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	<title>Arquivo para correria - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 25 Jul 2026 16:42:42 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Quando o silêncio equilibra o cotidiano</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/quando-o-silencio-equilibra-o-cotidiano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 16:31:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[aconchego]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Em um mundo cada vez mais barulhento, escolho o silêncio. O silêncio, às vezes, é mal compreendido ou mal interpretado. Muitos o tratam como ausência, quando, na verdade, é presença. Não é o vazio que assusta, mas aquilo que emerge quando todas as distrações se calam. &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fquando-o-silencio-equilibra-o-cotidiano%2F&amp;linkname=Quando%20o%20sil%C3%AAncio%20equilibra%20o%20cotidiano" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fquando-o-silencio-equilibra-o-cotidiano%2F&amp;linkname=Quando%20o%20sil%C3%AAncio%20equilibra%20o%20cotidiano" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fquando-o-silencio-equilibra-o-cotidiano%2F&amp;linkname=Quando%20o%20sil%C3%AAncio%20equilibra%20o%20cotidiano" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fquando-o-silencio-equilibra-o-cotidiano%2F&amp;linkname=Quando%20o%20sil%C3%AAncio%20equilibra%20o%20cotidiano" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fquando-o-silencio-equilibra-o-cotidiano%2F&#038;title=Quando%20o%20sil%C3%AAncio%20equilibra%20o%20cotidiano" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/quando-o-silencio-equilibra-o-cotidiano/" data-a2a-title="Quando o silêncio equilibra o cotidiano"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>m um mundo cada vez mais barulhento, escolho o silêncio. O silêncio, às vezes, é mal compreendido ou mal interpretado. Muitos o tratam como ausência, quando, na verdade, é presença. Não é o vazio que assusta, mas aquilo que emerge quando todas as distrações se calam. O silêncio diz muito.</p>
<p>No outono da vida, vez por outra, me pego sorumbático. Avesso à multidão do meu entorno. Gosto de gente, mas não preciso estar sempre cercado por elas. Quando não estou a caminhar pelo mundo, é no santuário de casa que me refugio, em busca de paz. Cada vez menos preciso estar em lugares ruidosos. Durante a Copa do Mundo de Futebol, em um jogo em que a seleção canarinho entrou em campo, atendendo a um convite de amigos diletos, fui assistir à partida na casa deles. Eufóricos e ufanistas, com todos os adereços verdes e amarelos espalhados pela ampla casa, barulho por todo lado, me acabrunhei.</p>
<p>Basta haver Copa do Mundo de Futebol para que todo pacato cidadão, que não entende nada de futebol, vire autoridade no assunto. Lá havia inúmeros técnicos de futebol a gritar. Enquanto isso, a TV mostrava Carlo Ancelotti, bem pago para isso ( R$ 6 milhões mensais), que mascava seu chiclete na beira do gramado. Alheio ao barulho do campo.</p>
<p>Após alguns decibéis, não demorei a pegar o caminho de casa.</p>
<figure id="attachment_100167" aria-describedby="caption-attachment-100167" style="width: 288px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Tadeu-escritor-.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-100167 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Tadeu-escritor--201x300.jpg" alt="" width="288" height="430" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Tadeu-escritor--201x300.jpg 201w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Tadeu-escritor--686x1024.jpg 686w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Tadeu-escritor--768x1146.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Tadeu-escritor-.jpg 858w" sizes="(max-width: 288px) 100vw, 288px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100167" class="wp-caption-text">Luiz Thadeu e sua arte de encantar pela escrita</figcaption></figure>
<p>Há quem preencha cada instante com sons, telas, conversas e opiniões porque teme o encontro com a única pessoa de quem nunca consegue fugir: si mesmo. O ruído oferece entretenimento; o silêncio oferece revelação. Um distrai, o outro transforma.</p>
<p>Nada é mais sagrado que o silêncio que me cerca em minha casa. Desde garoto, gosto de ficar só; penso que sou boa companhia para mim.</p>
<p>Os antigos sabiam que a sabedoria não gritava&#8230; Por isso buscavam montanhas, florestas, desertos e cavernas. Não para escapar do mundo, mas para ouvir aquilo que o mundo moderno tornou quase impossível de perceber. Sou citadino; o aconchego de casa já me basta.</p>
<p>O silêncio equilibra o cotidiano, em um tempo cada vez mais apressado. Pergunto: por quê? Para quê tanta correria, se o futuro é o encontro com a libitina?</p>
<p>Apressamos a vida; não se tem mais prazer no agora. Tudo corrido. Tudo imediato. Tudo sem sentimento. Não é à toa que estamos vivendo e vivenciando uma epidemia de demências.</p>
<p>Quem vive cercado de ruído acaba acreditando que a verdade sempre vem de fora. Mas a vida muda quando percebemos que as respostas mais importantes jamais fizeram barulho. Elas sempre estiveram esperando no silêncio.</p>
<p>Abrace o silêncio por tempo suficiente para reconhecer a voz que nunca deixou de habitar dentro de você. Porque, quando aprendemos a escutá-la, deixamos de caminhar segundo o eco do mundo e passamos a seguir a única orientação capaz de nos conduzir de volta àquilo que realmente somos.</p>
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<p>“Pedi tão pouco da vida: um pouco de paz, algum silêncio e alguém que entendesse meu cansaço sem que eu precisasse explicar. Ainda assim, até isso pareceu demais para o mundo”, cito Fernando Pessoa, meu poeta favorito.</p>

			</div></div>
<p>Enquanto escrevo, o silêncio é quebrado pelos passarinhos que vêm beber água no bebedouro da janela e, felizes, fazem uma algazarra ruidosa. Eles fazem parte do meu santuário.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>As lágrimas de Eufrosina</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/as-lagrimas-de-eufrosina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tacio Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Aug 2024 11:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Tácio Brito (*) &#160; Nas minhas últimas semanas, minha vida tem orbitado um universo de trabalho e correria. São muitas as cobranças, as responsabilidades que tenho carregado em meus ombros. Em outras épocas, certamente eu estaria uma pilha de nervos e estaria acusando as estrelas, céus e mares por criarem algum estratagema para &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Tácio Brito (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>as minhas últimas semanas, minha vida tem orbitado um universo de trabalho e correria. São muitas as cobranças, as responsabilidades que tenho carregado em meus ombros. Em outras épocas, certamente eu estaria uma pilha de nervos e estaria acusando as estrelas, céus e mares por criarem algum estratagema para me fazer sofrer, me condicionar a uma existência sem sentido. Mas no meu hoje, diante da perspectiva que tenho adotado e da sorte que tive ao ter alcançado meandros novos para velejar na vida, tenho encontrado prazer no que faço, alegria e, também, pessoas com quem gosto de estar.</p>
<p>A perspectiva que adotei nos últimos tempos — a de buscar sabedoria ao invés de títulos e posições, de buscar prazer no momento em que vivo o tiquetaquear do relógio, ao invés de viver em função dos ganhos ou das promessas de doces auroras — revelou-se numa completa mudança de compreensão do valor da vida e da existência, de suas dores, seus horrores, amores e sorrisos.</p>
<p>Vivemos nossas vidas buscando o direito de ser feliz, o direito de poder viver. Quantas vezes nos deparamos com esta frase “agora vou viver minha vida” ditas por pessoas com idades bem avançadas? Essas pessoas movidas pela noção que reina em nossa sociedade de que a felicidade é um <em>archievement* </em>social só alcançável por um grupo seleto de pessoas quase intocáveis, protegidas por suas muralhas de carros, casas, roupas caras e apetrechos, ou ainda por aqueles que dão à educação o seu protagonismo, mas a desvirtuam pela mesma visão de mundo, valorizando os doutorados, currículos desmanchados em calhamaços de folhas, acima do bem, do mal e do próprio valor do conhecimento e da educação. Essas duas aristocracias (monetária e doutoral) apresentam-se diante de nós como quase deuses e, portanto, merecedores de viver e ser felizes, sendo exemplos a serem emulados sem questionamentos, afinal, <span class="sigijh_hlt">“por que eu não deveria seguir os passos do bilionário/PhD para ser feliz como eles?”</span></p>
<p>Todavia, meu caro leitor, com igual regularidade que os vemos, descobrimos pelos noticiários ou em suas salas de aula o que se esconde debaixo de suas máscaras divinas: a dor, o cansaço, a amargura, a ansiedade, a agonia e a depressão. Diante desses fatos, nós, bitolados pela meritocracia dos ímpios, dizemos que é fraqueza, dizemos que é frescura de <em>riquinho/doutorzinho</em> e simplesmente, após um julgamento inquisitório para defender a perspectiva perversa, continuamos a seguir os tantos outros deuses que surgem nas páginas dos livros.</p>
<p>Ignoramos completamente o fato de que eles são tão vítimas quanto nós. De que eles, apesar de terem chegado no patamar tão sonhado, descobriram que gastaram anos de vida, abriram mão de sua capacidade de sentir o sabor da vida em prol de um status quo que, quando sentido por algum tempo, não lhes dera nada além da dura e fria realidade de que, tendo aberto mão de viver, apenas esgotaram anos de suas vidas ao abismo sem sentido.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Não viveram porque queriam merecer viver e, quando mereceram, descobriram que nunca viveram de fato.</span></p>
<p>Eu já fui uma dessas pessoas, por muito tempo eu sacrifiquei saúde, tempo e felicidade preso atrás de uma mesa, incógnito e maltratado. Naqueles tempos, eu acreditava que eu não me dedicava o suficiente, que eu não era bom o bastante, que era tudo culpa minha e que minha desgraça era merecida, mesmo dormindo apenas 3h por dia ligado a 15 xícaras de café diárias, trabalhando, estudando e fazendo bicos. Tudo isso para comprar a felicidade. No trabalho eu buscava a aceitação, o reconhecimento, a valorização, promessas que não eram cumpridas. E eu me punia internamente por isso. Na faculdade, acumulava informações, lia freneticamente quase como um gado obediente, sem questionar os deuses doutores diante de mim, sem observar o macro assim como eu olhava o microcosmo. Não muito tarde parei em um hospital com crise de estresse. Não recomendo.</p>
<p>Hoje, depois de muitas páginas passadas nos capítulos desde aquele tempo, olho pra aquele jovem e percebo a tamanha infelicidade e horror que eu me condicionava a viver ainda tão jovem, a perversidade do que eu me causava por conta da visão de mundo que me vendiam. Vejo a imensa transformação de propósito que me permiti ter, a expansão de observação sobre a existência, a descoberta da felicidade, de fato.</p>
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<p>Minha avó me disse certa vez que quando jovem era extremamente feliz, mesmo passando muitas necessidades. Ela passou por muita coisa, várias perdas, algumas que poderiam ter sido evitadas se fosse hoje, pelos confortos da modernidade, mas mesmo assim, ela me disse que era feliz no sítio sem luz, nem água encanada, sem tv, sem internet, onde a vida era a luta para sobreviver cada dia. Pobre, analfabeta, sem os grossos livros da intelectualidade doutoral, ela alcançara a busca primordial da humanidade. Ela era feliz. Feliz.</p>

			</div></div>
<figure id="attachment_80145" aria-describedby="caption-attachment-80145" style="width: 580px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem1.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-80145" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem1-300x232.jpg" alt="" width="580" height="449" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem1-300x232.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Imagem1.jpg 425w" sizes="(max-width: 580px) 100vw, 580px" /></a><figcaption id="caption-attachment-80145" class="wp-caption-text">Stephen Strange, homem que tinha poder, riqueza e intelecto é revelado à verdadeira sabedoria – Cena do filme Doutor Estranho</figcaption></figure>
<p>Tal qual Stephen Strange, fui empurrado para o espaço repleto de galáxias que eu nunca tinha enxergado, isso me despertou a noção de que felicidade é, essencialmente, uma perspectiva. Um resultado analítico do produto de todas as pequenas alegrias que temos na vida. Se alegria é a causa, a felicidade é a compreensão da causa. Você pode me dizer que felicidade é igualmente a uma ilusão e que ela era feliz justamente por não saber e que quanto mais se acumula conhecimento, mais a tristeza avassala. E de fato concordo, se seu propósito for apenas acumular informações e se afogar cada vez mais nisso, certamente sim. <span class="sigijh_hlt">O conhecimento é poder, mas a sabedoria é a autoridade sobre ele.</span> Se você considera que aprender e se esclarecer é ser cada vez mais infeliz, então que busca paradoxal é essa a sua? Quero ter felicidade, mas o caminho que trilho me levará a mais tristeza. Qual o sentido disso, então?</p>
<p><span class="sigijh_hlt">O Et Bilu está categoricamente correto ao dizer “Busque sabedoria”.</span></p>
<p><span class="sigijh_hlt">A sabedoria é refletir sobre cada coisa, “buscar a essência da anima humana”, como dizia Aristóteles.</span> Conhecer o valor, na sua e na perspectiva contrária, é escolher o que lhe vale na vida. E então, a partir da sabedoria você pode optar por ser feliz diante da observação do todo. O intelecto avantajado, o dinheiro, a fama e a riqueza nunca terão valor por si, e fundamentando-se neles você só se encontrará mais e mais fundo no abismo da dor.</p>
<p>Na minha busca, eu tenho percebido o que é justo e devido. Eu estou vivo, minha existência é prova cabal do triunfo da vida num universo feito de caos. Meu corpo tem a capacidade de criar e destruir, de sentir emoções e por sua natureza, sentir alegria. Neste corpo minha mente se coloca em mil perspectivas, olha por ângulos diversos, fundamenta e reformula as minhas crenças. As substâncias que me formam, em seus picos frenéticos, me permitem ser impactado pela arte, expressar-me através dela e viver mil vidas além da minha. Minha busca tem permitido me livrar das amarras, me permitido viver por escolha consciente e tenho sentido uma profunda mudança a partir disso.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">“Não desampares a sabedoria, e ela te guardará; ama-a, e ela te protegerá.” &#8211; Salomão</span></p>
<p>Esta semana, deitado, pronto para dormir, eu refleti sobre meu caminho até aqui. Passei por todas as dificuldades, as dores mais profundas, os medos mais aterrorizantes, os amores, as paixões, as gargalhadas, os amigos que tive e tenho, as coisas das quais não me orgulho e minhas conquistas mais cintilantes. Nesta noite as lágrimas caíram, transbordando sentimentos poderosos, alegria de estar vivo, contemplando a beleza de existir, as inúmeras possibilidades, a transformação do caos em ordem e da ordem em caos. Eu espero, do fundo do meu coração que um dia você tenha uma noite dessa. Momento em que eu contemplei o poder da busca por sapiência acima das coisas materiais e, pela primeira vez, na minha vida ainda tão jovem, senti escorrerem as Lágrimas de Eufrosina.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Respirar, desacelerar, contemplar</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/respirar-desacelerar-contemplar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Nilton Santana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jan 2024 12:40:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Nilton Santana (*)   A qualidade da sua respiração é a qualidade da sua vida. Quem respira de forma ofegante tem uma vida bastante corrida. Quem respira de forma serena possui uma vida tranquila. Pessoas que dizem que possuem vidas corridas são mais respeitadas. Ter muitos afazeres é sempre louvado em nossa sociedade. Mas &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Frespirar-desacelerar-contemplar%2F&amp;linkname=Respirar%2C%20desacelerar%2C%20contemplar" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Frespirar-desacelerar-contemplar%2F&amp;linkname=Respirar%2C%20desacelerar%2C%20contemplar" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Frespirar-desacelerar-contemplar%2F&amp;linkname=Respirar%2C%20desacelerar%2C%20contemplar" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Frespirar-desacelerar-contemplar%2F&amp;linkname=Respirar%2C%20desacelerar%2C%20contemplar" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Frespirar-desacelerar-contemplar%2F&#038;title=Respirar%2C%20desacelerar%2C%20contemplar" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/respirar-desacelerar-contemplar/" data-a2a-title="Respirar, desacelerar, contemplar"></a></p><blockquote><p><em>Por Nilton Santana (*)</em></p></blockquote>
<p><strong> </strong></p>
<span class="dropcap ">A</span> qualidade da sua respiração é a qualidade da sua vida. Quem respira de forma ofegante tem uma vida bastante corrida. Quem respira de forma serena possui uma vida tranquila.</p>
<p>Pessoas que dizem que possuem vidas corridas são mais respeitadas. Ter muitos afazeres é sempre louvado em nossa sociedade. Mas será que precisamos disso tudo mesmo? Viver correndo sem aproveitar os momentos de lazer, aliás, sem mesmo ter lazer, será mesmo tão bom assim?</p>
<p>Não troco o doce prazer de aproveitar momentos de lazer por nenhuma correria. Aliás, precisamos na vida aprender a desacelerar. Existe a correria interna e a correria externa. A externa já conhecemos: são as nossas tarefas diárias. Já a correria interna não recebe a mesma atenção, a correria interna é o turbilhão incessante dos pensamentos. Ambas nos impedem de aproveitar a vida. Não aproveitamos os momentos em família, amigos ou até mesmo momentos em que estamos sozinhos que deveriam servir de reflexão ou meditação. Não vemos o céu estrelado, o céu azul ou a lua. Quantos dias eu não tirei nem sequer um minuto para olhar o céu? Foram muitos. Algo que não quero repetir.</p>
<p>O prazer da vida está na calma. Está em saborear, com tranquilidade, todas as coisas. Não dá para saborear algo sem parar um pouco. Vivemos na época da velocidade. Vejo cursos ensinando “como ler livros rápido” ou então “como fazer leitura dinâmica”. Como se ler quatro livros por mês fosse uma meta excepcional. E o prazer da leitura, onde fica? O prazer de folhear e absorver o conteúdo do livro, refletir, fazer anotações e inferências está sendo praticamente esquecido nesta velocidade. Prefiro ler apenas um único livro por mês com calma, do que ler 4 livros de forma apressada. Penso que quem lê com calma aproveita mais. Percebe mais o significado de cada palavra e acaba entendendo melhor o texto. E acima de tudo, mergulha no prazer da leitura. Sempre leia! Ler é um prazer indefectível!</p>
<p>A velocidade atinge até mesmo aquela viagem que deveria ser prazerosa. Quando viajamos queremos conhecer o maior número de lugares em um tempo absurdamente curto. Quantos são os turistas que querem visitar uma igreja,  um patrimônio histórico e artístico, e ir almoçar em um restaurante temático em um curto espaço de tempo? Não tem problema em visitar tais locais. Apenas dê tempo para apreciar. E o mesmo circuito frenético repete-se pela tarde e pela noite. À tarde quer andar de bonde, passear pela cidade e ir à praia. À noite quer jantar em um restaurante de forma super rápida para depois ir a dois ou três eventos. Corrido? Sim. Mas o que importa é posar para fotos e expor para que todos vejam, não é mesmo?</p>
<p>Não irei entrar na questão da excessiva exposição. O que importa aqui é a garantia de que o turista que vive correndo não aproveita os lugares por onde passa. Esteve na igreja e tirou algumas fotos pela manhã, mas não notou as nuances de suas obras, de suas pinturas, de sua arquitetura. Não imergiu nelas. Visitou o patrimônio histórico, mas apenas reteve informações sobre o período, em nenhum momento refletiu sobre ele. E vou nem falar das horas sagradas de almoço e jantar. A comida foi praticamente engolida, mas deveria ter sido saboreada em seu ritmo natural. Esteve na praia, mas não aproveitou a calma das ondas e nem foi absorvido pela beleza que ali estava.</p>
<p>Sinceramente, sou outra categoria de pessoa. E falo isso com tremendo orgulho! Aquela pessoa que não tem pressa alguma. Prefiro ficar uma grande parte do tempo admirando a arquitetura e pintura de uma igreja. Prefiro saborear em meu ritmo as delícias de um almoço ou jantar. Prefiro deixar-me ser invadido e conquistado pela beleza da praia.</p>
<p>Até mesmo o trabalho quando feito com tranquilidade possui um melhor resultado. O trabalho pode ser estressante, mas também o trabalho pode ser prazeroso, caso tenhamos algum tipo de prazer no processo. Não estou dizendo aqui que o prazer deva ser um imperativo. Longe disso! Apenas estou dizendo que para você ter uma maior qualidade de vida, você deve desacelerar! Desacelere no seu trabalho, desacelere no seu lazer, desacelere quando estiver com sua família e amigos. Respire e aproveite o momento.</p>
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<p>A meditação é uma das formas encontradas para desacelerar o turbilhão de pensamentos em nossas mentes. Na meditação pretendemos silenciar a nossa mente. Confesso que somente consegui isto por poucos minutos na vida, mas a sensação foi indescritível. Para meditar é fácil, procure não se envolver com os pensamentos que aparecem em sua mente. Não os julgue, apenas veja-os passar. É como se você estivesse à beira-mar observando o quebrar das ondas. As ondas são os seus pensamentos que nascem e morrem na sua mente, assim como as ondas nascem e morrem no mar. Você está na praia, apenas as observando. Talvez seja por isso que o mar traz calma. Na meditação aproveitamos o momento presente. Quem vive no presente, sem ser levado por pensamentos vãos do passado ou do futuro, realmente vive! Já escutei que o melhor da vida é estar em uma praia totalmente sereno, olhar as ondas do mar, observar o céu.</p>

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<p>Na cidade, ou no local onde você vive, garanto que há belezas que são pouco observadas. Em Aracaju presencio locais lindos, mas que a maioria das pessoas não percebe. Estão ali, mas não estão observando. Enxergam, mas não veem. Apenas observam como lindos os locais turísticos da cidade, mas há tantos locais encantadores fora dos pontos turísticos e que somente quem vive no presente identifica e aprecia. Seja um turista em sua própria cidade, seja um turista em sua própria vida. O que é interessante permeia você! Perceba-o!</p>
<p>Seja mais tranquilo. Aproveite o dia. Aproveite o momento. A sua vida não acontece no passado ou no futuro, a sua vida é um eterno presente. A sua vida é este momento. Quando estiver lendo, aproveite e reflita sobre cada palavra. Quando andar pela cidade observe calmamente cada ambiente. Talvez até encontre um lugar interessante para almoçar ou jantar. Aproveite a vida curtindo cada momento de um namoro, e lembre que até casados podem ser namorados. Aproveite seus filhos, seus pais, seus amigos e, acima de tudo, aproveite mais você mesmo. Aproveite tudo isto na calma de quem compreendeu que a vida é o eterno momento.</p>
<p>Respirar, desacelerar e contemplar. Em um mundo de correrias, aventureiro e corajoso é aquele que escolhe contemplar o presente. A sua vida está acontecendo a cada momento. A vida é o momento.</p>
<p>&nbsp;</p>
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