou a retomada das atividades não pensou,  pois não tem cabimento fechar bares de 10 ao meio-dia e ser até as 23 horas. “E não são essas regras que fazem com que as pessoas fiquem em casa. O que faz alguém ficar em casa é dinheiro no bolso e falta de preocupação. Quem não tem dinheiro e tem preocupação, tem que ir para a rua trabalhar”, frisou.

De acordo com o presidente da Abrasel, os bares sergipanos estão muito preparados para essa retomada, cumprindo todas as exigências sanitárias para proteger colaboradores e clientes.  Mas, mesmo assim, tem bar, como O Cariri, que não vai abrir porque não pode ter música ao vivo, seu principal chamariz. “O Cariri só vai abrir no dia 1º de setembro, quando puder ter música ao vivo. Mas acho que pode ter música, sem as pessoas dançarem”, completou.

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Antonio Carlos Garcia

Editor do Portal Só Sergipe

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