Categorias: Cidades

Internamentos por Covid-19 batem recorde em Sergipe

Compartilhe:

Um recorde assustador. Na última quarta-feira, 23, 820 pessoas estavam internadas em UTIs e enfermarias públicas e privadas de Sergipe, vítimas da Covid-19. O número bem superior ao último recorde do dia 16 de julho, quando 764 estavam internadas. Esse lamentavelmente recorde foi divulgado hoje, 26, pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e preocupam os gestores que relacionam a alta transmissibilidade do vírus e a baixa adesão da população às medidas restritivas como causa do crescente cenário de casos, internações e mortes.

O diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Góes, salientou que esta segunda onda, no mundo inteiro, tem características diferentes da primeira, quando alguns países e estados como Sergipe, conseguiram controlar a velocidade de transmissão com as medidas restritivas e, principalmente, com a adesão das pessoas, muito particularmente com o distanciamento social.

“Observamos que temos novas variantes circulando e isso tem derivado em uma transmissão mais intensa, em um cenário em que as pessoas seguem menos as medidas de distanciamento social e até tentam burlar as regras e os decretos, o que favorece a disseminação do vírus. As novas linhagens alcançam mais pessoas, fazendo mais pacientes graves que precisam de internamento, além de mais óbitos”, sinalizou o diretor.

Segundo Marco Aurélio, muitas pessoas não conseguem sequer ser internadas porque chegam às urgências em estado muito grave e morrem antes de serem estabilizadas. “A gente tem um cenário que é de alta transmissão, de ocupação hospitalar que só faz crescer nos últimos dias, tanto nas unidades particulares quanto públicas. Por isso, é fundamental que as medidas restritivas precisam ser adotadas por todos”, conclamou.

Distanciamento

Marco Aurélio: se não houver esforço, serão muitas mortes

Orienta o diretor de Vigilância em Saúde que a população mantenha o distanciamento social e fique em casa, sempre que puder. Sugere que todos fiscalizem as medidas restritivas e que os gestores cobrem a adoção por parte da sociedade. Marco Aurélio destacou que a pandemia ocorre em ondas e que haverá um pico de transmissão e só após isso, os números de casos, internamentos e óbitos decrescerão.

“Nosso esforço, que também deve ser da sociedade, tem que ser para que o pico não seja tão alto. Do contrário, serão muitos óbitos, será a morte de pessoas que estão no nosso convívio”, alertou, observando que quando a curva de transmissão estiver decrescente torna-se importante que as medidas sejam mantidas de forma individual para que o estado não seja surpreendido com outra onda.

Compartilhe:
Antonio Carlos Garcia

Editor do Portal Só Sergipe

Posts Recentes

Bactéria estudada em Sergipe pode reduzir em até 75% o uso de ureia no milho

Pesquisa desenvolvida em Sergipe aponta caminho para reduzir o uso de fertilizantes no milho; tecnologia…

4 horas atrás

Flávio Bolsonaro e Lula vão disputar segundo turno da eleição presidencial

Flávio Bolsonaro termina o primeiro turno à frente de Lula, com diferença de 1,89 ponto;…

11 horas atrás

Rogério Carvalho e Alessandro Vieira são reeleitos senadores por Sergipe

Rogério Carvalho e Alessandro Vieira conquistam novo mandato de oito anos e permanecem como representantes…

12 horas atrás

Fábio Mitidieri é reeleito governador de Sergipe no primeiro turno

Governador conquista segundo mandato consecutivo ao superar Valmir de Francisquinho, principal adversário na disputa pelo…

14 horas atrás

Soberba ironia

Do Titanic ao Titan, de impérios a grandes empresas, a história expõe os riscos de…

1 dia atrás

“A infância é um chão que a gente pisa o tempo inteiro”

  Por Luiz Thadeu Nunes (*)   m meio à correria da vida, sempre encontro…

2 dias atrás