Cenário crítico, dose certa: comunicação é o antídoto Imagem editada do Pixabay
Por Diego da Costa (*)
Em Sergipe — e no Brasil — o debate sobre o uso de emendas parlamentares para pagamento de altos cachês de artistas ganhou força e dividiu opiniões. O recente caso da destinação de R$ 1,2 milhão para o show do DJ Alok no Itabaiana Festival 2025, e as discussões sobre recursos para apresentações como a de Wesley Safadão, evidenciaram quão delicada é a relação entre gestão de recursos públicos, cultura e a percepção popular.
Essas situações só reforçam uma verdade: em ano que antecede o período eleitoral, a comunicação política precisa mais do que nunca ser assertiva, transparente e profundamente conectada com a realidade do cidadão.
Quando a narrativa foge do controle, o silêncio ou a evasão são erros fatais. O segredo está em comunicar com clareza, respeito e rapidez. Para os políticos sergipanos — e sua assessoria — algumas estratégias podem fazer toda a diferença para reverter crises ou, melhor ainda, construir relacionamento e confiança com o eleitorado:
Não esconda os fatos. Explique em detalhes a motivação para a destinação das emendas, os critérios de escolha dos eventos e artistas, e os benefícios esperados para a economia local, especialmente do ponto de vista do retorno social e cultural. Dados e argumentos sólidos dissipam dúvidas e rumores.
Promova audiências públicas, ouça as redes sociais, dialogue com a população. Demonstrar disposição para ouvir críticas e sugestões é fundamental para mostrar respeito ao eleitorado. Isso traz o debate para o campo real e valoriza cada opinião.
Utilize estudos de impacto econômico, traga comparativos com cidades de perfil semelhante, mostre experiências bem-sucedidas. Exemplos práticos validam decisões e transmitem segurança.
Diante das polêmicas, evidencie o compromisso com os artistas sergipanos e a cena cultural regional. Propostas que garantam participação de talentos locais em festas públicas demonstram sensibilidade e equilíbrio na aplicação dos recursos.
Se algo foi mal interpretado, assuma os erros, peça desculpas e corrija. A humildade em admitir falhas fortalece a credibilidade, especialmente quando combinada com ações concretas para evitar novos desgastes.
Não espere o tema virar escândalo. Antecipe-se, esclarecendo as ações e promovendo a prestação de contas de maneira didática, acessível e constante — a transparência é obrigação legal, mas também ferramenta ética e política para preservar reputações.
Resumindo, em Sergipe, eleições são decididas não só nas urnas, mas, sobretudo, na confiança construída dia a dia. Quem comunica com clareza, verdade e respeito se destaca, diminui ruídos e constrói legado, mesmo em tempos de crise. Em 2025, quando a reputação pode ser abalada em poucos segundos, a comunicação assertiva é a bússola dos bons representantes.
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