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	<title>Arquivo para vazio - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>O Che que me acompanha desde a adolescência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Santana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2026 17:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Jorge Santana (*) &#160; Sou um empresário com 64 anos de idade, e desde a adolescência carrego comigo a imagem de Ernesto Che Guevara. Alguns estranham — como se a admiração por Che fosse incompatível com a idade, com a experiência, ou com o lugar que ocupo no mundo. Nunca foi. Para além &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-che-que-me-acompanha-desde-a-adolescencia/">O Che que me acompanha desde a adolescência</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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<blockquote><p>Por Jorge Santana (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">S</span>ou um empresário com 64 anos de idade, e desde a adolescência carrego comigo a imagem de Ernesto Che Guevara. Alguns estranham — como se a admiração por Che fosse incompatível com a idade, com a experiência, ou com o lugar que ocupo no mundo. Nunca foi.</p>
<p>Para além do seu papel na necessária revolução cubana, o que sempre me moveu foi sua causa mais profunda: o combate valente, inegociável, a toda forma de dominação e exploração. Em especial, ao colonialismo e ao imperialismo perversos que, sob novas roupagens, continuam a submeter a maioria aos interesses e caprichos das elites do capital.</p>
<p>Che foi, acima de tudo, um homem que não aceitou a naturalização da injustiça. E isso, em qualquer tempo histórico, é um gesto raro.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619.png"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-96041 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619-300x159.png" alt="" width="300" height="159" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619-300x159.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619-768x407.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619-310x165.png 310w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Captura-de-tela-2026-01-02-090619.png 801w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Lembro-me de Brecht e de sua conhecida distinção: &#8220;há  homens que lutam um dia e são bons;  há outros que lutam um ano e são melhores;  há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis&#8221;. Che pertence a essa última categoria. Não porque venceu sempre, mas porque nunca recuou diante daquilo que considerava essencial.</p>
<p>Por isso usei — e uso — camisetas com sua imagem. A mesma imagem que percorre o mundo, que atravessa gerações, que está nas ruas, nos livros… e também nas paredes da minha casa. Não como ícone vazio, mas como lembrete. Um lembrete incômodo, como devem ser os verdadeiros símbolos.</p>
<p>Seu discurso na ONU, em 1964 — curto, duro, direto, encerrado com o definitivo “Pátria ou morte” —, mostra a dimensão do homem que ele era. Não falava para agradar, nem para negociar princípios. Falava como quem sabia que certas verdades não pedem licença. E sua frase talvez mais célebre — “Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás” — sintetiza uma grandeza rara: a capacidade de ser inflexível com a injustiça sem abdicar da humanidade.</p>
<p>A sua história anterior à revolução cubana, magistralmente contada em Diários de Motocicleta, de Walter Salles, ajuda a entender tudo isso. Ali vemos o jovem médico atravessando uma América Latina ferida, desigual, explorada. Não foi Havana que criou Che; foi o continente. A revolução apenas deu forma política a uma indignação que já existia.</p>
<p>Vitorioso em Cuba, Che poderia ter ficado. Poderia ter administrado, discursado, consolidado poder. Preferiu partir. Abriu mão do projeto que ajudara a construir para seguir lutando, consciente dos riscos imensos que isso implicava. Não havia romantismo nisso — havia coerência. Uma coerência que culminou numa morte violenta, precoce, mas que jamais conseguiu ser pequena.</p>
<p>Hoje, olhando o mundo com os olhos de quem já viu promessas se repetirem e frustrações se acumularem, sigo rendendo minha homenagem e minha admiração ao camarada Che. Não como mito congelado no passado, mas como referência viva de que ainda é possível — e necessário — <strong>endurecer contra a opressão sem jamais perder a ternura</strong>.</p>
<p>E talvez seja isso que mais incomode: Che continua nos lembrando que a neutralidade, quase sempre, é apenas outra forma de conivência.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Os Beatles e a rua Ramalhete</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/os-beatles-e-a-rua-ramalhete/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 11:48:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Na expectativa do lançamento da nova edição do documentário Anthology (1995), revisito minhas memórias e me reencontro com alguns dos momentos mais marcantes de minha adolescência e primeira parte da fase adulta. Naquele célebre ano, havia acabado de ingressar no mercado de trabalho, iniciando minha carreira docente. &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>a expectativa do lançamento da nova edição do documentário <em><i>Anthology</i></em> (1995), revisito minhas memórias e me reencontro com alguns dos momentos mais marcantes de minha adolescência e primeira parte da fase adulta. Naquele célebre ano, havia acabado de ingressar no mercado de trabalho, iniciando minha carreira docente. Tinha cerca de vinte a vinte um anos de idade, e desde os doze era fã da banda britânica <em><i>The Beatles</i></em>, que conheci acidentalmente, na casa de minha irmã mais velha, Claudineide, quando mexia em alguns vinis e me deparei com um que me chamou logo a atenção: <em><i>Help</i></em> (1965). Não demorou muito tempo e logo dividi a descoberta com o amigo Vicente Celestino de Souza Bezerra.</p>
<p>O grupo fez parte das melhores trilhas sonoras de minha vida, até a presente data, com destaque para a canção <em><i>In My Life</i></em> (1965), do álbum <em><i>Rubber Soul</i></em>. Música que, anos depois, mereceu uma versão em português, belissimamente interpretada por Rita Lee (2001). Ela tem uma letra formidável, que diz muito para mim e toca no mais profundo de minha essência, pois fala de memória e também da fluidez da existência humana, daquilo que passa e deixa de existir, mas permanece vivo em nossas lembranças.</p>
<p>Coincidência ou não, esta semana, a imprensa deu destaque ao assassino de Jonh Lennon e a sua décima quarta tentativa de se livrar da prisão perpétua, desde 1980, quando deixou órfãs milhões de pessoas do mundo e não somente a Julian e Sean, seus filhos, e um vazio no coração de Yoko Ono, sua viúva. Mark David Chapman jamais apagará a cena grotesca e odiosa que protagonizou naquele dia 8 de dezembro, à frente do edifício Dakota, em Nova Iorque. Além de encerrar de uma vez por todas a possibilidade de reunir, novamente, os quatro Beatles, também interrompeu a carreira de um dos maiores talentos musicais de todos os tempos, quando o assunto é <em><i>Rock in roll</i></em>.</p>
<figure id="attachment_94411" aria-describedby="caption-attachment-94411" style="width: 367px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/tavito.webp"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-94411" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/tavito-300x225.webp" alt="Tavito" width="367" height="275" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/tavito-300x225.webp 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/10/tavito.webp 548w" sizes="(max-width: 367px) 100vw, 367px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94411" class="wp-caption-text">Tavito morreu em 2019 Foto: Facebook / Reprodução</figcaption></figure>
<p>No ano anterior, o cantor Tavito (1948-2019) lançava a canção <em><i>Rua Ramalhete</i></em>, que fez muito sucesso, ao lado de <em><i>Casa no campo</i></em>, famosa na voz de Elis Regina. Num trecho de <em><i>Rua Ramalhete</i></em>, o artista mineiro, dizia:</p>
<blockquote><p>“<em><i>Vamos deixar tudo rodar / </i></em><em><i>E o som dos Beatles na vitrola / Será que algum dia eles vêm aí / Cantar as canções que a gente quer ouvir?</i></em>”</p></blockquote>
<p>Porque esse era o sentimento de quem curtia a banda até 1980: a reunião de John, Paul, Harrison e Ringo, separados desde o final dos anos 70.</p>
<p>Segundo Tavito, a Rua Ramalhete, que de fato existia e ainda existe (bairro Anchieta, zona sul de Belo Horizonte-MG), era uma menção subjacente à <em><i>Penny Lane, </i></em>a famosa rua de Liverpool, onde os Beatles imortalizam na famosa imagem dos quatro atravessando uma faixa de pedestre e também na música de mesmo nome, em 1967.</p>
<p>O sonho de Tavito, para aquele distante 1979, estaria longe de acontecer. Não pela possibilidade de os Beatles voltarem a cantar juntos, novamente, nem que fosse para uma apresentação ou projeto especial; mas porque o regime militar jamais consentiria, como jamais consentiu. Se os rebeldes daqui eram obrigados a se exilarem, para sobreviverem, imaginem os quatro garotos de Liverpool em terras brasileiras?</p>
<p>No documentário <em><i>Anthology</i></em>, com os recursos já avançados daquela época, até que nos emocionamos, todos, com a regravação e remasterização do sucesso <em><i>Free as a bird</i></em>, como também com os efeitos visuais que traziam à tona os quatro juntos, novamente, pelo menos na arte gráfica e midiática. Sensação ainda maior e mais intensa, recentemente, já com a ajuda da Inteligência Artificial, com o clipe <em><i>Now and then</i></em> (2023), que levou fãs do mundo inteiro às lágrimas, inclusive este que vos escreve.</p>
<p>Fato é que, esta semana foi particularmente singular para mim, nesse sentido de nostalgia beatlemaníaca, não somente pelas razões acima mencionadas, mas por, como a um promissor e confortante gatilho de memória,  ter tido a oportunidade de ouvir, mais uma vez,  a canção <em><i>Rua Ramalhete</i></em> numa das minhas idas e vindas recorrentes entre Lagarto e Aracaju. E assim,</p>
<blockquote><p>“<em><i>Sem querer fui me lembrar / De uma rua e seus ramalhetes / Do amor anotado em bilhetes / Daquelas tardes</i></em>”&#8230;</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Rachel Giusti Fleming, adeus!</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/rachel-giusti-fleming-adeus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Feb 2025 16:35:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[adeus]]></category>
		<category><![CDATA[amiga]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[Rachel Guisti Fleming]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[saudade]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Já tinha pensado em dois temas para escrever a crônica deste final de semana. Poderia escrever sobre o primeiro mês de governo de “Donald Trump e a diplomacia do coice”, que está colocando de pernas para o ar um mundo já caótico, sem respeito ou empatia &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">J</span>á tinha pensado em dois temas para escrever a crônica deste final de semana. Poderia escrever sobre o primeiro mês de governo de “Donald Trump e a diplomacia do coice”, que está colocando de pernas para o ar um mundo já caótico, sem respeito ou empatia por ninguém. Com apenas trinta dias de governo, completados em 20/02,  Trump à frente do país mais rico e poderoso do mundo, parece que está há décadas no poder. Ninguém nem lembra mais quem foi Joe Biden, o fraco presidente americano, por quatro anos. Ou escreveria sobre a insana guerra entre Rússia e Ucrânia que, segundo dados não oficiais, ceifou 80 mil vidas, deixou 400 mil feridos e torrou bilhões de dólares. A guerra entre Rússia e Ucrânia completa três anos, na próxima segunda-feira, 24 de fevereiro.</p>
<p>Mas resolvi mudar e escrever sobre uma pessoa muito especial. Na terça-feira, 17/02, acordei e vi nas redes sociais o comunicado de que Rachel Guisti Fleming havia feito a passagem no dia anterior. A morte sempre deixa um vazio, especialmente quando não estamos esperando. Não conheci Rachel pessoalmente, mas ficamos próximos pelas redes sociais. Ela era irmã de Lílian Giusti, colega dos bancos escolares do Colégio Batista, que voou ao encontro da morte, de forma trágica, quando éramos adolescentes.</p>
<p>Ao saber que Rachel era irmã de Lilian, enviei-lhe uma solicitação de amizade, que logo me adicionou. Quando começamos a conversar, Rachel morava em Brasília. Acompanhei seus derradeiros dias na Capital Federal e a mudança para Petrópolis, RJ. Nos falávamos todos os dias. Comentávamos sobre nossos cotidianos, falávamos sobre São Luís do Maranhão, que ela não visitava há tempos. Culta e inteligente, me mandava vídeos de músicas, que gostava — muito Jazz e Bossa Nova. Sempre uma nova versão de um clássico, coisa de gente fina. Leitora voraz, me indicava livros. Cinéfila, me dava dicas de bons filmes, especialmente europeus ou iranianos.</p>
<p>Comospolita, viajada, falávamos de lugares que já tínhamos pisado, destacando algo pitoresco. Fluente em línguas estrangeiras, era uma enciclopédia.</p>
<p>Mãe, avó e bisavó coruja, falava dos filhos, netos e dos bisnetos com alegria e orgulho da prole. Recentemente havia enviado um vídeo com os bisnetos em pura farra. Não houve tempo de lhe enviar fotos de Heitor, meu neto, recém nascido.</p>
<p>Quando lhe enviava minhas crônicas, ela, gentil e generosamente, fazia comentários que me deixavam feliz e grato.</p>
<p>Recentemente, enviou-me uma mensagem, em que estava muito preocupada, pois recebera um aviso, via celular, para ficar alerta por causas das forte chuvas na região serrana do Rio. Era final de tarde, e toda a população local recebera a mesma mensagem. “Luiz, é muito preocupante tudo isso, não temos para onde ir”, dizia a mensagem. Mais tarde, mais tranquila, disse que tudo se acalmara.</p>
<p>Quando lhe falei que estava passando por um problema, logo me perguntou: “Como posso ajudá-lo?”, oferecendo-me coisa rara em tempos líquidos — atenção.</p>
<p>Dezembro fui ao Rio, viagem rápida, pensei em ligar-lhe e, se possível, subir a serra para conhecê-la, tomarmos um café, desfrutar de sua companhia. Não o fiz.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/O-loco-meu-4-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-86569 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/O-loco-meu-4-1-300x200.png" alt="barco" width="300" height="200" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/O-loco-meu-4-1-300x200.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/O-loco-meu-4-1.png 600w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>A morte tem essa maldade. É uma ruptura, nos priva do convívio; deixa além de saudades, muitas indagações. Quantas perguntas sem resposta, quantas coisas que não saberei de minha amiga Rachel, que um dia a chamei de Clarice Lispector, e que ela sorrindo me disse “Não mereço tamanha importância”.</p>
<p>A vida, em sua essência, é desmedida e gratuita. O tempo nos é concedido sem contrato, e a morte nos espera sem taxa de devolução. A partida inesperada de Rachel, que escolheu a elegância como marca de sua trajetória, deixou em mim uma saudade de alguém que nunca vi pessoalmente, mas fez parte de alguns dos meus melhores dias, provando que a vida passa que nem o vento, mas só fica o que é sentimento. “A parte que parte não consegue por inteiro partir, mas a parte que parte um pouco fica, a que fica um pouco parte. Embora essas partidas nos partam, elas são partes da vida, e a vida não deixa de ser arte”, poema celta. Rachel era puro lirismo.</p>
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