A IA não será mais um “extra”
Por Cleomir Santos, consultor de marketing digital (*)
Se alguém disser que o marketing em 2026 será definido apenas pela inteligência artificial, pode ter certeza: está simplificando demais um cenário que ficou, ao mesmo tempo, mais tecnológico e mais humano.
A verdade é que o marketing não está ficando apenas mais moderno. Ele está ficando mais exigente. Exigente com estratégia, com clareza de posicionamento e, principalmente, com a forma como as marcas se relacionam com as pessoas.
E isso já está acontecendo agora.
Nos últimos anos, as ferramentas se multiplicaram. Automação, IA generativa, análise de dados, plataformas de mídia, novos formatos de conteúdo. Tudo parece prometer mais resultados com menos esforço.
Mas, na prática, o que vemos é outra realidade: mais concorrência, mais ruído e menos atenção.
Em 2026, o marketing será definido não por quem usa mais tecnologia, mas por quem sabe exatamente por que está usando.
A IA não será mais um “extra”. Ela será parte do processo, assim como hoje são as redes sociais ou os anúncios online.
O problema é que, quando todo mundo usa as mesmas ferramentas, o risco é soar igual.
Conteúdos parecidos, discursos repetidos e marcas que falam muito, mas dizem pouco. O diferencial não estará no prompt perfeito, mas na capacidade humana de decidir o que faz sentido, o que representa a marca e o que realmente ajuda o cliente.
A IA acelera. Mas quem direciona continua sendo gente.
Outro ponto decisivo para 2026 é a forma como as pessoas buscam informações. A busca tradicional está dando espaço a experiências mais conversacionais, mais contextuais e mais imediatas.
Isso muda completamente o jogo para o marketing de conteúdo.
Não basta mais produzir textos ou posts apenas para “marcar presença”. O conteúdo precisa resolver dúvidas reais, antecipar perguntas e ajudar na tomada de decisão.
Quem educa, orienta e esclarece constrói autoridade antes mesmo de tentar vender.
Um fato difícil de ignorar: anunciar está ficando mais caro. A concorrência aumenta, os espaços são limitados e o improviso custa caro.
Mas isso não é, necessariamente, algo negativo.
Em 2026, tende a sobreviver melhor quem entende que marketing não é gasto, é investimento consciente. Isso significa planejar melhor, conhecer profundamente o público e parar de tentar falar com todo mundo ao mesmo tempo.
Menos volume e mais intenção será uma vantagem competitiva.
Em um cenário cada vez mais automatizado, o que vai gerar confiança não será a perfeição, mas a autenticidade.
Marcas que se comunicam de forma clara, assumem posicionamentos, erram menos porque escutam mais e tratam atendimento como parte do marketing terão vantagem.
As pessoas não querem apenas comprar. Elas querem entender, confiar e se sentir respeitadas.
E isso não se automatiza completamente.
No fim das contas, o marketing de 2026 será definido por escolhas simples, mas estratégicas:
O futuro do marketing não será dominado por quem grita mais alto, mas por quem consegue falar melhor com quem realmente importa.
E talvez essa seja a forma mais descomplicada de pensar o marketing que vem pela frente.
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