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Doses de serenidade II

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Juliano César Souto (*)

Assim como explicitado quando da proximidade das eleições presidenciais de 2018 , vozes representativas de líderes empresariais apelam veementemente para que o bom senso e foco nos reais desafios voltem a ser a nossa principal pauta, e que somente unidos em prol desses temas poderemos  ter sucesso.

 

 

Na matéria publicada pela Folha de São Paulo,  com o título  “Empresariado vê discurso de Bolsonaro com apreensão”,  vários líderes expressam suas opiniões e recomendações , tais como:

  • Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (Associação Brasileira  de Bares e Restaurantes), afirma: “Eu acho que o empresariado sai menos tenso desse momento e que podemos ter uma semana positiva. Espero que a gente continue lidando com as questões políticas dentro da Constituição.”
  • João Diniz, presidente da Cebrasse (Central Brasileira do Setor de Serviços), afirma que as falas de Bolsonaro contribuem para gerar desunião e discórdia. Ele critica os ataques às instituições, como o STF e pede que, em vez de bravatas, o presidente dê mais atenção à pauta econômica e à crise energética.
  • Para José Carlos Martins, presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), as manifestações dessa terça foram uma demonstração cívica salutar, mas agora o país precisa discutir outras questões, como o combate à fome e à desigualdade.
  • José Ricardo Roriz, presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico),  diz que Bolsonaro esticou ainda mais a corda e terá consequências na recuperação econômica e nas reformas.

Pelas afirmativas das expressivas lideranças empresariais podemos dizer que a  avaliação geral é que, passado o evento, o presidente deveria focar a retomada e perseguir a agenda econômica deixando a política de lado.

Está mais que claro que existe um desejo de mudança e  capacidade de mobilização da população e que parcela expressiva da população não está satisfeita com a situação atual e não quer a volta ao passado recente , porém o que nos deixa apreensivos é que o alvo de toda essa força se volte a temas que não deveriam ser prioridade da nação: ataque às instituições, às autoridades, incentivo à desobediência civil,  à divisão (nós X eles) e flertar com regime e atos  não democráticos.

Assim, esperamos que os poderes constituídos, legislativo e judiciário, bem como as entidades civis – empresariais,  se expressem e atuem de forma clara, ratificando que vivemos numa democracia e que é premissa básica a aceitação das regras e legislação vigente,  não sendo admissível que um chefe de poder aja ou  discurse de forma a quebrar as regras , mesmo que pretensamente investido de poderes de representar a vontade do povo.

É hora de a maioria silenciosa se manifestar, exigindo o cumprimento das regras constitucionais e legitimando os poderes e decisões das instituições.

O texto acima é a minha livre interpretação da matéria “Empresariado vê discurso de Bolsonaro com apreensão” ,   publicada no Painel S.A. da Folha de São Paulo, de autoria da jornalista Joana Cunha.

(*) Juliano César Faria Souto, 57, estanciano, administrador de empresas graduado de Faculdade  de Administração de  Brasília com MBA em gestão empresarial pela FGV.   Atua como sócio administrador da empresa Fasouto, no setor atacadista distribuidor e auto serviço.  Líder empresarial exercendo, atualmente o cargo em diversas entidades empresariais nacionais e no estado de Sergipe.

** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor.  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.

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Juliano César Faria Souto

Estanciano, 61 anos, Administrador de Empresas graduado pela Faculdade de Administração de Brasília, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Atua como sócio-administrador da FASOUTO, empresa do setor atacadista distribuidor e autosserviço.

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