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A engrenagem que move Sergipe e ganha força com a Semana S do Comércio

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Por Marcos Andrade (*)

  A força de uma economia moderna não se mede apenas pela robustez da indústria ou pela produtividade do campo, mas, sobretudo, pela vitalidade do seu setor de serviços. A chamada atividade terciária, que engloba comércio, serviços e turismo, é hoje o principal motor de geração de emprego e renda no Brasil. Responsável por mais de 70% do PIB nacional, esse segmento traduz, na prática, o pulso cotidiano da economia: é onde o consumo acontece, onde as relações se estabelecem e onde a dinâmica econômica se torna visível para a população.

Marcos Andrade, presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac
Imagem: Marcio Rocha

Em Sergipe, os números reforçam ainda mais essa centralidade: o setor de serviços responde por cerca de 72,6% do PIB estadual, consolidando-se como a espinha dorsal da economia local. Além disso, é também o principal gerador de empregos, liderando a criação de vagas formais. Apenas em 2025, foram mais de 8 mil novos postos no segmento, à frente de todos os demais setores. Sendo que somos 72,3% dos empregos formais do estado. Isso significa, na prática, que o setor terciário não apenas movimenta a economia, mas sustenta o mercado de trabalho e a renda das famílias sergipanas.

Nesse contexto, o papel do Sistema CNC-Fecomércio-Sesc-Senac ganha relevância estratégica. Mais do que representar institucionalmente o setor terciário, o Sistema atua como agente de transformação econômica e social. Por meio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, das federações estaduais como a Fecomércio-SE, e de seus braços sociais, Sesc e Senac, o Sistema promove qualificação profissional, bem-estar social e fortalecimento empresarial. Representamos mais de 100 mil empresas, com responsabilidade para atender mais de 260 mil trabalhadores celetistas no estado.

É uma engrenagem que funciona em múltiplas frentes. O Senac prepara mão de obra qualificada, alinhada às exigências do mercado contemporâneo. O Sesc amplia o acesso à saúde, cultura, lazer e educação, impactando diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores. Já a Fecomércio atua na defesa dos interesses empresariais, contribuindo para um ambiente de negócios mais equilibrado e competitivo. Trata-se, portanto, de um ecossistema que sustenta o crescimento do setor terciário de forma estruturada e contínua.

É nesse cenário que se insere a Semana S do Comércio, uma iniciativa que simboliza, na prática, a presença ativa do Sistema junto à sociedade. O evento, que será realizado na Praça dos Mercados, em Aracaju, representa muito mais do que uma programação festiva: trata-se de um movimento de conexão entre empresários, trabalhadores e a população em geral.

O setor que sustenta a economia e a renda em Sergipe

A Semana S, no entanto, vai além da simbologia institucional e assume um papel estratégico no fortalecimento do ambiente de negócios. Ao reunir, em um mesmo espaço, ações do Senac, do Sesc e da Fecomércio-SE, o evento cria um ambiente de integração que permite ao empresário enxergar, de forma prática, as ferramentas disponíveis para impulsionar sua atividade. São consultorias, orientações, demonstrações e conteúdos que dialogam diretamente com os desafios reais enfrentados pelo setor produtivo.

Para o empresariado, especialmente o de pequeno e médio porte, a Semana S funciona como um verdadeiro laboratório de atualização. Em um cenário de rápidas transformações impulsionadas pela digitalização, mudanças no comportamento do consumidor e novas exigências de mercado, estar preparado deixou de ser diferencial e passou a ser condição de sobrevivência. O evento surge, então, como um espaço de preparação estratégica, onde conhecimento e inovação são apresentados de maneira acessível e aplicada.

Do ponto de vista do trabalhador, a relevância é igualmente significativa. A Semana S amplia o acesso a serviços essenciais, como atendimentos de saúde, atividades culturais, ações educativas e oportunidades de qualificação. Mais do que benefícios pontuais, essas iniciativas contribuem para o desenvolvimento humano e profissional, elevando a qualidade da força de trabalho e, por consequência, a produtividade do setor terciário.

Há ainda um componente importante de valorização social. Ao ocupar a Praça dos Mercados, um espaço tradicional e simbólico da cidade, o evento reforça a identidade do comércio como elemento central da vida urbana. A escolha do local não é aleatória: ela representa a essência do setor terciário, que pulsa nas ruas, nos mercados, nas relações diretas com a população. É o Sistema saindo das estruturas institucionais e se colocando, literalmente, no coração da cidade.

Além disso, a programação cultural e de entretenimento integrada à Semana S cumpre um papel relevante na dinamização econômica. Ao atrair público, estimular a circulação de pessoas e fomentar o consumo, o evento gera impactos positivos diretos no comércio local. Trata-se de uma ação que combina desenvolvimento econômico com inclusão social, reforçando o caráter multifuncional do setor terciário.

Outro aspecto que merece destaque é o posicionamento institucional. A Semana S funciona como uma vitrine das entregas do Sistema CNC-Fecomércio-Sesc-Senac, evidenciando sua capilaridade, sua eficiência e sua capacidade de transformação. Em um ambiente onde a representação institucional é cada vez mais desafiada, mostrar resultados concretos é fundamental e o evento cumpre exatamente esse papel.

Sob a ótica econômica, iniciativas como essa possuem efeito estruturante. Ao integrar qualificação, serviços, cultura e estímulo ao consumo, a Semana S atua como catalisador de desenvolvimento. Ela fortalece o capital humano, impulsiona o empreendedorismo e cria um ambiente mais favorável à expansão das atividades de comércio, serviços e turismo.

Em um país, e em um estado como Sergipe, onde o setor terciário é protagonista absoluto da economia e do emprego, ações como a Semana S demonstram que o desenvolvimento não acontece por acaso: ele é construído com presença, estratégia e compromisso com quem move a economia todos os dias.

 

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(*) Presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac, é empresário, graduado em Administração e Ciências Contábeis, com pós-graduação pela Università Cattolica del Sacro Cuore, de Milão.

 

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