<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo para vazio - Só Sergipe</title>
	<atom:link href="https://www.sosergipe.com.br/tag/vazio/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.sosergipe.com.br/tag/vazio/</link>
	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Jul 2026 04:49:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>
	<item>
		<title>O Principado do Vazio</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-principado-do-vazio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tacio Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2026 09:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[ameaça]]></category>
		<category><![CDATA[criativas]]></category>
		<category><![CDATA[ecossistemas]]></category>
		<category><![CDATA[florescer]]></category>
		<category><![CDATA[insignificância]]></category>
		<category><![CDATA[jardineiros]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[principado]]></category>
		<category><![CDATA[soberania]]></category>
		<category><![CDATA[tola]]></category>
		<category><![CDATA[torpe]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=99672</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Tácio Brito (*) &#160; Há uma parcela da minha vida, uma parcela importante dela, à qual me dediquei a projetos diversos. Sendo uma pessoa de interesses multíplices sempre empenhei minha energia em tornar verdadeiras minhas aspirações de mundo. Entretanto, como tudo no mundo, invariavelmente nos encontramos com pessoas que, embebidas da vaidade e &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-principado-do-vazio/">O Principado do Vazio</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-principado-do-vazio%2F&amp;linkname=O%20Principado%20do%20Vazio" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-principado-do-vazio%2F&amp;linkname=O%20Principado%20do%20Vazio" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-principado-do-vazio%2F&amp;linkname=O%20Principado%20do%20Vazio" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-principado-do-vazio%2F&amp;linkname=O%20Principado%20do%20Vazio" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-principado-do-vazio%2F&#038;title=O%20Principado%20do%20Vazio" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-principado-do-vazio/" data-a2a-title="O Principado do Vazio"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Tácio Brito (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">H</span>á uma parcela da minha vida, uma parcela importante dela, à qual me dediquei a projetos diversos. Sendo uma pessoa de interesses multíplices sempre empenhei minha energia em tornar verdadeiras minhas aspirações de mundo. Entretanto, como tudo no mundo, invariavelmente nos encontramos com pessoas que, embebidas da vaidade e da bajulação, se interpõem contra os criadores e frutificadores, a estes dedico este texto, uma exploração da natureza da vaidade humana e sua consequente solidão.</p>
<p id="cdc9" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg ana" data-selectable-paragraph="">Existe uma fome na alma humana, um pavor primordial que sussurra em nossos momentos de silêncio: o medo de sermos, em última análise, <strong class="xb mp"><em class="xx">insignificantes</em></strong>. No grande vácuo que se estende entre o nascimento e a morte, somos confrontados com a tarefa titânica de construir um significado, de tecer uma narrativa que justifique nossa breve e quase imperceptível passagem pela existência no teatro do universo. Este é o trabalho mais árduo, a verdadeira <strong class="xb mp"><em class="xx">poiesis</em></strong> da vida.</p>
<p id="b751" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">E muitos de nós, aterrorizados pela magnitude desta tela em branco que se ergue diante de nossos olhos, fogem.</p>
<p id="2689" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">Fogem em vez de se engajarem na difícil alquimia de forjar um valor interno. É o processo que exige vulnerabilidade, fracasso e a aceitação da própria imperfeição. Se voltam para uma miragem que, à primeira vista, é mais fácil e sedutora: <strong class="xb mp"><em class="xx">a vaidade</em></strong>. E junto dela, como um encosto, a busca incessante pelo <strong class="xb mp"><em class="xx">micropoder</em></strong>.</p>
<blockquote class="yo yp yq">
<p id="6462" class="wz xa xx xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">“Vanitas vanitatum, dixit Ecclesiastes, vanitas vanitatum, omnia vanitas”. Eclesiastes 1:2</p>
</blockquote>
<p id="8c17" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">É um fenômeno que observamos em toda parte, a metástase silenciosa que adoece nossas organizações, nossas comunidades, nossas empresas. Pessoas que, movidas por uma insegurança profunda ou por um vazio existencial que não ousam nomear, se embebem na vaidade dos títulos, das medalhas, dos &#8220;penduricalhos&#8221;. Elas não buscam a substância; buscam os símbolos. E para dar a esses símbolos um peso que eles não possuem, elas constroem para si um reino.</p>
<p id="0c7a" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph=""><strong class="xb mp"><em class="xx">É o Principado do Vazio.</em></strong></p>
<p id="bd82" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">O monarca deste principado não governa um território vasto, mas um feudo minúsculo: a comissão de um projeto, a moderação de um grupo online, a gerência de um pequeno departamento, a presidência de uma instituição&#8230; Sua coroa não é de ouro, mas de papel timbrado. Seu cetro é o título pomposo, o jargão corporativo, a regra obscura do manual que só ele conhece. Seu poder não reside em criar, em inspirar ou em facilitar, mas em regular, em limitar, em controlar. Ele é o carcereiro do portão, e sua maior alegria é a de poder dizer <strong class="xb mp"><em class="xx">&#8220;não&#8221;</em></strong>.</p>
<figure id="attachment_99673" aria-describedby="caption-attachment-99673" style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luis-xiv.webp"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-99673 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luis-xiv.webp" alt="Retrato de Luis XIV da França de Hyacinthe Rigaud" width="720" height="1004" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luis-xiv.webp 720w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/luis-xiv-215x300.webp 215w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><figcaption id="caption-attachment-99673" class="wp-caption-text">Retrato de Luis XIV da França de Hyacinthe Rigaud</figcaption></figure>
<p id="17b7" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">Ele se veste com o uniforme da importância, uma indumentária pesada, não com as insígnias de batalhas vencidas, mas com as medalhas de reuniões comparecidas, de e-mails respondidos com cópia para a diretoria, de procedimentos zelosamente aplicados, de papéis com sua assinatura. Cada &#8220;penduricalho&#8221; é um testemunho não de sua contribuição valiosa, mas de sua presença passiva, de sua antiguidade, de sua maestria sobre a burocracia.</p>
<blockquote class="yo yp yq">
<p id="a0b3" class="wz xa xx xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">“O desejo de estar no Círculo Íntimo lubrifica todo o mecanismo do mundo. (…) Enquanto você não fizer parte dele, desejará entrar. Mas uma vez que você entre, descobrirá que há um círculo ainda mais íntimo, mais secreto, mais autêntico. Você passará a vida toda se esforçando para entrar, descobrindo que cada novo círculo é apenas uma casca vazia, e você morrerá de sede no limiar da fonte que acreditava estar lá dentro.” C.S. Lewis em seu livro <strong class="xb mp">“O Peso da Glória”</strong></p>
</blockquote>
<p id="b899" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">E é aqui que a tragédia dessa dança se desvela. As organizações e comunidades não são máquinas; <strong class="xb mp"><em class="xx">são ecossistemas vivos</em></strong>. Elas precisam de jardineiros: pessoas apaixonadas, criativas, que desejam plantar, cultivar, ver as coisas florescerem. Mas o monarca do Principado do Vazio, do alto de sua arrogância e inveja da vitalidade do outro, não é um jardineiro. Ele é um carcereiro, um vigia como o da <em class="xx">Torre</em>. E ele vê cada nova semente, cada ideia que não partiu dele, não como uma promessa de vida, mas como <strong class="xb mp"><em class="xx">uma ameaça</em></strong> à sua torpe e tola soberania.</p>
<p id="4e76" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xe xf xg xi xj xk xm xn xo xq xr xs xu xv ph xw jx bg" data-selectable-paragraph="">O jardineiro chega com as mãos cheias de terra e entusiasmo, e se depara com o carcereiro, que lhe exige o preenchimento de um formulário em três vias para o uso do regador. O inovador propõe um novo caminho, e o ímpio o informa de que o comitê para a avaliação de novos caminhos só se reúne na terceira quinta-feira de meses ímpares. A pessoa de talento, que busca realizar, se vê enredada em uma teia de micro-agressões, de informações sonegadas, de aprovações adiadas, tudo orquestrado para reafirmar quem detém o controle do portão.</p>
<p id="3e94" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">E então, as boas pessoas <strong class="xb mp"><em class="xx">partem</em></strong>. Não com um estrondo, mas com um suspiro de exaustão. Os jardineiros não lutam contra os carcereiros; eles <strong class="xb mp"><em class="xx">simplesmente procuram um solo mais fértil</em></strong>. E o que resta no Principado do Vazio é um silêncio cadavérico da vaidade, asséptico, sem vida. A organização, antes um ecossistema vibrante, se transforma em um mausoléu de procedimentos. O monarca, enfim, venceu. Ele expurgou todos os que desafiavam sua ilusória autoridade, todos os que ousavam criar sem sua permissão. Ele agora reina, absoluto e inconteste, sobre um reino de ecos.</p>
<p id="a049" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">E esta é, senão a mais dura ironia. Na sua busca desesperada por se sentir importante, o monarca do micropoder se esvazia de toda a importância real. Ele sacrifica a vitalidade do todo pela validação de sua máscara. E no final, ele se senta em seu trono, em uma sala perfeitamente ordenada e absolutamente morta, polindo seus títulos, ajustando seus penduricalhos, o soberano inconteste de um reino que já não tem mais súditos. Apenas a sua própria e retumbante<strong class="xb mp"> <em class="xx">insignificância</em></strong>.</p>
<p id="4853" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">Mas a história não precisa terminar com o triunfo do vazio, nem com a partida silenciosa de todos os jardineiros. A <strong class="xb mp"><em class="xx">Narrativa Simpoiética</em></strong> nos ensina que, mesmo no coração da burocracia, a capacidade de forjar significado e de escolher o que realmente vale a pena reside em cada um de nós.</p>
<p id="a3cb" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">O verdadeiro valor não está nos títulos que ostentamos, mas nas conexões que cultivamos. Não está nas medalhas, mas nas sementes que plantamos. O que realmente importa é a<em class="xx"> </em><strong class="xb mp"><em class="xx">Confluência Narrativa</em></strong>: a capacidade de entrelaçar a nossa história com a de outros, criando algo maior, mais resiliente, mais belo.</p>
<p id="b96d" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">Diante de um solo infértil, governado por um Principado do Vazio, a escolha que se apresenta é profundamente pessoal, e depende inteiramente dos valores que você carrega em si, do que considera genuinamente valioso.</p>
<figure id="attachment_99678" aria-describedby="caption-attachment-99678" style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/semeador-de-Arles-1.webp"><img decoding="async" class="wp-image-99678 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/semeador-de-Arles-1.webp" alt="“Semeador em Arles” de Vincent van Gogh" width="720" height="569" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/semeador-de-Arles-1.webp 720w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/semeador-de-Arles-1-300x237.webp 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><figcaption id="caption-attachment-99678" class="wp-caption-text">“Semeador em Arles” de Vincent van Gogh</figcaption></figure>
<div class="yr kt ys ph v j gg">
<div class="yt yu yv yw yx e fa">
<p id="98d2" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">Pois há aqueles cuja integridade se manifesta na resiliência do reformador. São os que, com uma paciência louvável, decidem ficar e adubar o solo árido, acreditando que mesmo a terra mais dura pode ser amaciada. Eles são a prova de que a mudança, por vezes, nasce da persistência teimosa, da pequena flor que insiste em brotar no concreto.</p>
<p id="1e18" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">Mas há também aqueles cuja integridade não permite que se demorem em um ambiente que lhes é hostil ou que os põe em crise constante. São os pioneiros, os que entendem que sua energia mais preciosa deve ser investida não em lutar contra a seca, mas em encontrar um novo campo para cultivar. A escolha de buscar solos mais férteis não é um ato de desistência, mas um ato de sabedoria, é o reconhecimento de que seu propósito é frutificar.</p>
<figure id="attachment_99680" aria-describedby="caption-attachment-99680" style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/campo-de-trigo.webp"><img decoding="async" class="wp-image-99680 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/campo-de-trigo.webp" alt="“Campo de Trigo Verde com Ciprestes” de Vincent van Gogh" width="720" height="591" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/campo-de-trigo.webp 720w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/campo-de-trigo-300x246.webp 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><figcaption id="caption-attachment-99680" class="wp-caption-text">“Campo de Trigo Verde com Ciprestes” de Vincent van Gogh</figcaption></figure>
<p id="1f2d" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">Ambos os caminhos são válidos. <strong class="xb mp"><em class="xx">Ambos contribuem para o florescer do mundo</em></strong>. A escolha entre ser o que restaura o velho jardim ou o que funda o novo depende de uma única coisa: a honestidade com o seu próprio <em class="xx">Codex Vitae</em>.</p>
<p id="05e6" class="pw-post-body-paragraph wz xa sk xb b xc xd xe xf xg xh xi xj xk xl xm xn xo xp xq xr xs xt xu xv xw jx bg" data-selectable-paragraph="">A resposta para o vazio não está em preenchê-lo com símbolos, mas em nutri-lo com substância. E a forma como escolhemos fazer isso — seja transformando o deserto em um oásis ou levando nossas sementes para um vale desconhecido — é o que define a verdadeira riqueza de nossa jornada.</p>
<p data-selectable-paragraph="">
</div>
</div>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-principado-do-vazio%2F&amp;linkname=O%20Principado%20do%20Vazio" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-principado-do-vazio%2F&amp;linkname=O%20Principado%20do%20Vazio" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-principado-do-vazio%2F&amp;linkname=O%20Principado%20do%20Vazio" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-principado-do-vazio%2F&amp;linkname=O%20Principado%20do%20Vazio" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-principado-do-vazio%2F&#038;title=O%20Principado%20do%20Vazio" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-principado-do-vazio/" data-a2a-title="O Principado do Vazio"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-principado-do-vazio/">O Principado do Vazio</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Che que me acompanha desde a adolescência</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jorge Santana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2026 17:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[camisetas]]></category>
		<category><![CDATA[Che Guevara]]></category>
		<category><![CDATA[humanidade]]></category>
		<category><![CDATA[ícone]]></category>
		<category><![CDATA[inflexível]]></category>
		<category><![CDATA[injustiça]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[ternura]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=96033</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Jorge Santana (*) &#160; Sou um empresário com 64 anos de idade, e desde a adolescência carrego comigo a imagem de Ernesto Che Guevara. Alguns estranham — como se a admiração por Che fosse incompatível com a idade, com a experiência, ou com o lugar que ocupo no mundo. Nunca foi. Para além &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia/">O Che que me acompanha desde a adolescência</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia%2F&amp;linkname=O%20Che%20que%20me%20acompanha%20desde%20a%20adolesc%C3%AAncia" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia%2F&amp;linkname=O%20Che%20que%20me%20acompanha%20desde%20a%20adolesc%C3%AAncia" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia%2F&amp;linkname=O%20Che%20que%20me%20acompanha%20desde%20a%20adolesc%C3%AAncia" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia%2F&amp;linkname=O%20Che%20que%20me%20acompanha%20desde%20a%20adolesc%C3%AAncia" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia%2F&#038;title=O%20Che%20que%20me%20acompanha%20desde%20a%20adolesc%C3%AAncia" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia/" data-a2a-title="O Che que me acompanha desde a adolescência"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Jorge Santana (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">S</span>ou um empresário com 64 anos de idade, e desde a adolescência carrego comigo a imagem de Ernesto Che Guevara. Alguns estranham — como se a admiração por Che fosse incompatível com a idade, com a experiência, ou com o lugar que ocupo no mundo. Nunca foi.</p>
<p>Para além do seu papel na necessária revolução cubana, o que sempre me moveu foi sua causa mais profunda: o combate valente, inegociável, a toda forma de dominação e exploração. Em especial, ao colonialismo e ao imperialismo perversos que, sob novas roupagens, continuam a submeter a maioria aos interesses e caprichos das elites do capital.</p>
<p>Che foi, acima de tudo, um homem que não aceitou a naturalização da injustiça. E isso, em qualquer tempo histórico, é um gesto raro.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-96041 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619-300x159.png" alt="" width="300" height="159" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619-300x159.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619-768x407.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619-310x165.png 310w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619.png 801w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Lembro-me de Brecht e de sua conhecida distinção: &#8220;há  homens que lutam um dia e são bons;  há outros que lutam um ano e são melhores;  há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis&#8221;. Che pertence a essa última categoria. Não porque venceu sempre, mas porque nunca recuou diante daquilo que considerava essencial.</p>
<p>Por isso usei — e uso — camisetas com sua imagem. A mesma imagem que percorre o mundo, que atravessa gerações, que está nas ruas, nos livros… e também nas paredes da minha casa. Não como ícone vazio, mas como lembrete. Um lembrete incômodo, como devem ser os verdadeiros símbolos.</p>
<p>Seu discurso na ONU, em 1964 — curto, duro, direto, encerrado com o definitivo “Pátria ou morte” —, mostra a dimensão do homem que ele era. Não falava para agradar, nem para negociar princípios. Falava como quem sabia que certas verdades não pedem licença. E sua frase talvez mais célebre — “Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás” — sintetiza uma grandeza rara: a capacidade de ser inflexível com a injustiça sem abdicar da humanidade.</p>
<p>A sua história anterior à revolução cubana, magistralmente contada em Diários de Motocicleta, de Walter Salles, ajuda a entender tudo isso. Ali vemos o jovem médico atravessando uma América Latina ferida, desigual, explorada. Não foi Havana que criou Che; foi o continente. A revolução apenas deu forma política a uma indignação que já existia.</p>
<p>Vitorioso em Cuba, Che poderia ter ficado. Poderia ter administrado, discursado, consolidado poder. Preferiu partir. Abriu mão do projeto que ajudara a construir para seguir lutando, consciente dos riscos imensos que isso implicava. Não havia romantismo nisso — havia coerência. Uma coerência que culminou numa morte violenta, precoce, mas que jamais conseguiu ser pequena.</p>
<p>Hoje, olhando o mundo com os olhos de quem já viu promessas se repetirem e frustrações se acumularem, sigo rendendo minha homenagem e minha admiração ao camarada Che. Não como mito congelado no passado, mas como referência viva de que ainda é possível — e necessário — <strong>endurecer contra a opressão sem jamais perder a ternura</strong>.</p>
<p>E talvez seja isso que mais incomode: Che continua nos lembrando que a neutralidade, quase sempre, é apenas outra forma de conivência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia%2F&amp;linkname=O%20Che%20que%20me%20acompanha%20desde%20a%20adolesc%C3%AAncia" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia%2F&amp;linkname=O%20Che%20que%20me%20acompanha%20desde%20a%20adolesc%C3%AAncia" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia%2F&amp;linkname=O%20Che%20que%20me%20acompanha%20desde%20a%20adolesc%C3%AAncia" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia%2F&amp;linkname=O%20Che%20que%20me%20acompanha%20desde%20a%20adolesc%C3%AAncia" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia%2F&#038;title=O%20Che%20que%20me%20acompanha%20desde%20a%20adolesc%C3%AAncia" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia/" data-a2a-title="O Che que me acompanha desde a adolescência"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia/">O Che que me acompanha desde a adolescência</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Os Beatles e a rua Ramalhete</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/os-beatles-e-a-rua-ramalhete/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 11:48:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Anthology]]></category>
		<category><![CDATA[assassinato]]></category>
		<category><![CDATA[Beatles]]></category>
		<category><![CDATA[canção]]></category>
		<category><![CDATA[coração]]></category>
		<category><![CDATA[Dakota]]></category>
		<category><![CDATA[grotesca]]></category>
		<category><![CDATA[Jonh Lennon]]></category>
		<category><![CDATA[prisão perpétua]]></category>
		<category><![CDATA[rock in roll]]></category>
		<category><![CDATA[rua Ramalhete]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=94372</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Na expectativa do lançamento da nova edição do documentário Anthology (1995), revisito minhas memórias e me reencontro com alguns dos momentos mais marcantes de minha adolescência e primeira parte da fase adulta. Naquele célebre ano, havia acabado de ingressar no mercado de trabalho, iniciando minha carreira docente. &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/os-beatles-e-a-rua-ramalhete/">Os Beatles e a rua Ramalhete</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-beatles-e-a-rua-ramalhete%2F&amp;linkname=Os%20Beatles%20e%20a%20rua%20Ramalhete" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-beatles-e-a-rua-ramalhete%2F&amp;linkname=Os%20Beatles%20e%20a%20rua%20Ramalhete" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-beatles-e-a-rua-ramalhete%2F&amp;linkname=Os%20Beatles%20e%20a%20rua%20Ramalhete" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-beatles-e-a-rua-ramalhete%2F&amp;linkname=Os%20Beatles%20e%20a%20rua%20Ramalhete" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-beatles-e-a-rua-ramalhete%2F&#038;title=Os%20Beatles%20e%20a%20rua%20Ramalhete" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/os-beatles-e-a-rua-ramalhete/" data-a2a-title="Os Beatles e a rua Ramalhete"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>a expectativa do lançamento da nova edição do documentário <em><i>Anthology</i></em> (1995), revisito minhas memórias e me reencontro com alguns dos momentos mais marcantes de minha adolescência e primeira parte da fase adulta. Naquele célebre ano, havia acabado de ingressar no mercado de trabalho, iniciando minha carreira docente. Tinha cerca de vinte a vinte um anos de idade, e desde os doze era fã da banda britânica <em><i>The Beatles</i></em>, que conheci acidentalmente, na casa de minha irmã mais velha, Claudineide, quando mexia em alguns vinis e me deparei com um que me chamou logo a atenção: <em><i>Help</i></em> (1965). Não demorou muito tempo e logo dividi a descoberta com o amigo Vicente Celestino de Souza Bezerra.</p>
<p>O grupo fez parte das melhores trilhas sonoras de minha vida, até a presente data, com destaque para a canção <em><i>In My Life</i></em> (1965), do álbum <em><i>Rubber Soul</i></em>. Música que, anos depois, mereceu uma versão em português, belissimamente interpretada por Rita Lee (2001). Ela tem uma letra formidável, que diz muito para mim e toca no mais profundo de minha essência, pois fala de memória e também da fluidez da existência humana, daquilo que passa e deixa de existir, mas permanece vivo em nossas lembranças.</p>
<p>Coincidência ou não, esta semana, a imprensa deu destaque ao assassino de Jonh Lennon e a sua décima quarta tentativa de se livrar da prisão perpétua, desde 1980, quando deixou órfãs milhões de pessoas do mundo e não somente a Julian e Sean, seus filhos, e um vazio no coração de Yoko Ono, sua viúva. Mark David Chapman jamais apagará a cena grotesca e odiosa que protagonizou naquele dia 8 de dezembro, à frente do edifício Dakota, em Nova Iorque. Além de encerrar de uma vez por todas a possibilidade de reunir, novamente, os quatro Beatles, também interrompeu a carreira de um dos maiores talentos musicais de todos os tempos, quando o assunto é <em><i>Rock in roll</i></em>.</p>
<figure id="attachment_94411" aria-describedby="caption-attachment-94411" style="width: 367px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/tavito.webp"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-94411" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/tavito-300x225.webp" alt="Tavito" width="367" height="275" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/tavito-300x225.webp 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/tavito.webp 548w" sizes="auto, (max-width: 367px) 100vw, 367px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94411" class="wp-caption-text">Tavito morreu em 2019 Foto: Facebook / Reprodução</figcaption></figure>
<p>No ano anterior, o cantor Tavito (1948-2019) lançava a canção <em><i>Rua Ramalhete</i></em>, que fez muito sucesso, ao lado de <em><i>Casa no campo</i></em>, famosa na voz de Elis Regina. Num trecho de <em><i>Rua Ramalhete</i></em>, o artista mineiro, dizia:</p>
<blockquote><p>“<em><i>Vamos deixar tudo rodar / </i></em><em><i>E o som dos Beatles na vitrola / Será que algum dia eles vêm aí / Cantar as canções que a gente quer ouvir?</i></em>”</p></blockquote>
<p>Porque esse era o sentimento de quem curtia a banda até 1980: a reunião de John, Paul, Harrison e Ringo, separados desde o final dos anos 70.</p>
<p>Segundo Tavito, a Rua Ramalhete, que de fato existia e ainda existe (bairro Anchieta, zona sul de Belo Horizonte-MG), era uma menção subjacente à <em><i>Penny Lane, </i></em>a famosa rua de Liverpool, onde os Beatles imortalizam na famosa imagem dos quatro atravessando uma faixa de pedestre e também na música de mesmo nome, em 1967.</p>
<p>O sonho de Tavito, para aquele distante 1979, estaria longe de acontecer. Não pela possibilidade de os Beatles voltarem a cantar juntos, novamente, nem que fosse para uma apresentação ou projeto especial; mas porque o regime militar jamais consentiria, como jamais consentiu. Se os rebeldes daqui eram obrigados a se exilarem, para sobreviverem, imaginem os quatro garotos de Liverpool em terras brasileiras?</p>
<p>No documentário <em><i>Anthology</i></em>, com os recursos já avançados daquela época, até que nos emocionamos, todos, com a regravação e remasterização do sucesso <em><i>Free as a bird</i></em>, como também com os efeitos visuais que traziam à tona os quatro juntos, novamente, pelo menos na arte gráfica e midiática. Sensação ainda maior e mais intensa, recentemente, já com a ajuda da Inteligência Artificial, com o clipe <em><i>Now and then</i></em> (2023), que levou fãs do mundo inteiro às lágrimas, inclusive este que vos escreve.</p>
<p>Fato é que, esta semana foi particularmente singular para mim, nesse sentido de nostalgia beatlemaníaca, não somente pelas razões acima mencionadas, mas por, como a um promissor e confortante gatilho de memória,  ter tido a oportunidade de ouvir, mais uma vez,  a canção <em><i>Rua Ramalhete</i></em> numa das minhas idas e vindas recorrentes entre Lagarto e Aracaju. E assim,</p>
<blockquote><p>“<em><i>Sem querer fui me lembrar / De uma rua e seus ramalhetes / Do amor anotado em bilhetes / Daquelas tardes</i></em>”&#8230;</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-beatles-e-a-rua-ramalhete%2F&amp;linkname=Os%20Beatles%20e%20a%20rua%20Ramalhete" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-beatles-e-a-rua-ramalhete%2F&amp;linkname=Os%20Beatles%20e%20a%20rua%20Ramalhete" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-beatles-e-a-rua-ramalhete%2F&amp;linkname=Os%20Beatles%20e%20a%20rua%20Ramalhete" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-beatles-e-a-rua-ramalhete%2F&amp;linkname=Os%20Beatles%20e%20a%20rua%20Ramalhete" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fos-beatles-e-a-rua-ramalhete%2F&#038;title=Os%20Beatles%20e%20a%20rua%20Ramalhete" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/os-beatles-e-a-rua-ramalhete/" data-a2a-title="Os Beatles e a rua Ramalhete"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/os-beatles-e-a-rua-ramalhete/">Os Beatles e a rua Ramalhete</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Rachel Giusti Fleming, adeus!</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/rachel-giusti-fleming-adeus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Feb 2025 16:35:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[adeus]]></category>
		<category><![CDATA[amiga]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[Rachel Guisti Fleming]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[saudade]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=86558</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Já tinha pensado em dois temas para escrever a crônica deste final de semana. Poderia escrever sobre o primeiro mês de governo de “Donald Trump e a diplomacia do coice”, que está colocando de pernas para o ar um mundo já caótico, sem respeito ou empatia &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/rachel-giusti-fleming-adeus/">Rachel Giusti Fleming, adeus!</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Frachel-giusti-fleming-adeus%2F&amp;linkname=Rachel%20Giusti%20Fleming%2C%20adeus%21" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Frachel-giusti-fleming-adeus%2F&amp;linkname=Rachel%20Giusti%20Fleming%2C%20adeus%21" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Frachel-giusti-fleming-adeus%2F&amp;linkname=Rachel%20Giusti%20Fleming%2C%20adeus%21" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Frachel-giusti-fleming-adeus%2F&amp;linkname=Rachel%20Giusti%20Fleming%2C%20adeus%21" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Frachel-giusti-fleming-adeus%2F&#038;title=Rachel%20Giusti%20Fleming%2C%20adeus%21" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/rachel-giusti-fleming-adeus/" data-a2a-title="Rachel Giusti Fleming, adeus!"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">J</span>á tinha pensado em dois temas para escrever a crônica deste final de semana. Poderia escrever sobre o primeiro mês de governo de “Donald Trump e a diplomacia do coice”, que está colocando de pernas para o ar um mundo já caótico, sem respeito ou empatia por ninguém. Com apenas trinta dias de governo, completados em 20/02,  Trump à frente do país mais rico e poderoso do mundo, parece que está há décadas no poder. Ninguém nem lembra mais quem foi Joe Biden, o fraco presidente americano, por quatro anos. Ou escreveria sobre a insana guerra entre Rússia e Ucrânia que, segundo dados não oficiais, ceifou 80 mil vidas, deixou 400 mil feridos e torrou bilhões de dólares. A guerra entre Rússia e Ucrânia completa três anos, na próxima segunda-feira, 24 de fevereiro.</p>
<p>Mas resolvi mudar e escrever sobre uma pessoa muito especial. Na terça-feira, 17/02, acordei e vi nas redes sociais o comunicado de que Rachel Guisti Fleming havia feito a passagem no dia anterior. A morte sempre deixa um vazio, especialmente quando não estamos esperando. Não conheci Rachel pessoalmente, mas ficamos próximos pelas redes sociais. Ela era irmã de Lílian Giusti, colega dos bancos escolares do Colégio Batista, que voou ao encontro da morte, de forma trágica, quando éramos adolescentes.</p>
<p>Ao saber que Rachel era irmã de Lilian, enviei-lhe uma solicitação de amizade, que logo me adicionou. Quando começamos a conversar, Rachel morava em Brasília. Acompanhei seus derradeiros dias na Capital Federal e a mudança para Petrópolis, RJ. Nos falávamos todos os dias. Comentávamos sobre nossos cotidianos, falávamos sobre São Luís do Maranhão, que ela não visitava há tempos. Culta e inteligente, me mandava vídeos de músicas, que gostava — muito Jazz e Bossa Nova. Sempre uma nova versão de um clássico, coisa de gente fina. Leitora voraz, me indicava livros. Cinéfila, me dava dicas de bons filmes, especialmente europeus ou iranianos.</p>
<p>Comospolita, viajada, falávamos de lugares que já tínhamos pisado, destacando algo pitoresco. Fluente em línguas estrangeiras, era uma enciclopédia.</p>
<p>Mãe, avó e bisavó coruja, falava dos filhos, netos e dos bisnetos com alegria e orgulho da prole. Recentemente havia enviado um vídeo com os bisnetos em pura farra. Não houve tempo de lhe enviar fotos de Heitor, meu neto, recém nascido.</p>
<p>Quando lhe enviava minhas crônicas, ela, gentil e generosamente, fazia comentários que me deixavam feliz e grato.</p>
<p>Recentemente, enviou-me uma mensagem, em que estava muito preocupada, pois recebera um aviso, via celular, para ficar alerta por causas das forte chuvas na região serrana do Rio. Era final de tarde, e toda a população local recebera a mesma mensagem. “Luiz, é muito preocupante tudo isso, não temos para onde ir”, dizia a mensagem. Mais tarde, mais tranquila, disse que tudo se acalmara.</p>
<p>Quando lhe falei que estava passando por um problema, logo me perguntou: “Como posso ajudá-lo?”, oferecendo-me coisa rara em tempos líquidos — atenção.</p>
<p>Dezembro fui ao Rio, viagem rápida, pensei em ligar-lhe e, se possível, subir a serra para conhecê-la, tomarmos um café, desfrutar de sua companhia. Não o fiz.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/O-loco-meu-4-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-86569 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/O-loco-meu-4-1-300x200.png" alt="barco" width="300" height="200" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/O-loco-meu-4-1-300x200.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/O-loco-meu-4-1.png 600w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>A morte tem essa maldade. É uma ruptura, nos priva do convívio; deixa além de saudades, muitas indagações. Quantas perguntas sem resposta, quantas coisas que não saberei de minha amiga Rachel, que um dia a chamei de Clarice Lispector, e que ela sorrindo me disse “Não mereço tamanha importância”.</p>
<p>A vida, em sua essência, é desmedida e gratuita. O tempo nos é concedido sem contrato, e a morte nos espera sem taxa de devolução. A partida inesperada de Rachel, que escolheu a elegância como marca de sua trajetória, deixou em mim uma saudade de alguém que nunca vi pessoalmente, mas fez parte de alguns dos meus melhores dias, provando que a vida passa que nem o vento, mas só fica o que é sentimento. “A parte que parte não consegue por inteiro partir, mas a parte que parte um pouco fica, a que fica um pouco parte. Embora essas partidas nos partam, elas são partes da vida, e a vida não deixa de ser arte”, poema celta. Rachel era puro lirismo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Frachel-giusti-fleming-adeus%2F&amp;linkname=Rachel%20Giusti%20Fleming%2C%20adeus%21" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Frachel-giusti-fleming-adeus%2F&amp;linkname=Rachel%20Giusti%20Fleming%2C%20adeus%21" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Frachel-giusti-fleming-adeus%2F&amp;linkname=Rachel%20Giusti%20Fleming%2C%20adeus%21" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Frachel-giusti-fleming-adeus%2F&amp;linkname=Rachel%20Giusti%20Fleming%2C%20adeus%21" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Frachel-giusti-fleming-adeus%2F&#038;title=Rachel%20Giusti%20Fleming%2C%20adeus%21" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/rachel-giusti-fleming-adeus/" data-a2a-title="Rachel Giusti Fleming, adeus!"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/rachel-giusti-fleming-adeus/">Rachel Giusti Fleming, adeus!</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
