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	<title>Arquivo para Lá Vem História - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 12 Sep 2026 12:26:03 +0000</lastBuildDate>
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		<title>A arte de escutar — atenção muda vidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:17:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Em tempos surreais, ainda tenho muito a aprender. Todos os dias acordo à espera de coisas novas que me desafiam a adaptar-me aos novos tempos. Em tempo de Inteligência Artificial, IA, e com tecnologias por todos os lados, vejo-me na obrigação de inseri-me no processo para &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas/">A arte de escutar — atenção muda vidas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&#038;title=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas/" data-a2a-title="A arte de escutar — atenção muda vidas"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>m tempos surreais, ainda tenho muito a aprender. Todos os dias acordo à espera de coisas novas que me desafiam a adaptar-me aos novos tempos. Em tempo de Inteligência Artificial, IA, e com tecnologias por todos os lados, vejo-me na obrigação de inseri-me no processo para não ficar à parte. Se tem um aprendizado que eu carrego, é este: as pessoas sempre serão pessoas. A humanidade, a forma de sentir, de reagir, de cometer erros, de ter fraquezas e de viver é rigorosamente a mesma. O tempo passa, as tecnologias avançam, mas a essência do homo sapiens continua a mesma.</p>
<p>Tenho visto no meu entorno um grito, às vezes inaudível, de pessoas que clamam por atenção e afeto. As pessoas só querem ser amadas, respeitadas e valorizadas. O resto é história. Na semana passada, no supermercado que frequento, vi uma conhecida chorando baixinho. Por alguns momentos, hesitei se deveria ou não me aproximar e conversar com ela.</p>
<p>Finalmente tomei a iniciativa de aproximar-me e perguntar se ela estava bem. “Não! Estou triste, despedaçada.” Perguntei como poderia ajudá-la. Ela olhou-me com olhos expressivos e marejados. Andamos um pouco e nos sentamos na cafeteria do supermercado. Sem entrar em detalhes, falou-me que estava triste por escolhas erradas no passado que afetavam sua vida agora. Nos despedimos, e fiquei a observá-la. Quantas vivências essa senhora carregava dentro dela. Quantas lágrimas ainda sairiam de seus belos olhos. A verdade é que todos nós temos nossos infernos particulares. Ninguém está livre deles. O que nos diferencia é a maneira como lidamos com isso.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Quando você aprende a olhar para as pessoas, despido de preconceito, de rótulo, de cargo, de posição social, de poder, de riqueza, tudo muda.  Sabe por quê? Porque você para de julgar e começa a acolher. Você para de se afastar e começa a se aproximar. Ninguém é melhor do que o outro; apenas temos pecados diferentes.</p>

			</div></div>
<p>Quando você entende que por trás de uma roupa de grife ou daquela roupa simples existe alguém que chora, que sente dor, que tem medos e que acorda todo dia querendo melhorar e se livrar do que o atormenta, tudo muda.</p>
<p>Com o tempo, aprendemos a não nos assustar com o status alheio e descobrimos que, no fundo, somos todos iguais: aprendizes tentando acertar. Somos seres em busca constante de afetos e atenção.</p>
<p>Num domingo, após um compromisso de trabalho, me encaminhei para o carro. Ao lado, uma Belina marrom, muito antiga, surrada, com um senhor com as portas abertas. Dei-lhe bom dia. Ele respondeu e perguntou se não gostaria de comprar um saco de petas. Comprei dois sacos: um para o amigo Marcelo Augusto, que me acompanhava, outro para mim. Entabulamos conversa, e aquele homem esquálido levantou a camisa, mostrando o corpo franzino, coberto com uma cicatriz enorme e a bolsa de colostomia. Em quarenta minutos, ouvi-o atentamente narrar sua via-crucis. Contou-me que teve um câncer de intestino; fez tratamento brabo e estava usando a bolsa. Falou da alegria em estar vivo, trabalhando, provendo a família. Homem simples, que tem somente o dia para viver, e o coração cheio de gratidão. São pessoas como Wandeley que fazem termos fé na humanidade e vermos que nem tudo está perdido.</p>
<p>Quando você enxerga a essência das pessoas, você se conecta com o que realmente importa. E é aí que a mágica acontece. Suas relações ficam mais leves, seu entorno fica mais belo; seu ambiente profissional fica mais humano, e você descobre uma paz gigantesca dentro de você.</p>
<p>Ter tempo para ouvir o outro nos engrandece. Quantos estão neste momento querendo, tão somente, alguém que os ouça.</p>
<p>Se lhe puder dar uma dica, amigo leitor, querida leitora, sempre que possível, faça esse exercício: olhe para além dos cargos, dos títulos e das aparências. Olhe para a pessoa que está ali à sua frente. É isso que transforma vidas, é isso que constrói pontes e é isso que faz você ser inesquecível na vida de alguém.</p>
<p>Pense nisso. Ouça, inspire, expire. As palavras têm poder. A atenção muda vidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Setembro, tempo de esperançar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Sep 2026 20:12:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por  Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Setembro chegou. O ano se encaminha para o final. Gosto dos meses que terminam em “bro”; ou seja, os quatro meses que fecham o ano. A atmosfera da cidade mudou. Ventos fortes fazem as folhas das árvores caírem, renovando-as. Precisei me ausentar por uns dias. Fiz uma &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/setembro-tempo-de-esperancar/">Setembro, tempo de esperançar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&#038;title=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/setembro-tempo-de-esperancar/" data-a2a-title="Setembro, tempo de esperançar"></a></p><blockquote><p>Por  Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">S</span>etembro chegou. O ano se encaminha para o final. Gosto dos meses que terminam em <span class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text" data-d-default-strong="" data-d-inline="">“bro”</span>; ou seja, os quatro meses que fecham o ano.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">A atmosfera da cidade mudou. Ventos fortes fazem as folhas das árvores caírem, renovando-as.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">Precisei me ausentar por uns dias. Fiz uma excursão por um país vizinho. Ao desembarcar, respirei o ar da Ilha do Amor. Caminho pelo centro da cidade, em final de tarde, e sinto o mormaço e o vento desalinhando o cabelo.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">A cidade está tão bonita que até o mar mudou de cor. Talvez para celebrar os 414 anos de São Luís, neste <span class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text" data-d-default-strong="" data-d-inline="">8 de setembro</span>. De setembro em diante, começo a desacelerar, dando lugar a mais entardeceres e a apreciar o que essa ilha tem de mais belo. Ando pelo mundo, mas é em São Luís que está minha identidade, o que me cativa. Sem São Luís, sou apenas mais um desgarrado, sem história.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">Que setembro traga saúde, porque continuamos a perceber <span class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text" data-d-default-strong="" data-d-inline="">demasiado tarde</span> que quase <span class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text" data-d-default-strong="" data-d-inline="">todo o resto</span> perde importância quando ela falta. Que traga tranquilidade para quem anda cansado de resolver problemas, de fazer contas à vida e de fingir que está tudo bem quando, na verdade, só precisava de alguns dias sem ter de se preocupar com nada. Gosto de palavrar e também de escutar. Quantas histórias únicas e especiais ouvi em tempos recentes.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">Que <span class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text" data-d-default-strong="" data-d-inline="">a calma de setembro</span> traga oportunidades, mas sobretudo discernimento para perceber quais merecem realmente um “sim”. Nem todas as portas abertas nos levam para onde queremos ir e, às vezes, uma das maiores conquistas da vida é aprender a não entrar em todas.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">Às vezes, portas fechadas são livramentos de pessoas e problemas não detectados.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">Que setembro traga trabalho para quem procura, estabilidade para quem vive na incerteza e dinheiro suficiente para que ninguém tenha de escolher constantemente qual das preocupações paga primeiro. Porque podemos romantizar muitas coisas, mas viver permanentemente preocupado com dinheiro rouba uma paz que nenhuma frase bonita ou curso de autoajuda consegue devolver.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">Que este mês cure algumas coisas que ainda doem em silêncio. Uma saudade, uma desilusão, uma relação que terminou, uma ausência que ainda pesa ou simplesmente aquele cansaço que ninguém vê porque continuamos a sorrir normalmente.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">E, no meio de tudo isto, que setembro não se esqueça de nos trazer momentos bons. Daqueles que acontecem sem aviso, numa mesa com pessoas de quem gostamos, numa mensagem inesperada, num abraço demorado ou num dia absolutamente comum que acaba por ficar na memória. Um café com um amigo.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">Não esperemos que setembro mude a nossa vida inteira. Às vezes, basta que nos devolva um bocadinho da esperança que os meses anteriores foram levando.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: center;">Quando entrar setembro</p>
<p style="text-align: center;">E a boa nova andar nos campos</p>
<p style="text-align: center;">Quero ver brotar o perdão</p>
<p style="text-align: center;">Onde a gente plantou juntos outra vez</p>
<p style="text-align: center;">Já sonhamos juntos</p>
<p style="text-align: center;">Semeando as canções no vento</p>
<p style="text-align: center;">Quero ver crescer nossa voz</p>
<p style="text-align: center;">No que falta sonhar</p>
<p style="text-align: center;">Já choramos muito</p>
<p style="text-align: center;">Muitos se perderam no caminho</p>
<p style="text-align: center;">Mesmo assim, não custa inventar</p>
<p style="text-align: center;">Uma nova canção que venha nos trazer</p>
<p style="text-align: center;">Sol de primavera</p>
<p style="text-align: center;">Abre as janelas do meu peito</p>
<p style="text-align: center;">A lição sabemos de cor</p>
<p style="text-align: center;">Só nos resta aprender</p>
<p style="text-align: center;">Já choramos muito</p>
<p style="text-align: center;">Muitos se perderam no caminho</p>
<p style="text-align: center;">Mesmo assim, não custa inventar</p>
<p style="text-align: center;">Uma nova canção que venha trazer</p>
<p style="text-align: center;">Sol de primavera</p>
<p style="text-align: center;">Abre as janelas do meu peito</p>
<p style="text-align: center;">A lição sabemos de cor</p>
<p>Só nos resta aprender”, canção de Ronaldo Bastos e Beto Guedes.</p>

			</div></div>
<p>Que setembro seja gentil com todos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&#038;title=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/setembro-tempo-de-esperancar/" data-a2a-title="Setembro, tempo de esperançar"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/setembro-tempo-de-esperancar/">Setembro, tempo de esperançar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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		<title>O que cabe em um domingo?</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-que-cabe-em-um-domingo/</link>
					<comments>https://www.sosergipe.com.br/o-que-cabe-em-um-domingo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2026 20:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[domingo]]></category>
		<category><![CDATA[espírito]]></category>
		<category><![CDATA[Estado]]></category>
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		<category><![CDATA[preguiça]]></category>
		<category><![CDATA[recomendações]]></category>
		<category><![CDATA[serviços]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Gosto de domingos. O domingo tem um silêncio que não se explica, apenas se sente. Domingo é um estado de espírito. É como se o tempo caminhasse mais devagar, carregando nas horas uma melancolia doce, quase nostálgica. O cheiro do café da manhã parece ter outro sabor, a &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">G</span>osto de domingos. O domingo tem um silêncio que não se explica, apenas se sente.</p>
<p>Domingo é um estado de espírito. É como se o tempo caminhasse mais devagar, carregando nas horas uma melancolia doce, quase nostálgica. O cheiro do café da manhã parece ter outro sabor, a luz que entra pela janela com mais calma, e até o coração parece pedir descanso. Hora em que leio o jornal com parcimônia, sem pressa. Sim! Ainda leio jornal impresso, especialmente nos domingos, quando sai publicada minha coluna.</p>
<p>Domingo é dia de lembrar das conversas que ficaram na memória, dos abraços que já não se repetem, das mesas cheias que hoje guardam cadeiras vazias. O domingo, mais do que qualquer outro dia, desperta saudade: da infância, das risadas antigas, dos lugares onde já fui feliz.</p>
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<p>Era logo cedo nos domingos que meu pai, Luiz Magno, me ligava para passarmos em revista nomes conhecidos. Falávamos dos recém-falecidos, tecendo histórias pitorescas. Lembro de uma de nossas últimas conversas, em que papai me disse ter encontrado a viúva de um amigo dele, que morrera na casa da amante. Com velório já providenciado, todos comunicados de sua passagem, eis que a viúva descobre o local e as circunstâncias da morte do marido. Tudo mudou. A viúva então chorosa, espraguejava, amaldiçoando o defunto. Não foi ao velório. Foi mudado o local dos serviços funerários, e o quiproquó no velório foi enorme. Papai contava isso e gargalhava.</p>

			</div></div>
<p>Domingo é um divisor de águas; dia em que a preguiça faz morada.</p>
<p>Quando criança, era aos domingos, que minha mãe, após o almoço, arrumava todos os filhos para visitar parentes. Como morávamos em bairro distante, íamos todos, lavados e arreados, para o centro da cidade, à casa de tios e seus compadres. Muitas recomendações: comportem-se, nada de correr pela casa. Só aceitem o que lhes oferecerem, nada de pedir. Não falem com a boca cheia. Vão pensar que comem assim em casa. Não façam perguntas. Era só chegar na casa alheia para perguntar: não vão servir nada? Quando serviam café, a cara de desânimo era grande. Os olhos de mamãe só faltavam sacar.</p>
<p>O bom era quando serviam bolo e Cola Jesus, como era chamado “O sonho cor de rosa das crianças”. Até hoje, ao beber Guaraná Jesus, relembro o passado.</p>
<p>Quantas memórias cabem em um domingo. Talvez por isso seja um dia tão poético: carrega em si a mistura de paz e falta, de descanso e lembrança, de presença e ausência. No fundo, todo domingo é um convite a olhar para dentro, sentir o que dói e agradecer pelo que já foi vivido.</p>
<p>Domingo era tempo de macarronada, com ovo cozido cortado, azeitonas; carne de porco e frango assado. Só nos domingos especiais se comia strogonoff.</p>
<p>Domingo também era tempo de ir à igreja, rezar e pedir perdão pelos pecados. Como não sou fã de futebol, poucas vezes fui a estádios.</p>
<p>Quando adolescente, domingo era dia de colocar roupa nova para namorar na praça da igreja matriz em Rosário, onde passava as férias escolares. Havia um trajeto feito no sentido horário, ou no antirritário, onde se paquerava as meninas, enquanto se assistia à TV, colocada em uma caixa, no centro da praça.</p>
<p>Hoje, nos domingos, recebo a visita de filhos, noras e de Heitor, primeiro neto.</p>
<p>Gosto da suavidade dos domingos, em que até o cântico dos passarinhos na janela de casa fica mais bonito. Domingos são memórias vivas de tempos que me habitam.</p>
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		<title>Nem tudo está perdido</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/nem-tudo-esta-perdido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Aug 2026 14:22:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[devolvido]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[filhos]]></category>
		<category><![CDATA[honestidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Amor]]></category>
		<category><![CDATA[netos]]></category>
		<category><![CDATA[PIX]]></category>
		<category><![CDATA[praç.a do Jansen]]></category>
		<category><![CDATA[praça]]></category>
		<category><![CDATA[teste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Domingo, 16 de agosto. Final de tarde. Após dia quente, normal na Ilha do Amor, recebi mensagem de Rodrigo, meu filho, dizendo que estava a caminho, para nos encontrarmos na praça da Lagoa da Jansen, que fica em frente ao meu condomínio. Desço e encontro: Ana &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>omingo, 16 de agosto. Final de tarde. Após dia quente, normal na Ilha do Amor, recebi mensagem de Rodrigo, meu filho, dizendo que estava a caminho, para nos encontrarmos na praça da Lagoa da Jansen, que fica em frente ao meu condomínio.</p>
<p>Desço e encontro: Ana Paula, Rodrigo e Heitor, neto querido de um ano e meio, que está começando a andar e precisa de espaço. A praça é território da alegria. Quando arrefece o calor, é na praça que pais levam filhos e tutores seus pets. Algazarra garantida. Crianças e adolescentes com suas bicicletas, patinetes motorizados, patins, skates. Cuidado redobrado com Heitor, que corre ziguezagueado, sem medo do seu entorno. Em uma cidade carente de praças e áreas verdes, tenho o privilégio de morar em frente a um espaço razoavelmente bem cuidado pelo poder público. Não conheço nenhuma praça em São Luís que seja lavada regularmente pela prefeitura como a da Lagoa da Jansen. Além de policiada.</p>
<p>Acomodado no banco, eis que, de repente, um garoto, de no máximo 12 anos, passa em alta velocidade em sua bicicleta. Um aparelho celular cai. Ana Paula apanha o aparelho e chama o menino, para informá-lo de que deixara o celular para trás. O garoto acelerou; perdemo-lo de vista.</p>
<p>Logo em seguida, outro garoto, agora mais devagar, se aproxima. Pergunto se ele conhecia o garoto que havia deixado o celular que caiu. “Sim”, respondeu ele. Ana Paula entrega-lhe o aparelho.</p>
<p>Não demorou muito, o primeiro garoto retornou com o celular em mãos. “Vocês passaram no teste”, diz ele. “Que teste?”, pergunto.</p>
<p>“Nós estamos fazendo um experimento, deixamos o celular cair de propósito para saber se vão nos devolver”, diz ele e completa: “O celular é só a carcaça, não funciona”. E sai em nova disparada.</p>
<p>Fiquei surpreso e intrigado. Não sei o nome do garoto. Não sei se o teste é para um estudo sobre honestidade ou para fazer uma estatística sobre quem devolve ou não o aparelho de celular. Quem sabe, um trabalho para a escola.</p>
<p>Testes de honestidade em praças públicas são experimentos sociais comuns na internet e nas TVs. Neles, criadores de conteúdo deixam objetos de valor (como celulares, carteiras ou notebooks) sozinhos em bancos de praças e calçadões para gravar a reação dos pedestres com câmeras escondidas. A maioria das pessoas costuma ignorar o objeto ou devolvê-lo.</p>
<p>Geralmente, alguém finge deixar cair dinheiro ou uma carteira no chão da praça.</p>
<p>Um item caro, como um notebook ou celular, fica sobre um banco sem vigilância aparente. Uma equipe grava de longe para ver se quem passa devolve o item ou tenta furtar. Em muitos vídeos, pessoas devolvem o item perdido ou avisam o dono, surpreendendo quem duvidava da bondade alheia.</p>
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<p>A honestidade mora nas pequenas coisas do dia a dia, como devolver um troco errado na padaria ou falar a verdade quando ninguém está olhando. Ela parece fora de moda, mas é o fio invisível que segura a vida em paz. Ser honesto dá leveza à vida. São exemplos de civilidade, tão fora de moda atualmente.</p>

			</div></div>
<p>Recentemente, ao abrir a porta do apartamento, deparei-me com Josi, empregada dos vizinhos. Ela contava para a zeladora do prédio, Nilde, a angústia que passou até devolver uma quantia que depositaram indevidamente em sua conta, através de um Pix. “Enquanto não devolvi o dinheiro, não sosseguei”, disse Josi aliviada. “O dinheiro não era meu”.</p>
<p>São exemplos como o de Josi que provam que nem tudo está perdido. Certamente, esse dinheiro seria útil a Josi, mas ela preferiu devolver.</p>
<p>Fico feliz que o mundo que Heitor está conhecendo tenha gente honesta e ética.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>“A casca dourada e inútil das horas&#8230;”</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-casca-dourada-e-inutil-das-horas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2026 09:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[dias corridos]]></category>
		<category><![CDATA[horas]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Dias corridos, açambarcados de afazeres. Compromissos prementes e urgentes. Tudo para ontem. Tudo inadiável. Vida vivida das sobras do tempo. Tempo que não presta atenção a nada. Segue impávido, ziguezagueando na areia movediça da existência. Tudo o que vive, vive contra o relógio. A célula que &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>ias corridos, açambarcados de afazeres. Compromissos prementes e urgentes. Tudo para ontem. Tudo inadiável. Vida vivida das sobras do tempo. Tempo que não presta atenção a nada. Segue impávido, ziguezagueando na areia movediça da existência.</p>
<p>Tudo o que vive, vive contra o relógio. A célula que se divide, o corpo que se move, o pensamento que se forma, tudo isso acontece dentro de um prazo, e o prazo, por definição, é o caminho inescapável da libitina. O homem é, entre todos os seres, o único que sabe disso enquanto vive, o único que carrega, desde a infância, a certeza fria de que um dia deixará de existir, e é justamente dessa certeza insuportável que nasce o gesto mais estranho e mais singular da espécie humana, o existir.</p>
<p>Desde que nascemos, somos regidos pelas horas do relógio, pelo calendário, que nos delimita: dias, semanas, meses, anos. O tempo é criação de Deus; as horas, invenção dos homens. Somos regidos pelo calendário gregoriano, que se baseia no modelo solar criado em 1582 pelo Papa Gregório XIII para organizar os dias, os meses e os anos com base no movimento da Terra ao redor do Sol.</p>
<p>Das horas convencionadas não escapamos. Tudo cronometrado. Tudo fugidio. Tudo fugaz. Basta seguir o script e seguir em frente.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: center;">“A vida é o dever que trouxemos para fazer em casa.</p>
<p style="text-align: center;">Quando se vê, já são seis horas!</p>
<p style="text-align: center;">Quando se vê, já é sexta-feira!</p>
<p style="text-align: center;">Quando se vê, já é Natal…</p>
<p style="text-align: center;">Quando se vê, já terminou o ano…”,</p>
<p style="text-align: center;">cito o poeta gaúcho, Mário Quintana.</p>

			</div></div>
<p>Logo cedo ele enviou uma mensagem para ela: “Vem estar comigo, não faremos amor. Ele nos fará”. Ele acendeu a chama dela.</p>
<p>Mesmo corridos, eles se permitiram um tempo só para si.</p>
<p>Adiaram compromissos, desmarcaram urgências, fecharam agendas. Desligaram celulares. Estavam a sós com seus desejos, suas libidos, sua sexualidade, a compartilharem momentos únicos e especiais.</p>
<p>Entre um afazer e outro, uma reunião e outra, entre um evento e outro, finalmente, encontraram um tempo só para eles. Despiram-se de seus títulos, dos cargos que ocupam, das preocupações prementes. Nus, aproveitaram-na e degustaram as delícias de estarem vivos e bolinho. Bolinho e bolinando um ao outro, na descoberta magistral que seus corpos lhes oferecem. Cada gesto, uma descoberta. Com uma coreografia dos que perscrutam novas experiências. Corpos que aprenderam, com o tempo, a dar-se prazeres. Não havia palavras, somente sussurros. Uivos de gozos intensos. Conectados, se entregaram ao prazer selvagem. A geografia humana é um campo vasto de aprendizados e descobertas.</p>
<p>Ela, inteira, sensual, não se preocupou em desnudar-se para ele. Entrega total: ao ato, ao momento, sem olhar para o relógio, alheia ao calendário. Nada de afazeres. O instante exigia fazeres, entrega plena.</p>
<p>Ele, inteiro, feliz, maravilhado em presenciá-la chegar ao nirvana.</p>
<p>Suados, ofegantes, plenos, felizes, deitados lado a lado, eram animais saciados.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>“Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava para o relógio.</p>
<p>Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas&#8230;</p>
<p>Seguraria o amor que está à sua frente e diria que o amo&#8230;</p>
<p>E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.</p>
<p>Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.</p>
<p>A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará”, retorno a Mário Quintana em “Tempo”.</p>

			</div></div>
<blockquote><p>“Aprendi que o tempo não leva tudo. Ele deixa algumas coisas: um cheiro, uma palavra, um olhar, que ficou na memória. E é com isso que seguimos em frente “, diz Clarice Lispector.</p></blockquote>
<p>Quão bom é sentir a delícia das coisas mais simples, coisas que dependem apenas de nós. Bem-aventurado é todo aquele que encontra tempo para se dar prazer.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>“Não há nada que resista ao tempo”</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/nao-ha-nada-que-resista-ao-tempo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 14:10:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[aspecto]]></category>
		<category><![CDATA[compromissos]]></category>
		<category><![CDATA[degraus]]></category>
		<category><![CDATA[desacelerar]]></category>
		<category><![CDATA[janela]]></category>
		<category><![CDATA[menino]]></category>
		<category><![CDATA[planeta]]></category>
		<category><![CDATA[propósito]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; “Não há nada que resista ao tempo. Como uma grande duna que se vai formando grão a grão, o esquecimento cobre tudo. Ainda há dias pensava nisto, a propósito de não sei que afeto. Nisto de duas pessoas julgarem que se amam tresloucadamente, de não terem mutuamente no &#8230;</p>
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]]></description>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">“N</span>ão há nada que resista ao tempo. Como uma grande duna que se vai formando grão a grão, o esquecimento cobre tudo. Ainda há dias pensava nisto, a propósito de não sei que afeto. Nisto de duas pessoas julgarem que se amam tresloucadamente, de não terem mutuamente no corpo e no pensamento senão a imagem do outro, e daí a meia dúzia de anos não se lembrarem sequer de que tal amor existiu, cruzarem-se numa rua sem qualquer estremecimento, como dois desconhecidos.</p>
<p>Essa certeza, hoje então, radicou-se ainda mais em mim.</p>
<p>Fui ver a casa onde passei um dos anos cruciais da minha vida de menino. E nem as portas, nem as janelas, nem o panorama em frente me disseram nada. “Tinha cá dentro, é certo, uma nebulosa sentimental de tudo aquilo. Mas o concreto, o real, o número de degraus da escada, a cara da senhoria, a significação terrena de tudo aquilo, desaparecerá”, cito o escritor português Miguel Torga, em &#8220;Diário (1940)&#8221;, um texto que li no voo de São Paulo para São Luís.</p>
<p>Havia passado uns dias no planeta SP, onde tudo é superlativo. Correndo de um lado para o outro, açambarcado de compromissos e afazeres.</p>
<p>Tenho escrito sobre a passagem do tempo continuamente, talvez, por ter menos tempo pela frente que gostaria. No outono da vida, sinto tudo acelerar, sem que eu possa nada fazer. Pensei que depois de velho iria desacelerar. Ledo engano.</p>
<p>Levanto, descortino a janela, tomo meu “desayuno”; em pouco tempo é hora de almoçar. A tarde esvai-se rapidamente. Chega a noite, sorrateiramente, pondo um ponto final em mais um dia. Já deixamos sete meses para trás de um ano que começou há pouco.</p>
<p>&#8220;O passado é absoluto e irrecuperavelmente passado. Mas, ao mesmo tempo, o passado é presente e contém futuro. Ele limita as possibilidades vindouras e liberta outras; está previamente dado em nossa linguagem, está gravado em nossa consciência, assim como no inconsciente, em nossas instituições e em sua crítica”, cito o historiador alemão Reinhart Koselleck.</p>
<p>Autor do livro “Futuro passado”, para Koselleck, a experiência é o passado tornado presente, repleto de memórias e lições consolidadas. A expectativa é o futuro antecipado no presente — a área dos desejos, planos e temores. A modernidade é definida pela crescente distância e assimetria entre essas duas categorias: o passado deixa de ser um guia exato para um futuro que se projeta cada vez mais desconhecido e aberto a transformações.</p>
<figure id="attachment_100437" aria-describedby="caption-attachment-100437" style="width: 225px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-07-at-11.40.31-scaled.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-100437 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-07-at-11.40.31-225x300.jpeg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-07-at-11.40.31-225x300.jpeg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-07-at-11.40.31-768x1024.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-07-at-11.40.31-1152x1536.jpeg 1152w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-07-at-11.40.31-1536x2048.jpeg 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Image-2026-08-07-at-11.40.31-scaled.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100437" class="wp-caption-text">A vida pede atitude em cada instante</figcaption></figure>
<p>Um pedaço de mim já ficou no passado. Não tenho como resgatar. Foi quando deixei de ler um bom livro, quando ouvi o amigo, quando não aproveitei aquele instante para falar de amor; quando não abracei meu pai e nem beijei minha mãe, que partiram faz tempo. Quando não reservei um tempo para mim, em meio à correria inócua.</p>
<p>Um pedaço de mim se perdeu na curva, quando abandonei o sonho de tentar. Quando aceitei trabalhar onde não gostava. Quando tive de fazer o que não suportava. Quando disse sim, quando queria dizer não. Quando deixei o amor morrer antes de nascer, por medo de sofrer&#8230;</p>
<p>Um pedaço de mim ficou parado, quando não quis fazer um novo percurso, quando me conformei com o velho, quando fiquei parado, com medo do novo, do desconhecido.</p>
<p>A vida pede atitude em cada instante, e passa por cima de quem se cala, de quem aceita, de quem acredita que tudo está irremediavelmente perdido. A vida desacata quem não se aceita, humilha quem não se valoriza, ensina com amor os que amam sem medidas, ensina com dor, os que fogem das lições.</p>
<p>Um pedaço de mim quer tudo, outro quer se esconder. Assim, cabe a mim, só a mim, dosar ansiedade e apatia, ter um tempo para criar e outro para executar. Falar e ouvir, ensinar e aprender, caminhar e correr, amar e ser amado, falar baixo e gritar, ter um tempo para refletir… “Há tempo para tudo”, ensinam as Sagradas Escrituras.</p>
<p>Só não vale cruzar os braços, só não vale não ser você, só não vale esquecer: que nada é mais importante do que você.</p>
<p>Caro leitor, amiga leitora, se puder dar-lhe um conselho: Seja maluco o suficiente para enxergar um futuro que você ainda não tem. E seja disciplinado o suficiente para caminhar nessa direção, que nem um louco.</p>
<p>Avante! Sempre em frente.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O tempo não devora apenas os dias</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-tempo-nao-devora-apenas-os-dias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2026 19:30:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[amabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[começo]]></category>
		<category><![CDATA[cumpridas]]></category>
		<category><![CDATA[dispostivos]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[inóciuas. capítulos]]></category>
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		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Sexta-feira, 31 de julho. Derradeiro dia do mês. Os dias seguem no cipoal do tempo, sem prestar atenção em mim. Semana corrida. Tempo escasso para realizar desejos. 212 dias do ano ficaram para trás. Muito foi feito. Muito deixei de fazer. Mesmo não gostando, sou procrastinador. Cobro-me, &#8230;</p>
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<blockquote><p>Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">S</span>exta-feira, 31 de julho. Derradeiro dia do mês. Os dias seguem no cipoal do tempo, sem prestar atenção em mim. Semana corrida. Tempo escasso para realizar desejos. 212 dias do ano ficaram para trás. Muito foi feito. Muito deixei de fazer. Mesmo não gostando, sou procrastinador. Cobro-me, porém não mudo. Segue a vida.</p>
<p>Manhã ensolarada na Ilha do Amor. Ventos fortes. No “desayno”, observo pela janela a algazarra dos passarinhos a beberem água no depósito. “Observem os pássaros. Eles não plantam nem colhem, nem guardam alimento em celeiros, pois seu Pai celestial os alimenta”, ensinam as Sagradas Escrituras. Como gostaria de ser como os pássaros. Felizes, abastecidos, voam e os perco no horizonte.</p>
<p>Batem asas rumo ao infinito. São livres.</p>
<p>Nestes sete primeiros meses que se foram, perdi amigos queridos, que fizeram a passagem rumo à eternidade. Sonhos interrompidos ou missões cumpridas? A vida é mistério. Nunca saberemos de onde viemos, porque viemos. Quando vamos, para onde vamos?</p>
<p>Viver, nada mais é do que administrar perdas. Perdemos colágeno, cabelo, viço e, também, pessoas. Perdemos tempo com coisas inócuas. Olho para trás e vejo quanto tempo perdi fazendo papel de besta. Se reciclasse todo esse papel, arrecadaria alguns tostões.</p>
<p>“Você acorda todo dia com um roteiro que não escreveu. Segue regras que não escolheu. E, chama isso de vida”, escreveu o franco-argelino Albert Camus. Presente de um amigo, estou lendo “O Estrangeiro”, de Camus, publicado em Paris em 1942 pela editora Gallimard.</p>
<p>Toda vida também é escrita em capítulos. Alguns trazem alegria, outros deixam marcas; mas cada página acrescenta algo à pessoa que estamos nos tornando. Um momento difícil não representa a história inteira. Às vezes, ele é apenas a parte necessária para ensinar força, paciência e coragem.</p>
<p>Portanto, caro leitor, amiga leitora, não rasgue o livro por causa de uma página ruim. Continue escrevendo, porque os próximos capítulos ainda podem surpreender você. A história só termina quando você decide parar. Enquanto continuar, sempre haverá espaço para um novo começo.</p>
<p>“Há que ter coragem. Há que ter algum sonho correndo nas veias, e um grão de loucura faiscando na alma”, cito a gaúcha Lya Luft.</p>
<p>“Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida. O irrepetível do meu passado – esse é que é o cadáver! Todos os meus próprios momentos passados podem ser que existam algures…” Álvaro de Campos, in “Poesias de Álvaro de Campos”, Edições Ática, Lisboa, 1980.</p>
<p>O tempo não devora apenas os dias. Devora, aos poucos, aquilo que faz de uma vida uma experiência humana.</p>
<p>Quando tudo precisa ser rápido, útil, produtivo e imediatamente respondido, a presença começa a parecer desperdício. A escuta se encurta. A atenção se fragmenta. A memória perde profundidade, porque já não há tempo para que as coisas permaneçam dentro de nós. As pessoas passam por lugares, conversas, afetos e acontecimentos sem realmente habitá-los.</p>
<p>O tempo que devora também corrói a amabilidade. Não porque as pessoas tenham se tornado necessariamente cruéis, mas porque estão cansadas, saturadas, atrasadas em relação a tudo. A delicadeza exige pausa. O cuidado exige atenção. A empatia exige imaginar, por alguns instantes, a vida do outro. E tudo isso parece caro demais numa sociedade que transformou a urgência em modo de existência.</p>
<p>Sem tempo, a imaginação empobrece. Repetimos o que já vimos, desejamos o que nos ofereceram, lembramos apenas o que os dispositivos registraram. Até os afetos correm o risco de se tornar tarefas: responder, confirmar, comparecer, reagir.</p>
<p>Ainda faltam 153 dias para terminar o ano de 2026. Desejo a todos tempo para realização de desejos. Fé em Deus e pé na tábua.</p>
<p>Avante! Sempre em frente.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Quando o silêncio equilibra o cotidiano</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/quando-o-silencio-equilibra-o-cotidiano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 16:31:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Em um mundo cada vez mais barulhento, escolho o silêncio. O silêncio, às vezes, é mal compreendido ou mal interpretado. Muitos o tratam como ausência, quando, na verdade, é presença. Não é o vazio que assusta, mas aquilo que emerge quando todas as distrações se calam. &#8230;</p>
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]]></description>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>m um mundo cada vez mais barulhento, escolho o silêncio. O silêncio, às vezes, é mal compreendido ou mal interpretado. Muitos o tratam como ausência, quando, na verdade, é presença. Não é o vazio que assusta, mas aquilo que emerge quando todas as distrações se calam. O silêncio diz muito.</p>
<p>No outono da vida, vez por outra, me pego sorumbático. Avesso à multidão do meu entorno. Gosto de gente, mas não preciso estar sempre cercado por elas. Quando não estou a caminhar pelo mundo, é no santuário de casa que me refugio, em busca de paz. Cada vez menos preciso estar em lugares ruidosos. Durante a Copa do Mundo de Futebol, em um jogo em que a seleção canarinho entrou em campo, atendendo a um convite de amigos diletos, fui assistir à partida na casa deles. Eufóricos e ufanistas, com todos os adereços verdes e amarelos espalhados pela ampla casa, barulho por todo lado, me acabrunhei.</p>
<p>Basta haver Copa do Mundo de Futebol para que todo pacato cidadão, que não entende nada de futebol, vire autoridade no assunto. Lá havia inúmeros técnicos de futebol a gritar. Enquanto isso, a TV mostrava Carlo Ancelotti, bem pago para isso ( R$ 6 milhões mensais), que mascava seu chiclete na beira do gramado. Alheio ao barulho do campo.</p>
<p>Após alguns decibéis, não demorei a pegar o caminho de casa.</p>
<figure id="attachment_100167" aria-describedby="caption-attachment-100167" style="width: 288px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Tadeu-escritor-.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-100167 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Tadeu-escritor--201x300.jpg" alt="" width="288" height="430" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Tadeu-escritor--201x300.jpg 201w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Tadeu-escritor--686x1024.jpg 686w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Tadeu-escritor--768x1146.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Tadeu-escritor-.jpg 858w" sizes="auto, (max-width: 288px) 100vw, 288px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100167" class="wp-caption-text">Luiz Thadeu e sua arte de encantar pela escrita</figcaption></figure>
<p>Há quem preencha cada instante com sons, telas, conversas e opiniões porque teme o encontro com a única pessoa de quem nunca consegue fugir: si mesmo. O ruído oferece entretenimento; o silêncio oferece revelação. Um distrai, o outro transforma.</p>
<p>Nada é mais sagrado que o silêncio que me cerca em minha casa. Desde garoto, gosto de ficar só; penso que sou boa companhia para mim.</p>
<p>Os antigos sabiam que a sabedoria não gritava&#8230; Por isso buscavam montanhas, florestas, desertos e cavernas. Não para escapar do mundo, mas para ouvir aquilo que o mundo moderno tornou quase impossível de perceber. Sou citadino; o aconchego de casa já me basta.</p>
<p>O silêncio equilibra o cotidiano, em um tempo cada vez mais apressado. Pergunto: por quê? Para quê tanta correria, se o futuro é o encontro com a libitina?</p>
<p>Apressamos a vida; não se tem mais prazer no agora. Tudo corrido. Tudo imediato. Tudo sem sentimento. Não é à toa que estamos vivendo e vivenciando uma epidemia de demências.</p>
<p>Quem vive cercado de ruído acaba acreditando que a verdade sempre vem de fora. Mas a vida muda quando percebemos que as respostas mais importantes jamais fizeram barulho. Elas sempre estiveram esperando no silêncio.</p>
<p>Abrace o silêncio por tempo suficiente para reconhecer a voz que nunca deixou de habitar dentro de você. Porque, quando aprendemos a escutá-la, deixamos de caminhar segundo o eco do mundo e passamos a seguir a única orientação capaz de nos conduzir de volta àquilo que realmente somos.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>“Pedi tão pouco da vida: um pouco de paz, algum silêncio e alguém que entendesse meu cansaço sem que eu precisasse explicar. Ainda assim, até isso pareceu demais para o mundo”, cito Fernando Pessoa, meu poeta favorito.</p>

			</div></div>
<p>Enquanto escrevo, o silêncio é quebrado pelos passarinhos que vêm beber água no bebedouro da janela e, felizes, fazem uma algazarra ruidosa. Eles fazem parte do meu santuário.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Saúde: nosso bem maior</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/saude-nosso-bem-maior/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 13:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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		<category><![CDATA[Luiz Thadeu]]></category>
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		<category><![CDATA[tomografia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Por onde ando, vivo repetindo, como um mantra, que estou gostando de envelhecer. Já escrevi crônicas, palestrei para diferentes plateias e, em conversa com amigos em mesa de bar, sempre falo que no outono da vida estou mais confortável comigo. Que gostaria de ser esse Luiz &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">P</span>or onde ando, vivo repetindo, como um mantra, que estou gostando de envelhecer. Já escrevi crônicas, palestrei para diferentes plateias e, em conversa com amigos em mesa de bar, sempre falo que no outono da vida estou mais confortável comigo. Que gostaria de ser esse Luiz Thadeu que sou hoje. Tenho mais segurança e estou mais à vontade com a versão atual. Muitos me questionaram sobre isso, outros me olham de soslaio, como a dizer: &#8220;inocente, não sabe de nada&#8221;.</p>
<p>Mas faço questão de fazer uma ressalva: que estou gostando de envelhecer, pois a outra opção é a finitude; o encontro com a libitina.</p>
<p>Como envelhecer implica em uma série de mudanças no corpo, comigo não seria diferente. &#8220;Quem passou dos 50 anos e não tem dores, morreu”, li em um cartaz no balcão da drogaria. Aliás, drogaria, juntamente com supermercado, são os lugares que mais visito. Como só vou ao mesmo supermercado, já tenho até uma afilhada, que, todas as vezes que me avista, levanta-se do caixa e me pede a bênção. Mas essa é uma história que cabe em outra crônica.</p>
<p>Esses dias apareceu uma dor nova, concorrendo com as já existentes. Há dias que um desconforto nas costas, próximo aos rins, me tirava do sério. Se sento, dói; se ando, dói; se deito, dói. Com as dores antigas já tinha feito um pacto de boa convivência, com essa a coisa era diferente.</p>
<p>Após um dia de trabalho exaustivo, liguei para Rodrigo, o primogênito, para saber se ele poderia acompanhar-me à emergência do hospital. Marcamos para irmos na manhã seguinte. Conforme combinado, apanhei-o no trabalho e fomos. Hospital cheio. Passei pela triagem, falei para a enfermeira de minha mazela: aferiu a pressão, perguntou quais fármacos faço uso. Tudo registrado, me encaminhou para o balcão onde apresentei carteira de identidade e do plano de saúde. Colocaram pulseira com nome completo, CPF, data de nascimento.</p>
<p>Sou encaminhado para outro setor, seguindo a linha verde no piso. Aguardo minha vez de ser atendido. &#8220;Sr. Luiz Thadeu, sala 04&#8221;, ouço a voz que me conduz até a médica. Entro e encontro uma jovem médica.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>— Bom dia, doutora, gosto de ser atendido por médicas, acho as mulheres mais minuciosas, mais atentas.</p>
<p>— Obrigado. O que lhe traz até aqui, seu Luiz Thadeu?</p>
<p>— Dores intermitentes nas costas na altura dos rins.</p>
<p>— Quando começaram as dores?</p>
<p>— Três ou quatro dias.</p>
<p>— Deite aqui, deixe-me examiná-lo.</p>
<p>Ela aperta minha barriga.</p>
<p>— Dói quando aperto ou quando deixo de pressionar?</p>
<p>— Quando deixa de pressionar.</p>
<p>— Pode ser apendicite.</p>
<p>— Vou lhe requisitar exames de sangue e tomografia para ver o que descobrimos.</p>

			</div></div>
<p>Sou encaminhado para o setor de observação. Logo vem a técnica e punsiona minha veia, colhendo sangue para exames. Tempos depois, o técnico em imagens chama meu nome, levando-me para a sala da tomografia.</p>
<p>No período de minha convalescência, após o grave acidente automobilístico, que sofri em julho de 2003, todas as vezes que entro em um hospital, como paciente, as lembranças de minha via crucis voltam.</p>
<p>Feito a tomografia, volto para a sala de observação.</p>
<p>Aguardo os resultados e sou encaminhado novamente para a sala da médica.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>— Graças a Deus os resultados dos exames foram bons, não era nada demais. Sua coluna está desgastada por causa da idade. No mais, os seus exames estão ótimos.</p>
<p>Agradeci a atenção diferenciada da Dra. Geyse Aquino, que se mostrou humana, gentil e acolhedora. Quão bom encontrar profissionais da saúde com esse perfil.</p>
<p>Após cinco horas sem me alimentar, perguntei se poderia comer sem restrição.</p>
<p>— Sim, disse a médica.</p>

			</div></div>
<p>Como não existe peça de reposição dos órgãos, o melhor é preservar os existentes.</p>
<p>Envelhecer é bom, mas dá trabalho.</p>
<p>Voltei para casa livre, leve e solto. Saúde é nosso bem maior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsaude-nosso-bem-maior%2F&amp;linkname=Sa%C3%BAde%3A%20nosso%20bem%20maior" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsaude-nosso-bem-maior%2F&amp;linkname=Sa%C3%BAde%3A%20nosso%20bem%20maior" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsaude-nosso-bem-maior%2F&amp;linkname=Sa%C3%BAde%3A%20nosso%20bem%20maior" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsaude-nosso-bem-maior%2F&amp;linkname=Sa%C3%BAde%3A%20nosso%20bem%20maior" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsaude-nosso-bem-maior%2F&#038;title=Sa%C3%BAde%3A%20nosso%20bem%20maior" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/saude-nosso-bem-maior/" data-a2a-title="Saúde: nosso bem maior"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/saude-nosso-bem-maior/">Saúde: nosso bem maior</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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		<title>Quando a vida nos tira dos trilhos</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/quando-a-vida-nos-tira-dos-trilhos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 21:49:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[acidente]]></category>
		<category><![CDATA[batida]]></category>
		<category><![CDATA[carro]]></category>
		<category><![CDATA[colisão]]></category>
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		<category><![CDATA[viver]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Foi em uma sexta-feira que minha vida mudou para sempre. 11 de julho de 2003. Acordei diante do lindo mar de João Pessoa, na Paraíba, onde me hospedava. Descortinei a janela e vi a presença de Deus no colorido das águas da praia de Tambaú. Estava &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">F</span>oi em uma sexta-feira que minha vida mudou para sempre. 11 de julho de 2003. Acordei diante do lindo mar de João Pessoa, na Paraíba, onde me hospedava. Descortinei a janela e vi a presença de Deus no colorido das águas da praia de Tambaú. Estava na cidade a trabalho. Era perito federal agrário do Incra. Encontrava-me em uma diligência.</p>
<p>Como sempre faço ao acordar, orei a Papai do Céu, agradecendo por tudo de bom em minha vida: saúde, emprego, casa própria, família equilibrada, filhos sadios. O que é essencial para uma vida feliz e confortável.</p>
<p>Estava em João Pessoa havia três meses, longe da esposa e dos filhos. Como era julho, Rodrigo e Frederico estavam de férias escolares.</p>
<p>Programei com Luís Henrique, meu irmão, para levá-los de carro para Fortaleza. Eles saíram cedo de São Luís; eu, de João Pessoa. Nos encontraríamos em um restaurante em Fortaleza, nosso favorito, no final da tarde daquele dia.</p>
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<p>Cedo peguei o ônibus de João Pessoa para Natal. De lá tomaria outro até o destino final. Desci em um entroncamento em Parnamirim, próximo a Natal, na esperança de pegar o primeiro ônibus para a capital alencarina.</p>
<p>Começou aí a sucessão de erros. O ônibus para Fortaleza já havia passado. Começou a chover. Não havia abrigo. Na esperança de chegar até o ônibus que perdi, peguei um táxi de linha, desses que entram e saem passageiros. Não rodamos muito, e o táxi quebrou. Descemos. Continuava chovendo. Tomei outro táxi. No banco da frente, ao lado do motorista, estava um senhor com largo chapéu.</p>
<p>Ele desceu no posto de gasolina, onde o motorista reabasteceu o táxi. Na parada, aproveitei para ir para o banco da frente. O motorista me convenceu a voltar para o banco de trás. Obedeci. Proteção divina. Saberia logo em seguida o porquê.</p>
<p>Carro abastecido, pegamos a BR-304, que liga Natal a Mossoró. Já na BR, Juvenal, o motorista, atendeu um telefonema. Tinha urgência em chegar ao destino final.</p>
<p>Chovia muito. Pista escorregadia, Juvenal perdeu o controle do carro. Batida frontal com uma Scania que vinha no sentido contrário.</p>
<p>Com o impacto da batida, o banco do passageiro correu no trilho, esmagando minha perna esquerda. Desmaiei. Acordei no assoalho de uma Pampa, utilitário da Ford, todo ensanguentado. Não sabia da gravidade do acidente. Todos os objetos pessoais foram roubados, inclusive os sapatos.</p>
<p>Atordoado, perguntei: “Isto é um sonho?&#8221;</p>
<p>— Não se mexa, você sofreu um grave acidente, tiramos você agora das ferragens.</p>
<p>— Onde estou?</p>
<p>— Na BR-304, perto de Assu, no Rio Grande do Norte.</p>
<p>Desmaiei novamente, só fui acordar na maca enferrujada de uma ambulância que trepidava muito, a caminho do hospital.</p>

			</div></div>
<p>Conto esta história para mostrar como a vida pode mudar abruptamente, sem que tenhamos nenhum poder sobre ela.</p>
<p>Não tinha noção de como minha vida mudaria para sempre a partir daquele dia.</p>
<p>Naquela noite, dei entrada em um hospital de Natal. O ortopedista que me operou cometeu um erro médico, iniciando minha Via Crucis. Tive osteomielite, infecção óssea. De Natal fui removido para São Luís, depois para São Paulo. Levei longos períodos internado em hospitais, fui submetido a 43 cirurgias. Passei um tempo em cadeira de rodas. Muita fisioterapia e, finalmente, cheguei às muletas, companheiras inseparáveis, com as quais desbravei o mundo.</p>
<p>Nunca saberemos a força que temos até precisar dela. Nunca imaginei que, após tantos percalços, a vida fosse me mostrar uma nova face.</p>
<p>Já são 162 países visitados em todos os continentes do mundo. Para quem não tinha nenhuma perspectiva de voltar a ter uma vida “normal”, hoje só posso agradecer ao bom e maravilhoso DEUS, que não me deixou fraquejar em nenhum momento.</p>
<figure id="attachment_99864" aria-describedby="caption-attachment-99864" style="width: 1179px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-10-at-15.06.41-1.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-99864 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-10-at-15.06.41-1.jpeg" alt="" width="1179" height="740" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-10-at-15.06.41-1.jpeg 1179w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-10-at-15.06.41-1-300x188.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-10-at-15.06.41-1-1024x643.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-10-at-15.06.41-1-768x482.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 1179px) 100vw, 1179px" /></a><figcaption id="caption-attachment-99864" class="wp-caption-text">Luiz Thadeu fazendo o que mais gosta &#8211; viajar</figcaption></figure>
<p>Muito chão pela frente. Muitos sonhos a realizar, muitas coisas a conquistar.</p>
<p>A vida não me cansa, pois, a cada nascer do sol, é tempo de renovação. Tempo de novas experiências, novas conquistas, novas oportunidades, novos aprendizados.</p>
<p>O bacana da vida é agradecer mais do que pedir. Saí com cicatrizes das armadilhas do caminho, mas continuo vivo. Ativo. Que estou superando tristezas que nunca nem consegui expressar. Florecer de novo após tantos desertos.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Neste 11 de julho completo 23 anos de vida nova. Como homem de fé no DEUS VIVO, só posso dizer: “Obrigado, Senhor, por ter me trazido até aqui”.</p>

			</div></div>
<p>Desculpem-me a intensidade, mas só tenho essa vida e procuro vivê-la intensamente.</p>
<p>Em qualquer circunstância, a vida é mágica, a vida é encantadora, a vida é para ser vivida. Sempre!</p>
<figure id="attachment_99867" aria-describedby="caption-attachment-99867" style="width: 1179px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-10-at-15.06.41.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-99867 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-10-at-15.06.41.jpeg" alt="" width="1179" height="814" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-10-at-15.06.41.jpeg 1179w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-10-at-15.06.41-300x207.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-10-at-15.06.41-1024x707.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-10-at-15.06.41-768x530.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-10-at-15.06.41-110x75.jpeg 110w" sizes="auto, (max-width: 1179px) 100vw, 1179px" /></a><figcaption id="caption-attachment-99867" class="wp-caption-text">Luiz Thadeu em Auckland, Nova Zelândia — a maior vitória é nunca deixar de viver</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
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