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	<title>Arquivo para vocabulário - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>A qualidade da pedra bruta define a estabilidade da obra</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-qualidade-da-pedra-bruta-define-a-estabilidade-da-obra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 09:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[angular]]></category>
		<category><![CDATA[bruta]]></category>
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		<category><![CDATA[vocabulário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Jorge Gonçalves (*) &#160; Há algo curioso no modo como as informações atravessam o tempo. Elas não chegam intactas, como um fóssil de dinossauro. São modificadas, simplificadas, reorganizadas, por vezes lapidadas, como uma pedra. Façamos um experimento, talvez o mais simples à primeira vista. A forma como a Maçonaria contemporânea apresenta o simbolismo &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Jorge Gonçalves (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">H</span>á algo curioso no modo como as informações atravessam o tempo. Elas não chegam intactas, como um fóssil de dinossauro. São modificadas, simplificadas, reorganizadas, por vezes lapidadas, como uma pedra. Façamos um experimento, talvez o mais simples à primeira vista. A forma como a Maçonaria contemporânea apresenta o simbolismo das pedras, especialmente aquilo que se conhece como Rough Ashlar (Pedra Bruta) e Perfect Ashlar (Pedra Polida), parece tratar-se de algo imemorial, imutável e conceitualmente definido desde suas origens. Essa impressão, contudo, não resiste ao confronto com as fontes bibliográficas mais antigas. O que se observa, ao retornar às fontes, é um vocabulário técnico ligado à prática da construção, no qual a qualidade da pedra determinava a estabilidade da obra.</p>
<p>Para compreender melhor, é necessário retornar à Inglaterra medieval, mais precisamente a Londres, no ano de 1356. Nesse contexto, um conflito entre dois grupos do ofício da construção em pedra, de um lado, os canteiros, responsáveis pelo corte e preparo; de outro, os assentadores, encarregados da fixação nas estruturas, deixou um dos registros mais antigos relacionados à organização do ofício. O documento relata que doze mestres compareceram perante o prefeito e os vereadores e estabeleceram regras para o exercício da atividade. Esse era o segredo maçônico da época: a regulamentação do ofício, pela qual apenas aqueles que demonstravam domínio técnico e habilidade comprovada eram reconhecidos e autorizados a exercer seu trabalho [1].</p>
<p>A palavra cantaria deriva do latim medieval &#8220;cantaria&#8221; e designa o ofício de talhar a pedra para uso em edificações. Na tradição inglesa, stone é um termo genérico que designa qualquer pedra, enquanto ashlar é um termo preciso que designa a pedra escolhida e adequada à construção, própria para integrar a estrutura. Trata-se da escolha correta da pedra em função de sua aplicação construtiva [2].</p>
<p>Nos rituais em inglês, utiliza-se o termo Ashlar, que designa a pedra própria para construção. A Rough Ashlar (Pedra Bruta ou Áspera) corresponde à pedra em estado bruto, tal como retirada da pedreira. A pedra bruta possui forma irregular, sem qualquer preparo, enquanto a pedra áspera já foi desbastada, adquirindo forma cúbica, porém ainda sem polimento. A Perfect Ashlar (Pedra Perfeita) designa a pedra preparada para uso na construção. Dependendo do ritual, essa pedra pode ser descrita como pedra cúbica, pedra polida ou pedra perfeita, sendo “pedra cúbica” a forma mais comum no meio maçônico brasileiro. Nos rituais antigos, a expressão “pedra perfeita” indica que a pedra foi polida e também apresenta a forma correta, com ângulos de 90 graus, estando apta ao uso na construção, pois uma pedra pode estar polida e, ainda assim, apresentar ângulos incorretos [3].</p>
<p>Existem outras pedras, como a pedra cúbica pontiaguda, um cubo com topo piramidal, que, conforme registros analisados por Harry Carr, é associada à Pedra Polida e descrita como uma pedra com pontas destinadas ao afiamento das ferramentas dos Companheiros. A pedra fundamental marca o início da edificação, sendo aqui apenas mencionada, pois será objeto de análise específica em outro artigo, no qual se abordará também, de forma detalhada, a razão de sua tradicional colocação no canto Nordeste. Quanto à pedra angular, frequentemente associada à passagem bíblica “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular” (Salmos 118:22), é o elemento que realiza o travamento do arco, permitindo que todas as pedras passem a atuar em conjunto por compressão, isto é, sendo pressionadas umas contra as outras ao longo da curvatura até os apoios laterais. Sua função não é suportar cargas isoladamente, mas assegurar o fechamento do arco e transmitir as cargas ao longo da curvatura até os apoios. Sem a pedra angular, o arco inteiro colapsa, pois não consegue estabelecer o equilíbrio entre as componentes horizontais, que se anulam, e as verticais, que sustentam o peso [4].</p>
<p>Avançando para a Escócia, no ano de 1696, o manuscrito conhecido como Edinburgh Register House Manuscript apresenta o seguinte registro:</p>
<p><strong>“Are there any jewels in your lodge? Yes, three, Perpend Esler, a square pavement and a broad ovall.”</strong></p>
<blockquote><p><strong>Tradução:</strong> “Há alguma joia na sua Loja? Sim, três: Perpend Esler (pedra utilizada para estabilidade da estrutura, termo que aqui se prefere não traduzir), um pavimento quadrado e broad ovall (termo de interpretação incerta, cuja natureza permanece debatida na literatura especializada).”</p></blockquote>
<p>Nesse documento, não há qualquer menção à Rough Ashlar (Pedra Bruta) nem à Perfect Ashlar (Pedra Polida), sendo as joias descritas pertencentes a um vocabulário predominantemente operativo [5].</p>
<p>Algumas décadas depois, em 1730, com a publicação de Masonry Dissected, atribuído a Samuel Prichard, tem-se uma referência documental de grande relevância que, embora de caráter espúrio, possui valor histórico. Nesse texto, encontra-se a seguinte formulação:</p>
<p><strong>“What are the immovable jewels? The Tracing Board, Rough Ashlar and Broach’d Thurnel.”</strong></p>
<blockquote><p><strong>Tradução:</strong> “Quais são as joias fixas? A Prancha de Traçar, a Rough Ashlar (Pedra Bruta) e o Broach’d Thurnel (termo técnico de difícil tradução, que Prichard interpreta como uma segunda pedra, distinta de uma ferramenta de pedreiro, constituindo possivelmente o registro mais antigo que permite deduzir a presença de duas pedras na Loja, conforme observado por Harry Carr).”</p></blockquote>
<p>É nesse documento que se observa, de forma textual, a presença da Rough Ashlar (Pedra Bruta) no vocabulário maçônico [6].</p>
<p>Em 1760, com a publicação de Three Distinct Knocks, documento associado à tradição dos Antigos, observa-se a manutenção do modelo catequético estruturado em perguntas e respostas. Contudo, na edição analisada, não se identifica qualquer referência à Rough Ashlar (Pedra Bruta) ou à Perfect Ashlar (Pedra Polida). Em 1762, com a publicação de J∴ and B∴, observa-se igualmente a ausência de qualquer menção à Rough Ashlar (Pedra Bruta) ou à Perfect Ashlar (Pedra Polida), evidenciando que, em ambas as fontes, não se encontram referências à terminologia das pedras [7]. [7]
<p>Em 1772, com a publicação do sistema de William Preston, especialmente em sua First Lecture of Freemasonry, encontra-se, conforme registrado por Harry Carr, a seguinte formulação: “Nomeie as joias fixas. A pedra bruta, a pedra polida e a Prancha.” Diferentemente das exposições anteriormente analisadas, nas quais não se identificaram referências às pedras, observa-se aqui, de forma inequívoca, a presença simultânea da Rough Ashlar (Pedra Bruta) e da Perfect Ashlar (Pedra Polida), já integradas ao conjunto das joias fixas. Essa ocorrência marca um ponto decisivo na investigação, evidenciando que o simbolismo das duas pedras se encontra plenamente formulado nesse estágio [8].</p>
<p>Já em 1818, na obra The Freemason’s Monitor, de Thomas Smith Webb, o par Rough Ashlar (Pedra Bruta) e Perfect Ashlar (Pedra Polida) aparece plenamente inserido no contexto da Maçonaria especulativa. A Rough Ashlar é descrita como a pedra em estado bruto, tal como retirada da pedreira, enquanto a Perfect Ashlar corresponde à pedra polida e esquadrejada pelo trabalho do operário. Nesse momento ocorre uma mudança significativa, a natureza deixa de ser exclusivamente técnica e passa a ser utilizada como metáfora, instrumento pedagógico, associando a condição inicial do indivíduo ao seu processo de instrução e aperfeiçoamento [9].</p>
<p>Em 1869, na obra The Symbolism of Freemasonry, Albert G. Mackey mantém o par Rough Ashlar (Pedra Bruta) e Perfect Ashlar (Pedra Polida), agora plenamente consolidado no campo simbólico. A Rough Ashlar passa a representar o homem em seu estado imperfeito, enquanto a Perfect Ashlar simboliza o aperfeiçoamento alcançado por meio do conhecimento e da disciplina. A linguagem já não é mais técnica, mas interpretativa [10].</p>
<p>Em 1871, na obra Morals and Dogma, Albert Pike apresenta o mesmo par conceitual, reforçando a associação entre a pedra e o processo de transformação do indivíduo. A Rough Ashlar é definida como a pedra em estado bruto, enquanto a Perfect Ashlar representa o resultado do trabalho aplicado sobre a matéria. A geometria assume papel central como expressão de perfeição, consolidando a transição do campo operativo para o simbólico [11].</p>
<p>A influência da linguagem herdada da tradição operativa foi ressignificada no ensino maçônico como forma de representar o aperfeiçoamento humano. Entre os diversos símbolos utilizados, as pedras ocupam lugar central, pois expressam, de forma simples e direta, esse processo, no qual a pedra bruta indica a condição inicial e a pedra polida o resultado final do trabalho realizado. Este trabalho, em nossa simbologia, estende-se por toda a vida [12].</p>
<p>Entre todas as pedras que podem ser extraídas da pedreira, e aqui, simbolicamente, fala-se da sindicância, apenas algumas possuem, desde a origem, a qualidade necessária para sustentar a obra, e é nesse ato que se encontra o verdadeiro segredo maçônico. Não há transformação de chumbo em ouro. O artesão não cria a matéria, não altera sua essência, ele apenas remove, golpe após golpe, aparando imperfeições até revelar as qualidades que já estavam contidas na pedra. Ele é, ao mesmo tempo, arquiteto, construtor e material de si próprio. O ideal de perfeição não é criado. Não se trata de transmutar matéria, mas de reconhecer a pedra que pode ser trabalhada. Quando essa escolha falha, nenhum esforço corrige a fundação, e toda aparência de grandeza se desfaz sob o peso que não pode sustentar. A estabilidade de toda a obra, portanto, nasce na escolha da pedra bruta, pois é nela, ainda na pedreira, que se decide, em segredo, tudo aquilo que a estrutura poderá ou não suportar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><b>Nota de agradecimento:</b></strong> Agradecimentos especiais a Fuad Haddad, Izautonio da Silva Machado Junior, Josafá de Oliveira Filho e Valtenio Paes de Oliveira, cujas contribuições, observações críticas e apoio na pesquisa foram fundamentais para o desenvolvimento e aprimoramento deste trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>____________________</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas:</strong></p>
[1] CARR, Harry. Seis Séculos de Ritual Maçônico.</p>
[2] BLUTEAU, Raphael. Vocabulário Portuguez e Latino. 1712–1728; PARKER, John Henry. A Glossary of Terms Used in Grecian, Roman, Italian, and Gothic Architecture. Oxford, 1845.</p>
[3] ISMAIL, Kennyo. Breviário Maçônico do Século XXI.</p>
[4] CARR, Harry. O Ofício do Maçom. São Paulo: Madras, 2012; BÍBLIA SAGRADA. Salmos 118:22.</p>
[5] Edinburgh Register House Manuscript. 1696; CARR, Harry. O Ofício do Maçom. São Paulo: Madras, 2018.</p>
[6] PRICHARD, Samuel. Masonry Dissected. Londres, 1730; CARR, Harry. O Ofício do Maçom. São Paulo: Madras, 2018.</p>
[7] THREE DISTINCT KNOCKS; OR, THE DOOR OF THE MOST ANCIENT FREE-MASONRY. Dublin, 1760; JACHIN AND BOAZ; OR, AN AUTHENTIC KEY TO THE DOOR OF FREEMASONRY. London, 1762.</p>
[8] PRESTON, William. First Lecture of Freemasonry. 1772, apud CARR, Harry. O Ofício do Maçom. São Paulo: Madras, 2018.</p>
[9] WEBB, Thomas Smith. The Freemason’s Monitor. Boston, 1818.</p>
[10] MACKEY, Albert G. The Symbolism of Freemasonry. New York, 1869.</p>
[11] PIKE, Albert. Morals and Dogma. Charleston, 1871.</p>
[12] WEBB, Thomas Smith. Freemason’s Monitor. Cincinnati, 1867.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O inglês pode estar desqualificando nossa cultura</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-ingles-pode-estar-desqualificando-nossa-cultura/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Valtenio Paes de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Feb 2020 11:30:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Mas, afinal, é a língua que influencia a cultura ou a cultura que influencia a língua? A pergunta parece ser do gênero “o que nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?”. Uma se ampara na outra e juntas constroem e alteram a dinâmica social. Seja qual foi a primeira a influenciar a outra, a verdade &#8230;</p>
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<p style="text-align: right;">“Mas, afinal, é a língua que influencia a cultura ou a cultura que influencia a língua? A pergunta parece ser do gênero “o que nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?”. Uma se ampara na outra e juntas constroem e alteram a dinâmica social. Seja qual foi a primeira a influenciar a outra, a verdade é que, para aprender um idioma, não basta apenas decorar as regras gramaticais e ter um bom vocabulário. É preciso também aprender a cultura”. Natália Becattini Postado em 19-07-2016.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p style="text-align: justify;">Eis algumas palavras usadas em nosso cotidiano: milkshake, hamburguer, diet, light, fashion, designer, top less, top model, fitness, outdoor, delete, insight, notebook, big brother, cheeseburguer, CD-ROM, pop star, windows, word, download, internet, site, e-mail, messenger, mc donald, bob´s drink, plug, hotmail, shopping, show room, playstation, station games, lan house, book, drive thru, fast food ,pit stop, feeling ,drive, hip hop, pop, look, desktop, brother, stress, play, on, bad boy, coffee break, playgraund,  checklist, feedback, like, login, botox, fake, jeans, rent car, baby, bullying, etc. A lista é longa, tem até nome próprio de brasileiro com pronúncia e grafia equivocadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Está em tudo! Basta revisar a linguagem na tecnologia, alimentação, transportes, lojas, turismo, escolas, trabalho, artes, sexo e no amor. Como poucos sabem o significado, pronuncia-se aportuguesando e tudo fica supostamente resolvido.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos profissionais que laboram no magistério da língua inglesa devem ficar surpresos com as pronúncias produzidas em nosso cotidiano na imprensa, no comércio, nos condomínios, turismo, nomes próprios etc. O mestre Ariano Suassuna firmou posição respeitada em defesa da língua portuguesa e dos nossos valores culturais regionais. Sua obra imortalizou sua defesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Portugal, país de origem de nossa língua materna, a situação é diferente. Na Argentina com o espanhol, de igual modo. Ao que parece, estes países tentam preservar seu principal bem cultural. Segundo o jornal “Clarin” disse o presidente da Academia Argentina de Letras, Pedro Luís Barcia, em 23.07.2004: “dos 90 mil vocábulos do espanhol, existem apenas 130 anglicismos de uso permanente, um número que na totalidade da língua não é nada&#8221;. Nesses países busca-se preservar o bem cultural.</p>
<p style="text-align: justify;">Anglicismos podem ensejar, para uns, sentimento de esnobismo ou prestígio atribuindo ao inglês uma valoração positiva por estar associado à ideia de beleza, elegância, superioridade de objetos, modernidade por ser a língua usada pela maior economia do mundo. Alguns se eximem da entrada no embate, acirrado ao modo do projeto de lei do político Aldo Rebelo atacando os estrangeirismos como ameaça à integridade da língua portuguesa e soberania nacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/tira-inglês.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-25785 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/tira-inglês-300x169.jpg" alt="" width="362" height="204" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/tira-inglês-300x169.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/tira-inglês.jpg 607w" sizes="(max-width: 362px) 100vw, 362px" /></a>Outros linguistas, veem como parte do processo natural das línguas vivas no planeta. Certo é que, preservando-se a fonte, filmes americanos regularmente acompanhados da bandeira, músicas, máquinas, produtos, tudo em inglês, embutidos de seus costumes, diariamente, são despejados pela mídia brasileira por aqui, substituindo o português.</p>
<p style="text-align: justify;">O que pais ou responsáveis dirão aos menores que, em fase de alfabetização, passando pela rua começam a ler frases nas casas comerciais e se deparam com expressões em inglês? O que dizer de escolas de ensino regular com nomes em inglês na terra onde se fala o português? “Atividade pedagógica” como halloween em detrimento das juninas e do carnaval? Difícil explicar e de entender.</p>
<p style="text-align: justify;">Como não bastasse, erros rotineiros ao confundir palavras de grafia e pronúncia parecidas, usar uma palavra em inglês com seu significado em português, usar preposição correta em frases verbais, pronúncia de sons nasais e dos dígrafos &#8216;lh&#8217; e &#8216;nh&#8217;. Dificuldade na concordância verbal e de gênero, na entonação correta a uma pergunta, equívocos no uso dos verbos &#8220;ir&#8221;, &#8220;ver&#8221; e &#8220;vir&#8221;, &#8220;ser&#8221; e &#8220;estar&#8221; acontecem cotidianamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;">Disse Suassuna ao Estadão: “A verdadeira universalidade respeita as singularidades locais. Todos entram com sua parte, compondo a vasta sinfonia da cultura. Ela é feita de contrastes, que não são contrários, mas complementares. Do jeito como está proposta, a globalização é apenas a prevalência de uma cultura única, a norte-americana, sobre todas as outras”.</p>

			</div></div>
<figure id="attachment_25787" aria-describedby="caption-attachment-25787" style="width: 185px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ariano-suassuna-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-25787" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ariano-suassuna-1-185x300.jpg" alt="" width="185" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ariano-suassuna-1-185x300.jpg 185w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ariano-suassuna-1.jpg 320w" sizes="auto, (max-width: 185px) 100vw, 185px" /></a><figcaption id="caption-attachment-25787" class="wp-caption-text">Ariano Suassuna Foto: Wikipedia</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">O “complexo vira lata” expressão de Nelson Rodrigues sobre o trauma sofrido pelos brasileiros em 1950 na derrota da Seleção Brasileira para Seleção Uruguaia, no Maracanã, talvez explique o “só acontece no Brasil” ensejando esta ânsia anglicanista usada na linguagem verbal de brasileiros. Neste toar, pessoas valorizam a música, a linguagem, os costumes do mundo externo em detrimento de seus valores com péssimo reforço dos órgãos de comunicação, que curiosamente são concessões públicas.</p>
<p style="text-align: justify;">A língua de um povo é seu veículo maior na difusão de sua cultura. Acatar outra língua pela dependência econômica é atestar a submissão, incompetência, subserviência, submeter a autoestima, a história e seus valores. Longe de discutir soberania nacional com a presença externa na língua. Merece, no entanto, reflexão quanto a preservação de nossa cultura. Triste a invasão de palavras trazidas por pessoas que sequer sabem pronunciar nem tão pouco sua significação.</p>
<p style="text-align: justify;">Como disse o mestre Ariano Suassuna &#8220;O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso”. Vamos esperançar! Que a história faça resistir e fortaleça nossa cultura para o bem de nosso povo, senão teremos a babel da submissão e do consumo desqualificados.</p>
<p>(*) Valtênio Paes de Oliveira é professor, advogado, especialista em educação, doutor em Ciências Jurídicas, autor de A LDBEN Comentada -Redes Editora, Derecho Educacional en el Mercosur- Editorial Dunken e Diálogos em 1970- J Andrade.</p>
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