Lu iria fazer um aulão para comemorar os 65 anos. Foto: Fabiana Costa/ASN
A bailarina, professora e coreógrafa, Lu Spinelli, morreu na quarta-feira, 11, aos 64 anos e deixa dois filhos. Ainda não foi divulgada, pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO), a causa morte, mas a suspeita é que ela tenha tido um infarto fulminante. Como Lu tinha um compromisso e não compareceu, os alunos começaram a lhe telefonar, mas ela não atendia. Preocupados, foram até a casa, chamaram-na e como ninguém respondia, decidiram arrombar a porta, encontrando-a morta na cama.
Ela iria completar 65 anos no dia 25 de novembro e planejava fazer um aulão aberto para toda comunidade a fim de comemorar o aniversário. O ator e amigo de Lu, Lindolfo Amaral, acredita que ela se deitou após o almoço e faleceu. O ventilador do quarto estava ligado.
Lu Spinelli comandou a Escola Studium Danças e era integrante do Conselho Estadual de Cultura e delegada do Conselho Brasileiro de Dança (CBDD). O corpo da bailarina esta sendo velado no Teatro Tobias Barreto em Aracaju.
A Prefeitura Municipal de Aracaju divulgou uma nota lamentando a morte da bailarina. Segundo a nota, “Lu Spinelli, que chegou em Sergipe em 1971, nos agraciou com seu modo inovador na arte de interpretar a dança moderna e contemporânea. Tia Lu, como era carinhosamente chamada pelos alunos, foi a responsável pela formação de dezenas de mestres exportando talentos para diversos estados brasileiros e inclusive locais fora do país”.
O governador de Sergipe, Jackson Barreto, também lamentou a morte da bailarina destacou o pioneirismo dela. “Temos perdido grandes amigos este ano. Lú foi uma grande agitadora cultural, elevou o nome do nosso estado através da dança. É preciso coragem para viver da arte. Determinação nunca faltou a Lú: pioneira na dança moderna em Aracaju, criou uma escola de dança e foi referencial de cultura. Que Deus possa confortar a família”.
Em 2011, o Governo do Estado homenageou a produtora cultural, bailarina e professora de dança, durante a quinta edição da Semana Sergipana de Dança, pelos seus 40 anos (na época) de formação em Sergipe, através dos cursos livres oferecidos em sua escola de dança.
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