Imagem que remete às críticas ao jornalismo da grande mídia e à disputa de narrativas na imprensa
Por Luciano Correia (*)
Os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de São Paulo são notórios alvos dos críticos do mau jornalismo, tendencioso, desonesto quase todos os dias. Curiosamente, vem do Estadão, desde meus tempos de faculdade, a repetição da falácia da imparcialidade. De tanto repetir, o jornal dos barões paulistanos parece crer no mito defendido por eles para assacar contra a verdade. Ou não. Quem conhece os Mesquitas sabe que sua suposta decência não chega na esquina. Pelo manual da Folha e Estadão, o bom jornalismo tem que ouvir os dois lados da notícia, como se os fatos pudessem ser relatados somente por duas visões. E eles sabem que estão mentindo.
A imparcialidade é um mito, porque quem pauta, apura, cobre, escreve, edita e publica são pessoas inseridas nos seus mundos, em contextos que favorecem esta ou aquela visão de mundo. A começar pela decisão do que vai ser notícia e o que não merece ser publicizado. E quem teria a balança da relevância dos fatos para decidir essas questões? Qualquer um que mergulhe sério na tarefa de produzir jornalismo teria métricas apropriadas. Menos os jornalões da burguesia paulista, porta-vozes de uma extrema direita carcomida e atrasada, as tais elites brasileiras.
A cobertura da guerra no Oriente Médio é um primor de desserviço à boa causa do jornalismo, essa instituição tão fundamental, que Estadão e Folha tanto desprezam. No domingo, o vergonhoso panfleto da família Mesquita publicou a manchete: “Ninguém vai chorar pelo Irã”. Nem na Alemanha nazista qualquer veículo de imprensa se arvorou a publicar uma peça tão nojenta, um escárnio que só aprofunda a decadência de uma elite com DNA nazista, entreguista, sabujos de um imperialismo cuja ruína, se fosse obra de Deus, seria, sem dúvidas, do Deus de Alá.
E o que acontece com a Rede Globo, artífice de todas as patifarias ao longo de décadas, que somente neste quarto parágrafo comparece a esse inventário de vilanias servidas ao público pelas empresas e seus afoitos empregados? A Rede Globo, ora, está sendo a Rede Globo de sempre. Precisa ter estômago e paciência para assistir seus “especialistas” em política internacional se desdobrarem em malabarismos para distorcer os fatos e emitir opinião como sendo informação. No caso, a opinião dos patrões, claro. O pior, por incrível, não é a sabujice demonstrada por todos, mas o descarado despreparo exibido, sem que isso constranja qualquer um deles.
A internet, que não é só o território sem lei e o campo vasto para a expressão dos idiotas, mais uma vez se mostra útil neste aspecto: a possibilidade de sairmos dessas bolhas de desinformação e acessarmos canais e, aí sim, especialistas do mundo inteiro oferecendo uma visão multipolar, aprofundada e rica em fatos e dados, comprovados não por bruxarias ou preferências, mas pelos protocolos do jornalismo. Vale dizer: não existe jornalismo bom ou ruim, existe jornalismo puro e simples, coisas que o Estadão e a Folha, para suas desgraças, já deixaram de fazer há muito tempo.
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