Negócios

Desemprego pode se agravar em Sergipe

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“O cenário não é bom para o emprego em Sergipe e, infelizmente, essa situação pode ser agravar. Não vemos perspectiva nenhuma de que isso pode melhorar”. A afirmação é do economista Luís Moura, coordenador no Estado do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos. De acordo com dados do Cadastra Geral de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em abril  foram perdidos 1.262 empregos, um número considerado alto para Moura.

Na comparação com março, houve um decréscimo de 0,43%. Os setores de atividade que mais contribuíram para essa diminuição foram serviços industriais de utilidade pública (-829 postos) e indústria de transformação (–597 postos).

Na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, nos quatro primeiros meses do ano houve recuo de 9.964 postos (-3,27%). Ainda na série com ajustes, nos últimos 12 meses verificou-se decréscimo de 4,38% no nível de emprego ou -13.502 postos de trabalho

“Esses são empregos formais do Caged e percebemos que  a tendência é aumentar. Não há nenhuma perspectiva de que essas pessoas demitidas serão contratadas novamente. Recentemente , tivemos o fechamento de uma rede de lanchonete, um segmento de classe média. O desemprego atinge as pessoas de menor rendimento, baixa qualificação e eles sofrerão dificuldades”, explicou Moura.

Servidores públicos – Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa de desemprego em Sergipe continua em 11%. “No primeiro trimestre de 2016 temos 116  mil desempregados, enquanto que no primeiro trimestre de 2015 eram 90 mil, um aumento de 26 mil em menos de um ano”, disse o economista.

Nos serviço público, de acordo com Moura, está havendo um fenômeno. Estes servidores só saem se pedirem demissão, por aposentadoria ou morte. No primeiro trimestre de 2015 eram 135 mil servidores nos três níveis (municipal, estadual e federal), mas este ano caiu para 126 mil. “E estas vagas não estão repostas, não há perspectiva de concurso público nem nada”, comentou.

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Antônio Carlos Garcia

CEO do Só Sergipe

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