Jackson Barreto, Edvaldo Nogujeira e Jorge Carvalho Fotos: Arthur DAvila/PMA
Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos
Estaria mentindo se iniciasse o presente texto dizendo que já conclui a leitura do livro “Jackson Barreto, tempo e contratempo”, de autoria do Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento, lançado na última quarta-feira, 18 de outubro, nas dependências do Museu da Gente Sergipana. Entretanto, não esperei mais alguns dias para externar, ao menos, as minhas primeiras impressões de mais uma obra sobre uma importante liderança política sergipana, somando-se a outras como a do professor Ibarê Dantas, sobre o saudoso Marcelo Déda, da qual escreverei oportunamente.
Antes, permitam-me tecer algumas considerações a respeito do biógrafo e do biografado pelos quais nutro grande e sincera admiração. Certamente, não haveria melhor nome para discorrer sobre Jackson do que o de Jorge Carvalho, não somente por seu conhecido e consagrado potencial historiográfico, mas pelo conhecimento de causa, sendo, para além de autor, também testemunha e co-partícipe de vários momentos da vida do biografado, sobretudo a política.
Jorge Carvalho de tempos em tempos, e não tem demorado muito, vem nos brindando com obras de fôlego e que nos instiga e colabora, sobremaneira, para enriquecer a historiografia sergipana. Recentemente, ainda este ano, publicou “Memórias do Jornalismo e da Coluna Social”, também pela editora Criação, conceituadíssima empresa que tem dado uma contribuição para que os livros também sejam obras de arte, não tendo sido diferente com o layout e a diagramação de “Jackson Barreto, tempo e contratempo”.
Quanto a Jackson Barreto, para além de ter sido seu eleitor na maioria de seus pleitos, lhe tenho uma dívida de gratidão incalculável, pois em seu último mandato como governador de Sergipe (2013-2018), me permitiu as condições para publicar pela EDISE, minha tese de doutorado em História pela UFPE. Mas, em que pese ter acertado mais do que errado, como afirma seu biógrafo em entrevista esta semana, para o Jornal da FAN, penso que esteja, sem sombras de dúvidas, entre os mais importantes políticos de nosso tempo, em especial por seu carisma e pelas causas populares que sempre defendeu e protagonizou.
Com recheadas e robustas 488 páginas, “Jackson Barreto, tempo e contratempo” está sendo para mim, até o presente momento, uma radiografia cirúrgica da vida política de Jackson Barreto de Lima (embora também nos seja apresentado o sujeito e o ser humano). Um ilustre santa-rosense, nascido aos seis de maio de 1944, prestes a tornar-se octogenário, que ao longo da vitoriosa vida pública foi líder estudantil, vereador, deputado estadual, deputado federal, prefeito de Aracaju, vice-governador e governador de Sergipe.
Como é característico das obras de Jorge Carvalho, seu novo livro está amplamente embasado com fontes históricas preciosas (impressas ou não), todas elas ricamente exploradas com astúcia, inteligência e sabedoria, sem filtros ou maquiagens, tecendo sobre o biografado com a verdade que muitas vezes escapa em trabalhos sobre trajetórias de vida, em particular, de figuras públicas.
A mim, resta-me concluir a leitura o quanto antes. Até lá, recomendo que outros também o façam, de modo especial e necessário, a classe política atual e aqueles que almejam lutar por ideias e ideais para as quais o biografado dedicou parte considerável de sua vida e às vezes até mesmo na iminência de colocá-la em risco, como durante a Ditadura Civil-Militar do Brasil (1964-1985), cujos fantasmas fungaram em nosso pescoço nos últimos quatro anos e que ainda ameaçam a nossa democracia, muito cara e sagrada para Jackson Barreto de Lima até a presente data.
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