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“Não quero sofrer a primeira derrota fora das quatro linhas”, diz Washington Coração Valente sobre seu empreendimento

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Da euforia nos gramados à angústia no balcão da churrascaria. É dessa maneira que o ex-jogador de futebol e  maior artilheiro do Brasileirão no século 21, Washington Cerqueira, o Coração Valente, se sente na condição de empresário durante a pandemia em Sergipe.  Ele ganhou  o  apelido de Coração Valente após superar um problema no coração. Agora, 18 meses depois da abertura de seu empreendimento na capital sergipana, ele diz que não quer sofrer a primeira derrota fora das quatro linhas.

O setor de bares e restaurantes foi um dos mais atingidos no Brasil desde o início da pandemia. Em Sergipe não foi diferente. Alguns empresários da área anunciaram o encerramento das atividades e outros ameaçam fechar as portas, caso a situação continue com restrições severas.

“Entendemos o momento e lamentamos as milhares de mortes em todo o país, contudo se continuarmos fechados  à noite e nos fins de semana o governo terá que ajudar urgentemente toda a categoria. E eu não falo de ajudar ao dono não, me refiro aos garçons, cozinheiras, pessoal de limpeza e toda a equipe. É preciso que as autoridades encontrem uma solução de imediato!”, desabafa o empresário.

Washington informou que precisou fazer ajustes no cardápio da churrascaria para não demitir funcionários. “A única alternativa foi mudar a estratégia de consumação. Ao invés de rodízio estamos servindo um buffet livre. A decisão foi difícil, já que os clientes estavam acostumados com o rodízio, que agora será oferecido apenas na sexta-feira”, explicou.

Residente em Sergipe desde 2017, o ex-jogador lamentou o fechamento recente de alguns bares e restaurantes na capital. “Vi uma entrevista do Hamilton do Cariri e fiquei emocionado quando ele diz que poderá fechar a casa após 21 anos de serviço. Se está ruim para ele, imagina para os pequenos empresários, donos de bares mais simples e lanchonetes. É uma situação angustiante”, acrescentou.

Para Washington, o governo estadual precisa dar auxílio aos empregados e fornecer linhas de crédito aos empresários, bem como suspender a cobrança de impostos e outros tributos. “Também existem outros caminhos para tirar o setor da crise. Vamos aguardar e ter esperança de dias melhores”.

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