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	<title>Arquivo para FMI - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>A difícil arte de viver</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-dificil-arte-de-viver/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 16:07:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[acordos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Esses dias recebi, logo cedo, uma mensagem do amigo Luiz Fernando Linhares, colega dos bancos da faculdade de Agronomia, coisa de quase cinquenta anos. Luiz Fernando perguntava como iam as coisas: “Como está a vida nesses dias de mar revolto da política?” Enquanto tomo café da &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-dificil-arte-de-viver%2F&amp;linkname=A%20dif%C3%ADcil%20arte%20de%20viver" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-dificil-arte-de-viver%2F&amp;linkname=A%20dif%C3%ADcil%20arte%20de%20viver" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-dificil-arte-de-viver%2F&amp;linkname=A%20dif%C3%ADcil%20arte%20de%20viver" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-dificil-arte-de-viver%2F&amp;linkname=A%20dif%C3%ADcil%20arte%20de%20viver" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-dificil-arte-de-viver%2F&#038;title=A%20dif%C3%ADcil%20arte%20de%20viver" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-dificil-arte-de-viver/" data-a2a-title="A difícil arte de viver"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>sses dias recebi, logo cedo, uma mensagem do amigo Luiz Fernando Linhares, colega dos bancos da faculdade de Agronomia, coisa de quase cinquenta anos. Luiz Fernando perguntava como iam as coisas: “Como está a vida nesses dias de mar revolto da política?”</p>
<p>Enquanto tomo café da manhã, a tela da TV cospe as notícias do dia: guerras pelo mundo, corrupção de novos políticos e gestores, violência urbana, feminicídios em diferentes cidades desse imenso Brasil. Ministros do Supremo, em suprema desfaçatez, se lambuzando por vaidades e desatinos.</p>
<p>Viver não é para os fracos. “O que a vida quer da gente é coragem”, cito João Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”. Cresci ouvindo minha mãe, Maria da Conceição, dizer, todas as vezes que alguém lhe contava algo inusitado: “Cada dia com sua agonia”. Haja agonia a cada dia. Se viva fosse, minha mãe veria que a agonia agonizou ainda mais.</p>
<p>Dentre as diferentes crises que vivemos e vivenciamos, uma em particular explica a que pontos chegamos. Não temos mais estadistas no mundo. São todos mequetrefes, homens e mulheres despreparados que nos dirigem. Que se apequenam diante das adversidades que o momento exige. Não têm olhar de futuro.</p>
<p>Não fazem Política, com P maiúsculo, mas politicagem rasteira, para se manterem no poder. Custe o que custar. O último estadista que o mundo teve foi uma mulher, a ex-chanceler alemã (2005-2021), Angela Dorotheia Merkel.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Como exemplo, cito: quando a Segunda Grande Guerra acabou na Europa, em 1945, com o mundo destroçado, precisando ser reconstruído, foi criado o Plano Marshall americano (1947-1951), que forneceu bilhões para reconstruir a infraestrutura dos países afetados. Os Acordos de Bretton Woods (1944) definiram o sistema financeiro internacional do pós-guerra, com a criação do FMI e do Banco Mundial. A Carta das Nações Unidas (1945) estabeleceu a ONU, com o objetivo de promover a paz internacional e evitar novos conflitos globais. Em tese, o acordo de Bretton Woods tinha como principais objetivos promover a cooperação econômica, facilitar o comércio internacional, padronizar as políticas cambiais e construir um sistema financeiro multilateral entre os países. À frente havia homens: Harry Truman, 33° presidente americano, e George Catlett Marshall, secretário de Estado dos EUA.</p>

			</div></div>
<p>Os mesmos EUA que ajudaram a reerguer o mundo após a Segunda Grande Guerra Mundial estão a destroçá-lo, tendo à frente um doidivana alaranjado, mercurial e irascível.  Estamos à deriva em mar revolto sem boia salva-vida. Tudo está fora da ordem mundial.</p>
<p>Com sua metralhadora giratória, o iracundo Donald Trump, que não aceita críticas, sobrou até para o Papa Leão XIV, que ainda não mostrou a que veio. Em uma entrevista a bordo do Air Force One, chamou o pontífice de “fraco” e “muito liberal”. E, para completar a sandice, Donald Trump publicou em suas redes sociais uma figura produzida por IA simulando ser Jesus Cristo. Desrespeito e heresia. Mas exigir respeito de Trump é querer demais.</p>
<p>O comportamento errático e as declarações extremas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas últimas semanas reacenderam o debate sobre sua saúde mental — uma discussão que o acompanha desde que entrou na cena política nacional, há uma década. Falas desconexas, difíceis de acompanhar e, por vezes, carregadas de termos ofensivos culminaram na ameaça de que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, ao se referir ao Irã na semana passada, e em um ataque contundente ao Papa Leão XIV no domingo, a quem chamou de “fraco no combate ao crime e péssimo em política externa”. As declarações deixaram muitos com a impressão de um líder desequilibrado. As sandices de Trump seriam engraçadas se atingissem apenas seus leitores e adoradores, mas não. São perversas e destruidoras.</p>
<p>Definitivamente, estamos vivendo e vivenciando tempos esdrúxulos.</p>
<p>Senhor Deus, tenha piedade de nós.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Boom das Commodities não explica o crescimento da economia brasileira (II)</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-boom-das-commodities-nao-explica-o-crescimento-da-economia-brasileira-ii/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Emerson Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2021 11:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia Herética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na segunda edição do ano da Economia Herética foi abordado o fato de que aquilo que se chama de Boom das Commodities, que seria o aumento repentino e inesperado do volume de transações de produtos primários destinados à exportação, não pode ser considerado como determinante do crescimento econômico nacional visto no início do século XXI. &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">Na <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.sosergipe.com.br/o-boom-das-commodities-nao-explica-o-crescimento-da-economia-brasileira/">segunda edição</a> </span>do ano da Economia Herética foi abordado o fato de que aquilo que se chama de <em>Boom das Commodities</em>, que seria o aumento repentino e inesperado do volume de transações de produtos primários destinados à exportação, não pode ser considerado como determinante do crescimento econômico nacional visto no início do século XXI.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, porque o volume desses negócios é muito pequeno em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e, segundo, mas não menos importante, é que, se isso fosse verdade, a economia deveria estar novamente crescendo porque os preços atuais são próximos às médias identificadas entre 2003 e 2015.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, o grosso da análise ali promovida foi feita com base em preços correntes. Então, o que ocorre se a interpretação dessa realidade for feita por meio de preços atualizados?</p>
<p style="text-align: justify;">A fim de dar resposta a essa questão, a Coluna pesquisou junto ao <a href="https://www.imf.org/en/Research/commodity-prices">Fundo Monetário Internacional (FMI)</a> a evolução dos preços das <em>commodities</em>, bem como a dos seus respectivos índices de preços, e ao <a href="https://oec.world/en">Observatório da Complexidade Econômica</a> (OCE), os dados relativos às exportações brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a participação desses bens na pauta de exportações brasileiras, o período coberto vai do ano 2000 até o de 2019, sendo esse último ano uma projeção estimada do volume total, com base em fontes diversas.</p>
<p style="text-align: justify;">Analogamente, para os preços, o horizonte de investigação se dá de janeiro/1992, quando do início da série histórica, até o mês de novembro/2020, que é o resumo mais recente divulgado pelo FMI.</p>
<p style="text-align: justify;">Dado serem esses os de maior participação relativa, todo o exame focou nos níveis de relevância para a pauta de exportações de quatro itens em específico: açúcar bruto, minério de ferro, petróleo cru e soja em grãos.</p>
<p style="text-align: justify;">De modo resumido, pode-se dizer que, somente após 2010 essa quadrupla passou a ter um maior peso para a exportações brasileiras e seus preços atuais estão, em média, acima daquele percebido na maior parte do tempo analisado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O PESO DAS COMMODITIES NOS VOLUMES DE EXPORTAÇÕES</strong></p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com informações do OCE, entre os anos de 2000 e 2018, as exportações de açúcar bruto, minério de ferro, petróleo cru e soja em grãos totalizaram US$ 930.9 bilhões.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, em quase duas décadas, nesses quatro itens, o Brasil exportou o equivalente a pouco mais do que a soma do PIB do Sudeste e do Nordeste apenas no ano de 2018.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os anos de 2000 e 2019, em média, o referido quarteto ocupou uma margem de 26,4% das exportações brasileiras, porém, eles apenas superaram a marca de 1/3 das exportações somente no ano de 2010, quando perfizeram 34,9% desse montante.</p>
<p style="text-align: justify;">Dividindo esse período em duas fases é visto que, de 2000 a 2009, esses itens respondem por 19,3% das exportações anuais, em média. Enquanto isso, entre 2010 e 2019, essa participação média sobe para 34,5% ao ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Sob a perspectiva dos mandatos presidenciais é visto que, nos últimos anos do Presidente Cardoso, essa participação foi de 14,6% anuais. No primeiro mandato do Presidente Lula, foi de 18,3%. Já no segundo, foi de 27,6%.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao passo que, nos anos da presidenta Dilma, essa média ficou em 33,3%. Cabendo ao consulado Temer uma participação anual de 32,6% e ao primeiro do mandato do Sr. Bolsonaro um volume de 35,5%, conforme já visto.</p>
<p style="text-align: justify;">Basicamente, esses bens somente alcançaram seus maiores graus de relevância para as exportações brasileiras quando a economia nacional começou a dar sinais de estagnação (2011/2016) e não quando o seu crescimento começa a acelerar (2003/2010).</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/tabela-acucar-aco.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36113 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/tabela-acucar-aco-300x176.jpg" alt="" width="636" height="373" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/tabela-acucar-aco-300x176.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/tabela-acucar-aco.jpg 380w" sizes="auto, (max-width: 636px) 100vw, 636px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Mas, no atual momento, não é apenas a participação desses quatro que está acima do historicamente percebidos, os seus preços também encontram levemente superiores àqueles vistos entre os estertores do século XX e o primeiro decênio do século XXI.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>OS PREÇOS ATUALIZADOS DAS COMMODITIES </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com base em indicadores disponibilizados pelo FMI – janeiro/1992 a novembro/2020 – foi possível atualizar todos os preços de comercialização do açúcar, do minério de ferro, do petróleo e do grão de soja nos mercados internacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">O açúcar bruto e a soja em grão foram atualizados pelo Agricultural Raw Materials Index; o petróleo cru foi corrigido pelo Crude Oil (Petroleum) Price Index e o minério de ferro pelo Base Metals Price Index.</p>
<p style="text-align: justify;">De posse dessas informações, calculou-se os preços mensais médios praticados para todos os mandatos presidenciais do período.</p>
<p style="text-align: justify;">Iniciando a análise pelo minério de ferro, viu-se que, de janeiro/1992 a novembro/2020, o seu preço no mercado internacional sofreu uma valorização real de 156%. Nesse último mês, ele foi cotado a US$ 123.52 por tonelada métrica.</p>
<p style="text-align: justify;">Em todo esse período, o seu preço médio foi de US$ 71.13 por tonelada.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesses anos, a preços atualizados, o seu maior valor médio de negociação é visto justamente no mandato Bolsonaro (US$ 114.64).</p>
<p style="text-align: justify;">Em seguida surgem os cinco anos do governo Dilma (US$ 111.14) e, completando o pódio, o consulado Temer (US$ 90.07).</p>
<p style="text-align: justify;">Restringindo-se apenas aos anos de 2000 a 2019, o minério de ferro se colocou como item de maior peso dentre as principais <em>export commodities </em>brasileiras nesse período, ocupando, em média, 9,1% do total da pauta.</p>
<p style="text-align: justify;">Por esse período, o seu volume de negociação gerou uma receita média de US$ 18.1 bilhões anuais, o que equivale à economia de um estado como o Amazonas ou como o Maranhão, no ano de 2018.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/minerio-de-ferro-tab.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-36114" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/minerio-de-ferro-tab-300x194.jpg" alt="" width="379" height="245" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/minerio-de-ferro-tab-300x194.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/minerio-de-ferro-tab.jpg 498w" sizes="auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na sequência, vem a soja em grão que, em média, abarcou 7,32% das exportações brasileiras entre os anos de 2000 e 2019, resultando numa arrecadação anual de US$ 14.5 bilhões, em média.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, um quantitativo pouco superior à soma dos PIB´s de Sergipe e do Tocantins, no ano de 2018.</p>
<p style="text-align: justify;">Outrossim, de janeiro/1992 a novembro/2020 a tonelada do grão de soja observou um aumento real de 27% em seu preço de negociação.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse ínterim, a sua cotação média orbitou a marca de US$ 333.87 por <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.metric-conversions.org/pt/peso/toneladas-metricas-em-quilogramas.htm#:~:text=Unidade%20de%20peso%20igual%20a,ou%20a%202.204%2C6%20libras.">tonelada métrica</a></span>, sendo que, em novembro/2020, ela era precificada a US$ 419.59 por tonelada.</p>
<p style="text-align: justify;">Em valores corrigidos, os seus maiores preços médios de transação estão localizados no governo da presidenta Dilma (US$ 401.89), no segundo termo Lula (US$ 373.78) e no interregno Temer (US$ 362.10).</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/soja-em-grao-tab.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-36115" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/soja-em-grao-tab-300x182.jpg" alt="" width="379" height="230" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/soja-em-grao-tab-300x182.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/soja-em-grao-tab.jpg 509w" sizes="auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O terceiro colocado nessa lista é o petróleo cru que, entre 2000 e 2019, cobriu uma média de 5,8% das exportações brasileiras por ano. Isso redunda num volume de captação anual de US$ 12.3 bilhões, o equivalente ao PIB do Rio Grande do Norte, no ano de 2018.</p>
<p style="text-align: justify;">Comparando-se as cotações atualizadas de janeiro/1992 a novembro/2020 é visto que o barril de óleo cru praticamente não sofreu valorização real alguma, sendo transacionado a US$ 42.44 nesse último mês.</p>
<p style="text-align: justify;">Os três maiores preços alcançados pelo barril foram observados no segundo mandato Lula (US$ 46.13), no quinquênio Dilma (US$ 44.86) e no primeiro governo Lula (US$ 43.57).</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/petroleo-cru-tab.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-36116" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/petroleo-cru-tab-300x185.jpg" alt="" width="379" height="233" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/petroleo-cru-tab-300x185.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/petroleo-cru-tab.jpg 489w" sizes="auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, entre 2000 a 2019, o açúcar bruto vem respondendo por 4,13% das exportações brasileiras, faturando, em média, US$ 7.7 bilhões anuais, algo próximo ao produto de um estado como Rondônia.</p>
<p style="text-align: justify;">De janeiro/1992 a novembro/2020, o açúcar bruto foi alvo de um aumento real da ordem de 11,9%, chegando a ser cotado a US$ 14.93 <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://sciencing.com/calculate-cost-per-pound-7595889.html"><em>cents per pound</em></a></span> ao fim desse período. Em valores corrigidos, em todos esses anos, o seu preço médio de transação ficou em US$ 13.82 <em>cents per pound</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">As mais altas médias de cotação desse <em>tradeble</em> foram nos cinco anos de mandato da presidenta Dilma (US$ 16.19), no consulado do Sr. Temer (US$ 15.75) e na 2ª presidência Lula (US$ 14.80).</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/acucar-bruto-tab.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-36117" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/acucar-bruto-tab-300x185.jpg" alt="" width="379" height="234" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/acucar-bruto-tab-300x185.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/acucar-bruto-tab.jpg 497w" sizes="auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>BOOM DAS COMMODITIES: UM CONCEITO DIFÍCIL</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os números até aqui apresentados, longe de exaurirem o debate, mostram que o conceito de B<em>oom das Commodities</em> ´r uma construção de difícil sustentação.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, porque os volumes transacionados são muito pequenos em relação à economia brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo, porque não houve um retorno a uma situação de volume inferior semelhante àquela que existia anterior à eclosão do fenômeno. Os preços posteriores a 2016 são relativamente superiores ao que antes se observava e os volumes de participação também o são.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, mas não menos importante, porque os preços corrigidos parecem orbitar uma dada cotação média constante, sugerindo que essa possa ser uma<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="http://www.portalaction.com.br/series-temporais/11-estacionariedade">série temporal estacionária</a>,</span> o que acaba de vez com a ideia de um choque episódico de preços.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo, tais resultados indicam que é implausível a hipótese de que esse tal <em>boom </em>tenha sido o responsável pelo crescimento da economia brasileira experimentado entre 2003 e 2013 – e mesmo que tenha sido um determinante – haja vista a sua dimensão e a manutenção de suas condições gerais também no pós-2016.</p>
<p><strong>(*) Emerson Sousa</strong> é Mestre em Economia e Doutor em Administração</p>
<p><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe</em></p>
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		<title>O “boom das commodities” não explica o crescimento da economia brasileira</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-boom-das-commodities-nao-explica-o-crescimento-da-economia-brasileira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Emerson Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2021 13:40:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia Herética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há um discurso recorrente de que o sucesso e o fracasso dos governos petistas (2003/2015) são decorrências diretas das variações dos volumes de exportações brasileiras de produtos primários, fenômeno batizado de “Boom das commodities”. A ideia que sustenta esse argumento é a de que essas administrações apenas puderam manter os gastos e os investimentos então &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">Há um discurso recorrente de que o sucesso e o fracasso dos governos petistas (2003/2015) são decorrências diretas das variações dos volumes de exportações brasileiras de produtos primários, fenômeno batizado de “B<em>oom das commodities</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">A ideia que sustenta esse argumento é a de que essas administrações apenas puderam manter os gastos e os investimentos então promovidos – e, consequentemente, sedimentar uma série de avanços sociais –  porque esse excedente comercial lhes deu condição para tanto.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, não há base factual que ampare essa proposição.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso porque os níveis das exportações brasileiras da era petista, quando dimensionados em dólares estadunidenses, são similares aos atualmente existentes. Em verdade, para ser mais preciso, são até inferiores.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre 2003 e 2015, o Brasil exportou uma média de US$ 174.9 bilhões ao ano, cobrindo algo em torno de 10,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em dólar ianque.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto isso, desde 2016, quando foi dado o Golpe Parlamentar, até o ano de 2019, o país vendera uma média de US$ 213.8 bilhões anuais, perfazendo também uma média de 11,2% do PIB.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembrando que dados ainda não consolidados do Ministério da Economia já apontam para um total de exportações superior à marca de US$ 190 bilhões em 2020, apesar da crise sanitária causada pelo Sars CoV-2.</p>
<p style="text-align: justify;">Se esse número se confirmar, em apenas dois anos, o mandato do Sr. Bolsonaro vai se aproximar do total de exportações realizadas nos quatro primeiros anos de governo do presidente Lula (2003/2006), também superando o montante dos dois últimos anos da presidenta Dilma (2014/2015).</p>
<p style="text-align: justify;">Por sinal, a marca do interregno petista foi a paulatina redução da importância das exportações na composição do PIB brasileiro. Se do ano 2000 até 2004, essa proporção saiu de 8,3% e saltou para 14,4%, de 2005 a 2014, foi de 13,2% para 9% do produto interno. Voltando a crescer de modo consistente somente após o Golpe de 2016.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>PARTICIPAÇÃO RELATIVA DAS EXPORTAÇÕES NO PIB BRASILEIRO</strong></p>
<figure id="attachment_35876" aria-describedby="caption-attachment-35876" style="width: 1040px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ImagemTextoEmerson.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35876 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ImagemTextoEmerson.png" alt="" width="1040" height="520" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ImagemTextoEmerson.png 1040w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ImagemTextoEmerson-300x150.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ImagemTextoEmerson-1024x512.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ImagemTextoEmerson-768x384.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/ImagemTextoEmerson-660x330.png 660w" sizes="auto, (max-width: 1040px) 100vw, 1040px" /></a><figcaption id="caption-attachment-35876" class="wp-caption-text">Fonte: Elaboração da autoria a partir de dados do Ministério da Fazenda e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">O saldo comercial, diferença entre exportações e importações de mercadorias, nos quinze anos de governo petista cobriu uma média de 2% do produto apenas (algo como a economia do Espírito Santo) e foi decaindo de 4,2%, em 2003, para 0,61%, em 2012, passando a ficar negativo daí em diante.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, como algo que perde progressiva relevância na constituição do produto pode ser a causa principal do desempenho econômico? Não faz sentido!</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, os preços praticados nos dias atuais não são muito diferentes dos enfrentados pelos dois mandatários do Partido dos Trabalhadores (PT), principalmente no que se refere aos tempos do presidente Lula.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seus dois períodos de governo, conforme dados do Fundo Monetário Nacional (FMI), a tonelada do grão de soja foi negociada a uma média de US$ 310.52 e a do ferro a US$ 52.08 a tonelada, ao passo em que o barril do petróleo cru era cotado em US$ 61.65.</p>
<p style="text-align: justify;">Já nesses dois anos do Sr. Bolsonaro, esses itens têm sido negociados a um preço médio de US$ 333.87, US$ 98.58 e US$ 51.45, respectivamente, ainda conforme o FMI.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>PARTICIPAÇÃO RELATIVA DO SALDO DA BALANÇA COMERCIAL NO PIB BRASIL</strong></p>
<figure id="attachment_35878" aria-describedby="caption-attachment-35878" style="width: 1016px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem2TextoEmerson.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35878 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem2TextoEmerson.png" alt="" width="1016" height="671" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem2TextoEmerson.png 1016w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem2TextoEmerson-300x198.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem2TextoEmerson-768x507.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Imagem2TextoEmerson-310x205.png 310w" sizes="auto, (max-width: 1016px) 100vw, 1016px" /></a><figcaption id="caption-attachment-35878" class="wp-caption-text">Fonte: Elaboração da autoria a partir de dados do Ministério da Fazenda e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a comparação se dá por meio de preços corrigidos por índices específicos do comércio internacional vê-se que as principais commodities negociadas pelo Brasil (café, minério de ferro, petróleo cru e grãos de soja) estão mais valorizadas do que nos anos Lula e similares ao interregno Dilma.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sinal, quando da elaboração de uma cesta hipotética, formada por esses quatro itens de exportação, e se promove uma comparação entre o mandato Bolsonaro e os dois governos petistas, se percebe que a média dos preços mensais de toda a atual administração é superior aos preços praticados em 83 dos 160 meses de vigência da gestão do Partido dos Trabalhadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, tais números reforçam a percepção de que não está na exportação de commodities a explicação para a performance da economia brasileira no decorrer dos governos petistas. Não que elas não tenham contribuído, mas que apenas não foram determinantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Se os preços dos bens primários vendidos pelo Brasil no mercado internacional tivessem sido, mesmo, a verdadeira razão pelo aumento da renda, geração de emprego e diminuição das desigualdades visto entre 2003 e 2013, era para esse evento estar novamente ocorrendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Coisa que não está!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(*) Emerson Sousa</strong> é Mestre em Economia e Doutor em Administração</p>
<p style="text-align: justify;"><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe</em></p>
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