Antônio Carlos Garcia

Depilação conquista novos fãs

Cuidado com a higiene.  Essa é a principal justificativa que leva os homens às clínicas de estética para fazer depilação. O número de clientes masculino que busca esse serviço ainda é pequeno, se comparado com o universo feminino. Na Clínica Donna Depyl, na Praia 13 de Julho, do universo de clientes, somente 10% deles é homem, a exemplo do empresário Sérgio Francisco Santos, 56 anos, que há seis optou por esse tipo de procedimento em virtude da praticidade.

Essa semana, por exemplo, Sérgio esteve na Donna Depyl para retirar, com cera morna, pelos dos ouvidos e narinas, um procedimento que não durou mais que 20 minutos. Enquanto a depiladora Cláudia Macedo dos Reis, com oito anos de experiência, fazia o trabalho, Sérgio conversava tranquilamente e dizia que já chegou a depilar o corpo inteiro, justamente, por causa da higiene.  “Hoje, só faço as partes íntimas, nariz, orelha e axila”, comentou.

Outro exemplo é o barman, Alailson Nunes da Silva Filho, 26 anos, que há dois optou pela depilação dos braços,  axilas, abdômen e peito, mantendo a disciplina  de se submeter a este procedimento a cada três meses. Para ele, a depilação não é dolorida como muitos imaginam, a exemplo da esposa Jéssica Rodrigues dos Santos, que acha interessante a iniciativa do marido, mas ela mesma não quer fazer. “Já me acostumei com as depilações dele, acho normal. Minha mãe é que fica falando”, brinca.

Melhor –  A depiladora Cláudia Macedo dos Reis explica que o procedimento remove melhor os pelos do corpo e o cliente passa mais tempo com a pele lisa. Ela explica que o pelo nasce novamente num prazo de oito a 10 dias, mas em algumas pessoas isso só ocorre em um mês.

Normalmente, os homens que procuram a Donna Depyl preferem depilar, na seguinte ordem,  o tórax, abdomem  e as partes íntimas. Segundo ela, “o público feminino prefere o homem sem pelo, mas há também aqueles que a fazem por praticarem esportes, como natação.

A vaidade também conta quando o assunto é depilação. “Muitos vêm até aqui para agradar a parceira. Já tivemos casos de clientes que gostaram do resultado e trouxeram a esposa”, contou.

Mesmo assim, o número de homens que se depila ainda não é maior porque, na visão de Cláudia, eles ficam retraídos e temem a opinião dos outros. Embora o tratamento não seja indolor, não é algo que não se suporte. Os que a procuram para a depilação, a exemplo de Alailson e Sérgio, não reclamam das dores e buscam estar de bem com a vida e com eles próprios. A opinião dos outros, é dos outros!!

Um pouco de história

A depilação não é nenhuma novidade. Mas você sabe quando essa atividade começou a existir? De acordo com o site Não mais pelo, especializado no tema, desde antes de Cristo que as pessoas tiram os pelos do corpo. Os primeiros relatos encontrados sobre depilação remontam do Egito antigo.

O hábito de se depilar vem desde antes Cristo

Mulheres egípcias criaram uma técnica de remover os pelos com argila, sândalo e mel. No entanto, alguns lugares dizem que a rainha Cleópatra já se utilizava da cera quente em tiras de tecidos finos” , conta o portal.

Na Grécia, eles desenvolveram um instrumento de depilação chamado estrígil. Uma vara de aproximadamente 30 centímetros que removia os pelos. A prática da depilação nesse período era principalmente utilizada por homens e atletas.

Ainda de acordo com o site, os pelos eram considerados vulgares, por isso eram removidos de todo o corpo. Todas as pessoas, homens, mulheres, ricos e pobres utilizavam os métodos que tinham para deixar a pele sempre lisinha. Na maioria das vezes, utilizavam pinças, lâminas, versões simplificadas de barbeadores (que ainda não existiam) e cremes depilatórios que, há boatos de que continham soda cáustica.

A Idade Média, também conhecida como Idade das Trevas, foi um período sombrio em que o cuidado com o corpo e a aparência foram completamente ignorados. Por isso, a depilação foi “proibida” considerada um ato de heresia, bruxaria, completamente pecaminoso.

Ao chegar no Brasil, Pero Vaz de Caminha enviou uma carta a Portugal comentando tudo o que viu, inclusive que as índias não tinham os pelos pubianos. No início, acreditou-se que o povo indígena não produzia pelo, mas depois descobriu-se que elas utilizavam a espinha do peixe-lixa para raspá-los.

 

Antônio Carlos Garcia

CEO do Só Sergipe

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