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	<title>Arquivo para mãe - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Mãe: onde a vida começa e o amor nunca acaba</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/mae-onde-a-vida-comeca-e-o-amor-nunca-acaba/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2026 09:03:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Antes de aqui aportar, foi no ventre de uma mulher, minha mãe, Maria da Conceição Aragão Nunes e Silva, que morei por nove meses. Foi o primeiro e mais seguro endereço que já ocupei na Terra. Não tinha preocupação com nada; sem pagar aluguel, ali morei de graça. &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/mae-onde-a-vida-comeca-e-o-amor-nunca-acaba/">Mãe: onde a vida começa e o amor nunca acaba</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmae-onde-a-vida-comeca-e-o-amor-nunca-acaba%2F&amp;linkname=M%C3%A3e%3A%20onde%20a%20vida%20come%C3%A7a%20e%20o%20amor%20nunca%20acaba" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmae-onde-a-vida-comeca-e-o-amor-nunca-acaba%2F&amp;linkname=M%C3%A3e%3A%20onde%20a%20vida%20come%C3%A7a%20e%20o%20amor%20nunca%20acaba" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmae-onde-a-vida-comeca-e-o-amor-nunca-acaba%2F&amp;linkname=M%C3%A3e%3A%20onde%20a%20vida%20come%C3%A7a%20e%20o%20amor%20nunca%20acaba" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmae-onde-a-vida-comeca-e-o-amor-nunca-acaba%2F&amp;linkname=M%C3%A3e%3A%20onde%20a%20vida%20come%C3%A7a%20e%20o%20amor%20nunca%20acaba" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmae-onde-a-vida-comeca-e-o-amor-nunca-acaba%2F&#038;title=M%C3%A3e%3A%20onde%20a%20vida%20come%C3%A7a%20e%20o%20amor%20nunca%20acaba" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/mae-onde-a-vida-comeca-e-o-amor-nunca-acaba/" data-a2a-title="Mãe: onde a vida começa e o amor nunca acaba"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span>ntes de aqui aportar, foi no ventre de uma mulher, minha mãe, Maria da Conceição Aragão Nunes e Silva, que morei por nove meses. Foi o primeiro e mais seguro endereço que já ocupei na Terra. Não tinha preocupação com nada; sem pagar aluguel, ali morei de graça. Nem contas tinha. Lugar de pouco espaço, mas de imenso amor e cuidado. Lá tinha de tudo que precisava: amor, afeto, atenção, proteção. Gostava tanto da barriga de minha mãe, que para sair dei trabalho. Nasci de parto complicado, minha mãe teve eclâmpsia, e fui arrancado à força, ou melhor, à fórceps. Talvez sabendo o que me esperava cá fora. Vim ao mundo em uma manhã de sexta-feira chuvosa, em dezembro de 1958.</p>
<p>No outono da vida, é no colo de minha mãe que gostaria de me refugiar em tempos nebulosos. Não há porto seguro melhor que o colo de mãe.</p>
<p>Sou primogênito em seis irmãos. Fui filho amado, desejado, planejado. Sei o que é amor desde muito cedo.</p>
<p>Há algo no desejo de ser mãe que não se confunde com o desejo de ter um filho. Talvez porque a maternidade não se inaugure apenas no acontecimento concreto, mas em um movimento interno, íntimo, onde a mulher revisita sua própria história como filha. Como lembra Sigmund Freud, “tornar-se mãe exige um retorno, um acerto de contas silencioso com aquela que veio antes, com a mãe que se teve, com a mãe que faltou, com a mãe que se sonhou”.</p>
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<p>Não há nada mais sublime do que uma mãe. As mães são as guardiãs da vida. São elas, com seus ventres, que povoam a Terra. Quando Deus quis enviar seu único filho ao mundo — Jesus Cristo — foi o ventre de uma mulher que ele escolheu. Isso prova que o amor de mãe é o mais sublime que existe. Se o mundo fosse governado por mulheres, não haveria guerra, pois uma mãe não suportaria enviar seus filhos para um campo de batalha. Essa bestialidade é coisa dos homens.</p>
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<p>Mãe é território de amor e cuidado. Ter mãe é ter cobertor para o frio, capa para a chuva, pão para a fome, água para a sede.</p>
<p>Mãe é abrigo. Todos podem abandoná-lo, mas uma mãe nunca abandona sua cria. Isso é instinto, isso é cuidar, isso é amar.</p>

			</div></div>
<p>Maria da Conceição, minha saudosa mãe, era firme, forte e braba. Com seis filhos, em idades próximas, tinha que ser energética para manter a ordem. Professora primária, com três turnos de trabalho, foi guerreira. Partiu cedo, aos 43 anos, enquanto dormia, após jornadas sobrenaturais. Sou do tempo dos corretivos, com cinto. Quando não existia drone, vim muito chinelo voar em minha direção. Frustração? Nenhuma. Complexo? Nenhum. Nunca precisei fazer terapia para entender que aquilo também era demonstração de cuidado e amor.</p>
<p>Ao mesmo tempo que era firme, forte e braba, era amorosa, zelosa e cuidadosa. Nunca passamos necessidade, tínhamos atenção e amor. Com cuidado de leoa, instinto próprio das mães, ela soube nos proteger e nos ensinar a seguir em frente sem sua presença. Minha mãe foi a mãe que precisávamos para ser o que somos hoje.</p>
<p>Somente uma mulher te amará antes mesmo de te conhecer. Ela vai sofrer por ti, vai secar tuas lágrimas, vai te defender como a própria vida, vai te aconselhar, te incentivar, te cuidar. Ela nunca irá te abandonar, sempre irá te perdoar; e você será o amor maior da vida dela. Um dia você poderá magoá-la, pode não escutá-la, vai preocupá-la, vai fazê-la passar noites acordada; mas, ainda assim, ela estará presente, onde e quando você precisar. Só existe uma mulher capaz disso: a mãe.</p>
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<p>Mãe é a presença dos anjos na Terra. Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio.</p>
<p>Adivinhar sentimentos. Encontrar a palavra certa nos momentos incertos.</p>
<p>Mãe é Mãe. É onde a vida começa e o amor nunca acaba.</p>
<p>Sabedoria emprestada de Deus para nos proteger e amparar.</p>
<p>Sua existência é em si um ato de amor. Gerar, cuidar, nutrir. Amar, amar, amar&#8230;</p>
<p>Amar com um amor incondicional que nada espera em troca.</p>
<p>Afeto desmedido e incontido, mãe é um ser infinito.</p>
<p>Feliz Dia das Mães a todas as mamães do mundo.</p>

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<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Paternidade Ativa 4.0 – a evolução do conceito de responsabilidade depois de quatro anos de paternidade</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/paternidade-ativa-4-0-a-evolucao-do-conceito-de-responsabilidade-depois-de-quatro-anos-de-paternidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Heuller Roosewelt Silva Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Sep 2025 09:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Heuller Roosewelt (*) &#160; Há alguns anos, eu pensava que compreendia o conceito de empatia em sua plenitude: “capacidade psicológica de sentir o que sentiria outra pessoa, caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela”. Mesmo que essa capacidade de me colocar no lugar do outro, de entender suas perspectivas, não adviesse essencialmente &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Heuller Roosewelt (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">H</span>á alguns anos, eu pensava que compreendia o conceito de <strong>empatia</strong> em sua plenitude: “capacidade psicológica de sentir o que sentiria outra pessoa, caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela”. Mesmo que essa capacidade de me colocar no lugar do outro, de entender suas perspectivas, não adviesse essencialmente em concordar com elas. Esse cuidado com o próximo, essa busca por <strong>solidariedade, empatia e cidadania</strong> sempre foram pilares na minha vida e na minha conduta familiar.</p>
<p>No entanto, a paternidade me apresentou uma nova dimensão de empatia, uma que nenhuma teoria ou leitura poderia ter me preparado. O conceito de <strong>&#8220;NÓS&#8221;</strong> se expandiu de forma inimaginável. Antes, eu pensava em &#8220;NÓS&#8221; como eu e mais alguém que trilhava um caminho ao meu lado. Agora, com meu filho, o &#8220;NÓS&#8221; se tornou intrinsecamente ligado ao seu desenvolvimento, à minha contribuição para que ele cresça e se realize. Essa percepção me trouxe uma admiração ainda maior por todos os pais que dedicaram suas vidas, que fizeram sacrifícios e renúncias em nome do bem-estar de seus filhos.</p>
<p>Tomando por essa identidade, relembro a obra <strong>&#8220;Pais e Filhos&#8221;</strong>, de Ivan Turgueniev, que na época da faculdade me marcou pela reflexão sobre os conflitos geracionais. Ao reler com o novo status de pai, a obra ganhou nuances completamente diferentes. A incerteza, os desafios cotidianos vistos sob óticas distintas por pais e filhos, tudo ressoou de uma maneira muito mais profunda. Ao mesmo tempo, a leitura de <strong>&#8220;Mulherismo Africana&#8221;</strong>, de Clenora Hudson, complementou essa visão, destacando a importância de um papel masculino mais presente e íntimo na dinâmica familiar, reforçando a ideia de que o avanço social depende de uma educação conjunta, onde pais e mães devem oferecer o afeto e a orientação ao mesmo tempo, de forma equilibrada.</p>
<p>Por mais que eu tenha uma grande admiração pelo papel de meu pai na minha construção como ser social, cresci em uma época na qual o papel do pai era, predominantemente, o de <strong>&#8220;O Provedor da Família&#8221;</strong>. Meu pai era um exemplo disso: um homem trabalhador, que ao chegar em casa dedicava algum tempo a brincadeiras, mas cuja participação no processo educacional era secundária, com a principal responsabilidade recaindo sobre minha mãe. Tenho um imenso respeito e gratidão pela contribuição dele na minha formação, mas hoje, como pai, aspiro a um modelo diferente para expressar minha atuação para com meu filho. Sei que meu pai agiu dentro do contexto e da educação que recebeu, em que demonstrar afeto abertamente era, até pouco tempo atrás, visto como uma responsabilidade primordialmente materna.</p>
<p>A convivência com meu filho, agora, aos seus quatro anos, trouxe uma avalanche de novas experiências. Questões sobre o cuidado prático se misturam a reflexões emocionais que criam um <strong>vínculo poderoso.</strong> Entendo que minha participação no dia a dia não só oferece mais <strong>segurança</strong> para o desenvolvimento dele, como também traz <strong>tranquilidade</strong> para a mãe.</p>
<p>O conceito de &#8220;<strong>Pai Presente&#8221;</strong>, defendido por educadores como Humberto Baltar (Pai Presente), Thiago Queiroz (Canal: Paizinho, Vírgula!), Marcos Piangers (O Papai é Pop), vai muito além de apenas prover materialmente ou &#8220;ajudar&#8221; ocasionalmente. O homem se transforma e se ressignifica quando se dispõe a ser <strong>pai</strong> (de verdade). É sobre ser o coprotagonista na vida do filho, construindo um<strong> vínculo forte</strong> e igualmente importante ao da mãe. Ele apresenta um papel tão importante quanto o dela em todas as fases da vida da criança. O exemplo da enfermeira que pergunta pela mãe na hora da vacinação para acalmar a criança, já não encontra a mesma resposta: o pai está ali, pronto para acolher, num vínculo tão forte a ponto de também ser suficiente para confortar e segurar a mão do filho.</p>
<p>Não é fácil! A paciência se exaure, cansa, sobrecarrega&#8230; Mas o conceito de <strong>paternidade</strong> agora se traduz em estar mais próximo do filho, tentando estar presente de forma <strong>atenta, participativa, carinhosa, sensível e empática.</strong></p>
<p>É sobre ser um <strong>ator principal</strong> na sua criação, não um mero coadjuvante. São nesses momentos, no riso compartilhado, no abraço apertado, nas perguntas incessantes e nas descobertas conjuntas, que a verdadeira essência da paternidade se revela, especialmente neste vibrante quarto ano de vida do <strong>meu filho.</strong></p>
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<p><strong>#ParaTodosVerem:</strong> A imagem mostra um pai de barba e seu filho pequeno, ambos de costas para o observador, caminhando de mãos dadas por um caminho sinuoso em um cenário predominantemente verde. A paisagem evoca um sentimento de esperança e progresso.</p>

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<p>&nbsp;</p>
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		<title>Quando o amor vira saudade</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/quando-o-amor-vira-saudade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 17:48:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[carência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Silêncio, uma mãe partiu. Quando uma mãe parte, o mundo fica mais triste. Disse um poeta que “as mães não deveriam morrer nunca, poderiam ser eternas”. Infelizmente, não é assim. Perdi minha mãe quando tinha 17 anos. Faz 49 anos que ela partiu, dormindo, de um infarto fulminante. &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">S</span>ilêncio, uma mãe partiu. Quando uma mãe parte, o mundo fica mais triste. Disse um poeta que “as mães não deveriam morrer nunca, poderiam ser eternas”. Infelizmente, não é assim.</p>
<p>Perdi minha mãe quando tinha 17 anos. Faz 49 anos que ela partiu, dormindo, de um infarto fulminante. O coração de minha mãe não aguentou. O tempo passou, e a saudade só aumenta. No outono da vida, velho, sou órfão de mãe. Carente do seu amor, de seu zelo, de seu cuidar, de seu olhar. O tempo, esse senhor impiedoso, que nunca para, levando tudo para frente, tenta me afastar de minha mãe. Minha memória, todos os dias, a traz de volta. Até hoje, quando algo não dá certo, quando tudo fica turvo, era no colo de minha mãe que gostaria de me abrigar. Ali estaria seguro.</p>
<p>Não há no mundo amor maior do que o de mãe. São elas que nos geram em seus ventres, são elas que nos protegem de todos os males. Dizem que o tempo arrefece a saudade; não é verdade. O tempo apenas nos ensina a seguir em frente, mutilado, sem sua presença, no caminhar necessário para o continuar da vida.</p>
<p>São as mães que colocam na mesa o prato favorito dos filhos quando regressam. São elas que guardam as fotografias de quando somos pequenos, sempre lembrando que nunca deixamos de ser criança para elas. Elas conhecem todos os nossos gostos. Somente as mães rezam todas as noites por suas crias, como se a oração pudesse protegê-los do mundo. Porque, no fundo do coração, uma mãe nunca deixa de se preocupar. Os filhos já adultos, elas aprendem a fazê-lo a partir da sombra. Do canto. Da oração em silêncio. É uma forma de amor invisível, mas que sustenta tudo.</p>
<p>Ser mãe de um filho adulto é aceitar que já não é o centro da vida dele…. e, mesmo assim, amá-lo como se ainda fosse. Porque existe um amor que nunca desaparece — apenas aprende a esperar pacientemente. Esse é o amor de mãe. Em silêncio.</p>
<p>Há presenças que não precisam de palavras para fazerem sentido. Basta saber que estão ali, mesmo em silêncio, mesmo à distância, para que o peso dos dias difíceis se torne mais leve. As pessoas que amamos, e que nos amam, funcionam como âncoras silenciosas: não evitam a tempestade, mas impedem que nos percamos no meio dela. A mera existência delas na nossa vida suaviza os impactos, dá novo fôlego à esperança e devolve-nos a certeza de que não estamos sós, mesmo quando tudo parece desabar. É no afeto partilhado que encontramos refúgio. É na presença sentida que renascemos.</p>
<p>A verdade é que a vida tem uma habilidade invejável de desmentir nossas convicções. A certeza, essa senhora elegante que costuma nos acompanhar com ar de sabedoria, vira e mexe nos abandona na beira da estrada. Às vezes, ela até muda de lado e passa a ser exatamente a certeza que a gente mais temia, a que não queria, a que preferia nunca ter sabido. E quando ela chega, com a força cruel das constatações inevitáveis, tem o gosto amargo das palavras que evitamos, dos sinais que ignoramos, das intuições que sufocamos.</p>
<p>A verdade é que ninguém nos prepara para o silêncio que açoita quando uma mãe parte, deixando respostas nunca respondidas para trás&#8230;</p>
<p>Não é só o silêncio do quarto vazio, do lugar à mesa… mas aquele que se instala suavemente no coração. Quando já não temos a quem pedir um conselho, a quem perguntar o que fazer…</p>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Nesta hora em que o amor atende pelo nome de saudade… quero deixar meu abraço para Renato, Lereno e Rinaldo — meu poeta amigo —, e dizer que vocês tiveram o privilégio, a honra e a dádiva de terem a melhor mãe do mundo, presente de DEUS.  Dona Gercina partiu, deixando de viver entre nós para viver em nós. E em todos aqueles que desfrutaram de sua companhia mansa, serena e sábia.</p>

			</div></div>
<p>Parafraseando Santo Agostinho, digo: “A tristeza de perdê-la não diminui a alegria de tê-la”.  Que DEUS console vossos corações: Renato, Lereno e Rinaldo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A partida de uma mãe, a dor de um filho</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-partida-de-uma-mae-a-dor-de-um-filho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 15:44:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Marcelo Oliveira (*) &#160; A vida, em sua tessitura invisível, entrelaça destinos por meio da sociabilidade. É um dom humano de partilhar pensamentos, afetos e silêncios. Conhecemos almas, cativamos amizades, e muitas vezes sequer vislumbramos os rostos que lhes deram origem. Mas há aqueles cuja presença é tão intensa que, mesmo sem conhecermos &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Marcelo Oliveira (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>A vida, em sua tessitura invisível, entrelaça destinos por meio da sociabilidade. É um dom humano de partilhar pensamentos, afetos e silêncios. Conhecemos almas, cativamos amizades, e muitas vezes sequer vislumbramos os rostos que lhes deram origem. Mas há aqueles cuja presença é tão intensa que, mesmo sem conhecermos seus genitores, sentimos o eco de suas raízes.</p>
<p><strong>Jozailto Lima, jornalista de ofício e poeta por vocação</strong>, é um desses raros artesãos da palavra. Em sua escrita, não há apenas fatos, mas inquietação e alma. Ele não apenas informa: ele convoca o espírito a refletir, a sentir, a se mover. E hoje, rendemos a ele nosso abraço mais terno, pela <strong>partida de sua mãe, Dona Judite Oliveira Lima, que aos 89 anos encerrou sua jornada terrena</strong>, em 31 de agosto de 2025.</p>
<p>A imagem que guardo dela, e que muitos irão carregar, é de uma mulher com o sorriso largo, a alegria estampada como sol em manhã de feira. Na fotografia, ela caminha entre os mercados públicos de Aracaju, com uma bolsinha na mão, os cabelos brancos divididos ao meio e cortados rente ao pescoço, como quem carrega a sabedoria dos dias. Seu vestido de meia manga em V, com flores brancas sobre fundo negro, deixava entrever a leveza do corpo e a firmeza da alma. Nos pés, uma alpercata de duas tranças completava o retrato de uma mulher que, mesmo em simplicidade, exalava dignidade.</p>
<p>Jozailto, em sua dor contida, escolheu apresentá-la ao mundo no momento mais difícil, o da despedida. Informou, com a delicadeza que lhe é própria, sobre os ritos fúnebres em Várzea do Poço, terra baiana que agora guarda em silêncio o corpo de Dona Judite. Mas sua presença não se apaga. Ela persiste nos gestos, nos afetos, nas lembranças que habitam os corações daqueles que a conheceram, e mesmo dos que apenas a sentiram através do filho que ela criou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(*) Doutor em Ciências Sociais, professor e editor de livros.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Pela rua Santa Rosa</title>
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					<comments>https://www.sosergipe.com.br/pela-rua-santa-rosa/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andre Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Jul 2025 10:00:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por André Brito (*) &#160; Dia desses me peguei comprando algumas coisas pela internet. Confesso que tenho apreço por esta prática de compras. Não consigo ver umas tentaçõezinhas e já vou me jogando no pix. Rapaz, mas também parece que existe um robozinho que fica escutando você pelo telefone e enviando “promoções” de produtos &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por André Brito (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>ia desses me peguei comprando algumas coisas pela internet. Confesso que tenho apreço por esta prática de compras. Não consigo ver umas tentaçõezinhas e já vou me jogando no pix. Rapaz, mas também parece que existe um robozinho que fica escutando você pelo telefone e enviando “promoções” de produtos sobre os quais se comentam no dia a dia. Eu não duvido que haja algo do tipo. Não é possível coincidir tanta coisa. Falou no produto, apareceu na timeline.</p>
<figure id="attachment_91365" aria-describedby="caption-attachment-91365" style="width: 162px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-04-at-21.45.03.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-91365" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-04-at-21.45.03-243x300.jpeg" alt="Salvelina" width="162" height="200" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-04-at-21.45.03-243x300.jpeg 243w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-04-at-21.45.03-768x949.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/WhatsApp-Image-2025-07-04-at-21.45.03.jpeg 828w" sizes="auto, (max-width: 162px) 100vw, 162px" /></a><figcaption id="caption-attachment-91365" class="wp-caption-text">Salvelina, alegria que vestia a alma Foto: Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p>Foi quando, numa dessas compras, eu estava rebobinando a fita da memória (muita gente nem vai entender o que é rebobinar a fita&#8230;rsrsr) e lembrei o quanto era bom, nos tempos de criança, ir com minha mãe comprar as roupas para festa de fim de ano. Saíamos de casa em direção à rua Santa Rosa, e encarar aquele mundo de barracas que invadiam a via até se perderem de vista. Roupa e mais roupa e mais roupa e mais roupa. Cada jeans feio&#8230; mas era tudo novinho. Os olhos brilhavam. As marcas eram imitações de outras consagradas no mercado. Mas quem ligava? Roupa era roupa. Vestia? Tava massa!</p>
<p>Minha mãe fazia questão de percorrer infinitamente as barracas. Tinha que conferir qual o preço mais acessível. De mãos dadas, íamos na nossa quixotesca aventura, indo e voltando naquela rua que parecia não mais acabar. Assim se passavam as tardes de compras. Ao final, as roupas em sacolas de plástico de feira e os sorrisos mais abertos que o horizonte nos conduziam pra casa como se estivéssemos num tapete mágico, voando livres, em pleno sonho.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/online-shopping-1929002_1280.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-91367 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/online-shopping-1929002_1280-300x225.png" alt="" width="184" height="138" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/online-shopping-1929002_1280-300x225.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/online-shopping-1929002_1280-1024x767.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/online-shopping-1929002_1280-768x575.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/07/online-shopping-1929002_1280.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 184px) 100vw, 184px" /></a>Não havia glamour nos preços, não havia marcas de ostentação, não havia redes sociais para postar. As roupas eram simples, baratas, até com durabilidade não tão extensa. Mas eram compradas com tanto carinho que pareciam saídas de algum desfile de Paris ou Milão.</p>
<p>E nessa odisseia de volta no tempo, pude perceber que nunca foram as roupas que traziam aquela felicidade. Tudo era alegre porque estávamos de mãos dadas caminhando pela rua Santa Rosa. Mas também não era a rua. O que tornava tudo mágico era a presença dela, da minha mãe Salvelina.</p>
<p>Hoje, graças a Deus, posso comprar quase tudo que quero, da marca que desejo. Só que não é a mesma coisa. Percebo que nunca foi sobre comprar. Era sobre estar perto dela. Sobre fazer tudo com aquela alegria e capacidade de transformar a realidade à nossa volta. Agora entendo como o amor sempre foi o ingrediente principal de tudo que era feito. Agora entendo como ovo frito se transformava em caviar.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dia das Mães: origens…</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/dia-das-maes-origens/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 May 2025 07:05:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[apelo]]></category>
		<category><![CDATA[data]]></category>
		<category><![CDATA[domingo]]></category>
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		<category><![CDATA[séculos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Hernan Centurion (*) &#160; Estamos  no segundo Domingo do mês de maio do corrente ano de 2025. Faltava pouco mais de 1 semana desde o dia em que escrevo esse singelo artigo, em pleno voo de regresso de uma inesquecível viagem turística à encantadora e aprazível região vitivinícola de Mendoza, terra dos nossos &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Hernan Centurion (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>stamos  no segundo Domingo do mês de maio do corrente ano de 2025. Faltava pouco mais de 1 semana desde o dia em que escrevo esse singelo artigo, em pleno voo de regresso de uma inesquecível viagem turística à encantadora e aprazível região vitivinícola de Mendoza, terra dos nossos “hermanos” argentinos e do saudoso Papa Francisco que há pouco nos deixou.</p>
<p>Todavia, o que de fato representa de tão relevante este dia aparentemente banal? Comemora-se, pois, o Dia das Mães, de pleno conhecimento da imensa maioria dos leitores que agora nos prestigiam ao desfrutar desta coluna dominical.</p>
<p>Pois bem, antes mesmo de relatar sobre a data especial propriamente dita, gostaria de descrever brevemente o que representa a maternidade. Seria eu capaz? Obviamente, pelo fato de haver nascido com cromossomos sexuais XY, jamais poderia exercê-la na sua essência, tendo que embasar-me na literatura e na experiência observacional, as quais, com o auxílio do buscador Google ou Wikipédia e da vivência de 45 anos como filho e 20, como marido, respectivamente, talvez não encontraria grandes dificuldades.</p>
<p>Inicio, como de costume, pela semântica. A palavra mãe, biologicamente, caracteriza-se pela “figura da fêmea que deu a luz a filhos”; como também denota: “a representação da mulher que cria e cuida; a mulher que oferece cuidado e proteção; e aquela que é um ponto de referência”. Representa, indubitavelmente, parte indispensável para o sustento da célula primaz da sociedade: a família.</p>
<p>Na história mundial, tivemos diversas mulheres que bem retratam a maternidade no seu mais límpido entendimento, desde as mais conhecidas e veneradas como, por exemplo, Maria de Nazaré, a mãe de Jesus Cristo, referência de fidelidade inabalável, amor incondicional e indescritível resiliência, assim como milhões de anônimas genitoras mundo afora que, mesmo em tremenda adversidade sócio-econômica que nossa sociedade lhes impõe, conseguem prover seus filhos do mínimo necessário à sobrevivência, várias vezes doando-se sublimemente à sua prole, comprometendo, em alguns momentos, sua própria integridade física. Ser mãe transcende quaisquer palavras que tento agora adjetivar.  É doar o impossível… é amar sem limites.</p>
<p>Diante da breve e superficial descrição da maternidade, pela qual jamais poderia eu retratar em poucas e singelas palavras o que realmente significa, passarei, doravante, a explicar a origem do Dia das Mães e o porquê da escolha do segundo Domingo do mês de maio, celebrado em diversos países do mundo. Não se pode negar que, além do cunho comemorativo, há também um viés comercial, o qual em nada desmerece este momento de reconhecimento por todo legado que nossas queridas mães nos deixaram, mesmo entendendo que tal gesto valoroso deve ser praticado durante todos os 365 dias do ano.</p>
<div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<figure id="attachment_89491" aria-describedby="caption-attachment-89491" style="width: 219px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Ana-Jarvis.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-89491" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Ana-Jarvis-219x300.jpg" alt="Ana Jarvis" width="219" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Ana-Jarvis-219x300.jpg 219w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Ana-Jarvis.jpg 600w" sizes="auto, (max-width: 219px) 100vw, 219px" /></a><figcaption id="caption-attachment-89491" class="wp-caption-text">Ana Jarvis Foto: Wikipedia</figcaption></figure>
<p>Então vejamos os fatos: toda essa narrativa começa em meados do século XIX, na América do Norte, quando à época inúmeras mães perdiam seus rebentos muito precocemente, vitimados por doenças infecto-contagiosas provenientes das condições sanitárias e de assistência à saúde extremamente precárias. Esta miserável realidade não foi diferente para <strong>Ann Maria Reeves Jarvis,</strong> a qual sepultara 9 de seus filhos em tenra idade, restando-lhe acompanhar o crescimento de apenas outros 4, numa época em que as taxas de natalidade e mortalidade infantil eram extremamente elevadas.</p>
<p>Tendo ela passado por tantos infortúnios pessoais e familiares, sendo de formação cristã metodista e sensibilizada, também, pelo sofrimento psicológico de outras mães enlutadas, decidiu criar uma associação beneficente, Mothers Days Works Clubs, que rapidamente ampliou-se. Eis que poucos anos depois, em 1861, deflagrou-se a Guerra Civil Americana, quando se multiplicaram as organizações com mais um novo propósito, Mother&#8217;s Friendship Days, composto por grupos de mães que lamentavam temporária ou definitivamente pelos percalços dos filhos nos campos de batalha e que puderam organizar, juntas de um mesmo lado, todas as genitoras inclusive aquelas cujos filhos guerreavam em frentes opostas.</p>
<p>Diante da repercussão positiva deste engajamento maternal em plena rivalidade entre o Norte, a União, e o Sul, os Confederados nos EEUU e mesmo em uma época na qual as mulheres detinham parcos direitos civis, estas agremiações femininas vieram a fortalecer-se cada vez mais, ganhando notoriedade político-social.</p>
<p>Mesmo após a morte de Ann em 9 de maio de 1905, sua filha Anna deu continuidade a este legado e, com a atuação massiva da Igreja Metodista, passou-se a comemorar, pela primeira vez, em maio de 1907 (data alusiva à morte de sua genitora), o Dia das Mães. Tal feito foi reproduzido nos anos seguintes quando, enfim, em 1914, o então presidente norte-americano Woodrow Wilson assinou a resolução do Congresso decretando, oficialmente, o segundo Domingo do mês de maio, como data em homenagem às mamães naquele país.</p>
<p>No Brasil, tal iniciativa chegara com forte motivação, inicialmente no Rio Grande do Sul, culminado mais tarde com o decreto de 1932 do então presidente Getúlio Vargas, instituindo o Dia das Mães também no segundo Domingo do mês de maio no calendário nacional.</p>

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<p>Muito mais que uma data histórica ou do imenso apelo mercantilista atualmente nela embutido, este período festivo serve, contudo, para uma profunda reflexão acerca do papel da mulher como alicerce familiar e na sociedade, como também a relevância do carinho, afeto, dedicação, aconselhamento e proteção maternos responsáveis por nossa formação pessoal, física e emocionalmente, desde as primeiras mamadas do colostro repleto de anticorpos protetores no seio materno, até os ensinamentos e advertências despretensiosamente fornecidos, que muito nos auxiliaram e ainda auxiliam a encarar o desafios que a vida impiedosamente nos impõe.</p>
<p>Acordar na manhã de Domingo e poder almoçar em família, dar um beijo caloroso na face, bem como um abraço apertado na nossa mãe são, indiscutivelmente, as melhores formas de agradecer-lhe por todo amor dispensado aos filhos, sem distinção ou privilégios.</p>
<p>Para aqueles que, como eu, não poderão retribuir fisicamente, restam-lhes as dulcíssimas lembranças de um passado repleto de ternura, de tantos bons períodos que instantaneamente vêm-me à memória e, por conseguinte, fazem-me derramar lágrimas de imensa saudade. Como bem cantou Almir Sater: “a saudade é uma estrada longa, que começa e não tem mais fim…” Posso até visualizar, projetado na tela da minha mente, seu semblante cândido e radiante de contentamento. A sua presença em meu coração é tão real, intensa e constante, que por vezes custo acreditar que momentaneamente partiu. As chamas dos amores materno e filial não se consomem e jamais se apagarão, posto que são energia transmitida por gerações durante séculos e mais séculos, sem fim.</p>
<p>A todas as mamães vivas em matéria ou espírito, em nome de Ann Reeves Jarvis, nossa gratidão!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Mãe é única, não tem cópia</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/mae-e-unica-nao-tem-copia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 May 2025 11:35:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[abraçado]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[dia das mães]]></category>
		<category><![CDATA[distância]]></category>
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		<category><![CDATA[professora]]></category>
		<category><![CDATA[saudade]]></category>
		<category><![CDATA[silêncio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; A palavra mãe é um substantivo, mas bem que poderia ser um verbo. Mãe é cuidar, brigar, chorar, brincar, sorrir, ajudar, mudar, se preocupar, proteger, acalentar. Mãe é a essência do amor. Quando Deus quis enviar seu único filho à terra para nos salvar, fez através &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span> palavra mãe é um substantivo, mas bem que poderia ser um verbo. Mãe é cuidar, brigar, chorar, brincar, sorrir, ajudar, mudar, se preocupar, proteger, acalentar.</p>
<p>Mãe é a essência do amor. Quando Deus quis enviar seu único filho à terra para nos salvar, fez através de uma mulher. Maria, mãe de Jesus, é símbolo máximo de amor.</p>
<p>Tive o privilégio de vir ao mundo através de uma mulher forte, decidida, generosa, trabalhadora, guerreira; mas, acima de tudo, amorosa e zelosa, que partiu cedo, aos 43 anos, de um infarto fulminante, enquanto dormia, grávida do sétimo filho.</p>
<p>Saudade é o amor que fica. Eu era um garoto de 17 anos quando foi abruptamente cortado nosso cordão umbilical. Até hoje, 49 anos depois, a saudade e sua falta são enormes. Após sua partida a vida seguiu seu curso; tive que aprender a viver sem sua presença física, buscando na memória seu exemplo, sua força, sua garra de viver. Quando ainda não existia o termo “empoderada”, que só recentemente entrou na moda, minha mãe já era. Mãe de seis filhos, uma escadinha, paridos um após o outro, se graduou em Educação, aos 40 anos, na década de 70. Educadora, lecionava em três turnos, em lugares diferentes, para dar o melhor para nós.</p>
<p>Uma noite, enquanto dormia, novembro/76, o coração não resistiu, e ela partiu.</p>
<p>Sem ser Economista, minha mãe sabia como ninguém multiplicar dinheiro. Sou de uma época em que as mães iam aos armazéns, como eram chamadas as lojas que vendiam fazenda, ou tecidos, com aviamentos; levava para a costureira, que fazia roupas para toda a família, além de capa para sofá, colcha de cama e cortinas. Nunca faltou dinheiro para que todos andassem limpinhos, cheirosos e bem vestidos. Época de comprar na quitanda do bairro, anotar no caderno os gêneros de primeira necessidade, pagos no final do mês. Não existia cartão de crédito.</p>
<p>Aos domingos, todos banhados e areados, prontos para assistir à missa, nas primeiras horas do dia. Visitar os parentes abonados no final da tarde, onde esperávamos ansiosos pela hora do bolo com refresco e/ou Cola Jesus. Decepção, era quando ao visitar parentes ou amigos de papai e mamãe, saía apenas um cafezinho. Quando criança não gostava de café; hoje reúno amigos e familiares entorno de mesas de café da tarde. Tudo muda com o tempo.</p>
<p>Com tanta violência no mundo, especialmente contra as mulheres, fico a pensar que mundo louco. Metade do mundo é feito de mulheres, a outra metade saiu de dentro de uma delas. São vocês mulheres, com seus ventres que povoam o mundo, são vocês mulheres que colorem o mundo, o amor de vocês mulheres que salva o mundo. O amor de mãe é incondicional, sublime, ultrapassa todos os limites.</p>
<p>Em minhas lembranças, recordo de minha mãe chegando em casa, cansada, entre um turno e outro, para preparar a comida, e a alegria de nos reunir em torno dela. Nossa casa, simples, não tinha muitos móveis, mas era cheia de livros e de boas e carinhosas palavras. Tínhamos amor, cuidado, zelo, aconchego. Tivemos tudo em uma infância feliz. Quando vejo tanto desamor em um mundo tão corrido e consumista, sinto que falta amor e carinho de mãe.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Se os países fossem governados pelas mães não teríamos guerras. As mães não mandariam seus filhos se matarem.</p>
<p>Mãe enxerga no escuro, escuta no silêncio e sente à distância.</p>
<p>Dá-se o nome de saudade tudo que fica abraçado em nós pela alma.</p>
<p>Tipo, se eu sinto falta, é saudade.</p>
<p>Se eu sinto vontade de ver, é saudade.</p>
<p>Se a voz não sai do pensamento, é saudade. Tudo que se relaciona a bons sentimentos, é saudade.</p>
<p>E tudo que gera em nós saudade, é amor.</p>

			</div></div>
<p>Hoje, aos 66 anos, continuo carente do amor e atenção de minha mãe; quando a coisa aperta, minha vontade é correr para o colo de minha querida, saudosa e inesquecível mãe, pois lá estava seguro. Obrigado, querida Maria da Conceição, por tudo; como a senhora faz falta, mesmo tantos anos após a sua partida.</p>
<figure id="attachment_87589" aria-describedby="caption-attachment-87589" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Quem-e-lembrado-nunca-morre-2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-87589 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Quem-e-lembrado-nunca-morre-2.png" alt="Maria da Conceição, mãe de luiz Thadeu" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Quem-e-lembrado-nunca-morre-2.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Quem-e-lembrado-nunca-morre-2-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Quem-e-lembrado-nunca-morre-2-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Quem-e-lembrado-nunca-morre-2-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Quem-e-lembrado-nunca-morre-2-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-87589" class="wp-caption-text">Maria da Conceição, mãe de luiz Thadeu Arte Rose Garcia</figcaption></figure>
<p><strong>Feliz Dia das Mães a todas as mulheres que com seus ventres e seus corações fazem o mundo melhor.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>O que a memória ama, se eterniza</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-que-a-memoria-ama-se-eterniza/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Mar 2025 10:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[fortaleça]]></category>
		<category><![CDATA[lembranças]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Maria da Conceição Nunes e Silva]]></category>
		<category><![CDATA[saudade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=87577</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Quem é lembrado, nunca morre, faz parte de nossas lembranças. Hoje, caso estivesse entre nós, minha mãe, Maria da Conceição Nunes e Silva, faria neste 23 de março, 91 anos. Minha mãe partiu jovem, 43 anos, de morte súbita, dormindo, na madrugada do dia 02 de &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">Q</span>uem é lembrado, nunca morre, faz parte de nossas lembranças.</p>
<p>Hoje, caso estivesse entre nós, minha mãe,<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/mae-dona-de-tudo-rainha-do-lar/?preview_id=52459&amp;preview_nonce=1ba822701b&amp;_thumbnail_id=52473&amp;preview=true" target="_blank" rel="noopener"> Maria da Conceição Nunes e Silva</a></span>, faria neste 23 de março, 91 anos.</p>
<p>Minha mãe partiu jovem, 43 anos, de morte súbita, dormindo, na madrugada do dia 02 de novembro de 1976; em um Dia de Finados. Dia criado pela Igreja Católica para lembrarmos os que partiram antes de nós.</p>
<p>A existência humana não é um repouso, uma calmaria, não é um jardim onde a tranquilidade floresce sem esforço, mas um campo de batalha onde cada dia se ergue como uma nova campanha, uma nova ofensiva contra as forças que nos desafiam. Ao nascermos, somos guerreiros convocado sem aviso, lançado ao tumulto de um mundo que não lhe concede tréguas, onde cada passo exige luta, e cada luta nos leva a novos desafios.</p>
<p>Professora primária, três turnos de trabalho, dona de casa, seis filhos para cuidar, o coração de minha mãe não aguentou a peleja, interrompendo sua existência precocemente, deixando toda uma vida pela frente.</p>
<p>Pessoas nunca existirão para sempre&#8230; Elas transmutam em um eterno agora diante dos aparentes ecos do passado, e de suas expectativas de um aparente futuro&#8230; A vida passa que nem o vento, só fica o que é sentimento.</p>
<p>Existem dores que só choram dentro de nós… em nós.</p>
<p>Ninguém vê. Ninguém escuta. Ninguém sente. São aquelas dores que não encontram palavras; que não cabem em explicações e que, por mais que o mundo siga girando, continuam gritando dentro de nós. Elas não precisam de plateia. Elas apenas existem: silenciosas, intensas, invisíveis, esmagadoras.</p>
<p>A gente aprende a conviver. Seguir em frente. A sorrir mesmo quando por dentro tudo está em pedaços. Mas a verdade é que certas dores não passam, apenas se tornam parte de quem somos.</p>
<p>O tempo? Ah, o tempo. Às vezes corre depressa quando queremos que ele passe devagar. Às vezes é lento quando queremos que ele passe logo.</p>
<p>Às vezes não reparamos nele. Ou só reparamos quando queremos revivê-lo.</p>
<p>Mas uma coisa é certa; ele, o tempo, volta.</p>
<blockquote><p>“A memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como o vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos”, Adélia Prado, escritora mineira.</p></blockquote>
<p><strong>Ninguém sabe o valor de um momento até ele virar saudade.</strong> Hoje acordei com saudades de minha mãe; vasculho na memória fragmentos de tempos indeléveis, vividos com ela. Mesmo com tanto tempo decorrido, a memória me leva de volta ao passado.</p>
<p>Cresci vendo minha mãe superar obstáculos que a vida teimava colocar em seu caminho. Sua vida não foi nada fácil. Passou por momentos tão difíceis, mesmo assim se levantava todas as manhãs com alegria, energia e determinação, dando o melhor de si para nós, seus filhos. Hoje, no outono da vida, quando me acabrunho diante dos desafios, &#8220;não tenho problemas&#8221;, é dela que me lembro em primeiro lugar, de seu exemplo, assim, sigo em frente. Tem dias que penso que não há lugar mais seguro que a barra da saia de minha mãe.</p>
<p>Um dia eu quis ser gente grande para ser dono de mim, dono do meu nariz e fazer o que me desse vontade.</p>
<p>Hoje eu queria voltar a ser criança…</p>
<p>Não ser dono de nada além do abraço e do colo de mãe, queria não pensar em nada além da hora de brincar. E ter alguém que me dissesse com o coração o que é melhor pra mim.</p>
<p>Queria de volta esses pedacinhos soltos de felicidade e mais nada…</p>
<blockquote><p>“Mamãe, mamãe, mamãe/ Eu te lembro o chinelo na mão/ O avental todo sujo de ovo/ Se eu pudesse, eu queria/ Outra vez, mamãe/ Começar tudo, tudo de novo.&#8221;, “Mamãe”, composta em 1959 por Herivelto Martins e David Nasser.</p></blockquote>
<p>Querida mãe, você foi refúgio e fortaleza, que privilégio tê-la! Saudades.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Rosinaldo Fontes, meu querido Papai Noel</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/rosinaldo-fontes-meu-querido-papai-noel/</link>
					<comments>https://www.sosergipe.com.br/rosinaldo-fontes-meu-querido-papai-noel/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Dec 2024 13:36:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[avós]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[curso]]></category>
		<category><![CDATA[homenagens]]></category>
		<category><![CDATA[mãe]]></category>
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		<category><![CDATA[tios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Lagarto-SE, Natal de 1984. Recordo-me que foi a primeira vez que recebi o presente de Papai Noel sem maiores traumas. Haja vista que antes disso, a maioria das crianças, incluindo eu, tinha medo do “Bom Velhinho”. Naquele ano, meus tios maternos, Jacob e Maria do Carmo, com seus &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">L</span>agarto-SE, Natal de 1984. Recordo-me que foi a primeira vez que recebi o presente de Papai Noel sem maiores traumas. Haja vista que antes disso, a maioria das crianças, incluindo eu, tinha medo do “Bom Velhinho”. Naquele ano, meus tios maternos, Jacob e Maria do Carmo, com seus familiares de Fortaleza, nos visitavam por ocasião das Festas Natalinas. Todos nós, eu e meus irmãos, fomos agraciados com brinquedos e lembranças da Casa Oriente (referência à famosa marca de relógio Oriente), localizada na Praça Filomeno Hora, do casal de comerciantes dona Conceição e seu Ursulino Loiola, Seu Nozinho, como era popularmente conhecido. Antes desse exitoso negócio, eram proprietários de uma fábrica de bebidas que sofreu um incêndio, na Rua Jackson de Figueredo (Rua da Jaqueira).</p>
<p>Durante anos fiquei sem saber quem era a pessoa naquela fantasia de Papai Noel. Àquela altura dos meus dez anos de idade, sabia eu que não se tratava de um sujeito que vinha do Polo Norte, em seu trenó e renas, para fazer a alegria da meninada. O Papai Noel da Casa Oriente esteve entre os mais tradicionais da cidade de Lagarto, por anos, além de ter sido o pioneiro. Somaram-se a ele o de Maninho de Zilá, o de Tonho da Casa do Alumínio e do Armarinho Júnior.</p>
<p>Eis que passadas quase três décadas, descubro que um dos sujeitos por trás daquela alegoria de Noel era alguém com quem tive a oportunidade de me encontrar algumas vezes, notadamente por ocasião da apresentação de um programa de rádio na Juventude FM, que coordenei entre os anos 2011 e 2013: o “Relicário Cultural”. Como o segredo de quem era o Papai Noel da Casa Oriente era um segredo de milhões, jamais pude saber quem fora meu Papai Noel da infância, até fazer memória daqueles tempos numa das edições da programação — numa revista de circulação local, quando publiquei a foto daquele dezembro de 1984. Finalmente o mistério foi revelado. Tratava-se do radialista Rosinaldo Fontes.</p>
<p>Doravante, até a presente data, sempre que nos encontramos assim nos cumprimentamos: eu, “Meu Papai Noel”; e ele, “Meu professor”. Nessa coisa de é hoje, é amanhã, o corre-corre do dia-a-dia e os contratempos naturais da vida, o desejo de conhecer um pouco mais de sua trajetória de vida e compartilhá-la com o máximo de pessoas, particularmente de sua experiência como uma das pessoas que fizeram a alegria das crianças daquele longínquo anos 80, com a marca do Papai Noel da Casa Oriente, permaneceu. E a ocasião não poderia ter sido melhor. No último dia 24 de dezembro deste ano, ele me recebeu em sua casa para uma entrevista, na tradicional Rua da Caridade, número 67.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Publico-podera-se-divertir-na-pista-de-patinacao-e-na-montanha-russa-46.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-84168 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Publico-podera-se-divertir-na-pista-de-patinacao-e-na-montanha-russa-46.png" alt="" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Publico-podera-se-divertir-na-pista-de-patinacao-e-na-montanha-russa-46.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Publico-podera-se-divertir-na-pista-de-patinacao-e-na-montanha-russa-46-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Publico-podera-se-divertir-na-pista-de-patinacao-e-na-montanha-russa-46-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Publico-podera-se-divertir-na-pista-de-patinacao-e-na-montanha-russa-46-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Publico-podera-se-divertir-na-pista-de-patinacao-e-na-montanha-russa-46-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p><strong><b>Rosinaldo Santana Fontes</b></strong> nasceu na Rua Josias Machado, em Lagarto, no dia 15 de novembro de 1964. É filho de José da Silva Fontes (pintor, conhecido como Fontes do Pastel) e Adecy Jardelina de Santana (bordadeira). É o segundo dos cinco filhos do casal: Rosivaldo, Rosevânio, Viviane e Gilvan. Ele teve uma infância intensa, diversificada e feliz, com a maior parte do tempo a brincar de futebol, em campos improvisados de terra batida, em praças como a Felinto Fontes e Gomes, no oitão do armazém de fumo de seu Bruno (depois, segunda sede da Rádio Progresso) e ao lado da Rodoviária, ou, ainda, na antiga quadra da Praça Dr. Evandro Mendes e no campo de seu Pedro, da Igreja Evangélica do Sétimo Dia. Afora isso, também de diversões típicas daqueles da época, a exemplo de “esconde-esconde”, “cabana”, “furão” e “bola de marraia” (bola de gude), na Praça Filomeno Hora; “carrinho de rolimã”, descendo em alta velocidade na antiga rua do vapor; e “Faroeste”, sob a influência do gênero cinematográfico. Era comum a venda de revolveres de brinquedo com espoleta. Até hoje, Rosinaldo guarda, com esmero, miniaturas de forte Apache.</p>
<figure id="attachment_84171" aria-describedby="caption-attachment-84171" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Publico-podera-se-divertir-na-pista-de-patinacao-e-na-montanha-russa-48.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-84171 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Publico-podera-se-divertir-na-pista-de-patinacao-e-na-montanha-russa-48.png" alt="Bonecos do Forte Apache" width="1209" height="602" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Publico-podera-se-divertir-na-pista-de-patinacao-e-na-montanha-russa-48.png 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Publico-podera-se-divertir-na-pista-de-patinacao-e-na-montanha-russa-48-300x149.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Publico-podera-se-divertir-na-pista-de-patinacao-e-na-montanha-russa-48-1024x510.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Publico-podera-se-divertir-na-pista-de-patinacao-e-na-montanha-russa-48-768x382.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Publico-podera-se-divertir-na-pista-de-patinacao-e-na-montanha-russa-48-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-84171" class="wp-caption-text">Bonecos do Forte Apache (acervo de Rosinaldo Fontes)</figcaption></figure>
<p>Entre alguns dos amigos com quem vivia estes momentos, destaque para Márcio (filho de Mário Filho, do Crioulo), Osmel Andrade (irmão de João da Farmácia), Marcos de Ernesto, Leostênisson Mesquita, Luiz Eduardo Mesquita, Marcelo Mesquita, Risonaldo, Joãozinho do Banese, Tavares, Levi, Davi, Juraci (conhecido como Cobra de Óculos) e Marquinhos de Xui (Marco Antônio de Menezes, assassinado em setembro de 2015, filho o ex-prefeito de Lagarto, Antônio Martins de Menezes). Entre os meses de agosto e setembro, ficava na expectativa de ganhar das avós uma calça de fazenda para ir para as festas da Padroeira Nossa Senhora da Piedade ou ainda das inesquecíveis feiras de Natal.</p>
<p>A renda dos pais de Rosinaldo não era suficiente para suprir a família. Desse modo, sobretudo os mais velhos, começaram a trabalhar logo cedo. No seu caso, aos nove anos. Inicialmente, vendendo picolé, da Sorveteria de Seu Gilson. E depois, com o casal Ana e Pedro, pastel. Na famosa Pastelaria do Pedro, fundada em 1968, tradição mantida pela família até a presente data, em estabelecimento localizado na Avenida Zacarias Júnior, 170.</p>
<p>Diversão, trabalho e estudos. Tripés fundantes da vida de Rosinaldo Fontes. Sua mãe foi a principal estimuladora no que se refere à necessidade de ir à escola. Embora não fosse dado à vida de estudante, ele desenvolveu uma exímia capacidade de gravar e aprender, seja pela experiência, seja pela oralidade. Até hoje, ele é fascinado pela História de Lagarto e por tudo que remeta à memória de Sergipe e do Brasil. Está sempre atento aos acontecimentos do tempo presente, buscando explicações no passado. Assim, com muito esforço, foi inicialmente alfabetizado pelas professoras Arlene e Zezita, que ofereciam escolarização particular em suas próprias residências: as chamadas “tias”. Até hoje, ele guarda de cor a lição da sua primeira cartilha: “<em><i>Renato – Eu sou Renato. Gosto muito de estudar. Todos os dias, eu vou à escola aprender a escrever e contar</i></em>”.</p>
<p>Também foi aluno do Educandário Dom Frei Vital, da professora Piedade Hora, onde fez a primeira, a segunda e a terceira séries. A partir da quarta até a oitava, passou a estudar no então Ginásio de Escola Normal Nossa Senhora da Piedade, de onde traz a memória das Irmãs Nazaré, Aparecida, Anunciação e Zélia. Ali, conseguiu freguesia para a venda dos pastéis de sua mãe, ajudando as religiosas na cantina. Concluiu o antigo Primeiro Grau no Colégio Estadual Sílvio Romero e foi para o Colégio Cenecista Laudelino Freire para cursar o Segundo Grau e no recém-fundado Colégio Abelardo Romero Dantas, quando revolveu abandonar os estudos. Por intermédio do programa Educação de Jovens e Adultos (no Laudelino Freire), concluiu, anos depois, o que passou a se chamar de Ensino Médio, com Aderaldo Prata.</p>
<p>Foi nos tempos de estudante que conheceu a sua esposa, a professora e assistente social, Vera Lúcia (que atua na APAE de Lagarto). Ambos foram colegas dos tempos de dona Zezita. No colégio Sílvio Romero, com dezesseis anos, passaram a namorar. Do casamento, em 1986, nasceram Rívia Mara (mãe das netas Ana Luísa e Ana Laura), Keize Mara e Rony Max.</p>
<figure id="attachment_84133" aria-describedby="caption-attachment-84133" style="width: 225px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-3-Kaize-Mara-e-Rony-plano-superior-Ana-Laura-e-Ana-Luisa-netas-Vera-Lucia-esposa-e-Rivia-Mara-filha-mais-velha-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-84133" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-3-Kaize-Mara-e-Rony-plano-superior-Ana-Laura-e-Ana-Luisa-netas-Vera-Lucia-esposa-e-Rivia-Mara-filha-mais-velha-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-3-Kaize-Mara-e-Rony-plano-superior-Ana-Laura-e-Ana-Luisa-netas-Vera-Lucia-esposa-e-Rivia-Mara-filha-mais-velha-225x300.jpg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-3-Kaize-Mara-e-Rony-plano-superior-Ana-Laura-e-Ana-Luisa-netas-Vera-Lucia-esposa-e-Rivia-Mara-filha-mais-velha-769x1024.jpg 769w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-3-Kaize-Mara-e-Rony-plano-superior-Ana-Laura-e-Ana-Luisa-netas-Vera-Lucia-esposa-e-Rivia-Mara-filha-mais-velha-768x1023.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-3-Kaize-Mara-e-Rony-plano-superior-Ana-Laura-e-Ana-Luisa-netas-Vera-Lucia-esposa-e-Rivia-Mara-filha-mais-velha-1153x1536.jpg 1153w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-3-Kaize-Mara-e-Rony-plano-superior-Ana-Laura-e-Ana-Luisa-netas-Vera-Lucia-esposa-e-Rivia-Mara-filha-mais-velha-1538x2048.jpg 1538w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-3-Kaize-Mara-e-Rony-plano-superior-Ana-Laura-e-Ana-Luisa-netas-Vera-Lucia-esposa-e-Rivia-Mara-filha-mais-velha-scaled.jpg 1922w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><figcaption id="caption-attachment-84133" class="wp-caption-text">Kaize Mara e Rony (plano superior) &#8211; Ana Laura e Ana Luisa (netas), Vera Lúcia (esposa) e Rívia Mara (filha mais velha)</figcaption></figure>
<p>Com Vera Lúcia vivenciou os antigos carnavais de Lagarto e vai a Salvador todos os anos curtir a folia momesca. Sonha em conhecer o Carnaval de Olinda. Lembra do primeiro trio elétrico que esteve em Lagarto para a campanha de José Vieira Filho, o trio Saborosa, da Bahia, além do Tapajós e do trio velho da prefeitura, criado por José Ribeiro Coletor. Tem saudades dos bailes de clubes, a exemplo dos que ocorriam na extinta Associação Atlética de Lagarto (ALL). O casal até a presente data é presença marcante nos eventos festivos da cidade e em outros lugares, levando alegria e diversão. Também vivenciam as Festas Juninas há anos. Aprendeu a gostar de forró no antigo Bandeira Dois, vendo uma senhora de idade dançar. Rosinaldo é um dos grandes entusiastas da Cilibrina, há quarenta anos, tradição centenária que marca o início dos festejos na última noite de maio para a madrugada do dia primeiro de junho. Relembra com saudades dos tempos de Seu Temístocles e de meu saudoso pai, o comerciante José Almeida Monteiro, além de Paulo de Maxi e Seu Dedé fogueteiro.</p>
<p>Rosinaldo Fontes fez as vezes de Papai Noel por dez anos, pela Casa Oriente. Seu Nozinho era seu parente por parte de pai, seu tio-avô, irmão de sua avó, Otília Loiola Silva. Vale ressaltar que se tornou uma das famílias mais importantes de Lagarto, com destaque para o senhor Luiz, filho de Barbadinho Loiola, fundador do Bairro Loiola, sede da Paróquia Nossa Senhora de Fátima. Rosinaldo foi trabalhar como montador de móveis para a loja Oriente Móveis, para Seu Nozinho. Função esta que ele conciliava com as vendas do pastel de seu Pedro e de sua mãe. Num dos Natais, Christen (policial civil), não pode participar, vindo a falecer em seguida. Assim, Rosinaldo o substituiu e foi ficando ano após ano (entre o final dos anos 70 e final dos anos 80), juntamente com Nenezão, hoje com 73 anos (irmão de Christen e de João Tripa). Curiosamente, ambos eram sem barba, magros e grandes em estatura, longe do estereótipo do Bom Velhinho, barbudo, baixo e barrigudo. Eles usavam uma máscara, que era a razão do temor das crianças mais novas.</p>
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<figure id="attachment_84134" aria-describedby="caption-attachment-84134" style="width: 244px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-4-Papai-Noel-da-Casa-Oriente-anos-80-acervo-de-Dra.-Karine-Reis.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-84134" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-4-Papai-Noel-da-Casa-Oriente-anos-80-acervo-de-Dra.-Karine-Reis-244x300.jpg" alt="" width="244" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-4-Papai-Noel-da-Casa-Oriente-anos-80-acervo-de-Dra.-Karine-Reis-244x300.jpg 244w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-4-Papai-Noel-da-Casa-Oriente-anos-80-acervo-de-Dra.-Karine-Reis.jpg 542w" sizes="auto, (max-width: 244px) 100vw, 244px" /></a><figcaption id="caption-attachment-84134" class="wp-caption-text">Papai Noel da Casa Oriente (anos 80, acervo de Dra. Karine Reis)</figcaption></figure>
<p>Juntos, Rosinaldo e Nenenzão, vestidos de Papai Noel, percorriam toda a cidade de Lagarto, levando presentes não somente para crianças, mas também para pessoas de todas as idades, a exemplo dos moradores do Asilo Santo Antônio. As encomendas eram feitas na Casa Oriente desde o mês de agosto. A marca Estrela era a mais procurada. Lembro até hoje de ir nas vitrines ver as novidades, a exemplo do Ferrorama, Autorama, Gênius, entre outros. Meu sonho era ganhar um Falcon. Mas, fiquei muito feliz em ser presenteado por meu irmão mais velho, Cláudio Monteiro, com um barco do Playmobil que tenho até hoje.  Havia ocasiões de a Casa Oriente encher e distribuir, entre os dias 24 e 25 de dezembro, pelo menos três caminhões de brinquedos. As crianças pobres também tinham vez, com balas e pequenas lembranças, como bonecas e carrinhos de plástico, nos domingos que antecediam ao Natal. Eu era uma delas que corria feito maluco para garantir uma lembrancinha. A disputa era acirrada, nos rendendo a alguns arranhões e leves escoriações nas pernas e pés. A locução do carro principal, numa caminhonete, era feita por um dos filhos de Seu Nozinho, conhecido por Santinho (Ursulino Loiola Filho), que era quem anunciava os nomes dos contemplados, a rua e número da casa, sempre com a mesma frase: “O Papai Noel da Casa Oriente&#8230;”, com uma voz postada e firme. Além de músicas de Natal daquele tempo, uma locução gravada, de autoria de Reinaldo Moura (1944-2021), que dizia: “<em><i>Se você quer presentear seu filho, vá à Casa Oriente. Casa Oriente, o palácio dos brinquedos</i></em>”, nos lembra Rosinaldo.</p>
<figure id="attachment_84135" aria-describedby="caption-attachment-84135" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-5-Seu-Nozinho-e-Rosinaldo-fantasiado-de-Papai-Noel-anos-80.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-84135" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-5-Seu-Nozinho-e-Rosinaldo-fantasiado-de-Papai-Noel-anos-80-300x223.jpg" alt="" width="300" height="223" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-5-Seu-Nozinho-e-Rosinaldo-fantasiado-de-Papai-Noel-anos-80-300x223.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Imagem-5-Seu-Nozinho-e-Rosinaldo-fantasiado-de-Papai-Noel-anos-80.jpg 541w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-84135" class="wp-caption-text">Seu Nozinho e Rosinaldo, fantasiado de Papai Noel (anos 80)</figcaption></figure>
<p>Rosinaldo Fontes, atualmente, trabalha na radiofonia lagartense, na Juventude FM. O gosto pela profissão de radialista surgiu por conta da instalação dos transmissores da extinta Rádio Progresso, em 1983. Ele havia saído da Oriente Móveis e fazia alguns bicos para comerciantes locais, a exemplo do fotógrafo Pacheco. Foi quando o radialista e locutor Isaú Monteiro o convidou para trabalhar na emissora, como cobrador, com a aprovação de Artur Reis e do diretor, Gilson Araújo. Ao ver Elias Vasconcelos lidando com os aparelhos dos estúdios, interessou-se e aprendeu com ele a manuseá-los. Era o ano de 1989, quando também passou a ser operador de rádio. Fez curso técnico de rádio e TV por quatro anos e tirou a sua DRT (registro profissional). No rádio, aprendeu a fazer de tudo, das vendas à sonoplastia, apresentação, reportagem e militância no Sindicato dos Radialistas de Sergipe, tendo sido seu presidente. Entre os grandes nomes da radiofonia sergipana, destaca George Magalhães, com quem aprendeu muito e mantém amizade de longa data, além de Fábio Henrique e Fernando Cabral.</p>
<p>Assim, enfim e em tempo, rendo minhas homenagens ao meu querido Papai Noel, Rosinaldo Fontes, a quem agradeço, em nome das inúmeras crianças lagartenses daquele anos 80, por nos levar alegria, muito mais do que presentes. Pois nada marca mais uma criança do que o direito de sonhar e de um dia poder viver dignamente. E era assim que éramos embalados naquele tempo, sobretudo as que tinham um menor poder aquisitivo, por pedidos como:</p>
<p><em><i>“Querido Papai Noel / Vou fazer o meu pedido para o dia de Natal / Uma boneca bem grande / Se for pequena não faz mal&#8230;</i></em></p>
<p><em><i>Não se esqueça de trazer / Um brinquedo pro Tatá / Ele está no orfanato / E de lá ele não sai / Mande um vestido pra mamãe / E aumente o ordenado do papai&#8230;</i></em></p>
<p><em><i>Para o Norman uma guitarra, pro Juneco um futebol / Pro Ronnie um Volkswagen que ele quer fazer farol / Mande felicidade mil pra todo esse povo do Brasil” (Maria Regina Cordovil, 1967)</i></em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Memórias natalinas</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/memorias-natalinas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Dec 2024 09:00:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Estes dias revirando gavetas atrás de um documento, achei alguns cartões de Natal. Aqueles tradicionais, com o desenho do rosto rechonchudo do Papai Noel, outros com árvores de Natal e renas. Amarelados pelo tempo, li cada mensagem. Algumas de pessoas queridas que não estão mais por aqui, mas &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>stes dias revirando gavetas atrás de um documento, achei alguns cartões de Natal. Aqueles tradicionais, com o desenho do rosto rechonchudo do Papai Noel, outros com árvores de Natal e renas. Amarelados pelo tempo, li cada mensagem. Algumas de pessoas queridas que não estão mais por aqui, mas que desejavam felicidades, saúde, paz; o essencial para ser feliz. Tenho até um cartão musical, ao abri-lo, tocava música. Acho que não fabricam mais cartões musicais.</p>
<p>Engraçado como o tempo sempre segue em frente, e a memória se encarrega de nos puxar para trás, nos reconectando com o passado. Em outra gaveta, achei alguns cartões mais recentes, desses que se comprava nos Correios: escrevia uma mensagem, lacrava, e enviava para a casa de parentes e amigos. Eram cartões pré-pagos. Esses não tinham graça, eram assépticos, padronizados. Hoje tudo é digital e impessoal, não existe mais mensagens impressas. A maioria são mensagens que são coladas e encaminhadas. Empobrecemos de sentimentos.</p>
<p>Os cartões me levaram aos natais de tempos idos, que ficaram lá atrás. Sou movido por memórias afetivas.</p>
<p>Nos natais, sempre lembro de minha mãe. Lembrei da alegria que minha mãe tinha em ir ao comércio, comprar tecido, que era chamado pano, para fazer roupas para a família inteira usar na noite natalina. O aviamento era para fazer roupa para seis filhos, e o vestido dela, que um figurinista desenhava, ali mesmo, em um papel A4, a lápis. A costureira morava perto de nossa casa, e com antecedência, mamãe reservava o dia para levar todo o material.</p>
<p>Um dia antes, nossa casa, com piso de cimento liso vermelho xadrez, era encerado com escovão e cera parquetina, que se comprava na mercearia do bairro.</p>
<p>O jantar de Natal era feito por mamãe, com a ajuda de Binoca, nossa faz-tudo. Virgínia Sena, seu nome de batistério, veio muito mocinha morar em nossa casa. Era de Santa Rita, MA, e tinha um sonho desde criança. Ter um dente de ouro. Ao completar 18 anos, dona de dentição perfeita, pediu para o prático arrancar um dente da frente e colocou o dente de ouro. Negra, sorriso bonito, sorria feliz, exibindo seu troféu reluzente.</p>
<figure id="attachment_84013" aria-describedby="caption-attachment-84013" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/food-8379847_1280.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-84013 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/food-8379847_1280-300x300.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/food-8379847_1280-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/food-8379847_1280-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/food-8379847_1280-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/food-8379847_1280-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/food-8379847_1280.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-84013" class="wp-caption-text">O peru da ceia natalina</figcaption></figure>
<p><span class="sigijh_hlt">Mamãe e Binoca se esmeravam em fazer o banquete que seria servido na noite de Natal, após chegarmos da missa. </span>Tudo feito em casa. Fartura de comida: capão recheado, carne de porco, vatapá, macarrão, arroz com passas, torta de camarão. Não podia faltar o peru, que fora morto por Binoca, em um ritual que consistia em comer milhos embebidos na cachaça, e ter o pescoço cortado; morria de véspera. As crianças eram proibidas de assistir à morte do peru.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Para sobremesa: </span>rabanadas e torta fria, feita com biscoito maizena, além de compotas de pêssego e de figo. Enfeitando a mesa: castanhas portuguesas, maçãs argentinas, que vinham enroladas em papel roxo; nozes, peras, uvas, ameixas, abacaxi. Para beber: vinho de garrafão, ponche, Coca-Cola, Fanta Uva, Fanta laranja, e o principal Cola Jesus, “O sonho cor de rosa das crianças”. Todas as sobras da ceia se transformavam no almoço do dia seguinte.</p>
<p>A árvore de Natal era prateada, com bolas que lembravam casca de ovo; muito frágeis, e tinha a ponteira, com um mine-presépio dentro. O pisca-pisca era de vidro, com o rosto de Papai Noel, e dava choque.</p>
<p>Na árvore, os presentes enrolados com papéis coloridos com figuras natalinas, que eram colocados embaixo das camas e redes, quando nos deitávamos.  Alegria maior era acordar no dia 25 e saber que o bom velhinho passara por lá, enquanto dormíamos, sem esquecer de ninguém. Lembro dos carros a corda, depois os carros com pilha. Tive carro dos bombeiros, do exército, ambulância. Ganhei um forte Apache, e um Ferrorama. Minhas irmãs ganhavam bonecas loiras, em geral, eram brinquedos da fabricante Estrela, a maior do Brasil.</p>
<p>Quando cresci um pouco mais, ganhei uma bicicleta Caloi. Alegria total.</p>
<p>Uma vez perguntei para minha mãe: “O que a senhora quer ganhar de presente?&#8221;.</p>
<p>Ela respondeu: “Saúde e que ninguém falte no próximo Natal!”.</p>
<p>“Não, mãe… Um presente de verdade&#8230; Que eu possa comprar pra senhora&#8230; Alguma coisa que a senhora goste”.</p>
<p>Hoje, percebo o quanto ela estava certa; os presentes não são nada, se a pessoa que amamos não estiver presente.</p>
<p>Faz 48 anos que não tenho a presença de minha mãe na noite de Natal. Cresci, e no outono da vida continuo com carência de mãe.</p>
<p>Dizem que a saudade diminui com a passagem do tempo; não é verdade, a saudade muda de intensidade.</p>
<p>Enquanto as crianças sonham com presentes debaixo da árvore e os adultos relembram os momentos preciosos do passado, lembre-se de que o Natal é um tempo para renovar nossos laços familiares e amizades. É uma oportunidade para expressarmos gratidão por aqueles que tornam nossas vidas especiais e para demonstrar amor e carinho, pois são essas conexões que tornam a vida verdadeiramente rica.</p>
<p>Que a magia do Natal inspire você a acreditar nos milagres que estão ao seu redor todos os dias.</p>
<p>&nbsp;</p>
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