Foto: Ipesaúde
O primeiro mês do ano é marcado pela campanha Janeiro Roxo, dedicada à conscientização e combate à hanseníase. A iniciativa visa educar a população sobre a doença, suas formas de transmissão, sintomas e a importância do diagnóstico precoce para garantir o tratamento adequado. O Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) está engajado nesta causa.
O médico dermatologista Marcos Daniel Seabra explica que a hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae. “A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, por meio de um contato íntimo e prolongado”, esclarece. Segundo o especialista, a enfermidade pode se manifestar de várias formas, incluindo manchas na pele, pequenas bolhas e comprometimento dos nervos periféricos. “Esses nervos são aqueles que, quando batemos, causam a sensação de choque. A bactéria se infiltra na pele e nos nervos, provocando dormência ou parestesia. A pessoa pode notar que desenvolve manchas onde perde a sensibilidade à temperatura e à dor. Para confirmar a suspeita, realizamos alguns testes no consultório”, orienta.
O dermatologista reforça a importância do diagnóstico precoce. “A hanseníase possui várias fases. Quando diagnosticada no início, o paciente consegue realizar o tratamento, obter a cura e evitar sequelas. Caso contrário, ela pode evoluir para complicações graves, como deformidades nos membros, perda total de sensibilidade, pele seca, sangramentos nasais e infiltrações nas orelhas e sobrancelhas”, informa.
O médico também alerta para o cuidado com os familiares e pessoas próximas de quem foi diagnosticado: “Quando alguém na família é diagnosticado, é fundamental que todos realizem exame e procurem um dermatologista para avaliação. Como se trata de uma doença contagiosa, é essencial investigar possíveis novos casos na família”.
Tratamento
O tratamento atual da hanseníase é feito com antibióticos disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Marcos Seabra lembra que, no passado, a hanseníase não tinha cura e os pacientes eram isolados, o que gerou estigmas e preconceitos que persistem até hoje devido à falta de informação. “Por isso, enfatizamos que o SUS oferece o tratamento completo. A informação é a chave para combater o preconceito e garantir que os pacientes busquem ajuda sem medo”, ressalta.
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