Calçadão da avenida João Pessoa, centro de Aracaju
A juíza da 11ª Vara Cível de Aracaju, Hercília Maria Fonseca Lima, concedeu uma liminar estabelecendo uma multa diária de R$ 50 mil, caso as centrais sindicais “ameacem, constranjam comerciários e forcem o fechamento das lojas”, durante a greve geral desta sexta-feira, 15. A ação foi movida pela Associação Comercial e Empresarial do Estado de Sergipe (Acese).
Essa é a segunda liminar a favor da classe empresarial, diante da greve contra reforma da previdência, cortes da educação. A primeira a ser deferida foi da Justiça do Trabalho, estipulando uma multa diária de R$ 50 mil, caso os motoristas do transporte coletivo sejam impedidos de trabalhar e determinando que 40% da frota estejam nas ruas.
A Acese alegou na Justiça que, “conforme materiais publicitários informativos sobre o evento [greve geral], é de se supor que os lojistas serão forçados a encerrar o funcionamento, enquanto os trabalhadores serão proibidos de comparecer ao ofício e, ainda, que será proibida a circulação de ônibus”.
O presidente da CUT, professor Rubens Marques, disse que irá convencer os comerciários a não trabalharem, pois não haverá ônibus na cidade para transportá-los.
A ação movida pela Acese é contra a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato dos Empregados do Comércio de Aracaju, Federação dos Empregados do Comércio e Serviços, União Geral dos Trabalhadores e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.
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