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Impacto da pandemia reduziu salários em 2020, aponta IBGE

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O primeiro ano da pandemia fez os salários pagos pelas empresas brasileiras cair em 2020, de acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A média mensal paga foi de R$ 3.043,81, que representa uma redução de 3% em valores reais na comparação com 2019. O estudo indica que parte da queda pode ser explicada pelos acordos de redução de jornada permitidos pelo governo durante o ano.

Em 2020, o governo federal permitiu que a jornada de empregados fosse reduzida em até 70%, com corte proporcional nos salários pagos. Criado em abril de 2020 por meio de uma Medida Provisória, o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda criava a possibilidade de acordos individuais e coletivos entre empresas e empregados, com duração máxima de 120 dias – equivalente a 4 meses.

O estudo também mostra que o número de empresas e organizações formais ativas naquele ano cresceu, com 194,8 mil unidades a mais em relação a 2019. Apesar desse crescimento, o total de ocupados assalariados foi reduzido em mais de 825 mil pessoas na comparação com o ano anterior.

Para Thiego Ferreira, gerente das estatísticas do Cempre 2020, esse aumento no número de empresas em conjunto com a queda de pessoal é explicado, principalmente, pelo crescimento de empresas sem empregados.

Os dados mostram que essas 825,3 mil pessoas que perderam a ocupação e renda em 2020 pertencem, principalmente, a setores que foram mais afetados pela pandemia.

A área que mais fechou vagas durante 2020 foi a de alojamento e alimentação, com redução de 373,2 mil postos de trabalho. De acordo com Ferreira, a queda geral não é a maior da série histórica do estudo, mas a de alojamento e alimentação apresentou seu pior desempenho do estudo.

“Mesmo com os reflexos da Covid-19, a queda relativa observada em 2020 daquele pessoal assalariado não foi a maior da série histórica. Ao contrário do que ocorreu no setor de alojamento e alimentação e de artes, cultura, esporte e recreação, que tiveram quedas superiores a 12%, a maior da série histórica dessas atividades”, afirmou o gerente das estatísticas da pesquisa.

Também reflexo da Covid-19, o setor de saúde humana e serviços sociais, apresentou um aumento de 139,3 mil pessoas ocupadas assalariadas, com o aumento da demanda de serviços de saúde.

Fonte: Brasil 61

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