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	<title>Arquivo para UFS - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Bactéria estudada em Sergipe pode reduzir em até 75% o uso de ureia no milho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 09:00:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa desenvolvida em Sergipe aponta caminho para reduzir o uso de fertilizantes no milho; tecnologia pode chegar aos produtores em 2027 &#160; Por Antônio Carlos Garcia (*) &#160; Produtores de milho de Sergipe poderão começar a testar, na safra de 2027, uma tecnologia desenvolvida no próprio estado que utiliza bactérias encontradas na natureza para reduzir &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/bacteria-estudada-em-sergipe-pode-reduzir-em-ate-75-o-uso-de-ureia-no-milho/">Bactéria estudada em Sergipe pode reduzir em até 75% o uso de ureia no milho</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fbacteria-estudada-em-sergipe-pode-reduzir-em-ate-75-o-uso-de-ureia-no-milho%2F&amp;linkname=Bact%C3%A9ria%20estudada%20em%20Sergipe%20pode%20reduzir%20em%20at%C3%A9%2075%25%20o%20uso%20de%20ureia%20no%20milho" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fbacteria-estudada-em-sergipe-pode-reduzir-em-ate-75-o-uso-de-ureia-no-milho%2F&amp;linkname=Bact%C3%A9ria%20estudada%20em%20Sergipe%20pode%20reduzir%20em%20at%C3%A9%2075%25%20o%20uso%20de%20ureia%20no%20milho" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fbacteria-estudada-em-sergipe-pode-reduzir-em-ate-75-o-uso-de-ureia-no-milho%2F&amp;linkname=Bact%C3%A9ria%20estudada%20em%20Sergipe%20pode%20reduzir%20em%20at%C3%A9%2075%25%20o%20uso%20de%20ureia%20no%20milho" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fbacteria-estudada-em-sergipe-pode-reduzir-em-ate-75-o-uso-de-ureia-no-milho%2F&amp;linkname=Bact%C3%A9ria%20estudada%20em%20Sergipe%20pode%20reduzir%20em%20at%C3%A9%2075%25%20o%20uso%20de%20ureia%20no%20milho" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fbacteria-estudada-em-sergipe-pode-reduzir-em-ate-75-o-uso-de-ureia-no-milho%2F&#038;title=Bact%C3%A9ria%20estudada%20em%20Sergipe%20pode%20reduzir%20em%20at%C3%A9%2075%25%20o%20uso%20de%20ureia%20no%20milho" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/bacteria-estudada-em-sergipe-pode-reduzir-em-ate-75-o-uso-de-ureia-no-milho/" data-a2a-title="Bactéria estudada em Sergipe pode reduzir em até 75% o uso de ureia no milho"></a></p><h4 data-pm-slice="1 1 []"></h4>
<h4 data-pm-slice="1 1 []"><em><span style="color: #008000;">Pesquisa desenvolvida em Sergipe aponta caminho para reduzir o uso de fertilizantes no milho; tecnologia pode chegar aos produtores em 2027</span></em></h4>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Antônio Carlos Garcia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p data-pm-slice="1 1 []"><span class="dropcap ">P</span>rodutores de milho de Sergipe poderão começar a testar, na safra de 2027, uma tecnologia desenvolvida no próprio estado que utiliza bactérias encontradas na natureza para reduzir a necessidade de fertilizantes nitrogenados nas lavouras. Os primeiros experimentos conduzidos pelo engenheiro agrônomo e doutorando <strong>Walisson Vieira, da BiotechSe Biotecnologia Agroindustrial</strong>, indicaram potencial para diminuir em até <strong>75% a adubação nitrogenada</strong>, mantendo o vigor das plantas. Na prática, segundo o pesquisador, uma aplicação de 100 quilos de ureia poderia cair para 25 quilos com o uso do microrganismo selecionado.</p>
<p>A pesquisa integra o trabalho de doutorado de Walisson, desenvolvido sob orientação do professor <strong>Paulo Roberto Gagliardi</strong>, no âmbito do <strong>Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Rede Nordeste de Biotecnologia (RENORBIO)</strong>. O programa funciona em rede, reunindo instituições de ensino e pesquisa do Nordeste, entre elas a <strong>Universidade Federal de Sergipe (UFS)</strong>.</p>
<p>O foco do estudo é o nitrogênio, nutriente essencial ao desenvolvimento do milho e presente na ureia utilizada na adubação. A estratégia é aproveitar uma característica natural de determinados microrganismos: a capacidade de capturar o nitrogênio presente na atmosfera, fixá-lo e disponibilizá-lo para a planta. Dessa forma, parte do nutriente fornecido atualmente por meio da adubação química pode ser suprida pela atividade biológica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_101514" aria-describedby="caption-attachment-101514" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-25-at-10.50.44.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-101514 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-25-at-10.50.44.jpeg" alt="Walisson" width="1600" height="1600" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-25-at-10.50.44.jpeg 1600w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-25-at-10.50.44-300x300.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-25-at-10.50.44-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-25-at-10.50.44-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-25-at-10.50.44-768x768.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-25-at-10.50.44-1536x1536.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101514" class="wp-caption-text">Walisson Vieira conduz pesquisa sobre redução do uso de fertilizantes no cultivo do milho  Foto: Acervo Pessoal</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Se eu utilizo 100 kg de fertilizante de ureia na área, a gente consegue reduzir para 25 kg. E isso é o que o microrganismo apresentou em grande potencial”, explicou Walisson. Segundo ele, uma redução dessa magnitude na adubação nitrogenada pode representar economia superior a <strong>15% nos custos considerados na produção do milho</strong>.</p>
<p>Walisson estima ainda que, quando transformado em produto, um bioinsumo com essas características possa representar cerca de <strong>10% do custo de uma fertilização tradicional com ureia</strong>. Trata-se, entretanto, de uma estimativa feita durante o desenvolvimento da tecnologia, e não de preço comercial já estabelecido.</p>
<h3>De 300 microrganismos restaram quatro</h3>
<p>A tecnologia começou a ser construída a partir da própria biodiversidade sergipana. A <strong>BiotechSe Biotecnologia Agroindustrial</strong> trabalha com pesquisa, desenvolvimento e inovação e tem entre suas especialidades a bioprospecção — busca e seleção de recursos genéticos encontrados na natureza que possam apresentar potencial tecnológico.</p>
<p>Os primeiros trabalhos envolveram áreas de <strong>Estância e Aracaju</strong>, principalmente ambientes de restinga no litoral. Os pesquisadores coletaram microrganismos associados às raízes e folhas de plantas nativas, entre elas cajueiros e gramíneas.</p>
<figure id="attachment_101551" aria-describedby="caption-attachment-101551" style="width: 411px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Captura-de-tela-2026-09-26-104741.png"><img decoding="async" class="wp-image-101551 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Captura-de-tela-2026-09-26-104741.png" alt="" width="411" height="426" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Captura-de-tela-2026-09-26-104741.png 411w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Captura-de-tela-2026-09-26-104741-289x300.png 289w" sizes="(max-width: 411px) 100vw, 411px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101551" class="wp-caption-text">Bactérias associadas às raízes das plantas, crescendo em placa de Petri sob meio de cultura seletivo</figcaption></figure>
<p>Inicialmente, foram isolados cerca de <strong>300 microrganismos</strong>. Depois de sucessivas etapas de seleção, restaram quatro considerados “elite”, por apresentarem as características mais promissoras para continuar no processo de desenvolvimento da tecnologia.</p>
<p>Antes de avançarem nos experimentos, os microrganismos passam por avaliações para verificar se podem apresentar características patogênicas ou fitopatogênicas. Depois são analisados aspectos como capacidade de fixação biológica de nitrogênio, produção de fitormônios e disponibilização de outros nutrientes, como fósforo e potássio.</p>
<p>Uma das bactérias selecionadas chamou particularmente a atenção. Depois do sequenciamento, segundo Walisson, surgiu a possibilidade de se tratar de <strong>uma nova espécie</strong>. Foi esse microrganismo que apresentou potencial para permitir a redução de 75% da adubação nitrogenada, mantendo o vigor e a coloração das plantas nos experimentos realizados até agora.</p>
<h3>Da semente para a lavoura</h3>
<p>Antes de chegar ao campo, a tecnologia passou por experimentos em casa de vegetação. As bactérias foram inoculadas em plantas cultivadas em vasos para que os pesquisadores acompanhassem seus efeitos sobre o desenvolvimento vegetal. Depois dessa fase, a pesquisa avançou para a lavoura e está no segundo ano consecutivo de testes.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Design-sem-nome-1.jpg"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-101557 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Design-sem-nome-1.jpg" alt="" width="1209" height="500" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Design-sem-nome-1.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Design-sem-nome-1-300x124.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Design-sem-nome-1-1024x423.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Design-sem-nome-1-768x318.jpg 768w" sizes="(max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p>Bactéria nativa FBN (Fixação biológica de nitrogênio).</p>
<p>Plantas de milho mantiveram produção mesmo com redução de até 75% de adubação nitrogenada.</p>

			</div></div>
<p>Parte dos experimentos ocorre em <strong>Nossa Senhora da Glória</strong>, no Campus do Sertão da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em parceria com pesquisadores que trabalham com a cultura do milho.</p>
<p>Uma das formas de utilização consiste em inocular a bactéria diretamente na semente. Posteriormente, quando o milho chega ao estágio V4, com quatro folhas verdadeiras, o microrganismo também é aplicado nas folhas. Nos experimentos apresentados por Walisson, as plantas tratadas desenvolveram raízes maiores. Um sistema radicular mais desenvolvido amplia a capacidade da planta de explorar o solo em busca de água e nutrientes.</p>
<h3>Produtores entram nos testes em 2027</h3>
<p>A próxima etapa será levar a tecnologia para uma escala maior e aproximá-la ainda mais das condições reais encontradas nas propriedades rurais. A previsão é trabalhar com <strong>produtores parceiros na safra de 2027</strong>, possivelmente a partir de março. A equipe pretende ampliar os experimentos e verificar como os resultados obtidos até agora se comportam em áreas maiores de produção.</p>
<p>Isso não significa, entretanto, que o produto estará disponível comercialmente já no próximo ano. Depois das etapas de desenvolvimento e validação, será necessário cumprir o processo regulatório e obter registro no <strong>Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)</strong> para que o inoculante possa chegar ao mercado.</p>
<p>Segundo Walisson, essa etapa normalmente leva entre seis meses e um ano. A meta de longo prazo é mais ambiciosa: chegar a uma tecnologia capaz de substituir integralmente a adubação nitrogenada em determinadas condições. A referência é a experiência brasileira com a soja, cultura na qual a fixação biológica de nitrogênio permitiu reduzir drasticamente a necessidade de fertilizantes nitrogenados.</p>
<p>No milho sergipano, entretanto, a pesquisa ainda não chegou a esse estágio. O resultado apresentado até agora é um <strong>potencial experimental de redução de 75%</strong>, que ainda precisa passar pelas próximas etapas de validação.</p>
<h3>Dependência externa amplia importância econômica da pesquisa</h3>
<p>A possibilidade de reduzir o consumo de ureia ganha dimensão econômica diante da elevada dependência brasileira de fertilizantes produzidos no exterior. O Brasil importa atualmente cerca de <strong>85% dos fertilizantes que utiliza</strong>, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária. Soja, milho e cana-de-açúcar, juntos, respondem por mais de 73% do consumo nacional desses insumos.</p>
<p>Essa dependência ganhou ainda mais relevância após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022. A Rússia permanece entre os principais fornecedores de fertilizantes para o Brasil, embora a China tenha assumido a liderança em volume em 2025. Naquele ano, o Brasil importou <strong>45,5 milhões de toneladas de fertilizantes</strong>. Desse total, 11,9 milhões de toneladas vieram da China e 11,1 milhões da Rússia.</p>
<p>A concentração das compras em poucos mercados deixa o agronegócio brasileiro exposto não apenas às variações de preços, mas também a conflitos geopolíticos, disponibilidade de matérias-primas, fretes e problemas logísticos.</p>
<p>Nesse cenário, uma tecnologia capaz de reduzir a quantidade de fertilizante necessária por hectare pode ter efeitos que ultrapassam a lavoura onde é aplicada. A diminuição do consumo de ureia pode reduzir custos para o produtor e, em maior escala, contribuir para diminuir a exposição da agricultura brasileira às oscilações do mercado internacional.</p>
<h3>Falta de chuva pressiona produção sergipana</h3>
<p>Para o produtor sergipano, o desenvolvimento da tecnologia ocorre também em um período marcado por dificuldades dentro da própria lavoura. Depois do desempenho alcançado na safra anterior, a irregularidade das chuvas prejudicou as plantações em 2026.</p>
<p>Os sinais começaram a ficar mais evidentes a partir do fim de maio. Nos levantamentos seguintes, a <strong>Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)</strong> passou a registrar os efeitos dos veranicos sobre as áreas produtoras, principalmente no semiárido.</p>
<p>No fechamento da safra 2025/26, divulgado em setembro, a produção total de grãos de Sergipe foi estimada em <strong>864,8 mil toneladas, contra 1,31 milhão de toneladas na temporada anterior, retração de 34,1%</strong>. No milho da terceira safra, o rendimento recuou cerca de <strong>35%</strong>, em um ciclo marcado pela irregularidade das precipitações.</p>
<p>A Conab já havia informado, em julho, que as baixas precipitações em Sergipe estavam provocando reflexos sobre a evolução das lavouras de milho. No levantamento seguinte, voltou a apontar o estado entre as áreas do Nordeste onde as condições climáticas registradas desde junho influenciaram negativamente o desenvolvimento da cultura.</p>
<p>Em algumas localidades do Alto Sertão, o impacto foi ainda mais intenso. Em <strong>Santa Rosa do Ermírio, povoado de Poço Redondo</strong>, produtores chegaram a relatar perdas próximas de <strong>90% nas lavouras locais de milho</strong>, comprometendo também a produção de silagem destinada à alimentação do rebanho.</p>
<p>Os percentuais representam situações distintas: a queda de aproximadamente 35% refere-se ao rendimento estadual do milho da terceira safra, enquanto os 90% correspondem a relatos de produtores em uma região específica do Alto Sertão.</p>
<p>Para o agricultor, o cenário evidencia que o custo da produção não depende apenas do preço dos insumos. Chuva, produtividade e fertilizantes interferem diretamente na rentabilidade.</p>
<h3>Fafen volta a produzir enquanto pesquisa busca reduzir uso de ureia</h3>
<p>Há ainda uma particularidade econômica em Sergipe. Enquanto pesquisadores trabalham para diminuir a quantidade de ureia necessária nas lavouras, o estado voltou a produzir o fertilizante em grande escala.</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_90443" aria-describedby="caption-attachment-90443" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1209-x-602-40.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-90443 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1209-x-602-40.png" alt="FAFEN Sergipe" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1209-x-602-40.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1209-x-602-40-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1209-x-602-40-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1209-x-602-40-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/06/1209-x-602-40-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-90443" class="wp-caption-text">A FAFEN Sergipe foi inaugurada em 1982, no município de Laranjeiras, com o objetivo de produzir insumos estratégicos para o setor agrícola, como ureia, amônia e gás carbônico Foto: Unigel/Reprodução</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A <strong>Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE)</strong>, localizada em Laranjeiras, retomou a produção de amônia em 31 de dezembro de 2025 e iniciou a fabricação de ureia em 3 de janeiro de 2026. A unidade tem capacidade para produzir <strong>1.800 toneladas de ureia por dia</strong>, volume equivalente a aproximadamente <strong>7% do mercado brasileiro</strong>. A Petrobras realizou investimento inicial de R$ 38 milhões para a retomada da fábrica.</p>
<p>A retomada da Fafen e o desenvolvimento dos bioinsumos atuam, portanto, em duas frentes de um mesmo problema econômico. A fábrica aumenta a oferta doméstica e contribui para reduzir a necessidade brasileira de importar ureia; a pesquisa desenvolvida em Sergipe busca diminuir a quantidade desse fertilizante necessária dentro da lavoura.</p>
<p>A estratégia está alinhada ao desafio estabelecido pelo <strong>Plano Nacional de Fertilizantes</strong>, que trabalha com horizonte até 2050 para ampliar a produção nacional e reduzir a dependência externa do país.</p>
<h3>Pesquisa, empresa e mercado</h3>
<p>A <strong>BiotechSe Biotecnologia Agroindustrial</strong> está instalada no <strong>Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec)</strong>. Além da pesquisa voltada à nutrição do milho, a empresa desenvolve estudos com microrganismos direcionados ao controle biológico de doenças e pragas, promoção do crescimento vegetal e redução dos efeitos da menor disponibilidade de água sobre as plantas. Walisson afirma que há cerca de dez pesquisas desse perfil em desenvolvimento ou previstas.</p>
<p>Walisson também atua como pesquisador no desenvolvimento do eixo de biotecnologia do SergipeTec. O engenheiro agrônomo fez mestrado em <strong>Fitopatologia na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).</strong></p>
<p>O modelo de negócio da BiotechSe não prevê necessariamente que a própria empresa fabrique os produtos resultantes das pesquisas. A estratégia é desenvolver e validar tecnologias que posteriormente possam ser transferidas a empresas parceiras com capacidade para levá-las ao mercado.</p>
<p>O médico e sócio da empresa <strong>Maxwell Nascimento Santos</strong> atua principalmente nas áreas de processos, negócios e avaliação da viabilidade econômica das soluções desenvolvidas. Ele relaciona o trabalho da empresa à busca por maior autonomia na oferta de insumos para o agronegócio e menor exposição às crises internacionais.  Maxwell sintetizou seu papel na empresa como o de ajudar a <strong>“viabilizar que saia da academia e encontre a produção”</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>UFS leva à disputa nacional projeto para produzir combustível de aviação com coco</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/ufs-leva-a-disputa-nacional-projeto-para-produzir-combustivel-de-aviacao-com-coco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 11:31:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), da qual faz parte o doutorando em Química Marcos Vinícius Quirino dos Santos, apresenta esta semana, no Rio de Janeiro, um projeto para transformar cascas de coco em combustível sustentável de aviação (SAF). A Fuel-SE está entre as seis finalistas nacionais da Jornada Empreendedora 2026 &#8230;</p>
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<p class="isSelectedEnd">Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), da qual faz parte o doutorando em Química <strong>Marcos Vinícius Quirino dos Santos</strong>, apresenta esta semana, no Rio de Janeiro, um projeto para transformar cascas de coco em <strong>combustível sustentável de aviação (SAF)</strong>. A Fuel-SE está entre as seis finalistas nacionais da Jornada Empreendedora 2026 do <strong>Programa de Formação de Recursos Humanos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (PRH-ANP)</strong> e disputará, durante a ROG.e, de 21 a 24 de setembro, uma das três vagas para a etapa final da competição.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta prevê a criação de uma usina para utilizar a casca do coco, hoje descartada como resíduo, como matéria-prima para a produção de SAF. O projeto ainda está na fase teórica, e os pesquisadores trabalham no desenho da planta, na validação das etapas do processo e na aproximação com empresas e instituições que possam contribuir para avaliar sua viabilidade técnica e econômica.</p>
<figure id="attachment_101292" aria-describedby="caption-attachment-101292" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-17-at-15.17.56-1.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-101292 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-17-at-15.17.56-1.jpeg" alt="Marcos Vinicius, doutorando" width="1280" height="850" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-17-at-15.17.56-1.jpeg 1280w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-17-at-15.17.56-1-300x199.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-17-at-15.17.56-1-1024x680.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-17-at-15.17.56-1-768x510.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-17-at-15.17.56-1-310x205.jpeg 310w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101292" class="wp-caption-text">Marcos Vinícius trabalha no projeto para transformar cascas de coco em combustível sustentável de aviação Foto: Acervo Pessoal</figcaption></figure>
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<p class="isSelectedEnd">O processo idealizado pela Fuel-SE começa pela <strong>gaseificação da casca do coco</strong>, que seria convertida em gás de síntese. A partir dele, outras etapas tecnológicas seriam empregadas até chegar ao combustível sustentável de aviação. Segundo Marcos Vinícius, as tecnologias envolvidas isoladamente já são conhecidas, mas a inovação proposta pelo grupo está na integração dos processos em uma rota destinada a transformar a biomassa residual do coco em combustível de baixo carbono.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ideia nasceu da combinação das linhas de pesquisa dos integrantes da equipe. Parte dos pesquisadores trabalha com produção de hidrogênio por meio da eletrólise da água, enquanto outros estudam a gaseificação de biomassa. O grupo reuniu esses conhecimentos e procurou uma aplicação que atendesse, ao mesmo tempo, a uma demanda do setor energético e ao aproveitamento de um resíduo disponível em Sergipe.</p>
<h3>Um novo mercado para o combustível</h3>
<p class="isSelectedEnd">A proposta surge no momento em que o Brasil cria demanda regulatória para o combustível sustentável de aviação. A Lei nº 14.993/2024 instituiu o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), destinado a estimular pesquisa, produção, comercialização e utilização de SAF no país.</p>
<figure id="attachment_101404" aria-describedby="caption-attachment-101404" style="width: 850px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/cascas-de-coco-em-aracaju.webp"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-101404 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/cascas-de-coco-em-aracaju.webp" alt="" width="850" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/cascas-de-coco-em-aracaju.webp 850w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/cascas-de-coco-em-aracaju-300x212.webp 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/cascas-de-coco-em-aracaju-768x544.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101404" class="wp-caption-text">Cascas de coco nas ruas de Aracaju Foto: Ascom/Emsurb</figcaption></figure>
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<p class="isSelectedEnd">A partir de 1º de janeiro de 2027, operadores aéreos estarão sujeitos a metas de redução das emissões de gases de efeito estufa nas operações domésticas por meio da utilização de SAF. A meta começa em 1% e aumenta progressivamente até chegar a 10% em 2037.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os percentuais não representam necessariamente a proporção de SAF que deverá ser colocada no tanque das aeronaves. A legislação estabelece metas de <strong>redução das emissões</strong>, obtidas com o uso do combustível sustentável.</p>
<p class="isSelectedEnd">É justamente nesse mercado que a equipe sergipana pretende inserir o projeto caso a tecnologia avance das etapas de pesquisa e desenvolvimento para uma futura produção.</p>
<h3>Casca de coco ganha valor econômico</h3>
<p class="isSelectedEnd">Além da oportunidade no mercado energético, a proposta procura transformar um problema ambiental em atividade econômica. A casca ocupa grande volume quando descartada, apresenta decomposição lenta e pode acumular água. Em vez de representar apenas um custo de coleta e destinação, passaria a funcionar como matéria-prima para a produção de um combustível de maior valor agregado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram a presença relevante da cultura do coco-da-baía em Sergipe. Na base oficial do instituto, a quantidade produzida dessa cultura é contabilizada em <strong>mil frutos</strong>, e não originalmente em toneladas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A partir da produção sergipana e de parâmetros considerados no projeto, os pesquisadores fizeram uma simulação sobre o potencial de produção de combustível caso fosse possível aproveitar as cascas em grande escala.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Marcos Vinícius, em um cenário teórico de elevado aproveitamento da matéria-prima e eficiência do sistema, poderiam ser obtidos cerca de <strong>16 milhões de litros de combustível</strong>. Ele ressalta, entretanto, que se trata de uma projeção da equipe. O processo ainda não foi testado experimentalmente e o rendimento real somente poderá ser conhecido depois das etapas de pesquisa e desenvolvimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">A transformação da casca em insumo energético também poderia criar uma nova cadeia envolvendo coleta, transporte, processamento da biomassa e produção do combustível, além de agregar valor a um material atualmente tratado como resíduo.</p>
<h2>Planta piloto pode exigir até R$ 15 milhões</h2>
<p class="isSelectedEnd">O combustível ainda não é produzido pela Fuel-SE. O projeto foi desenvolvido para a Jornada Empreendedora e está na fase de concepção, validação e construção do modelo de negócios. A próxima etapa tecnológica dependerá da obtenção de recursos e de parcerias para pesquisa e desenvolvimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Marcos Vinícius estima que uma planta piloto poderia exigir investimentos entre <strong>R$ 10 milhões e R$ 15 milhões</strong>. O valor é uma estimativa preliminar da equipe, baseada nas tecnologias que pretende integrar, e não representa orçamento definitivo de uma unidade já projetada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo com a obtenção de investimentos, o pesquisador calcula que seriam necessários alguns anos para chegar à produção. Antes disso, o projeto teria de passar pela etapa experimental, testes, avaliação dos rendimentos, desenvolvimento da planta piloto e comprovação da viabilidade econômica.</p>
<h3>Seis projetos disputam três vagas</h3>
<p class="isSelectedEnd">A Fuel-SE enfrentará projetos de outras cinco instituições brasileiras na etapa da Jornada Empreendedora realizada durante a ROG.e. Além da UFS, estão classificadas <strong>Carbon Nexus</strong>, do Senai Cimatec, da Bahia; <strong>Carbon Value</strong>, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), do Rio Grande do Norte; <strong>GreenTwin</strong>, da Universidade de Brasília (UnB); <strong>HydroLab 48</strong>, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e <strong>SIA-BioOff</strong>, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).</p>
<p class="isSelectedEnd">Quatro das seis equipes classificadas são de instituições do Nordeste: UFS, Ufersa, UFPE e Senai Cimatec.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ANP não divulgou os detalhes técnicos de todos os projetos concorrentes. Entre as propostas tornadas públicas pelas próprias instituições está a Carbon Value, da Ufersa, que desenvolve o projeto <strong>“Inteligência para Cadeias Produtivas de Biochar aplicadas à Descarbonização Industrial”</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Marcos Vinícius, a competição começou com 42 equipes. Vinte avançaram para uma etapa intermediária e seis chegaram à fase presencial no Rio de Janeiro. A ANP confirma oficialmente a participação de 20 equipes na Maratona de Inovação e a seleção das seis finalistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante a ROG.e, as seis equipes apresentarão seus projetos em uma rodada de pitches diante de uma comissão avaliadora. <strong>Três serão selecionadas</strong> para a etapa seguinte da Jornada Empreendedora, que ocorrerá em outubro, em Salvador.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Fuel-SE é formada por <strong>Marcos Vinícius Quirino dos Santos, Fernanda Nayara Rodrigues Pereira Santana, Renata Rodrigues de Menezes, Luana Santos Silva e Robert Muiller Feitosa da Cunha</strong>, pesquisadores vinculados ao PRH-ANP 58/UFS.</p>
<h3>“Agora eles já almejam o pódio”</h3>
<p class="isSelectedEnd">Coordenador do <strong>Programa de Formação de Recursos Humanos em Tecnologias Avançadas para o Processamento de Gás Natural, Produção de Hidrogênio e Sustentabilidade na Indústria de Energia (PRHNP 58/UFS)</strong>, o professor <strong>José Jailton Marques</strong> afirma que a classificação entre os seis projetos aumentou a expectativa da equipe sergipana. “Eles começaram achando que não iriam chegar tão longe, mas agora já almejam o pódio”, afirma.</p>
<p class="isSelectedEnd">Engenheiro químico, Jailton é professor do Departamento de Engenharia Ambiental da UFS e também atua no mestrado em Engenharia e Ciências Ambientais. Para ele, um dos diferenciais do programa é reunir pesquisadores em diferentes estágios da formação acadêmica.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Essa junção da graduação com o mestrado e doutorado é talvez um dos pontos mais positivos que tem na formação da equipe”, diz.Em relação à tecnologia desenvolvida pela Fuel-SE, o coordenador explica que diferentes componentes do processo envolvem técnicas já conhecidas. A inovação está na forma de integrá-las para converter uma biomassa residual em energia de baixo carbono.</p>
<p class="isSelectedEnd">“É transformar mais de um problema ambiental em uma solução energética”, resume Jailton. A expectativa agora é que a Fuel-SE fique entre os três projetos selecionados no Rio de Janeiro. Os classificados participarão da etapa seguinte da Jornada Empreendedora, durante o Encontro Nacional do PRH-ANP, em Salvador.</p>
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		<title>Bactérias reduzem pela metade água da irrigação da melancia em Sergipe</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/bacterias-reduzem-pela-metade-agua-da-irrigacao-da-melancia-em-sergipe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 10:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[alto sertão]]></category>
		<category><![CDATA[bactérias]]></category>
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		<category><![CDATA[pesquisa científica]]></category>
		<category><![CDATA[Semiárido]]></category>
		<category><![CDATA[Sergipe]]></category>
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		<category><![CDATA[UFS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=101115</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pesquisa no Alto Sertão mantém produção de melancia com até sete dias sem irrigação e testa microrganismos locais para reduzir uso de água &#160; Antônio Carlos Garcia (*) Produtores de melancia de Sergipe, principalmente do Alto Sertão, poderão começar a receber, possivelmente no início de 2027, orientações para cultivar a fruta usando menos água na irrigação. &#8230;</p>
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<h4 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="pccjge" data-start="575" data-end="651"><em><span style="color: #008000;">Pesquisa no Alto Sertão mantém produção de melancia com até sete dias sem irrigação e testa</span></em><em><span style="color: #008000;"> microrganismos locais</span> </em><em><span style="color: #008000;">para reduzir uso de água</span></em></h4>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p data-start="653" data-end="1309">Antônio Carlos Garcia (*)</p>
<p data-start="653" data-end="1309">
</blockquote>
<p data-start="653" data-end="1309"><span class="dropcap ">P</span>rodutores de melancia de Sergipe, principalmente do Alto Sertão, poderão começar a receber, possivelmente no início de 2027, orientações para cultivar a fruta usando menos água na irrigação. A tecnologia é estudada pela engenheira agrônoma e <strong data-start="896" data-end="973">mestra em Engenharia Agrícola, Rafaela Aparecida Frazão Torres, de 28 anos</strong>, em sua tese de doutorado <strong data-start="1000" data-end="1109">“Uso de Bioestimulantes na Otimização do Uso da Água, Produção e Qualidade da Melancieira cv. Manchester”</strong>, desenvolvida no Campus do Sertão da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em Nossa Senhora da Glória. Rafaela é doutoranda em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).</p>
<p data-start="1311" data-end="1690">O experimento utiliza bactérias encontradas na natureza e selecionadas por apresentarem potencial para aumentar a tolerância das plantas à falta de água. Os pesquisadores testam irrigações diárias e em intervalos de três, cinco e sete dias. Nos primeiros resultados, alguns tratamentos permitiram reduzir em cerca de <strong data-start="1628" data-end="1656">50% a quantidade de água</strong>, sem queda observada na produção.</p>
<p data-start="1692" data-end="2061">As bactérias foram isoladas <strong data-start="1720" data-end="1749">no Alto Sertão de Sergipe</strong> em trabalho conduzido pelo engenheiro agrônomo <strong data-start="1797" data-end="1816">Walisson Vieira</strong>,  CEO da empresa BiotechSe Biotecnologia Agroindustrial, instalada no SergipeTec, em Aracaju. Antes de chegar ao campo, os microrganismos passam por identificação e testes para avaliar sua eficiência e excluir aqueles que possam ser patogênicos.</p>
<p data-start="2063" data-end="2358">“Fizemos um trabalho de isolamento de bactérias que induzem tolerância à seca na região do Alto Sertão de Sergipe. Fizemos avaliações, identificação desse microrganismo, para saber quem ele é, se é patogênico ou não, porque, se for patogênico, ele não pode seguir no processo”, explica Walisson.</p>
<p data-start="2063" data-end="2358">
<figure id="attachment_101134" aria-describedby="caption-attachment-101134" style="width: 792px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-101134 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome.jpg" alt="Bactérias isoladas" width="792" height="528" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome.jpg 600w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 792px) 100vw, 792px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101134" class="wp-caption-text">Bactérias isoladas pelo engenheiro agrônomo Wallison Vieira Foto: Wallison  Vieira</figcaption></figure>
<p data-start="2360" data-end="2603">
<p data-start="2360" data-end="2603">Os microrganismos testados pertencem ao gênero <strong data-start="2407" data-end="2419">Bacillus</strong>. Segundo Walisson, podem ser inoculados nas sementes ou aplicados no sulco de plantio, dependendo da interação com a planta. Na pesquisa de Rafaela, são aplicados diretamente no solo.</p>
<p data-start="2605" data-end="2870">“É fazer com que a gente consiga reduzir a quantidade de água ofertada à planta, no caso, a melancia, permitir que a gente aumente o intervalo dessa irrigação, consumindo menos água, garantindo que a planta tenha maior tolerância e uma ótima produtividade”, afirma.</p>
<h3 data-section-id="1d2nl2o" data-start="2872" data-end="2908">Sergipe produz 3,3 mil toneladas</h3>
<p data-start="2910" data-end="3293">A pesquisa ocorre em um Estado que ainda tem pequena participação na produção regional de melancia. Sergipe produziu <strong data-start="3027" data-end="3054">3.326 toneladas em 2024</strong>, numa área de 155 hectares, segundo a Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. O volume equivale a cerca de <strong data-start="3165" data-end="3221">0,45% das 731.087 toneladas produzidas pelo Nordeste</strong>, região responsável por aproximadamente <strong data-start="3262" data-end="3292">37% da produção brasileira</strong>.</p>
<p data-start="2910" data-end="3293">
<figure id="attachment_101146" aria-describedby="caption-attachment-101146" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-101146 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-2.jpg" alt="" width="1209" height="800" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-2.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-2-300x199.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-2-1024x678.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-2-768x508.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-2-310x205.jpg 310w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101146" class="wp-caption-text">Plantação de melancias em Poço Redondo</figcaption></figure>
<p data-start="3295" data-end="3509">
<p data-start="3295" data-end="3509">Desde dezembro, Rafaela mora em <strong data-start="3327" data-end="3354">Nossa Senhora da Glória</strong>, onde acompanha os experimentos no Campus do Sertão. A escolha do tema surgiu justamente devido às limitações de água enfrentadas pela agricultura no semiárido.</p>
<p data-start="3511" data-end="3700">“A ideia surgiu do princípio de que, de maneira geral, o semiárido sofre muito em relação ao déficit hídrico. Não só no cultivo da melancia, mas em vários outros tipos de cultura”, explica.</p>
<p data-start="3702" data-end="3803">Para ela, a pequena participação sergipana na produção também revela espaço para expansão da cultura.</p>
<p data-start="3805" data-end="4022">“Por que não cultivar melancia, trazer essa estratégia para Sergipe também, trazer esses bioestimulantes para tentar mitigar o efeito do déficit nessa região e aumentar, consequentemente, a produtividade?”, questiona.</p>
<h3 data-section-id="1aq2vvf" data-start="4024" data-end="4070">Testes atravessam períodos de chuva e seca</h3>
<p data-start="4072" data-end="4403">A tese está dividida em <strong data-start="4096" data-end="4117">três experimentos</strong> para observar o comportamento das plantas em diferentes condições climáticas. O primeiro já foi concluído e atravessou parte do período chuvoso. O segundo será realizado entre setembro e dezembro, no período seco, e o terceiro está previsto para começar por volta de fevereiro de 2027.</p>
<p data-start="4405" data-end="4488">No primeiro experimento, as plantas responderam bem até ao maior intervalo testado.</p>
<p data-start="4490" data-end="4712">“A gente tem plantas que passam sete dias sem irrigação. As plantas se comportaram muito bem, pelo menos nesse primeiro experimento. Elas suportaram esse déficit de sete dias e produziram muito bem também”, afirma Rafaela.</p>
<figure id="attachment_101150" aria-describedby="caption-attachment-101150" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-6.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-101150 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-6.jpg" alt="" width="1209" height="600" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-6.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-6-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-6-1024x508.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-6-768x381.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101150" class="wp-caption-text">Da esquerda para direita, planta não tratada e planta tratada com Bacillus Foto: Walisson Vieira</figcaption></figure>
<h3 data-section-id="evtbhe" data-start="4714" data-end="4742">De 25 para até 12 litros</h3>
<p data-start="4744" data-end="5288">Orientador da tese, o professor <strong data-start="4776" data-end="4805">Marcos Eric Barbosa Brito</strong>, da UFS, pesquisador do CNPq e integrante do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Agricultura Sustentável (INCTAgriS), dimensiona o resultado: em períodos de maior demanda, uma planta nas condições estudadas pode necessitar de aproximadamente <strong data-start="5058" data-end="5087">25 litros de água por dia</strong>. Com alguns dos microrganismos, o volume aplicado caiu para <strong data-start="5148" data-end="5166">12 a 13 litros</strong>, mantendo a produção. Foram obtidos frutos de aproximadamente <strong data-start="5229" data-end="5247">11 a 12 quilos</strong>. Os resultados ainda estão em avaliação.</p>
<p data-start="4744" data-end="5288">
<figure id="attachment_101140" aria-describedby="caption-attachment-101140" style="width: 1301px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Prof.webp"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-101140 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Prof.webp" alt="Professor Marcos Erick, da Universidade Federal de Sergipe Foto: Acervo Pessoal" width="1301" height="867" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Prof.webp 1301w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Prof-300x200.webp 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Prof-1024x682.webp 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Prof-768x512.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 1301px) 100vw, 1301px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101140" class="wp-caption-text">Professor Marcos Erick, da UFS, disse que a melancia foi escolhida para o estudo por causa do potencial produtivo</figcaption></figure>
<p data-start="5290" data-end="5566">
<p data-start="5290" data-end="5566">A redução pode significar também economia de energia, pelo menor funcionamento dos equipamentos de irrigação, e melhor aproveitamento da água disponível. Para agricultores que possuem uma quantidade limitada desse recurso, há ainda a possibilidade de ampliar a área cultivada.</p>
<p data-start="5568" data-end="5772">“Imagine um produtor que tem uma outorga, que tem uma disponibilidade de água. Nessa situação, ele pode dobrar a área dele ou diminuir o custo com energia e com água pela metade”, exemplifica Marcos Eric.</p>
<p data-start="5774" data-end="6082">A busca por eficiência hídrica ganha importância diante das condições do semiárido. Segundo o pesquisador, a demanda potencial por evapotranspiração na região supera <strong data-start="5940" data-end="5960">2.000 milímetros</strong>, enquanto as chuvas ficam em torno de <strong data-start="5999" data-end="6023">700 a 750 milímetros</strong>. Poços também podem apresentar baixa vazão e água salobra.</p>
<p data-start="6084" data-end="6322">“A ideia é justamente achar estratégia para que a planta consiga crescer, desenvolver mesmo com uma baixa disponibilidade hídrica. Mesmo se a gente estiver usando irrigação, que possa usar essa irrigação de forma mais eficiente”, explica.</p>
<h3 data-section-id="uni2w9" data-start="6324" data-end="6348">Ciclo de até 70 dias</h3>
<p data-start="6350" data-end="6605">A melancia foi escolhida também pelo potencial produtivo. Marcos Eric explica que a cultura possui ciclo relativamente curto, de <strong data-start="6479" data-end="6495">60 a 70 dias</strong>, boa aceitação comercial e, havendo disponibilidade de irrigação, permite mais de um cultivo ao longo do ano.</p>
<p data-start="6607" data-end="6774">“A cultura tem potencial, tem esse valor agregado do fruto e também o ciclo, por ser curto, dá para adaptar e fazer vários sistemas de produção durante o ano”, afirma.</p>
<p data-start="6607" data-end="6774">
<figure id="attachment_101141" aria-describedby="caption-attachment-101141" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/melanc-aberta.webp"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-101141 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/melanc-aberta.webp" alt="Melancia produzida no sertão sergipana Foto: Acervo Pessoal" width="1200" height="800" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/melanc-aberta.webp 1200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/melanc-aberta-300x200.webp 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/melanc-aberta-1024x683.webp 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/melanc-aberta-768x512.webp 768w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101141" class="wp-caption-text">Melancia produzida no sertão sergipano, alvo de estudos</figcaption></figure>
<p data-start="6776" data-end="7018">
<p data-start="6776" data-end="7018">Os próximos experimentos deverão indicar quais microrganismos e estratégias de irrigação apresentam os melhores resultados. As conclusões poderão ser repassadas aos agricultores por meio de dias de campo, cartilhas e outras ações de extensão.</p>
<p data-start="7020" data-end="7140">Para Rafaela, acompanhar a pesquisa no sertão aproxima o conhecimento científico da realidade de quem trabalha no campo.</p>
<p data-start="7142" data-end="7293">“É muito bom você viver de perto, ver a realidade do produtor e trazer, através do seu conhecimento, alternativas para que ele consiga prosperar”, diz.</p>
<p data-start="7142" data-end="7293">
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		<title>A formação do professor de História em tempos de Enade</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-formacao-do-professor-de-historia-em-tempos-de-enade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 12:35:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; No próximo domingo, 20, o Ministério da Educação irá realizar uma nova edição do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE). Criado em 14 de abril de 2004, substituiu o chamado Provão. Entre as suas finalidades está a de avaliar e acompanhar o processo de aprendizagem e o &#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p class="isSelectedEnd"><span class="dropcap ">N</span>o próximo domingo, 20, o Ministério da Educação irá realizar uma nova edição do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/enade" target="_blank" rel="noopener">ENADE</a></span>). Criado em 14 de abril de 2004, substituiu o chamado Provão. Entre as suas finalidades está a de avaliar e acompanhar o processo de aprendizagem e o desempenho acadêmico dos estudantes em relação aos conteúdos de sua graduação. Trata-se de um programa governamental consolidado, o qual tem surtido valiosos efeitos para o Ensino Superior no Brasil.</p>
<p class="isSelectedEnd">No que se refere ao Curso de Licenciatura em História, em Sergipe, há pelo menos vinte anos sou detentor de uma série de experiências no campo da formação de <strong>professores que me garantem</strong> perceber como o ENADE vem influenciando na busca pela qualidade dos nossos futuros professores. Trabalhando mais de perto com disciplinas como Prática de Ensino de História, Fundamentos de Estágio e Estágio Supervisionado em Ensino de História, tanto na modalidade presencial <strong>como</strong> na modalidade EAD, noto uma preocupação maior de nossos alunos naquilo que deve ser a essência dos cursos de licenciatura: o alto nível de transposição didática. Geralmente, saber e ser capaz de transmitir o que sabe com alegria, entusiasmo e compromisso social.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao longo desses anos, lido basicamente com intelectuais e especialistas que lançam luzes sobre o desafio de formar o professor de história. Dentre os quais, destaco Circe Maria Bittencourt (81 anos), com importantes obras publicadas nesta seara, a exemplo de “Ensino de História: fundamentos e métodos”; “O saber histórico na sala de aula”. No que diz respeito ao Ensino de História de nosso tempo, ela afirma e adverte:</p>
<blockquote>
<p class="isSelectedEnd">“<em>A avaliação do ensino torna-se uma tarefa externa à sala de aula a ser exercida por intermédio de materiais didáticos majoritariamente tecnológicos produzidos também por empresas internacionais e por sistemas avaliativos que limitam a atuação e o poder dos professores</em>” (2018, p. 144).</p>
</blockquote>
<p class="isSelectedEnd">Isto, na outra ponta, já com o profissional formado. E na ponta de cá, quando se forma o professor para encarar esta realidade destacada por Bittencourt, como podemos avaliar e refletir, à luz da realização do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes? Este, em grande medida, tem sido o desafio dos cursos de licenciatura no país, notadamente de História, do qual, como já disse, falo de cátedra e, sobretudo, do chão da escola de nível superior. Em linhas gerais, a ideia é mostrar que melhoramos consideravelmente, mas que ainda podemos avançar muito mais, frente aos novos desafios do tempo presente, como o avanço da Inteligência Artificial, em vários aspectos, não sendo diferente na sala de aula e no seu entorno, como também na sociedade.</p>
<p class="isSelectedEnd">No que diz respeito à formação, para além das teorias, didáticas e psicologias, entendo que a prática é a melhor maneira. No meu caso, em particular, meus alunos têm pelo menos duas oportunidades, que <strong>eles podem</strong> fazer ao mesmo tempo (no semestre letivo). Na experiência de estágio, propriamente dita, quando <strong>eles vão a campo</strong> para enfrentar a realidade de uma sala de aula (pública ou privada) e dar seus primeiros passos como <strong>professores</strong>. E, por meio de simulações de aula, feitas para mim e para seus colegas. Aqui, a vivência laboratorial é ainda mais interessante, porque o formando tem o retorno imediato das suas necessidades de melhora, como trabalhar o domínio de conteúdo, a transmissão, as técnicas de ensino, a impostação da voz, a postura e o uso adequado dos recursos didáticos. Digo sempre para eles nestes momentos:</p>
<blockquote>
<p class="isSelectedEnd">“<em>ousem ousar</em>”; não se limitem à prática pela prática, ou à fórmula “cuspe e giz” e conteudista.</p>
</blockquote>
<p class="isSelectedEnd">Vale salientar <strong>que, em ambas as situações,</strong> o formando deve pensar, elaborar e praticar à luz do que preconiza a Base Nacional Comum Curricular (<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/base-nacional-comum-curricular-bncc" target="_blank" rel="noopener">BNCC</a></span>), sem que, <strong>para tanto,</strong> ele renuncie a fatores cruciais como autonomia, criatividade, foco na história local, criticidade e leveza. Sim, leveza. A meu ver, não se pode lecionar, sobretudo História, com sofrimento. Lecionar, <strong>em que pese encarar</strong> e enfrentar coisas como a desvalorização da profissão do professor, deve ser um ato de amor e, portanto, de alegria e de realização pessoal. Pelo menos é o que eu penso e vivo há mais de trinta e dois anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Fato é que <strong>todo</strong> este esforço tem se transformado em resultados satisfatórios. Numa primeira instância, ao nível de concursos de seleções para pós-graduação e concursos públicos para docência. Neste último, em particular, como nossos alunos se sentem mais seguros e à vontade na parte prática das seleções, notadamente no saber e saber fazer um plano de aula e até mesmo no seu desempenho de docência, efetivamente. E, no que se refere ao ENADE, de igual modo. Entre os fatores que <strong>colaboraram</strong> para que, recentemente, o Curso de Licenciatura em História da UFS alcançasse o conceito 5, junto ao MEC, <strong>esteve</strong> o excelente <strong>desempenho</strong> de nossos alunos egressos na prova do ENADE.</p>
<p>Entre novos tempos, novas demandas, nós, professores de História (e futuros), seguimos naquela toada de Lecy Brandão, na canção “Anjos de Guarda”, que diz:</p>
<blockquote><p>“<em>Professores, protetores / Das crianças do meu país / Eu queria, gostaria / De um discurso bem mais feliz / Porque tudo é educação / É matéria de todo tempo / Ensinem a quem sabe de tudo / A entregar o conhecimento</em>”.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
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		<title>Pesquisa da UFS mapeia potencial para terras raras em Poço Redondo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/pesquisa-da-ufs-mapeia-potencial-para-terras-raras-em-poco-redondo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 11:05:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[desafio]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
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		<category><![CDATA[granitos]]></category>
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		<category><![CDATA[químico]]></category>
		<category><![CDATA[refino]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[UFS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisas em granitos do Alto Sertão já identificam minerais de interesse econômico, avançam na avaliação do potencial da região e despertam a atenção de empresas &#160; Por Antonio Carlos Garcia (*) &#160; Conhecido pela força da produção de leite no sertão sergipano, Poço Redondo também está no centro de pesquisas da Universidade Federal de Sergipe &#8230;</p>
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<h4><em><span style="color: #008000; font-size: 20px;">Pesquisas em granitos do Alto Sertão já identificam minerais de interesse econômico, avançam na avaliação do potencial da região e despertam a atenção de empresas</span></em></h4>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Antonio Carlos Garcia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">C</span>onhecido pela força da produção de leite no sertão sergipano, Poço Redondo também está no centro de pesquisas da Universidade Federal de Sergipe (UFS) sobre granitos com potencial para conter minerais que hospedam terras raras e outros elementos críticos e estratégicos para a indústria de alta tecnologia. Os estudos, conduzidos pelo professor titular de Petrologia Herbert Conceição e outros pesquisadores da universidade, já despertam o interesse de empresas, que mantêm contatos com a equipe da UFS. Herbert não revela os nomes das companhias nem informações específicas sobre determinadas áreas por compromissos de confidencialidade relacionados às pesquisas.</p>
<p>A área estudada se estende a partir de Nossa Senhora da Glória, passa por Poço Redondo e segue até Canindé de São Francisco. Nessa faixa existem várias intrusões graníticas — grandes corpos de granito formados quando o magma penetrou outras rochas e se solidificou no interior da crosta terrestre — que estão sendo mapeadas e analisadas pelos pesquisadores.</p>
<p>“Glória tem várias intrusões de granito que vão até Canindé. Então nós estamos reconhecendo a forma dos corpos, coletando amostras, buscando saber se a composição varia, se esses minerais de interesse econômico estão mais concentrados num lugar ou no outro”, explica Herbert.</p>
<p>Em Poço Redondo, essas formações podem ser percebidas na própria paisagem. “Imagine a entrada de Poço Redondo. Você já vê os lajedões ali, não é?”, observa.</p>
<h3>Terras raras e outros elementos estratégicos</h3>
<p>O trabalho procura identificar e caracterizar minerais presentes nos granitos capazes de concentrar elementos de interesse econômico. Entre os alvos estão os elementos terras raras, utilizados em tecnologias avançadas.</p>
<figure id="attachment_101053" aria-describedby="caption-attachment-101053" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-15.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-101053 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-15.jpg" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-15.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-15-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-15-1024x510.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-15-768x382.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Design-sem-nome-15-660x330.jpg 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101053" class="wp-caption-text">Terras sergipanas têm neodímio, para fabricação de imãs de alto desempenho ; Rocha monzolítica (cinza clara) e enclave lamprofírico (cinza escura) do Stock Glória Norte, Sergipe Fotos: Frente Parlamentar de Mineração Sustentável e Maria de Lourdes Rosa</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Herbert destaca o neodímio, empregado na fabricação de ímãs de alto desempenho e presente em diferentes equipamentos tecnológicos. “O mais importante é o neodímio. Esse elemento dentro de um produto tecnológico é um avanço enorme.”</p>
<p>Ao explicar a abrangência das pesquisas, o professor cita também elementos estratégicos como nióbio, tântalo, urânio, zircônio e rádio. A identificação desses minerais, porém, é apenas uma etapa. Para que uma ocorrência possa se transformar em atividade econômica, é preciso determinar quantidade, concentração, tecnologia necessária para recuperação e custos de exploração.</p>
<h3>Dez anos mudaram o estágio da pesquisa</h3>
<p>Herbert afirma que o caminho entre uma descoberta geológica e uma eventual exploração mineral costuma ser longo. Em uma situação muito favorável, segundo ele, o processo poderia ocorrer em cerca de cinco anos, mas a média é maior. “A média é de 10 a 15 anos para você identificar e ter a mina em funcionamento, tirando o bem mineral. É o normal, em todo lugar do mundo.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_100968" aria-describedby="caption-attachment-100968" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-03-at-10.53.58.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-100968 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-03-at-10.53.58.jpeg" alt="Equipe Lapa em Poço Redondo" width="1280" height="960" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-03-at-10.53.58.jpeg 1280w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-03-at-10.53.58-300x225.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-03-at-10.53.58-1024x768.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-09-03-at-10.53.58-768x576.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100968" class="wp-caption-text">Pesquisas em Poço Redondo e região começaram há 10 anos</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Questionado sobre há quanto tempo a equipe trabalha nessas pesquisas em Sergipe, ele responde: “Nós estamos estudando isso aqui há 10 anos”. Ao ser perguntado se esse tempo já poderia aproximar os estudos de uma nova etapa, Herbert admite: “Pode ser. Pode ser”.</p>
<p>E explica o que mudou: “Antes a gente nem sabia se essas coisas existiam. Hoje a gente sabe onde existe. Nós estamos trabalhando agora para tornar isso econômico. Quer dizer, viabilizar, saber quanto tem, a quantidade, como fazer”.</p>
<p>A declaração não significa que uma mina esteja próxima. Mostra que a pesquisa avançou da identificação inicial para uma fase em que os cientistas buscam dimensionar as ocorrências e avaliar seu potencial econômico. <span style="background-color: transparent;">“As nossas pesquisas estão nesse ponto de cartografar as intrusões, tirar as rochas, e vários minerais potenciais para exploração estão sendo encontrados. Mas daí isso ir para a indústria tem um passo muito grande”, ressalta.</span></p>
<p>Herbert usa o ouro como exemplo para mostrar como a viabilidade depende também do mercado: em determinadas condições, pode ser rentável processar toneladas de rocha para obter poucos gramas do metal; em outras, o custo torna a exploração inviável.</p>
<p>“Nós estamos trabalhando para o futuro, vendo as potencialidades, caracterizando, de forma que daqui a pouco possa atrair investimentos para o Estado de Sergipe e ele poder explorar esses bens minerais.”</p>
<h3>Empresas acompanham as pesquisas</h3>
<p>O conhecimento produzido pela UFS já desperta atenção empresarial. Questionado se mantém contatos com empresas interessadas, Herbert confirma: “Temos contato. Temos contatos.”</p>
<p>“Já existe o interesse delas no assunto e a gente continua trabalhando aqui”, acrescenta. O professor não identifica as companhias. Quando perguntado sobre os nomes, responde: “Nesse momento não dá para a gente estar citando”.</p>
<p>Também evita revelar informações específicas sobre determinadas áreas estudadas por compromissos de confidencialidade. Neste momento, portanto, é possível afirmar que existem contatos e interesse empresarial, mas não que haja mina definida ou exploração comercial prevista.</p>
<h3>“Sergipe tem grandes potencialidades”</h3>
<p>Ao fazer uma avaliação mais ampla, Herbert demonstra otimismo com o potencial geológico do Estado. Questionado se os granitos estudados pela UFS poderiam representar no futuro uma nova oportunidade econômica para Sergipe, em um momento em que o Estado também se prepara para ampliar a exploração de petróleo e gás em águas profundas, ele responde:</p>
<p>“Pode. Granito é uma rocha muito promissora para gerar esses metais. São vários deles que você usa no dia a dia e nem sabe. E eles estão ali presentes. E os trabalhos estão sendo feitos.”</p>
<p>Ao ser provocado sobre a riqueza mineral de Sergipe, resume: “Estamos sim. Estamos sim, com grandes potencialidades.” Os trabalhos de Herbert se relacionam às pesquisas das quais participa a professora Maria de Lourdes da Silva Rosa, também da UFS. Esses estudos já permitiram identificar em Sergipe minerais portadores de elementos terras raras e minerais relacionados aos chamados minerais críticos.</p>
<p>Maria de Lourdes define o processo como um “trabalho de formiguinha”: conhecer as rochas, identificar os minerais e caracterizar os elementos presentes. Segundo ela, Sergipe possui rochas de natureza mais alcalina consideradas potenciais para a presença desses elementos, e os projetos contam com apoio da Fspitec, da UFS e do CNPq.</p>
<h3>O desafio seguinte é transformar mineral em tecnologia</h3>
<p>Maria de Lourdes chama atenção para uma etapa que vai além da geologia: processamento químico e refino metalúrgico. Para a pesquisadora, o Brasil precisa dominar essas tecnologias para agregar valor aos recursos minerais, em vez de se limitar à exportação de matérias-primas. “Não podemos ficar vendendo o solo bruto para outro país, para esse país processar e ganhar mais dinheiro”, afirma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_100971" aria-describedby="caption-attachment-100971" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1G6A1953.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-100971 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1G6A1953.jpg" alt="Professora Maria de Lourdes, UFS" width="1500" height="1000" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1G6A1953.jpg 1500w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1G6A1953-300x200.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1G6A1953-1024x683.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/1G6A1953-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100971" class="wp-caption-text">Professora Maria de Lourdes será a única geóloga do Nordeste que participará de reunião nos EUA Foto: Ascom/UFS</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esse desafio estará no centro da Missão Fulbright–CNPq sobre Terras Raras e Minerais Críticos, da qual Maria de Lourdes participará nos Estados Unidos entre 19 de setembro e 1º de outubro de 2026. Ela será uma das dez integrantes da delegação brasileira, a única representante do Nordeste e a única geóloga do grupo. A missão passará pela Virginia Tech, pela Colorado School of Mines e pelo Ames National Laboratory.</p>
<p>A expectativa é ampliar a cooperação científica, criar oportunidades de intercâmbio e aproximar os pesquisadores brasileiros de laboratórios e tecnologias ainda não disponíveis no país.</p>
<p>Maria de Lourdes também chama atenção para a posição da China no processamento e refino das terras raras e defende que o Brasil desenvolva capacidade própria nessa etapa. Ela recorre à experiência brasileira com a exploração de petróleo em águas profundas para mostrar que o desenvolvimento tecnológico é possível. “Nós conseguimos fazer uma das maiores empresas petrolíferas do mundo, criar tecnologia. Então, se a gente acreditar, a gente faz.”</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
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		<title>FIV bovina ganha força em Sergipe e abre novo mercado de negócios</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/fiv-bovina-ganha-forca-em-sergipe-e-abre-novo-mercado-de-negocios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 14:27:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[biotecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Implantação de laboratórios, aumento da demanda e avanço da produção de embriões no Nordeste ampliam negócios para veterinários, empresas e produtores &#160; Por Antônio Carlos Garcia (*) &#160; A fertilização in vitro (FIV) de bovinos começa a movimentar uma nova cadeia de negócios em Sergipe, impulsionada pelo aumento da procura por melhoramento genético, pela implantação &#8230;</p>
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<h4 class="isSelectedEnd"><em><span style="color: #008000;">Implantação de laboratórios, aumento da demanda e avanço da produção de embriões no Nordeste ampliam negócios para veterinários, empresas e produtores</span></em></h4>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Antônio Carlos Garcia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p class="isSelectedEnd"><span class="dropcap ">A</span> fertilização in vitro (FIV) de bovinos começa a movimentar uma nova cadeia de negócios em Sergipe, impulsionada pelo aumento da procura por melhoramento genético, pela implantação de laboratórios e pela expansão de programas de incentivo aos produtores. O movimento envolve investimentos em infraestrutura, serviços veterinários, equipamentos, logística e formação profissional e pode reduzir significativamente o custo da produção de embriões no Estado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das principais iniciativas é o <strong>Centro de Biotecnologias da Reprodução Animal</strong>, que a Universidade Federal de Sergipe (UFS), em parceria com a Embrapa, está implantando no Campus Rural, em São Cristóvão. A estrutura terá produção in vitro de embriões, pesquisa, formação profissional, preservação de material genético e prestação de serviços.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao mesmo tempo, um laboratório privado de produção in vitro de embriões está na fase final de implantação em Aracaju, com previsão de início das atividades nos próximos meses.</p>
<p class="isSelectedEnd">A combinação de demanda, investimentos e formação de mão de obra pode reduzir a dependência de serviços realizados em outros estados e abrir espaço para empresas e profissionais especializados em Sergipe.</p>
<h2>Investimento de R$ 1 milhão</h2>
<p class="isSelectedEnd">O projeto da UFS com a Embrapa começou a ser concebido em 2020 e prevê diferentes frentes de atuação, incluindo produção de embriões, preservação de gametas, inseminação artificial, pesquisa, capacitação e prestação de serviços aos produtores.</p>
<figure id="attachment_100868" aria-describedby="caption-attachment-100868" style="width: 397px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-tela-2026-08-26-120821.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-100868 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-tela-2026-08-26-120821-300x227.png" alt="Professor Anselmo, UFS" width="397" height="301" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-tela-2026-08-26-120821-300x227.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-tela-2026-08-26-120821.png 683w" sizes="auto, (max-width: 397px) 100vw, 397px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100868" class="wp-caption-text">Professor Anselmo, UFS, vai chefiar o laboratório Foto: Mateus Ferreira/Ascom CCAA</figcaption></figure>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o professor <strong>Anselmo Ferreira Santos</strong>, do Departamento de Medicina Veterinária da UFS, a estrutura física está em construção no Campus Rural e a universidade trabalha na aquisição dos equipamentos. A expectativa é iniciar as atividades entre o começo e meados de 2027.</p>
<p class="isSelectedEnd">O investimento estimado para todo o Centro de Biotecnologias é de aproximadamente <strong>R$ 1 milhão</strong>, dos quais cerca de R$ 500 mil correspondem à estrutura destinada à produção in vitro de embriões.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além de atender produtores, o laboratório deverá receber estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado e funcionar como espaço de formação de profissionais para um mercado que começa a crescer no Estado.</p>
<h2>Embrapa leva experiência de décadas</h2>
<p class="isSelectedEnd">A nova estrutura também aproveita a experiência acumulada pela Embrapa na área. Segundo <strong>Hymerson Costa Azevedo</strong>, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, a unidade trabalha com fertilização in vitro desde 1998. Os primeiros embriões produzidos em projetos da unidade foram obtidos em 2002, em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA).</p>
<figure id="attachment_100849" aria-describedby="caption-attachment-100849" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-10.46.26.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-100849 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-10.46.26.jpeg" alt="Hymerson" width="1280" height="1066" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-10.46.26.jpeg 1280w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-10.46.26-300x250.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-10.46.26-1024x853.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-10.46.26-768x640.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100849" class="wp-caption-text">Hymerson Costa Azevedo diz que o trabalho com  fertilização in vitro começou em  1998, na Embrapa Foto: Acervo Pessoal</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p class="isSelectedEnd">Na época, parte do trabalho precisou ser realizada em Salvador porque Sergipe ainda não dispunha de todos os equipamentos necessários. Posteriormente, a Embrapa montou uma estrutura mínima em sua sede e voltou a produzir embriões no Estado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando o projeto da UFS avançou, a Embrapa disponibilizou equipamentos próprios para ajudar na execução de algumas metas enquanto os novos equipamentos da universidade ainda não haviam sido adquiridos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Azevedo, a proximidade entre o laboratório e as instalações destinadas aos animais será uma vantagem para integrar pesquisa, produção de embriões e atividades de campo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A FIV também poderá servir de plataforma para outras biotecnologias, como clonagem e edição gênica. A produção de embriões em maior escala amplia a possibilidade de pesquisas relacionadas à seleção e multiplicação de características genéticas de interesse.</p>
<h2>Tecnologia também preserva genética</h2>
<p class="isSelectedEnd">A aplicação da FIV não se limita à pecuária comercial. A Embrapa utiliza a reprodução assistida também na conservação de recursos genéticos. Azevedo cita a raça ovina <strong>Santa Inês</strong>, originária do Nordeste e adaptada às condições tropicais e de semiárido. Segundo ele, a introdução de genes de outras raças tem contribuído para descaracterizar animais que apresentam características importantes de adaptação à região.</p>
<figure id="attachment_100861" aria-describedby="caption-attachment-100861" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2017_02_20_Embrapa_Tabuleiros_Costeiros_Labra_Fertilizacao_In_Vitro_Foto_Saulo_Coelho-10.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-100861 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2017_02_20_Embrapa_Tabuleiros_Costeiros_Labra_Fertilizacao_In_Vitro_Foto_Saulo_Coelho-10.jpg" alt="Laboratório Embrapa Tabuleiros Costeiros" width="1024" height="680" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2017_02_20_Embrapa_Tabuleiros_Costeiros_Labra_Fertilizacao_In_Vitro_Foto_Saulo_Coelho-10.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2017_02_20_Embrapa_Tabuleiros_Costeiros_Labra_Fertilizacao_In_Vitro_Foto_Saulo_Coelho-10-300x199.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2017_02_20_Embrapa_Tabuleiros_Costeiros_Labra_Fertilizacao_In_Vitro_Foto_Saulo_Coelho-10-768x510.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2017_02_20_Embrapa_Tabuleiros_Costeiros_Labra_Fertilizacao_In_Vitro_Foto_Saulo_Coelho-10-310x205.jpg 310w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100861" class="wp-caption-text">Laboratório de Fertilização in Vitro da Embrapa Foto: Saulo Coelho/Embrapa Tabuleiros Costeiros</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p class="isSelectedEnd">A FIV pode ajudar a multiplicar animais que preservam essas características. A Embrapa mantém uma rede de conservação que inclui embriões, sêmen e animais vivos de raças nativas, naturalizadas, ameaçadas ou em processo de descaracterização genética. Parte desse material é preservada em um banco genético em Brasília.</p>
<p class="isSelectedEnd">“<strong>A FIV entra justamente para multiplicar esse material para ser conservado</strong>”, explica Azevedo. O pesquisador ressalta que a atuação de instituições de pesquisa é complementar ao mercado privado. Enquanto a produção comercial de embriões já alcançou escala e tornou o Brasil referência internacional, a pesquisa pode aplicar a tecnologia em espécies, raças e características que ainda não despertam interesse econômico imediato.</p>
<h2>Laboratório privado chega a Aracaju</h2>
<p class="isSelectedEnd">A universidade não é a única a identificar espaço para a tecnologia em Sergipe. O médico-veterinário <strong>Ranilson Rego Cavalcante</strong>, que atua há 48 anos com reprodução animal, está concluindo a implantação de um laboratório de produção in vitro de embriões em Aracaju.</p>
<p class="isSelectedEnd">A estrutura física está pronta e os equipamentos estão em processo de aquisição. A previsão é iniciar as atividades em até dois meses. O <strong>LBN Embriões</strong> ficará no conjunto Santa Lúcia, no bairro Jabotiana, e deverá atender produtores de gado de corte e leite. Segundo Cavalcante, será o primeiro laboratório de FIV bovina instalado em Sergipe.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cenário é diferente do encontrado por ele em 2010, quando tentou instalar um laboratório no Estado. Na época, identificou apenas seis vacas que poderiam ser utilizadas regularmente como doadoras. Segundo o veterinário, seriam necessárias cerca de 60 doadoras submetidas à aspiração por mês para viabilizar a operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">“<strong>Eu achei seis vaquinhas só para poder fazer esse procedimento</strong>”, lembra. Agora, afirma, produtores sergipanos já procuram a equipe para saber quando o serviço estará disponível. “<strong>Estamos sendo pressionados pelos produtores de Sergipe, cobrando quando é que a gente inicia os nossos trabalhos</strong>”, afirma.</p>
<p class="isSelectedEnd">O laboratório será operado pelo filho de Cavalcante, o médico-veterinário <strong>Breno de Moraes Cavalcante</strong>, e pelo sócio <strong>Lucas Gatti</strong>, técnico responsável pelos procedimentos de aspiração e transferência de embriões.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Ranilson, a estrutura pode acelerar o melhoramento genético do rebanho sergipano. Quando começou a atuar no Estado, os produtores precisavam buscar animais geneticamente superiores em estados vizinhos, principalmente Alagoas. A inseminação artificial reduziu essa dependência e a FIV pode acelerar ainda mais o processo. “<strong>O advento da FIV acelera muito o melhoramento animal</strong>”, afirma.</p>
<h2>FIV multiplica genética de animais superiores</h2>
<p class="isSelectedEnd">O procedimento começa com a escolha de uma vaca geneticamente superior. O animal passa por preparação hormonal para aumentar a produção de óvulos. Depois, os técnicos fazem a aspiração dos ovários e retiram os óvulos, que precisam chegar ao laboratório em aproximadamente 16 horas.</p>
<figure id="attachment_100871" aria-describedby="caption-attachment-100871" style="width: 330px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-11.22.20.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-100871" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-11.22.20-300x223.jpeg" alt="Embriões de bovinos" width="330" height="245" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-11.22.20-300x223.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-11.22.20.jpeg 445w" sizes="auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100871" class="wp-caption-text">Embriões de bovinos Foto: Hymerson Azevedo</figcaption></figure>
<p class="isSelectedEnd">No laboratório, os óvulos são fertilizados com o sêmen de um touro escolhido de acordo com as características que o produtor pretende obter.</p>
<p class="isSelectedEnd">Depois da fecundação, os embriões são transferidos para vacas receptoras previamente preparadas. Por volta do oitavo dia, o embrião é transferido e a receptora passa a carregar uma gestação originada da combinação genética da doadora com o touro escolhido.</p>
<p class="isSelectedEnd">A principal vantagem econômica é multiplicar rapidamente a genética de uma fêmea de alto valor. Uma vaca teria um número limitado de crias durante sua vida produtiva. Com a produção de embriões, a genética daquela fêmea pode ser multiplicada em várias receptoras. “<strong>O melhoramento genético é assim: as filhas têm que ser melhores do que as suas mães</strong>”, explica Cavalcante.</p>
<h2>Aumento de probabilidades</h2>
<p class="isSelectedEnd">A técnica também permite aumentar a probabilidade de nascimento de fêmeas por meio do uso de sêmen sexado. Segundo Cavalcante, a chance de nascimento de uma fêmea fica entre <strong>85% e 90%</strong>, o que é especialmente relevante para a pecuária leiteira, na qual as fêmeas são utilizadas para ampliar o plantel produtivo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O veterinário ressalta que genética não garante produtividade sozinha. Nutrição, sanidade e manejo são fundamentais para que o potencial genético seja convertido em produção. A taxa de prenhez também não chega a 100%. Segundo ele, fica em torno de <strong>35%</strong>, podendo melhorar quando o produtor segue corretamente as orientações técnicas.</p>
<h2>Produção local pode reduzir custos</h2>
<p class="isSelectedEnd">A implantação de laboratórios em Sergipe pode reduzir custos e dificuldades logísticas. Quando equipes de outros estados realizam o procedimento, os óvulos precisam chegar ao laboratório em aproximadamente 16 horas, o que pode exigir deslocamentos rápidos e até transporte aéreo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Cavalcante, um embrião produzido por equipes que precisam se deslocar de outros estados pode custar entre <strong>R$ 750 e R$ 1 mil</strong>, dependendo da operação. Com o procedimento realizado em Sergipe, o veterinário estima que o custo possa cair para aproximadamente <strong>R$ 300 a R$ 400 por embrião</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proximidade também reduz a complexidade do transporte dos óvulos e pode acelerar o ganho genético. Na monta natural, Cavalcante estima que uma nova geração possa levar de dois anos e meio a três anos para chegar ao rebanho. Com os embriões, esse intervalo pode ser reduzido.</p>
<h2>Sebrae registra aumento da procura</h2>
<p class="isSelectedEnd">A formação desse mercado já aparece nos dados do Sebrae em Sergipe. Segundo <strong>Luiz Machado</strong>, analista e gestor de projetos do Sebrae/SE, a procura por tecnologias de melhoramento genético cresceu em média <strong>10% entre 2024 e 2025</strong>. A expectativa é de avanço de aproximadamente <strong>20% entre 2025 e 2026</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">“<strong>Há uma ascensão muito grande em relação a isso. Antes a gente divulgava pouco. Tinha o programa, tinha os benefícios, mas era pouco divulgado. A partir do momento em que começamos a divulgar, a procura aumentou</strong>”, afirma.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por meio do Sebraetec, o Sebrae subsidia serviços de inovação e tecnologia, incluindo FIV, transferência de embriões e inseminação artificial em tempo fixo (IATF). O Sebrae paga <strong>70% do custo da consultoria tecnológica</strong>, enquanto o produtor arca com os 30% restantes. Mais de <strong>180 pecuaristas</strong> já foram atendidos em Sergipe com procedimentos de IATF e transferência de embriões.</p>
<figure id="attachment_100859" aria-describedby="caption-attachment-100859" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-14.59.34.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-100859 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-14.59.34.jpeg" alt="Luiz Machado, Sebrae" width="1280" height="960" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-14.59.34.jpeg 1280w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-14.59.34-300x225.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-14.59.34-1024x768.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-14.59.34-768x576.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100859" class="wp-caption-text">Luiz Machado, do Sebrae, estima que em 2024 foram feitas mais de 15 mil inseminações Foto: Wellington Amarante/Sebrae</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p class="isSelectedEnd">Machado estima que, em 2024, foram realizadas mais de <strong>15 mil inseminações</strong> pelo programa. A oferta de serviços especializados ainda é limitada. Segundo o analista, há uma ou duas empresas habilitadas para atender pelo Sebraetec a demanda de transferência de embriões, sendo uma de Sergipe e outra de Alagoas. Para IATF, são cerca de oito empresas, todas sergipanas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma delas é a Nordeste In Vitro, de Alagoas. O médico-veterinário <strong>Lucas Carvalho Pereira</strong>, sócio e responsável técnico, afirma que a equipe atende produtores sergipanos praticamente todas as semanas e também atua em outros estados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Pereira, as empresas que trabalham atualmente na região poderiam transferir cerca de <strong>5 mil embriões por ano em Sergipe</strong>. Ele ressalta, porém, que é difícil consolidar números precisos de todo o mercado, formado por diferentes prestadores.</p>
<h2>Mercado chega a pequenos e médios produtores</h2>
<p class="isSelectedEnd">A expansão da tecnologia também muda o perfil de quem consegue acessar a reprodução assistida. O pesquisador <strong>João Henrique Moreira Viana</strong>, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, afirma que a adoção de tecnologias como inseminação e produção de embriões cresceu fortemente nos últimos 20 anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A produção de embriões em laboratório foi uma das principais mudanças. Inicialmente concentrada na pecuária de corte, a tecnologia também avançou no segmento leiteiro, impulsionada pelo uso de sêmen sexado. Mais recentemente, passou a alcançar animais de interesse de pequenos e médios produtores, como vacas F1, 3/4 e 5/8, resultantes de diferentes cruzamentos entre raças.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Viana, programas de fomento público ou privado podem facilitar esse acesso. Ele cita o Sebraetec como exemplo de iniciativa que aproxima laboratórios e produtores e reduz o custo da genética. “<strong>Hoje a gente vê essas ferramentas como uma forma de democratizar o acesso à genética, e isso tem tido um impacto muito grande na evolução genética dos rebanhos</strong>”, afirma.</p>
<h2>Produção de embriões cresce no Nordeste</h2>
<p class="isSelectedEnd">Os dados reunidos por Viana mostram o avanço da tecnologia no Nordeste. O Brasil registrou, em 2024, <strong>508.001 embriões bovinos</strong> produzidos ou coletados e comunicados às associações de raça. Desse total, <strong>493.989 foram produzidos in vitro</strong>, o equivalente a 97,2%.</p>
<p class="isSelectedEnd">A produção in vitro cresceu <strong>8,5%</strong> em relação a 2023, enquanto a coleta de embriões in vivo recuou 15,2%.No Nordeste, entre 2020 e 2024, o número de embriões comunicados de raças zebuínas aumentou <strong>155%</strong>, contra 52,5% no Brasil. A participação nordestina no total nacional passou de <strong>3,8% para 6,3%</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">No período, a produção de embriões de Nelore cresceu 146,4%; a de Sindi, 444,6%; a de Gir, 200%; e a de Guzerá, 85,4%. O Brasil se tornou referência internacional na produção in vitro de embriões, e a tecnologia passou a ocupar novos nichos. A cadeia econômica envolve hormônios, meios e consumíveis de laboratório, equipamentos, receptoras, logística e serviços veterinários especializados.</p>
<h2>Genética acelera produção de leite</h2>
<p class="isSelectedEnd">O impacto chega ao campo. O produtor de leite <strong>Edmilson Góes</strong> utiliza a transferência de embriões para multiplicar vacas de maior potencial produtivo. Em um procedimento recente, uma das doadoras resultou em <strong>oito gestações</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">A propriedade possui cerca de <strong>300 animais</strong>, todos fêmeas, e produz aproximadamente <strong>2,3 mil litros de leite por dia</strong>. Algumas vacas chegam a produzir entre 40 e 50 litros diários. A produtividade média também aumentou. Há cerca de 15 anos, o rebanho produzia em média 15 a 16 litros por vaca. Atualmente, a média está entre <strong>24 e 26 litros</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">O produtor ressalta que genética, nutrição, sanidade e manejo precisam caminhar juntos. Para João Henrique Viana, a principal contribuição dessas tecnologias é acelerar o ganho genético e reduzir o tempo necessário para que características desejáveis se espalhem pelo rebanho.</p>
<p class="isSelectedEnd">
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		<title>Para quem viver é escrever, cada palavra é uma história</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/para-quem-viver-e-escrever-cada-palavra-e-uma-historia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 11:31:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Há trinta anos, publiquei meu primeiro texto. Com o título “História Consciente, Geração Consciente”, no dia 27 de junho de 1996,  fiz minha estreia no jornal Folha de Lagarto, numa coluna chamada “História e Estórias de Lagarto”. Eu tinha acabado de concluir o curso de Licenciatura em &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">H</span>á trinta anos, publiquei meu primeiro texto. Com o título “História Consciente, Geração Consciente”, no dia 27 de junho de 1996,  fiz minha estreia no jornal <em><i>Folha de Lagarto</i></em>, numa coluna chamada “História e Estórias de Lagarto”.</p>
<p>Eu tinha acabado de concluir o curso de Licenciatura em História pela <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.ufs.br/" target="_blank" rel="noopener">Universidade Federal de Sergipe.</a></span> Logo, minha única pretensão, doravante, era ser professor e viver de meu ofício. Jamais pensei ou sequer almejei ser historiador, escritor e mesmo articulista de jornais e de revistas magazines. Sequer poeta, ideia à qual ainda resisto em assumir, preferindo dizer que às vezes reclamo da vida em versos.</p>
<p>Fato é que naquele ano de 1996, estimulado pelos  professores José Cláudio Monteiro Santos, Assuero Cardoso Barbosa e Emerson da Silva Carvalho, e com o apoio de Raimundinho do <em><i>Folha de Lagarto</i></em>, assumi a missão de, para além de lecionar, contar história, escrever, me expressar à luz da ciência histórica. E, com toda tranquilidade, consciência e vontade, contribuir para com a historiografia local, sergipana e, porque não, nacional. E afirmo isto sem o menor cabotinismo.</p>
<p>Com a presente crônica, alcanço um número de publicações do gênero que vai além da estatística ou ostentação curricular. Cerca de 887 textos/artigos publicados (até a presente data) sobre inúmeros assuntos: de História de Lagarto a História Cultural, sendo atravessados por religião, religiosidade, festa, carnaval, música, cinema, literatura, memória, patrimônio cultural, futebol, política, arte, teologia e aquilo que a inspiração me presenteia generosamente.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Aqui, aproveito para citar e agradecer a todos os jornais revistas que me abriram um espaço para expor meu pensamento. Em cada um destes veículos, tive a liberdade necessária para me expressar, nem sempre agradando, mas nunca abrindo mão de princípios éticos, de formação familiar e religiosos. Além do jornal <em><i>Folha de Lagarto</i></em>, Lagarto Hoje, Sergipe Hoje, Gazeta dos Municípios, Folha Sergipana, Correio de Sergipe, Jornal do Dia, Cinform, Correio da Bahia. Afora as revistas Tribuna Municipal, Cidade, Realce, Perfil, Sergipe TradeTour, Revista Sergipe Nossa Terra e Revista Literária de Sergipe. E os portais Lagartense, Lagartonet, Lagarto Notícias e <strong><b><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/category/articulistas/outras-palavras/" target="_blank" rel="noopener">Só Sergipe</a></span>. </b></strong></p>
<p>Sem deixar de mencionar as chamadas revistas científicas e acadêmico-culturais, tais como: Revista Brasileira de História, Revista Brasileira de História das Religiões, Revista de Teologia e Ciências da Religião da UNICAP, Práxis Pedagógica, Revista de Extensão da UFS, História Agora, Diálogo, Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Revista Tempo Histórico, Clio, Revista do Memorial do Poder Judiciário de Sergipe,  Revista Eletrônica FJAV, Desvendando a História, Cadernos UFS, Ponta de Lança, Revista da Academia Brasileira de Letras e Revista da Academia Lagartense de Letras, Candeeiro e Cumbuca,</p>
<p>Além dos textos, fui agraciado com inúmeras oportunidades de publicar e organizar livros e capítulos de livros, mantendo o mesmo compromisso, notadamente, com aqueles que desejam conhecer, aprender e também se aventurar na arte de escrever. Da sala de aula para as páginas impressas e digitais, nesse pêndulo que é a vida, no que ela tem de mais fascinante desafiadora e bela.</p>

			</div></div>
<p>Mais do que dinheiro e fama, as três décadas na labuta da oficina de historiador me deram sentido, propósito e foco profissional e pessoal. As palavras e o pensamento têm sido para mim grandes aliados, me garantindo o viço necessário à minha existência humana. Tornou, literalmente, uma eficiente terapia. De tal sorte, que não é exagero quando digo que <em><i>escrevo com a mesma necessidade que respiro</i></em>.</p>
<p>Tenho, portanto, muito orgulho e alegria pelo que faço, pelo que já fiz e anseio ainda fazer. Mais do que uma auto homenagem, autopromoção ou autoelogio, trata-se de uma celebração da memória, uma prestação de contas (talvez), e, também, uma ode agradecida e realizada pelos dons que Deus, generosamente, me concedeu e concede até a presente data. Que venham outras palavras!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>BNB fomenta debates sobre economia industrial e inovação em Sergipe</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/bnb-fomenta-debates-sobre-economia-industrial-e-inovacao-em-sergipe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:07:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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		<category><![CDATA[UFS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Profissionais da indústria e inovação, economistas e pesquisadores estarão presentes no Encontro Nacional de Economia Industrial e Inovação (Enei), promovido pela Associação Brasileira de Economia Industrial e Inovação (Abein). Patrocinada pelo Banco do Nordeste (BNB), a décima edição do evento será realizada de 19 a 22 de maio, na Universidade Federal de Sergipe (UFS), &#8230;</p>
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<p>Profissionais da indústria e inovação, economistas e pesquisadores estarão presentes no Encontro Nacional de Economia Industrial e Inovação (Enei), promovido pela Associação Brasileira de Economia Industrial e Inovação (Abein). Patrocinada pelo Banco do Nordeste (BNB), a décima edição do evento será realizada de 19 a 22 de maio, na Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão.</p>
<p>A industrialização sustentável, a inovação regional e o desenvolvimento econômico são as principais pautas do encontro. O crédito e outras iniciativas de fomento às indústrias no Nordeste, por meio de parceiros como o BNB, estarão presentes nos debates sobre desafios e avanços da Região.</p>
<p>Formuladores de políticas públicas, representantes de instituições regionais e nacionais participarão de minicursos, palestras e rodas de conversa, para troca de experiências sobre o impacto direto na qualificação de recursos humanos e no ambiente institucional de Sergipe e do Nordeste. A previsão é reunir cerca de 500 pessoas, nos três dias de evento.</p>
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		<title>Sergipe sedia simpósio com R$ 13,3 mi em crédito para floricultura</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/sergipe-sedia-simposio-com-r-133-mi-em-credito-para-floricultura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2026 11:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[BNB]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento]]></category>
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		<category><![CDATA[produção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De 5 a 7 de maio, a Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, sediará o III Simpósio Nordestino de Floricultura e Plantas Ornamentais (Sinflor), reunindo pesquisadores, produtores e empresários para discutir avanços na cadeia produtiva. O evento ocorre em um cenário de crescimento do setor no estado, que já movimentou R$ 13,3 milhões &#8230;</p>
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<p data-start="265" data-end="943">De <strong data-start="268" data-end="285">5 a 7 de maio</strong>, a <strong data-start="289" data-end="348">Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão</strong>, sediará o <strong data-start="360" data-end="435">III Simpósio Nordestino de Floricultura e Plantas Ornamentais (Sinflor)</strong>, reunindo pesquisadores, produtores e empresários para discutir avanços na cadeia produtiva. O evento ocorre em um cenário de crescimento do setor no estado, que já movimentou <strong data-start="612" data-end="684">R$ 13,3 milhões em financiamentos do Banco do Nordeste (BNB) em 2025</strong> e mais de <strong data-start="695" data-end="744">R$ 1,1 milhão no primeiro trimestre deste ano</strong>. Nesse contexto, Sergipe se destaca como o <strong data-start="788" data-end="870">terceiro maior produtor específico de mudas de plantas ornamentais do Nordeste</strong>, consolidando sua força na região.</p>
<p data-start="945" data-end="1096">O crescimento do setor tem forte presença no Centro-Sul sergipano, que vem se consolidando como referência na produção de flores e plantas ornamentais. O maior volume de crédito no estado está concentrado na produção de gramínea (grama), que respondeu por <strong data-start="1202" data-end="1247">R$ 12,6 milhões em financiamentos em 2025</strong>, o equivalente a <strong data-start="1265" data-end="1292">95,2% do total aplicado</strong>. Em seguida aparecem a produção de plantas ornamentais, mudas e sementes, com <strong data-start="1371" data-end="1392">R$ 326 mil (2,4%)</strong>, e a produção de flores, com <strong data-start="1422" data-end="1445">R$ 296,6 mil (2,2%)</strong>.</p>
<p data-start="1448" data-end="1668">Já no primeiro trimestre deste ano, a distribuição do crédito mantém a predominância da grama, com <strong data-start="1547" data-end="1571">R$ 984,9 mil (84,1%)</strong>, seguida pela produção de flores (<strong data-start="1606" data-end="1615">10,3%</strong>) e plantas ornamentais, mudas e sementes (<strong data-start="1658" data-end="1666">5,2%</strong>).</p>
<h3 data-section-id="qo3oc0" data-start="1670" data-end="1712">Produção e crédito impulsionam o setor</h3>
<p data-start="1714" data-end="1967">O produtor Gabriel Mota, de Boquim, atua há 15 anos no fornecimento de flores e plantas ornamentais para Bahia, Ceará, Pernambuco e Sergipe. Com 16 funcionários, ele destaca o papel do microcrédito do programa Agroamigo, do BNB, para ampliar a produção. “Nossa área precisa de investimento em produtos para ampliar o fornecimento. O microcrédito tem prazo grande para iniciar o pagamento, o que nos ajuda a respirar e buscar melhorias”, afirma.</p>
<figure id="attachment_98483" aria-describedby="caption-attachment-98483" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ana-larissa-produtora-flores.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-98483 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ana-larissa-produtora-flores.jpeg" alt="produtora Ana Larissa" width="1280" height="720" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ana-larissa-produtora-flores.jpeg 1280w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ana-larissa-produtora-flores-300x169.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ana-larissa-produtora-flores-1024x576.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/ana-larissa-produtora-flores-768x432.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></a><figcaption id="caption-attachment-98483" class="wp-caption-text">Produtora Ana Larissa dos Santos, de Lagarto, planta e vende plantas ornamentais. Com crédito do BNB, família migrou do plantio de culturas sazonais para plantas ornamentais (Fotos: Acervo pessoal)</figcaption></figure>
<p data-start="2165" data-end="2347">Em Lagarto, também no Centro-Sul, a empresária Ana Larissa Santos relata a mudança do cultivo sazonal para plantas ornamentais, com foco em suculentas, mercado em expansão no estado. “Trabalho com plantas ornamentais há três anos e sempre busco inovação. Com apoio do BNB há 10 anos, consigo ampliar minha floricultura”, destaca.</p>
<p data-start="2501" data-end="2624">Já o agricultor Luís dos Santos, do povoado Três Irmãos, em Boquim, afirma que o acesso ao crédito transformou seu negócio. “Consegui crescer cerca de 70%, investindo em materiais, mão de obra e qualidade da produção. Quero avançar ainda mais com novas linhas de crédito”, projeta.</p>
<h3 data-section-id="13vzv8a" data-start="2789" data-end="2822">Centro-Sul concentra produção</h3>
<p data-start="2824" data-end="3062">Boquim se destaca como o <strong data-start="2849" data-end="2923">terceiro maior produtor específico de flores na área de atuação do BNB</strong>, com 127 propriedades registradas, ficando atrás apenas de Gravatá (PE) e Teófilo Otoni (MG), segundo dados do IBGE compilados pelo Etene.</p>
<p data-start="3064" data-end="3180">Outros municípios do Centro-Sul também aparecem no levantamento, como Lagarto (38 propriedades) e Ribeirópolis (10). De acordo com a gerente da unidade do BNB em Boquim, Priscilla Lyra, há relação direta entre o crédito ofertado e o crescimento da atividade.</p>
<p data-start="3325" data-end="3503">“<strong data-start="3326" data-end="3493">Existe um grande número de empreendedores investindo em plantas e flores. O crédito tem acompanhado essa expansão, especialmente entre pequenos e médios produtores</strong>”, afirma.</p>
<h3 data-section-id="ayclzy" data-start="3505" data-end="3538">Evento reúne cadeia produtiva</h3>
<p data-start="3540" data-end="3732">Durante o III Sinflor, o Banco do Nordeste apresentará suas linhas de crédito e o Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter), voltado à expansão da policultura no Centro-Sul sergipano.</p>
<p data-start="3734" data-end="4019">Patrocinado pelo BNB, o simpósio reunirá pesquisadores, especialistas e empreendedores rurais e urbanos para discutir o potencial da floricultura e das plantas ornamentais no Nordeste. As edições anteriores ocorreram em Bananeiras (PB) e Petrolina (PE), com média de 163 participantes.</p>
<p data-start="3734" data-end="4019"><div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h3 data-section-id="1hemuqu" data-start="4021" data-end="4056">Sergipe em destaque no Nordeste</h3>
<p data-start="4058" data-end="4296">Além de ser o terceiro maior produtor específico de mudas de plantas ornamentais da região, Sergipe concentra <strong data-start="4168" data-end="4232">14,9% das propriedades produtoras desse segmento no Nordeste</strong>, ficando atrás apenas da Bahia (23,8%) e de Pernambuco (18,2%).</p>
<p data-start="4298" data-end="4454">Na produção combinada de flores e plantas ornamentais, o estado ocupa a <strong data-start="4370" data-end="4388">quarta posição</strong>, com 226 unidades produtivas, atrás de Bahia, Pernambuco e Ceará.</p>
<p data-start="4298" data-end="4454">
			</div></div>
<p data-start="4298" data-end="4454">
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		<title>Escritor sergipano lança obra sobre místico Apolônio de Tiana</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/escritor-sergipano-lanca-obra-sobre-mistico-apolonio-de-tiana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2026 14:43:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[antiguidade]]></category>
		<category><![CDATA[Apolônio de Tiana]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência das Religiões]]></category>
		<category><![CDATA[escritor]]></category>
		<category><![CDATA[exemplares]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[maçom]]></category>
		<category><![CDATA[místico]]></category>
		<category><![CDATA[Rosa Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[trajetória]]></category>
		<category><![CDATA[UFS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=98465</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; O escritor sergipano Sigelman Silva de Araújo está lançando seu segundo livro, “Apolônio de Tiana: místico, sábio, homem divino”, obra resultado de seu mestrado em Ciências das Religiões pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). O trabalho sucede “Missões Ocultas”, seu primeiro livro, e aprofunda o estudo de uma figura da Antiguidade, frequentemente comparada a Jesus &#8230;</p>
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<p>O escritor sergipano <strong><b>Sigelman Silva de Ara</b></strong><strong><b>ú</b></strong><strong><b>jo</b></strong> está lançando seu segundo livro, <em><i>“Apolônio de Tiana: místico, sábio, homem divino”</i></em>, obra resultado de seu mestrado em Ciências das Religiões pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). O trabalho sucede <em><i>“Missões Ocultas”</i></em>, seu primeiro livro, e aprofunda o estudo de uma figura da Antiguidade, frequentemente comparada a Jesus Cristo, mas cuja trajetória não ganhou a mesma projeção histórica.</p>
<p>Apolônio de Tiana é um personagem da Antiguidade tardia, contemporâneo de Jesus, descrito pelo autor como alguém que realizou feitos semelhantes e chegou a ser visto como “um Cristo pagão”. Apesar disso, sua memória não se consolidou ao longo dos séculos, principalmente pela ausência de uma religião institucionalizada em torno de seu nome.</p>
<figure id="attachment_98468" aria-describedby="caption-attachment-98468" style="width: 209px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-04-29-at-12.07.51.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-98468" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-04-29-at-12.07.51.jpeg" alt="Sigelman Araújo" width="209" height="233" /></a><figcaption id="caption-attachment-98468" class="wp-caption-text">Escritor Sigelman Araújo</figcaption></figure>
<p>A motivação para o livro surgiu da vivência pessoal de Sigelman em tradições iniciáticas. Mestre maçom e estudante da Ordem Rosa Cruz, ele afirma que o contato com essas correntes — que articulam espiritualidade, simbolismo e metafísica — o levou ao estudo acadêmico da religião. Foi nesse contexto que desenvolveu sua pesquisa de mestrado, tendo Apolônio como objeto central, descrito por ele como “um médico iniciado e iluminado”.</p>
<p>O lançamento segue o modelo independente. Sem apoio editorial, o autor pretende imprimir inicialmente 200 exemplares e aposta em uma pré-venda para custear a produção.</p>
<p>“Como eu sou escritor autônomo, sem aquela abundância financeira larga, eu tô lançando muito mais para base de conhecimento. Vou colocar no mercado 200 cópias, mas ainda assim é um valor muito alto para a gráfica imprimir. Então vou fazer uma pré-venda”, explica.</p>
<p>O livro será disponibilizado apenas em formato físico. Segundo o autor, a decisão visa preservar a integridade da obra. “Não queria lançar em PDF para que houvesse diversas cópias na internet. Acho que tiraria a pureza do trabalho”, afirma.</p>
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<h3>Figura histórica entre mito, filosofia e religião</h3>
<p>Apolônio de Tiana é descrito como uma das figuras mais fascinantes da Antiguidade tardia — um filósofo, asceta, taumaturgo e viajante incansável. Sua vida, narrada sobretudo por Filóstrato, mistura história, memória e idealização. Ele é apresentado como a encarnação do ideal do sábio pitagórico em um mundo romano plural e inquieto.</p>
<figure id="attachment_98473" aria-describedby="caption-attachment-98473" style="width: 865px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-01-114058.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-98473 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-01-114058.png" alt="Apolônio de Tiana II" width="865" height="487" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-01-114058.png 865w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-01-114058-300x169.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-01-114058-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 865px) 100vw, 865px" /></a><figcaption id="caption-attachment-98473" class="wp-caption-text">Outra imagem de Apolônio de Tiana</figcaption></figure>
<p>Apolônio praticava o vegetarianismo, valorizava o silêncio ritual e a disciplina do corpo e da alma. Rejeitava o luxo e a ostentação, defendendo uma ética de simplicidade radical. Suas viagens tinham como propósito ensinar, corrigir costumes e restaurar práticas espirituais antigas.</p>
<p>Sua religiosidade era profundamente tradicional, mas não dogmática. Ele honrava os deuses gregos sem recorrer a sacrifícios sangrentos e defendia uma relação racional e pura com o divino.</p>
<p>Considerado por muitos como um “homem divino” (<em><i>theios anér</i></em>), Apolônio teria realizado milagres, curas, exorcismos e visões proféticas — elementos que o colocaram em tensão com o poder político da época. Seu confronto simbólico com o imperador Domiciano expressa o embate entre sabedoria e tirania, posicionando-o como crítico do abuso do poder imperial.</p>
<p>Ao mesmo tempo, ele é apresentado como mediador entre filosofia e religião. Embora não tenha fundado uma seita formal, inspirou discípulos e admiradores, deixando um legado mais ético e espiritual do que institucional.</p>
<p>Na Antiguidade, foi comparado a figuras como Pitágoras e Sócrates. Posteriormente, tornou-se objeto de controvérsia com o cristianismo nascente — sendo visto ora como rival de Jesus, ora como exemplo de sábio pagão.</p>
<p>Apolônio habita uma fronteira entre mito e história, refletindo os anseios espirituais de seu tempo. Ele simboliza uma alternativa helênica ao monoteísmo emergente e expressa a busca pela divinização da alma humana. Sua imagem permanece, até hoje, aberta a interpretações filosóficas e religiosas, sendo vista como um arquétipo de sabedoria, disciplina e transcendência.</p>

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<h3><strong><b>Trajetória do autor e primeira obra</b></strong></h3>
<p>Sigelman Silva de Araújo tem 58 anos e formação original em Sistemas de Informação — área distinta de sua atuação literária atual. Segundo ele, a mudança de percurso foi impulsionada pela vivência nas ordens iniciáticas. “Fui impressionado, me apaixonei e resolvi escrever”, resume.</p>
<p>Seu primeiro livro, <em><i>“Missões Ocultas”</i></em>, apresenta a história de um personagem chamado Lotus, que vivencia experiências ligadas a ordens iniciáticas e à ideia de que forças invisíveis conduzem o destino humano por meio de “missões” inesperadas. A obra está disponível no site Clube dos Autores, onde é impressa sob demanda.</p>
<h3><strong><b>Pré-venda e contato</b></strong></h3>
<p>A comercialização do novo livro será feita diretamente com o autor, <strong>pelo telefone (79).99885.2258,</strong> dentro da estratégia de pré-venda que pretende viabilizar a impressão da tiragem inicial.</p>
<p>O lançamento ainda está em fase de divulgação, com o autor buscando apoio e visibilidade em grupos e veículos locais.</p>
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