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	<title>Arquivo para tradução - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Almeida Antológico – A propósito de Florilégio Latino: textos poéticos bilingues traduzidos e comentados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Sep 2024 11:00:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; Todo o coro dos escritores prefere os bosques e foge da cidade, cliente que é de Baco, aquele que gosta de dormir e de sombra. E agora queres tu que eu, no meio da algazarra noturna e diurna, consiga cantar em odes e seguir as pisadas já calcadas dos &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/almeida-antologico-a-proposito-de-florilegio-latino-textos-poeticos-bilingues-traduzidos-e-comentados/">Almeida Antológico – A propósito de Florilégio Latino: textos poéticos bilingues traduzidos e comentados</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Falmeida-antologico-a-proposito-de-florilegio-latino-textos-poeticos-bilingues-traduzidos-e-comentados%2F&amp;linkname=Almeida%20Antol%C3%B3gico%20%E2%80%93%20A%20prop%C3%B3sito%20de%20Floril%C3%A9gio%20Latino%3A%20textos%20po%C3%A9ticos%20bilingues%20traduzidos%20e%20comentados" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Falmeida-antologico-a-proposito-de-florilegio-latino-textos-poeticos-bilingues-traduzidos-e-comentados%2F&amp;linkname=Almeida%20Antol%C3%B3gico%20%E2%80%93%20A%20prop%C3%B3sito%20de%20Floril%C3%A9gio%20Latino%3A%20textos%20po%C3%A9ticos%20bilingues%20traduzidos%20e%20comentados" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Falmeida-antologico-a-proposito-de-florilegio-latino-textos-poeticos-bilingues-traduzidos-e-comentados%2F&amp;linkname=Almeida%20Antol%C3%B3gico%20%E2%80%93%20A%20prop%C3%B3sito%20de%20Floril%C3%A9gio%20Latino%3A%20textos%20po%C3%A9ticos%20bilingues%20traduzidos%20e%20comentados" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Falmeida-antologico-a-proposito-de-florilegio-latino-textos-poeticos-bilingues-traduzidos-e-comentados%2F&amp;linkname=Almeida%20Antol%C3%B3gico%20%E2%80%93%20A%20prop%C3%B3sito%20de%20Floril%C3%A9gio%20Latino%3A%20textos%20po%C3%A9ticos%20bilingues%20traduzidos%20e%20comentados" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Falmeida-antologico-a-proposito-de-florilegio-latino-textos-poeticos-bilingues-traduzidos-e-comentados%2F&#038;title=Almeida%20Antol%C3%B3gico%20%E2%80%93%20A%20prop%C3%B3sito%20de%20Floril%C3%A9gio%20Latino%3A%20textos%20po%C3%A9ticos%20bilingues%20traduzidos%20e%20comentados" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/almeida-antologico-a-proposito-de-florilegio-latino-textos-poeticos-bilingues-traduzidos-e-comentados/" data-a2a-title="Almeida Antológico – A propósito de Florilégio Latino: textos poéticos bilingues traduzidos e comentados"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Todo o coro dos escritores prefere os bosques e foge da cidade, cliente que é de Baco, aquele que gosta de dormir e de sombra. E agora queres tu que eu, no meio da algazarra noturna e diurna, consiga cantar em odes e seguir as </em><em>pisadas já calcadas dos bons poetas?</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Quintus Horatius Flaccus</strong></p>
<p style="text-align: right;"><em>Não que as pessoas acreditem literalmente nesses mitos esplêndidos; mas a poesia que há neles ajuda os homens a suportarem a prosa da vida.</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Will Durant</strong></p>
<p style="text-align: right;"><em>Afirma-se que um poema não pode ser lido como poema, porque é primeiramente um documento social ou, rara, mas possivelmente, uma tentativa de triunfo sobre a filosofia. Contra esta abordagem eu reclamo uma resistência tenaz cujo único objetivo é conservar a poesia de um modo tão íntegro e tão puro quanto possível.</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Harold Bloom</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> estofo intelectual do escritor, músico e pesquisador Marcos Almeida, valendo-me, aqui, de termo usado por Eugene O’Neill, em “Longa Jornada Noite Adentro”, como bem sabido entre os iniciados, é denso, firme e de excelente qualidade. Suas publicações o provam em sobejidão. E quem, como eu, é ungido com o privilégio de passar uma noite ao lado deste humanista (adjetivo este dito aqui sob o valor clássico, renascentista), a beber ótimos vinhos, comer os pratos impecáveis elaborados por sua esposa, Jaqueline, chef par excellence (melhor Paella que já comemos, eu e Iara), ouvir o melhor da música, conversar com seus serenos e inteligentes filhos, trocar ideias sobre a cultura clássica, decerto manifesta o mais alto grau de reconhecimento, pois, sabe que, ao final da tertúlia, sentirá o espírito ainda mais enriquecido.</p>
<p>Tocante é perceber que Marcos Almeida, ciente do que sabe, do seu patrimônio imaterial denso e imenso, disto não se ostenta, preferindo, mesmo, ceder a palavra ao interlocutor, dando seu parecer de forma branda, segura e simples, sem nunca ocultar a satisfação, a alegria.</p>
<p>Amigo que honra, como poucos, a amizade. Um verdadeiro perfil ciceroniano.</p>
<p>Almeida traz, em si, a noção de amizade de Cícero — existencial, estética, antropológica, ou seja, humanista, ainda que esteja eu a incorrer em anacronismo. O desejar coisas boas a outra pessoa para o próprio bem daquele que ama, juntamente com a mesma vontade da parte daquela pessoa para com você, bem como um acordo completo sobre todos os assuntos, sejam do humano e ou do divino, amigos unidos pela boa vontade e afeição mútuas.</p>
<p>Então, chega-me às mãos livro seu publicado em 2006, “Florilégio Latino — Textos poéticos bilingues, traduzidos e comentados”. Leitura tardia? Sim, concordo. Mas sinto que se faz tarde com a compensadora maturidade minha. Não muita, mas vão-se uns dezoito anos da publicação. Penso, sem intenção absoluta, que algo a mais, mesmo mínimo, devo ter aprendido neste interim, o que me valerá para compreender melhor a obra.</p>
<p>Almeida manifesta uma perspectiva individual-humanista sobre a essência, a estrutura mesma do conceito/fenômeno “Civilização”.</p>
<p>Diz-nos o autor: &#8220;Fazendo-me mais claro, acredito que existiram duas fases realmente únicas da civilização propriamente dita. A primeira, entre o quinto e o quarto século antes da era cristã, quando os pilares da dramaturgia (Ésquilo, Sófocles e  Eurípides) e da filosofia (Sócrates, Platão e Aristóteles)  conseguiram materializar na Grécia Antiga tudo o que o homem possui de mais belo e altaneiro. A segunda, compreendendo um intervalo de dois séculos — um antes da  era cristã e o outro imediatamente após —, quando o latim  deu à luz a incomparável prosa de Cícero, aos deslumbrantes  versos de Virgílio, Ovídio e Horácio, e ao monumental registro histórico de Lívio e Tácito, entre outros&#8221;.</p>
<p>Não é de surpreender que essa visão esteja muito próxima, resguardadas as especificidades, da exposta por um dos maiores historiadores da contemporaneidade: Kenneth Clark.</p>
<p>Diz-nos Clark: &#8220;Ao estudar a história da civilização, deve-se tentar manter um equilíbrio entre o gênio individual e a condição moral ou espiritual de uma sociedade. Por mais irracional que pareça, acredito no gênio. Acredito que tudo de valor que aconteceu no mundo foi devido a indivíduos. No entanto, não se pode deixar de sentir que as figuras supremamente grandes da história — Dante, Michelangelo, Shakespeare, Newton, Goethe — devem ser, até certo ponto, uma soma de seus tempos. Eles são muito grandes, muito abrangentes, para terem se desenvolvido isoladamente&#8221;.</p>
<p>Asseguro a você, improvável leitor, de que Almeida e Clark se equiparam. Ambos detêm o conhecimento e cultura necessários para que ocupem o lugar que lhes é de direito. São pensadores cientes da responsabilidade, a qual voluntariamente assumiram: preservar o melhor da memória da Humanidade.</p>
<p>&#8220;Florilégio Latino&#8221; foi produzido por um autor que sabe, como poucos, harmonizar a síntese com o essencial. Nada se perde, nada do que é importante está ausente. Ele compreende que não há como cobrir o todo, portanto, oferece ao leitor uma seleção cuidadosa do que deve ser recordado, cultivado e dito. Ou seja, Almeida põe, sobre a mesa do aprendizado perene, todos os dados necessários. Saibamos usufruir disto. Sejamos gratos ao gesto.</p>
<p>A obra é bem seccionada: uma generosa introdução de duas páginas e meia. E é o bastante para apresentar bem tanto o livro como o autor.</p>
<p>As seções, ao lermos o sumário, denotam a grandeza de tão nobre empreitada: &#8220;Poesia Clássica Latina&#8221;; &#8220;Poesia Medieval Latina&#8221;; &#8220;Poesia Moderna Latina&#8221;; &#8220;Epílogo&#8221;.</p>
<p>Tradução do autor, diretamente dos idiomas originais. Sim, Almeida os domina.</p>
<p>Cada nome da literatura clássica é devidamente apresentado. O que auxilia muito o leitor ao ler os respectivos poemas. Um exemplo de todo este cuidado de Marcos Almeida, recortado, por mim, de forma arbitrária, do corpo de texto, é o seguinte: “Os poemas de Virgílio são um tanto longos para serem traduzidos em sua totalidade neste Florilégio. Assim sendo, optamos por incluir a magistral introdução da Eneida — uma peça obrigatória no repertório de qualquer amante da latinidade —, e o quarto livro das Bucólicas, onde Virgílio parece descrever o nascimento de Jesus Cristo com uma antecipação de quase quarenta anos. Aconselho que cada frase seja lida com cuidado, pois apresentam duplo sentido para o incipiente cristianismo. Note, também, que o ‘príncipe dos poetas’, até mesmo por razões cronológicas, não podia ser cristão. O fato é que, devido à sua aparente &#8220;premonição&#8221;, ele foi considerado até o final da Idade Média como um precursor dos santos, capaz inclusive de operar milagres; e o seu túmulo em Nápoles tornou-se lugar de peregrinação Observe ainda que Dante Alighieri (1265 – 1321), na Divina Comédia, escolheu Virgílio para honrosamente guiá-lo na sua poética visita ao mundo dos mortos!&#8221;</p>
<p>Florilégio não se basta às traduções diretas (como se isso fosse pouco). Almeida antecede às produções literárias com textos introdutórios curtos, porém, ricos em detalhes, em referências. E, mediante estes, mais uma vez denota-se a grande altura intelectual do autor.</p>
<p>A cada apresentação é relacionada com uma das quatro seções (incluo, também,  o epílogo), o leitor tem acesso a fatos, a explicações muito importantes. Ler, em seguida, as obras traduzidas, torna-se muito mais seguro. Ou seja, céu de brigadeiro e mar de almirante (no bom sentido, entenda-se).</p>
<p>A título de exemplo, destaco na seção &#8220;Poesia Clássica Latina&#8221;, sobre o poeta Catulo: &#8220;Sua obra completa consta de pouco mais de uma centena de poemas, em sua maioria curtos (apenas oito poemas são considerados longos). Ficamos surpreendidos pela sua extrema franqueza ao apresentar os vícios humanos &#8211; inclusive os seus — e pelo modo como retrata a vida cotidiana, sem retoques. Torna-se impossível, creio, lê-los e ficar indiferente&#8221;.</p>
<p>E, na seção &#8220;Poesia Medieval Latina&#8221;, lemos sobre Hildegard von Bingen e sobre a tradução levada a efeito por Almeida: “(1098 &#8211; 1179 d.C.) foi a décima filha de uma família de nobre alemães. Tornou-se depois madre priora do convento. De tão religiosa, costumava ter visões envolvendo anjos, Jesus, Maria etc. Seu confessor, um abade, pediu-lhe que registrasse suas experiências místicas acerca da doutrina cristã. Preocupada com o fato de seu talento vir a ser considerado herético, solicitou o parecer de ninguém menos do que Bernardo de Clairvaux, líder da recém-criada ordem monástica dos cistercienses e defensor da polêmica Ordem dos Cavaleiros Templários. A resposta foi extremamente favorável, o que a incentivou a escrever diversos tipos de obras — poemas, hinos, orações e até uma enciclopédia de medicina caseira chamada Liber Simplicis Medicinae — , tornando-se uma das únicas mulheres medievais a conseguir reconhecimento por seu valor intelectual. Desconheço se os seus cânticos já foram anteriormente traduzidos em português. Acredito que não. Um comentário final, destinado aos amantes do latim &#8220;clássico&#8221;: observe que a escrita latina em terras germânicas da época era bem diferente da que se considera atualmente como padrão ‘clássico’ de ensino do latim”.</p>
<p>A seção “Poesia Moderna latina”, última, antes do “Epílogo” é dedicada a Rimbaud e a Baudelaire.</p>
<p>Verdadeiro manual de leitura crítica, disposição generosa do caminho das pedras.</p>
<p>Não será diferente no que diz respeito aos demais autores traduzidos.</p>
<p>&#8220;Florilégio Latino &#8220;, de Marcos Almeida, é fruto de extenuante laborão, embora prazeroso, compensador.</p>
<p>Ressalte-se mais uma vez: o autor, conhecedor do Latim, não se vê à mercê de traduções duvidosas. Confia em si, sob as generosas bênçãos do Senhor Pai Altíssimo. E mais: recusa-se a uma tradução mecânica, dicionarizada. Esta tem seu valor, sua utilidade técnica e imediata. Entretanto, Almeida debruçou-se sobre poemas, sobre autores extraordinários, sobre uma língua que traçou, em diversos aspectos, os caminhos da civilização ocidental. E é Literatura, é lírica, é subjetividade, é alma do indivíduo.</p>
<p>A atitude de Almeida me remete, de imediato, ao pensamento de Harold Bloom, em “O Cânone Ocidental” sobre a grandeza do material, o qual os apaixonados estudiosos desejam trazer para seus respectivos idiomas: “O que existe muito claramente é um fenômeno de excelência literária inigualável, com um tão forte poder de pensamento, de caracterização e de metáfora que sobrevive triunfantemente à tradução e à transposição, e convoca o interesse em virtualmente todas as culturas”.</p>
<p>Leitura de muitos? Não, de jeito nenhum. Fosse há quarenta anos, arriscar-me-ia a ampliar o espectro. Hoje, ao assistir, à volta e à distância, pretensos intelectuais, ‘pseudopensadores’, os quais, a todo momento,  revelam sua ignorância, sua grave falta de habilidade na escrita, sua incapacidade de extrapolar a obviedade piegas, sei do deserto no que concerne ao escopo e as virtudes do bom raciocínio — simplesmente não mais existe; sei do oásis no qual decidi por habitar, onde recebo tão somente aquele ou aquela que tem, de fato, recordando Sartre, em “A Idade da Razão”, algo a dizer.</p>
<p>Não, &#8220;Florilégio Latino&#8221; tem endereços certos&#8230; Não foi escrito para corações fracos.</p>
<p>Somos poucos, nós iniciados, heráldicos. Estamos em meio ao implacável processo de extinção. E o desaparecimento do Espírito começa no apagar da Memória. Notadamente da memória e do cultivo da Cultura Clássica, da herança da infinita (pelo menos, deveria ser assim) Antiguidade.</p>
<p>Nada há para fazer contra isso, no sentido de deter o medonho processo.</p>
<p>Podemos, quiçá, decidirmo-nos por ocultar a paixão febril pela Arte Clássica (visual, musical e literária) com um melancólico véu de sereno jovialidade do espírito teórico, apascentador, este que tão sabiamente foi condenada por Nietzsche, esta sutil e [i]legítima defesa contra a verdade. É uma escolha aceitável, compreensível, diante do inexorável extermínio ao qual estamos a ser submetidos. Mas podemos também optar por resistir em nossos jardins, em nossas varandas.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/vinho-mittaraquis.jpeg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-80485 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/vinho-mittaraquis-300x298.jpeg" alt="" width="300" height="298" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/vinho-mittaraquis-300x298.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/vinho-mittaraquis-1024x1017.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/vinho-mittaraquis-150x150.jpeg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/vinho-mittaraquis-768x763.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/vinho-mittaraquis.jpeg 1080w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Publicações (tão raras) do calibre de &#8220;Florilégio Latino&#8221;, de Marcos Almeida, não é referência para uma pueril esperança em dias melhores, em tempos futuros nos quais um Renascimento Cultural, vale dizer Espiritual, acontecerá. É documento, hoje, para os que escolheram não transigir e um testemunho póstumo dum vazio avassalador que se instalará, o qual se avizinha e que se imporá, prevalecerá.</p>
<p>E o destino da alma? Hades ou Campos Elísios?</p>
<p>Seremos — quase o somos já — refugiados em nossos próprios corações. Alguns de nós (como eu, provavelmente) ir-se-ão desta para melhor (ou pior) bem antes.</p>
<p>Por ora, aproveitemos o tempo que nos é concedido. Bebamos bons vinhos, ouçamos boas músicas, leiamos boas obras, cultivemos as boas amizades, amemos nossas belas mulheres — honremos o Bom, o Belo e o Sublime.</p>
<p>Santé <img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f377.png" alt="🍷" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>De fenômeno a mito</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/de-fenomeno-a-mito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Nov 2021 13:32:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caro leitor, amiga leitora, tenho que começar fazendo um mea-culpa. Até o final da tarde da sexta-feira, 5,  não conhecia Marília Mendonça, o fenômeno que morreu, aos 26 anos, no acidente aéreo, juntamente com mais quatro tripulantes:  Abiceli Silveira Dias Filho, 26 anos, tio e assessor; Henrique Ribeiro, produtor, 32 anos, de Salvador; piloto Geraldo &#8230;</p>
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<p>Caro leitor, amiga leitora, tenho que começar fazendo um mea-culpa. Até o final da tarde da sexta-feira, 5,  não conhecia Marília Mendonça, o fenômeno que morreu, aos 26 anos, no acidente aéreo, juntamente com mais quatro tripulantes:  Abiceli Silveira Dias Filho, 26 anos, tio e assessor; Henrique Ribeiro, produtor, 32 anos, de Salvador; piloto Geraldo Medeiros, 56 anos, Floriano, PI;  e copiloto Tarcísio Miranda, 37 anos, de Brasília.</p>
<p>No final daquela tarde, meu filho Rodrigo chegou em casa e perguntou: “Vistes que Marília Mendonça morreu?”. “Quem é Marília Mendonça?”, perguntei do alto de minha ignorância no sertanejo e na sofrência, gênero em que ela era rainha.</p>
<p>Louco por música, sempre tenho algo ligado no meu entorno; não ouço música sertaneja, sou do rock, do blue, Jazz e principalmente Bossa Nova. Por isso a desconhecia, mesmo sendo onipresente em todas as plataformas de música.</p>
<p>Já na madrugada de sexta-feira para sábado, mergulhei de corpo e alma na discografia da goiana, fiquei versado em Marília Mendonça. Para aplacar minha ignorância, fiz um simulado rápido. Assisti a tudo que as TVs colocaram no ar, li tudo sobre ela na internet, vi seus vídeos, vasculhei suas redes sociais, me tornei um quase expert na cantora goiana.</p>
<p>Cada vez que me aprofundava em sua espetacular e especial trajetória de vida, mais me apaixonava pela mulher Marília.  Que mulher especial, genial, diferenciada.</p>
<p>A profusão de canções feitas por ela, em pouco tempo, já a colocaria no Panteão do cancioneiro nacional. Com doze anos de idade vendia suas canções para duplas sertanejas goianas, com o dinheiro ajudava a alimentar a si, a mãe e um irmão, que recentemente ela lançara no meio artístico, como cantor sertanejo.</p>
<p>Quando se lançou cantora, não teve para mais ninguém, começou seu reinado, que acabaria de forma trágica na tarde do dia 05 de novembro, no auge da fama. Ela compôs mais de trezentas músicas em um curto espaço de tempo.</p>
<p>Tão precoce quanto inesperada, a morte de Marília Mendonça deixou o Brasil em estado de choque. Ela foi simplesmente o nome mais relevante do universo pop sertanejo nos anos recentes, a ponto de ter se sobressaído em um meio predominantemente masculino. Foi a responsável pelo que se chama hoje de feminejo.</p>
<p>Nascida em Cristianópolis, e criada em Goiânia, foi cantora e compositora de números colossais, obtidos em trajetória meteórica. Com letras simples, suas músicas falavam diretamente ao universo feminino: esposas, amantes, prostitutas, traídas, mulheres de todas as classes sociais. Se Chico Buarque de Holanda já foi descrito como um grande intérprete da alma feminina, coube à Marília com sua sofrência, falar diretamente das dores da alma do mulherio.</p>
<p>Dor de cotovelo ou fossa é um gênero musical que existe no Brasil há tempos. A primeira grande intérprete de tipo de canção foi Dolores Duran, nome artístico de Adiléia Silva da Rocha, cantora, compositora e instrumentista brasileira, que morreu também jovem, aos 29 anos, em outubro/59, um ano após meu nascimento.</p>
<p>Outro grande exemplo de cantora de fossa foi a paulistana Maísa Matarazzo, que marcou sua época. Na minissérie que a Globo exibiu em, mostra Maysa, um dos grandes mitos da música popular brasileira, em três décadas de vida, em meio a amores, álcool, brigas e canções. Maysa morreu em janeiro de 1977, aos 40 anos, no auge da fama, em um acidente na ponte Rio-Niterói.</p>
<p>Outras mulheres cantaram antes o sertanejo: Inezita Barroso (1925-2015), e Roberta Miranda, mas nenhuma como Marília Mendonça. Dando voz ativa às mulheres, ela renovou e ampliou o repertório desse tipo de música já bem conhecida do universo sertanejo, só que ela era diferenciada, e com seu timbre de voz, a colocava no patamar de estrela com luz própria.</p>
<p>O ótimo hit “Infiel”, que faz parte do álbum e DVD “Marília Mendonça ao vivo”, feitos em 2016, impulsionou em definitivo sua carreira, que sai de cena no auge do sucesso, e com futuro promissor pela frente. Se ela fez tudo isso com tão pouca idade, imagina o que não faria pelos próximos 26 anos?</p>
<p>Em meio ao desrespeito às mulheres, Marilia soube mandar seu recado, através de suas canções, contra esse machismo tóxico que assola o Brasil. “Mulher pode tudo”, cantou Marília Mendonça. Com sua precoce morte, Marília deixa de ser fenômeno para virar mito.</p>
<p>Sua música, seu talento, sua criatividade, sua arte, sua autenticidade, seu carisma, sua alegria e respeito aos fãs farão muita falta. Uma pena eu conhecer o fenômeno Marília Mendonça após a queda do avião na tarde de 5 de novembro. Marília Mendonça é a mais perfeita tradução do que é Brasil. Ela deixou o país numa enorme sofrência.</p>
<p>Marília era tão poderosa, que não precisava cantar em dupla, como a maioria dos cantores sertanejos. Como só fui conhecê-la após sua partida? Como seria bom conhecer de perto uma pessoa como ela: simples, alegre, criativa, divertida, que amava a vida.</p>
<p>_______________<br />
(*)  Engenheiro agrônomo, palestrante, cronista e viajante: o sul-americano mais viajado do mundo com mobilidade reduzida, visitou 143 países em todos os continentes.</p>
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		<title>“A poesia sempre será uma espécie de vacina contra todas as dores humanas”, acredita o escritor Germano Xavier</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Jul 2021 09:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Chapada Diamantina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“É urgente redesenhar o nosso percurso enquanto coletividade, enquanto humanidade”, ensina o escritor Germano Xavier, responsável pela coluna Literatura&#38;Afins, aqui no Portal Só Sergipe, que acaba de lançar seu segundo livro “O Homem Encurralado” (Penalux,2021), uma coletânea de 51 poemas, todos também traduzidos para o idioma francês. Ao pedir urgência no redesenhar do percurso, o &#8230;</p>
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<p>No resguardo em casa, em Caruaru, Pernambuco, durante essa pandemia – que insistentemente vai permanecendo -,  Germano teve a oportunidade de encontrar-se consigo mesmo. “Olhei mais para mim, mas olhei mais para os outros que compõem o todo da vida. Consegui ler mais e melhor. A pandemia atingiu as pessoas com tentáculos diferentes”, analisa o poeta, que também pensa “nas pessoas que não tiveram a oportunidade de parar um pouco, de ficar mais em casa, que não tiveram suas rotinas alteradas, que tiveram de continuar em suas prisões sistêmicas e diárias”.</p>
<p>Essas reflexões, em forma de poesia, estão  n’<strong>O Homem Encurralado</strong>, que faz parte de uma trilogia que está sendo gestada por Germano Xavier, cuja intenção é publicar o segundo livro em 2022.  Em 2006, o escritor, que é jornalista e mestre em Letras, publicou seu primeiro compêndio poético, Clube do Carteado, que para ele representou “um movimento de rebeldia, de nascedouro, de rompimento com a casca da vida literária”.</p>
<p>Leitor voraz e dono de uma  biblioteca rica de saberes, <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="http://nstagram.com/germanovianaxavier/">Germano</a></span></strong> lembra dos primeiros livros que chegaram às suas mãos: O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-​Exupéry, e Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos, os quais decifrou e devorou. A partir daí não parou mais de mergulhar nas mais variadas leituras, passando pelas obras de Gabriel Garcia Marquez, o inigualável Gabo, com seu realismo fantástico em Cem Anos de Solidão, aos brasileiros Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade, só para citar alguns dos seus companheiros de leitura. Ultimamente, Germano tem se dedicado à literatura contemporânea e também a livros cujos autores são negros.</p>
<figure id="attachment_41955" aria-describedby="caption-attachment-41955" style="width: 345px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T205722.483.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-41955 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T205722.483-300x300.png" alt="" width="345" height="345" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T205722.483-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T205722.483-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T205722.483-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T205722.483-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T205722.483.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 345px) 100vw, 345px" /></a><figcaption id="caption-attachment-41955" class="wp-caption-text">Blog O Equador das Coisas Foto: acervo pessoal</figcaption></figure>
<p>Idealizador e  mantenedor do blog <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="http://oequadordascoisas.blogspot.com/">O Equador das Coisas</a></span></strong>, Germano Xavier também tem um canal literário homônimo na plataforma <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.youtube.com/user/Germanovianaxavier">YouTube</a></span></strong>.</p>
<p>Esta semana Germano Xavier concordou em conceder uma entrevista ao <strong>Só Sergipe</strong> para falar um pouco de literatura e de  seus projetos. Na entrevista deste domingo existem duas novidades: a primeira é que a conversa com Germano também contou com a participação do jornalista e psicólogo <strong>Luís Osete Ribeiro Carvalho</strong> que, inclusive, faz a apresentação do livro “O Homem Encurralado”, <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/germano-xavier-lanca-seu-segundo-livro-de-poemas/">que pode ser lido clicando aqui.</a></span></strong> A segunda é a escritora luso-angolana <strong>Luísa Fresta,</strong> responsável por traduzir os poemas do livro para o francês, que também conversou com o <strong>Só Sergipe </strong> logo após a papo com Germano. E lá o leitor encontrará uma surpresa.</p>
<p>Vamos à entrevista.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Quais foram as suas motivações para retomar o formato do livro impresso com O Homem Encurralado, quinze anos depois de seu primeiro compêndio poético, Clube de Carteado? </strong></p>
<p><strong>GERMANO XAVIER –</strong> Eu queria um recomeço. O Clube de Carteado (2006) representou um movimento de rebeldia, de nascedouro, de rompimento com a casca da vida literária. Era eu me descobrindo, me abrindo, me permitindo, me analisando. Porém, o livro é um apanhado de poemas que escrevi ainda na adolescência. Há poemas nele datados de 1998, para se ter uma ideia, de quando eu tinha 14 ou 15 anos de idade. Já com O Homem Encurralado (Penalux, 2021) foi diferente. O livro é um movimento só. Os 15 anos entre os dois, sem dúvida, ficam bem aparentes quando se faz alguma espécie de comparação.</p>
<p><strong><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/81981537_3339772049428910_1787207471790555136_n.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-41938 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/81981537_3339772049428910_1787207471790555136_n.jpg" alt="" width="1944" height="1960" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/81981537_3339772049428910_1787207471790555136_n.jpg 1944w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/81981537_3339772049428910_1787207471790555136_n-298x300.jpg 298w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/81981537_3339772049428910_1787207471790555136_n-1016x1024.jpg 1016w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/81981537_3339772049428910_1787207471790555136_n-150x150.jpg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/81981537_3339772049428910_1787207471790555136_n-768x774.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/81981537_3339772049428910_1787207471790555136_n-1523x1536.jpg 1523w" sizes="auto, (max-width: 1944px) 100vw, 1944px" /></a>SÓ SERGIPE &#8211; Em O Homem Encurralado o sujeito poético expressa de forma muito intensa as faíscas trêmulas e recolhidas provenientes do contato de cada ser vivente com a beleza e os dissabores do mundo. Como foi a experiência de mergulhar na intimidade humana ao elaborar a poética presente no livro? </strong></p>
<p><strong>GERMANO XAVIER</strong> <strong>–</strong> O livro nasceu de um diálogo poético muito poderoso e significativo para mim. A falta de liberdade (ou a liberdade) pode ser considerada como sendo a temática-mor d’O Homem Encurralado. Aquele nosso universo repleto de fragilidades e temores, de medos, trancas e pesos, encarceramentos cotidianos, mas também um universo de esperanças várias, sempre me tocaram profundamente. Liberdade, tempo, amor,  morte, vida&#8230; tais grandezas humanas sempre foram e sempre serão motivações para o que escrevo. Aos poucos, fui sendo atraído pela ideia de um segundo livro. E, de uma hora para outra, ele surgiu. E surgiu em uma configuração de trilogia, a ser desenvolvida e finalizada nos próximos anos.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211;</strong> <strong>Durante a leitura, somos ambientados em nosso tempo pandemicamente enfermo, como tão bem observou Regina Correia no posfácio. Há referências às “vacinas invisíveis para o incurável”, ao “invisível vírus a castigar o corpo natural das coisas”, à “pandêmica existência construída em nadas”, entre tantos vestígios da “grande catástrofe” contemporânea. De que modo o seu fazer literário foi influenciado e atravessado por esse período de pandemia e quais lições poéticas foram possíveis assimilar até o momento?  </strong></p>
<p><strong>GERMANO XAVIER</strong> – Tive a oportunidade de me resguardar em casa durante a maior parte do tempo. A pandemia me colocou, novamente, em observação constante. Reparei em tantas minúcias que não andava a reparar mais. Uma espécie de redescobrimento das coisas e de suas mecânicas, de suas engrenagens, mesmo sendo um movimento forçado e doloroso. Olhei mais para mim, mas olhei mais para os outros que compõem o todo da vida. Consegui ler mais e melhor. A pandemia atingiu as pessoas com tentáculos diferentes. Fico pensando nas pessoas que não tiveram a oportunidade de parar um pouco, de ficar mais em casa, que não tiveram suas rotinas alteradas, que tiveram de continuar em suas prisões sistêmicas e diárias. Fico pensando no grande motor que move o Grande Tumor e a Grande Catástrofe. A poesia sempre será uma espécie de vacina contra todas as dores humanas. Eu não vou sair ileso da pandemia. Fui marcado para sempre.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211;</strong> <strong>É difícil escapar ao encurralamento que emula os cinquenta e um poemas da obra, sobretudo porque as nossas fragilidades nunca estiveram tão expostas e viver encurralado tem sido fator sine qua non da nossa condição humana. Não por acaso, entre as dedicatórias do livro, estão ao autor e aos leitores, “homens encurralados, todos nós, sem exceção alguma”. Quais seriam, em sua opinião, os caminhos humanitários possíveis para criar fissuras nos currais e construir o homem libertado?  </strong></p>
<p><strong>GERMANO XAVIER</strong> – Criar a fenda essencial para se enxergar além dos muros é um desafio colossal no mundo contemporâneo. As amarras estão por todos os cantos e o homem está cada vez mais habituado a conviver com elas. Um fenômeno de inversão em tal panorama é algo que precisa partir de um grande bloco ideário, de uma imensa comunidade de pessoas, de uma unidade ampla de esclarecimentos. O mundo precisa mudar, a política precisa mudar, a vida precisa mudar. A gente precisa mudar. Mais diálogo e mais empatia ajudariam. Mais respeito pelas diferenças, mais solidariedade, mais acessibilidade, mais entendimento, menos guerras, menos consumismos, menos muitas outras coisas. Estamos à beira do precipício. Não podemos negar. Os oceanos já nos informam isso há bastante tempo. As geleiras, os raios solares cada vez mais fortes, o clima, os animais extintos, a natureza que clama. O homem está encurralado em currais de ódio, de ganância, de opressão, de violência&#8230; É urgente redesenhar o nosso percurso enquanto coletividade, enquanto humanidade.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE &#8211; O Homem Encurralado é apresentado como a primeira parte da Trilogia do Centauro, que seguirá em edição bilíngue, na frutífera parceria com Luísa Fresta. O que é possível adiantar dos dois próximos livros que serão lançados? </strong></p>
<p><strong>GERMANO XAVIER –</strong> O Homem Encurralado é a primeira parte de um projeto poético bilíngue que estou a construir ao lado da escritora e tradutora luso-angolana Luísa Fresta, amiga e parceira literária de longa data. Os próximos dois livros da trilogia ainda não foram finalizados, apenas pensados. Estou realizando um movimento de reescrita com poemas já existentes e escrevendo outros. Haverá uma unidade temática predominante, mas diferente da que foi aplicada em O Homem Encurralado. A ideia é lançar a segunda parte ainda em 2022. Depois disso, pensarei no terceiro. O certo mesmo é que os três conversarão entre si.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Há, também, projeto para publicar o livro de contos Sombras Adentro, finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura, de 2016?</strong></p>
<p><strong>GERMANO XAVIER –</strong> Sim. Penso que num futuro não muito distante voltarei ao Sombras Adentro, que foi belissimamente ilustrado pelo meu conterrâneo Marcel Gama e diagramado pela incrível Carol Piva. Reajustá-lo talvez seja necessário, mas realmente quero que um dia ele ganhe o mundo.</p>
<figure id="attachment_41959" aria-describedby="caption-attachment-41959" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-41959 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624-300x300.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T214214.624.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-41959" class="wp-caption-text">Germano em Portugal num encontro com Luísa Fresta e a irmã Zeza Fresta,  em 2020 Foto: acervo pessoal</figcaption></figure>
<p><strong>SÓ SERGIPE –</strong> <strong>Como nasceu essa parceria frutífera com Luísa Fresta? Alguma razão especial para a escolha na língua francesa?</strong></p>
<p><strong>GERMANO XAVIER –</strong> Conheci Luísa Fresta por advento das redes sociais, tem já bem uma década. Uma entidade. Uma pessoa incrível. Coração muito humano e mente muito pulsante. Luísa nasceu em Portugal, estudou um tempo na França, morou em Angola, é uma mulher do mundo. A comunidade francófona sempre esteve em seus caminhos. Um dia ela me mostrou, sem antes me avisar, um poema meu traduzido para o francês. Começou assim. A ideia que tenho é antes a de um laboratório mesmo, de um laboratório poético. E, por consequência, conquistar leitores interessados em projetos desta natureza.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE –</strong> <strong>O senhor é um leitor voraz. O senhor lembra do primeiro livro que leu e que mundo começou a descobrir a partir daquela leitura?</strong></p>
<p><strong>GERMANO XAVIER </strong>– Lembro. Posso recordar fielmente do momento e dos dois primeiros livros que li na vida. O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-​Exupéry, e Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos. Naquela época, minha cidade de origem não dispunha de biblioteca. Meu pai possuía livros, mas eram em sua maioria livros técnicos da área odontológica ou grandes coleções com temáticas específicas. Minha família não era muito dada à literatura em si. Coube a mim, ainda com menos de 10 anos de idade, começar a abrir picadas no matagal literário. Livreiros e mascates passavam com certa frequência oferecendo livros e almanaques. Foi assim que entrei em contato com esses livros. Daí em diante, um vasto mundo de possibilidades me surgiu. É um caminho sem volta. Com 15 anos já lia Dante, Cervantes, Melville&#8230; não parei mais.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE –</strong> <strong>Quais são seus escritores e poetas prediletos? Charles Baudelaire, considerado pai do simbolismo e autor de Flores do Mal, é um deles?</strong></p>
<p><strong>GERMANO XAVIER –</strong> As Flores do Mal li na época em que morei no Vale do São Francisco, na plenitude de minha juventude. Rimbaud, Victor Hugo, Guy de Maupassant, Émile Zola e mais adiante, na faculdade, Mallarmé, foram algumas referências francesas que me acompanharam por muito tempo, e que ainda me causam rebuliços. Borges ainda é a maior das entidades literárias para mim. Através dele, cheguei aos grandes da América Latina: Gabo, Benedetti, Cortázar e tantos outros. No Brasil, preciso citar Drummond, João Cabral, Gullar, Bandeira, Manoel de Barros, Castro Alves, Clarice, Raquel, Hilda, Jorge de Lima, Patativa, Rosa, J.J. Veiga&#8230; é impossível citar todos que me marcaram eternamente. O Brasil tem uma seara vastíssima de grandes escritores e escritoras. Ultimamente tenho me voltado mais para a literatura contemporânea e também para livros de escritores negros. Estou descobrindo bons nomes.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE –</strong> <strong>Desde 2007 o senhor comanda o blog “O Equador das Coisas” que já tem mais de 2.100 textos publicados. Como nasceu o portal e qual objetivo dele?</strong></p>
<p><strong>GERMANO XAVIER –</strong> A ideia do blog O Equador das Coisas nasceu durante uma aula na faculdade de jornalismo. Nele comecei a divulgar meus textos. Passados 14 anos, o meu blog segue vivo e terminou se ramificando para um jornal literário impresso e um canal literário homônimo na plataforma YouTube, onde conto com a colaboração de alguns amigos e amigas. Há também um blog coletivo. Todos esses suportes, bem como as minhas redes sociais, objetivam, de algum modo, aproximar leitores da literatura e vice-versa.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE </strong>– <strong>O senhor já encontrou ou está próximo do equador de todas as coisas?</strong></p>
<p><strong>GERMANO XAVIER –</strong> De todas as coisas, ainda não. Por isso, sigo escrevendo.</p>
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<p><strong> <div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
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<h2 style="text-align: center;">&#8220;Eu vejo-o como um autor perfecionista e cerebral&#8221;, diz Luísa Fresta sobre a obra de Germano Xavier</h2>
<figure id="attachment_41939" aria-describedby="caption-attachment-41939" style="width: 225px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-08-at-12.09.17.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-41939" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-08-at-12.09.17-225x300.jpeg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-08-at-12.09.17-225x300.jpeg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-08-at-12.09.17-768x1024.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-08-at-12.09.17-1152x1536.jpeg 1152w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-08-at-12.09.17.jpeg 1439w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><figcaption id="caption-attachment-41939" class="wp-caption-text">Escritora Luísa Fresta</figcaption></figure>
<p>A escritora luso-angolana, <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.instagram.com/luisafresta/">Luísa Fresta</a></span></strong>, foi a responsável por traduzir do português o livro O Homem Encurralado (em francês, L’Homme Acculé), o que não foi  uma tarefa fácil, tarefa que começou “por puro prazer e bem devagar”. E ao fazê-lo, Luísa vê o escritor Germano Xavier como “um autor perfecionista e cerebral, o que não invalida de modo algum a sua capacidade de transmitir e recriar emoções vibrantes, mas de uma forma contida, implícita, subtil, quase austera”.</p>
<p>Luísa está pronta para continuar as traduções da trilogia de Germano Xavier. “É essa a minha intenção, e fá-lo-ei com muito gosto e determinação, desde que o autor continue a confiar na minha intuição e métodos, que têm um papel importante neste trabalho intimista e desde que essa escolha não belisque o belíssimo texto original”.</p>
<p>Ela viveu a maior parte da juventude em Angola e reside em Portugal desde 1993. É autora de uma série de crônicas sobre as décadas de 70/80, publicada no Jornal Cultura – Jornal Angolano de Artes e Letras, em Luanda.  Seus mais recentes livros são “A fabulosa galinha de Angola”, literatura infanto-juvenil, e <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="http://www.mallarmargens.com/2021/05/sapataria-e-outros-caminhos-de-pe-posto.html">&#8220;Sapataria e outros caminhos de pé posto”</a></span></strong>, um livro de contos.</p>
<p>Leia aqui alguns textos de Luísa Fresta, como &#8220;<strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.buala.org/pt/afroscreen/alda-e-maria-por-aqui-tudo-bem-um-filme-de-pocas-pascoal">Alda e Maria – por aqui tudo bem&#8221; &#8211; um filme de Pocas Pascoal</a></span></strong></p>
<p class="title entry-title"><strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://ogazzeta.blogspot.com/2018/07/filhos-de-deus-contos-e-monologos-de.html">Filhos de Deus, Contos e Monólogos &#8211; de Dina Salústio</a></span></strong></p>
<p>O <strong>Só Sergipe</strong> manteve as respostas de Luísa no português falado em Portugal.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – A senhora integra o projeto de Germano Xavier e traduziu para o francês os poemas do livro ‘O Homem Encurralado’. Como foi essa tarefa, já que tradução, principalmente de poemas, não é algo simples?</strong></p>
<p><strong>LUÍSA FRESTA &#8211;</strong>  Deixe-me, antes de mais, agradecer a oportunidade de tecer algumas considerações sobre esta obra. A tradução deve ser invisível, idealmente, e por arrasto o tradutor acaba por sê-lo também, pelo menos é assim que eu encaro este ofício.</p>
<p>Respondendo diretamente à sua pergunta confirmo que não se trata de uma tarefa fácil, mas pode ser facilitada. Tratando-se de poesia creio que há fatores específicos a ter em conta. Para além de tentar levar a mensagem do poeta a outro público, aos leitores francófonos, no caso, pretende-se que a essência se mantenha, o ritmo, a beleza, a rudeza, enfim, traduzir “sem atraiçoar” resulta de um conjunto de escolhas em cada texto, a cada verso. Os leitores julgarão se foram as mais adequadas em cada momento. Em todo o caso posso dizer-lhe que o facto de conhecer o autor há alguns anos e de acompanhar de muito perto a sua obra (em poesia e em prosa) permitiu-me talvez perceber melhor a sua intenção nestes textos intensos, despojados e também cheios de sombras, como a própria condição humana.</p>
<p>Por outro lado eu fui traduzindo aos poucos, praticamente à medida que os poemas foram sendo revelados, e esse sistema levou-me a contornar gradualmente as dificuldades sem conhecer, à partida, o tamanho da empreitada. Não sei se o próprio autor tinha noção da dimensão desta série de poemas, em termos quantitativos e de intensidade. Eu comecei a traduzi-los por puro prazer e bem devagar, de maneira que consegui conservar alguma serenidade — que não se tem quando se traduz sob pressão, com prazos apertados e autores que não conhecemos.</p>
<p>Surgiram algumas dúvidas pelo caminho, no texto em português (nomeadamente pelo facto de eu não ser brasileira e também devido ao carácter hermético e simbólico de algumas expressões), dúvidas que foram prontamente esclarecidas pelo Germano. Também tive algumas interrogações sobre pormenores da versão francesa; para ultrapassar esses obstáculos usei métodos convencionais ou mais criativos. Inclusive o recurso a aconselhamento pontual de outros tradutores e amigos professores que são falantes nativos de francês.</p>
<figure id="attachment_41961" aria-describedby="caption-attachment-41961" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T215509.783.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-41961 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T215509.783.png" alt="" width="1000" height="600" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T215509.783.png 1000w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T215509.783-300x180.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Design-sem-nome-2021-07-10T215509.783-768x461.png 768w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption id="caption-attachment-41961" class="wp-caption-text">O Homem Encurralado, traduzido para o francês</figcaption></figure>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Na tradução para o francês, a senhora diz que “procuramos outra voz para expressar o mesmo ambiente”. Nessa busca a senhora percebe uma musicalidade nos poemas?</strong></p>
<p><strong>LUÍSA FRESTA &#8211;</strong> Com certeza. A poesia de Germano tem ritmo de sobra e também melodia, a gente percebe isso mais claramente quando a lê em voz alta. Eu fico sempre fascinada quando vejo o gráfico de um áudio porque sou confrontada com a harmonia que existe no texto (dele): as pausas, os sons mais agudos ou mais graves. Esta percepção é meramente sensorial, mas creio que até uma pessoa que não entenda a nossa língua pode compreender a coerência sonora dos textos que compõem “O Homem Encurralado” e apreciá-la baseada unicamente nessa conjugação de notas. Uma pessoa das minhas relações, que nem fala português, comentou, certa vez, ao ouvir a leitura de um poema de Germano, que gostou da música e da sobriedade. Por vezes a sensibilidade abarca aquilo que o conhecimento não atinge.</p>
<p>Procurei que os textos em francês conservassem a musicalidade ou criassem outros esquemas melódicos potencialmente agradáveis ao ouvido.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE – Num trecho do prefácio do livro, a senhora diz que se “identificou plenamente com a ‘poíeses’ de Germano Xavier. A senhora poderia explicar melhor como se deu essa identificação?</strong></p>
<p><strong>LUÍSA FRESTA &#8211;</strong> Olhe, realmente a identificação com a criação e o resultado desse “fazer artístico” do Germano talvez tenha sido espontânea desde o início, quando eu me tornei leitora assídua dos seus textos, bem antes de “O Homem Encurralado”. O Germano tem uma forma de criar que eu julgo compreender, até onde me é possível, daí falar em “identificação”. O autor baseia-se muito no quotidiano, no pulsar da sociedade, nas relações entre pessoas, na ostracização, nas barreiras sociais e na indiferença, na observação do individualismo, para criar os seus ambientes e personagens. Este livro espelha bastante bem o processo, creio. Depois trabalha todo esse material como um escultor, burilando cada palavra ou ideia.</p>
<p>Eu vejo-o como um autor perfecionista e cerebral, o que não invalida de modo algum a sua capacidade de transmitir e recriar emoções vibrantes, mas de uma forma contida, implícita, subtil, quase austera. Eu revejo-me no método, nas fontes de inspiração e até na sobriedade e discrição com que Germano aborda uma infinidade de temas, com garra mas sem nunca perder o norte.</p>
<p><strong>SÓ SERGIPE –  A senhora segue no projeto para traduzir os outros dois livros que comporão a trilogia?</strong></p>
<p><strong>LUÍSA FRESTA &#8211;</strong> É essa a minha intenção, e fá-lo-ei com muito gosto e determinação, desde que o autor continue a confiar na minha intuição e métodos, que têm um papel importante neste trabalho intimista e desde que essa escolha não belisque o belíssimo texto original. De qualquer maneira o facto de Germano ter permitido que eu seja a sua primeira tradutora enche-me de orgulho, ao qual acresce uma grande responsabilidade. O autor poderia ter escolhido um tradutor nativo de língua francesa mas optou por confiar no meu trabalho; essa confiança é determinante para que tudo corra o melhor possível.</p>
<p>Luísa Fresta declama Nulla, o primeiro poema do livro O Homem Encurralado de Germano Xavier:</p>
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