Cotidiano

A carência de paz na humanidade e os EUA na Venezuela

Compartilhe:

 

Por Valtênio Paes de Oliveira (*)

 

Nosso planeta, neste quinto do século XXI, passa por terríveis e longos massacres puramente por interesses de lucro e poder. Nunca se desejou paz entre as pessoas como neste final de 2025. Apesar de muita hipocrisia ou meras formalidades em cumprimentos, certo é que, “paz” esteve sempre presente nos bons desejos aos humanos.

Contraditoriamente, neste quinto do século XXI, passa-se por terríveis e longos massacres, puramente por interesses e ambições, em que o ódio é a mola propulsora dos sentimentos. Judeus praticando genocídio em Gaza, Rússia na Ucrânia, guerra civil em Mianmar, Etiópia versus Somália, bombardeios na Síria, multidões sem pátria e sem lar são alguns. Esdruxulamente, os EUA sequestraram o ditador presidente Maduro da Venezuela.

Milhões de civis morrem de fome e sede, outros milhões são assassinados nos confrontos somente por desculpas de poder econômico ou político. As instituições são desrespeitadas, os princípios basilares do direito internacional são desobedecidos. Colocam-se as regras de convivências pacíficas na lama.

Urge que a paz como principal instrumento de boas convivências seja posta em primeiro lugar. Para tanto, a responsabilidade das lideranças das nações deve se postar com civilidade e responsabilidade social porque ditadura não se combate com imperialismo mas com democracias sólidas. O único antídoto para a ditadura é a democracia porque a gestão pública deve atender aos anseios do respectivo povo.

O atual governo dos EUA desmascara o discurso norte-americano de líder da democracia, como fizeram no Iraque, no Afeganistão, no Vietnã, e sequestram cinematograficamente o ditador Maduro da Venezuela. Para surpresa geral dos defensores do direito internacional alguns brasileiros apoiaram o triste evento.

Como as reservas petrolíferas da Venezuela têm fronteiras com o Brasil, como nosso país, rico em minerais raros e em petróleo pode-se até cogitar futuras represálias do atual governo americano. O tarifaço desfeito pode servir de exemplo. Sexto maior produtor de lítio, decisivo na indústria farmacêutica, automotiva e energética, maior reserva de nióbio do planeta, segunda maior reserva de grafita, terceira de níquel além de manganês, alumínio, cobre, vanádio, básicos para produção de carros elétricos e indústria de defesa, são riquezas brasileiras inigualáveis. Assim, além do petróleo, tais tesouros são cobiçados.

Como entender brasileiros conservadores apoiarem o governo americano? Desconhecimento, oportunismo ou entreguismo? Fato é que nosso pais precisa de união e força para resistir. Urge uma ordem mundial, um “Ethos Mundial”, como disse Leonardo Boff, que prevaleça o diálogo, a partilha, a redução da desigualdade, fundados na conciliação e mediação. Para tanto, comecemos fazer nossa parte em casa, no trabalho, nas redes sociais, nas cidades, nos países e nos continentes. Só assim, fomentaremos a esperança e a paz como principais instrumentos de convivência no planeta para o bem de todos.

Mahatma Gandhi já enfatizara: “não existe um caminho para a paz; a paz é o caminho”. Fundamental que cada pessoa faça sua parte, disse também “se queres mudar o mundo, muda a ti mesmo”. Martin Luther King Jr asseverou: “a verdadeira paz não é somente a ausência de tensão é a presença de justiça”. Justiça social é básica para a paz. A vivência terrena prescinde de paz para o bem de todos. A louca vontade de um governante não pode sobreviver imperativamente sobre pessoas, países ou civilizações. A paz e o respeito ao direito internacional devem preponderar sobre quaisquer fantasias e delírios hegemônicos em respeito aos valores de cada povo para o bem da humanidade.

 

Compartilhe:
Valtenio Paes de Oliveira

(*) Professor, advogado, especialista em educação, doutor em Ciências Jurídicas, autor de A LDBEN Comentada-Redes Editora, Derecho Educacional en el Mercosur- Editorial Dunken e Diálogos em 1970- J Andrade.

Posts Recentes

Aracaju cria ambiente favorável para empresas de call center e centrais de relacionamento

  Aracaju está conquistando uma posição de capital estrategicamente preparada para receber empresas de call…

4 minutos atrás

Fundat disponibiliza novas vagas de emprego para o dia 12 de janeiro

  A Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat) divulga novas oportunidades de emprego…

46 minutos atrás

Avanço histórico: Sergipe entra no mapa das universidades estaduais em 2026

  Por Antônio Carlos Garcia (*)   Universidade Estadual de Sergipe (Unese) estará institucionalmente disponível…

1 dia atrás

Os símbolos da Maçonaria e a jornada do autoconhecimento

  Por Rivaldo Frias dos Santos (*)   imbolismo na Maçonaria são alegorias e metáforas…

1 dia atrás

Ensinamentos de um lápis

  Por Luiz Thadeu Nunes (*)   o derradeiro dia do ano, fui à padaria…

2 dias atrás

Entenda em 13 pontos o acordo Mercosul–UE

  Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União…

2 dias atrás