Em cinco perímetros irrigados a produção alcançou 10.940 toneladas em 2025 // Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)
A produção de quiabo em Sergipe vive um momento de forte consolidação, impulsionada pelos cinco perímetros irrigados mantidos pelo Governo do Estado. Entre 2023 e 2025, o levantamento da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) revela números impressionantes: foram colhidas quase 28 mil toneladas do vegetal em uma área de 1.569 hectares, gerando uma renda superior a R$ 51 milhões para os produtores. Atualmente, na estrutura de irrigação pública estadual, a cultura só perde em faturamento para a batata-doce, que registrou R$ 102 milhões no triênio.
O melhor desempenho desse período foi registrado em 2025, ano em que a produção atingiu 10.940 toneladas e faturou R$ 17.598.995,00. Esse salto representa um crescimento de 22% em relação a 2024, o que reforça a importância estratégica da irrigação permanente para garantir a regularidade e a qualidade do cultivo. A Coderse, vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), destaca que a maior parte desse volume vem do Perímetro Irrigado Califórnia, em Canindé de São Francisco, que produziu 22,3 mil toneladas no acumulado do triênio.
O mercado para o quiabo sergipano é amplo, com a produção sendo escoada principalmente para Salvador, além de atender Alagoas e diversos municípios locais. No centro-sul do estado, o Perímetro Irrigado Piauí, em Lagarto, também mostra sua força com 538 toneladas produzidas nos últimos três anos. Segundo Gildo Almeida, gerente do perímetro, a água regular é o que mantém a qualidade elevada mesmo em tempos de estiagem, evitando as dificuldades causadas pelo excesso de umidade que o inverno traria para o solo.
Além do impacto econômico direto, a produção em Lagarto favorece a diversificação agrícola, alcançando sete povoados com o cultivo de batata-doce, macaxeira, milho e até pecuária. Para o produtor Nielson de Oliveira, o quiabo é a principal fonte de sustento. Ele ressalta que a planta é precoce, começando a produzir entre 60 e 70 dias após o plantio, com colheitas que duram até oito meses. Nielson destaca que a irrigação otimiza o uso de insumos e garante maior lucro, destinando parte da safra para feiras locais e para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Essa realidade próspera se repete em quase todos os polos da Coderse. Além de Canindé e Lagarto, o quiabo é cultivado com sucesso nos perímetros Jacarecica I, em Itabaiana; Jacarecica II, entre Areia Branca, Malhador e Riachuelo; e no Poção da Ribeira. Com isso, o vegetal marca presença em todos os cinco perímetros do estado onde a vocação principal é a agricultura, reafirmando seu papel vital para o campo sergipano.
| Indicador | Total Consolidado | Destaque 2025 |
| Produção | 27.938 toneladas | 10.940 toneladas |
| Faturamento | R$ 51.000.000,00 | R$ 17.598.995,00 |
| Área | 1.569 hectares | 559 hectares |
| Crescimento | — | + 22% (comparado a 2024) |
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