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	<title>Arquivo para escrete - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 12 Jun 2026 12:12:34 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Memórias da Copa do Mundo de futebol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 11:53:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Embora eu tenha nascido em 1974, a primeira Copa de Mundo de que tenho lembrança é de 1982, sediada na Espanha. Naquele ano, em janeiro, meu pai havia falecido. Ele, José Almeida Monteiro, foi jogador de futebol amador. Da pouca (ao mesmo tempo, intensa) convivência que tive &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/memorias-da-copa-do-mundo-de-futebol/">Memórias da Copa do Mundo de futebol</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmemorias-da-copa-do-mundo-de-futebol%2F&amp;linkname=Mem%C3%B3rias%20da%20Copa%20do%20Mundo%20de%20futebol" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmemorias-da-copa-do-mundo-de-futebol%2F&amp;linkname=Mem%C3%B3rias%20da%20Copa%20do%20Mundo%20de%20futebol" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmemorias-da-copa-do-mundo-de-futebol%2F&amp;linkname=Mem%C3%B3rias%20da%20Copa%20do%20Mundo%20de%20futebol" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmemorias-da-copa-do-mundo-de-futebol%2F&amp;linkname=Mem%C3%B3rias%20da%20Copa%20do%20Mundo%20de%20futebol" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fmemorias-da-copa-do-mundo-de-futebol%2F&#038;title=Mem%C3%B3rias%20da%20Copa%20do%20Mundo%20de%20futebol" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/memorias-da-copa-do-mundo-de-futebol/" data-a2a-title="Memórias da Copa do Mundo de futebol"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>mbora eu tenha nascido em 1974, a primeira Copa de Mundo de que tenho lembrança é de 1982, sediada na Espanha. Naquele ano, em janeiro, meu pai havia falecido. Ele, José Almeida Monteiro, foi jogador de futebol amador. Da pouca (ao mesmo tempo, intensa) convivência que tive com ele, aprendi a amar futebol e a torcer (para não dizer, sofrer) pelo Clube de Regatas Vasco da Gama. Assim, antes mesmo de completar 8 anos de idade, eu já sabia de tudo um pouco sobre o esporte.</p>
<p>Quando chegou o dia 13 de junho de 1982, um misto de entusiasmo e de saudade tomou conta de mim. Queria viver aquele momento de abertura de uma Copa do Mundo, ao lado de meu pai. Aqueles sentimentos me acompanharam durante todo o torneio, até o fatídico dia 5 de julho, num jogo que entrou para a história, na perspectiva dos brasileiros, como a “tragédia de Sarriá”, uma referência ao estádio onde a Seleção Brasileira perdeu por 3 x 2 para a Seleção Italiana, com três gols de Paulo Rossi. Chorei copiosamente, consolado por minha mãe.</p>
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<p>Depois da seleção de 70, aquele tinha sido (e penso que ainda é) um dos melhores elencos que já tivemos até a presente data: Waldir Peres, Carlos Gallo e Paulo Sérgio (goleiros); Leandro, Oscar, Luizinho, Júnior, Edevaldo, Edinho, Juninho Fonseca e Pedrinho (defensores); Falcão, Toninho Cerezo, Sócrates, Zico, Batista e Paulo Isidoro (meio-campistas) e Éder Aleixo, Serginho Chulapa, Dirceu, Roberto Dinamite e Renato (atacantes). Destes, tive a satisfação de conhecer pessoalmente, Toninho Cerezo, no dia 5 de agosto de 2017, quando chegava para me hospedar no Hotel Bahia do Sol, em Salvador-BA. À época, ele treinava o Vitória. Muito simpático e atencioso, ele ficou surpreso de me lembrar dele ainda e, de modo particular, de sua passagem pela seleção de 1982.</p>

			</div></div>
<p>As Copas que se seguiram, para mim, não foram tão marcantes quanto esta, mas deixaram grandes e inesquecíveis recordações. Tive o privilégio de ver a Seleção Brasileira campeã do mundo em duas oportunidades. Na Copa de 1986, já rapazinho, me envolvi ainda mais, procurando ficar a par de tudo. Minha principal fonte de informação, além dos programas esportivos da Rádio Globo e do Globo Esporte TV, a <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://placar.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Revista Placar</a></span>. Até a presente data, sou fã e colecionador deste periódico, fundado no dia 20 de março de 1970. Tenho, ainda, todos os especiais lançados por ela desde aquele ano de 1986, quando a Seleção Brasileira manteve, praticamente, a mesma base de 82, mas desclassificada pela França, nos pênaltis.</p>
<p>A Copa de 90 talvez tenha sido uma das mais feias de que eu recorde, ao lado da Copa de 2006, em particular pelo baixo nível técnico. Na primeira, a Alemanha levantou a taça e na segunda, a Itália. A partir da Copa de 90, passei a colecionar os álbuns de figurinhas da <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://panini.com.br/?utm_source=google&amp;utm_medium=cpc&amp;utm_campaign=wigoo_panini_loja_google_conver_institucional&amp;utm_content=texto_responsivo-panini_geral&amp;utm_term=search_nacional_palavras-chave_midia-paga&amp;gad_source=1&amp;gad_campaignid=22020102144&amp;gbraid=0AAAAADtThAyx3xuxOqHTPE4_N-pc2q6pq&amp;gclid=CjwKCAjwuanRBhBSEiwAY5y6V97yLZWyJmr_05AyHo9ZkQNrAFWvNltkhNwPqfL7q4rVempu1Ce_xxoCZqcQAvD_BwE" target="_blank" rel="noopener">Panini</a></span>. Comandado por Sebastião Lazaroni, aquele time vinha renovado. Não tinha mais Zico, e dava início à “era Dunga”, muito criticado naquele torneio, sobretudo pela eliminação para a Argentina, nas oitavas de final.</p>
<p>Em 1994, eu estava na reta final de minha formação no Curso de Licenciatura em História pela Universidade Federal de Sergipe. No segundo semestre daquele ano, comecei a minha carreira docente no Colégio Cenecista Laudelino Freire, em Lagarto. Passava a semana em Aracaju, na casa de meu saudoso tio materno, Antônio Carlos dos Santos, que morava na rua Pedro Calazans. Dali, nos jogos da Seleção Brasileira, descia para a casa de outro tio materno, Raimundo Nonato dos Santos, para ver os jogos. Naquele ano, o Brasil vinha de um hiato de 24 anos sem conquistar um título. Situação igual à Copa deste ano de 2026.</p>
<p>A final, contra a Itália, vi em casa, no mesmo sofá onde chorei em 1982. Ironia do destino, testemunhei pela TV Globo, o Brasil sagrar-se campeão pela quarta vez na história, numa decisão por pênaltis para aquela mesma esquadra azurra, quando Baggio mandou para longe uma das cobranças. Novamente chorava, após doze anos, mas agora de alegria, gritando, com Galvão Bueno e Pelé, a pleno pulmões: “É TETRA!”.</p>
<p>Nos torneios que se seguiram, fomos do céu ao inferno e deste ao céu, outra vez. A Copa de 1998 nos deve explicações até hoje. Inadmissível o que aconteceu naquela final contra a França! Ronaldinho, o fenômeno, que já havia sido campeão em 94, garoto, vinha voando, e, curiosamente, perdeu o brilho naquela famigerada partida, em que tomamos três gols, sendo dois de Zidane. A novidade daquele torneio foram as gravações que fiz dos jogos da Seleção Brasileira, em fita VHS, as quais ainda conservo.</p>
<p>Na Copa de 2002, a Seleção Brasileira se sagrou campeã pela quinta vez, com um time formidável, liderado por Rivaldo, Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho. Coincidência ou não, foi a última vez que me entusiasmei, pra valer, pelo torneio e pela Canarinho. Nas Copas que se seguiram (2006, 2010, 2014, 2018, 2022), até acompanhei, comprei álbum de figurinhas e os especiais da Placar, mas a geração Neymar deixava sempre a desejar (e ainda deixa). O 7 x1 que levamos da Alemanha, em pleno Mineirão, em 2014, foi doloroso demais. Ver meu filho chorando, sem entender nada do que estava acontecendo, com a mesma idade que eu tinha em 1982, foi traumático demais.</p>
<p>Nesse ínterim, ainda tive que presenciar a extrema direita sequestrar a camisa da Seleção Brasileira e ver o futebol virar um grande negócio, sobretudo para casas de aposta, que têm acabado com a juventude. De tal sorte que chego à minha décima segunda Copa com um sentimento estranho. Não sei se consequência da maturidade ou dessas últimas decepções. Mas, estou na expectativa de ver mais um torneio mundial, sem aquele entusiasmo de antes. Torcendo, é bem verdade, não vou negar, mas totalmente descrente.</p>
<p>Se isto serve de consolo para quem ainda não viu a Seleção Brasileira campeã do mundo, em 1994, o clima era o mesmo. De desconfiança, pessimismo e tendo seleções como Alemanha, Argentina, Itália e Holanda como francas favoritas. O torneio voltou aos Estados Unidos, que mal começou, está dando maus exemplos de civilidade sob a inércia e inoperância da <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.fifa.com/pt">FIFA</a></span>. Enfim, tudo conspirava contra nós e segue conspirando. Quem sabe, outra vez? Que venha o hexa, então!</p>
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		<title>Brasil 70 – A saga do Tri</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/brasil-70-a-saga-do-tri/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:46:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; A pouco menos de uma semana de mais uma Copa do Mundo de Futebol (no meu caso, a décima segunda de que tenho lembrança),  entramos naquele clima de expectativa, quando o país se reveste de verde e amarelo, na torcida por mais um título, no que seria &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">A</span> pouco menos de uma semana de mais uma Copa do Mundo de Futebol (no meu caso, a décima segunda de que tenho lembrança),  entramos naquele clima de expectativa, quando o país se reveste de verde e amarelo, na torcida por mais um título, no que seria o hexa, ansiosamente esperado por vinte e quatro anos. O que equivale ao mesmo tempo de jejum entre a Copa de 1970 e a Copa de 1994.</p>
<p>E por falar na Seleção Brasileira de 1970, a Netflix lançou na última semana uma das maiores e melhores minisséries sobre futebol até a presente data. Trata-se de <strong><b>Brasil 70 &#8211; A Saga do Tri</b></strong>, com direção de Paulo Morelli, Pedro Morelli e Quico Meirelles, e criação de Naná Xavier e Rafael Dornella. Com uma temporada de cinco episódios, o filme ambienta e narra a conquista do tricampeonato da Seleção Brasileira de Futebol, na Copa do México.</p>
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<p>A Seleção Brasileira de 1970 é conhecida como a melhor seleção de todos os tempos, desde a primeira Copa do Mundo, no Uruguai, em 1930. Um escrete (jargão esportivo sinônimo de seleção) assim composto pelos seguintes titulares: goleiro (Félix); defensores (Carlos Alberto Torres – capitão &#8211; Brito, Piazza e Everaldo); meio-campistas  (Clodoaldo – sergipano – e Gérson; atacantes (Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivellino). Sem falar no extraordinário banco de reservas, a saber: goleiros (Leão e Ado); defensores (Baldocchi, Fontana, Joel Camargo e Marco Antônio); meio-campista (Paulo César Caju); atacantes (Edu, Roberto e Dadá Maravilha).</p>

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<p>No formidável elenco da minissérie, destaque para Rodrigo Santoro (no papel de João Saldanha), Bruno Mazzeo (Zagalo) e Marcelo Adnet (Eusébio, fictício narrador esportivo). E entre os jovens talentos, Lucas Agrícola (Pelé) e Gui Ferraz (Jairzinho). Isso para citar apenas alguns, pois, em linhas gerais todo o elenco foi preciso e genial em suas interpretações, o que torna o filme ainda mais interessante. Rico em diálogos, figurino, fotografia e fidelidade histórica.</p>
<p>Nesse último particular, <strong><b>Brasil 70 &#8211; A Saga do Tri</b></strong> dá uma aula de história e de cidadania, mostrando em detalhes o contexto da famigerada ditadura militar do Brasil. Assim como a figura histórica de João Saldanha, o João Sem Medo, o filme retrata o ambiente de tensão política que tomou conta dos preparativos para aquela Copa do Mundo, às voltas com o presidente Médici interferindo diretamente nos destinos daquela seleção, causando enormes e constrangedores embaraços, como a demissão de João Saldanha pouco tempo antes da estreia da seleção na Copa de 70.</p>
<p>Além disso, a minissérie leva o espectador a revisitar e a pensar sobre as posturas de Pelé e do cantor Simonal (convidado para acompanhar a seleção) durante a ditadura militar, muito criticados à época e até mesmo no nosso tempo. Sobre isso, destaco a seguir uma fala de Wilson Simonal para Pelé: “<em><i>Você sabe que, de um lado e do outro, a gente continua mais escuro do que a noite. E quem não tem suingue acorda com a boca cheia de formiga</i></em>”.</p>
<p><strong><b>Brasil 70 &#8211; A Saga do Tri </b></strong>explora, ainda, a questão da memória afetiva. Nesse particular, a meninada colecionando o famoso álbum de figurinhas da Panini da Copa do Mundo, cuja primeira edição foi lançada naquele mundial.  Um fato interessante e muito atual, diz respeito à ausência da figurinha do goleiro Félix. Às vésperas da semifinal com o Uruguai, foi questionado, com fama de frangueiro. Tendo sido, na reta final, um dos melhores goleiros da competição.</p>
<p>A única falha que encontro na minissérie é a omissão de alguns gols da campanha, a exemplo dos jogos contra a Romênia e contra o Peru. Com uma reconstituição de época formidável, graças aos mais modernos recursos tecnológicos dos últimos anos, teria sido muito interessante ter visto todos os dezenove gols, destes, sete de autoria de Jairzinho (o único jogador, até hoje, a marcar em todas as fases e jogos de uma Copa do Mundo).</p>
<p>Dá gosto de ver a minissérie <strong><b>Brasil 70 &#8211; A Saga do Tri. </b></strong>Confesso que ela me animou para esta Copa, pois até então vinha muito ressabiado com a Seleção Brasileira, sobretudo por dois motivos: a ausência de grandes nomes, daqueles capazes de fazer diferença num mundial; mas, principalmente, por conta do sequestro de nossa amarelinha pela extrema direita. Fato é que a minissérie reacendeu em mim aquela identificação natural, aquele sentimento de pertença de que tive a primeira experiência em outra inesquecível Seleção Brasileira, a do ano de 1982.</p>
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