Segurança Pública

Operação do Gaeco ocorreu em nove Estados; em Sergipe, o alvo foi o Hospital de Cirurgia

Compartilhe:

A  terceira fase da Operação Metástase desencadeada hoje em Sergipe, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual, que investiga desvio de recursos do Hospital de Cirurgia, faz parte de algo bem maior. Além de Sergipe, os Ministérios Públicos do Amazonas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo, também fizeram o mesmo. Ao todo, eles cumpriram 87 mandatos de busca e apreensão, prisão, afastamento de funções públicas e colocação de tornozeleira eletrônicas em investigados. A ação foi articulada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), colegiado que reúne os Gaecos do Brasil.

O objetivo da operação nacional é combater crimes contra a administração pública praticados por servidores públicos e particulares, dentre eles crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, Peculato eletrônico, participação em organização criminosa, associação criminosa, fraude à licitação, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, falsidade ideológica e material e fraude processual.

“Lançamos uma grande ofensiva contra a corrupção e a lavagem de dinheiro, reafirmando o propósito de defesa do patrimônio público e garantindo a punição dos que teimam em confiar na impunidade. A lei vale para todos”, afirmou o procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, coordenador do GNCOC, sobre a ação nacional.

Hospital de Cirurgia

Em Sergipe, foi deflagrada a terceira fase da Operação Metástase, com o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão. A ação acontece em Aracaju e em Nossa Senhora das Dores, e tem como foco principal o aprofundamento de provas de grupo criminoso que atuava na gestão da Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia.

A operação é realizada pro Gaeco em conjunto com o Comando de Operações Especiais (COE) e o Departamento de Combate ao Crime Tributário e Administração Pública (Deotap). Segundo o Gaeco, por meio de levantamentos de dados e de campo, o ex-gestor do Hospital de Cirurgia utilizou-se de duas construtoras, registradas em nome de “laranjas” – sócios residentes no município de Nossa Senhora das Dores – com a finalidade de desvio de verba pública da saúde e utilizadas na compra de bens e enriquecimento ilícito do gestor à época. A investigação versa sobre crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Compartilhe:
Antônio Carlos Garcia

CEO do Só Sergipe

Posts Recentes

Apostas não financeiras em plataformas de previsões são proibidas

A partir do início de maio, apostas sobre temas como esportes, política e entretenimento passam…

8 minutos atrás

Nutrimia inaugura primeira loja em Itabaiana

A empresa sergipana Nutrimia, referência em alimentação saudável, expande as operações no interior de Sergipe…

24 horas atrás

Por uma igreja sinodal e missionária

  Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)   ncerra hoje a 62ª Assembleia Geral da…

1 dia atrás

TCE suspeita de irregularidades em parceira da loteria do Banese

  O Tribunal de Contas de Sergipe (TCE) enxergou indícios de irregularidade na empresa Betsul…

2 dias atrás

Agrese multa Iguá Sergipe em R$ 2,3 milhões por falhas no abastecimento

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese) multou a concessionária Iguá…

2 dias atrás

CCJ aprova admissibilidade de propostas que acabam com escala 6×1

  A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados…

2 dias atrás