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	<title>Arquivo para imaginário - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>VERÍSSIMO! Único, múltiplo e plural</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Sep 2025 13:15:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Sábado, 30/08, acordei com as mídias informando sobre a morte de Luiz Fernando Veríssimo, ocorrida na primeira hora do dia. Vinha acompanhando a sua internação em um hospital de Porto Alegre, e sobre o agravamento de sua doença.  Desde 2021, quando sofreu um AVC, parou de &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">S</span>ábado, 30/08, acordei com as mídias informando sobre a morte de Luiz Fernando Veríssimo, ocorrida na primeira hora do dia. Vinha acompanhando a sua internação em um hospital de Porto Alegre, e sobre o agravamento de sua doença.  Desde 2021, quando sofreu um AVC, parou de escrever. As sequelas do derrame se somaram às limitações da doença de Parkinson e a outros problemas de saúde — em 2020, operou um câncer ósseo na mandíbula, com bom resultado, mas então veio o AVC. Aos 88 anos, ele partiu, deixando uma rica e diversificada obra. Mestre das palavras e da ironia delicada, que nos ensinou a rir de nós mesmos e a enxergar a vida com mais leveza.</p>
<p>Um dos maiores cronistas do Brasil, era dono de uma ironia fina e de um texto preciso, conquistando milhões de leitores com sua obra, que transita entre a crônica, a ficção e o humor. Unindo temas tão díspares como mazelas da política nacional e as belezas de uma mulher, o escritor gaúcho — que manteve uma coluna no GLOBO, desde 1999, no “Estado de S. Paulo” e na “Zero Hora” — colecionava uma série de aforismo que já fazem parte do imaginário popular.</p>
<p>Luiz Fernando Veríssimo, observador astuto e atento, escreveu sobre a comédia da vida privada e a tragédia da vida pública. Nada passou incólume ao seu olhar.</p>
<p>Verissimo, sobrenome que é um superlativo, foi pleno herdeiro literário do pai Érico. O caladão que mais encantou com palavras. O cronista circunspecto, mas espirituoso.</p>
<p>Antes de Luiz Fernando Verissimo, a crônica se centrava na primeira pessoa, no tom confessional, nas nuances biográficas, no plano interior. Depois dele, nada mais foi igual. Surgiram os tipos universais: o amigo, a vizinha, o professor, o policial, o viajante.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-06-100957.png"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-93073 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-06-100957-203x300.png" alt="" width="203" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-06-100957-203x300.png 203w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-06-100957.png 205w" sizes="(max-width: 203px) 100vw, 203px" /></a>O criador do Analista de Bagé, da Velhinha de Taubaté, do Ed Mort, d’As Cobras, da Família Brasil e das <em>Comédias da Vida Privada</em>, de <em>Dora Avante</em> e tantos outros seres literais ou traçados partiu. Mas suas crônicas serão sempre relidas, e seus romances se eternizaram. Leio Veríssimo desde garoto. Acompanhei-o na <em>Veja</em>, com suas tiradas hilárias, quando substituiu Millôr. Li-o nos jornais. Se hoje escrevo crônicas, devo muito a ele.</p>
<p>Foram mais de 50 anos de textos escritos para jornais e revistas, quase 40 anos de livros publicados — nos dois casos quase sempre entre os mais lidos e queridos do país — sem jamais abandonar sua posição nítida no campo da esquerda reformista.</p>
<p>Milhares de páginas escritas para bem-sucedidos programas de humor de televisão, centenas de sensíveis comentários sobre cultura exigente — livros, filmes, peças, espetáculos, shows —,  muitos relatos de viagem ao redor do planeta, com preferência para a França e os Estados Unidos, onde morou na infância e juventude, mas sem negligenciar os festivais e feiras de livro Brasil afora, em todos os casos com sucesso notável de público.</p>
<p>Conferencista relutante, entrevistado lacônico; parceiro musical competente no campo do jazz; amigo certo e solidário com jovens escritores; sutil observador do futebol e torcedor confirmado do Internacional. Dono de humor refinado e texto preciso — que misturavam ironia, sarcasmo e deboche, sempre de forma elegante —, Luiz Fernando Veríssimo, nosso Woody Allen.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<h4>Frasista preciso, algumas de frases geniais de um escritor atemporal:</h4>
<p>“A vida é a melhor coisa que conheço para passar o tempo.”</p>
<p>“Não gosto que me imponham coisas, e a velhice é uma imposição, uma prepotência do tempo. Sou contra.&#8221;</p>
<p>“O mundo não é ruim, só está mal frequentado.”</p>
<p>“Se o mundo está correndo para o abismo, chegue para o lado e deixe ele passar.”</p>
<p>“De certa maneira, livro é melhor do que sexo. Você pode tomar o uísque antes, depois e durante. Livro é sempre com a luz acesa. E livro nunca está com dor de cabeça.”</p>
<p>“Escrever não me dá prazer, gosto mesmo é de soprar saxofone.”</p>
<p>“Na política tudo é negociável, começando pelos princípios.”</p>
<p>“Ninguém é uma coisa só, todos nós somos muitos.”</p>
<p>“Minha relação com a morte é esquecer que ela existe. E espero que ela faça o mesmo comigo.”</p>

			</div></div>
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		<title>Versões de mim</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/versoes-de-mim/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Mar 2023 12:42:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No período momesco, recolhido em casa, longe da folia, recebi da querida Lys Cunha, amiga dos bancos escolares do Colégio Batista, uma mensagem, com a crônica “Versões de mim”, que já conhecia. Fã de Luís Fernando Veríssimo, meu cronista predileto, creio que já li ferozmente quase tudo o que publicou. Na crônica, Veríssimo fala sobre &#8230;</p>
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<p>No período momesco, recolhido em casa, longe da folia, recebi da querida Lys Cunha, amiga dos bancos escolares do Colégio Batista, uma mensagem, com a crônica “Versões de mim”, que já conhecia. Fã de Luís Fernando Veríssimo, meu cronista predileto, creio que já li ferozmente quase tudo o que publicou.</p>
<p>Na crônica, Veríssimo fala sobre as alternativas que temos ao longo da vida, as escolhas que somos obrigados a fazer. A vida é feita de escolhas. Quando se opta por alguma coisa, se mata todas as outras alternativas. Portanto, vivemos a gangorra: escolhas e consequências. Quem de nós, amigo leitor, querida leitora, não se pegou conjecturando, ruminando pensamentos: “Não teria sido melhor, se tivesse tomado aquele caminho? E se eu tivesse cursado Direito, em vez de Agronomia, e se eu tivesse casado com Ângela, em vez de Heloisa. E&#8230; se tivesse aceito aquele emprego em Brasília&#8230;&#8221; São tantos “e se” ao longo da caminhada&#8230;</p>
<p>Todos os dias temos que começar o dia, escolhendo entre levantar da cama e encarar o dia ou ficar deitado.</p>
<p>Na crônica, Luís Fernando Veríssimo está em um bar imaginário.</p>
<p>“Vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido”, descreve ele no início.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>“Ah, se apenas tivéssemos acertado aquele número (unzinho e eu ganhava a sena acumulada), topado aquele emprego, completado aquele curso, chegado antes, chegado depois, dito sim, dito não, ido para Londrina, casado com a Doralice, feito aquele teste&#8230;</p>
<p>Agora mesmo, neste bar imaginário em que estou bebendo para esquecer o que não fiz &#8211; aliás, o nome do bar é Imaginário -, sentou um cara do meu lado direito e se apresentou:</p>
<p>&#8211; Eu sou você, se tivesse feito aquele teste no Botafogo.</p>
<p>E ele tem mesmo a minha idade e a minha cara. E o mesmo desconsolo.</p>
<p>&#8211; Por quê? Sua vida não foi melhor do que a minha?</p>
<p>&#8211; Durante um certo tempo, foi. Cheguei a titular. Cheguei à seleção. Fiz um grande contrato. Levava uma grande vida. Até que um dia&#8230;</p>
<p>&#8211; Eu sei, eu sei&#8230; &#8211; disse alguém sentado ao lado dele.</p>
<p>Olhamos para o intrometido&#8230; Tinha a nossa idade e a nossa cara não parecia mais feliz do que nós. Ele continuou:</p>
<p>&#8211; Você hesitou entre sair e não sair do gol. Não saiu, levou o único gol do jogo, caiu em desgraça, largou o futebol e foi ser um medíocre propagandista.</p>
<p>&#8211; Como é que você sabe?</p>
<p>&#8211; Eu sou você, se tivesse saído do gol. Não só peguei a bola, como me mandei para o ataque com tanta perfeição que fizemos o gol da vitória. Fui considerado o herói do jogo. No jogo seguinte, hesitei entre me atirar nos pés de um atacante e não me atirar. Como era um herói, me atirei&#8230; Levei um chute na cabeça. Não pude ser mais nada. Nem propagandista. [&#8230;]
<p>&#8211; Você deve estar brincando! &#8211; disse alguém sentado à minha esquerda.</p>
<p>Tinha a minha cara, mas parecia mais velho e desanimado.</p>
<p>&#8211; Quem é você?</p>
<p>&#8211; Eu sou você, se tivesse entrado para o serviço público.</p>
<p>Vi que todas as banquetas do bar à esquerda dele estavam ocupadas por versões de mim no serviço público, uma mais desiludida do que a outra&#8230; As consequências de anos de decisões erradas, alianças fracassadas, pequenas traições, promoções negadas e frustração. Olhei em volta. Eu lotava o bar. Todas as mesas estavam ocupadas por minhas alternativas e nenhuma parecia estar contente. Comentei com o barman que, no fim, quem estava com o melhor aspecto ali era eu mesmo. O barman fez que sim com a cabeça, tristemente. Só então notei que ele também tinha a minha cara, só com mais rugas.</p>
<p>&#8211; Quem é você? &#8211; perguntei.</p>
<p>&#8211; Eu sou você, se tivesse casado com a Doralice. [&#8230;]&#8221;</p>

			</div></div>
<p>Hoje, aos 64 anos, assim como o personagem de Veríssimo, acho que sou minha melhor versão, revista e atualizada. Sobrevivi às escolhas erradas, às portas emperradas que forcei para passar, que me levaram a lugar nenhum. Às porradas que a vida me deu. Às merdas que servem para adubar a caminhada.</p>
<p>Como um quebra-cabeças, com inúmeras peças, tenho diferentes versões de mim, que foram se adaptando à passagem do tempo. Peças que às vezes se encaixaram, outras vezes sobraram. Na maioria das vezes, se completaram e se complementaram. A sabedoria da vida, com tudo o que se viveu e vivenciou, é saber aceitar aquilo que não se pode mudar.</p>
<p>A partir de certa idade, temos que selar um pacto de paz com a vida.</p>
<p>Olho para trás, vejo minhas asas, mesmo cansadas, admiro meus voos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>__________</p>
<p>(*) Engenheiro agrônomo, palestrante, cronista e viajante. O latino americano mais viajado do mundo com mobilidade reduzida, visitou 151 países em todos os continentes. Autor do livro “Das muletas fiz asas”.</p>
<style></style><div class="wplp_outside wplp_widget_46433" style="max-width:100%;"><span class="wpcu_block_title">Últimas do Lá vem história</span><div id="wplp_widget_46433" class="wplp_widget_default wplp_container vertical swiper wplp-swiper default cols3" data-theme="default" data-post="46433" style="" data-max-elts="10" data-per-page="3"><div class="wplp_listposts swiper-wrapper" id="default_46433" style="width: 100%;" ><div class="swiper-slide" style=""><div class="insideframe"><div id="wplp_box_top_46433_100774" class="wpcu-front-box top equalHeightImg" ><div class="wplp-box-item"><a href="https://www.sosergipe.com.br/nem-tudo-esta-perdido/"  class="thumbnail"><span class="img_cropper" style="margin-right:4px;margin-bottom:4px;margin-left:4px;max-width:100%;"><img decoding="async" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-45.jpg" style="aspect-ratio:4/3;" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-45.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-45-300x149.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-45-1024x510.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-45-768x382.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Design-sem-nome-45-660x330.jpg 660w" alt="Nem tudo está perdido" class="wplp_thumb" /></span></a><a href="https://www.sosergipe.com.br/nem-tudo-esta-perdido/"  class="title">Nem tudo está perdido</a></div></div><div id="wplp_box_left_46433_100774" class="wpcu-front-box left wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_right_46433_100774" class="wpcu-front-box right wpcu-custom-position" ><div class="wplp-box-item"></div></div><div id="wplp_box_bottom_46433_100774" class="wpcu-front-box bottom " ><div class="wplp-box-item"><span class="custom_fields">
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		<title>Felicidade X Perfeição</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/felicidade-x-perfeicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Valtenio Paes de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 May 2022 15:11:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de serem distintas, felicidade e perfeição têm semelhanças. Nós humanos, possivelmente, as buscamos para nós ou para outras pessoas. Poder-se-ia conciliá-las?  Felicidade, do latim “felicitas”, os gregos antigos chamavam de “eudaimonia”, prazer; para outros, estado pleno de harmonia entre o espiritual e material, uma egrégora interior. As causas são inúmeras na manifestação da vivência &#8230;</p>
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<p>Apesar de serem distintas, felicidade e perfeição têm semelhanças. Nós humanos, possivelmente, as buscamos para nós ou para outras pessoas. Poder-se-ia conciliá-las?  Felicidade, do latim “felicitas”, os gregos antigos chamavam de “eudaimonia”, prazer; para outros, estado pleno de harmonia entre o espiritual e material, uma egrégora interior. As causas são inúmeras na manifestação da vivência humana. Observe o suicídio de famosos, reforça que o material e a riqueza não bastam para um estado de felicidade.</p>
<p>“Muitas pessoas estão contentes e concluem que estão felizes. Ninguém fica feliz por ganhar na loteria, comprar uma casa, obter promoção ou encontrar o amor verdadeiro. As pessoas ficam felizes por um único motivo: sensações agradáveis em seu corpo. Uma pessoa que acabou de ganhar na loteria ou de encontrar um novo amor e pula de alegria, na verdade, não está reagindo ao dinheiro ou ao fato de ser amado. Está reagindo a vários hormônios que inundam sua corrente sanguínea e à tempestade de sinais elétricos pipocando em diferentes partes do seu cérebro”, diz Yuval N. Harari, no livro Sapiens, uma breve história da humanidade (2020, página  515).</p>
<p>Para Aristóteles, filósofo grego que viveu no século 4º a. C., “a felicidade depende de nós mesmos.” O Marquês de Maricá, brasileiro que viveu entre 1773 e 1848 afirmou: “Em vão procuramos a verdadeira felicidade fora de nós, se não possuímos a sua fonte dentro de nós.” Clístenes Gomes no livro “Maçonaria para todos” (Infographics), descreve  perfeição como ”alto grau de beleza, excelência, primorosa, desprovida de imperfeições”. “Perfeição padece de quem contempla ou avalia”;já a felicidade, de quem sente. Conclui-se que “para alguém com alto rigor de exigência eis uma profunda caminhada: “construir o equilíbrio entre felicidade e perfeição”.</p>
<p>Para Fernando Pessoa: “adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugná-la-íamos se a tivéssemos. O perfeito é o desumano porque o humano é imperfeito”. Johann Goethe ponderou: “o homem que sabe reconhecer os limites da sua própria inteligência está mais perto da perfeição”;  já Shakespeare vinculou: “o talento revela-se exatamente porque esconde a sua perfeição”. “O preço da perfeição é a prática constante”, afirmara Andrew Carnegie. Por outro lado, para Michel Montaigne “é uma perfeição absoluta, como que divina, o sabermos desfrutar lealmente do nosso ser”. Salvador Dalí sentenciou: “não se preocupe com a perfeição &#8211; você nunca irá consegui-la”.</p>
<p>Fazendo correlação com o amor, disse Charles Chaplin: “o amor perfeito é a mais bela das frustrações, pois está acima do que se pode exprimir”.  Já Oscar Wilde asseverou: “não é o perfeito, mas o imperfeito, que precisa de amor. Por fim, Fernando Pessoa opinou: “ver muito lucidamente prejudica o sentir demasiado. E os gregos viam muito lucidamente. Por isso pouco sentiam. Daí a sua perfeita execução da obra de arte”.</p>
<p>Conectando com o ato de amar disse José de Alencar: “amar é comprazer-se na perfeição”, bem como Rabindranath Tagore: “a falta de amor é um grau de imbecilidade, porque o amor é a perfeição da consciência”.  Inexistência de defeitos enquanto não aparece avaliador se opondo. Cotidianamente, manifesta-se conceitos, opiniões, desejos, esperanças fundados nestas duas expressões. Inerentes aos sentimentos humanos, ambas perdurarão, porém a busca da conexão será sempre um grande desfio.  Diferentes, mas se assemelham na busca humana. Seriam ideais se uma completasse a outra na harmonia.   Assim, conciliar esta convivência produzir-se-á um equilíbrio da plenitude espiritual.</p>
<p>Como dissera Camilo Castelo Branco, “o amor só vive pelo sofrimento e cessa com a felicidade; porque o amor feliz é a perfeição dos mais belos sonhos, e tudo que é perfeito, ou aperfeiçoado, toca o seu fim”. Portanto, felicidade sente-se, vive-se.</p>
<p>Perfeição busca-se, exige-se, afinal, cada um dos humanos que inquiete-se  com a perfeição e com a felicidade porque, existindo ou não, fazem parte do nosso imaginário  planetário. Com tantas concepções, culturas, pessoas e povos distintos, percebe-se que cada ser pode construir conceitos de diferentes maneiras de entender, aceitar e buscar tanto a felicidade como a perfeição.</p>
<p>__________</p>
<p><strong>(*)</strong> <strong>Valtênio Paes de Oliveira</strong> é professor, advogado, especialista em educação, doutor em Ciências Jurídicas, autor de A LDBEN Comentada -Redes Editora, Derecho Educacional en el Mercosur- Editorial Dunken e Diálogos em 1970- J Andrade.</p>
<p><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Resistir pela água: por uma literatura viva</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/resistir-pela-agua-por-uma-literatura-viva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Germano Viana Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2021 12:12:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O homem é um ser literário, acreditem ou não. A literatura, por sua vez, é como a água do tempo, da vida. A água que alimenta a alma humana, e também o corpo humano, que nos preenche de cor, dor, força, medo e esperança. A água, no interior da literatura, pode ser também o território, &#8230;</p>
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<div id=":15r">
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<figure id="attachment_25901" aria-describedby="caption-attachment-25901" style="width: 173px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-25901" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg" alt="" width="173" height="169" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier-300x293.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/germano-xavier.jpg 409w" sizes="auto, (max-width: 173px) 100vw, 173px" /></a><figcaption id="caption-attachment-25901" class="wp-caption-text">Germano Viana Xavier (*)</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">O homem é um ser literário, acreditem ou não. A literatura, por sua vez, é como a água do tempo, da vida. A água que alimenta a alma humana, e também o corpo humano, que nos preenche de cor, dor, força, medo e esperança. A água, no interior da literatura, pode ser também o território, o habitat, o próprio espaço dos fenômenos que nos constroem. “A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante” (CANDIDO, 2011, p.182). A literatura, pois, pode representar o caos. O caos pode significar tudo. E a água, como parte integrante do todo do imaginário literário, é este deserto das coisas e também o oásis dos movimentos. A literatura, enfim, pode esboçar a paz. A literatura é o próprio mundo. A literatura é, enfim, o homem. O verso. O inverso. O reverso. De tudo. De todos.</p>
<p style="text-align: justify;">A literatura é, antes de tudo, linguagem munida de significado, como requer Pound (2006). E tudo elevado à décima potência. Sem a presença da linguagem, nada pode funcionar com plenitude, o ser humano total não é construído muito menos reconstruído, o mundo não alcança seus refinamentos racionais de existência. Sem linguagem e sem literatura, a renovação da vida não é garantida. A água, por sua vez, é também uma linguagem. Linguagem dos que ribeiram os rios da vida e da morte, colo dos amargores e fonte das saciedades mais intensas. Literatura é, também, imagem, repertório de imagens.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/02/livro-chuva-de-letras.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37646 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/02/livro-chuva-de-letras-240x300.jpg" alt="" width="240" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/02/livro-chuva-de-letras-240x300.jpg 240w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/02/livro-chuva-de-letras.jpg 400w" sizes="auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px" /></a>No livro de Luís Alberto Brandão, intitulado Chuva de Letras, e que é, juntamente com o livro Cartas do São Francisco, de Nilma Gonçalves Lacerda, matéria central do presente texto, a imagem é explorada com demasiada intensidade, tanto é que a chuva de letras na tela da televisão, que acompanha todo o desenrolar da trama e que marcam as ações e os pensamentos do protagonista, provoca fortemente o imaginário do personagem, criando inúmeras possibilidades de ideias e suposições plausíveis, fato que evidencia o poder que a imagem televisiva exerce na capacidade criadora das crianças e dos adolescentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Há momentos, no livro Chuva de Letras, em que o receio de interagir com algum fantasma preocupa o personagem, de modo que tais imagens interferem no seu cotidiano, e ele passa a refletir sobre o que vê, tenta interpretar e procura compreender o significado de tudo que é retratado na chuva de letras reverberada na imagem televisiva propriamente dita. É possível perceber que, após essa preocupação inicial, ele se encanta com o que as imagens provocam no seu imaginário e passa a viver melhor, mais feliz, isso porque, como afirma Fittipaldi (2004, p. 103), “toda imagem tem alguma história para contar. Essa é a natureza narrativa da imagem. Suas figurações e até mesmo formas abstratas abrem espaço para o pensamento elaborar, fabular e fantasiar”.</p>
<p style="text-align: justify;">O mero fato de o protagonista se abrir ao novo o faz se sentir melhor. Sendo assim, percebe-se que tudo que o personagem contempla gera um oceano de significados, possibilitando novas maneiras de explorar a realidade e capacidade para perceber o mundo ao seu redor, a partir da fantasia e do imaginário da chuva (água) a percepção se amplia e se consolidada a construção de novos saberes. Em retorno ao inventário temático que abriu este texto, Candido (2011, p.176) retoma o conceito de literatura e o traduz relacionando-o a “todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura”. Em consonância com este refletir, há suspeitas naturais de que um mundo sem produção de significados em cadeia seria um cabal desastre, do mesmo modo que um homem que vive sem ter o devido contato com a literatura, ou com os textos de natureza literária, tornar-se-ia um impostor corpo disforme, pálido em termos de representatividade e de expressividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há homem sem água. Não há humanidade sem literatura. A água que é derramada em dias de chuva é o alento para o sertanejo, o fator de judiação para o favelado da grande cidade. A água esmaga o coração sofredor, assim como retira o amargo das secas. O povo é a água da literatura. A maior história de todos os mundos e tempos. “Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contacto com alguma espécie de fabulação” (CANDIDO, 2011, p.176). A literatura, pois, assim como a água, “é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente e no inconsciente” (CANDIDO, 2011, p.177).</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/02/livro-cartas-do-sao-francisco.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37647 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/02/livro-cartas-do-sao-francisco-219x300.jpg" alt="" width="219" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/02/livro-cartas-do-sao-francisco-219x300.jpg 219w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/02/livro-cartas-do-sao-francisco-748x1024.jpg 748w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/02/livro-cartas-do-sao-francisco-768x1052.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/02/livro-cartas-do-sao-francisco.jpg 986w" sizes="auto, (max-width: 219px) 100vw, 219px" /></a>A humanização pelo fator literatura, para Candido (2011), deve ser entendida como todo processo que incute no ser humano rotas de reflexão, aquisição de saber, desenvolvimento do senso de alteridade, refinamento dos sentimentos e habilidade para enfrentamento das problemáticas do viver. Mas, por que a literatura seria tão importante para o homem? Qual o seu segredo? A literatura seria mesmo uma espécie de água, de líquido vital para a existência? No livro Cartas do São Francisco, escrito por Nilma Gonçalves Lacerda, a água figura no livro como o mote-mor da trama. A autora, fazendo um paralelo com a famosa obra do poeta alemão Rainer Maria Rilke, Cartas a um jovem poeta, faz arvorar algumas unidades de cartas expressas direcionadas a um aspirante a escritor de histórias infantis e juvenis. Com sede por transmitir saberes, a autora faz um pequeno, porém apurado, apanhado do fazer literário relacionado à literatura infantil e juvenil, elencando informações tanto precisas quanto preciosas sobre tal atividade.</p>
<p style="text-align: justify;">A literatura tem desses movimentos particulares. A água já foi território para várias importantes obras universais, desde as epopeias homéricas até Moby Dick, de Herman Melville, passando por Joseph Conrad, João Guimarães Rosa e tantos outros. Em Cartas do São Francisco, o Velho Chico é a matéria que gera a fluidez do conhecimento compartilhado, tal qual um espelho d’água que reproduz as faces de todo um organismo vivo, neste caso a literatura dita infantil e juvenil. Ao mesmo tempo em que a desloca do comum convívio frente a outras disciplinas relacionadas ao saber humano, como já citado anteriormente, Barthes (2001) faz da literatura, aqui em todas as suas acepções, uma caixa de guardados, um baú capaz de zelar atemporalmente por incomensuráveis saberes. Este, para ele, é justamente o aspecto que faz da literatura um fenômeno exclusivo quando comparado às demais áreas do saber. Para o referido autor, a literatura é a própria realidade, bastião da vida em si, o que a impulsiona a estar continuamente em vantagem perante as outras formas de conhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">“Cada sociedade cria as suas manifestações ficcionais, poéticas e dramáticas de acordo com os seus impulsos, as suas crenças, os seus sentimentos, as suas normas, a fim de fortalecer em cada um a presença e atuação deles” (CANDIDO, 2011, p. 177). Para a literatura, um dos principais ingredientes a ser colocado em análise quando entrada, ela, em julgamentos por sua real e definida relevância é, de longe, o potencial conjunto de ferramentas de que possui para que o irreal seja desbastado, volatilizado e até expulso do que é caracterizado como sendo propriamente humano. A literatura, portanto, ao ser o real ou parte do real, ou até mesmo a força motora e gestora de tudo que é real, termina por ser o local onde tudo se alimenta do todo, em prol do todo e semelhante ao todo.</p>

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<p style="text-align: justify;">Tendo como ponto de apoio a citação acima, há de se considerar a inestimável importância da literatura para que seja fomentada, no seio das sociedades, uma espécie de cultura letrada sobre a qual a palavra é sempre apresentada nos centros das significações e das virtudes mundanas. Por ser uma expressão artística milenar, a literatura atravessou várias fases de contemplação reflexivo-existencial e hoje é um território de proporções inestimáveis onde bailam os ventos do fator resistência. E um dos seus efeitos cruciais é a linguagem, com suas mil e uma potencialidades. Língua e literatura, portanto, não sobrevivem separadas.</p>
<p style="text-align: justify;">A Literatura, por sua vez, acaba por refletir no conjunto de suas verdades e de sua natureza universal toda a plasticidade de expressão que se vincula à linguagem. Também utilizada como ferramenta de comunicação, a literatura, embora circunscrita num contexto histórico mais recente que o da língua em si, consegue manter suas interconexões comunicativas demasiado objetivas e sem maiores afetações. Como é de se suspeitar, sem grande esforço, uma sociedade sem a presença da arte literária certamente exprimir-se-á com menor correção, nitidez e criticidade. A palavra, escrita ou lida, decerto desfruta de um poder único, largo, fator que não a limita, já que não sendo simples figurante, beira a fomentação do que é real, isto é, a natureza existencial acerca do que é realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A literatura não está parada, assim como a água de um córrego não é um corpo-objeto que possui uma forma única. Pelo contrário, ela está constantemente em trânsito, a passear por várias paragens do conhecimento humano e a pegar carona em diversos veículos de mídia num efeito dinâmico que surpreende até os mais céticos estudiosos do ramo. Em uma sociedade acostumada a reprimir seus viventes por conta de inúmeros fatores geradores de desigualdade, e que, em pleno século XXI, ainda teima em conviver com máscaras flutuantes de segregação social, de intimidação e de terror, a literatura passa a se cobrar mais, como a exigir-se de si mesma em direção ao posto ocupado pelo outro, o leitor, baseando-se para isso num complexo argumento de alteridade, fomentadora de identidades e valores impagáveis.</p>
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<p>REFERÊNCIAS</p>
<p>BARTHES, Roland. Aula. São Paulo: Cultrix, s/d.</p>
<p>BRANDÃO, Luis Alberto. Chuva de letras. São Paulo: Scipione, 2008.</p>
<p>CANDIDO, Antonio. Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011.</p>
<p>COSSON, Rildo. Círculos de leitura e letramento literário. São Paulo: Contexto, 2014.</p>
<p>______________. Letramento literário: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014.</p>
<p>FRANTZ, Maria Helena Zancan. A literatura nas séries iniciais. Petrópolis: Vozes, 2011.</p>
<p>JOUVE, Vincent. A leitura. São Paulo: Editora UNESP, 2002.</p>
<p>_____________. Por que estudar literatura? São Paulo: Parábola, 2012.</p>
<p>LACERDA, Nilma Gonçalves. Cartas do São Francisco. São Paulo: Global, 2003.</p>
<p>LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. 6. ed. São Paulo: Ática, 2002.</p>
<p>POUND, Ezra. ABC da Literatura. São Paulo. Cultrix, 2006.</p>
<p>WALTY, Ivete Lara Camargos. O que é ficção. São Paulo: Brasiliense, 1986.</p>

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<div><strong>Germano Viana Xavier</strong> é mestre em Letras e jornalista profissional (DRT BA 3647). Desenvolve estudos e pesquisas sobre Literatura e Direitos Humanos – Comunicação e Cultura – Literatura e Letramentos – Língua Portuguesa – Linguística – Cinema – Educação e Educomunicação. Idealizador/Coordenador Geral do Jornal de Literatura e Arte O EQUADOR DAS COISAS (ISSN 2357 8025), periódico fundado em março de 2012 e que circula no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Irlanda. Escreve desde 2007 o blog <a href="http://oequadordascoisas.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O EQUADOR DAS COISAS</a>, cujo arquivo conta hoje com aproximadamente 2.000 textos de sua autoria. Em 2016, seu livro de contos SOMBRAS ADENTRO foi finalista do IV Prêmio Pernambuco de Literatura. Possui publicações em livros, jornais e revistas literárias diversas. Baiano desterrado, natural da Chapada Diamantina, tem 35 anos e atualmente habita o agreste meridional pernambucano. Canal no YouTube: <a href="https://www.youtube.com/oequadordascoisas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.youtube.com/oequadordascoisas</a></div>
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<p style="text-align: justify;"><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</em></p>
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