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	<title>Arquivo para acadêmica - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>O Rito de Baldwyn: Uma viagem à maçonaria perdida de Bristol</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-rito-de-baldwyn-uma-viagem-a-maconaria-perdida-de-bristol/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tacio Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2025 09:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[antiguidade]]></category>
		<category><![CDATA[Baldwyn]]></category>
		<category><![CDATA[esquecido]]></category>
		<category><![CDATA[estudos]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[historiadores]]></category>
		<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[inglesa]]></category>
		<category><![CDATA[jurisdições]]></category>
		<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[padronização]]></category>
		<category><![CDATA[portas]]></category>
		<category><![CDATA[rito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Tácio Brito (*) Como uma cidade inglesa se tornou a guardiã de um sistema maçônico único, preservando rituais que o tempo quase esqueceu. &#160; No vasto e complexo mosaico da Maçonaria, cada rito é um universo em si, um caminho com sua própria história, filosofia e simbolismo. Como um mestre maçom iniciado e exaltado &#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-rito-de-baldwyn-uma-viagem-a-maconaria-perdida-de-bristol%2F&amp;linkname=O%20Rito%20de%20Baldwyn%3A%20Uma%20viagem%20%C3%A0%20ma%C3%A7onaria%20perdida%20de%20Bristol" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-rito-de-baldwyn-uma-viagem-a-maconaria-perdida-de-bristol%2F&amp;linkname=O%20Rito%20de%20Baldwyn%3A%20Uma%20viagem%20%C3%A0%20ma%C3%A7onaria%20perdida%20de%20Bristol" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-rito-de-baldwyn-uma-viagem-a-maconaria-perdida-de-bristol%2F&amp;linkname=O%20Rito%20de%20Baldwyn%3A%20Uma%20viagem%20%C3%A0%20ma%C3%A7onaria%20perdida%20de%20Bristol" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-rito-de-baldwyn-uma-viagem-a-maconaria-perdida-de-bristol%2F&amp;linkname=O%20Rito%20de%20Baldwyn%3A%20Uma%20viagem%20%C3%A0%20ma%C3%A7onaria%20perdida%20de%20Bristol" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-rito-de-baldwyn-uma-viagem-a-maconaria-perdida-de-bristol%2F&#038;title=O%20Rito%20de%20Baldwyn%3A%20Uma%20viagem%20%C3%A0%20ma%C3%A7onaria%20perdida%20de%20Bristol" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-rito-de-baldwyn-uma-viagem-a-maconaria-perdida-de-bristol/" data-a2a-title="O Rito de Baldwyn: Uma viagem à maçonaria perdida de Bristol"></a></p><blockquote>
<p data-selectable-paragraph="">Por Tácio Brito (*)</p>
</blockquote>
<h3 id="e108" class="pw-post-body-paragraph wk wl sg wm b wn wo wp wq wr ws wt wu wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh gg bl">Como uma cidade inglesa se tornou a guardiã de um sistema maçônico único, preservando rituais que o tempo quase esqueceu.</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p id="1ca6" class="pw-post-body-paragraph wk wl sg wm b wn wo wp wq wr ws wt wu wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh gg bl" data-selectable-paragraph=""><span class="dropcap ">N</span>o vasto e complexo mosaico da Maçonaria, cada rito é um universo em si, um caminho com sua própria história, filosofia e simbolismo. Como um mestre maçom iniciado e exaltado ao Grau do Real Arco no Rito Americano (popularmente conhecido como Rito de York), sempre me fascinou a forma como nossas tradições se ramificaram e evoluíram. É com esse olhar, de quem conhece uma das grandes correntes do rio maçônico, que me volto para uma de suas anomalias mais fascinantes: o Rito de Baldwyn, um sistema de “tempo imemorial” que sobrevive como um fóssil vivo, confinado à cidade inglesa de Bristol.</p>
<p id="5663" class="pw-post-body-paragraph wk wl sg wm b wn wo wp wq wr ws wt wu wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh gg bl" data-selectable-paragraph="">O que torna o Rito de Baldwyn tão singular não é apenas sua antiguidade, mas sua arquitetura. Ele integra, em uma única e coesa jornada, elementos que na maioria das outras jurisdições — incluindo a minha — permanecem rigorosamente segregados. É um vislumbre de como a Maçonaria poderia ter sido antes que as grandes unificações e padronizações traçassem as fronteiras que hoje conhecemos. Seu nome, uma homenagem aos reis cruzados de Jerusalém, como Balduíno II, já nos transportam para uma era de cavalaria e fé cristã, um caráter que o rito preserva com orgulho. Esta não é apenas uma análise acadêmica; é uma exploração de um primo distante e misterioso, guiada pelas obras de historiadores como Keith B. Jackson e, especialmente, David Harrison, cujas recentes pesquisas e traduções rituais nos abriram portas para este mundo esquecido.</p>
<h3 id="d27c" class="xj xk sg bg ow xl xm dy mf xn xo ea mj wv xp xq xr wz xs xt xu xd xv xw xx xy bl" data-selectable-paragraph="">A Fortaleza de Bristol: Uma História de Resistência</h3>
<p id="3743" class="pw-post-body-paragraph wk wl sg wm b wn xz wp wq wr ya wt wu wv yb wx wy wz yc xb xc xd yd xf xg xh gg bl" data-selectable-paragraph="">As origens do Rito de Baldwyn estão envoltas naquela bruma de tradição oral que o conecta aos Cavaleiros Templários medievais, mas é no século XVIII que sua história documentada emerge das sombras. O artefato pivotal é a <strong class="wm mb">Carta de Compacto de 1780</strong>, um documento que não apenas estabeleceu formalmente o “Supremo e Real Acampamento da Ordem dos Cavaleiros Templários”, mas que também deu ao rito sua espinha dorsal organizacional. A liderança de figuras proeminentes como Thomas Dunckerley, que se tornaria Grande Mestre dos Cavaleiros Templários da Inglaterra em 1791, cimentou a autonomia e o prestígio de Bristol.</p>
<p data-selectable-paragraph=""><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<figure id="attachment_93531" aria-describedby="caption-attachment-93531" style="width: 286px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-2.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-93531" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-2-200x300.png" alt="By Henry Sadler" width="286" height="429" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-2-200x300.png 200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Design-sem-nome-2.png 400w" sizes="(max-width: 286px) 100vw, 286px" /></a><figcaption id="caption-attachment-93531" class="wp-caption-text">By Henry Sadler — Frontispiece, Sadler’s “Thomas Dunckerley”, Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=27940094</figcaption></figure>
<p data-selectable-paragraph="">
			</div></div>
<p class="pw-post-body-paragraph wk wl sg wm b wn xz wp wq wr ya wt wu wv yb wx wy wz yc xb xc xd yd xf xg xh gg bl" data-selectable-paragraph="">Contudo, o verdadeiro teste de fogo veio no início do século XIX. A <strong class="wm mb">União de 1813</strong>, um evento monumental que unificou as Grandes Lojas rivais dos “Antigos” e dos “Modernos”, trouxe consigo uma onda de padronização que ameaçava apagar as tradições locais. Diante de uma tendência que muitos viam como uma secularização e simplificação dos rituais, Bristol assumiu uma postura de guardiã. O Rito de Baldwyn tornou-se um santuário para graus e práticas que corriam o risco de extinção, como o Cavaleiro da Espada e da Águia e a Ordem de Kilwinning. Essa resistência foi tão feroz que, em 1856, o Acampamento de Baldwyn chegou a declarar independência do corpo nacional dos Templários, o Grande Conclave, alcançando uma reconciliação em 1862 que, crucialmente, reafirmou sua soberania sobre seus graus de cavalaria. Décadas depois, um tratado com o Supremo Conselho 33° garantiria sua independência também sobre o grau de Rosa-Cruz.</p>
<p id="506b" class="pw-post-body-paragraph wk wl sg wm b wn wo wp wq wr ws wt wu wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh gg bl" data-selectable-paragraph="">A expansão do rito foi mínima e deliberada. Algumas Cartas Constitutivas foram emitidas, notavelmente para Adelaide, na Austrália, onde os rituais de Baldwyn persistem até hoje. Mas, em essência, ele permaneceu como o tesouro de Bristol, um bastião contra a uniformização, uma amálgama viva de práticas que a maioria da Maçonaria inglesa havia deixado para trás.</p>
<h3 id="8366" class="xj xk sg bg ow xl xm dy mf xn xo ea mj wv xp xq xr wz xs xt xu xd xv xw xx xy bl" data-selectable-paragraph="">Os Sete Degraus da Jornada</h3>
<p id="4457" class="pw-post-body-paragraph wk wl sg wm b wn xz wp wq wr ya wt wu wv yb wx wy wz yc xb xc xd yd xf xg xh gg bl" data-selectable-paragraph="">O Rito de Baldwyn compreende sete graus, que guiam o maçom por uma jornada integrada através da Maçonaria Simbólica, do Real Arco e das Ordens de Cavalaria. O acesso é exclusivo, por convite, para Mestres Maçons que já foram exaltados ao Real Arco em um Capítulo de Bristol. A progressão é a seguinte:</p>
<ol class="">
<li id="0742" class="wk wl sg wm b wn wo wp wq wr ws wt wu wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh yt yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">I°: Os Três Graus Simbólicos</strong> (Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom) — Estes são o alicerce, praticados segundo o antigo Ritual de Bristol, notório por elementos dramáticos como um surpreendente “estrondo” durante a iluminação do candidato.</li>
<li id="aac6" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh yt yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">II°: Suprema Ordem do Sagrado Arco Real</strong> — Um dos tesouros do rito, por preservar a antiga e complexa cerimônia da “Passagem dos Véus”, rara após 1813.</li>
<li id="13d2" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh yt yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">III°: Cavaleiros dos Nove Mestres Eleitos</strong></li>
<li id="641a" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh yt yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">IV°: Antiga Ordem dos Cavaleiros Escoceses Grandes Arquitetos</strong></li>
<li id="b62c" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh yt yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">V°: Cavaleiros do Oriente, da Espada e da Águia</strong></li>
<li id="59e1" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh yt yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">VI°: Cavaleiros de São João de Jerusalém, Palestina, Rodes e Malta</strong></li>
<li id="c997" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh yt yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">VII°: Cavaleiros da Rosa-Cruz do Monte Carmelo</strong> — O ápice da jornada.</li>
</ol>
<figure class="yh yi yj yk yl ym ye yf paragraph-image">
<div class="ye yf zb">
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<figure style="width: 314px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="bi yn yo c" role="presentation" src="https://miro.medium.com/v2/resize:fit:393/1*ubt1W9ugs000ykEr4mjJKA.png" alt="" width="314" height="442" /><figcaption class="wp-caption-text">Comenda do Rito de Baldwyn (Fonte: Revista Freemasonry Today — Summer Autumn 2011)</figcaption></figure>
</div><figcaption class="yp fd yq ye yf yr ys bg b bh ab dv" data-selectable-paragraph="">
			</div></div></figcaption></figure>
<p id="8ff5" class="pw-post-body-paragraph wk wl sg wm b wn wo wp wq wr ws wt wu wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh gg bl" data-selectable-paragraph="">Mesmo a regalia, como o antigo avental com o pelicano usado no sétimo grau, ecoa uma prática que, em outros lugares, se tornou obsoleta, servindo como um testemunho visual da idade e da singularidade do rito.</p>
<h3 id="7c26" class="xj xk sg bg ow xl xm dy mf xn xo ea mj wv xp xq xr wz xs xt xu xd xv xw xx xy bl" data-selectable-paragraph="">A Ponte Transatlântica: A Cerimônia dos Véus e a Conexão com o Rito de York</h3>
<p id="c231" class="pw-post-body-paragraph wk wl sg wm b wn xz wp wq wr ya wt wu wv yb wx wy wz yc xb xc xd yd xf xg xh gg bl" data-selectable-paragraph="">Para mim, como um maçom do Rito de York, a persistência da cerimônia da “Passagem dos Véus” é o ponto de ressonância mais poderoso. Este ritual, que representa a jornada da alma através de barreiras simbólicas em busca da Verdade Divina, foi removido da prática padrão do Real Arco inglês em 1835. No entanto, ele sobreviveu não apenas em Bristol, mas também na Escócia, na Irlanda e, de forma proeminente, nos Capítulos do Real Arco do Rito de York americano. Esta é uma ponte viva, uma prova de nossa ancestralidade comum, anterior à União de 1813.</p>
<div class="zc ky zd gp ac r fw">
<div class="gl m">
<div id="g-recaptcha">As semelhanças, no entanto, apenas ressaltam as diferenças. O Rito de Baldwyn se apresenta como um sistema unificado e amalgamado, um ecossistema fechado e de acesso exclusivo. O Rito de York, por outro lado, evoluiu de forma expansiva e democrática, estruturado em corpos separados e sequenciais (o Capítulo para o Real Arco, o Conselho para os Graus Crípticos e a Comendadoria para as Ordens de Cavalaria). Baldwyn é um guardião isolado de uma antiga forma unificada; York é a evolução popular e amplamente difundida dessa mesma tradição.</div>
</div>
</div>
<h3 id="60d8" class="xj xk sg bg ow xl xm dy mf xn xo ea mj wv xp xq xr wz xs xt xu xd xv xw xx xy bl" data-selectable-paragraph="">Um Legado Vivo</h3>
<p id="b8f8" class="pw-post-body-paragraph wk wl sg wm b wn xz wp wq wr ya wt wu wv yb wx wy wz yc xb xc xd yd xf xg xh gg bl" data-selectable-paragraph="">O Rito de Baldwyn é mais do que uma curiosidade histórica; é um exemplo eloquente da natureza adaptativa e, paradoxalmente, conservadora da Maçonaria. Ele nos ensina que a força de uma tradição não reside apenas em sua capacidade de se modernizar, mas também em sua coragem de preservar. As pesquisas de acadêmicos como Harrison e Jackson nos permitem hoje apreciar a profundidade deste rito, conectando-o não apenas à história inglesa, mas a um período de intenso sincretismo esotérico em toda a Europa.</p>
<p id="b649" class="pw-post-body-paragraph wk wl sg wm b wn wo wp wq wr ws wt wu wv ww wx wy wz xa xb xc xd xe xf xg xh gg bl" data-selectable-paragraph="">Estudar o Rito de Baldwyn é, em última análise, um convite para celebrar o pluralismo maçônico. É um lembrete de que, sob a bandeira da Fraternidade, existem muitos caminhos, e alguns dos mais belos são aqueles que foram zelosamente guardados, esperando para compartilhar sua luz com as novas gerações de estudiosos e maçons.</p>
<p data-selectable-paragraph="">____________________</p>
<h4 id="8bd9" class="xj xk sg bg ow xl xm dy mf xn xo ea mj wv xp xq xr wz xs xt xu xd xv xw xx xy bl">Fontes e Referências</h4>
<ul class="">
<li id="2cbb" class="wk wl sg wm b wn xz wp wq wr ya wt wu wv yb wx wy wz yc xb xc xd yd xf xg xh aby yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">Cohoughlyn-Burroughs, C. E. (1911).</strong> <em class="xi">Bristol Masonic Ritual: The Oldest and Most Unique Craft Ritual Used in England</em>.</li>
<li id="9539" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh aby yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">Harrison, D. (2021).</strong> <em class="xi">The Rite of Seven Degrees</em>. Lewis Masonic.</li>
<li id="26a8" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh aby yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">Harrison, D. (2023).</strong> <em class="xi">The Rite of Seven Degrees Ritual Book: A New English Translation with Descriptions of the Grades</em>. Publicado de forma independente.</li>
<li id="a311" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh aby yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">Harrison, D. (2017).</strong> <em class="xi">The Lost Rites and Rituals of Freemasonry</em>. Lewis Masonic.</li>
<li id="2e48" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh aby yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">Harrison, D. (2020).</strong> <em class="xi">Rediscovered Rituals of Freemasonry</em>. Lewis Masonic.</li>
<li id="1281" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh aby yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">Harrison, D. (2009).</strong> <em class="xi">Genesis of Freemasonry</em>. Lewis Masonic.</li>
<li id="e76d" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh aby yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">Jackson, K. B. (2020).</strong> <em class="xi">Beyond the Craft</em> (6ª ed.). Lewis Masonic.</li>
<li id="d672" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh aby yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">“Rite of Baldwyn.” (s.d.).</strong> Wikipedia. Recuperado de <span style="color: #008000;"><a class="ah pj" style="color: #008000;" href="https://en.wikipedia.org/wiki/Rite_of_Baldwyn" target="_blank" rel="noopener ugc nofollow">https://en.wikipedia.org/wiki/Rite_of_Baldwyn</a></span></li>
<li id="737e" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh aby yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">Traveling Templar. (2022, 23 de junho).</strong> “The Rite of Baldwyn.” Recuperado de<span style="color: #008000;"> <a class="ah pj" style="color: #008000;" href="https://www.travelingtemplar.com/2022/06/the-rite-of-baldwyn.html" target="_blank" rel="noopener ugc nofollow">https://www.travelingtemplar.com/2022/06/the-rite-of-baldwyn.html</a></span></li>
<li id="ef4a" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh aby yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">The Square Magazine. (2021, dezembro).</strong> “Book Review — The Rite of Seven Degrees.”</li>
<li id="f0b5" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh aby yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">Lewis Masonic. (s.d.).</strong> “The Rite of Seven Degrees.” e “Beyond the Craft — 6th Edition.”</li>
<li id="fac9" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh aby yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">Dr. David Harrison. (2024, 21 de fevereiro).</strong> “A new short paper on the engravings of Pierre Lambert de Lintot.” Recuperado do site do autor e de seu perfil no Academia.edu.</li>
<li id="8a43" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh aby yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">Amazon. (s.d.).</strong> “The Rite of Seven Degrees Ritual Book.” Página do produto.</li>
<li id="32b6" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh aby yu yv bl" data-selectable-paragraph=""><strong class="wm mb">Reddit. (2016, 13 de abril).</strong> “Rite of Baldwyn.” Fio de discussão no subreddit r/freemasonry.</li>
<li id="1f72" class="wk wl sg wm b wn yw wp wq wr yx wt wu wv yy wx wy wz yz xb xc xd za xf xg xh aby yu yv bl" data-selectable-paragraph="">Fontes adicionais de periódicos maçônicos e fóruns acadêmicos online, incluindo discussões sobre as origens da Maçonaria.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-rito-de-baldwyn-uma-viagem-a-maconaria-perdida-de-bristol%2F&amp;linkname=O%20Rito%20de%20Baldwyn%3A%20Uma%20viagem%20%C3%A0%20ma%C3%A7onaria%20perdida%20de%20Bristol" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-rito-de-baldwyn-uma-viagem-a-maconaria-perdida-de-bristol%2F&amp;linkname=O%20Rito%20de%20Baldwyn%3A%20Uma%20viagem%20%C3%A0%20ma%C3%A7onaria%20perdida%20de%20Bristol" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-rito-de-baldwyn-uma-viagem-a-maconaria-perdida-de-bristol%2F&amp;linkname=O%20Rito%20de%20Baldwyn%3A%20Uma%20viagem%20%C3%A0%20ma%C3%A7onaria%20perdida%20de%20Bristol" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-rito-de-baldwyn-uma-viagem-a-maconaria-perdida-de-bristol%2F&amp;linkname=O%20Rito%20de%20Baldwyn%3A%20Uma%20viagem%20%C3%A0%20ma%C3%A7onaria%20perdida%20de%20Bristol" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-rito-de-baldwyn-uma-viagem-a-maconaria-perdida-de-bristol%2F&#038;title=O%20Rito%20de%20Baldwyn%3A%20Uma%20viagem%20%C3%A0%20ma%C3%A7onaria%20perdida%20de%20Bristol" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-rito-de-baldwyn-uma-viagem-a-maconaria-perdida-de-bristol/" data-a2a-title="O Rito de Baldwyn: Uma viagem à maçonaria perdida de Bristol"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-rito-de-baldwyn-uma-viagem-a-maconaria-perdida-de-bristol/">O Rito de Baldwyn: Uma viagem à maçonaria perdida de Bristol</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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		<title>Nadir da Mussuca: História e Ciências Sociais em tempos de resistência</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/nadir-da-mussuca-historia-e-ciencias-sociais-em-tempos-de-resistencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Nov 2024 18:01:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Para além de ser uma forma de fazer o registro de mais um momento significativo da vida acadêmica da Universidade Federal de Sergipe, o presente texto quer também ressaltar a necessidade de pensar o tempo presente, com suas inúmeras turbulências políticas e sociais, a partir de dois &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">P</span>ara além de ser uma forma de fazer o registro de mais um momento significativo da vida acadêmica da Universidade Federal de Sergipe, o presente texto quer também ressaltar a necessidade de pensar o tempo presente, com suas inúmeras turbulências políticas e sociais, a partir de dois exercícios muito caros: lembrar e problematizar. Ofícios, <em>sine qua non</em>, daqueles que militam e ainda ousam formar-se no e a partir dos cursos de Licenciatura em História e de Ciências Sociais.</p>
<p>E o porquê da referência à dona <strong>Nadir da Mussuca</strong>? Foi o nome dado à Turma de História de 2024.1 (da qual tive a honra de ser paraninfo), composta pelos novos professores e historiadores de Sergipe, a saber: Alef Mateus Tavares Souza, Alerrandro Saimon Passos de Santana, Danilo Roberto dos Santos, Felipe Santiago de Melo, Fernando Santos, Hellen Ketcia Batista Santos, Igor Evangelista dos Santos, Ingridy Gabrielle de Sousa Roque, Jerfesson Barreto dos Santos, João Ofrides de Oliveira Neto, Laura Regina Martins Oliveira, Michel Felipe Silva Lima dos Santos, Rayssa Samara Santos Valença de Sá, Rita Mirrayne Santos de Oliveira, Rodrigo Santos Correia, Rodrigo Santos Passos, Sérgio Guilherme de Almeida Silva, Stefany Pimenta Gadelha, Suelen Santos Costa, Thales Silva Conde, Vanessa Souza Angélico, Vitor Gabriel Gonçalves Nunes e Ygor Fernando Dias Melo. O Prof. Dr. Petrônio Domingues foi o patrono e entres os professores doutores homenageados presentes: Augusto dos Santos, Carlos Malaquias e Célia Cardoso. Atualmente, o curso é coordenado pela Profª. Drª. Edna Matos Antônio.</p>
<figure id="attachment_83160" aria-describedby="caption-attachment-83160" style="width: 353px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/A-aluna-de-Historia-Rita-Mirrayne-Santos-de-Oliveira-recebendo-a-concessao-de-titulo-em-nome-da-turmas-de-Historia-e-Ciencias-Sociais-scaled.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-83160" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/A-aluna-de-Historia-Rita-Mirrayne-Santos-de-Oliveira-recebendo-a-concessao-de-titulo-em-nome-da-turmas-de-Historia-e-Ciencias-Sociais-300x225.jpg" alt="" width="353" height="265" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/A-aluna-de-Historia-Rita-Mirrayne-Santos-de-Oliveira-recebendo-a-concessao-de-titulo-em-nome-da-turmas-de-Historia-e-Ciencias-Sociais-300x225.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/A-aluna-de-Historia-Rita-Mirrayne-Santos-de-Oliveira-recebendo-a-concessao-de-titulo-em-nome-da-turmas-de-Historia-e-Ciencias-Sociais-1024x769.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/A-aluna-de-Historia-Rita-Mirrayne-Santos-de-Oliveira-recebendo-a-concessao-de-titulo-em-nome-da-turmas-de-Historia-e-Ciencias-Sociais-768x577.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/A-aluna-de-Historia-Rita-Mirrayne-Santos-de-Oliveira-recebendo-a-concessao-de-titulo-em-nome-da-turmas-de-Historia-e-Ciencias-Sociais-1536x1154.jpg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/A-aluna-de-Historia-Rita-Mirrayne-Santos-de-Oliveira-recebendo-a-concessao-de-titulo-em-nome-da-turmas-de-Historia-e-Ciencias-Sociais-2048x1538.jpg 2048w" sizes="(max-width: 353px) 100vw, 353px" /></a><figcaption id="caption-attachment-83160" class="wp-caption-text">A aluna de História, Rita Mirrayne Santos de Oliveira, recebendo a concessão de título em nome da turma de História e Ciências Sociais</figcaption></figure>
<p><span class="sigijh_hlt">A solenidade de formatura ocorreu no último dia 26 de novembro, às 16h, nas dependências do auditório da Didática VII da UFS (Campos São Cristóvão). </span>Os alunos de História dividiram o momento com os alunos de Ciências Sociais, representados por seu paraninfo, o Prof. Dr. Rogério Proença Leite, que em seu discurso destacou a importância dos dois saberes na contemporaneidade. Leite frisou que pode até se comprar um diploma, mas o conhecimento não. Este segue sendo algo que, como dizem os mais antigos e a sabedoria popular, a única coisa que levamos conosco, depois de morto, e que ninguém rouba.</p>
<p>Também fez uso da palavra, a Profª. Drª. Silvana Aparecida Bretas, diretora do Centro de Ciências Humanas (CECH), no ato, representando o magnífico reitor, o Prof. Dr. Valter Joviniano de Santa Filho. Bretas, como de costume neste tipo de solenidade, fez um discurso que levou os presentes a refletirem pelo chamado estado da arte da vida universitária no Brasil e todos os seus contratempos e desafios a serem encarados, com luta, e superados com resistência e coragem.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Representando os formandos, a aluna de História, Ingridy Gabrielle de Sousa Roque fez uma fala leve, vibrante e emocionante, como assim foi todo o evento.</span> A seguir, um trecho que dá a tônica daquele final de tarde inesquecível:</p>
<p style="text-align: right;"><em>O mundo que nos espera lá fora é, sem dúvidas, cheio de incertezas. Vivemos, ainda e infelizmente, tempos difíceis para educadores e pesquisadores. Mas é mantendo os olhos adiante e a cabeça erguida que agarraremos nossas oportunidades. Que sigamos em frente com a mesma determinação que nos trouxe até aqui, com coragem para fazer a diferença, para desafiar o comum e para transformar o nosso mundo em algo melhor. Lembrem-se sempre de que o que conquistamos hoje é muito mais que um papel; é um símbolo da nossa persistência e da nossa capacidade de fazer.</em></p>
<p>“E com relação à dona Nadir, professor?” – deve estar me indagando o leitor mais ansioso do que eu. Pois bem. Em síntese, trata-se de <strong><em>Maria Nadir dos Santos</em></strong>, mulher preta nascida e criada num povoado quilombola de Laranjeiras. Ali, tornou-se mestre e guardiã de tradições populares que sobreviveram e resistiram aos últimos séculos da História de Sergipe: o <em>samba de pareia</em> e a <em>dança de São Gonçalo. </em>Graças às modernas técnicas audiovisuais, seu legado está imortalizado no curta-metragem “Nadir” (2029) e no EP “Nadir da Mussuca e o Samba de Pareia”, lançado em agosto do ano em curso.</p>
<p>Para meus alunos e afilhados do Curso de História e também para os formandos do Curso de Ciências Sociais da UFS, dedico um trecho de uma das canções de dona Nadir (Estrela D´Alva), que diz: “<em>Quem imagina cria medo / Quem tem medo não vai lá</em>”. E vocês venceram! Sem medo, cabeça erguida, ao som e ritmo do <em>Samba de Pareia</em>, doravante sigam resistindo em suas jornadas, cantando e encantando, sem sombra de dúvidas, pois a vida também é baile!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cultura Geral – Ou do ‘de tudo um pouco’ ao ‘nada com coisa alguma’</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Nov 2024 11:00:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; Para os diamantinos próceres Marcos Almeida, Marcus Éverson e Mateus Ma’ch’adö “Imagine-me sentado em casa na noite do primeiro dia da Páscoa envolto em um roupão; lá fora chove suavemente; Não há mais ninguém na sala. Olho por um longo tempo para o papel em branco diante de mim, &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">Para os diamantinos próceres Marcos Almeida, Marcus Éverson e Mateus Ma’ch’adö</p>
<p style="text-align: right;"><em>“Imagine-me sentado em casa na noite do primeiro dia da Páscoa envolto em um roupão; lá fora chove suavemente; Não há mais ninguém na sala. Olho por um longo tempo para o papel em branco diante de mim, pena na mão, zangado com a quantidade confusa de todos os assuntos, eventos e pensamentos que exigem ser escritos; e alguns exigem isso com muita tenacidade, pois ainda são jovens e fermentam como mosto. Por outro lado, aquele pensamento, maduro e velho luta como um velho que, com um olhar ambíguo, despreza os cuidados da juventude”</em></p>
<p style="text-align: right;">Friedrich Nietzsche – <strong>Pensamentos Diversos. Abril a Setembro de 1864 (Sobre estados de ânimo)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><span class="dropcap ">O</span>  insípido título é sintoma dum incômodo similar à queimação que por vezes sinto ao beber muito. O que acontece com certa (ou errada, segundo outros) frequência. O motivo? Uma observação feita a mim sobre os escritos de sábado. E qual foi a observação? Que eu escrevo sobre tudo, sobre qualquer tema, sem norte, sem padrão, sem uma linha editorial.</p>
<p>A figura humana, a serumaninha, que procedeu com tal carraspana, o fez enquanto este triste exemplar da espécie aqui estava a aspirar os sutis aromas da solidão voluntária (devidamente autorizada pela radiopatroa), a bebericar seu Brandy Jerez Solera Gran Reserva (a vinte e cinco graus) e a fumar seu Dunhill Carlton “Um Raro prazer”.</p>
<p>Pelo que entendi, a grasnadora me viu por acidente e, ante caso fortuito e, no seu entender, de força maior, viu-se autorizada a sentar, pedir um pescoço longo qualquer, danar a falar sobre si mesma e, ao perceber que estava eu me lixando, decidiu, ébria de frustração, fazer o tal pronunciamento a título de crítica intelectual e hipócrita admoestação própria de fofoqueiros.</p>
<p>Bem, calado estava, assim permaneci, cuidando de renovar a dose e acender outro cigarro.</p>
<p>Tomada da mais profana ira, a doidivanas saltou faiscante da cadeira provocando leve abalo sísmico na mesa, atraindo a atenção do discreto garçom, veterano cúmplice dos meus crimes, indo-se e desaparecendo entre automóveis.</p>
<p>Bem dizia Pierre Bourdieu: poucos permanecem indiferentes à indiferença.</p>
<p>A propósito: graças à etimologicamente zoila obnubilada, fui ungido, por cortesia, com uma dose extra de Brandy. Iniciativa do amigo garçom. Parece que a frase “não há mal que não traga um bem” tem algum fundinho ralo de verdade.</p>
<p>Sim, e daí, ô cabrunco de articulista pedante e pernóstico: o que tem a ver o reto com as calças?</p>
<p>Ah, é verdade, perdi-me em divagações, creio.</p>
<p>Ao refletir depois sobre o ocorrido, algo como um insight papocou-me o toitiço: sobre o que  ando a escrever, ao longo das madrugadas, mesmo? A relampejante resposta não tardou: nada com coisa alguma.</p>
<p>E né qu’é mesmo?</p>
<p>A coluna por mim ocupada mais parece a mercearia de Lee Chong, personagem de “A Rua das Ilusões Perdidas” (no original, Cannery Row), de John Steinbeck: “no estabelecimento encontra-se de tudo o que um homem necessita para ser feliz”.</p>
<p>Certo que o “tudo” que o infeliz leitor encontra nos meus artigos não proporciona o estado de satisfação, equilíbrio e bem-estar físico e psíquico, em que a pessoa se sente realizada e não sofre. Muito pelo contrário. Até onde sei, meus escritos de sábados (salvo honrosas exceções dignamente representadas por reduzidíssima e seleta consociação de leitores) induzem, via de regra, à depressão, ao desencanto, ao desinteresse, ao ressentimento, à maledicência e ao abatimento mental.</p>
<p>Então, em termos de referências que acrescentam o amargor do pior café, sim, logro êxito, ainda que não seja amiúde minha intenção.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Pixabay-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-82544 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Pixabay-1-300x300.png" alt="" width="117" height="117" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Pixabay-1-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Pixabay-1-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Pixabay-1-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Pixabay-1-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Imagem-Pixabay-1.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 117px) 100vw, 117px" /></a>Pois é&#8230; Escrevo de tudo sobre o tudo&#8230;</p>
<p>Porém, não é bem assim. Primeiro porque ninguém, até onde sei, é bom em tudo. Este que vos insulta, ops!, que vos escreve, especializou-se apenas em ser muito bom em nada.</p>
<p>Sou a antítese ante o dito &#8220;ex nihilo, nihil&#8221;.</p>
<p>Escrevo sobre o que me vem à cachola. Um apanhado de anos de leituras inúteis, belas mulheres, música imortal, bons amigos, brigas de murro e faca, furtos de livros e bebidas, horas felizes a cozinhar, inexaurível litragem (vinho, cerveja, brandy, Aviation, Manhattan, Moscow Mule, Negroni, Milone, Casca de Pau, Cravo&amp;Canela e congêneres).</p>
<p>Sim, vez por outra, se a preguiça permite, consulto as fontes. Entretanto, no mais das vezes, puxo pela memória, já carcomida pelos carunchos da eternidade. Há o risco de equivocar-me? Com toda certeza. E se alguém perceber? Bem, reconhecerei o erro e insiro nota de esclarecimento no próximo artigo. Desnecessário instituir mesa redonda.</p>
<p>Isso de fingir humildade, modéstia, é legal. Dá IBOPE.</p>
<p>Escrevo e publico coisas que, por um motivo ou outro, fizeram com que me decidisse por comentá-las.</p>
<p>E, sim, há uns poucos que manifestam interesse e satisfação ao ler meus garranchos. E fazem com que eu sinta algo como uma compensadora realização intelectual, pois, são pessoas da mais alta capacidade de compreensão e dotadas de vasto patrimônio cultural. Superiores a mim. Sou-lhes imensamente grato.</p>
<p>Há quem denomine esta miscelânea de temas sem finalidade específica de Cultura Geral.</p>
<p>Basicamente, Cultura Geral significa o acúmulo de conhecimento que uma pessoa tem sobre temas variados. Quem tem boa cultura geral, tem conhecimento de temas diversos sem se especializar em nenhuma área em particular. Hum&#8230; Mais ou menos por aí&#8230; Ainda que eu detenha uma xexelenta formação acadêmica em Filosofia e em História da Educação&#8230;</p>
<p>Conforme percepção do filólogo, historiador e professor de filosofia Dietrich Schwanitz, aquele que se dedica à Cultura Geral inquire-se sobre coisas tais como: “por que a sociedade moderna, o Estado, a ciência, a democracia, a administração surgiram na Europa e não em outro lugar? Por que é tão importante incluir figuras como Dom Quixote, Hamlet, Fausto, Robinson, Falstaff, Dr. Jekyll e Mr. Hyde entre nossos conhecidos? O que Heidegger disse que ainda não sabíamos? Onde estava o inconsciente antes de Freud?”</p>
<p>É bem verdade que o próprio Freud manifestava algo de prurido (ainda que falso) quanto à abordagem científica do indivíduo e do mundo. Ele o confessa numa carta a Wilheim Fliess, seu amigo e respeitado otorrinolaringologista: “Eu não sou um homem de ciência. Por temperamento, sou um conquistador”.</p>
<p>Então tá&#8230;</p>
<p>A exceção da, hum, “descoberta do inconsciente”, esta coisa indefinida, que remete, no parco entender deste analfabeto disfuncional que lhe escreve, a uma bizarra contradição/exclusão de termos, os demais itens, de fato, reconheço, causaram-me insônias colossais.</p>
<p>Afinal, a supracitada cabeça louca, como diria Eugene O’Neill, em “Longa Jornada Noite Adentro”, que invadiu meu consagrado espaço etílico-tabagista, até que me fez um involuntário favor: levou-me a pensar, ensimesmar-me, sobre a mixórdia semanal que expilo.</p>
<p>Há valor nisto? Hum&#8230; Sim, no que toca ao massagear ego e vaidade. Já em relação aos pouquíssimos leitores, estes são livres, leves e soltos para julgar.</p>
<p>Seja, quiçá, este artiguito, meu canto do cisne, meu crepúsculo dentre meus amados ídolos – homens e mulheres, os quais, mediante sua poderosa e elegante forma de pensar, contribuíram para a consolidação da Cultura Ocidental, vale dizer, do ‘modus vivendi’ fundamentado na consciência individual, no ato diário de liberdade, no amor ao refinado conhecimento.</p>
<p>Tendo, recentemente, a exercitar o salutar autoexílio, recolher-me à minha bolha e nela, ao lado da minha Imperatriz Absoluta do Meu Coração, receber as poucas almas nas quais enxergo a qualificada amizade de alto calibre.</p>
<p>Seja eu imbuído de coragem e de gratidão ante o tempo que o Pai Altíssimo ainda concede para que eu o viva. Que as boas pessoas, as pessoas de bem, lembrem de mim como um bom homem.</p>
<p>Bem, o espírito da vadiagem e do descuramento começam a dominar. Quase três da madrugada. Duas garrafas de vinho, as “Seis peças para piano em Fá maior, Op. 118: V. Romance. Andante &#8211; Allegretto Grazioso” de Brahms (se não estou a equivocar-me quanto à nomenclatura) e, o mais importante, o sorriso apascentador de minh’alma oferecido pela sedutora musa me aguardam.</p>
<p>Encerro aqui.</p>
<p>Santé!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>SergipeTec promove a V Semana de Propriedade Intelectual</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/sergipetec-promove-a-v-semana-de-propriedade-intelectual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2019 14:47:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[acadêmica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) promove, entre os dias 29 e 30 de maio, a V Semana Acadêmica de Propriedade Individual. O evento é alusivo ao Dia da Propriedade Intelectual e visa promover e refletir sobre os principais avanços desse setor científico. “Vamos mostrar a sociedade informações sobre como tem evoluído o registro e patenteamento &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">Ele ressalta que a ideia é mostrar, também, academicamente esse processo, além de conscientizar as pessoas sobre a importância de registrar patente. “Tem estudos sobre registro de cordel, porque há muito roubo de propriedade”, comentou.  Vitor Hugo afirma que as patentes em Sergipe estão vinculadas à Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Tiradentes (Unit) e Instituto Federal de Sergipe (IFS).</p>
<p style="text-align: justify;">Palestras</p>
<p style="text-align: justify;">A programação conta com palestras, minicursos e visitas técnicas (à Incubadora Multisetorial; ao Núcleo de Energias Renováveis e Eficiência Energética de Sergipe/NEREES; e ao Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Tecnologias de Sergipe/CeTS. Todos do SergipeTec).</p>
<p style="text-align: justify;">O SergipeTec fica localizado na Avenida José Conrado de Araújo, 731, Rosa Elze, em São Cristóvão &#8211; logo após o campus da UFS. Mais informações e inscrição, pelo link <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://ppgpisempi.wixsite.com/vsempi/blog/preparativos-para-o-dia-da-pi">https://ppgpisempi.wixsite.com/vsempi/blog/preparativos-para-o-dia-da-pi</a></span></p>
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