Assinar ou não assinar? Eis a nova questão do digital
Por Cleomir Santos, consultor de marketing digital (*)
Durante muito tempo, redes sociais foram sinônimo de alcance gratuito. Bastava postar com frequência, entender minimamente o algoritmo e pronto: o público aparecia. Esse cenário mudou. E mudou rápido.
Agora, com o avanço dos modelos de assinatura no WhatsApp e no Instagram, surge uma pergunta legítima para quem vive do digital: estamos diante de uma nova oportunidade de receita ou de mais uma barreira entre marcas e pessoas?
No artigo de hoje, a proposta é clara: menos hype, mais realidade.
As assinaturas são recursos que permitem a criadores e empresas oferecerem conteúdos exclusivos mediante pagamento mensal. Na prática, funcionam como clubes fechados dentro das próprias plataformas.
No Instagram, isso pode incluir:
No WhatsApp, o modelo caminha para:
O discurso oficial é simples: mais controle, mais proximidade e novas fontes de receita.
Porque o modelo tradicional de anúncios está saturado.
O custo de mídia aumenta, o alcance orgânico diminui e o usuário está cada vez mais seletivo. As plataformas perceberam que precisam diversificar receitas, e quem paga essa conta, direta ou indiretamente, são criadores, marcas e pequenos negócios.
Além disso, há um movimento claro de privatização da atenção. Em vez de disputar likes no feed, a ideia é criar microambientes pagos, com menos ruído e mais previsibilidade financeira para as plataformas.
A resposta curta é: depende do seu modelo de negócio.
Assinaturas funcionam melhor quando:
Exemplos práticos:
Nesses casos, a assinatura não é um atalho, mas uma extensão natural da relação com o público.
O problema começa quando a assinatura vira uma tentativa de monetizar atenção rasa.
Alguns sinais de alerta:
Para pequenos empreendedores, o risco é claro: investir tempo e energia em um formato que não se sustenta e ainda afasta quem estava começando a se relacionar com a marca.
Para quem empreende no digital, especialmente sozinho ou com equipes enxutas, a pergunta não deveria ser “como ativar a assinatura”, mas sim:
Meu negócio está pronto para isso?
Assinaturas exigem:
Sem isso, o modelo se torna mais um canal abandonado, gerando frustração tanto para quem cria quanto para quem paga.
Antes de entrar nessa tendência, vale refletir sobre três pontos simples:
Assinaturas no WhatsApp e no Instagram não são vilãs. Mas também estão longe de ser solução mágica.
Para alguns negócios, podem representar previsibilidade e proximidade. Para outros, apenas mais uma distração em um cenário já complexo.
No fim das contas, marketing continua sendo sobre entender pessoas, entregar valor real e construir confiança. A ferramenta muda. O princípio, não.
E talvez essa seja a pergunta mais importante de todas: sua estratégia está acompanhando a tecnologia ou apenas reagindo a ela?
Sergipe encerrou o ano de 2025 com o oitavo menor nível de endividamento junto…
O alto nível da Taxa Selic - juros básicos da economia - foi o…
Já estão em vigor desde a segunda-feira (2) as novas regras de segurança do…
Os produtores de arroz de Sergipe e Alagoas vivem um momento de apreensão diante…
As atividades legislativas de 2026 foram retomadas na manhã desta segunda-feira (2), no plenário da…
Com a elevação das temperaturas no Brasil, especialmente durante o verão, o uso consciente…