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	<title>Arquivo para poesia - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 20 Mar 2026 14:26:05 +0000</lastBuildDate>
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		<title>A cor do canto</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-cor-do-canto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 13:54:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Incidental — Considerações Estéticas a Qualquer Momento]]></category>
		<category><![CDATA[canto]]></category>
		<category><![CDATA[cor]]></category>
		<category><![CDATA[escritor]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando de Mendonça]]></category>
		<category><![CDATA[O Quarto Azul]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; O escritor Fernando de Mendonça, tem já uma considerável estrada percorrida. Na caminhada, romances e produções críticas.  Há pouco tempo se decidiu por enveredar pela poesia: O Quarto Azul, Editora Urutau, 2024. Sim, há dois anos. Mas, quando digo “há pouco tempo”, é isso mesmo: dois anos, para um &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-cor-do-canto/">A cor do canto</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-cor-do-canto%2F&amp;linkname=A%20cor%20do%20canto" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-cor-do-canto%2F&amp;linkname=A%20cor%20do%20canto" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-cor-do-canto%2F&amp;linkname=A%20cor%20do%20canto" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-cor-do-canto%2F&amp;linkname=A%20cor%20do%20canto" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-cor-do-canto%2F&#038;title=A%20cor%20do%20canto" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-cor-do-canto/" data-a2a-title="A cor do canto"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O </span>escritor Fernando de Mendonça, tem já uma considerável estrada percorrida. Na caminhada, romances e produções críticas.  Há pouco tempo se decidiu por enveredar pela poesia: O Quarto Azul, Editora Urutau, 2024.</p>
<figure id="attachment_97583" aria-describedby="caption-attachment-97583" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/autor-fernando.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-97583 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/autor-fernando.jpeg" alt="O escritor Fernando Mendonça" width="1600" height="1066" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/autor-fernando.jpeg 1600w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/autor-fernando-300x200.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/autor-fernando-1024x682.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/autor-fernando-768x512.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/autor-fernando-1536x1023.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-97583" class="wp-caption-text">O escritor Fernando de Mendonça</figcaption></figure>
<p>Sim, há dois anos. Mas, quando digo “há pouco tempo”, é isso mesmo: dois anos, para um livro bem escrito, bem cuidado, é período de conquista dos espaços, ainda que de modo sereno, sem alarde.</p>
<p>Então, agora chega às minhas mãos “O Quarto Azul”, mediante gesto generoso do autor, a quem devoto admiração pelo alto nível intelectual, pela elegância com que trata o fenômeno Literatura, pela capacidade de transitar em campo diferente (não obstante, convergente), como o Cinema.</p>
<h3><strong>Sobre “O Quarto Azul”</strong></h3>
<p>Antes de seguir, aviso aos navegantes e retirantes, que não comentarei sobre todos os poemas. Após a leitura, selecionei quatro, poemas das seguintes páginas: 11, 25, 45, 65. E, dentro do possível, darei uma pincelada geral. Motivo? Preguiça mesmo.</p>
<p><strong><b>Observaçãozinha antipática</b></strong>: as epígrafes pesam sem carga útil, são absolutamente desnecessárias. Os poemas, os dois textos em prosa, bastam. Aliás, sobre os textos em prosa, caberiam, sim, mais dois.</p>
<p>Fernando compõe fascinante e comovente linha do tempo, de trajetória de vida: “Entrada”, “O Menino”, “O Homem”, “O Ancião”.</p>
<p>O autor incluiu, como já mencionei acima, no conjunto da obra, dois curtos textos de recepção em prosa em primorosa arquitetura. E, antes de comentar sobre os poemas, tecerei considerações sobre os textos, aos quais, por falta de denominação melhor, os classificarei “textos de reflexão”.</p>
<h4><strong><b>A porta: o limiar como experiência ontológica</b></strong></h4>
<p>O primeiro texto eleva a abertura, geralmente móvel, instalada em parede, destinada a permitir ou impedir a passagem entre dois espaços, à condição que ultrapassa em muito sua função utilitária.</p>
<p>O primeiro é referência à porta, à entrada guardada pelo objeto, elemento de transição, que permite ou impede o acesso entre dois ambientes distintos. Esta é uma definição um tanto técnica, talvez um tanto fria. É então que a pena do escritor reorganiza (ou desorganiza, reformula?) objeto, ambiente e contexto, incluindo densa percepção psicológica do entrar e sair, ou seja, passar por um estreito espaço, onde não é dentro e nem fora — terra de ninguém. Há uma porta, provavelmente de modelo simples. Apenas madeira, dobradiças reagentes e uma maçaneta discreta.</p>
<p>Contudo, não, não será desta maneira que a porta será abordada por Mendonça. O objeto deixa de ser tão somente objeto e se torna estrutura de mediação — A expressão “condição umbilical” sugere que entrar e sair do quarto não é um simples deslocamento físico, mas uma forma de nutrição existencial, uma dependência originária entre interior e exterior. Isso, no meu parco compreender, remete à tradição filosófica, a qual possui, como referência, Martin Heidegger e Merleau-Ponty. Em ambos os sistemas, resguardadas suas especificidades,  o ser está sempre em relação, jamais encerrado em si. A imagem do parafuso — “que jamais completa um giro inteiro” — introduz uma concepção particularmente sofisticada do movimento: não há conclusão, apenas aproximação contínua. O gesto de atravessar a porta nunca se resolve plenamente; ele é, por natureza, incompleto. A porta, assim, não é passagem neutra — é um operador de transformação. Ao atravessá-la, “todas as estações do universo se transformam”. Há aqui uma espécie de cosmologia do gesto mínimo: o ato cotidiano adquire dimensão quase cósmica. O limiar torna-se o ponto onde tempo e espaço se reconfiguram. E então, abruptamente, a ordem: “Feche a porta.” A ordem é seca, quase litúrgica. Depois de toda a expansão metafísica, o gesto final é de clausura. Isso sugere que o escritor está ciente de que o conhecimento do limiar não conduz à abertura infinita, mas à consciência do limite.</p>
<h4><strong><b>Memória, vigília e interioridade</b></strong></h4>
<p>O segundo texto põe-se a refletir, com certa angústia, sobre os assombros que se insinuam nas sombras. Não o medo pelo medo. Muito mais o lidar com as presenças, materiais ou não, formas anônimas pela falta de iluminação identificadora. O texto remeteu a mim aos exercícios mnemônicos do asmático e parisiense memorialista, bebedor de chás com madalenas. Se o primeiro texto trata do abandono da ideia da condição topológica para se tornar uma ontologia do movimento (não há ponto A nem ponto B, mas o &#8220;entre-lugares&#8221; onde a essência humana é testada e forjada), o segundo instala-se na condição de quem atravessa o tempo mantendo-se no mesmo estado e lugar — mais especificamente, na noite. Aqui, o quarto não é atravessado, mas habitado em sua obscuridade. O eixo desloca-se para a memória: “se não lembramos o quarto, em seu escuro, não o compreendemos quarto”. A compreensão não vem da presença imediata, mas da retenção — daquilo que persiste quando a luz se vai. Trata-se de uma epistemologia da penumbra. A lâmpada assume, então, um papel quase antropomórfico e anímico: “ela não dorme”, “ela vela”, “ela espera”. Não é apenas fonte de luz, mas figura de vigilância — uma guardiã simbólica contra a dissolução do espaço na noite. Mesmo apagada, ela permanece como promessa de visibilidade, como memória ativa da luz. A lâmpada torna-se objeto físico com alta carga simbólica — aquilo que assegura a continuidade do mundo enquanto dormimos. E então: “Apague a luz.” Se, no primeiro texto o imperativo encerrava o movimento, aqui ele suspende o estado de prontidão e atenção contínuas. Mas não sem ambiguidade: cessar com a iluminação é confiar na permanência do mundo, porém, sem garantia sensível. É, mediante minha interpretação da atitude, gesto de abandono controlado.</p>
<h4><strong>Dos Poemas (Trechos)</strong></h4>
<p>Entretanto, Mendonça, via seus versos sem ruídos, previne, no<strong><b> PRIMEIRO POEMA, PÁGINA 11</b></strong>, que ali é (res)guardado um universo: &#8220;Há neste quarto/um contrato/com o mistério do haver&#8221; O poema impressiona, antes de tudo, pela economia extrema (não é assinatura do autor, outros são bem mais longos). Em apenas três versos, constrói um campo de reflexão que é simultaneamente íntimo e metafísico. O primeiro verso — “Há neste quarto” — estabelece um espaço concreto, doméstico, quase banal. O segundo verso introduz uma inflexão decisiva: “um contrato”. A palavra é inesperada no registro lírico. Ela pertence ao vocabulário jurídico, racional, quase burocrático O terceiro verso abre a dimensão filosófica: “com o mistério do haver”. A expressão desloca o poema para um plano ontológico. Assim, o poema sugere que naquele quarto se estabelece uma espécie de pacto silencioso entre o homem e o enigma fundamental da existência.</p>
<h4><strong>Poema página 25</strong></h4>
<p>Quanto ao poema da página 25, este se alonga, porém na justa medida. Aborda objeto dos mais íntimos e curiosos: travesseiro. Vamos aos quatro primeiros versos:</p>
<blockquote><p>&#8220;A inauguração/de um travesseiro novo é/a inauguração/de uma intimidade&#8221;.</p></blockquote>
<p>Do modo como vejo a disposição das palavras, “inauguração” é, dentre as demais, decisiva. Mediante este termo, o objeto é retirado, por assim dizer, do plano do uso diário, comum. Travesseiro no plano das condutas arquetípicas, dando significado àquela ação pessoal, individual, permitindo a vivência do momento sagrado. Travesseiro que recebe o peso da cabeça, mas também recebe o que a mente deposita durante a noite: sonhos, pensamentos, cansaços, memórias. Há uma solenidade discreta nisso — algo que lembra os seus temas recorrentes: o quarto, o recolhimento, a solidão habitada. Eis percepção das mais elegantes: a intimidade não existe antes do contato repetido. Nasce do hábito, da proximidade silenciosa, da convivência do corpo com as coisas.</p>
<h4><strong>Poema página 45</strong></h4>
<blockquote><p>&#8220;Não há o princípio do mistério/no olhar do homem, não/há incertezas, não/há nuvens que lhe/atravessem a mente, nem/questões em aberto que angustiam/os grãos da tarde, as/horas de sol alto, o/esquecimento momentâneo de/que o crepúsculo virá&#8221;.</p></blockquote>
<p>Primeiros versos se apresentam a este velho e jurássico crítico, antes de tudo, com a representação da consciência exaurida do que eu conceituaria como inquietação metafísica. A estrofe descreve o homem cujo olhar não alberga o “princípio do mistério”. Nele não há mais, na minha compreensão, centelha inicial indagadora — aquela fresta por onde dúvida, imaginação, assombro costumam se infiltrar. A repetição enfática de “não há” constrói uma atmosfera de supressão. Cada negação elimina um elemento da experiência reflexiva: não há incertezas, não há nuvens mentais, não há questões em aberto. O poema parece sugerir que, pelo menos naquele momento, o pensamento desse homem não conhece turbulência, ambiguidade ou interrogação. Trata-se de uma mente lisa, sem zonas de sombra. Os versos não apresentam isso como uma virtude. Muito pelo contrário, a ausência de mistério adquire um tom quase inquietante. A metáfora “as questões em aberto que angustiam os grãos da tarde” é particularmente expressiva: ela sugere que o próprio tempo — a tarde, com sua luz intensa e suas partículas de poeira suspensas — costuma carregar um tipo de inquietação existencial. Nesse homem, porém, nem mesmo o peso silencioso das horas provoca reflexão.</p>
<h4><strong>Poema página 65</strong></h4>
<blockquote><p>&#8220;Mesmo sem espelhos, o quarto/ não deixa de refletir/os contornos daquilo que/se precisa enxergar, havendo/quase uma constituição/ vítrea em todas as/formas presentes”.</p></blockquote>
<p>Como preveni, não vou tratar de todo poema. Mas asseguro que, de todo o livro, é, na minha percepção, o mais complexo. O que direi, sobre este poema, com toda certeza, deixará a desejar ou, até mesmo, apontará leitura equivocada. Todavia, noblesse oblige. E eu, a arvorar-me crítico literário, devo emitir juízo. Prossigamos, então. O quarto funciona qual câmara de revelação, isto é, espaço físico isolado da luz externa, a operar a dupla interioridade — espaço-quarto e espaço-poeta. Isso indica que a reflexão não depende de superfícies físicas, mas da própria configuração do espaço íntimo. A expressão “constituição vítrea” atribui aos objetos uma qualidade quase transparente, como se tudo ali estivesse predisposto a devolver ao sujeito aquilo que ele precisa perceber. Nesse sentido, o quarto participa ativamente do processo de autoconhecimento. A imagem também dialoga com a ideia, presente nos versos anteriores, de que o quarto não é apenas um lugar de repouso, mas um instrumento silencioso de introspecção. O quarto funciona como um espelho difuso da consciência, onde as formas exteriores refletem discretamente a verdade interior do observador.</p>
<h4><strong>Quarto — trata-se de cenário mínimo, mas suficiente para oferecer espaço à experiência.</strong></h4>
<p>Pela proposta estética de Mendonça, o quarto se amplia, exponencialmente, em sua condição subjetiva e lírica. O escritor Fernando de Mendonça, mediante sua comprovada experiência literária, seu hábil domínio do discurso, elege o quarto a elemento-referência, e torna-se partícipe da tradição literária que compreende este espaço como campo possível para experiências poéticas, seja em verso ou em prosa. Proust, por exemplo, reconfigura o quarto de modo a este deixar de ser pura e simplesmente um lugar físico. Ele é um conjunto de elementos que interagem entre si de forma organizada para atingir um objetivo: lidar com recordações acumuladas. Em Memórias do Subsolo, Dostoiévski (autor muito bem conhecido por Fernando de Mendonça) coloca seu narrador em um quarto miserável, quase subterrâneo. A narrativa nasce de uma consciência isolada que se observa com crueldade. Já em Virginia Wolff, o quarto não é, como em Dostoiévski ou Kafka, claustrofóbico. Torna-se uma arquitetura mínima da liberdade intelectual representada por três condições, as quais considero essenciais para a criação: silêncio, possibilidade de continuidade de pensamento e independência material. Esta última nem sempre se dá num grau absoluto, mas, a partir de algumas garantias, a pena corre mais leve.</p>
<p>O escritor e estudioso da Literatura Fernando de Mendonça passa a fazer parte, pelos versos, pelo poema, desta realidade estética, do explorar pequenos espaços e, destes, colher os resultados, as soluções, as respostas funcionais e elegantes. O quarto como núcleo de um sistema de narrativa (em verso ou prosa): proposta não original, não nova.  Não tem de ser. Basta ser, como em &#8220;O Quarto Azul&#8221;, bem elaborada, competente, eficiente.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A vida sem poesia é comida sem tempero</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-vida-sem-poesia-e-comida-sem-tempero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andre Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2025 09:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dia Desses]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; André Brito (*) &#160; Dia desses eu estava lembrando da importância que as manifestações artísticas têm na vida das pessoas. Literatura, música, dança, enfim, tudo que sobressalta uma visão de mundo em forma de arte dá sabor ao que nos rodeia. E que sabor! Aos meus alunos de Literatura, tenho sempre o cuidado de &#8230;</p>
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<blockquote><p>André Brito (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>ia desses eu estava lembrando da importância que as manifestações artísticas têm na vida das pessoas. Literatura, música, dança, enfim, tudo que sobressalta uma visão de mundo em forma de arte dá sabor ao que nos rodeia. E que sabor! Aos meus alunos de Literatura, tenho sempre o cuidado de dizer o quão é importante estar perto do fazer artístico. A poesia, por exemplo, tem o dom de encantar, “de adormecer as crianças e acordar os homens”, como bem cantou Carlos Drummond de Andrade.</p>
<p>E mais fundamental ainda é poder enxergar a poesia que a vida nos concede, gratuitamente, todos os dias, sob diversas formas:</p>
<blockquote><p>um sorriso de criança (que nos faz refletir sobre a pureza mais pura); um sorriso de adulto (atributo que está ficando cada vez mais escasso no rosto das pessoas); o canto e o voar dos pássaros (que nos remete à liberdade de que dispomos — ou não); o entardecer e suas cores únicas (mostrando que também somos únicos e especiais); as ondas do mar (que servem para nos dizer que não somos eternos, mas somos fortes quando queremos); a brisa no rosto (traduzida no cuidado de Deus conosco); a comida que preparam pra nós (que demonstra que existe doação de vida de uma pessoa para outra)&#8230; e mais uma infinidade de coisas que nos rodeiam.</p></blockquote>
<p>Mas quer saber? Quantas vezes conseguimos enxergar poesia diante de tanta obrigação, de tantos afazeres, de tantas necessidades que criamos e que são criadas, tornando-nos “escravos” de um devir (leia Parmênides) sem fim. Sem estarmos em torno da mesma volta. Ao entrarmos nesse fluxo contínuo de ter que ser, deixarmos de ser. Que paradoxo mais sem nexo, não é? Mas é assim.</p>
<p>Tomara que eu nunca esqueça que há poesia constante em tudo. E que meus alunos possam me escutar. Assim, entenderão que leveza é TUDO.</p>
<p>E já que falei em poesia, veja uma amostra do que estará no meu livro “Estrada de pedra e rosas”:</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: center;">se o tempo fora passagem inerte dos destinos</p>
<p style="text-align: center;">há que se desculpar quem passou despercebido</p>
<p style="text-align: center;">e se o mesmo tempo já fora um menino</p>
<p style="text-align: center;">eleva-se a estima em único sentido</p>
<p style="text-align: center;">mas se já não sobra tempo ao que já é ido</p>
<p style="text-align: center;">hão de se calar todos os alaridos</p>
<p style="text-align: center;">e ouvir calar o sopro dos que vêm</p>
<p style="text-align: center;">nas vozes dos que já são partidos</p>
<p style="text-align: center;">DIAS</p>
<p style="text-align: center;">por que pedes que eu me cale</p>
<p style="text-align: center;">se nem voz mais tenho para alarde</p>
<p style="text-align: center;">apenas em meu peito vil se arde</p>
<p style="text-align: center;">a dor do meu amor que me invade?</p>
<p style="text-align: center;">por que queres que me deite</p>
<p style="text-align: center;">se teu cheiro insano me impede</p>
<p style="text-align: center;">de negar o que quero que se negue</p>
<p style="text-align: center;">neste dia tão atroz que não se perde?</p>
<p style="text-align: center;">por que ris de meu amor tão pueril</p>
<p style="text-align: center;">se dele recebeste todo um rio</p>
<p style="text-align: center;">de água pura, de vento frio</p>
<p style="text-align: center;">tornando-o, portanto, um poço vil?</p>
<p style="text-align: center;">por que me matas desta forma enfurecida</p>
<p style="text-align: center;">sem ao menos dar um pouco de guarida,</p>
<p style="text-align: center;">abrindo em mim tão cálidas feridas</p>
<p style="text-align: center;">cujo tempo de curar é toda uma vida?</p>
<blockquote>
			</div></div>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
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		<title>“Vim, vi e venci”: a estreia vitoriosa de Luis Osete no Prêmio Jabuti 2025</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/vim-vi-e-venci-a-estreia-vitoriosa-de-luis-osete-no-premio-jabuti/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2025 13:47:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cardeal da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[doutorado]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[fictícia]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Osete]]></category>
		<category><![CDATA[luto materno]]></category>
		<category><![CDATA[obra]]></category>
		<category><![CDATA[Petrolina]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio Jabuti]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Antônio Carlos Garcia (*) &#160; “Vim, vi e venci.” A famosa frase do imperador romano Júlio César resume com precisão a jornada do jornalista, psicólogo e escritor Luis Osete, natural de Cardeal da Silva (BA), no 67º Prêmio Jabuti, o mais tradicional reconhecimento da literatura brasileira. Em sua primeira participação, Osete chegou, concorreu &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Antônio Carlos Garcia (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">“V</span>im, vi e venci.” A famosa frase do imperador romano Júlio César resume com precisão a jornada do jornalista, psicólogo e escritor <strong>Luis Osete</strong>, natural de <strong>Cardeal da Silva (BA)</strong>, no <strong>67º Prêmio Jabuti</strong>, o mais tradicional reconhecimento da literatura brasileira. Em sua primeira participação, Osete chegou, concorreu e venceu na categoria <strong>Escritor Estreante – Poesia</strong> com o livro <em>Maracujá Interrompida</em>, publicado pela <strong>Cepe Editora</strong>. A cerimônia de premiação aconteceu nesta <strong>segunda-feira (27)</strong>, no <strong>Theatro Municipal do Rio de Janeiro</strong>, com apresentação de <strong>Marisa Orth</strong> e <strong>Silvio Guindane</strong>.</p>
<p>Luis Osete  explicou o sentido e a origem de sua obra vencedora:</p>
<blockquote><p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/maracuja-livro.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-94518 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/maracuja-livro-197x300.jpg" alt="" width="131" height="199" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/maracuja-livro-197x300.jpg 197w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/maracuja-livro.jpg 262w" sizes="(max-width: 131px) 100vw, 131px" /></a>“Para compor o livro, criei uma família fictícia, com base nas histórias de mulheres vítimas de violência que escutei durante o estágio em Psicologia numa unidade de saúde de Petrolina. Usei, por exemplo, a metáfora do corte do pé de maracujá para simbolizar a perda da mãe, por isso o nome <em>Maracujá Interrompida</em>. Esclareço isso com tanto cuidado porque acho importante estarem cientes. Não é uma história agradável de se ler, como não foi agradável escutar e muito menos escrever. É que, às vezes, precisamos colocar pra fora realidades que nos sufocam e que, embora pareçam distantes e chocantes, fazem parte da nossa sociedade”.</p></blockquote>
<figure id="attachment_94516" aria-describedby="caption-attachment-94516" style="width: 161px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/premio-jabuti-selo.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-94516" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/premio-jabuti-selo-300x300.png" alt="" width="161" height="161" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/premio-jabuti-selo-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/premio-jabuti-selo-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/premio-jabuti-selo-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/premio-jabuti-selo-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/premio-jabuti-selo-1536x1536.png 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/premio-jabuti-selo-2048x2048.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 161px) 100vw, 161px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94516" class="wp-caption-text">Selo do Prêmio Jabuti</figcaption></figure>
<p>De acordo com a curadoria do Jabuti, <em>Maracujá Interrompida</em> é “um longo poema sobre a suspensão e a elaboração do luto materno, em que o eu lírico observa a grande perda refletida na paisagem, travando um diálogo com a ausência presente”. O livro, que marcou a estreia literária de Osete, já havia sido <strong>premiado</strong> com o <strong>8º Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura</strong>, promovido pela Secretaria de Cultura de Pernambuco, a <strong>Fundarpe</strong> e a própria <strong>Cepe Editora</strong>, antes de conquistar o Jabuti.</p>
<p>Na categoria <strong>Escritor Estreante – Poesia</strong>, Osete venceu concorrendo com as obras <em>“Ninguém morreu naquele outono”</em>, de <strong>Manoella Valadares</strong> (Editora Telaranha); <em>“O sal e a sede”</em>, de <strong>Guilherme Amorim</strong> (Editora Urutau); <em>“Refinaria”</em>, de <strong>Rodrigo Cabral</strong> (Editora Sophia); e <em>“Touros e lagartos”</em>, de <strong>Luana Bruno</strong> (Editora Urutau).</p>
<h3>Voz sensível e inovadora</h3>
<p>Radicado desde 2005 entre <strong>Juazeiro (BA)</strong> e <strong>Petrolina (PE)</strong>, Osete é uma das vozes mais sensíveis e inovadoras da nova geração literária do <strong>Sertão do São Francisco</strong>. Ele transita entre o <strong>Rio de Janeiro</strong>, onde cursa doutorado em Educação na <strong>UERJ</strong> e integra o grupo de pesquisa <strong>Kékeré</strong>, e as margens do <strong>Rio São Francisco</strong>, cenário e campo de suas investigações com crianças. Formado em <strong>Jornalismo pela UNEB</strong> e com estudos em <strong>Psicologia pela Univasf</strong>, o autor une o olhar do repórter e a escuta do pesquisador para compor uma escrita profundamente humana e social.</p>
<p>Com a conquista, Luis Osete reafirma o potencial literário do Vale do São Francisco, levando a poesia sertaneja e o olhar do interior nordestino para o centro da literatura brasileira contemporânea. Sua vitória traduz a essência da célebre sentença de César: ele chegou, viu e venceu — não com espadas, mas com versos que transformam em arte as vozes silenciadas do sertão.</p>
<p>Leia também: <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/o-escritor-baiano-luis-osete-e-finalista-do-premio-jabuti-com-maracuja-interrompida/" target="_blank" rel="noopener">O escritor baiano Luis Osete é finalista do Prêmio Jabuti com Maracujá Interrompida</a></span></p>
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<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h3>Registro do momento em que Luis Osete recebe o Prêmio Jabuti</h3>
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<p><iframe loading="lazy" title="Prêmio Luis Osete" width="618" height="464" src="https://www.youtube.com/embed/vqegH08yiXo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>

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		<item>
		<title>O escritor baiano Luis Osete é finalista do Prêmio Jabuti com Maracujá Interrompida</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-escritor-baiano-luis-osete-e-finalista-do-premio-jabuti-com-maracuja-interrompida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 13:17:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Cepe]]></category>
		<category><![CDATA[escritor]]></category>
		<category><![CDATA[finalista]]></category>
		<category><![CDATA[jornalista]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Osete]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio Jabuti]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=94091</guid>

					<description><![CDATA[<p>O escritor Luis Osete, natural de Cardeal da Silva (BA) e radicado em Petrolina (PE), figura entre os finalistas do 67.º Prêmio Jabuti, o mais tradicional prêmio literário do Brasil, com o livro Maracujá interrompida, publicado pela Cepe Editora. A obra concorre na categoria Escritor Estreante – Poesia, e a cerimônia de entrega ocorrerá em &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-escritor-baiano-luis-osete-e-finalista-do-premio-jabuti-com-maracuja-interrompida/">O escritor baiano Luis Osete é finalista do Prêmio Jabuti com Maracujá Interrompida</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-escritor-baiano-luis-osete-e-finalista-do-premio-jabuti-com-maracuja-interrompida%2F&amp;linkname=O%20escritor%20baiano%20Luis%20Osete%20%C3%A9%20finalista%20do%20Pr%C3%AAmio%20Jabuti%20com%20Maracuj%C3%A1%20Interrompida" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-escritor-baiano-luis-osete-e-finalista-do-premio-jabuti-com-maracuja-interrompida%2F&amp;linkname=O%20escritor%20baiano%20Luis%20Osete%20%C3%A9%20finalista%20do%20Pr%C3%AAmio%20Jabuti%20com%20Maracuj%C3%A1%20Interrompida" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-escritor-baiano-luis-osete-e-finalista-do-premio-jabuti-com-maracuja-interrompida%2F&amp;linkname=O%20escritor%20baiano%20Luis%20Osete%20%C3%A9%20finalista%20do%20Pr%C3%AAmio%20Jabuti%20com%20Maracuj%C3%A1%20Interrompida" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-escritor-baiano-luis-osete-e-finalista-do-premio-jabuti-com-maracuja-interrompida%2F&amp;linkname=O%20escritor%20baiano%20Luis%20Osete%20%C3%A9%20finalista%20do%20Pr%C3%AAmio%20Jabuti%20com%20Maracuj%C3%A1%20Interrompida" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-escritor-baiano-luis-osete-e-finalista-do-premio-jabuti-com-maracuja-interrompida%2F&#038;title=O%20escritor%20baiano%20Luis%20Osete%20%C3%A9%20finalista%20do%20Pr%C3%AAmio%20Jabuti%20com%20Maracuj%C3%A1%20Interrompida" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-escritor-baiano-luis-osete-e-finalista-do-premio-jabuti-com-maracuja-interrompida/" data-a2a-title="O escritor baiano Luis Osete é finalista do Prêmio Jabuti com Maracujá Interrompida"></a></p><h3 data-start="287" data-end="399"></h3>
<p data-start="401" data-end="965">O escritor <strong data-start="412" data-end="426">Luis Osete</strong>, natural de <strong data-start="439" data-end="464">Cardeal da Silva (BA)</strong> e radicado em <strong data-start="479" data-end="497">Petrolina (PE)</strong>, figura entre os finalistas do <strong data-start="529" data-end="551">67.º Prêmio Jabuti</strong>, o mais tradicional prêmio literário do Brasil, com o livro <em data-start="612" data-end="635">Maracujá interrompida</em>, publicado pela <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.cepe.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Cepe Editora</a></span>. A obra concorre na categoria <strong data-start="695" data-end="726">Escritor Estreante – Poesia</strong>, e a cerimônia de entrega ocorrerá em <strong data-start="765" data-end="790">27 de outubro de 2025</strong>, às <strong data-start="795" data-end="802">19h</strong>, no <strong data-start="807" data-end="846">Theatro Municipal do Rio de Janeiro</strong> (Praça Floriano, Cinelândia), com transmissão ao vivo pelo canal da <strong data-start="915" data-end="951">Câmara Brasileira do Livro (CBL)</strong> no YouTube.</p>
<p data-start="967" data-end="1486">Luis Osete é jornalista e psicólogo, doutorando pela <strong data-start="1020" data-end="1071">Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).</strong> <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/germano-xavier-lanca-seu-terceiro-livro/" target="_blank" rel="noopener">E também ex-colaborador do Portal Só Sergipe.</a></span>  Em <em data-start="1149" data-end="1172">Maracujá interrompida</em>, sua estreia na poesia, o autor apresenta um longo poema sobre o <strong data-start="1238" data-end="1264">luto da figura materna</strong>, inspirado em histórias ouvidas durante seu estágio em Psicologia, em Petrolina. O livro venceu o <strong data-start="1363" data-end="1411">8.º Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura</strong>, promovido pela Secretaria de Cultura de Pernambuco e pela Cepe Editora.</p>
<p data-start="1488" data-end="1938">A <strong data-start="1490" data-end="1506">Cepe Editora</strong> marca presença dupla na final do Prêmio Jabuti, com dois títulos entre os cinco finalistas. Além de <em data-start="1607" data-end="1630">Maracujá interrompida</em>, que disputa em Escritor Estreante (Poesia), a obra <em data-start="1683" data-end="1727">Fotobiografia Naná: do Recife para o mundo</em>, organizada por <strong data-start="1744" data-end="1767">Augusto Lins Soares</strong>, concorre na categoria <strong data-start="1791" data-end="1800">Artes</strong>. Para o editor <strong data-start="1816" data-end="1832">Diogo Guedes</strong>, as indicações reafirmam o compromisso da Cepe com a valorização da literatura e da cultura brasileira.</p>
<p data-start="1488" data-end="1938">“A fotobiografia de Naná é uma homenagem visual ao grande músico pernambucano, enquanto <em data-start="2030" data-end="2053">Maracujá interrompida</em> é um belíssimo poema sobre o luto e o nascimento de uma nova voz poética”, afirmou Guedes.</p>
<p data-start="1488" data-end="1938"><span style="font-size: 22px; font-weight: bold;">Livro do Ano</span></p>
<p data-start="2917" data-end="3399">A <strong data-start="2919" data-end="2955">Câmara Brasileira do Livro (CBL)</strong> divulgou a lista de finalistas na última terça-feira (7), com <strong data-start="3018" data-end="3043">4.530 obras inscritas</strong> nas <strong data-start="3048" data-end="3065">23 categorias</strong> distribuídas em quatro eixos — Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. Os vencedores receberão a tradicional <strong data-start="3190" data-end="3213">estatueta do Jabuti</strong> e <strong data-start="3216" data-end="3228">R$ 5 mil</strong>. Já o <strong data-start="3235" data-end="3251">Livro do Ano</strong> será contemplado com <strong data-start="3273" data-end="3286">R$ 70 mil</strong> e uma <strong data-start="3293" data-end="3331">viagem à Feira do Livro de Londres</strong>, dentro das celebrações do <strong data-start="3359" data-end="3396">Ano da Cultura Brasil–Reino Unido</strong>.</p>
<p data-start="3401" data-end="3702">Entre as novidades da edição de 2025 está a categoria especial <strong data-start="3464" data-end="3516">Fomento à Leitura – Rio Capital Mundial do Livro</strong>, dedicada a projetos de incentivo à leitura realizados na capital fluminense. A cerimônia será <strong data-start="3612" data-end="3641">exclusiva para convidados</strong>, mas contará com <strong data-start="3659" data-end="3682">transmissão ao vivo</strong> para todo o país.</p>
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		<item>
		<title>Lançamento da 5ª edição de A Maçonaria Para Todos reúne cultura, história e fraternidade</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/lancamento-da-5a-edicao-de-a-maconaria-para-todos-reune-cultura-historia-e-fraternidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2025 11:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[autores]]></category>
		<category><![CDATA[edição]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[maçons]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[quinta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; No próximo 29 de agosto de 2025, às 19 horas, o templo da Grande Loja Maçônica do Estado de Sergipe (GLMESE) será palco do lançamento da quinta edição comemorativa do livro A Maçonaria Para Todos. A obra chega em capa dura, com 334 páginas, reunindo um rico conjunto de reflexões sobre a Ordem. Nesta &#8230;</p>
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<span class="dropcap ">N</span>o próximo 29 de agosto de 2025, às 19 horas, o templo da Grande Loja Maçônica do Estado de Sergipe (GLMESE) será palco do<strong> lançamento da quinta edição comemorativa do livro <em>A Maçonaria Para Todos</em></strong>. A obra chega em capa dura, com 334 páginas, reunindo um rico conjunto de reflexões sobre a Ordem.</p>
<p>Nesta quinta edição, a obra reúne 52 artigos distribuídos em seis capítulos (História, Filosofia, Simbolismo, Biografia, Atualidade e Poesia), escritos por 40 autores de diferentes formações, que compartilham suas visões sobre temas que vão da origem da Royal Society e da ciência moderna até os desafios da Maçonaria na era digital.4 Mais do que um registro histórico, a obra busca estimular a escrita, valorizar a beneficência, promover o aprimoramento pessoal e fortalecer a confraternização entre irmãos.</p>
<p>A apresentação do livro é assinada por Jorge Antônio Vieira Gonçalves, que ressalta o caráter coletivo e fraterno da obra: “Este esforço reúne irmãos de diferentes vivências e experiências, todos unidos por um mesmo propósito: o precioso laço que nos une como verdadeiros irmãos”.</p>
<p>O lançamento em Aracaju marca um momento especial: o projeto atinge sua quinta edição, reafirmando-se como um espaço plural de reflexão e produção intelectual na Maçonaria brasileira.</p>
<p>Criado em 2019, no auge da pandemia, o projeto literário nasceu para tornar acessível o pensamento maçônico sob várias perspectivas — história, filosofia, simbolismo, ética e experiências de vida — sem revelar segredos da Ordem. Desde então, a coletânea vem se fortalecendo e se consolidando como referência no debate e registro do pensamento maçônico.</p>
<div class="box note  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>A edição comemorativa conta com o apoio da Academia Maçônica Sergipana de Artes, Ciências e Letras, do Grande Oriente do Brasil – Sergipe (GOB-SE), da Confederação Maçônica do Brasil (COMAB) e da própria Grande Loja Maçônica do Estado de Sergipe (GLMESE).</p>

			</div></div>
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		<item>
		<title>A poesia necessária de Jeová Santana</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-poesia-necessaria-de-jeova-santana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luciano Correia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 12:22:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mídia, Cultura e Ebulições]]></category>
		<category><![CDATA[bolorados]]></category>
		<category><![CDATA[boteco]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luciano Correia (*) &#160; Para que serve a poesia e a arte de forma geral? Essa é uma questão que acompanha a vida desde sempre, com correntes de todo tipo, dos que defendem uma arte engajada, revolucionária, aos que consideram que a arte basta em si, sem a necessidade de cumprir funções sociais. Longe de &#8230;</p>
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]]></description>
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<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap "><strong><em>P</span>ara que serve a poesia e a arte de forma geral?</em></strong> Essa é uma questão que acompanha a vida desde sempre, com correntes de todo tipo, dos que defendem uma arte engajada, revolucionária, aos que consideram que a arte basta em si, sem a necessidade de cumprir funções sociais. Longe de mim querer entrar nessa discussão que, ademais, não é terreno seguro para pisar. E por ser assim, me reservo o direito de exercer meu gosto sob o prisma mais simplório do mundo, o do meu gosto. Desconfio que admiro alguns dos grandes mestres da pintura, mas a coincidência com os critérios que os tornaram grandes é puramente casual, afinal, não gosto de outros tantos considerados vacas sagradas das artes plásticas e visuais.</p>
<p>Assim é para mim com a poesia: gosto ou não gosto, me toca ou não. Quer dizer, também não vamos depreciar minha capacidade de ver a boa poesia. É que este é um campo das artes dos mais delicados, verdadeiro pântano onde o joio se mistura ao trigo sem vergonha nem cerimônia, de maneira que os incautos compram gato por lebre. É por excelência também o campo em que lobistas com amplo acesso às mídias ou distribuidores de jabás contrabandeiam seus falsos talentos como se houvesse mérito em sonoras porcarias pretensiosas.</p>
<p>E há os chatos, estes em número maior, a todo momento nos importunando com uma baixa poesia, geralmente cifrada por imagens muito particulares, que só dizem respeito aos devaneios do dono do poema. São os hermetismos que, por serem herméticos, autorizam imbecis batizados trafegarem impunemente por melecosas academias disso e daquilo que de uma hora pra outra infestaram as cidades brasileiras. A produção “artística” que pulula nessas casas emboloradas de cultura e costumes é, ela mesma, a pior inimiga das artes e das letras, pelo embuste que embutem.</p>
<p>Saindo da frescura da cultura inútil para as delícias da poesia que nos toca os calcanhares, eis que chegamos aos <strong>“Poemas Passageiros” de Jeová Santana</strong>, um sergipano de Maruim, professor de literatura aposentado da rede estadual e em atividade na Universidade Estadual de Alagoas, onde vive atualmente, entre os sertões graciliânicos e aquele mar de doer a vista em Maceió. Jeová também apresentou durante alguns anos um programa sobre literatura na Aperipê FM, nos anos em que presidi aquela Fundação.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-15.50.55.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-92698 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-15.50.55-225x300.jpeg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-15.50.55-225x300.jpeg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-15.50.55-768x1024.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-15.50.55-1152x1536.jpeg 1152w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-21-at-15.50.55.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a>Os poemas de Jeová não são feitos pra virar livro, ele derrama poesia em cada boteco de esquina, ao perguntar as horas a uma moça bonita ou feia que vende amendoins nas calçadas ou nas mensagens por e-mail e WhatsApp. Sempre que troco dois ou três dedos de prosa (ou poesia?) com esse sarcástico leitor de poesia e prosa, penso que cada chiste, cada trocadilho barato, cada ironia fina caberiam nas páginas de livros, para empurrar deles, os livros, a cafonice piegas que geralmente impregnam de chatice suas páginas. Não têm esses artistas que se veem mudando o mundo? Pois vejam o que ele diz no poema A Galera:</p>
<blockquote><p>“Depois de quatro horas detonando o sistema/ os meninos do rap foram céleres/ receber o cachê da prefeitura”.</p></blockquote>
<p>Jeová tanto brinca quanto faz chorar. Em Oração dos Meninos do Brasil, curta e triste, ele clama:</p>
<blockquote><p>“Bala perdida/ não ache meu pai./ Deixa ele vir pra casa/ uma vez mais”.</p></blockquote>
<p>Da preocupação com os dramas sociais ao amor, o velho e bom amor nesses tempos de cólera, bálsamo de salvação dele e quem mergulha nos seus delírios, como em Ode ao Umbigo:</p>
<blockquote><p>“Traço uma linha imaginária/ entre duas montanhas/ e um vale fosco./ Faço, da língua, periscópio/ e vasculho a fresta/ Por onde brotou a vida./ Desejo um córtex/ Que fosse ao cóccix/ Para desvendá-lo./ Ainda bem/ que ele anda ao sol. / Soubesse sua dona/ Do perigo que emana/ desse olho do cão/ tapava-lhe a visão./ Isso deixaria mais opacos/ os dias do poeta/ nesse mundo vão.”</p></blockquote>
<p>Jeová já é calejado de ofício. Tem outros livros de poesia e de prosa, sobretudo no conto, onde navega com a mansidão de quem arrebatou muitos prêmios. Este seu Poemas Passageiros foi um lançamento bilingue, com tradução para o espanhol da professora Raquel La Corte, da UFS, numa noitinha simpática no complexo O Paiol, um oásis incrustado numa Atalaia que já não guarda nada de velha, senão as boas lembranças, em meio a essa modernização horrorosa da nossa tara por orlas. Foi também uma noite em que os gatos pingados da literatura da árida Aracaju puderam tomar uma cerveja e, entre um gole e outro, saborear poesia, como a que Jeová pregou na contracapa do livro:</p>
<blockquote><p>“Um gatinho espatifado no asfalto/ Um cachorro dentro de uma bolsa plástica/ Um velório ao dobrar a esquina/ Ah, esse mundo.”</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A poesia do circo</title>
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					<comments>https://www.sosergipe.com.br/a-poesia-do-circo/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Acacia Rios]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 15:33:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Acácia Rios (*) &#160; O circo chegou. Na verdade, a qualquer momento vai desfazer a sua grande lona azul, o picadeiro, o trapézio, a arquibancada, o globo da morte, a caixa mágica, já tendo cumprido a sua função de reviver no nosso imaginário a sua beleza lúdica e transitória. É impossível sair dele &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Acácia Rios (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-ceu-e-pouco-o-sonho-e-pouco-–-mesmo-o-doce-de-banana-da-terra-com-cravinho-a-bola-de-gude-amarela-e-negra-feito-um-planeta-–-e-pouca-a-vida-que-a-cidade-oferece-ate-que-chega-o-circo.-Ferrei-2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-80760 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-ceu-e-pouco-o-sonho-e-pouco-–-mesmo-o-doce-de-banana-da-terra-com-cravinho-a-bola-de-gude-amarela-e-negra-feito-um-planeta-–-e-pouca-a-vida-que-a-cidade-oferece-ate-que-chega-o-circo.-Ferrei-2.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-ceu-e-pouco-o-sonho-e-pouco-–-mesmo-o-doce-de-banana-da-terra-com-cravinho-a-bola-de-gude-amarela-e-negra-feito-um-planeta-–-e-pouca-a-vida-que-a-cidade-oferece-ate-que-chega-o-circo.-Ferrei-2.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-ceu-e-pouco-o-sonho-e-pouco-–-mesmo-o-doce-de-banana-da-terra-com-cravinho-a-bola-de-gude-amarela-e-negra-feito-um-planeta-–-e-pouca-a-vida-que-a-cidade-oferece-ate-que-chega-o-circo.-Ferrei-2-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-ceu-e-pouco-o-sonho-e-pouco-–-mesmo-o-doce-de-banana-da-terra-com-cravinho-a-bola-de-gude-amarela-e-negra-feito-um-planeta-–-e-pouca-a-vida-que-a-cidade-oferece-ate-que-chega-o-circo.-Ferrei-2-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-ceu-e-pouco-o-sonho-e-pouco-–-mesmo-o-doce-de-banana-da-terra-com-cravinho-a-bola-de-gude-amarela-e-negra-feito-um-planeta-–-e-pouca-a-vida-que-a-cidade-oferece-ate-que-chega-o-circo.-Ferrei-2-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-ceu-e-pouco-o-sonho-e-pouco-–-mesmo-o-doce-de-banana-da-terra-com-cravinho-a-bola-de-gude-amarela-e-negra-feito-um-planeta-–-e-pouca-a-vida-que-a-cidade-oferece-ate-que-chega-o-circo.-Ferrei-2-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<span class="dropcap ">O</span> circo chegou. Na verdade, a qualquer momento vai desfazer a sua grande lona azul, o picadeiro, o trapézio, a arquibancada, o globo da morte, a caixa mágica, já tendo cumprido a sua função de reviver no nosso imaginário a sua beleza lúdica e transitória. É impossível sair dele imune. O espetáculo termina, mas imagens continuam pululando na minha cabeça e adentram o sonho, em que me aparece, com sua roupa branca colada ao corpo, aquele menino de família circense que conheci na escola. Mas só soube disso quando, levada pelo meu pai, reconheci-o como um dos jovens acrobatas.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-10.17.37-1.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-80719 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-10.17.37-1-204x300.jpeg" alt="" width="204" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-10.17.37-1-204x300.jpeg 204w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-10.17.37-1-697x1024.jpeg 697w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-10.17.37-1-768x1128.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-10.17.37-1-1045x1536.jpeg 1045w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/WhatsApp-Image-2024-09-19-at-10.17.37-1.jpeg 1089w" sizes="auto, (max-width: 204px) 100vw, 204px" /></a>Dos circos da infância, lembro bem de alguns pobres leões de escassa e opaca juba (talvez até sem dentes) que me comoviam mais do que me divertiam. Não havia um ao qual meu pai não me levasse. Mas com o passar do tempo, as idas ao circo foram rareando e esse hiato passou a ser preenchido pela poética em torno do tema, como por exemplo, O <em>grande circo místico</em> de Edu Lobo e Chico Buarque, inspirado no poema homônimo de Jorge de Lima (1938); pela música &#8220;O circo chegou&#8221;, do outro Jorge, o Ben; pelo poema &#8216;O circo o menino e a vida&#8217;, de Mário Quintana e também pelo &#8216;Improviso para a moça do circo&#8217;, de Ferreira Gullar, cuja estrofe norteia esta crônica. Atenho-me aqui sobretudo a essas referências.</p>
<p>Chico Buarque, grande leitor de poesia, estabelece uma relação de intertextualidade com o poema de Lima e &#8211; com a mesma maestria de &#8220;Geni e o Zepelin&#8221; em relação ao conto &#8220;Bola de sebo&#8221;, de Guy de Maupassant &#8211; vai além do texto original e constrói um universo a partir dos personagens apenas citados pelo poeta alagoano. Os 46 versos de &#8216;O grande circo místico&#8217;, parte de <em>A túnica inconsútil </em>(1938), contam a história de vários personagens da dinastia do circo austríaco Knieps. A beleza místico-espiritual do poema levou Chico a desenvolver algumas das trajetórias pessoais e atemporais, das quais se destaca &#8216;A história de Lily Braun&#8217;, contada na voz de Gal Costa, uma das faixas mais bonitas, na minha opinião.</p>
<p>As referências poéticas continuam em minha cabeça e vão saltando de uma melodia a outra. Começo a solfejar &#8216;O circo chegou&#8221;, de Benjor, especificamente a estrofe em que o palhaço anuncia &#8220;<span class="sigijh_hlt">Uma grande vidente/ que tudo sabe, que tudo vê / Que tudo sente / E agora com vocês/ a grande atração/ a internacional Deise/ a mulher do homem que come raio-laser</span>.&#8221; Refiro-me a esse trecho em particular porque gosto muito do efeito da palavra final cuja licença poética retira o &#8220;r&#8221; de &#8216;laser&#8217; para que possa rimar com &#8216;Deise&#8217;, uma supressão que o aproxima, e muito, da oralidade.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ombra.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-80749 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ombra-300x300.png" alt="" width="176" height="176" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ombra-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ombra-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ombra-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ombra-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ombra.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 176px) 100vw, 176px" /></a>O circo de Benjor tem de tudo e um pouco mais, desde animais com habilidades humanas e homens com habilidades animais, passando pelo &#8220;mágico que engole espada e come fogo&#8221;, até chegar a Deise. A dimensão metamórfica faz parte da atração circense desde sempre. Uma delas é a Monga, a mulher que se transforma em gorila, número que particularmente me encanta. Trata-se, se não me engano, de uma ilusão cuja técnica consiste na sobreposição de imagens. Mas na hora em que a metamorfose ocorre e a jaula é aberta, a plateia foge de medo e eu, coração acelerado, faço parte desse grupo.</p>
<p>Voltando à poesia, o olhar do menino sobre as moças do circo aparece tanto no poema de Mario Quintana como no de Ferreira Gullar. Em &#8216;O circo o menino e a vida&#8217; (<em>Nariz de vidro,</em> 1984), o poeta gaúcho debruça-se sobre a equilibrista: &#8220;<span class="sigijh_hlt">A moça do arame/ equilibrando a sombrinha/ era de uma beleza instantânea e fulgurante!/ (&#8230;) ia equilibrando-se e despindo-se/ só para judiar</span>&#8220;. De forma semelhante, nos versos de Gullar (<em>Na vertigem do dia</em>, 1991), o menino se apaixona por Sonia, a mulher acrobata, &#8220;<span class="sigijh_hlt">estrela de quatro pontas/ braços brancos pernas brancas/ girando no ar (&#8230;)/ Mas eis que, sã e salva/ cais em pé no picadeiro/ e o público aplaude/ Agradeces/ já convertida em mulher.</span>&#8221; Ambos retratam com muita beleza o encanto do circo e a sensualidade das artistas, que deixavam entrever algumas partes do corpo. A esse assombro do eu lírico de ambos com a visão das partes desnudas, Manuel Bandeira chamaria de alumbramento.</p>
<p>Penso outra vez no meu colega da escola que, da mesma forma que chegou, foi embora, assim como o circo, esse ente transitório. Nunca mais tinha pensado nele até então, nem em seu corpo, que era ao mesmo tempo infantil e musculoso devido ao trapézio, mas também às responsabilidades precoces da vida itinerante.</p>
<p>Dou-me conta de que essas referências poéticas, das quais usufruí espaçadamente ao longo da vida, vieram todas de supetão, como uma overdose de beleza estética. O espetáculo termina. Saio do circo, mas o circo não sai de mim.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A alegria em ser membro da AVL</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-alegria-em-ser-membro-da-avl/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jul 2024 21:04:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[Academia Vianense de Letras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Sábado, 06/07, em uma noite quente, tomei posse na Academia Vianense de Letras, AVL, quarto sodalício que faço parte. Tenho memórias afetivas com a cidade de Viana. Meus avós maternos, Agripino João Nunes e Maria do Carmo Aragão Nunes, assim como minha saudosa mãe, Maria da &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">S</span>ábado, 06/07, em uma noite quente, tomei posse na Academia Vianense de Letras, AVL, quarto sodalício que faço parte.</p>
<p>Tenho memórias afetivas com a cidade de Viana. Meus avós maternos, Agripino João Nunes e Maria do Carmo Aragão Nunes, assim como minha saudosa mãe, Maria da Conceição Aragão Nunes, são filhos de Viana.</p>
<p>Faço parte do IHGM, Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, uma casa de notáveis. Além da ABLAC, Academia Barreirinhense de Letras, Artes e Ciências; e ATHEAR, Academia Ateniense de Letras e Artes, confrarias que reúnem amantes da literatura, poesia, artes em geral.</p>
<p>Estou feliz em participar deste movimento cultural que ressurge no Maranhão, terra de encantos, cultura, artes, e de um povo festeiro e de notáveis.</p>
<figure id="attachment_79355" aria-describedby="caption-attachment-79355" style="width: 194px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-07-at-18.58.39-scaled.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-79355" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-07-at-18.58.39-169x300.jpeg" alt="Luiz Thadeu e Fátima Travassos" width="194" height="344" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-07-at-18.58.39-169x300.jpeg 169w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-07-at-18.58.39-577x1024.jpeg 577w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-07-at-18.58.39-768x1364.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-07-at-18.58.39-865x1536.jpeg 865w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-07-at-18.58.39-1153x2048.jpeg 1153w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-07-at-18.58.39-scaled.jpeg 1441w" sizes="auto, (max-width: 194px) 100vw, 194px" /></a><figcaption id="caption-attachment-79355" class="wp-caption-text">Luiz Thadeu e Fátima Travassos, Presidente da AVL</figcaption></figure>
<p>A convite da presidente Fátima Travassos, mulher altiva, dinâmica e que faz acontecer, cujo trabalho como Procuradora de Justiça e Corregedora-Geral do Ministério Público do Estado do Maranhão é reconhecido por seus pares — me desloquei até a cidade de Viana, distante 220 km de São Luís, para a solenidade de posse como Membro correspondente da AVL.</p>
<p>A Academia Vianense de Letras é exemplar. Com sede própria, auditório climatizado, fica em um bonito casarão, no centro histórico da cidade, que no último dia 08/07 completou 267 anos de fundação. Com o nome oriundo de Viana do Castelo, Portugal; nossa Viana é terra de muita história/estórias.</p>
<p>Quando lá estive pela primeira vez, nos anos 90, ainda no século passado, me hospedei na casa de João Trindade e Jacineiva, pais do querido amigo dos bancos da faculdade de Agronomia, Wellington Pereira Trindade. Quantas histórias boas ouvi naquela época. João Trindade era parente de minha avó, Maria do Carmo Aragão. Anos depois, através de Paulo Henrique Perna Cordeiro, conheci sua mãe, Cecé, figura ímpar, garantia de bom papo e muitas risadas. Cecé era parente da família Aragão.</p>
<p>A vida me presenteou com a amizade de uma vianense ilustre, a querida Milaid Gomes Licolau, estreitando ainda mais os laços com a terra de minha mãe e meus avós.</p>
<p>Quando vou a Viana, tenho a sensação de que se o escritor baiano Jorge Amado tivesse passado uma temporada por lá, sua obra seria mais fecunda, tamanha a riqueza cultural e originalidade de seu povo. Todo vianense, com seu sotaque único, é um personagem especial, que enriquece qualquer literatura.</p>
<p>As crônicas que publico nos jornais de várias cidades brasileiras, chegam até Viana, através da professora Teresa Perna, que gentilmente apresentou-as em sala de aula na Escola Professor Antônio Lopes. Sempre elas. Tendo as mulheres à frente, a diretora da escola, prof. Izaura Santos é grande incentivadora e guardiã da cultura e das artes locais.</p>
<p>A professora Teresa gravou um vídeo mostrando os alunos lendo as crônicas e discutindo os temas abordados e me enviou. Quanta alegria senti! Um dos alunos, Pedro Paulo Corrêa, juntamente com sua mãe Márcia, fizeram-me uma surpresa, quando inaugurei a exposição de fotografias “Andanças pelo mundo” no Mirante da Cidade. Vieram de Viana, e Pedro Paulo surpreendeu-me com seu carisma e sua poesia.</p>
<figure id="attachment_79356" aria-describedby="caption-attachment-79356" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Design-sem-nome-2024-07-23T174831.906.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-79356 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Design-sem-nome-2024-07-23T174831.906.png" alt="Posse de Luiz Thadeu na AVL" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Design-sem-nome-2024-07-23T174831.906.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Design-sem-nome-2024-07-23T174831.906-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Design-sem-nome-2024-07-23T174831.906-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Design-sem-nome-2024-07-23T174831.906-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/Design-sem-nome-2024-07-23T174831.906-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-79356" class="wp-caption-text">Luiz Thadeu: &#8220;Fazer parte deste sodalício é conectar-me com minha história&#8221;</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Minha entrada na AVL é um resgate, uma aproximação com a minha mãe, com meus avós. Somos feitos de memórias, fazer parte deste sodalício é conectar-me com minha história.</p>
<p>&#8220;Trago dentro do meu coração, como num cofre que não se pode fechar de cheio, todos os lugares onde estive, todos os portos a que cheguei, todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias. Ou de tombadilhos, sonhando, e tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero”. Cito Álvaro de Campos, heterônimos de Fernando Pessoa, meu poeta preferido, para falar de minha alegria em juntar-me aos novos confrades na Academia Vianense de Letras.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Jornalista Acácia Rios estreia, na quinta, no Só Sergipe, a coluna &#8220;Literatura e Lugares&#8221;</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/jornalista-acacia-rios-estreia-na-quinta-no-so-sergipe-a-coluna-literatura-e-lugares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2024 14:54:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A jornalista e professora, Acácia Rios, estreia na quinta-feira, 18, no Portal Só Sergipe, a coluna Literatura e Lugares,  com a ideia de criar um espaço no qual ela possa compartilhar com os leitores as suas impressões sobre literatura e “representação do espaço nas narrativas ficcionais &#8211; sobretudo o sergipano &#8211; memórias, viagens, pessoas”. &#8230;</p>
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<span class="dropcap ">A</span> jornalista e professora, Acácia Rios, estreia na quinta-feira, 18, no Portal <strong>Só Sergipe</strong>, a <strong>coluna Literatura e Lugares</strong>,  com a ideia de criar um espaço no qual ela possa compartilhar com os leitores as suas impressões sobre literatura e “representação do espaço nas narrativas ficcionais &#8211; sobretudo o sergipano &#8211; memórias, viagens, pessoas”. E por falar em viagens, o seu primeiro texto fará um périplo sobre o livro “Viagens pelas províncias da Bahia, Alagoas e Sergipe (1859), do médico alemão Robert Avé-Lallemant.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Acácia Rios, que é mestra em Memória Social e Documental pela  Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e doutora em Ciências da Documentação pela Universidade Complutense de Madri</span>,  afirma que as suas experiências “são atravessadas pela leitura. Assim, vamos construindo uma memória coletiva acerca dos temas que a ficção provoca objetiva e subjetivamente.</p>
<p>A jornalista também é escritora. Desde os anos 90 vem publicando poemas em antologias sergipanas e cariocas, como por exemplo, Poemas de Oficina (1992), Aperitivo Poético (1995), a Mostra de Poesia Carioca (1998), entre outros. É colaboradora do blog de poesia Zona da Palavra desde 2015.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/amor-alien.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-79187 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/amor-alien-190x300.png" alt="" width="120" height="190" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/amor-alien-190x300.png 190w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/07/amor-alien.png 342w" sizes="auto, (max-width: 120px) 100vw, 120px" /></a>Acácia é autora dos romances Rolé de quarta-feira (2021), pela Criação Editora/EditorAju, que obteve o 1º lugar no Certame de Literatura Juvenil Literarte, promovido pela Funcaju, Prefeitura de Aracaju e Secretaria de Governo, por meio da Lei Aldir Blanc (Ministério da Cultura). E Amor alien em Paris (com o pseudônimo de Hessie Rivers), publicado em janeiro de 2021 pela plataforma Kindle, da Amazon, primeiro livro da trilogia de gênero gótico que inclui também Amor alien em Bruxelas e Amor alien em Londres, estes dois em fase de edição.</p>
<p><strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.amazon.com.br/Amor-alien-Paris-Livro-ebook/dp/B08V8JM788" target="_blank" rel="noopener">(https://www.amazon.com.br/Amor-alien-Paris-Livro-ebook/dp/B08V8JM788)</a></span></strong></p>

			</div></div>
<p><span class="sigijh_hlt">O próximo livro de Acácia Rios se chama O menino caranguejo</span>, que conta a estória de um jovem de família de catadores de uma comunidade de São Cristóvão que, ao defender o ecossistema onde cresceu da degradação ambiental e do descaso político, acaba se integrando ao mangue de tal forma que sofre uma metamorfose, transformando-se em um caranguejo.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Atualmente, Acácia é professora de Escrita Criativa e Criação Literária na Escola Oficina de Artes Valdice Teles (Fundação Cultural de Aracaju)</span>, pesquisadora do grupo de pesquisa em Informação, Documentação e Sociedade da Faculdade de Ciências da Documentação da Universidade Complutense de Madri e Conselheira da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Textamento de um livre-pensador &#8211; breves considerações sobre perfil e obra de Alberto Carvalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jan 2024 11:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Léo Mittaraquis (*) &#160; Ouso tecer breve comentário sobre o espírito e a obra do grande mestre Alberto Carvalho, com quem tive o imenso privilégio de compartilhar algumas anônimas e discretas ocasiões em que conversamos sobre Belas-Artes e Literatura. Tão somente estes dois temas, estes dois campos. Mas, oh, o quão vastos se revelaram &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-textamento-de-um-livre-pensador-breves-consideracoes-sobre-perfil-e-obra-de-alberto-carvalho%2F&amp;linkname=O%20Textamento%20de%20um%20livre-pensador%20%E2%80%93%20breves%20considera%C3%A7%C3%B5es%20sobre%20perfil%20e%20obra%20de%20Alberto%20Carvalho" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-textamento-de-um-livre-pensador-breves-consideracoes-sobre-perfil-e-obra-de-alberto-carvalho%2F&amp;linkname=O%20Textamento%20de%20um%20livre-pensador%20%E2%80%93%20breves%20considera%C3%A7%C3%B5es%20sobre%20perfil%20e%20obra%20de%20Alberto%20Carvalho" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-textamento-de-um-livre-pensador-breves-consideracoes-sobre-perfil-e-obra-de-alberto-carvalho%2F&amp;linkname=O%20Textamento%20de%20um%20livre-pensador%20%E2%80%93%20breves%20considera%C3%A7%C3%B5es%20sobre%20perfil%20e%20obra%20de%20Alberto%20Carvalho" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-textamento-de-um-livre-pensador-breves-consideracoes-sobre-perfil-e-obra-de-alberto-carvalho%2F&amp;linkname=O%20Textamento%20de%20um%20livre-pensador%20%E2%80%93%20breves%20considera%C3%A7%C3%B5es%20sobre%20perfil%20e%20obra%20de%20Alberto%20Carvalho" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-textamento-de-um-livre-pensador-breves-consideracoes-sobre-perfil-e-obra-de-alberto-carvalho%2F&#038;title=O%20Textamento%20de%20um%20livre-pensador%20%E2%80%93%20breves%20considera%C3%A7%C3%B5es%20sobre%20perfil%20e%20obra%20de%20Alberto%20Carvalho" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-textamento-de-um-livre-pensador-breves-consideracoes-sobre-perfil-e-obra-de-alberto-carvalho/" data-a2a-title="O Textamento de um livre-pensador – breves considerações sobre perfil e obra de Alberto Carvalho"></a></p><blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span>uso tecer breve comentário sobre o espírito e a obra do grande mestre Alberto Carvalho, com quem tive o imenso privilégio de compartilhar algumas anônimas e discretas ocasiões em que conversamos sobre Belas-Artes e Literatura. Tão somente estes dois temas, estes dois campos. Mas, oh, o quão vastos se revelaram a partir da percepção acurada, do denso lastro de conhecimento daquele adorável, amável, sedutoramente sarcástico bebedor de cerveja.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Alberto Carvalho foi uma figura intelectualmente notável. Impressionava-me testemunhar sua capacidade de transitar com elegância e maestria pelos mais diversos campos do conhecimento, pelo menos nos quais é possível deitar a cristalina lente estética.</span></p>
<figure id="attachment_74612" aria-describedby="caption-attachment-74612" style="width: 440px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.12.59.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-74612" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.12.59-300x217.jpeg" alt="" width="440" height="318" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.12.59-300x217.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.12.59-768x555.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.12.59.jpeg 1024w" sizes="auto, (max-width: 440px) 100vw, 440px" /></a><figcaption id="caption-attachment-74612" class="wp-caption-text">Alberto Carvalho na antiga Livraria Regina, em setembro de 1960</figcaption></figure>
<p>Alberto Carvalho foi contista, poeta, crítico literário, crítico de cinema, crítico de belas-artes. E ainda um hábil elaborador de reflexões satíricas, buscando deixar claro que era, também, um crítico si mesmo.</p>
<p>Muito bom que o fosse, pois, entre poemas muito bem elaborados, o Grande Mestre compunha alguns bem chinfrins. Reconhecia-o ele mesmo.</p>
<p>Em tempo: as fotos incluídas no corpo deste artiguete foram generosamente emprestadas pelo sobrinho de Alberto, Ivo Carvalho, meu querido amigo, também um leitor atento, a quem devoto alta estima.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Alberto Carvalho nasceu a 3 de novembro de 1932, em Itabaiana e nos lançou à orfandade intelectual em 2002</span>.</p>
<p>Vou abordar, aqui, três produções literárias do Grande Mestre: <strong>&#8220;Textamento&#8221;,&#8221; Vão Livro&#8221; e “Dispersa Memória”</strong>.</p>
<p>É suficiente? Não, não é. Mas, penso, talvez proporcione alguma ideia quanto ao espírito das letras e demais artes nele encarnado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>TEXTAMENTO</strong></p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.20.25.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-74616 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.20.25-203x300.jpeg" alt="" width="203" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.20.25-203x300.jpeg 203w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.20.25-691x1024.jpeg 691w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.20.25-768x1138.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.20.25.jpeg 864w" sizes="auto, (max-width: 203px) 100vw, 203px" /></a>Publicado em 1981</p>
<p>Folha de rosto traz a seguinte citação:</p>
<p><span class="sigijh_hlt">&#8220;Em lugar de se extasiar, o pensamento objetivo deve ironizar. Sem esta vigilância hostil, nunca atingiremos uma atitude verdadeiramente objetiva&#8221;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É um trecho de <strong>&#8220;A Psicanálise do Fogo&#8221;</strong>, de Gaston Bachelard</p>
<p>Longe de ser inserção gratuita de uma frase de efeito, a abertura do livro com esta citação previne, pelo menos aos leitores que detém algum conhecimento sobre o pensamento de Bachelard, o há por vir ao longo das páginas seguintes. Em tempo: Alberto inicia e finaliza este livro, Textamento, com Bachelard. E em <strong>Vão Livro</strong> [veremos mais adiante] o filósofo francês também encontra lugar num poema.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Em &#8220;Textamento&#8221;, esta quase &#8220;involuntária&#8221; produção poética, contistica, estética e filosófica, Alberto compõe algo, na minha percepção, como que uma hexologia, ou seja, dividida em seis seções, se ignorarmos o curto, mas densamente reflexivo prefácio. </span>São elas:</p>
<p><strong>Poemas</strong></p>
<p><strong>Contos e sinopses cinematográficas</strong></p>
<p><strong>Apresentações</strong></p>
<p><strong>Pequena Crítica</strong></p>
<p><strong>Varia</strong></p>
<p><strong>Anotações Patafísicas</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Seção dedicada aos poemas</strong></p>
<p>Algo como trinta e sete poemas. Destes, sob o critério mais que arbitrário da preferência, destacarei três:</p>
<p><strong>Mulher e Ilha (p. 13)</strong></p>
<p>Um poema com três eixos: biológico, cinético e ontológico. Sobre estas referências, qual um amálgama, elaborado por segura e experiente pena alquímica, o colágeno filosófico existencial – este constituído da consciência do vir a ser. A reaparição de caracteres de um ascendente remoto e que permaneceram latentes por várias gerações. A (hereditariedade) biológica de características psicológicas, intelectuais, comportamentais. O exercício de um estilo que traz como ponto de vista, o cíclico, ainda que não eterno. A questão tripla “de onde viemos, o que somos, para onde vamos”, é, para Alberto Carvalho, um objeto de debate, reflexão, discussão, análise, circunscrito ao tangível, ao material, ao dialético – não é necessariamente a minha percepção, porém, isto pouco ou nada importa no contexto presente. É sobre a visão de mundo de Alberto Carvalho, mediante a sua produção poética, contística, ensaística, crítica que estamos a tratar aqui. Neste sentido, observemos os dois últimos versos da segunda estrofe de <strong>Mulher e Ilha</strong>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">“Cheirava a molusco</p>
<p style="text-align: center;">Ou alga do mais antigo dos tempos”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Observemos, então, os últimos três versos do mesmo poema:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">Como o mar</p>
<p style="text-align: center;">De onde somos</p>
<p style="text-align: center;">O sumo e a soma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Físico-Química (p.39)</strong></p>
<p>Outro poema que, pelo menos a mim, forçou à reflexão. Numa primeira leitura, a bem da verdade, considerei o texto coisa de somenos. Porém, o que é curioso, e ignoro se tal fenômeno é comum no campo da percepção, volta e meia, volta-me ao poema. Lia e pensava, como diz Gogol, em Almas Mortas, obra inacabada, “mas que diacho de coisa!”. E, também a seguir o mestre russo, afastava-me destes versos para não ser acometido de tédio mortal.</p>
<figure id="attachment_74614" aria-describedby="caption-attachment-74614" style="width: 537px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.16.40.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-74614" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.16.40-300x217.jpeg" alt="" width="537" height="389" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.16.40-300x217.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.16.40-768x555.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.16.40.jpeg 1024w" sizes="auto, (max-width: 537px) 100vw, 537px" /></a><figcaption id="caption-attachment-74614" class="wp-caption-text">Alberto Carvalho, Newman Sucupira (fotógrafo, grande conhecedor de música erudita e escritor, e Paulo Fernando.</figcaption></figure>
<p>Debalde: volta e meia flagrava-me diante do <strong>Físico-Química</strong>. Vencido, decidi a deitar sobre o mesmo a minha rachada e puntiforme lente do espírito, mesmo correndo o risco de pecar, mais uma vez, pela ausência de nitidez na perspectiva, produzindo na cachola apenas uma aberração analítica ou uma aberrante análise.</p>
<p>Ora, temos o termo <em>vibração </em>como a definição do movimento alternado de um corpo sólido em relação ao seu centro de equilíbrio. Vale dizer: o primeiro verso traz a oscilação, o balanço. Previne que o poema prosseguirá em estado vibratório.  O poema leva em conta o sermos a nós em meio às agitações frementes e rápidas; às palpitações; aos batimentos, às pulsações, às trepidações.</p>
<p>São condições cinéticas exteriores a nós, porém, estamos a comentar um poema, também são internas. Em ambas as premissas, toma-nos os movimentos físicos, induzidos por estimulações psíquicas, óticas, sonoras e outras&#8230;</p>
<p>Alberto Carvalho não propõe tal discurso de forma gratuita, não é um tolo, não busca efeito pelo efeito, não comete o desatino de apenas amontoar metáforas. <span class="sigijh_hlt">É um homem do seu tempo, aquele tempo em que sustentar uma cultura geral era poder dialogar com campos distintos com a perspicácia de entender que, em algum nível, estão interrelacionados.</span> Mais não seja porque estão neste mundo, o mesmo mundo.</p>
<p>Prossegue Alberto, em <strong>Físico-Química</strong>, a tomar como base da sua composição lírica, o fenômeno da irradiação:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">Comprimentos de onda</p>
<p style="text-align: center;">(Curtas, médias, X, Gama)</p>
<p style="text-align: center;">Radiações</p>
<p>Alberto prossegue a dizer nosso mundo, a nós, mas numa baliza científica (o que, em mim, pelo menos, provocou certa remissão à Augusto dos Anjos), do qual Alberto era atento leitor: “Na ogiva fulgida e nas columnatas/Vertem lustraes irradiações intensas/ Scintillações de lampadas suspensas/E as amethystas e os florões e as pratas”. <strong>(Poema Vandalismo, p. 164, livro Eu)</strong>.</p>
<p>Um interlocutor, de nome <strong>Antonio</strong>, quisera fosse eu, diz na segunda estrofe de <strong>Físico-química</strong>:</p>
<p style="text-align: center;">“Entre você e um gravador <strong>Akai</strong>,</p>
<p style="text-align: center;">Só a diferença de ondulações”.</p>
<p>O poema traz e, mais uma vez, afirmo que não de forma solta, gratuita, o ramo da física denominado Ondulatória. Os objetos de estudo deste ramo, deste campo, são as ondas e oscilações. A ondulatória classifica as ondas segundo a natureza, direção e dimensão de propagação.</p>
<p>Faço questão de enfatizar estes pontos para que nós tenhamos ciência [trocadilho medonho, reconheço], entendimento, sobre quem era, e ainda o é, Alberto Carvalho. Para que saibamos com quem estamos lidando.</p>
<p>A auto-redução intelectual, a qual imponho a mim, é proporcional à monumentalidade da produção estético-filosófica de Alberto Carvalho, da sua capacidade enciclopédica.</p>
<p>O poema segue a ressaltar os atos oriundos da pura vontade, esta não totalmente dirigida sob rédeas. Vale dizer: levando-se em consideração tanto as pulsões, quanto à consciência de que o conjunto de estruturas com funções semelhantes ou complementares, inerentes às relações anatômicas que operam em uníssono como as propriedades mentais.</p>
<p>Diria eu, nas minhas limitações: sou corpo e mente. Afirmação sem sal. Nada com coisa alguma.</p>
<p>Porém, pela pena do poeta e pensador Alberto Carvalho, o dito ganha vida, tempero, potência:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">Fazer o que faço</p>
<p style="text-align: center;">Na lucidez como acidez:</p>
<p style="text-align: center;">Uma secreção de glândulas</p>
<p style="text-align: center;">Controlada por bases.</p>
<p style="text-align: center;">Na química a verdade</p>
<p style="text-align: center;">Para os sais de vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O poema <strong>Físico-Química</strong> vale-se dos princípios físicos, químicos e biológicos relacionados às transformações que ocorrem nas substâncias e moléculas dos organismos e de seus processos metabólicos.</p>
<p>Eis o que somos, para o poeta. E algo disso pode ser lido quase ao final deste livro, <strong>Textamento</strong> em <strong>Anotações Patafísicas</strong>: “O viver é uma multiplicidade dos modos de ser. E somos parte do mundo. Como conhecê-lo, se somos feitos do mesmo ‘material’ que ele? <strong>(p. 162)</strong>.</p>
<p><strong>No modo como entendo a produção poética de Alberto Carvalho, percebo, caso não me equivoque em demasiado, um talento admirável no valer-se de estilos que me levam a especular que poeta bebe bem das águas simbolistas, pré-modernistas e modernistas.</strong> Ainda que seja, segundo penso, extremo cuidado com a abordagem estanque dos períodos (seja na Literatura ou nas Belas Artes).</p>
<p>Quanto ao diálogo, não necessariamente pacífico, convergente, com as escolas, proponho a comparação entre os versos citados de <strong>Físico-Química</strong> e os seguintes versos pertencentes ao poema <strong>Cismas de um destino</strong>, de Augusto dos Anjos:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">Cuspo, cujas caudais meus beiços regam,</p>
<p style="text-align: center;">Sob a forma de mínimas camândulas (<strong>contas de rosário, objeto de reza</strong>)</p>
<p style="text-align: center;">Benditas sejam todas essas glândulas,</p>
<p style="text-align: center;">Que, quotidianamente, te segregam!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jocoso como era, ácido consigo mesmo, pode até ser que Alberto se risse desta minha abordagem, desta minha conclusão. Mas, como já disse um poeta unânime, “não são as minhas verdades, mas são as suas verdades”.</p>
<p>Outros poderiam ser incluídos aqui, mas, para o que nos propomos, creio que baste.</p>
<p>O terceiro poema, intitulado <strong>Morrerei (p. 45)</strong>. Reparem a partir do quarto verso até a conclusão:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">“Um dia desacordarei e dormindo&#8230;”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span class="sigijh_hlt">“Sursum Corda”</span> – Como sabemos, traduz-se como “Erguei os corações” (Exortação do padre oficiante à congregação de fiéis ao iniciar a missa). Ironia ao extremo: frase mais besta na besta vida.</p>
<p><strong>Contos</strong></p>
<p><strong> </strong>Para quem já leu os contos de Murilo Rubião, de Paulo Teles Morais, Célio Nunes, J. J. Veiga, Jorge Luís Borges, Cortázar, Calvino, com respectivas nuances mais ou menos aproximadas (ou em nada aproximadas), sentir-se-á bem à vontade com os contos escritos por Alberto Carvalho. Uma das chaves para compreensão ante o discurso satírico-melancólico destes contos, é uma apresentação que Alberto escreveu sobre o livro de Paulo Fernando Teles Morais,<strong> Emparedados</strong>. O título é emblemático: <strong>Os Densos Contos de Paulo</strong>. Alberto apresenta o livro do escritor e amigo apresentando, também, a si mesmo, pois, seus contos não buscam densidade, senão um hábil gracejo diante, e aqui eu me valho de frase de Borges, “desta confusão que é a vida”.</p>
<p>Como os autores outros acima citados, Alberto Carvalho sabe bem aplicar o verniz que simula a oposição ao racionalismo. Pode até o ser, porém, a bolha racional não permite que seja, salvo em estado de loucura, realmente furada. Narrativas exigem lógica.</p>
<p><strong>Apresentações</strong></p>
<p>Seção extremamente rica. Textos sobre exposições de pinturas, livros (como o de Paulo), já comentado há poucos instantes. Alberto busca o argumento de autoridade em Guy de Maupassant sobre o que definiria a natureza do gênero conto. E por que Maupassant antes de chegar a Paulo, o autor que é apresentado/comentado neste texto?</p>
<p>Ora, Alberto tem ciência do universal, mesmo estando na aldeia. É como ele nos alertasse que o objeto literário é aquele que criamos, aquele que lemos e muito mais. Parece nos dizer. Leia este livro, mas, não esqueça de que o campo é imenso.</p>
<p>Mais adiante, Justino e Djaldino, nomes que eu respeito e amizades as quais eu gostaria de recuperar, são citados, como importantes estudiosos do cinema que são.</p>
<p><strong>Pequena Crítica (p. 97)</strong></p>
<p>E é, nesta seção, esta quarta seção, que o grande mestre Alberto Carvalho é mais Alberto Carvalho do que nunca: a seção é aberta com um texto primoroso sobre o fenômeno estético denominado <strong>Maneirismo</strong>.</p>
<p>Para fins de uma referência mínima, creio que posso pontuar que o <strong>Maneirismo</strong> é uma manifestação estética complexa que se situa, na linha do tempo e, penso, no espaço, na Renascença Tardia. Perpassará o Barroco e, não raro, confundir-se-á com ele.</p>
<p>Quanto a Alberto Carvalho, este aplica uma didática clara, objetiva, ainda que esteja a abordar algo muito pouco claro e muito pouco objetivo como o <strong>Maneirismo</strong>.</p>
<p>Mais adiante, ao tratar de <strong>Aspectos da Crítica Literária (p. 103)</strong>, será um crítico metacrítico. Tal como Kant ao aplica razão sobre a Razão, levando-a a julgamento, Alberto aplicará uma ótica crítica sobre o fenômeno, ou o segmento, se assim quisermos, denominado <strong>Crítica Literária</strong>.</p>
<p>Daí por diante virá <strong>Lolita</strong>, <strong>Lampião </strong>(sequência das mais atípicas, para dizer o mínimo) e, mais uma vez, o poeta órfico Santo Souza. Desta vez, Alberto comenta sobre <strong>Pentáculo do Medo</strong>. O artigo crítico é intitulado, de forma muito feliz: <strong>Uma Viagem Cheia de Medos</strong>. E virão outros textos críticos, sinopses, reflexões sobre cinema&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Varia</strong></p>
<p>Alberto propõe um brinde com o leitor, bem à moda bárbara, chocando canecas de cerveja. É o artigo <strong>A Arte de Beber Cerveja</strong>.</p>
<p>Mais adiante, reflexões sérias, muito sérias, sobre o compromisso daqueles que aspiram os mais elevados patamares da intelectualidade, da cultura, para com o exercício de ler. Uma ode à leitura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Anotações Patafísicas</strong></p>
<p>Antes, é de bom tom que meio que definamos o que vem a ser Patafísica: &#8216;Patafísica (francês: &#8216;pataphysique) é uma &#8220;filosofia&#8221; da ciência inventada pelo escritor francês Alfred Jarry (1873–1907) com a intenção de ser uma paródia da ciência. Difícil de ser simplesmente definido, tem sido descrito como a “ciência das soluções imaginárias”.</p>
<p>Sim, é com esse caráter jocoso, satírico, paródico, que Alberto Carvalho exercitará seus múltiplos talentos e comprovará, mais uma vez, sua imensa erudição,</p>
<p>Mas algo, pelo menos a mim, manifestou-se de maneira tocante: o respeito, a larga admiração, que Alberto Carvalho, grande mestre, nutria por outro igual, a saber: Gaston Bachelard.</p>
<p>Alberto inicia o livro Textamento com uma citação de Bachelard. E concluirá o livro com outra citação do filosofo francês no último aforisma, na última página.</p>
<p><strong>Vão Livro</strong></p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.19.29.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-74615 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.19.29-222x300.jpeg" alt="" width="222" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.19.29-222x300.jpeg 222w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.19.29-758x1024.jpeg 758w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.19.29-768x1038.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.19.29.jpeg 947w" sizes="auto, (max-width: 222px) 100vw, 222px" /></a>Publicado em 1986, <strong>Vão Livro </strong>traz uma marca indelével do Grande Mestre Alberto Carvalho: uma nota preliminar, com toques de ironia e fina perspicácia. Neste livro, a nota é intitulada <strong>Esclarecimentos</strong>.</p>
<p>A obra traz poemas, contos, ensaios e palestras. E estes indicativos são os títulos mesmos das seções, total de três, e mais um apêndice em forma de entrevista [pode ser o contrário, também].</p>
<p>Quanto a seção <strong>Poemas</strong>, vejamos o primeiro poema, <strong>Cacos Metrológicos</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">Imponderável como o amor dos elefantes</p>
<p style="text-align: center;">Apesar dos quilos dos amantes</p>
<p style="text-align: center;">E a terribilidade dos anjos</p>
<p style="text-align: center;">(Rilke sabia das coisas)</p>
<p style="text-align: center;">Sem peso como o cavalo na reta</p>
<p style="text-align: center;">Da chegada,</p>
<p style="text-align: center;">O carro sob a bandeirada</p>
<p style="text-align: center;">Da vitória</p>
<p style="text-align: center;">Ou o goleiro, pluma no ar,</p>
<p style="text-align: center;">Segurando/não segurando a bola.</p>
<p style="text-align: center;">Imponderáveis, sim:</p>
<p style="text-align: center;">Nossa vida sem destino</p>
<p style="text-align: center;">Mas com o sabido fim</p>
<p style="text-align: center;">E o mundo sem sentido nem saída.</p>
<p style="text-align: center;">Pesada como a bota do soldado</p>
<p style="text-align: center;">O soco no estômago</p>
<p style="text-align: center;">O peso do carrasco</p>
<p style="text-align: center;">Sobre o corpo do enforcado.</p>
<p style="text-align: center;">A pedra de Sísifo era mais leve</p>
<p style="text-align: center;">Que a fome dos miseráveis</p>
<p style="text-align: center;">E a pobreza dos espíritos.</p>
<p style="text-align: center;">Serão os astronautas imponderáveis?</p>
<p style="text-align: center;">Da Terra saíram grávidos.</p>
<p style="text-align: center;">O peso é nosso</p>
<p style="text-align: center;">O resto é imaginação</p>
<p style="text-align: center;">(Que é leve)</p>
<p style="text-align: center;">Nosso peso a balança mostra.</p>
<p style="text-align: center;">A medida do homem é seu caixão.</p>
<p>O poema é (des) estruturado num eixo de complexidade fractal. Ao mesmo tempo, as fibras da ambiguidade e da dialética definem a trama lírica. O título, <strong>Cacos Metrológicos</strong>, segue, em paralelo, à expressão que denota um fenômeno: <strong>Caos Meteorológico</strong>.</p>
<p>A composição vibra a corda da incerteza, o que redunda nos questionamentos entrelinhas: como há de definir-se os melhores parâmetros? A não ser possível prever, de fato, como ensaiamos a melhor previsão para cada minuto da prática diária? Alberto, a exceção das medidas matemáticas mortuárias, parece insistir que não há nenhuma razão para acreditar que exista um modelo perfeito de organização e controle. Os termos são determinados pela vida.</p>
<p>Percebe-se que o poema é (des) ordenado: a lembrar os cacos usados para revestimento ou técnica de revestimento ou pavimentação em que se utilizam fragmentos desse tipo dispostos sobre uma camada de argamassa semelhante a um mosaico, enquanto o poeta elenca o que não pode ser exatamente calculado, nem previsto, mas cujo efeito pode ser determinante.</p>
<p>Algo de essencial, em relação à cultura francesa, mesclada às suas raízes itabaianenses, portanto, do Nordeste, está sempre presente nos escritos de Alberto Carvalho. O digo a partir, dentre outras criações do livre-pensador, do poema <strong>Passeio no Tempo</strong>, em que diz:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">Jovem sem juventude</p>
<p style="text-align: center;">Fui “flaneur” rústico</p>
<p style="text-align: center;">Numa cidade nordestina,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E em <strong>Poema com Invocações</strong>, se cita Drummond, também inclui Malraux, Sartre, Camus. E raspa em Kafka, um pouco mais ao leste.</p>
<p>Em <strong>El Amor/L’Amore/L’Amour</strong>, eia Bachelard, quase onipresente na obra albertocarvalheana:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">O amor é uma fricção</p>
<p style="text-align: center;">Disse Bachelard.</p>
<p style="text-align: center;">Como atrito sai fogo,</p>
<p style="text-align: center;">O chamado fogo da paixão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alberto dialoga, ao nível íntimo, com Bachelard. O sistema filosófico bachelardiano é a referência basilar da produção poética, contista, ensaística do escritor sergipano. O poema acima nos remete à seguinte reflexão de Gaston Bachelard, em <strong>A Psicanálise do Fogo</strong>: &#8220;O fogo e o calor fornecem meios de explicação nos domínios mais variados porque são, para nós, a ocasião de lembranças imperecíveis, de experiências pessoais simples e decisivas”.</p>
<p>Precisa dizer mais?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Contos</strong></p>
<p>O primeiro conto, de uma sequência de onze, intitulado Anotações de um suicida, é o exercício estético albertocarvalhiano par excellence: já ao primeiro parágrafo, o escritor aplica a mais ácida e, ao mesmo tempo, mais melancólica das ironias. Alberto opera na linha que percebe o ato do suicídio como algo racional e planejado, distante do que costumeiramente se pensa, julga e opina meio ao senso comum. O personagem afirma que sua decisão não tem fundo de insanidade algum. &#8220;Nada de fases freudianas, complexos ou fixações&#8221;, esclarece.</p>
<p>Alberto põe, no discurso do personagem suicida, referências interessantes, truque honesto do autor, para lembrar, do seu lastro constituído pela mais alta cultura geral, ao leitor do conto.</p>
<p>Alberto busca a perspectiva kantiana de coexistência pacífica e do entendimento comum a partir da boa vontade.</p>
<p>O terceiro parágrafo é uma deliciosa e erudita confissão de inépcia. O termo &#8216;ersatz&#8217;, que descreve qualquer substituto ou imitação, especialmente quando é inferior ao original, é habilmente inserido, avalizado pela presença de Walter Benjamin [um dos pensadores preferidos de Alberto Carvalho]. O personagem está a pagar pesado tributo por ter levado uma &#8220;vida de correção neurótica&#8221;.</p>
<p>Contudo Alberto, pela boca do personagem, não aceita que neurose seja sinônimo de desvario e de estupidez.</p>
<p>O suicida anota seus argumentos com acuidade filosófica: &#8220;Antes que algum psicólogo improvisado, desses de canto de rua ou estabelecido em clínica especializada, fale em loucura, gostaria de lembrar que insanidade é confusão, desequilíbrio, nunca lucidez&#8221;.</p>
<p>Alberto cuida para que seu &#8216;herói&#8217; não seja tomado, de maneira injusta, por louco. Afasta qualquer possibilidade de levar em consideração a compreensão clássica entre os gregos, de que a causa das doenças era a culpa por um crime não expiado.</p>
<p>Se há, no personagem, algo de assustador, disforme, não se dá tal coisa pelo exterior: &#8220;Fui um avantesma de mim mesmo&#8221;.</p>
<p>Comentarei este conto, os demais estão à espera de você, leitor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ensaios e Palestras</strong></p>
<p>Desta seção destaco os ensaios &#8220;Aspectos antropológicos do itabaianense&#8221; e &#8220;Sobre Walter Benjamin&#8221;.</p>
<p>Quanto ao primeiro, mais uma vez, ironia e erudição dão-se às mãos. Verdadeira aula de etnografia, incluindo mitos e traço psicológico: &#8220;Se há a marca do mistério, nem por isso os itabaianenses são nefelibatas, pelo contrário, têm os pés fincados na terra&#8221;. E isto devido &#8220;ao lado montanhês e à ausência do mar&#8221;.</p>
<p>Quanto ao segundo, Alberto inicia o ensaio com uma frase, a qual quando li, me senti como se passasse a fazer parte de uma ordem de iniciados. Diz o grande mestre: &#8220;Uma das minhas maiores gratificações intelectuais foi ter conhecido a obra de Walter Benjamin&#8221;. Sempre pensei o mesmo.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.24.30.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-74619 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.24.30-230x300.jpeg" alt="" width="230" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.24.30-230x300.jpeg 230w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.24.30-783x1024.jpeg 783w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.24.30-768x1004.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/01/WhatsApp-Image-2024-01-26-at-15.24.30.jpeg 1101w" sizes="auto, (max-width: 230px) 100vw, 230px" /></a>A leitura, não somente da obra, mas, também, do autor, levada a efeito por Alberto Carvalho, é serena e segura. Alberto exibe senso crítico aliado à airosidade: &#8220;Ler Benjamin, apesar de que muitas das suas posições pareçam contraditórias é se deliciar com um artista da palavra, profundo, mas sucinto, variado e sempre brilhante.”</p>
<p>Alberto soube usar, sem pesar a mão, sem carregar nas tintas, os adjetivos mais adequados em seu elogio ao filósofo da aura, das galerias, do drama barroco alemão.</p>
<p>Por fim, algumas palavrinhas a respeito de &#8220;Dispersa Memória&#8221;. E estas linhas não são recentes. Reproduzo, agora, o que escrevi há mais de vinte anos. Vamos lá.</p>
<p>Apesar do livro, nada está disperso, apesar de coisa alguma, no livro, manter-se sob total controle. Eis o estilo Alberto Carvalho.</p>
<p>Mas o fato é que o escritor revela salutar e bem-disposta seleção mnemônica, fazendo de cada texto parte essencial de um tecido mental bem costurado.</p>
<p>Ah, desde então eu já desautorizava uns poeminhas sensabóricos, insípidos cometidos pelo Grande Mestre.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Mas é importante reconhecer que Dispersa Memória continua a ser leitura necessária. Pelo menos para mim.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ENFIM&#8230;</strong></p>
<p><span class="sigijh_hlt">Alberto Carvalho mantinha uma visão ampla e afiada da arte e da vida. </span>Não sei se ateu ou agnóstico (nunca ficou claro a mim), entendia a vida a ser vivida aqui e agora. Mas, diga-se de passagem, sem pressa. Principalmente quando o objetivo é (digo é porque para Alberto deveria ser constante) a fruição estética qualificada e o conhecimento fundamentado. Para Alberto, viver o fenômeno Arte, era viver o fenômeno Vida.</p>
<p>Na ótica albertocarvalhiana, a arte significava o passo adiante, o escapar à mediocridade. É possível perceber o entusiasmo do pensador itabaianense, ao mesmo tempo o cuidado quase que epistemológico, ao produzir os textos que abordam artistas, os quais ele conhecia bem. Vários são seus amigos e admiradores. Isto vale para os textos dedicados às artes plásticas e para os textos dedicados à literatura.</p>
<p>E quando passamos a conhecer suas produções críticas que nascem da visão cosmopolita, trazendo suas impressões quanto ao que se produziu na Europa, notadamente no cinema, temos a nossa sensibilidade ferida pela imediata consciência de que a arte, para Alberto Carvalho, significava um desvelamento pelo qual podemos nos ver se revelados como seres-no-mundo.</p>
<p>A Arte, para Alberto Carvalho, em suas manifestações/expressões máximas, era o máximo na Vida.</p>
<p>Nestes livros que aqui, ‘en passant’, comentei, Alberto Carvalho oferece, generosamente ao leitor, um universo de possibilidades.</p>
<p>Na minha opinião, se queremos honrar sua memória, temos de compreender sua dimensão intelectual (como ensaísta) e artística (como escritor) em toda sua grande extensão e grande profundidade.</p>
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