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	<title>Arquivo para Lá Vem História - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 24 Oct 2026 12:11:00 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O Brasil precisa de mudança; a mudança começa por nós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2026 12:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; No domingo, o Brasil irá às urnas para escolher o próximo presidente da República, que governará o país pelos próximos quatro anos. A eleição está polarizada até o último momento, tornando o desfecho imprevisível. Independentemente do resultado, que vença o menos ruim. Os finalistas estão muito aquém &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-brasil-precisa-de-mudanca-a-mudanca-comeca-por-nos/">O Brasil precisa de mudança; a mudança começa por nós</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-brasil-precisa-de-mudanca-a-mudanca-comeca-por-nos%2F&amp;linkname=O%20Brasil%20precisa%20de%20mudan%C3%A7a%3B%20a%20mudan%C3%A7a%20come%C3%A7a%20por%20n%C3%B3s" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-brasil-precisa-de-mudanca-a-mudanca-comeca-por-nos%2F&amp;linkname=O%20Brasil%20precisa%20de%20mudan%C3%A7a%3B%20a%20mudan%C3%A7a%20come%C3%A7a%20por%20n%C3%B3s" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-brasil-precisa-de-mudanca-a-mudanca-comeca-por-nos%2F&amp;linkname=O%20Brasil%20precisa%20de%20mudan%C3%A7a%3B%20a%20mudan%C3%A7a%20come%C3%A7a%20por%20n%C3%B3s" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-brasil-precisa-de-mudanca-a-mudanca-comeca-por-nos%2F&amp;linkname=O%20Brasil%20precisa%20de%20mudan%C3%A7a%3B%20a%20mudan%C3%A7a%20come%C3%A7a%20por%20n%C3%B3s" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-brasil-precisa-de-mudanca-a-mudanca-comeca-por-nos%2F&#038;title=O%20Brasil%20precisa%20de%20mudan%C3%A7a%3B%20a%20mudan%C3%A7a%20come%C3%A7a%20por%20n%C3%B3s" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-brasil-precisa-de-mudanca-a-mudanca-comeca-por-nos/" data-a2a-title="O Brasil precisa de mudança; a mudança começa por nós"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>o domingo, o Brasil irá às urnas para escolher o próximo presidente da República, que governará o país pelos próximos quatro anos. A eleição está polarizada até o último momento, tornando o desfecho imprevisível. Independentemente do resultado, que vença o menos ruim. Os finalistas estão muito aquém das mudanças necessárias para este imenso país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza.</p>
<p>Ambos os candidatos prometem mudanças. O atual ocupante do cargo tem afirmado que o Brasil precisa mudar, enquanto o opositor promete mudanças radicais. Essas promessas fazem parte do jogo político.</p>
<p>No meu círculo social, vejo pessoas falando e compartilhando em redes sociais que o Brasil vai mudar após as eleições. E é verdade, o Brasil vai mudar, mas só quando os brasileiros mudarem. Vai mudar quando você devolver o troco errado para o caixa. Vai mudar quando você marcar consulta no SUS ou particular e comparecer. Vai mudar quando você respeitar as pessoas, suas opiniões e suas diferenças. Vai mudar quando as leis e regras forem respeitadas. Estamos muito longe disso.</p>
<p>Vai mudar quando você for à reunião da escola do seu filho. Vai mudar quando você parar de comprar um telefone com o valor maior que o seu salário. Vai mudar quando você valorizar os professores do seu filho.</p>
<p>A mudança começa quando você para de fazer gato na energia, na internet e na TV a cabo. Ela começa quando você para de cortar filas. Ela começa quando você deixa de se preocupar com a vida do vizinho e para de usar a vaga para pessoa com deficiência quando não precisa. Ela começa quando você para de reclamar que no mês não tem feriado e ensina para seu filho que o porteiro merece o mesmo respeito que um advogado. Ela começa quando você deixa de idolatrar jogadores de futebol, artistas e influenciadores e de incensar políticos, que são meros representantes nossos.</p>
<p>A mudança começa quando você promete pegar seu filho no final de semana e vai. Ela começa quando você para de dar brinquedos caros ao seu filho e senta no chão para brincar com ele. Ela começa quando você se respeita e valoriza as mulheres, com respeito acima de tudo. Ela começa quando você valoriza o trabalho que sua companheira realiza em casa, deixa de reclamar do preço cobrado pelo cabeleireiro e para de pedir desconto ao feirante. Ela começa quando você para de compartilhar mazelas nas redes sociais e sabe a diferença entre notícia com fundamento e fake news, sem compartilhar as falsas.</p>
<p>A mudança começa quando você vota em candidato sem pensar no que vai ganhar e quando pensamos no coletivo. Ela começa quando você para de compartilhar onde tem blitz e não usa a ignorância para mostrar que tem poder. Ela começa quando você pega o cocô do seu cachorro e entende que política não é só de 4 em 4 anos, mas sim que a política está até no pão com ovo que você come para pagar o carro do ano.</p>
<blockquote><p>Nenhum dos postulantes ao cargo máximo da política brasileira vai fazer a mudança. A mudança começa em mim e em você.</p></blockquote>
<p>Em um país onde a busca incessante por vantagens individuais prevalece, a sociedade como um todo sofre. Se essa tendência continuar, nos encontraremos em um estado de caos, onde o canibalismo e a antropofagia figuram como metáforas para a destruição mútua. Nenhum político pode transformar um país se a população não mudar suas atitudes. Os políticos que elegemos são um reflexo da sociedade que somos. Que vença o melhor, com a consciência de que foi eleito para governar para todos, com a missão de unir um país dividido por ideologias tolas e desnecessárias. Temos o privilégio de habitar um dos melhores países do mundo.</p>
<p>Avante! Viva o Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Preocupações diante de um mundo em transformação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2026 13:22:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Esses dias, um amigo me mandou uma mensagem expressando sua preocupação com as transformações que estamos testemunhando no mundo. Ele está apreensivo com tudo o que vê ao seu redor e teme o que o futuro reserva. Somos de uma geração que sobreviveu ao tempo, tendo testemunhado inúmeros &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpreocupacoes-diante-de-um-mundo-em-transformacao%2F&amp;linkname=Preocupa%C3%A7%C3%B5es%20diante%20de%20um%20mundo%20em%20transforma%C3%A7%C3%A3o" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpreocupacoes-diante-de-um-mundo-em-transformacao%2F&amp;linkname=Preocupa%C3%A7%C3%B5es%20diante%20de%20um%20mundo%20em%20transforma%C3%A7%C3%A3o" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpreocupacoes-diante-de-um-mundo-em-transformacao%2F&amp;linkname=Preocupa%C3%A7%C3%B5es%20diante%20de%20um%20mundo%20em%20transforma%C3%A7%C3%A3o" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpreocupacoes-diante-de-um-mundo-em-transformacao%2F&amp;linkname=Preocupa%C3%A7%C3%B5es%20diante%20de%20um%20mundo%20em%20transforma%C3%A7%C3%A3o" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpreocupacoes-diante-de-um-mundo-em-transformacao%2F&#038;title=Preocupa%C3%A7%C3%B5es%20diante%20de%20um%20mundo%20em%20transforma%C3%A7%C3%A3o" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/preocupacoes-diante-de-um-mundo-em-transformacao/" data-a2a-title="Preocupações diante de um mundo em transformação"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>sses dias, um amigo me mandou uma mensagem expressando sua preocupação com as transformações que estamos testemunhando no mundo. Ele está apreensivo com tudo o que vê ao seu redor e teme o que o futuro reserva. Somos de uma geração que sobreviveu ao tempo, tendo testemunhado inúmeros eventos ao longo dos anos. Passamos por várias crises mundiais e nacionais, e nossa experiência nos tornou resilientes em face de situações adversas. Como tudo na vida, essas transformações eventualmente se tornam história, mas ainda assim são assustadoras.</p>
<p>Conversamos sobre as eleições e os dois candidatos que avançaram para o segundo turno, competindo pela presidência da República nos próximos quatro anos. Também relembramos nossas discussões filosóficas, nas quais frequentemente nos referíamos ao sociólogo, filósofo e professor universitário polonês <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.institutoela.org.br/post/identidade-zygmunt-bauman?gad_source=1&amp;gad_campaignid=23828798795&amp;gbraid=0AAAAA_lD8-RId9ZWYmiwdAYTnJqXz6lGK&amp;gclid=CjwKCAjwoaLWBhAWEiwAnyituwmCDhMn1QkzaZ0whdMhJu4RdSUYwydR4n9Chr-BtyxwhHe-uOuCaxoCrNIQAvD_BwE" target="_blank" rel="noopener">Zygmunt Bauman</a></span>. Ele é uma figura proeminente nos estudos sobre pós-modernidade e é creditado com a criação do conceito de modernidade líquida.</p>
<figure id="attachment_102024" aria-describedby="caption-attachment-102024" style="width: 212px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Zigmunt_Bauman_na_20_Forumi_vydavcivCropped.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-102024" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Zigmunt_Bauman_na_20_Forumi_vydavcivCropped-212x300.jpg" alt="Zygmunt Bauman" width="212" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Zigmunt_Bauman_na_20_Forumi_vydavcivCropped-212x300.jpg 212w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Zigmunt_Bauman_na_20_Forumi_vydavcivCropped-725x1024.jpg 725w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Zigmunt_Bauman_na_20_Forumi_vydavcivCropped-768x1085.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Zigmunt_Bauman_na_20_Forumi_vydavcivCropped.jpg 934w" sizes="(max-width: 212px) 100vw, 212px" /></a><figcaption id="caption-attachment-102024" class="wp-caption-text">Zygmunt Bauman Foto: Wikipedia</figcaption></figure>
<p>Ao relermos as obras de <span style="color: #000000;">Zygmunt Bauman </span>somos lembrados de que uma das transformações mais significativas do século XX foi a mudança de uma sociedade de produtores para uma sociedade de consumidores. Essa mudança não teve impacto apenas na economia ou nos métodos de aquisição de produtos; ela também transformou a maneira como construímos nossa identidade, planejamos o futuro e nos relacionamos com os outros.</p>
<p>Na sociedade de produtores, a vida era vista como um projeto de longa duração, com objetivos bem definidos e um progresso gradual em direção a eles. Valorizava-se a permanência, a estabilidade e a construção de uma trajetória sólida. Na sociedade de consumidores, porém, essa continuidade se enfraqueceu. A vida passou a ser fragmentada em episódios, e a ideia de um único projeto para toda a existência tornou-se cada vez mais desafiadora.</p>
<p>Meu interlocutor expressa preocupação com o futuro de uma sociedade que não planeja mais. Para ele, o consumismo se tornou a nova religião. A cultura de consumo contribuiu para essa fragmentação, transformando as compras em algo além da mera satisfação de necessidades. Os produtos passaram a comunicar personalidade, sucesso, posição social e estilo de vida. Roupas, celulares, carros, viagens e experiências são usados para expressar quem somos ou quem gostaríamos de ser.</p>
<p>Nesse contexto, o valor pessoal passa a ser associado àquilo que podemos comprar, possuir e exibir. A identidade se torna uma espécie de vitrine, construída não apenas por valores, ideias, experiências e vínculos, mas também pela aparência e pela capacidade de acompanhar as tendências.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Segundo estudiosos, o problema reside no fato de que a satisfação proporcionada pelo consumo é passageira. Novos produtos, modelos e tendências surgem constantemente, fazendo com que aquilo que acabamos de adquirir logo pareça antigo, ultrapassado ou insuficiente. Consequentemente, o consumo não elimina o desejo, mas sim o perpetua, gerando novos desejos continuamente. Essa lógica de novidade e substituição também se estende aos relacionamentos. Bauman diferenciava a comunidade da rede. A comunidade envolve vínculos, responsabilidades e permanência, enquanto a rede é composta por conexões que podem ser facilmente criadas e encerradas.</p>

			</div></div>
<p>Bauman, falecido em janeiro de 2017, aos 91 anos, não chegou a testemunhar o cenário atual. Nas redes sociais, conectar-se com alguém é simples, assim como desconectar-se. Basta excluir, bloquear ou simplesmente ignorar. O que antes exigia conversa, justificativa e enfrentamento pode ser encerrado com um simples toque na tela. Tudo instantâneo. Com isso, corre-se o risco de tratarmos as pessoas de maneira semelhante aos produtos: descartáveis. Enquanto uma relação oferece prazer, atenção, reconhecimento ou satisfação, ela é mantida. No entanto, quando surgem conflitos, responsabilidades ou frustrações, a outra pessoa pode ser vista como algo que perdeu sua utilidade e pode ser facilmente substituída, ou simplesmente deletada.</p>
<p>O resultado é uma sociedade em que muitas pessoas acumulam contatos, seguidores e conexões, mas continuam se sentindo sozinhas. A quantidade de pessoas ao redor não garante a existência de vínculos verdadeiros. Podemos estar conectados o tempo inteiro e, ainda assim, não ter ninguém em quem realmente confiar. Isso explica o crescimento de pessoas solitárias.</p>
<p>Em um mundo de relacionamentos cada vez mais líquidos, é isso que causa confusão na cabeça do meu amigo e na minha também.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>A magia da infância</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-magia-da-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Oct 2026 14:22:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[12 de outubro]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>
		<category><![CDATA[criança interior]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Dia das crianças]]></category>
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		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[Lya Luft]]></category>
		<category><![CDATA[magia]]></category>
		<category><![CDATA[memórias afetivas]]></category>
		<category><![CDATA[Mia Couto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; À medida que crescemos, aprendemos a olhar para o relógio com avidez e medo de perder a hora. Os minutos correm, as horas voam, os dias se vão, as semanas se sucedem, os meses seguem seu curso e os anos acabam, dando lugar a novos. É o inevitável ciclo &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-magia-da-infancia/">A magia da infância</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-magia-da-infancia%2F&amp;linkname=A%20magia%20da%20inf%C3%A2ncia" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-magia-da-infancia%2F&amp;linkname=A%20magia%20da%20inf%C3%A2ncia" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-magia-da-infancia%2F&amp;linkname=A%20magia%20da%20inf%C3%A2ncia" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-magia-da-infancia%2F&amp;linkname=A%20magia%20da%20inf%C3%A2ncia" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-magia-da-infancia%2F&#038;title=A%20magia%20da%20inf%C3%A2ncia" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-magia-da-infancia/" data-a2a-title="A magia da infância"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">À</span> medida que crescemos, aprendemos a olhar para o relógio com avidez e medo de perder a hora. Os minutos correm, as horas voam, os dias se vão, as semanas se sucedem, os meses seguem seu curso e os anos acabam, dando lugar a novos. É o inevitável ciclo da vida.</p>
<p>Ficamos adultos. Temos que conviver com boletos que chegam. Compromissos se empilham e a vida se transforma em uma linha reta e apressada. Mas as crianças habitam outra dimensão.</p>
<p>O vento que varre a poeira do tempo, que tudo resolve, se encarrega de colocar as coisas no devido lugar.<br />
Para as crianças, o tempo não se mede em horas, mas em histórias.</p>
<p>O escritor moçambicano <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mia_Couto" target="_blank" rel="noopener">Mia Couto</a></span> acredita que a infância não se resume a uma faixa etária ou a uma coleção de memórias do passado, mas sim a um estado de espírito, uma disponibilidade para o encantamento e uma forma única de lidar com o mundo.</p>
<figure id="attachment_101938" aria-describedby="caption-attachment-101938" style="width: 128px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/clker-free-vector-images-singing-44576_1920.png"><img decoding="async" class="wp-image-101938" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/clker-free-vector-images-singing-44576_1920-244x300.png" alt="Formiga" width="128" height="157" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/clker-free-vector-images-singing-44576_1920-244x300.png 244w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/clker-free-vector-images-singing-44576_1920-833x1024.png 833w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/clker-free-vector-images-singing-44576_1920-768x944.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/clker-free-vector-images-singing-44576_1920-1250x1536.png 1250w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/clker-free-vector-images-singing-44576_1920.png 1562w" sizes="(max-width: 128px) 100vw, 128px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101938" class="wp-caption-text">Formiga, gigante aos olhos da infância Imagem: Pixabay</figcaption></figure>
<p>Basta observar uma criança diante de uma formiga carregando um farelo de pão dez vezes maior que ela. Para um adulto, aquilo é apenas um detalhe irrelevante da calçada. Para a criança, é um épico medieval, uma batalha de gigantes, um filme em câmera lenta que merece ser assistido com a respiração suspensa, agachado no chão quente, até a formiga dobrar o canto da guia.</p>
<p>Meu neto Heitor, de um ano e nove meses, está descobrindo as coisas simples do mundo. Ele deixa de lado brinquedos caros e tecnológicos para se entreter com vassouras, rodos e pás de lixo. Aquilo o fascina.</p>
<p>Na infância, o mundo é um playground de materiais brutos e imaginação sem limites. Uma vassoura se transforma em um cavalo alado, um lençol preso no sofá se torna um castelo intransponível e um carocinho de manga chupada vira moeda de troca em um reino secreto. Enquanto os adultos se esforçam para “fazer o tempo render”, as crianças simplesmente querem habitá-lo por completo.</p>
<p>Quando menino, ouvi inúmeras vezes a pergunta: “O que você vai ser quando crescer?”. Minhas respostas variavam de bombeiro a jogador de futebol, artista, dono de fazenda e até mesmo trapezista de circo. Hoje, ninguém mais me pergunta sobre minhas aspirações futuras, mas minha resposta permanece a mesma: “Gostaria de ser criança novamente”. No outono da vida, percebo que foi durante a infância que experimentei a maior felicidade. As crianças não têm consciência de sua felicidade; elas simplesmente a vivem em sua plenitude.</p>
<p>Frequentemente, enfatizamos a importância de “ensinar as crianças a serem fortes para enfrentar o mundo”. Talvez, no entanto, a abordagem deva ser o oposto. Talvez devêssemos pedir licença e nos sentar no chão com elas, apenas para relembrar a beleza do mundo quando um abraço apertado resolvia qualquer problema e a maior preocupação do dia era saber se dava tempo de brincar mais um pouco antes de o sol se pôr.</p>
<p>A escritora <span style="color: #003300;"><a style="color: #003300;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lya_Luft" target="_blank" rel="noopener">Lya Luft</a></span> captura a essência da infância com a metáfora: “A infância é um chão que a gente pisa a vida inteira”. Minhas memórias da infância servem como refúgios permanentes, oferecendo um santuário da dureza da vida adulta.</p>
<p>Para manter a leveza na vida, precisamos ser irreverentes. Diante da vida, devemos permanecer como crianças grandes. Quando um adulto sufoca a criança interior, ele não se torna um adulto de verdade, mas sim adultera-se.</p>
<p>Bem-aventurados os que não sufocaram a criança interior que teima em habitar seus dias.</p>
<p>Parabéns aos meus queridos filhos, Rodrigo e Frederico. Hoje, homens feitos, mas para mim, continuo a olhá-los como minhas crianças. Desejo-lhes tudo de melhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_101937" aria-describedby="caption-attachment-101937" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-09-at-22.41.21.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-101937 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-09-at-22.41.21.jpeg" alt="" width="1024" height="677" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-09-at-22.41.21.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-09-at-22.41.21-300x198.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-09-at-22.41.21-768x508.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-09-at-22.41.21-310x205.jpeg 310w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption id="caption-attachment-101937" class="wp-caption-text">Luiz Thadeu entre os filhos queridos, Rodrigo e Frederico — os filhos crescem, mas continuam crianças no olhar do pai</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>12 de outubro. Feliz Dia das Crianças! Apesar de ser uma data comercial, é importante lembrar que ser criança é manter a essência da vida.</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>“A infância é um chão que a gente pisa o tempo inteiro&#8221;</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-infancia-e-um-chao-que-a-gente-pisa-o-tempo-inteiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2026 13:27:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[encantamento]]></category>
		<category><![CDATA[esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Infância]]></category>
		<category><![CDATA[lembranças da infância]]></category>
		<category><![CDATA[Lya Luft]]></category>
		<category><![CDATA[memórias]]></category>
		<category><![CDATA[Mia Couto]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Alves]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Em meio à correria da vida, sempre encontro um tempinho para pequenas epifanias que clareiam meus pensamentos. Quando adolescente, mesmo com a agenda cheia, achava um tempo para deitar no chão frio da cozinha, onde passava uma corrente de ar, a observar as nuvens dançando no céu azul. &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-infancia-e-um-chao-que-a-gente-pisa-o-tempo-inteiro/">“A infância é um chão que a gente pisa o tempo inteiro&#8221;</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-infancia-e-um-chao-que-a-gente-pisa-o-tempo-inteiro%2F&amp;linkname=%E2%80%9CA%20inf%C3%A2ncia%20%C3%A9%20um%20ch%C3%A3o%20que%20a%20gente%20pisa%20o%20tempo%20inteiro%E2%80%9D" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-infancia-e-um-chao-que-a-gente-pisa-o-tempo-inteiro%2F&amp;linkname=%E2%80%9CA%20inf%C3%A2ncia%20%C3%A9%20um%20ch%C3%A3o%20que%20a%20gente%20pisa%20o%20tempo%20inteiro%E2%80%9D" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-infancia-e-um-chao-que-a-gente-pisa-o-tempo-inteiro%2F&amp;linkname=%E2%80%9CA%20inf%C3%A2ncia%20%C3%A9%20um%20ch%C3%A3o%20que%20a%20gente%20pisa%20o%20tempo%20inteiro%E2%80%9D" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-infancia-e-um-chao-que-a-gente-pisa-o-tempo-inteiro%2F&amp;linkname=%E2%80%9CA%20inf%C3%A2ncia%20%C3%A9%20um%20ch%C3%A3o%20que%20a%20gente%20pisa%20o%20tempo%20inteiro%E2%80%9D" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-infancia-e-um-chao-que-a-gente-pisa-o-tempo-inteiro%2F&#038;title=%E2%80%9CA%20inf%C3%A2ncia%20%C3%A9%20um%20ch%C3%A3o%20que%20a%20gente%20pisa%20o%20tempo%20inteiro%E2%80%9D" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-infancia-e-um-chao-que-a-gente-pisa-o-tempo-inteiro/" data-a2a-title="“A infância é um chão que a gente pisa o tempo inteiro”"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>m meio à correria da vida, sempre encontro um tempinho para pequenas epifanias que clareiam meus pensamentos. Quando adolescente, mesmo com a agenda cheia, achava um tempo para deitar no chão frio da cozinha, onde passava uma corrente de ar, a observar as nuvens dançando no céu azul. Um balé lindo. Imaginava formas em seus desenhos: barcos, casas, plantas, animais e até rostos de pessoas. Ao voltar para a realidade, me sentia revigorado.</p>
<p>Rubem Alves certa vez escreveu:</p>
<blockquote><p>“Gostaria de dizer às crianças e aos adultos que percam mais tempo fazendo coisas inúteis. Olhar as nuvens, ouvir o vento, sentir o cheiro da chuva, observar uma aranha tecendo sua teia. São coisas que não servem para nada, e são exatamente por isso que são indispensáveis, porque a vida não é só aquilo que serve. A vida também é aquilo que encanta. E o encantamento, esse sim, é o que nos mantém vivos de verdade.”</p></blockquote>
<p>No outono da vida, continuo sonhador. Encantado com a vida. Gosto de fugir do lugar-comum para fazer pequenas coisas que me trazem alegria. Esses dias, me peguei fazendo um barquinho de papel com as sobras de um caderno antigo. O simples ato de dobrar as folhas me remeteu a Rosário, interior do Maranhão, onde ficava a ampla casa dos meus avós maternos, Agripino e Maria, onde passava as férias escolares. Meu avô Agripino me ensinou a dobrar o papel e dar forma ao barquinho, que eu colocava na sarjeta em dia de chuva. Era lindo ver minha obra de arte descer a correnteza e perdê-la de vista.</p>
<p>Ainda não fiz barcos de papel para meu neto primogênito, Heitor, de um ano e oito meses. Farei para encantamento dele.</p>
<p>Esses dias, vi um vídeo de um pai levando seu filho muito pequeno, de no máximo dois anos, pela mão, para entrar em poças de lama. Ambos sujos e felizes. O garotinho ria a cada vez que metia os pés na água barrenta. Tenho certeza de que, quando for adulto, se lembrará desses momentos lúcidos e únicos.</p>
<p>A escritora Lya Luft nos presenteou com a profunda metáfora:</p>
<blockquote><p>“A infância é um chão que a gente pisa a vida inteira”. Minhas memórias da infância são santuários eternos, onde encontro refúgio da dureza da vida. É nelas que busco para não deixar morrer a criança que continua a habitar em mim. Como Mia Couto tão bem colocou, “a infância não é uma idade ou um tempo passado, mas sim a capacidade permanente de se espantar e se encantar com o mundo”.</p></blockquote>
<p>Estou em Brasília. Vim a capital federal para entrevistas e palestras. Neste domingo, 4 de outubro , o Brasil vai às urnas para escolher seus futuros líderes. Em meio a um cenário tumultuado e caótico, são as lembranças da infância que me sustentam, alimentando a esperança por dias melhores.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-101702 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-2.jpg" alt="" width="1209" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-2.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-2-300x74.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-2-1024x254.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-2-768x191.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>A vida acontece naquilo que fazemos sem pressa</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-vida-acontece-naquilo-que-fazemos-sem-pressa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Sep 2026 13:44:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[Ariano Suassuna]]></category>
		<category><![CDATA[envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[esperança]]></category>
		<category><![CDATA[flexão]]></category>
		<category><![CDATA[Guimarães Rosa]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[recomeços]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[TV Senado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Acordo sorumbático. Ando cansado de dias tensos. Reluto em sair da cama. Não há como ficar deitado. Compromissos me aguardam. Olho para o teto em busca de forças para iniciar mais um dia. Sou otimista, ou melhor, “realista esperançoso”, como diria o paraibano Ariano Suassuna. Mas está &#8230;</p>
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<blockquote><p>Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p data-pm-slice="1 1 []"><span class="dropcap ">A</span>cordo sorumbático. Ando cansado de dias tensos. Reluto em sair da cama. Não há como ficar deitado. Compromissos me aguardam. Olho para o teto em busca de forças para iniciar mais um dia. Sou otimista, ou melhor, “realista esperançoso”, como diria o paraibano Ariano Suassuna. Mas está complicado encarar as agruras do dia. Fecho os olhos, oro aos céus em busca de alento. Sei que a “vida exige da gente coragem”, nas palavras do mineiro João Guimarães Rosa.</p>
<p>Fecho os olhos novamente. Algo sobrenatural percorre o corpo. Tento identificar. Melhor, não. Melhor, só sentir. Melhor deixar passar. Seguir em frente é imperativo.</p>
<p>Ontem, a convite do jornalista maranhense, radicado em Brasília, Paulo Abreu Figueiredo, dei uma entrevista para o programa “Cidadania: histórias cidadãs”, da TV Senado, Brasília, DF.</p>
<p>Conheço Paulo Figueiredo desde quando era médico, antes de migrar para o jornalismo, no qual se realizou.</p>
<p>Na entrevista, ao ser perguntado como encaro a vida, respondi:</p>
<blockquote><p>“Viver é construção contínua e permanente, é saber se adaptar às diferentes situações”.</p></blockquote>
<p data-pm-slice="1 1 []">Falei de minha adaptação após o grave acidente automobilístico que sofri em julho de 2002 e de como passei a me posicionar diante da vida.</p>
<p>Recentemente, em outra entrevista, fui perguntado qual o dia mais feliz da vida. Demorei um pouco a responder. Rebobinei a memória. Lembrei de viagens, de quando ganhei uma promoção, de quando meus filhos nasceram ou de quando recebi uma quantia vultosa. Mas não. Provavelmente foi um dia qualquer, em que estava calmo, inteiro, sem expectativa de algo por vir.</p>
<p>Às vezes, a vida acontece naquilo que fazemos sem pressa: um café no final de tarde, sem olhar para o relógio. Uma conversa demorada com amigos ou a pessoa amada. Ter por perto a presença da pessoa que nos faz bem. Aprendi que nem todo momento precioso chega fazendo barulho.</p>
<p>Passei a vida inteira querendo chegar longe… e, hoje, sinto saudade de onde tudo começou.</p>
<p>O tempo possui uma pedagogia cruel porque frequentemente revela o sentido das coisas depois de retirar de nós a possibilidade de vivê-las novamente.</p>
<p>Suas lições chegam disfarçadas de acontecimentos: um amor que termina, uma amizade que se desfaz, um corpo que envelhece, um amigo que parte de repente. Uma oportunidade que não retorna, uma ausência que se instala onde antes havia uma presença indispensável. Mas quase sempre depois que a aprendizagem já perdeu sua utilidade imediata.</p>
<p>Descobri o valor de certas pessoas quando elas já não estão mais ao meu lado. Compreendi a importância de determinados instantes quando eles se transformaram em memórias. Percebi que deveria ter dito algumas palavras quando já não existe ninguém para ouvi-las. Entendi a fragilidade da saúde quando o corpo começou a cobrar os abusos cometidos durante os anos em que julguei invulnerável.</p>
<p>As respostas que tanto busco talvez estejam no fato de que nenhuma compreensão é inteiramente tardia enquanto ainda existe desejo e a necessidade de mudá-la.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Hoje labuto com palavras</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/hoje-labuto-com-palavras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 12:45:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[Agronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[histórias de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Incra]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Thadeu]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[trajetória profissional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Em conversa com um amigo, que há muito não via, falamos dos dias que estamos vivendo e vivenciando. Voltamos um pouco no tempo, quando nos vimos novos, viçosos, sonhadores. Somos da mesma era. Ávidos por conquistar o novo, na esperança de realizarmos sonhos. Ele tornou-se médico, na tentativa &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p class="isSelectedEnd"><span class="dropcap ">E</span>m conversa com um amigo, que há muito não via, falamos dos dias que estamos vivendo e vivenciando. Voltamos um pouco no tempo, quando nos vimos novos, viçosos, sonhadores. Somos da mesma era. Ávidos por conquistar o novo, na esperança de realizarmos sonhos. Ele tornou-se médico, na tentativa de amenizar dores humanas. Eu me formei em Agronomia, acreditando que o caminho da agricultura me faria útil para ajudar no meu entorno: plantando, criando, avaliando terras.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com o caminho que escolhi, cheio de sonhos, viajei por esse imenso país, como funcionário público. Trabalhei nos rincões do Pará, onde convivi com indígenas, hoje chamados de povos originários. Com ribeirinhos, heróis, que se adaptaram à subida e descida das águas. Fazendeiros oriundos do Sul do Brasil, que levaram tecnologias e muita vontade de vencer.</p>
<p class="isSelectedEnd">No Nordeste, tive a oportunidade de conhecer as mais belas praias na região de Maragogi, entre os estados de Pernambuco e Alagoas. Com cenário cinematográfico, o que amenizava a luta brutal entre proprietários e grileiros. Na Bahia, conheci os rincões baianos, ricos em paisagens e seus personagens. No Recôncavo, tinha a impressão de que aquelas pessoas haviam saído de algum romance de Jorge Amado. No Ceará, vi o solo rachado do sertão nordestino e a criatividade do seu povo, que, com pouca água, prepara o solo, planta e colhe. Inclusive, flores na região da Serra da Ibiapaba. O município de São Benedito é considerado a capital cearense das flores e abriga grandes plantações, incluindo a maior fazenda de rosas do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">No Sudeste, participei de uma força-tarefa, com engenheiros agrônomos de todas as Superintendências do INCRA, no Pontal do Paranapanema, SP. Isso foi no final dos anos 90. O problema agrário naquela região estava em ebulição. A imprensa denunciava o conflito agrário, o que fez o governo federal nos enviar. Após seis meses, a temperatura arrefeceu e voltei para casa. Em seguida, fui para o interior de Minas Gerais. Conheci a maneira matreira e especial dos mineiros da roça. Eram como os personagens de João Guimarães Rosa. Com seu sotaque manso, era música para meus ouvidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">No Sul, conheci todo o Paraná e seu povo de fibra, em grande parte descendente de europeus e asiáticos. Lá, o agronegócio é forte.</p>
<p class="isSelectedEnd">Enviado para João Pessoa, Paraíba, fui compor uma comissão de inquérito, auxiliando um procurador federal. Foram dias amenos em uma das mais bonitas capitais brasileiras. Conheci um pouco do sertão paraibano, da rica cultura local.</p>
<p class="isSelectedEnd">Foi de João Pessoa que saí, em uma manhã de sexta-feira, 11 de julho de 2003, para, no final daquele dia, encontrar o infortúnio que mudaria para sempre minha trajetória.</p>
<p class="isSelectedEnd">O tempo seguiu seu caminho. Após passar cinco anos brigando para não perder a perna esquerda no acidente, me reabilitei e me posicionei diante da vida. Não porque quisesse, mas por imposição das circunstâncias. “Você não sabe a força que tem até precisar dela”, ouvi muitas vezes durante minha convalescência.</p>
<p class="isSelectedEnd">No final de 2019, encerrei um ciclo. Após trinta e cinco anos, me aposentei como Perito Federal Agrário, a nova nomenclatura para Engenheiro Agrônomo na esfera federal.</p>
<p class="isSelectedEnd">No ano seguinte, 2020, testemunhei uma hecatombe, jamais vista em tempos recentes. Em fevereiro daquele ano, fomos apresentados a uma pandemia, causada por um vírus, o coronavírus, de origem desconhecida, que tirou tudo da ordem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Passado o impacto inicial, e tendo que adaptar-me ao momento, iniciei uma nova graduação. Agora de forma remota e, assim, cursei Jornalismo Digital. O tempo mais uma vez seguiu seu curso, e, em dezembro de 2026, concluirei o curso.</p>
<p>Hoje, no outono da vida, não trabalho mais com a terra, labuto com as palavras.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A arte de escutar — atenção muda vidas</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:17:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[acolhimento]]></category>
		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[atenção]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[escuta]]></category>
		<category><![CDATA[humanidade]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[relações humanas]]></category>
		<category><![CDATA[Solidariedade]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Em tempos surreais, ainda tenho muito a aprender. Todos os dias acordo à espera de coisas novas que me desafiam a adaptar-me aos novos tempos. Em tempo de Inteligência Artificial, IA, e com tecnologias por todos os lados, vejo-me na obrigação de inseri-me no processo para &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>m tempos surreais, ainda tenho muito a aprender. Todos os dias acordo à espera de coisas novas que me desafiam a adaptar-me aos novos tempos. Em tempo de Inteligência Artificial, IA, e com tecnologias por todos os lados, vejo-me na obrigação de inseri-me no processo para não ficar à parte. Se tem um aprendizado que eu carrego, é este: as pessoas sempre serão pessoas. A humanidade, a forma de sentir, de reagir, de cometer erros, de ter fraquezas e de viver é rigorosamente a mesma. O tempo passa, as tecnologias avançam, mas a essência do homo sapiens continua a mesma.</p>
<p>Tenho visto no meu entorno um grito, às vezes inaudível, de pessoas que clamam por atenção e afeto. As pessoas só querem ser amadas, respeitadas e valorizadas. O resto é história. Na semana passada, no supermercado que frequento, vi uma conhecida chorando baixinho. Por alguns momentos, hesitei se deveria ou não me aproximar e conversar com ela.</p>
<p>Finalmente tomei a iniciativa de aproximar-me e perguntar se ela estava bem. “Não! Estou triste, despedaçada.” Perguntei como poderia ajudá-la. Ela olhou-me com olhos expressivos e marejados. Andamos um pouco e nos sentamos na cafeteria do supermercado. Sem entrar em detalhes, falou-me que estava triste por escolhas erradas no passado que afetavam sua vida agora. Nos despedimos, e fiquei a observá-la. Quantas vivências essa senhora carregava dentro dela. Quantas lágrimas ainda sairiam de seus belos olhos. A verdade é que todos nós temos nossos infernos particulares. Ninguém está livre deles. O que nos diferencia é a maneira como lidamos com isso.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Quando você aprende a olhar para as pessoas, despido de preconceito, de rótulo, de cargo, de posição social, de poder, de riqueza, tudo muda.  Sabe por quê? Porque você para de julgar e começa a acolher. Você para de se afastar e começa a se aproximar. Ninguém é melhor do que o outro; apenas temos pecados diferentes.</p>

			</div></div>
<p>Quando você entende que por trás de uma roupa de grife ou daquela roupa simples existe alguém que chora, que sente dor, que tem medos e que acorda todo dia querendo melhorar e se livrar do que o atormenta, tudo muda.</p>
<p>Com o tempo, aprendemos a não nos assustar com o status alheio e descobrimos que, no fundo, somos todos iguais: aprendizes tentando acertar. Somos seres em busca constante de afetos e atenção.</p>
<p>Num domingo, após um compromisso de trabalho, me encaminhei para o carro. Ao lado, uma Belina marrom, muito antiga, surrada, com um senhor com as portas abertas. Dei-lhe bom dia. Ele respondeu e perguntou se não gostaria de comprar um saco de petas. Comprei dois sacos: um para o amigo Marcelo Augusto, que me acompanhava, outro para mim. Entabulamos conversa, e aquele homem esquálido levantou a camisa, mostrando o corpo franzino, coberto com uma cicatriz enorme e a bolsa de colostomia. Em quarenta minutos, ouvi-o atentamente narrar sua via-crucis. Contou-me que teve um câncer de intestino; fez tratamento brabo e estava usando a bolsa. Falou da alegria em estar vivo, trabalhando, provendo a família. Homem simples, que tem somente o dia para viver, e o coração cheio de gratidão. São pessoas como Wandeley que fazem termos fé na humanidade e vermos que nem tudo está perdido.</p>
<p>Quando você enxerga a essência das pessoas, você se conecta com o que realmente importa. E é aí que a mágica acontece. Suas relações ficam mais leves, seu entorno fica mais belo; seu ambiente profissional fica mais humano, e você descobre uma paz gigantesca dentro de você.</p>
<p>Ter tempo para ouvir o outro nos engrandece. Quantos estão neste momento querendo, tão somente, alguém que os ouça.</p>
<p>Se lhe puder dar uma dica, amigo leitor, querida leitora, sempre que possível, faça esse exercício: olhe para além dos cargos, dos títulos e das aparências. Olhe para a pessoa que está ali à sua frente. É isso que transforma vidas, é isso que constrói pontes e é isso que faz você ser inesquecível na vida de alguém.</p>
<p>Pense nisso. Ouça, inspire, expire. As palavras têm poder. A atenção muda vidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&amp;linkname=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas%2F&#038;title=A%20arte%20de%20escutar%20%E2%80%94%20aten%C3%A7%C3%A3o%20muda%20vidas" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas/" data-a2a-title="A arte de escutar — atenção muda vidas"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-arte-de-escutar-atencao-muda-vidas/">A arte de escutar — atenção muda vidas</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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		<item>
		<title>Setembro, tempo de esperançar</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/setembro-tempo-de-esperancar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Sep 2026 20:12:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[curar]]></category>
		<category><![CDATA[desilusão]]></category>
		<category><![CDATA[esperança]]></category>
		<category><![CDATA[estabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[feridas]]></category>
		<category><![CDATA[inteira]]></category>
		<category><![CDATA[Livramento]]></category>
		<category><![CDATA[portas]]></category>
		<category><![CDATA[Primavera]]></category>
		<category><![CDATA[setembro]]></category>
		<category><![CDATA[silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[suadade]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por  Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Setembro chegou. O ano se encaminha para o final. Gosto dos meses que terminam em “bro”; ou seja, os quatro meses que fecham o ano. A atmosfera da cidade mudou. Ventos fortes fazem as folhas das árvores caírem, renovando-as. Precisei me ausentar por uns dias. Fiz uma &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/setembro-tempo-de-esperancar/">Setembro, tempo de esperançar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&#038;title=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/setembro-tempo-de-esperancar/" data-a2a-title="Setembro, tempo de esperançar"></a></p><blockquote><p>Por  Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">S</span>etembro chegou. O ano se encaminha para o final. Gosto dos meses que terminam em <span class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text" data-d-default-strong="" data-d-inline="">“bro”</span>; ou seja, os quatro meses que fecham o ano.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">A atmosfera da cidade mudou. Ventos fortes fazem as folhas das árvores caírem, renovando-as.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">Precisei me ausentar por uns dias. Fiz uma excursão por um país vizinho. Ao desembarcar, respirei o ar da Ilha do Amor. Caminho pelo centro da cidade, em final de tarde, e sinto o mormaço e o vento desalinhando o cabelo.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">A cidade está tão bonita que até o mar mudou de cor. Talvez para celebrar os 414 anos de São Luís, neste <span class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text" data-d-default-strong="" data-d-inline="">8 de setembro</span>. De setembro em diante, começo a desacelerar, dando lugar a mais entardeceres e a apreciar o que essa ilha tem de mais belo. Ando pelo mundo, mas é em São Luís que está minha identidade, o que me cativa. Sem São Luís, sou apenas mais um desgarrado, sem história.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">Que setembro traga saúde, porque continuamos a perceber <span class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text" data-d-default-strong="" data-d-inline="">demasiado tarde</span> que quase <span class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text" data-d-default-strong="" data-d-inline="">todo o resto</span> perde importância quando ela falta. Que traga tranquilidade para quem anda cansado de resolver problemas, de fazer contas à vida e de fingir que está tudo bem quando, na verdade, só precisava de alguns dias sem ter de se preocupar com nada. Gosto de palavrar e também de escutar. Quantas histórias únicas e especiais ouvi em tempos recentes.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">Que <span class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text" data-d-default-strong="" data-d-inline="">a calma de setembro</span> traga oportunidades, mas sobretudo discernimento para perceber quais merecem realmente um “sim”. Nem todas as portas abertas nos levam para onde queremos ir e, às vezes, uma das maiores conquistas da vida é aprender a não entrar em todas.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">Às vezes, portas fechadas são livramentos de pessoas e problemas não detectados.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">Que setembro traga trabalho para quem procura, estabilidade para quem vive na incerteza e dinheiro suficiente para que ninguém tenha de escolher constantemente qual das preocupações paga primeiro. Porque podemos romantizar muitas coisas, mas viver permanentemente preocupado com dinheiro rouba uma paz que nenhuma frase bonita ou curso de autoajuda consegue devolver.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">Que este mês cure algumas coisas que ainda doem em silêncio. Uma saudade, uma desilusão, uma relação que terminou, uma ausência que ainda pesa ou simplesmente aquele cansaço que ninguém vê porque continuamos a sorrir normalmente.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">E, no meio de tudo isto, que setembro não se esqueça de nos trazer momentos bons. Daqueles que acontecem sem aviso, numa mesa com pessoas de quem gostamos, numa mensagem inesperada, num abraço demorado ou num dia absolutamente comum que acaba por ficar na memória. Um café com um amigo.</p>
<p class="w6asjq_TextBase _85PZeG_Text" data-d-component="text">Não esperemos que setembro mude a nossa vida inteira. Às vezes, basta que nos devolva um bocadinho da esperança que os meses anteriores foram levando.</p>
<p style="text-align: center;"><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: center;">Quando entrar setembro</p>
<p style="text-align: center;">E a boa nova andar nos campos</p>
<p style="text-align: center;">Quero ver brotar o perdão</p>
<p style="text-align: center;">Onde a gente plantou juntos outra vez</p>
<p style="text-align: center;">Já sonhamos juntos</p>
<p style="text-align: center;">Semeando as canções no vento</p>
<p style="text-align: center;">Quero ver crescer nossa voz</p>
<p style="text-align: center;">No que falta sonhar</p>
<p style="text-align: center;">Já choramos muito</p>
<p style="text-align: center;">Muitos se perderam no caminho</p>
<p style="text-align: center;">Mesmo assim, não custa inventar</p>
<p style="text-align: center;">Uma nova canção que venha nos trazer</p>
<p style="text-align: center;">Sol de primavera</p>
<p style="text-align: center;">Abre as janelas do meu peito</p>
<p style="text-align: center;">A lição sabemos de cor</p>
<p style="text-align: center;">Só nos resta aprender</p>
<p style="text-align: center;">Já choramos muito</p>
<p style="text-align: center;">Muitos se perderam no caminho</p>
<p style="text-align: center;">Mesmo assim, não custa inventar</p>
<p style="text-align: center;">Uma nova canção que venha trazer</p>
<p style="text-align: center;">Sol de primavera</p>
<p style="text-align: center;">Abre as janelas do meu peito</p>
<p style="text-align: center;">A lição sabemos de cor</p>
<p>Só nos resta aprender”, canção de Ronaldo Bastos e Beto Guedes.</p>

			</div></div>
<p>Que setembro seja gentil com todos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&amp;linkname=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fsetembro-tempo-de-esperancar%2F&#038;title=Setembro%2C%20tempo%20de%20esperan%C3%A7ar" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/setembro-tempo-de-esperancar/" data-a2a-title="Setembro, tempo de esperançar"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/setembro-tempo-de-esperancar/">Setembro, tempo de esperançar</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que cabe em um domingo?</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-que-cabe-em-um-domingo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2026 20:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[domingo]]></category>
		<category><![CDATA[espírito]]></category>
		<category><![CDATA[Estado]]></category>
		<category><![CDATA[funerários]]></category>
		<category><![CDATA[impresso]]></category>
		<category><![CDATA[jornal]]></category>
		<category><![CDATA[ler]]></category>
		<category><![CDATA[morada]]></category>
		<category><![CDATA[preguiça]]></category>
		<category><![CDATA[recomendações]]></category>
		<category><![CDATA[serviços]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Gosto de domingos. O domingo tem um silêncio que não se explica, apenas se sente. Domingo é um estado de espírito. É como se o tempo caminhasse mais devagar, carregando nas horas uma melancolia doce, quase nostálgica. O cheiro do café da manhã parece ter outro sabor, a &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">G</span>osto de domingos. O domingo tem um silêncio que não se explica, apenas se sente.</p>
<p>Domingo é um estado de espírito. É como se o tempo caminhasse mais devagar, carregando nas horas uma melancolia doce, quase nostálgica. O cheiro do café da manhã parece ter outro sabor, a luz que entra pela janela com mais calma, e até o coração parece pedir descanso. Hora em que leio o jornal com parcimônia, sem pressa. Sim! Ainda leio jornal impresso, especialmente nos domingos, quando sai publicada minha coluna.</p>
<p>Domingo é dia de lembrar das conversas que ficaram na memória, dos abraços que já não se repetem, das mesas cheias que hoje guardam cadeiras vazias. O domingo, mais do que qualquer outro dia, desperta saudade: da infância, das risadas antigas, dos lugares onde já fui feliz.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Era logo cedo nos domingos que meu pai, Luiz Magno, me ligava para passarmos em revista nomes conhecidos. Falávamos dos recém-falecidos, tecendo histórias pitorescas. Lembro de uma de nossas últimas conversas, em que papai me disse ter encontrado a viúva de um amigo dele, que morrera na casa da amante. Com velório já providenciado, todos comunicados de sua passagem, eis que a viúva descobre o local e as circunstâncias da morte do marido. Tudo mudou. A viúva então chorosa, espraguejava, amaldiçoando o defunto. Não foi ao velório. Foi mudado o local dos serviços funerários, e o quiproquó no velório foi enorme. Papai contava isso e gargalhava.</p>

			</div></div>
<p>Domingo é um divisor de águas; dia em que a preguiça faz morada.</p>
<p>Quando criança, era aos domingos, que minha mãe, após o almoço, arrumava todos os filhos para visitar parentes. Como morávamos em bairro distante, íamos todos, lavados e arreados, para o centro da cidade, à casa de tios e seus compadres. Muitas recomendações: comportem-se, nada de correr pela casa. Só aceitem o que lhes oferecerem, nada de pedir. Não falem com a boca cheia. Vão pensar que comem assim em casa. Não façam perguntas. Era só chegar na casa alheia para perguntar: não vão servir nada? Quando serviam café, a cara de desânimo era grande. Os olhos de mamãe só faltavam sacar.</p>
<p>O bom era quando serviam bolo e Cola Jesus, como era chamado “O sonho cor de rosa das crianças”. Até hoje, ao beber Guaraná Jesus, relembro o passado.</p>
<p>Quantas memórias cabem em um domingo. Talvez por isso seja um dia tão poético: carrega em si a mistura de paz e falta, de descanso e lembrança, de presença e ausência. No fundo, todo domingo é um convite a olhar para dentro, sentir o que dói e agradecer pelo que já foi vivido.</p>
<p>Domingo era tempo de macarronada, com ovo cozido cortado, azeitonas; carne de porco e frango assado. Só nos domingos especiais se comia strogonoff.</p>
<p>Domingo também era tempo de ir à igreja, rezar e pedir perdão pelos pecados. Como não sou fã de futebol, poucas vezes fui a estádios.</p>
<p>Quando adolescente, domingo era dia de colocar roupa nova para namorar na praça da igreja matriz em Rosário, onde passava as férias escolares. Havia um trajeto feito no sentido horário, ou no antirritário, onde se paquerava as meninas, enquanto se assistia à TV, colocada em uma caixa, no centro da praça.</p>
<p>Hoje, nos domingos, recebo a visita de filhos, noras e de Heitor, primeiro neto.</p>
<p>Gosto da suavidade dos domingos, em que até o cântico dos passarinhos na janela de casa fica mais bonito. Domingos são memórias vivas de tempos que me habitam.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/artrose-birds-5765100_1920.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-100906 aligncenter" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/artrose-birds-5765100_1920-300x150.png" alt="" width="242" height="121" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/artrose-birds-5765100_1920-300x150.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/artrose-birds-5765100_1920-1024x512.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/artrose-birds-5765100_1920-768x384.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/artrose-birds-5765100_1920-1536x768.png 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/artrose-birds-5765100_1920-660x330.png 660w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/artrose-birds-5765100_1920-1050x525.png 1050w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/artrose-birds-5765100_1920.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 242px) 100vw, 242px" /></a></p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-que-cabe-em-um-domingo%2F&amp;linkname=O%20que%20cabe%20em%20um%20domingo%3F" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-que-cabe-em-um-domingo%2F&amp;linkname=O%20que%20cabe%20em%20um%20domingo%3F" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-que-cabe-em-um-domingo%2F&amp;linkname=O%20que%20cabe%20em%20um%20domingo%3F" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-que-cabe-em-um-domingo%2F&amp;linkname=O%20que%20cabe%20em%20um%20domingo%3F" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-que-cabe-em-um-domingo%2F&#038;title=O%20que%20cabe%20em%20um%20domingo%3F" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-que-cabe-em-um-domingo/" data-a2a-title="O que cabe em um domingo?"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-que-cabe-em-um-domingo/">O que cabe em um domingo?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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			</item>
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		<title>Nem tudo está perdido</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/nem-tudo-esta-perdido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Aug 2026 14:22:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
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		<category><![CDATA[netos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Domingo, 16 de agosto. Final de tarde. Após dia quente, normal na Ilha do Amor, recebi mensagem de Rodrigo, meu filho, dizendo que estava a caminho, para nos encontrarmos na praça da Lagoa da Jansen, que fica em frente ao meu condomínio. Desço e encontro: Ana &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>omingo, 16 de agosto. Final de tarde. Após dia quente, normal na Ilha do Amor, recebi mensagem de Rodrigo, meu filho, dizendo que estava a caminho, para nos encontrarmos na praça da Lagoa da Jansen, que fica em frente ao meu condomínio.</p>
<p>Desço e encontro: Ana Paula, Rodrigo e Heitor, neto querido de um ano e meio, que está começando a andar e precisa de espaço. A praça é território da alegria. Quando arrefece o calor, é na praça que pais levam filhos e tutores seus pets. Algazarra garantida. Crianças e adolescentes com suas bicicletas, patinetes motorizados, patins, skates. Cuidado redobrado com Heitor, que corre ziguezagueado, sem medo do seu entorno. Em uma cidade carente de praças e áreas verdes, tenho o privilégio de morar em frente a um espaço razoavelmente bem cuidado pelo poder público. Não conheço nenhuma praça em São Luís que seja lavada regularmente pela prefeitura como a da Lagoa da Jansen. Além de policiada.</p>
<p>Acomodado no banco, eis que, de repente, um garoto, de no máximo 12 anos, passa em alta velocidade em sua bicicleta. Um aparelho celular cai. Ana Paula apanha o aparelho e chama o menino, para informá-lo de que deixara o celular para trás. O garoto acelerou; perdemo-lo de vista.</p>
<p>Logo em seguida, outro garoto, agora mais devagar, se aproxima. Pergunto se ele conhecia o garoto que havia deixado o celular que caiu. “Sim”, respondeu ele. Ana Paula entrega-lhe o aparelho.</p>
<p>Não demorou muito, o primeiro garoto retornou com o celular em mãos. “Vocês passaram no teste”, diz ele. “Que teste?”, pergunto.</p>
<p>“Nós estamos fazendo um experimento, deixamos o celular cair de propósito para saber se vão nos devolver”, diz ele e completa: “O celular é só a carcaça, não funciona”. E sai em nova disparada.</p>
<p>Fiquei surpreso e intrigado. Não sei o nome do garoto. Não sei se o teste é para um estudo sobre honestidade ou para fazer uma estatística sobre quem devolve ou não o aparelho de celular. Quem sabe, um trabalho para a escola.</p>
<p>Testes de honestidade em praças públicas são experimentos sociais comuns na internet e nas TVs. Neles, criadores de conteúdo deixam objetos de valor (como celulares, carteiras ou notebooks) sozinhos em bancos de praças e calçadões para gravar a reação dos pedestres com câmeras escondidas. A maioria das pessoas costuma ignorar o objeto ou devolvê-lo.</p>
<p>Geralmente, alguém finge deixar cair dinheiro ou uma carteira no chão da praça.</p>
<p>Um item caro, como um notebook ou celular, fica sobre um banco sem vigilância aparente. Uma equipe grava de longe para ver se quem passa devolve o item ou tenta furtar. Em muitos vídeos, pessoas devolvem o item perdido ou avisam o dono, surpreendendo quem duvidava da bondade alheia.</p>
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<p>A honestidade mora nas pequenas coisas do dia a dia, como devolver um troco errado na padaria ou falar a verdade quando ninguém está olhando. Ela parece fora de moda, mas é o fio invisível que segura a vida em paz. Ser honesto dá leveza à vida. São exemplos de civilidade, tão fora de moda atualmente.</p>

			</div></div>
<p>Recentemente, ao abrir a porta do apartamento, deparei-me com Josi, empregada dos vizinhos. Ela contava para a zeladora do prédio, Nilde, a angústia que passou até devolver uma quantia que depositaram indevidamente em sua conta, através de um Pix. “Enquanto não devolvi o dinheiro, não sosseguei”, disse Josi aliviada. “O dinheiro não era meu”.</p>
<p>São exemplos como o de Josi que provam que nem tudo está perdido. Certamente, esse dinheiro seria útil a Josi, mas ela preferiu devolver.</p>
<p>Fico feliz que o mundo que Heitor está conhecendo tenha gente honesta e ética.</p>
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