Valmir de Francisquinho e Fábio Mitidieri voltarão a disputar o Governo de Sergipe Imagem: IA
Quatro pré-candidatos já estão no páreo pelo Governo de Sergipe em 2026. Esta semana, o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos), renunciou para disputar o cargo majoritário e enfrentar diretamente o governador Fábio Mitidieri (PSD), que tenta a reeleição. O movimento ocorre no mesmo ciclo político em que, em 31 de dezembro de 2025, Mitidieri antecipou a exoneração de seis secretários estaduais interessados na disputa eleitoral.
A entrada de Valmir reorganiza o cenário político e consolida o principal eixo de disputa entre situação e oposição. Ele surge como o nome mais competitivo fora da base governista, especialmente pelo desempenho expressivo nas eleições de 2022, quando foi o mais votado no primeiro turno, com 457.922 votos, apesar de ter tido a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral.
Mitidieri articula a manutenção de sua base política. A antecipação da saída de secretários no fim de 2025 foi interpretada como movimento estratégico para organizar o grupo e liberar aliados para a disputa, além de evitar desgaste administrativo em ano pré-eleitoral.
Além dos dois principais polos, a disputa pelo governo de Sergipe inclui o vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques, que se articula pelo PL, partido associado ao campo da direita, e o advogado Emanuel Cacho, que transita entre PL e PSDB na tentativa de se firmar como alternativa de oposição.
O processo de desincompatibilização também atinge outras áreas. No início da noite da sexta-feira, o comandante da Polícia Militar de Sergipe, Alexsandro Ribeiro, deixou o cargo para disputar uma vaga na Assembléia Legislativa, sendo substituído pelo subcomandante, coronel Carlos Rollemberg. Na esfera municipal, o delegado da Polícia Civil, André Davi deixou a Secretaria Municipal de Segurança e Cidadania de Aracaju, e é pré-candidato a deputado federal. Em seu lugar, foi nomeado o policial civil Radames Passos Santos.
Com múltiplos partidos envolvidos — PSD, Republicanos, PL, PSDB e PT — e lideranças em movimento, a eleição de 2026 em Sergipe se desenha como uma das mais competitivas dos últimos anos, marcada pela polarização e pela reorganização antecipada dos grupos políticos.
Em 31 de dezembro, seis secretários deixaram oficialmente seus cargos por determinação de Mitidieri, abrindo espaço para substituições e reorganização da gestão.
Confira as mudanças:
A antecipação permitiu ao governo liberar nomes para a disputa eleitoral dentro do prazo legal e, ao mesmo tempo, recompor a estrutura administrativa.
Aberta em 05 de março, terminou na sexta-feira (3) o prazo da chamada janela partidária para as Eleições 2026. O mecanismo permite que deputados federais, estaduais e distritais mudem de legenda sem risco de perda de mandato.
Em Sergipe, 16 parlamentares trocaram de partido — sendo 12 dos 24 deputados estaduais e quatro dos oito deputados fe
O Tribunal de Contas de Sergipe (TCE) enxergou indícios de irregularidade na empresa Betsul…
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese) multou a concessionária Iguá…
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados…
Cerca de 415 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências…
Apesar de impopular, a cobrança de imposto sobre compras internacionais de pequeno valor, conhecida como…
O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e…