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	<title>Arquivo para jornada de trabalho - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>A Ucrânia e a maldade brasileira</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-ucrania-e-a-maldade-brasileira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Emerson Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Apr 2023 13:06:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Herética]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-ucrania-e-a-maldade-brasileira%2F&amp;linkname=A%20Ucr%C3%A2nia%20e%20a%20maldade%20brasileira" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-ucrania-e-a-maldade-brasileira%2F&amp;linkname=A%20Ucr%C3%A2nia%20e%20a%20maldade%20brasileira" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-ucrania-e-a-maldade-brasileira%2F&amp;linkname=A%20Ucr%C3%A2nia%20e%20a%20maldade%20brasileira" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-ucrania-e-a-maldade-brasileira%2F&amp;linkname=A%20Ucr%C3%A2nia%20e%20a%20maldade%20brasileira" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-ucrania-e-a-maldade-brasileira%2F&#038;title=A%20Ucr%C3%A2nia%20e%20a%20maldade%20brasileira" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-ucrania-e-a-maldade-brasileira/" data-a2a-title="A Ucrânia e a maldade brasileira"></a></p><figure id="attachment_18874" aria-describedby="caption-attachment-18874" style="width: 322px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética.png"><img decoding="async" class=" wp-image-18874" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética.png" alt="economia" width="322" height="141" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética.png 1096w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética-300x132.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética-768x338.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/06/economia-herética-1024x450.png 1024w" sizes="(max-width: 322px) 100vw, 322px" /></a><figcaption id="caption-attachment-18874" class="wp-caption-text">Economia Herética/ Emerson Sousa</figcaption></figure>
<p>No ano de 2019, de acordo com dados compilados pelo <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://databank.worldbank.org/">Banco Mundial</a>,</span> a Ucrânia aparecia como um país com uma população total de 44,3 milhões de habitantes. Para fins de comparação, no Brasil esse quantitativo era de 211,8 milhões de residentes.</p>
<p>Nessa mesma data, a valores correntes, o povo ucraniano também possuía um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 154 bilhões. Por seu turno, as terras tupiniquins arregimentaram, na mesma época, um PIB de US$ 1,870 bilhões.</p>
<p>Ao se cruzar esses dados, o que se tem?</p>
<p>Bem, o resultado de que o PIB per capita do país eslavo é de US$ 3.5 mil por ano, ao passo que o do latino é de US$ 8.8 mil anuais.</p>
<p>Ou seja, em termos macroeconômicos, a Ucrânia é muito mais pobre do que o Brasil!</p>
<p>Todavia, uma coisa chama a atenção: a ex-república soviética tem um nível de pobreza bem menor do que aquele que existe no gigante sul-americano.</p>
<p>Saiba que, em 2019, na terra em que nasceu a escritora Clarice Lispector, apenas 7% da sua população vivia abaixo da Linha da Pobreza, que, para o Banco Mundial, era de US$ 6.85 por dia por pessoa.</p>
<p>Por sua vez, no país em que veio viver a autora de “<strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://gotasdeepifania.wordpress.com/2018/01/25/resenha-perto-do-coracao-selvagem-clarice-lispector/">Perto do coração selvagem</a></span></strong>”, essa proporção era de 26% do total de habitantes, quase quatro vezes mais.</p>
<p>A extrema pobreza (renda de até US$ 2.15 por dia por pessoa) foi erradicada por lá. Por aqui, voltou a crescer.</p>
<p>Segundo a <strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.ilo.org/brasilia/lang--es/index.htm">Organização Internacional do Trabalho (OIT)</a></span></strong>, em 2019, 28% dos postos de trabalho no Brasil eram considerados vulneráveis. Na Ucrânia, essa partição era de 14% do mesmo total.</p>
<p>Na mesma pisada, trabalhadores com empregos formais no Brasil perfazem 66,9% dos vínculos, enquanto a Ucrânia atinge a marca de 85,1% desse volume.</p>
<p>No Brasil, a jornada de trabalho média é de 37,7 horas semanais por empregado, mas 12% desses trabalham 49 horas semanais ou mais, coisa bem diferente da Ucrânia, onde os trabalhadores encaram um expediente médio de 39 horas por semana, mas apenas 4% desse quantitativo precisam se ocupar por 49 ou mais horas semanais.</p>
<p>Isso quer dizer que, se, na Ucrânia, um importe de 845 mil pessoas se vê obrigado a trabalhar praticamente todos os dias, no Brasil, esse contingente é de quase 13 milhões de pessoas.</p>
<p>Sim, o Brasil consegue ser mais cruel com os filhos do seu solo do que a Ucrânia.</p>
<p>E não apenas mais cruel, mas, também, mais iníquo.</p>
<p>O rendimento mediano da economia ucraniana, medida que separa a população entre metade mais rica e metade mais pobre, é 11,5% inferior ao rendimento médio, já no âmbito da brasileira, a renda mediana está 40,4% abaixo da renda média.</p>
<p>Isso indica que ambos os circuitos produtivos concentram renda, mas o da ex-colônia lusitana o faz com maior intensidade do que o faz a sede do extinto Principado de Kiev.</p>
<p>Ademais, os ucranianos que estão entre os 10% mais pobres do seu país se apropriam de 4,1% da renda nacional enquanto, no Brasil, esse mesmo agrupamento social sobrevive com tão somente 0,9% desse agregado macroeconômico.</p>
<p>Em contrapartida, se, na Ucrânia, os 10% mais ricos se assenhoram de 22,3% da renda, no Brasil, esse mesmo estrato toma para si 41,9% de mesmo bolo.</p>
<p>Mas como diferença pouca é bobagem, a turma que habita a órbita do 1% mais rico captura 18% da renda nacional na Ucrânia e outros 25% no Brasil.</p>
<p>Nesse sentido, o Índice de Gini, que dimensiona níveis de desigualdade de um dado fenômeno, e que pode ir de 0 (total igualdade) a 1 ponto (total concentração em um único elemento), aplicado para a distribuição de renda nacional é de 0,266 pontos na Ucrânia e de 0,535 pontos no Brasil.</p>
<p>Em termos gerais, isso quer dizer que o Brasil, no ano de 2019, desfrutava de uma distribuição de renda muito mais desigual e desumana do que a Ucrânia.</p>
<p>Alguém pode até dizer que isso ocorre porque a estrutura econômica da Ucrânia é dona de uma maior produtividade do que a da brasileira. Logo, ela teria melhores condições de remunerar bem os seus trabalhadores.</p>
<p>Porém, isso não é verdade!</p>
<p>O PIB per capita por pessoa empregada – que serve como uma projeção da produtividade do país – era de US$ 27.7 mil anuais na Ucrânia enquanto que, no Brasil, ele era de US$ 33.8 mil anuais, em 2019.</p>
<p>Ou seja, esses valores mostram que o esforço produtivo do brasileiro é mais rentável do que o do ucraniano.</p>
<p>Também poderia se alegar que o Brasil é um país agrário e a Ucrânia, não.</p>
<p>Contudo, esse argumento também não se sustenta quando em face à realidade.</p>
<p>O setor agropecuário, extrativista e de pesca responde por 9% do produto da Ucrânia, proporção que é de apenas 4,2% no Brasil. E a economia brasileira é tão industrializada quanto a ucraniana, com a manufatura respondendo por algo em torno de 10,5% do PIB nas duas nações.</p>
<p>E se o Brasil possui um superávit comercial que orbita a casa dos 3% do PIB, respondendo por pouco mais de 1% das transações internacionais de exportação e importação, a Ucrânia cultiva déficits e mal chega a 0,3% do comércio mundial.</p>
<p>Esses números sugerem que, sob diversos aspectos, não há motivos para que o Brasil, em 2019, tivesse mais de 55 milhões de pessoas na Pobreza, porque na Ucrânia, com um perfil macroeconômico de menor relevância, se sofre menos com essa tragédia.</p>
<p>Não que o referido país, que agora enfrenta uma guerra insana, seja um mar de rosas ou que não possua suas próprias mazelas, mas a questão é que ele reforça a percepção de que o Brasil é inclemente e despótico.</p>
<p>Afinal, com menos recursos do que o jovem país meridional, a velha nação do leste europeu consegue prover aos seus cidadãos e cidadãs uma equidade jamais vistas nestes “<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://super.abril.com.br/cultura/tristes-tropicos/">Tristes Trópicos</a></span>”.</p>
<p>E o peso dessa perversidade fica patente quando se descobre que, no ano de 2021, com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,754 pontos, a Ucrânia está dez posições à frente do Brasil (0,765), sendo ambos classificados como áreas de médio desenvolvimento. Todavia, quando esse indicador é ajustado pela Desigualdade Social, ele se vê perdendo 3 posições e ela, ganhando 33 posições, ficando a 46 posições de distância.</p>
<p>Então, por que o Brasil é mais cruel e iníquo do que a Ucrânia?</p>
<p>A resposta a essa simples pergunta é complexa, envolve uma diversidade de fatores e não tem feitio pronto, no entanto, não há como fugir da hipótese de que essa situação, muito provavelmente, seja fruto de uma opção política do povo brasileiro.</p>
<p>Por algum motivo, a nossa gente entende que o nosso circuito produtivo só consegue subsistir se mantiver em pé essa ímpia e injusta estrutura de distribuição de renda.</p>
<p>E, assim, nos esforçamos para mantê-lo nesse formato.</p>
<p>Por exemplo, a Constituição de 1988 foi desenhada para nos garantir a Proteção Social e a Cidadania, mas desde então, na maioria das vezes, nós temos votado em políticos que se empenharam em reduzir o alcance e a eficácia das Políticas Públicas Emancipatórias, por meio das mais maléficas e insensíveis propostas de “Reformas”.</p>
<p>Então, quem vê de fora, pode até vir a pensar que nossa economia – e nossa sociedade – só funciona se ela mantiver muito mais pobres os mais pobres e muito mais ricos os mais ricos, coisa que, ao que tudo indica, não ocorre na Ucrânia, não no nível do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>_________</p>
<p>(*) É doutor em Administração pelo NPGA/UFBA  e mestre em Economia pelo NUPEC/UFS</p>
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		<title>Motoristas e cobradores têm jornada de trabalho reduzida; negociação entre Setransp e Sinttra continua</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/motoristas-e-cobradores-tem-jornada-de-trabalho-reduzida-negociacao-entre-setransp-e-sinttra-continua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2020 15:24:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os motoristas, cobradores e demais servidores do setor de transporte coletivo tiveram a carga de trabalho reduzida de oito para quatro horas diárias, assim como os salários. Essa nova jornada está valendo a partir de hoje, 1º de abril, fruto de uma negociação entre o Sindicato da Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) &#8230;</p>
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<figure id="attachment_26991" aria-describedby="caption-attachment-26991" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/miguel-belarmino-da-paixão.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-26991" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/miguel-belarmino-da-paixão-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/miguel-belarmino-da-paixão-300x225.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/04/miguel-belarmino-da-paixão.jpg 700w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-26991" class="wp-caption-text">Miguel Belarmino segue negociando com o Setransp</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">As negociações continuam porque,  segundo o presidente do Sinttra,  Miguel Belarmino da Paixão, “os empresários não querem pagar o ticket alimentação e o plano de saúde”.   Ele diz que já ocorreram seis videoconferências e outras ainda acontecerão até que se chegue a um consenso. “O nosso intuito é evitar demissão em massa. Em Recife, 600 funcionários de três empresas foram demitidos. Em Salvador, fecharam um acordo e as empresas pagam por 10 dias trabalhados, ao invés de 30. E no Rio Grande do Nordeste, a categoria foi afastada por 30 dias, sem vencimentos, para não perder o emprego”, explicou.</p>
<p style="text-align: justify;">O sindicalista lamentou que “nem o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, e nem o governador, Belivaldo Chagas, dão subsídios para pagar a mão de obra do setor como está ocorrendo em São Paulo”. Para Belarmino, ”com receita os empresários já choram na hora de negociar, sem receita choram mais ainda. São muitas lágrimas&#8221;.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Desequilíbrio</h3>
<p style="text-align: justify;">Para o Setransp, desde que foi decretado o isolamento social para prevenção do coronavírus, a queda do número de passageiros do transporte público coletivo de Aracaju vem crescendo. Esse percentual de redução já chega a 78% e traz um desequilíbrio econômico com a incapacidade de cobrir custos do serviço, que está operando com 70% da sua frota em Aracaju, mas com uma demanda de apenas 22% do seu habitual.</p>
<figure id="attachment_22091" aria-describedby="caption-attachment-22091" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/alberto-almeida-presidente-setransp.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-22091" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/alberto-almeida-presidente-setransp-300x285.jpg" alt="" width="300" height="285" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/alberto-almeida-presidente-setransp-300x285.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/alberto-almeida-presidente-setransp-768x731.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2019/10/alberto-almeida-presidente-setransp-1024x974.jpg 1024w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-22091" class="wp-caption-text">Presidente do Setransp, Alberto Almeida: empresas preocupadas</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Só as despesas essenciais para manutenção do transporte coletivo, que são pessoal e diesel, representam 68% dos custos. E em Aracaju, já são 152 mil passageiros a menos por dia. Toda essa situação ameaça a sustentabilidade do transporte, que é um serviço essencial, não somente neste momento de quarentena, mas com previsão para o pós-pandemia também.</p>
<p style="text-align: justify;">O Setransp e as empresas de ônibus vêm realizando diversas reuniões com o Sinttra no intuito de buscar alternativas para preservação da maioria dos empregos.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o presidente do Setransp, Alberto Almeida, o risco do setor entrar em colapso já é bastante preocupante. &#8220;Nesse momento precisamos focar nas alternativas possíveis de garantir a sobrevivência das empresas e dos postos de trabalho. O sistema de transporte já começou a sentir os graves reflexos negativos da pandemia, afetando empregos e a cobertura de custos. Nem mesmo os principais custos estão sendo cobertos&#8221;, enfatizou.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com a alteração da jornada de trabalho dos colaboradores para 4 horas, o serviço de transporte coletivo continua a ser prestado com 70% da frota em dias úteis e 50 % nos finais de semana, conforme Decreto Municipal.</p>
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		<title>Sim, no Brasil, a mulher vale menos!</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/sim-no-brasil-a-mulher-vale-menos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Emerson Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Mar 2020 12:54:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Herética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Emerson Sousa (*) No último  dia 7 de março, esta coluna procurou fazer um breve apanhado sobre as desigualdades sociais e geográficas que constituem o mosaico de iniquidades sociais brasileiro.  Leia: O Brasil é um país injusto (e por opção!) Com dados retirados de uma síntese de pesquisas disponibilizada pela página Cidades, na rede mundial &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/sim-no-brasil-a-mulher-vale-menos/">Sim, no Brasil, a mulher vale menos!</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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<p>Emerson Sousa<strong> (*)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">No último  dia 7 de março, </span><span style="font-weight: 400;">esta coluna procurou fazer um breve apanhado sobre as desigualdades sociais e geográficas que constituem o mosaico de iniquidades sociais brasileiro. </span></p>
<p style="text-align: justify;">Leia:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.sosergipe.com.br/o-brasil-e-um-pais-injusto-e-por-opcao/"> O Brasil é um país injusto (e por opção!)</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Com dados retirados de uma síntese de pesquisas disponibilizada pela página </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pesquisa/45/82120"><span style="font-weight: 400;">Cidades</span></a></span><span style="font-weight: 400;"><span style="color: #0000ff;">,</span> na rede mundial de computadores, que é patrocinada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi mostrado o quanto oprimimos nosso povo. Lá foram trabalhados números relativos à realidade social brasileira no decorrer dos anos de 2018 e de 2019.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">No entanto, desta vez, abrindo uma série de textos que vão ampliar o foco de cada uma das dimensões ali tratadas, a abordagem se dará por meio de dados mais atualizados, como aqueles fornecidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (</span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://sidra.ibge.gov.br/home/pnadct/brasil"><span style="font-weight: 400;">PNADCT</span></a></span><span style="font-weight: 400;">), em sua edição do 4° trimestre de 2019.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Neste texto inicial, a análise vai recair sobre a situação da mulher brasileira no mercado de trabalho, sua presença e sua remuneração e, de modo resumido, pode ser afirmado que: a situação não é benfazeja.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>SIM, NO BRASIL, A MULHER VALE MENOS!</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Isso porque, de acordo com a referida pesquisa, no mês de novembro de 2019, a remuneração média do brasileiro, em todos os seus trabalhos, estava no patamar mensal de R$ 2.431,00.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Contudo, para o gênero masculino, essa medida está em R$ 2.671,00 por mês, ao passo em que, para o feminino, fica em R$ 2.120,00 mensais. Ou seja, o dia de trabalho de um homem vale, em média, quase R$ 20,00 a mais do que o da mulher. Sob uma perspectiva proporcional, elas percebem uma remuneração 20,9% menor do que a deles.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Do ponto de vista geográfico, essa diferença é maior no Sul do país, onde a mulher ganha 26,7% a menos do que o homem. Com uma remuneração média de R$ 2.938,00 por mês, o dia de trabalho deles, naquela região, vale R$ 26,13 a mais do que o delas, que ganham R$ 2.154,00 mensais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, é na região Norte que essa disparidade apresenta a sua menor extensão. Com uma diferença de apenas R$ 4,87 por dia trabalhado, os homens têm uma remuneração mensal 8,1% maior do que a das mulheres. Nos seus sete estados, o gênero masculino recebe, em média, R$ 1.807,00 ao mês, enquanto que o feminino, outros R$ 1.661,00 de remuneração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Entre esses extremos estão o Nordeste, onde as mulheres ganham 14,3% a menos do que os homens; o Centro-Oeste, onde esse hiato negativo é de 21,4% contra o gênero feminino e o Sudeste, onde elas recebem um salário 23,7% menor do que o deles.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">No âmbito das unidades federativas, a maior distância salarial entre os gêneros está no Mato Grosso, onde elas percebem uma renda 29,3% inferior a deles. Depois, aparece o Paraná, onde essa diferença é de 27,3% e, fechando o pódio, surge o Rio Grande do Sul, cuja remuneração masculina é 26,8% acima da feminina.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">No entanto, as menores disparidades estão localizadas nas economias de Alagoas, onde as mulheres recebem uma renda 4,9% abaixo da dos homens, do Amazonas, cujo descompasso é de 5,3%, e no Amapá, que registra uma perda feminina de 5,6%.</span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Ela escolhe: pobreza ou defasagem salarial?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Chama a atenção o fato de que esses números, dentre tantos outros, trazem em seu bojo uma triste constatação: no Brasil, desenvolvimento econômico é sinônimo de defasagem salarial feminina, uma vez que é nos estados mais ricos que se dá a ocorrência das maiores disparidades de renda entre gêneros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Entre os nove estados de maior Produto Interno Bruto (</span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.ibge.gov.br/explica/pib.php"><span style="font-weight: 400;">PIB</span></a></span><span style="font-weight: 400;">) </span><i><span style="font-weight: 400;">per capita</span></i><span style="font-weight: 400;">, a Mulher – que recebe uma remuneração média de R$ 2.304,22 por mês – detém um nível salarial geralmente 24,9% abaixo ao possuído pelos homens, que ganham R$ 3.059,11 em média. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">No conjunto dos nove estados intermediários, de acordo com o IBGE, cujo nível salarial feminino médio está em R$ 1.744,78 mensais, essa defasagem é de 13,6% em relação à remuneração masculina, que ocupa a faixa de renda de R$ 2.034,33 por mês.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, nas nove unidades federativas mais pobres, a força de trabalho da Mulher percebe um rendimento médio de R$ 1.466,33 contra os R$ 1.654,67 mensais que remuneram o esforço laborativo masculino, o que resulta numa defasagem de 11,2%.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a mulher brasileira fica premida por duas realidades iníquas: ou sucumbe a um baixo nível remuneratório ou se submete a receber muito menos do que o homem. </span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Um problema complexo com efeitos devastadores</strong></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Esse é um mosaico cuja trama, bastante intricada, não pode ser resumida a um simples “Com licença, eu vou à luta!”. As origens de tais distorções estão em nossa própria formação sociológica e a sua solução requer a participação de todos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Além de toda a violência a que é exposta – que assume as mais diversas formas, das mais demoníacas às mais solertes – a própria sociedade brasileira resguarda à Mulher um papel subalterno e isso reflete em nossa injusta estrutura salarial.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Afinal, mulheres estudam mais, são obrigadas a amadurecerem mais cedo, são mais cobradas no convívio social e profissional, possuem um código de conduta mais rígido do que o fornecido aos homens, porém as posições de comando são entregues a eles, da forma mais naturalizada possível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">As mulheres não ganham menos do que os homens porque os patrões decidem na hora da contratação que assim será (não que isso não ocorra), mas que elas são levadas desde a mais tenra idade a se acostumarem com arranjos profissionais inferiores a ao dos seus “futuros maridos”. Não se engane, não é coincidência, é intencional!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, pode se supor que, no Norte e Nordeste, as diferenças são menores entre homens e Mulheres pelo fato de que, nessas localidades, as oportunidades são menores para todo o povo, mas no Centro-Sul, onde a riqueza nacional é gerada, o </span><i><span style="font-weight: 400;">filé</span></i><span style="font-weight: 400;"> é dado a eles, que para isso são criados desde crianças.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Contudo, essas são tão somente conjecturas construídas a partir de nossa realidade remuneratória de gêneros. Torna-se necessário estudar mais o tema, aprimorar seus conceitos e análises e a começar a por em prática políticas públicas que objetivem mudar esse quadro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Isso porque, é preciso ter claro que, no mercado de trabalho brasileiro, elas são treinadas e condicionadas para não terem “sonhos, apenas presságios”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(*)</strong> <strong>Emerson Sousa é doutor em Administração pela NPGA/UFBA e mestre em Economia pelo NUPEC/UFS.</strong></p>
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