Esportes

Ambição e riqueza: Até onde um homem pode ir?

Compartilhe:

Pra começar a inserir em seu catálogo a literatura russa, a Via Leitura lança a clássica obra De Quanta Terra Precisa um Homem, do renomado mestre literário russo Liev Tolstói. Considerado um dos maiores nomes da literatura mundial, o escritor é reconhecido por defender o pacifismo e uma vida mais modesta. Em Aracaju, o livro pode ser encontrado nas livrarias Escariz, por R$ 25.

A obra lançada neste mês pela Via Leitura alude exatamente aos questionamentos de vida de Tolstói, pois neste título ele discorre sobre as ambições humanas e o orgulho das pessoas, que tornam os objetos mais importantes que os próprios princípios. Trata-se de uma tradução distinta, de um conteúdo de grande valor literário, além de se mostrar atemporal considerando que cada vez mais o homem se torna ganancioso.

O livro trata-se de um conto sobre Pahóm, um camponês simples, que acaba por escutar uma conversa entre sua mulher e a cunhada sobre as vantagens e desvantagens de viver no campo versus cidade, e chega à conclusão que a solução para se viver bem é possuir terras.

Tentado pela ambição, Pahóm desafia o Diabo: “Tivéssemos o suficiente (terra), nem mesmo o Diabo eu temeria!”. A partir disso, o próprio Diabo lança o desafio e permite que o pobre camponês obtenha muitas terras. O desfecho, surpreendente leva o leitor a repensar quais são os verdadeiros valores na vida. Esta história mostra o quanto a vaidade e cobiça podem levar o homem ao fundo do poço. Enfim, De Quanta Terra Precisa um Homem?

Tolstoi, que foi um especialista em criar enredos sóbrios e cheios de observações do comportamento humano, teceu este conto com um desfecho imperdível!

Liev Tolstói (1828- 1910) destacou-se no panteão dos grandes mestres russos da literatura do século XIX, ao lado de nomes como Dostoiévski, Turgueniev e Tchecov. Não bastasse a honra de ser um dos proeminentes de um círculo tão grandioso de escritores, Tolstói foi um ativista ferrenho do pacifismo, propagandeando durante toda a sua velhice os benefícios de uma vida simples e próxima da natureza. Atormentado por questões familiares, fugiu de casa aos 82 anos, falecendo de pneumonia, sozinho, em uma estação de trem. Suas obras de maior destaque são Guerra e Paz e Anna Karenina.

Compartilhe:
Antônio Carlos Garcia

CEO do Só Sergipe

Posts Recentes

INSS amplia exigência de biometria para concessão de benefícios

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que vai ampliar a exigência de cadastro…

15 horas atrás

Segundo lote de restituição do IRPF 2026 pode ser consultado amanhã

A Receita Federal libera nesta terça-feira (23) a consulta ao segundo lote de restituição do…

2 dias atrás

Brasil registra uma tentativa de fraude digital a cada cinco segundos, aponta Serasa Experian

A edição mais recente do Mapa da Fraude da Serasa Experian identificou 1.495.696 tentativas de…

2 dias atrás

A Armadilha de Tucídides

  Por Manuel Luiz Figueiroa (*)   chamada “Armadilha de Tucídides” nasce da reflexão do…

3 dias atrás

Parada no estaleiro

  Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)   pós longo tempo sem férias, tirei…

4 dias atrás

Abertura de empresas cresce 9% em Sergipe e supera 16 mil novos registros no ano

  Empreendedores de até 35 anos responderam por 57% dos novos negócios registrados entre janeiro…

5 dias atrás